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Origem dos Perus (Meleagris gallopavo)

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Descrito por Linneaus em 1758, o nome peru tem sua origem provavelmente do topônimo Peru, por acreditar-se no século XVI que era dali que se exportava a ave para Portugal; além do mais, no Portugal do século XVI, segundo relata José Pedro Machado, a fama do Peru era tal que, metonimicamente, entre os portugueses, passa a significar a América espanhola.
Amplamente distribuídos na América do Norte, eles são achados ao longo da maioria dos Estados americanos. Eles também são encontrados em algumas partes do México. Segundo, (Eaton, 1992), os perus selvagens também foram introduzidos na Alemanha e Nova Zelândia. No seu habitat preferem as florestas que possuem locais abertos como pastos, campos, pomares e pântanos sazonais

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Origem dos Perus (Meleagris gallopavo)

  1. 1. Origem dos Perus<br />(Meleagris gallopavo - Linnaeus 1758),<br />Por: João Felix Vieira<br />Poucas são as citações cientificas sobre Meleagris gallopavo - o Peru. Algumas fontes descrevem como espécie domesticada por índios mexicanos e depois introduzida na Europa por navegadores por ocasião do descobrimento e colonização da America. Sem muitas informações, Domingues (1968), afirma que a domesticação é, pois, um acontecimento muito anterior ao descobrimento do Novo Continente. <br />Em estado selvagem vivem em grupos em lugares próximos a árvores. Normalmente caminham, mais também podem voar. Perus selvagens pesam entre 8 a 10 kg o macho e de 4 a 5 a fêmea. Zootecnicamente domesticados podem chegar a pesar mais de 15 kg, isto se deve a processos de seleção e uma alimentação própria para aumentar o rendimento de carne para o consumo humano. <br />Descrito por Linneaus em 1758, o nome peru tem sua origem provavelmente do topônimo Peru, por acreditar-se no século XVI que era dali que se exportava a ave para Portugal; além do mais, no Portugal do século XVI, segundo relata José Pedro Machado, a fama do Peru era tal que, metonimicamente, entre os portugueses, passa a significar a América espanhola.<br />Amplamente distribuídos na América do Norte, eles são achados ao longo da maioria dos Estados americanos. Eles também são encontrados em algumas partes do México. Segundo, (Eaton, 1992), os perus selvagens também foram introduzidos na Alemanha e Nova Zelândia. No seu habitat preferem as florestas que possuem locais abertos como pastos, campos, pomares e pântanos sazonais<br />É certo que o peru doméstico origina dos perus selvagens, cuja origem vem dos Estados Unidos e México. Através de cruzamentos e de trabalhos genéticos conseguiu-se chegar a várias outras raças com características próprias como os a Standard Bronzeado, o Bronze peito largo (Bronze Breasted Turkey), o Holandês branco, o Bourbon vermelho, o Narragansett, o Negro de Norfolk e o Ardósia, não só na mutação de cores, como também no peso de cada espécie, tais como: Meleagris gallopavo (Linnaeus 1758), Meleagris gallopavo merriami (Nelson, 1900), Meleagris gallopavo osceola (Scott, 1890), Meleagris gallopavo silvestris (Vieillot, 1817), Meleagris gallopavo mexicana (Gould, 1856), Meleagris gallopavo intermédia (Sennett, 1879) e Meleagris gallopavo onusta (Moore 1938). Alguns autores afirmam serem originários da América do Norte, e levados para a Europa em meados de 1511. Outros afirmam ainda que o peru selvagem foi domesticado pela primeira vez no México há mais de mil anos, mas, no começo do século XX, havia desaparecido em grande parte dos Estados Unidos.<br />A generalidade da criação dessas aves domesticamente é complexa, muito embora se proporcionarmos aos perus, boas condições de higiene, boa alimentação e um bom manejo, sua criação pode ser fácil tanto quanto à de galinhas. Até aos três meses, os filhotes (peruzinhos), são tão delicados quanto os de galinhas, mas, torna-se uma das mais resistentes aves domésticas, podendo ser soltos pelos campos ou piquetes, embora devam ser recolhidos a um abrigo durante a noite. Exclusivamente são criados para a produção de carne, pois seus ovos são mais usados para a incubação. São aproveitados, ainda, todas as suas penas e detritos, além de ótimo esterco, que pode ser usado como adubo para hortaliças.<br />Não se aconselha criar essas aves adultas em gaiolas ou confinamento em reduzidos espaços, pois podem aparecer inchações nas patas, prejudicando as aves e não respeitando seu bem estar. Os terrenos devem ser grandes, secos, gramados e/ou com forrageiras indicadas tecnicamente, próprias e com divisões para permitir á rotação das pastagens caso o rebanho seja grande, com, por exemplo, separados 60 a 80 cm uns dos outros e abrigando 2 a 3 perus por metro linear.<br />Comercialmente o Brasil já é apontado como um dos maiores produtores de perus do mundo, devido as suas condições de clima, solo, tecnologia e avanços em pesquisas zootécnicas. Todos os anos, quase 300 milhões de perus são abatidos na União Européia, cinco milhões dos quais em Portugal, sendo a época natalícia a de maior procura da carne destes animais.<br />Quanto à criação doméstica ou industrial, deve-se tomar a atenção devida, como nunca criar perus junto com galinhas ou próximas de galpões de qualquer outra ave, porque elas lhe podem transmitir várias doenças, inclusive a Entero-Hepatite, que é inflamação dos intestinos e do fígado, uma das mais graves doenças para os perus. São vários os problemas associados à criação intensiva destes animais e que, obviamente, têm conseqüências na qualidade da carne e na saúde de quem a consome. No Brasil, a legislação sanitária é mais rigorosa e o bem estar animal respeitado, ao contrário de alguns países. <br />No manejo comercial a reprodução natural é negada aos perus. São criados seletivamente para serem tão grande que a criação natural se tornou fisicamente impossível e toda a reprodução é feita através de inseminação artificial. Os perus recebem antibióticos e hormônios de crescimento por serem criados sob condições de superpopulação. Muitos perus comem rações pré fabricadas, que costumam conter restos processados de outras aves. Todos estes fatores afetam obviamente a saúde de quem consome estes animais. <br />A expectativa de vida natural de um peru é de cerca de 10 anos. Os perus de criação intensiva são mortos ao completarem de 12 a 26 semanas, dependendo do tamanho da ave produzida. <br />Fontes:<br />INTRODUÇÃO Á ZOOTECNIA – Octavio Domingues, 1968 – Séria Didática n. 5, Serviço de Informação Agrícola – Ministério da Agricultura<br />RURAL NEWS – Disponível em: www.ruralnews.com.br/visualiza.php?id=418 <br />CRIAÇÃO DE AVES DOMÉSTICAS – Por Márcio Infante Vieira – Médico veterinário <br />CRIA E PLANTAR – Disponível em: www.criareplantar.com.br/pecuaria/peru/index.php<br />CENTRO VEGETARIANO – Disponível em: www.centrovegetariano.org/Article-173 Cria%25E7%25E3o%2Bintensiva%2Bde%2Bperus.html <br />

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