Uso das linguas nacionais no processo de inclusão na radiodifusão digital<br />Celestino Joanguete<br />
Temas de abordagem <br />Digitalização da radiodifusão e as linguas nacionais;<br />Radiodifusão digital <br />Afrocomplme...
Digitalização da radiodifusão e as linguas nacionais<br />Contextualização<br />Os media  estão em mudanças profundas,  nã...
Cont…<br />Vilches (2003) já reconhecia que as mudanças aceleradas operadas pela Internet provocaria o desequilíbrio lingu...
Cont…<br />Omojola (2009) critica a TIC assente na exclusão dos conteúdos e da lingua das populações indígenas africanas. ...
Cont…<br />Contrariamente, existem grupos linguísticos africanos como Hausa falada por 70 milhões de pessoas, Swahili por ...
Cont…<br />No caso Moçambicano, das  22 linguas moçambicanas, três, excluindo o Português, são as mais faladas: Macua, 26....
Cont…<br />Mcquail (2003) os novos media, incluindo a radiodifusão digital, constituem o factor  de “ integração e identid...
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Afrocomplementarismo<br />Face a exclusão de algumas linguas africanas faladas por um número considerável da população, su...
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Algumas iniciativas<br />Programa de Centros Multimedias Comunitário , CMC, oferecerem  as comunidades pobres uma porta de...
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Conclusão <br />Conclusão<br />O afrocomplementarismo  deve ser visto como uma teoria “dialogista”  (Gushiken,  2006: 75-7...
OBRIGADO<br />
Bibliografia<br />CIUEM (2009) Inclusão Digital em Moçambique: Um Desafio para Todos, Maputo<br />INE, (2007) Censo 2007, ...
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Uso das linguas nacionais no processo de inclusão

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Paper apresentado nas VII Jornadas da radiodifusão " Jornalismo e as Linguas Nacionais" 28-29 Set-2011

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Uso das linguas nacionais no processo de inclusão

  1. 1. Uso das linguas nacionais no processo de inclusão na radiodifusão digital<br />Celestino Joanguete<br />
  2. 2. Temas de abordagem <br />Digitalização da radiodifusão e as linguas nacionais;<br />Radiodifusão digital <br />Afrocomplmentarismo;<br />Conclusão.<br />
  3. 3. Digitalização da radiodifusão e as linguas nacionais<br />Contextualização<br />Os media estão em mudanças profundas, não só devido à evolução tecnológica, mas também da forma como os usuários se apropriam dos mesmos.<br /> O processo de digitalização da rádio merece uma atenção especial, quer pela elevada taxa de penetração na população moçambicana , quer pelo facto da ser um meio que está totalmente integrado no quotidiano dos cidadãos<br />
  4. 4. Cont…<br />Vilches (2003) já reconhecia que as mudanças aceleradas operadas pela Internet provocaria o desequilíbrio linguístico entre o inglês e as demais línguas do mundo (Vilches, 2003:44).<br />
  5. 5. Cont…<br />Omojola (2009) critica a TIC assente na exclusão dos conteúdos e da lingua das populações indígenas africanas. O autor encontrou na estatísticas algumas linguas europeias, faladas por minoria, que estão incluídas nas TIC. <br />
  6. 6. Cont…<br />Contrariamente, existem grupos linguísticos africanos como Hausa falada por 70 milhões de pessoas, Swahili por 100 milhões, Yoruba por 40 milhões e em contrapartida, estas não estão incluídas nas suas TIC, tal como as linguas Inglesa, francesa ou italiana, (Omojola, 2009: 36).<br />
  7. 7. Cont…<br />No caso Moçambicano, das 22 linguas moçambicanas, três, excluindo o Português, são as mais faladas: Macua, 26.1% ; Changana,10.5% ; Sena 7.8% e a lingua portuguesa é falada por 10.8% da população Moçambicana; ( INE, 2007)<br />Apenas RM e as rádios comunitárias usam quase 90% das linguas moçambicanas nas suas emissões (FORCOM, 2011)<br />
  8. 8. Cont…<br />Mcquail (2003) os novos media, incluindo a radiodifusão digital, constituem o factor de “ integração e identidade”, ou seja, elementos unificadores de distâncias geográficas e de abertura para a formação de redes de conhecimentos e de informação. <br />
  9. 9. Cont…<br />Radio Digital<br />Rádio Digital será num futuro próximo o standard da rádio, que vai exigir aos seus ouvintes habilidades técnicas de acesso aos conteúdos, facto que deve passar por uma nova educação para os media ou literacia digital. <br />
  10. 10. Cont…<br />A transição do sistema analógico ao digital e sua difusão na web pressupõe a “ruptura de fronteiras” locais, regionais e nacionais.<br />Neste cenário, com a predominância da lingua portuguesa na radiodifusão para (10.5%) de falantes, 89.5% das populações falantes das Línguas Moçambicanas serão os próximos info-excluídos da radiodifusão digital <br />
  11. 11. Cont…<br />O multilinguismo na radiodifusão digital facilita o acesso ao conhecimento e a produção de conteúdos diversificados. <br />
  12. 12. Afrocomplementarismo<br />Face a exclusão de algumas linguas africanas faladas por um número considerável da população, sugere-se uma solução baseada no “afrocomplementarismo” (convergência de conteúdos produzidos no contexto africano e a tecnologia ocidental), Omojola (2009).<br />
  13. 13. Cont…<br />O afrocomplementarismo seria uma crítica ao modelo de transferência de tecnologias para o continente africano, de forma vertical e unilateral, com ênfase no fabricador e sua cultura, deixando para o plano de extemporaneidade o conhecimento nativo africano e toda a sua rede de produção de sentido<br />
  14. 14. Cont…<br />Justifica-se que , a língua tem o seu sentido partilhado e compreendido dentro da comunidade linguística ou das redes de relações sociais. Então, a presença de uma segunda lingua, estranha e imposta pelas tecnologias poderá complicar a compreensão e uma “leitura negociada” com o novo meio.<br />
  15. 15. Cont…<br />A efectiva inclusão da nova audiência e das linguas nacionais na radiodifusão digital, passa por duas questões a ter em conta: fortalecimento do usuário e a produção de conteúdos locais<br />
  16. 16. Cont…<br />Fortalecimento do usuário<br />O desafio importante da radiodifusão digital é o fortalecimento das populações locais , inseridas em culturas e valores tradicionais, em técnicas de inserção na auto-estrada de informação. <br />Manuseamento do computador, navegação na Internet, pesquisa e recuperação de informação, etc<br />
  17. 17. Cont…<br />Produção de conteúdos <br />Aprodução de conteúdos deve começar pela inclusão nas políticas públicas dos princípios de livre acesso à informação e de política nacional sobre as Línguas Moçambicanas<br />
  18. 18. Cont…<br />Nesse contexto, os sistemas nacionais de educação e projectos de natureza pública têm a responsabilidade de formar pessoas com habilidade e capacidade para adquirir conhecimento, tornando-se tanto produtores quanto usuários de conteúdos baseados em TIC.<br />
  19. 19. Algumas iniciativas<br />Programa de Centros Multimedias Comunitário , CMC, oferecerem as comunidades pobres uma porta de entrada à Sociedade de informação , através de combinação de dois serviços: rádio e TIC. <br />Os CMCs podem fortalecer as comunidades locais, incluindo grupos de baixa renda, microempreendimentos, mulheres e jovens, para desenvolverem e utilizarem conteúdos locais ( Cyrenek, 2000).<br />
  20. 20. Cont…<br />Tentativas falhadas<br />Sistema de Informação de Educação; SchoolNet; <br />introdução da disciplina de informática (ensino secundário);<br />Um currículo certificado de TIC para Desenvolvimento;<br />Rede Moçambicana de Ensino Superior e de Pesquisa (MoRENet) (CIUEM, 2009)<br />
  21. 21. Conclusão <br />Conclusão<br />O afrocomplementarismo deve ser visto como uma teoria “dialogista” (Gushiken, 2006: 75-76)) que pretende romper com o modelo unilateral e vertical de comunicação de massa, propondo o modelo de “ horizontalização dos processos de troca simbólica”<br />
  22. 22. OBRIGADO<br />
  23. 23. Bibliografia<br />CIUEM (2009) Inclusão Digital em Moçambique: Um Desafio para Todos, Maputo<br />INE, (2007) Censo 2007, www. Ine.gov.mz acessado 25/09/11<br />Revista Forcom, 2011<br />Mcquail, D. (2003) Teorias da Comunicação de Massas, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa;<br />Omojola, O.(2009), English-oriented ICTs and etnnic language survival strategies in Africa, in Global media Journal, African edition, Vol.3 (1), pp. 33-45 <br />Vilches, L. (2003) Tecnologia digital: perspectivas mundiais, In Comunicação & Educação, nº 26, S. Paulo, pp.43-61<br />

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