TURNOSNão se conhece completamente um alguém ou uma ciência enquanto nãose souber da sua história.(Adaptação de pensamento...
IntroduçãoOlá, queridas. Queria dar-lhes um presente enorme, algo que pudesse significar algogrande, mas cheguei a conclus...
HISTÓRIA 1
JDFoi em 2010, ainda estávamos no primeiro ano. Tivemos então a ideia defazer algo com as letras JD que correspondiam, na ...
DEMETRIA JOHANSENDemi Lovato“Na maioria das vezes não preciso me apresentar… As pessoas já meconhecem. Não ache que é prep...
JENNETT DOWICH(Deborah Ann Woll)“Me chamo Jennet Dowich, mas fiquem apenas com o Jett, odeio o nome medado pelo meu pai, c...
01:30 – 26 de julho de 2007O som do carro estava alto demais, Clarisse Johansen haviacompletado 30 anos havia 23 minutos, ...
Andy riu, concordando com a cabeça.– É verdade...Ambas riam agora.– Esquece isso, vamos comemorar. – Aumentou o som do car...
– Me acompanhem.O médico, que parecia jovem demais para a sua profissão seguiu em frente, e elas logoatrás.Chegaram a um q...
AtualmenteHavia horas que Jennett ocupava a cadeira noescritório do estúdio. Poderia ter largado mais cedo, junto a Demetr...
Enviou uma mensagem de texto para Demi, avisando que já estava indo ao restaurantemarcado. Estava cedo e sabia que Demi es...
todo o tempo apenas por não ter mais o que fazer, mas o toque irritante do sinal de novamensagem do seu celular fora o suf...
- Sim? - Perguntou, tentando quebrar algo da tensão apenas para que alguém começasse alhe dizer alguma coisa.O silencio co...
HISTÓRIA 2
Beatrice e BrianEstou me metendo nessa história, visto que não tenho a ver com oBrian ou a Beatrice, mas a Hell é minha, e...
BRIAN ARMSTRONG(Joseph Gordon-Levitt)Brian teria qualquer garota que quisesse, se não fosse o grandeamor pela sua melhor a...
BEATRICE LEFEVRE(Zooey Deschanel)Desde muito nova, Beatrice sempre fizera o que a mãe desejava. Ia atodas as reuniões, fre...
– Vamos lá, Helena, você tem de me ajudar. - Beatrice suplicava airmã.Logo de manhã cedo, passara no café para apanhar o s...
– Eu não quero que seja igual a elas. Eu não as quero, na verdade, por isso chamei você.– Por quê não chama a Rachel? – A ...
A mais nova bufou, mas assentiu com a cabeça. Não seria tão difícil convencer o Bill e,embora seja isso o que a fazia quer...
Brian sorriu, balançando negativamente a cabeça.– Você vai gostar.Beatrice então, simplesmente pôs o cinto e esperou. Pelo...
A mulher assentiu, admirada. O homem riu em resposta.– Queria que você pudesse se ver agora.Beatrice corou, dando um tapa ...
Brian a fitou, confuso e com medo do que estaria por vir.Ela não conseguia mas fitá-lo, olhava o lago enquanto pensava em ...
Ela esperou, desejando árduamente, um novo beijo.
História 3
Danna e RachelEssa sim eu posso dizer que foi uma história que mal combinamos.Criamos os personagens e “deixamos rolar”. S...
DANNA ARMSTRONG (BECKINSALE)(Alysha Nett)Se tem algo pelo qual você jamais deve se deixar enganar são ostraços delicados d...
RACHEL EVANGELINE LEFEVRE(Lass Suicide)Quando Rachel nasceu, a mãe cometeu o terrível engano de pensarque esta seria a “su...
Rachel sentía-se ridícula. Ela simplesmente não costumava sentir-sebem estando em um vestido que prendía-lhe a respiração ...
– Acho que devia descer logo, não quer irritar Laura.Rachel achava estranha toda aquela consideração que Helena tinha com ...
– Ainda vai demorar muito? – Danna perguntou a mãe enquanto descia as escadas.Quanto mais rapido passasse por aquilo, melh...
Toda aquela conversa, parecera durar uma eternidade, até que começaram a servir osdrinks, bebida de verdade. Nada que foss...
– É o que eu mais espero. – Respondeu Danna, não podendo ser mais sincera. – Falta-meapenas ideia, deixo por sua conta.Rac...
ela voltasse, foi do mesmo jeito quando, sem querer, Rachel deixou que uma de suas amigasvisse a tatuagem. Ela só mostrava...
ela. O garotão nadava rapidamente e a pegava. Então ele saía da piscina com ela no colo. Osolhos da garota piscavam repeti...
– Hey! – Tentou chamá-la mas ela continuou andando. – O que deu em você?A outra, sequer deu atenção.Danna continuou seu ca...
A outra já encontrava-se deitada no chão, sem acreditar no que estava acontecendo.Rachel deitou-se por cima dela.– E me de...
História 4
Ashley e StewartÉ uma história “nova”. Tentei com ambas, mas, pelo visto, terei de terminá-la sozinha mesmo.Ashley e Stewa...
STEWART HUNT(Dougie Poynter)Surfista, Stew trabalha como salva-vidas na praia local. Mora emuma cidade pequena onde todos ...
ASHLEY FOLLOWILLAshley segue o tipo “garota certnha. Faz vários trabalhoscomunitarios e está sempre disposta a ajudar quem...
Não tinha ideia de quanto tempo havia estado parado,sentado naquela prancha, à espera de qualquer coisa que se parecesse c...
Olhei para o grupo com o qual ela disse que iria e quase aceitei, mas então me lembrei dealgo.- Nem vai dar, Hell... - Com...
Talvez Ashley tivesse retrucado alguma outra coisa para mim se eu tivesse lhe dado àchance. Mas não o fiz. Dei-lhe as cost...
Liguei o computador para checar alguns e-mails e,quando dei por mim, perdi a hora para o encontro com o Stewart e Dora. Ti...
Tive que virar de costas para que não pudesse olhá-lo no rosto e ver a sua expressão deincredulidade ao me ver ainda pinta...
garotas que se escondam atrás daquela coisa toda, mas elas não eram naturais. Elas se escondiamatrás de uma máscara negati...
– Não, Dora, tudo bem. – Respondeu Ashley, sempre prestativa. – Stew que anda meiocabisbaixo esses dias, depois eu convers...
Mil palavras ao mesmo tempo passavam pela minhacabeça. Eu estava falando sem parar, e até pude sentir o rosto queimar em r...
Olhei para o Stewart e ele seguiu com o carro só com um risinho frouxo na cara edizendo "Tenha isso como um pedido de desc...
duas vezes pedi uma bebida. Essa essa a escapatória. Se algo desse errado, disfarçar e distraircom a bebida e sair à Franc...
Não quis saber. Dei as costas e virei-me para o Stewart. Matthew era um dos amigos doStewart, o que eu mais odiava. Na pri...
Como o resto do lugar, a pista de dança encontrava-se lotada. Ali era o unico lugar naquela minuscula cidade com pouquissi...
Eu recuei, em um disfarce – para não assustá-la, como já disse – e assenti com a cabeça.Estava puto, é verdade, mas naquel...
- Hell, ér... - Eu não precisei dizer mais nada para que uma garota irritada pulasse do meucolo e se dirigisse ao bar. Eu ...
Droga! Eu nã havia bebido nada. Perguntei-me o que Helena havia misturado naquelecopo.– Stew, você ta me assustando.Soltei...
Não vou negar que também estava louca para chegarmos. Assim que entramos Stewartagarrou-me, encostando na parede próxima a...
HISTÓRIA 5
Helena e Bruce.Essa história é completamente minha, considerem como um bônus. Acriei por que fiquei com pena da minha Hell...
HELENA LEVEFRE(Cara Delavingne)Filha do meio de Johnny, Helena é meio-irmã de Beatrice e Rachel.Tenta ser a melhor pessoa ...
BRUCE SPRNGSTEIN(Joe Dempsie)Bruce é um “meninão” é o tipo de cara que todos gostam.Ele faz da vida o que quer, e não ta n...
– Vai dar tudo certo. – Rachel falava, em mais uma tentativa de acalmar airmã.Beatrice a abraçava, sem conseguir tirar o s...
Ela desceu do carro junto a Rachel. Tocaram a campainha e o rapaz não demorou aatender, abriu a porta com um sorriso que s...
Conclusão.UHUUU, FINALMENTE AS 04:25 DA MADRUGADA DO DA 30/03 EU TERMINEI ESSAJOÇA. Ok, parei de gritar. Espero que tenham...
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Para Kamila Ataíde e Natalia Fernanda

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  1. 1. TURNOSNão se conhece completamente um alguém ou uma ciência enquanto nãose souber da sua história.(Adaptação de pensamento de Auguste Comte)Para Kamila Ataíde e Natalia Fernanda.
  2. 2. IntroduçãoOlá, queridas. Queria dar-lhes um presente enorme, algo que pudesse significar algogrande, mas cheguei a conclusão de que não havia muito que pudesse fazer. Pensei então,em basear em algo que compartilhassemos. Não foi uma escolha difícil, mesmo por quê, pormais que tenhamos várias coisas em comum - além das várias diferenças - a escrita é,certamente, um amor do qual somos dotadas. Não vou lhes pedir autorização para escrever emnome de seus personagens, pois quero fazer-lhes uma surpresa - e não teria a mínima graçase eu fosse pedir, pois descobririam. Então, caso haja alguma incompatibilidade com opensamento de algum personagem de vocês peço-lhes apenas que me perdoem.Desejo, acima de tudo, que gostem do presente, pois está sendo preparado com todo ocarinho. Será algo que farei, e prometo ir até o fim. Começo aqui, às 18:38 do dia 11/02/13,escreverei o mais rápido que puder - mas não acredito que terminarei tão cedo.Enfim, acabando com todas as procrastinações e blábláblás acho que está na hora decomeçar com iss aqui. Amem o livro e me amem ainda mais por tê-lo escrito para vocês.E ah, só pra deixar claro aqui que as amo.Da baixinha eternamente de vocês.( O livro, por ser algo escrito por ela pras amigas, é de emocionar. Traz históriasenvolventes e apaixonantes. Vale a pena ler, principalmente se você se chama Kamila ouNatalia e é uma de suas melhores amigas. )- J.K Rowling, autora a série Harry potter(BRINCADEEIRA )
  3. 3. HISTÓRIA 1
  4. 4. JDFoi em 2010, ainda estávamos no primeiro ano. Tivemos então a ideia defazer algo com as letras JD que correspondiam, na verdade, ao nossocriado e jamais pulicado “Jornal Decisão” com um comercial que maisparecia um de motel. Então surgiu o motel JD, a fazenda JD e, para osturnos, o estudio JD. O nome das personagens não ficaram de fora,surgiram então a Jennett Dowich e a Demetria Johansen, ambas com o JDem seus nomes.Estava criada a trama, os turnos começaram e então nos veio aideia de uma espécie de base em novela mexicana. Tivemos toda a ideia,mas não nos deu pra terminar. Entao agora, Natalia, apresento-lhenossas – já conhecidas – personagens.Amigas de infancia, Clarisse e Andressa eram inseparáveis.Cresceram, se formaram, trabalharam, tudo juntas. Com as filhas nãopodia ser de outra forma. Jennett e Demetria, embora diferentes, sãoamigas. São donas do conhecido estudio JD, o qual formaram com umsonho. Moram sozinha desde o acidente que levou suas mães, e vivemcomo irmãs.
  5. 5. DEMETRIA JOHANSENDemi Lovato“Na maioria das vezes não preciso me apresentar… As pessoas já meconhecem. Não ache que é prepotência de minha parte, de forma alguma,mas sou uma importante empresária e as pessoas me conhecem através domeu trabalho. No início me apresentava pela força do hábito, mas,escutava sempre a mesma coisa: ” Claro que sei quem é você!” E com otempo isso começa a te irritar. Por isso decidi não me apresentar amais ninguém. Mas como sei que não me conhecem, abrirei essa exceção.Meu nome é Demetria, mas podem me chamar de Demi, tenho vinte e trêsanos e, como já disse, sou empresária de um estúdio, o JD. Moro em umapartamento com minha melhor amiga e sua irmã. Mas o engraçado dessahistória é que nem sempre fomos melhores amigas. Na verdade, nosodiávamos. Mas, uma tragédia envolvendo nossas mães nos uniu de formaabrupta, já que havia pessoas mais frágeis precisando do nosso apoio.O engraçado das tragédias é que elas sempre te trazem algo de bom. Nomeu caso, a Jett. Ela pode ter todos os defeitos do mundo mas tem umenorme coração. A considero como irmã e nos damos muito bem, embora ofato de sermos totalmente diferente atrapalhe um pouco as vezes, onosso gosto pela música supera tudo.”
  6. 6. JENNETT DOWICH(Deborah Ann Woll)“Me chamo Jennet Dowich, mas fiquem apenas com o Jett, odeio o nome medado pelo meu pai, costumo me perguntar se ele não tinha criatividadeou queria me amaldiçoar pelo resto da minha vida por que nasci. Moroem um apartamento com minha irmã e minha amiga Demetria, pessoa queodiava até os quinze anos de idade. Isso mesmo, até os quinze anos nóseramos bem rivais até um acidente de carro com nossas mães, que nosfez ficar quase irmãs. Nós duas descobrimos que mesmo sendo totalmentediferentes tinhamos algo em comum, o gosto pela musica. Já tentamosformar uma banda, participamos de várias até que percebemos que o quequeríamos não era bem “estar totalmente na musica” mas fazer partedela indiretamente, então criamos um estúdio de musica, o JD. É, vocêsjá sabem o que deveriam saber, agora é com vocês!”
  7. 7. 01:30 – 26 de julho de 2007O som do carro estava alto demais, Clarisse Johansen haviacompletado 30 anos havia 23 minutos, ela e Andressa comemoravam juntas desde então.– E semana que vem completamos 31 anos de amizade, Andy.Andressa estava atenta a pista por qual dirigia, mas voltou-se para ver o que a amigadizia.– E somos as únicas a conseguir tal proeza... – Disse Andy, depositando um sorriso aoslábios, mas esse sumiu assim que viu Clairisse baixar a cabeça.– Queria que por todo este tempo houvesse havido apenas verdades.Andressa revirou os olhos, a amiga sabia que ela já havia esquecido e não gostava maisde tocar naquele assunto. Já havia se passado tanto tempo...– Você sabe que nossa amizade jamais enfraqueceu, ou enfraquecerá com isso, Clair. –Tentou tirar um sorriso da amiga com um novo sorriso seu, mas fracassou. – Ei, já passou, vocêsabe que te perdoei. – E se virou totalmente para fitar Clarisse. – Só tenho medo do que vaiacontecer quando a Jett souber...Claire assentiu com a cabeça e sorriu de canto.– Tenho medo que ela nos abandone, ela tem a mente adulta demais para uma garota dequinze anos.
  8. 8. Andy riu, concordando com a cabeça.– É verdade...Ambas riam agora.– Esquece isso, vamos comemorar. – Aumentou o som do carro, sem se preocupar emolhar a pista.– Andy, cuidado!Quando se virou já era tarde, um caminhão vinha na contra mão, rápido demais para quefizessem alguma coisa.09:30 – 26 de Julho de 2007– Onde está minha mãe?Pelo seu tom Jennet parecia bem irritada, mas era apenas seu jeito de demonstrar a dor.Sem lagrimas no olhar, onde podia ser visto apenas fúria.A seu lado estava Demetria, que soluçava com o choro, abraçada a pequena Annie.– Calma, Jett. Estamos em um hospital. – Sua voz falhava pelo choro.Jennet a olhou, repreendendo-a com o olhar. A ignorou totalmente e voltou a gritar com omédico.– Me diga, eu quero vê-la.Por dentro, Jennet lutava contra as lagrimas, não queria parecer fraca, jamais iria parecer assim.
  9. 9. – Me acompanhem.O médico, que parecia jovem demais para a sua profissão seguiu em frente, e elas logoatrás.Chegaram a um quarto, onde o doutor abriu a porta. Lá estava Clarisse deitada em umacama, Jett sorriu ao vê-la, parecia estar em um sono profundo.– Ei, e onde estão os aparelhos? – O sorriso sumiu dos lábios de Jett ao ver a expressãosentida do doutor, já havia passado por isso antes.– Sinto muito.Jennet abaixou-se e abraçou sua irmã. Annie, mesmo sendo pequena demais tambémsabia o que era passar por aquilo desde que perderam sua avó.Annie estava em estado de choque. Demetria desabou completamente por dentro, horasatrás havia descoberto que perdera sua mãe, Andressa morrera na hora do acidente.– Vai ficar tudo bem, An.Annie não falava, nem chorava. Estava paralisada.Jennet queria chorar, gritar, ou sair derrubando tudo, mas não o fez. Soltou Annie queagora era abraçada por Demetria, caminhou até sua mãe e depositou um ultimo beijo em suaface.– Tenha bons sonhos.
  10. 10. AtualmenteHavia horas que Jennett ocupava a cadeira noescritório do estúdio. Poderia ter largado mais cedo, junto a Demetria, maspermaneceu ali com a desculpa de a lista de bandas para colocar em ordem estar ficando enorme,disse-lhe que era melhor colocar em ordem, antes que a bagunçasse se tornasse ainda maisabsurda. Era apenas um pretexto, na verdade estava fugindo da conversa séria que Demi disseraque precisava ter com a amiga. Tinha alguma ideia do que se tratava, mas não queria ocupar amente com tais questões no momento. Distrair-se não estava sendo uma tarefa difícil, eramtantos nomes de bandas ridículos que todo o assunto sério já havia-se ido e seu humor melhoradomuito. “ScrollLock” , “Print Screen”, “Barra de espaço”, todas essas bandas com nomes de teclasde computador e ela se perguntando onde havia ido parar a criatividade. O estado crítico seriaquando chegasse em uma banda chamada crtl+alt+del, aí ela seguiria, e tiraria o nome da listasem mesmo escutar.Quando terminou os agendamentos e a organização das fichas em ordem alfabética,passou um bom tempo na ultima. Nome da banda: Zumzumbaba. Integrantes: Ed, Edd e Eddy.Parou, gargalhou, pôs a ficha no lugar. Mas a perturbara tanto que, após abrir a porta, voltou pararagar o papel. Aquilo podia até ser algum tipo de preconceito, mas ela não queria aquilo na lista.
  11. 11. Enviou uma mensagem de texto para Demi, avisando que já estava indo ao restaurantemarcado. Estava cedo e sabia que Demi estaria ocupada até hora marcada - visto que havia saídoacompanhada do estúdio, mas não faria mal esperar um pouco.Desceu as escadas até a garagem, o que fora suficiente para lembrar que deixara o carroem casa. Esperou, por um bom tempo, por um Taxi, mas estava começando a lhe parecer dificil.Encontrou, porém, uma saída. Retirou o celular da bolsa e discou o numero da sua salvação.A chamada foi atendida ao segundo toque.– Beck, onde você está? – Perguntou, sem esperar que ele dissesse algo.- O que eu fiz dessa vez?Jett, riu. Qualquer pessoa acharia a pergunta do namorado suspeita, mas ela sabia que erameio neurótica, então ele tinha mesmo de se preocupar com calúnias.– Nada, seu bobo. – Ela revirou os olhos, mesmo que ele não pudesse ver. – Queriasaber se pode me buscar aqui no estudio, deixei o carro em casa e estou indo encontrar a Demiem lugar que nem sei onde fica.Sabia que era estranho, uma vez que Demetria e ela moravam na mesma casa epoderiam muito bem se encontrar lá, mas... Ao falar, já começou a procurar na bolsa o endereçoque a outra havia anotado.- Estou indo aí.Ela sabia que a resposta dele não seria outra.Demetria achou que realmente teria um bom encontro, até o momento em que entrou nocarro junto ao homem e ele começou a falar. Estavam agora em um restaurante escolhido por ele,e ele não parava de tagarelar sobre as bandas. Devia saber, que um idiota como aquele só queriafazer marketing de sua banda. Vai ver que era necessário apelar para a sedução quando se tinhauma banda chamada “barra de espaço”.A cada nova frase ela amaldiçoava-se mais por não ouvir a Jett quando ela lhe dizia quea suas relações com membros de bandas deveria ser estritamente profisiional. Continuara ali por
  12. 12. todo o tempo apenas por não ter mais o que fazer, mas o toque irritante do sinal de novamensagem do seu celular fora o suficiente para levantar-se.– Desculpe Blake, mas, terei que ir agora. A Jett está me esperando.Ele enrrugou as sobrancelhas, incrédulo - talvez por não haver conseguido nada além dorestaurante.– Mas você nem comeu nada...Demetria sabia o que ele quis dizer com “comer”, mas simplesmente deu de ombros.– Se eu tivesse me divertido um pingo, talvez considerasse. – Ela lhe disse, enviando umsorriso torto. – Mas me parece que você não é do tipoque faz durar.Ela lhe deu as costas e abandonou o restaurante, entrando no carro.Durante todo o tempo em que ficara ali, o tédio a fez pensar na séria conversa que teriacom Jett. A aflição a tomava, não sabia como a amiga iria reagir. Havia, por muito tempo,tentado lhe contar a verdade, mas simplesmente não conseguia. Por um momento, quis mudar adireção do carro, quis ir para casa e trancar-se, quis fugir da verdade. Então o som de umacantora pop começou a tocar, indicando-lhe uma nova chamada.– Já estou indo pra lá – Ela disse. – A Jett já deve ter chegado.Cada vez que encontrava com Beck, Jett perguntava-se o por quê de tê-lo ignorado tantoantes de começarem a namorar. Dessa vez, estavam entrando no restaurante e, ao ver a imagemde John - o homem a que tinha de chamar de pai - Beck abraçou-lhe, criando um escudo protetor,por que sabia que ela suspeitava do assunto que tinham a conversar com ela, e sabia que agoraestava confirmando, era mesmo verdade.Ela pegou sua mão, e dirigiu a mesa onde o pai se encontrava. Demetria já estava a seulado, haviam rodado tanto para encontrar o lugar que passara-se a hora do encontro.Sentou-se em uma cadeira vazia, Beck permaneceu de pé, atrás dela, e ela continuou asegurar-lhe a mão.
  13. 13. - Sim? - Perguntou, tentando quebrar algo da tensão apenas para que alguém começasse alhe dizer alguma coisa.O silencio continuou, ninguém parecia ter alguma coragem para lhe contar. Jett então,decidiu acabar com aquilo.– Eu já sei. - Disse, fazendo com que Demetria desse um pulo da cadeira. – Você não émeu pai.Quando o homem mais velho assentiu com a cabeça, ela não teve surpresa alguma. Eratudo óbvio demais, tudo sempre esteve claro. A angústia, porém, não deixou de tomar-lhe. FitouDemi e apertou ainda mais a mão de Beck.– Tem mais. – Foi a amiga que falou, fazendo com que agora Jennett se surpreendesse. –Quando mais nova, sua mãe e meu pai, bem...Demetria parou e tomou ar, o medo da reação de Jett a tomava, e já era tarde de maispara desistir de qualquer coisa. Ainda que fosse cedo, era cruel, jamais deixaria seu medo fazercom que a mentira continuasse a tomar Jett.– Somos irmãs. – Disse, simplesmente, como tantas vezes já havia dito antes, mas agoraconsciente de que a outra sabia o verdadeiro significado.Jennett paralisou enquanto vários sentimentos e pensamentos a tomavam.Demetria esperou, amedrontada e aflita pelo silencio da irmã. A fitava, em busca dequalquer reação, estranhando ao ver um sorriso nos lábios de Jett.Jett havia compreendido, e sabia que não havia nada de ruim a pensar. Nada fora mentira,elas sempre estiveram como irmãs. Cresceram assim, conviveram assim e, embora não soubessede nada até agora, nasceram assim. Levantou-se e, calmamente, abraçou Demi. Tudo parecia-lheestranhamente certo.
  14. 14. HISTÓRIA 2
  15. 15. Beatrice e BrianEstou me metendo nessa história, visto que não tenho a ver com oBrian ou a Beatrice, mas a Hell é minha, então vocês tem que medesculpar a intromissão. Essa é outra trama antiga, ler traz, aomenos a mim, uma deliciosa nostalgia.Mudei o Brian, por que, após assistir “500 days with summer”achei que ele era um Brian perfeito pra a Beatrice. Pouco me importocom as reclamações de vocês, então simplesmente leiam.Beatrice e Brian são melhores amigos. Brian sempre nutriu um amorpor Beatrice, mas o medo de perde-la, fez com que ele escondesse.Beatrice sempre se sentiu estranha em relação a Brian, mas tinha medode estar confundindo. Ela está noiva de um outro rapaz, mas não é nadaque alguém acha que dará realmente certo.Brian é um completo babaca apaixonado. Está sempre a perseguirBeatrice, como seu melhor amigo enquanto, na verdade queria ser bemmais que isso.
  16. 16. BRIAN ARMSTRONG(Joseph Gordon-Levitt)Brian teria qualquer garota que quisesse, se não fosse o grandeamor pela sua melhor amiga, a unica que não podia ter. Bobo, Brian éum romântico incorrigível, mas guarda isso consigo mesmo. Ele faz otipo que poderia passar uma tarde inteira lendo Shakespeare, ousimplesmente pensando em como seria bom poder estar com Beatricenovamente, o que sempre acaba por enlouquecer a irmã, Danna. O rapazsempre finge não ligar pra o que essa fala, uma vez que ela parece servem mais da farra que do amor, mas, às vezes, pensa em como seria bomestar como a garota desejava: Livre para poder enrolar-se com outroalguém.
  17. 17. BEATRICE LEFEVRE(Zooey Deschanel)Desde muito nova, Beatrice sempre fizera o que a mãe desejava. Ia atodas as reuniões, frequentava todos os cursos. Ela ser fotógrafa foraquase uma decepção para a mulher, que sempre sonhara com profissõesque cosiderava grandes para ela. Era sempre repreendida pela irmã,Rachel que era completamente seu oposto. Agradecia por ter Helena que,embora fosse outra garota de gênio forte, a compreendia muito bem.Superprotetora com as irmãs, principalmente a mais nova, embora essasempre lhe dissesse que não precisava de ajuda. Nunca ter pensado emsí mesma talvez fora o que nunca a fizera perceber o quanto amava omelhor amigo. Tinha um compromisso com Matthew e era nesse que sefocava, mesmo que ele fosse um idiota. Fumava por que, como costumavadizer, ninguém é perfeito. Tinha um estudio de fotografia e era a eleque se dedicava na maior parte do tempo. Adorava o que fazia e, com asideias que tinha, poderia ir longe.
  18. 18. – Vamos lá, Helena, você tem de me ajudar. - Beatrice suplicava airmã.Logo de manhã cedo, passara no café para apanhar o seu delicioso cappucino, comosempre fazia para começar o dia. Delicioso, ela não podia deixar de declarar, e hoje não foradiferente. Não foi até o momento em que abriu as portas do estúdio e, ao analisar todas aquelasfotos, até mesmo o seu delicioso café de início de dia perdera o gosto. - Falta atitude - Eladeclarou. E repetira a si mesma ao olhar todas aquelas modelos excessivamente magras,mantendo o padrão a que todos procuravam e - ela logo lembrou-se - que ela própria tanto haviatentado encontrar. Mas fora ali, há poucos dias de sua exposição, quando achava que tudo jáestava pronto que ela concluiu: O que menos queria era um padrão. Ousado para alguém queestava começando com um nome na arte, mas ela teria de arriscar.Atitude, ela relembrou a palavra, e foi o suficiente para pegar o celular e discar para airmã que voara para ali com o pedido de emergência.– Quando disse que era urgente eu achei que, sei lá, tudo estava pegando fogo.– É mais urgente que isso.– Eu não vou ficar igual essas barbies que você tem na parede. – Helena apontou paracada uma delas enquanto falava. – Isso é ridículo.
  19. 19. – Eu não quero que seja igual a elas. Eu não as quero, na verdade, por isso chamei você.– Por quê não chama a Rachel? – A pergunta foi ridícula, ela soube assim que a fez. Se existiaalgum Lefevre com mais repugnancia a fotografias que ela, essa era Rachel. A irmã menorconseguia ser a pessoa mais difícil que ela conhecia, e ela conhecia muitas pessoas difíceis.Helena apenas andou até o outro lado da sala e largou-se na cadeira, tomando um gole docafé frio que a irmã largara ao pensar no desastre que lhe parecia tudo aquilo.– Por favor...Helena balançou negativamente a cabeça, certa de que não se deixaria passar por aquilo.Ela gostava de fotografias, adorava a ideia de sua irmã ser fotografa, mas não queria se deixarpassar por modelo que, por sinal, ela tinha uma certa repulsa. Mas foi então que cometeu umerro. Ela fitou a irmã, e aquele sorriso que continuava em seus lábios fez com que ela levantassee dissesse-lhe um “tudo bem” mal humorado.– Quando começamos? - Helena perguntou, sem um pingo de animação.– Na verdade, eu preciso de mais uma ajudinha sua.Helena rolou os olhos, em uma expressão de desistência antes mesmo de saber o queviria.– Não vai querer que eu ponha roupinhas de balet, vai?Beatrice riu.– Acho que é mais fácil que isso.A irmã simplesmente cruzou os braços, esperando o que a mais velha queria.– Sabe aquele seu amigo, o das tatuagens?– Você não vai querer que eu chame o Billy, vai?– Você precisa me salvar, Helena.
  20. 20. A mais nova bufou, mas assentiu com a cabeça. Não seria tão difícil convencer o Bill e,embora seja isso o que a fazia querer desistir, estava disposta a ajudar a irmã.– Você é a melhor!Beatrice dizia enquanto acompanhava a irmã que caminhava em passos largos até asaída, nem um pouco satisfeita com a ideia.– Eu te amo.– Eu sei - A outra disse, jogando-lhe um beijo e deixando o estúdio.Beatrice voltou-se, então, para suas fotos. Em todas aquelas que sua irmã julgava ser“barbies magérrimas” precisava escolher algumas. Foi então que lembrara-se das fotos de Hera,a amiga que quebrara o contrato para deixar que Beatrice pudesse fotografá-la. Ela riu, comopode se esquecer? Hera era a amiga e companheira de apartamento de Beatrice. Quando soubeque ela montaria seu próprio estúdio e empolgou-se a ajudá-la. Tinha um contrato com Bruce, oantigo patrão de Beatrice e um os caras que ela mais odiava, mas Hera sempre conseguiaconvencê-lo e Beatrice devia-lhe agradecimento por isso. Na verdade, e o que a mulher odiavater e admitir, é que ela devia muito mais e demais a Bruce. Fora ele quem lhe conseguira suaprimeira exposição, afinal. Ela jamais diria que o odiava como profissional, não, no ramo elatinha até uma certa admiração por ele. Era aquele jeito de pego-todas-e-jamais-me-apegarei-a-nenhuma que a fazia odiá-lo, mesmo por que uma dessas era sua melhor amiga.Estava terminando de organizar as fotos de Hera quando lembrou-se do encontro queteria. Seu olhar voltou ao relógio e estava quase que atrasada para encontrar Brian, seu melhoramigo.Beatrice, realmente disposta a uma pausa, apanhou a bolsa e deixou o estúdio, dirigindo-se ao local marcado.O convite de Brian lhe intrigara mais cedo, principalmente pelo tom de voz do rapaz. Atéonde Beatrice sabia, era ela quem tinha uma notícia a qual sabia que o amigo não ia gostar, mas,ao conversarem, fora ele quem lhe pareceu nervoso.Brian já estava a esperando quando Beatrice chegou no lugar. Estava parado em frente aseu carro e, antes que ela pudesse falar qualquer coisa, fez sinal pra que ela entrasse em seucarro.– Achei que fossemos ficar aqui. - Disse.
  21. 21. Brian sorriu, balançando negativamente a cabeça.– Você vai gostar.Beatrice então, simplesmente pôs o cinto e esperou. Pelo que o amigo tinha dito, sabiaque não adiantava perguntar.Durante o percurso, tentou conversar, mas Brian cortava seus assuntos. Parecia nervoso,distraído demais, estranho.Foi aí que Beatrice lembrou que tinha algo pra lhe contar. E o desespero tomou-lhe. Brianera seu melhor amigo, e odiava estar fazendo algo que sabia que não ia gostar. Contar-lhe, era aparte mais difícil.Não conseguiu mais fitá-lo pelo resto do caminho. Tinha medo de olhar para ele e suaexpressão entregar-lhe que ela estava fazendo algo que, para ele, era errado.Perdida em pensamentos, Beatrice não percebeu que o carro parou. Estremeceu, quandoBrian tirou a mão do volante e colocou em cima das suas.– Está tudo bem?Beatrice apenas balançou a cabeça em afirmação a pergunta o rapaz que rapidamente saiudo carro, abrindo a porta do carona para que ela pudesse sair. Sorrindo, Brian curvou-se emreverencia, arrancando um sorriso da mulher, que quase esquecera o nervosismo.– Para, Brian! Que exagero!Só então ela parou para observar o lugar. Era lindo. Sabia ser perto de onde morava, umavez que não demoraram tanto no carro, mas jamais havia estado ali. A sua frente estava um píer,lindo, a paisagem perfeita. Perguntou-se onde estaria sua máquina fotográfica naquele momento,mas rapidamente desfocou-se dos pensamentos e passou apenas a admirar o que estava diante deseus olhos.Brian tomou suas mãos. Aquele sorriso bobo de sempre brincava em seus lábios enquantoele dava alguns passos a frente, levando-a junto consigo.– Lindo, não é?
  22. 22. A mulher assentiu, admirada. O homem riu em resposta.– Queria que você pudesse se ver agora.Beatrice corou, dando um tapa de leve no ombro de Brian, que apenas meneou a cabeçaquanto ao gesto. Enquanto davam novos passos, a paisagem fazia-se aina mais bonitas diante doolhos dela. Já podia ver o reflexo amarelo do sol sobre as águas calmas, dando a cena um toquede filme de românce que, por algum motivo, a assustou. Quando chegou ao meio do píer, elaparou. Soltou a mão do rapaz e virou-se, ficando de frente pra ele.– Então, Brian. – Começou a conversa que tinha a certeza que seria tensa. – Por quê metrouxe aqui? – Perguntou com o máximo de cuidado para não ser chata e parou, olhando emseus olhos.Brian desviou o olhar, fazendo-se de desentendido, mas Beatrice bem conhecia aquele joguinho,ele não o faria com ela.– Você já vai saber...Ele tornou a segurar a mão dela e a levou até o fim do píer. Ali, ele dobrou a barra dacalça e sentou-se, os pés tocando a água do lago. Beatrice riu, vendo como ele parecia umacriança, mas logo juntou-se a ele.Por um momento, fez-se silencio. Ao reparar, Beatrice viu que a mão dele aproximava-selentamente da sua, e logo a segurou,apertado. Fitou-a nos olhos e não demorou a quebrar osilencio.– Bia, você está linda... –O nervosismo era algo fácil de se perceber em seu tom.Beatrice sorriu, envergonhada pelo elogio inexperado e abriu a boca, pronta paraagradecer, mas Brian não a deixou falar palavra alguma.O rosto dele aproximou-se rapidamente do dela, nãoa dando chance para perguntar nadaou esquivar-se. Ele não se contentou até que seus lábios tocassem os dela e ele estivessetomando-a em um beijo. Era um beijo tão intenso, tão cheio de paixão que ela não conseguiu nãocorresponder. Ela levou a mão a nuca do rapaz, passando os dedos por seus cabelos. A outraocupou seu ombro. Brian a puxou mais pra perto, a mão escorregando das costas a cintura damulher.Beatrice não podia acreditar naquilo, estava beijando seu melhor amigo. Pior: Estavabeijando seu melhor amigo enquanto estava... Noiva. Ela não pode ignorar aquele pensamento,rapidamente empurrou-o. Afastou-se dele e abaixou a cabeça.
  23. 23. Brian a fitou, confuso e com medo do que estaria por vir.Ela não conseguia mas fitá-lo, olhava o lago enquanto pensava em como contá-lo o queestava acontecendo.– Isto está errado, Brian.Ele agora mudara para uma expressão irritada.– É por causa daquele seu namorado? Nós dois sabemos que esse seu relacionamento simestá errado.– Ele não é mais meu namorado. – Ela disse, balançando a cabeça antes que o rapazpudesse ficar contente. – Ele é meu noivo, vamos nos casar no próximo mês.Finalmente havia contado, agora tinha certeza de que Brian não aprovaria aquilo. Tomoucoragem para fitá-lo. Estava sem expressão, fitava as árvores que tomavam o outro lado do lago.Ao vê-lo ali, daquele jeito, Beatrice teve medo de perdê-lo, pena de como ele podia estar sesentindo, mas era um sentimento errado que excedia qualquer outro. A mulher teve vontade, umaimensa vontade de voltar a beijá-lo de ter os lábios mais uma vez nos dele.– Melhor irmos embora.Foi o rapaz que sugeriu, deixando a mulher ainda mais amargurada. Ela continuousentada enquanto ele levantou e deu alguns passos para for a dali, em direção ao carro.– BrianEla levantou, dando passos apressados na direção do homem que parou ao ouvir ochamado.– Eu não posso. – Ela disse, atirando-se aos braços dele.Ali, aconchegando-se aos braços dele, ela sentiu-se confusa. Não sabia o que pensar, nãosabia o que sentir. A unica coisa que sabia, decidiu compartilhar com ele.– Eu não posso me casar, não posso me casar com ele.Lágrimas tomavam-lhe os olhos. O rapaz a fitou, limpando as lágrimas.– Fique comigo. – Ele lhe pediu.
  24. 24. Ela esperou, desejando árduamente, um novo beijo.
  25. 25. História 3
  26. 26. Danna e RachelEssa sim eu posso dizer que foi uma história que mal combinamos.Criamos os personagens e “deixamos rolar”. Surpreendí-me com o rumoque a história levou. Estávamos no primeiro ano e tudo o que havíamosdecidido era que elas seriam amigas e que suas mães seriam mulheres daalta sociedade contra tudo o que elas eram.É legal por quê envolve personagens de outras tramas, fazendo comque tudo ficasse mais que interessante.Fiz algumas mudanças na Rachel pra que ficasse mais legal epudesse coincidir com outras histórias, mas nada que tirasse o jeitodela.Danna e Rachel Sempre foram muito unidas. Seriam quase irmãs, seDanna não sentisse algo bem diferente em relação a Rachel que, por suavez, é “deslocada” demais para parar pra pensar no que sente.Danna tem medo de dizer o que sente, até por querer protegerdemais Danna e nunca se acha boa o suficiente, não para ela.
  27. 27. DANNA ARMSTRONG (BECKINSALE)(Alysha Nett)Se tem algo pelo qual você jamais deve se deixar enganar são ostraços delicados de Danna. Se faz muitas vezes de princesinha para oagrado da mãe, mas de delicadeza ela não tem nada mais que o rostoangelical. Tem um gênio forte que as únicas pessoas que conseguemdominar são o irmão ou a melhor amiga, Rachel.Ela está sempre nas maiores festas, nos piores lugares, nas maisaltas horas, mas - acredite se quiser - ela consegue fazer tudo comalguma sensatez.Está sempre querendo proteger todo o mundo, embora não demonstre.O que mais odeia é o amor do irmão por Beatrice. Não por serimpossível, mas simplesmente por que seu amor restringe-se a lerlivros e ver filmes românticos enquanto pensa na tarde que passaráajudando Beatrice com os preparos para o casamento dela com outro. Massempre que pensa bem, sabe que não pode julgar o irmão, Danna tambémtem um sentimento oculto, que jura jamais contar a alguém. Costumapensar que os Lèfevre tem algo que faz todos deixa-los assim, com acabeça zonza.
  28. 28. RACHEL EVANGELINE LEFEVRE(Lass Suicide)Quando Rachel nasceu, a mãe cometeu o terrível engano de pensarque esta seria a “sua princesinha”.Mais jovem das irmãs Lefèvre, “incosequente” é o que melhordefine Rachel. Ela faz o que quer, depois ela pensa. Odeia ahipocrisia de sua mãe e só não a quebra por sua irmã, Beatrice. Sabeque ela faz sacrifícios maiores, e também detesta isso.Toda a sua grosseria serve apenas para esconder a garotasentimental que demonstra a garota sempre faça o que ela quer.Sua amizade com Danna é o que sua mãe considera saudável, issopor ela não sabe que é a outra quem organiza as maiores “noitadas”.
  29. 29. Rachel sentía-se ridícula. Ela simplesmente não costumava sentir-sebem estando em um vestido que prendía-lhe a respiração e em um salto que a obrigava aencolher os pés.- Eva?“Eva”, era assim que a mãe a chamava, no que ela considerava um tipo de torturapsicológica.- Eva, você está pronta?Ela não tinha ideia se estava pronta para a mãe, mas, para ela, estaria perfeita se fossealgum tipo de personagem da disney, e ela certamente não era.– Todos já chegaram.Tomou um susto ao ouvir a porta ser aberta, mas, como já devia ter percebido pela voz,não for a a mãe que adentrara o quarto e sim, a irmã do meio, Helena. Agradeceu mentalmente,pois havia desamarrado o vestido e a tatuagem encontrava-se bem a mostra.A irmã balançou a cabeça, sorrindo ao ver a reação da menor a sua entrada. Dirigiu-se aela e tornou a amarrar o vestido.
  30. 30. – Acho que devia descer logo, não quer irritar Laura.Rachel achava estranha toda aquela consideração que Helena tinha com sua mãe. Elasequer era filha da mulher, mas aturava tudo o que vinha dela. Talvez não quisesse brigar. Porisso, simplesmente ignorava tudo o que vinha da mais velha, e era ela mesma apenas quando nãoestava em casa. Mas embora estranhasse, a admirava.– Já estou descendo. Vai ficar por lá também?– Eu só vim buscar umas coisas, to voltando pra a praia...Ela teria reclamado e implorado pra que a outra ficasse, mas Helena já sabia o queesperava, então, logo após depositar um beijo na bochecha da irmã, deixou o lugar.Afim de acabar com aquela tortura, Rachel abandonou o espelho e desceu as escadas,pronta para o clube da luluzinha. Um sorriso falso surgiu em seu rosto e ela sentou-se no espaçovazio ao lado de sua mãe, fingindo estar se sentindo muito bem vestida como tava e diante daspessoas que estava.Rachel, que não estava nem um pouco interessada na conversa, decidiu reparar naspessoas que ali encontravam-se. Sem querer, começou com as comparações que Danna, suamelhor amiga, dizia ser tão infantis, mas que ela nunca deixava de fazer. A primeira garota, a daponta do sofá, mais lhe lembrava a Alice, com seu vestido azul. Essa tinha até direito a gatinhaDinah. Certo, ela não sabia se a gata sentada em seu colo chamava-se Dinah, mas não importava.Logo em seguida vinha a Dorothy com seus sapatinhos vermelhos. Tinha até a branca de neve. Agarota morena não lembrava-lhe nada a branca de neve, mas a sua mãe bem que podia ser amadrasta. A Cinderela estava sentada em uma poltrona. Seu principe encantado – com um topeteque mais parecia um Elvis Presley loiro – estava sentado em uma cadeira a seu lado. Acharaengraçado ter a presença do rapaz ali, uma vez que sempre pensou que o clube da luluzinha fossesó para mulheres, mas com toda aquela frescura que tinha com o cabelo, ela concluiu que ele nãoestava longe de ser isso. A garota não conseguiu não rir, fazendo com que a mãe a cutucasse paraparar, mas estava impossível.Mais uma das festinhas do chá organizadas porLaura, ótimo. A unica coisa que a fazia ir era saber que encontraria Rachel e elasarrumariam algo melhor que aquilo, mesmo que fosse em universo não existente.
  31. 31. – Ainda vai demorar muito? – Danna perguntou a mãe enquanto descia as escadas.Quanto mais rapido passasse por aquilo, melhor.Na sala, encontrou o irmão, sentado de qualquer forma no sofá lendo um livro que elalogo percebeu ser “Romeu e Julieta”. Bufou.– Qual a graça de ler esse livro? – Perguntou. – Todos já sabem o que acontece nahistória e os personagens principais morrem no fim.Como já esperava, não obteve resposta. Brian continuava concentrado na leitura. Rolouos olhos e sentou-se a seu lado.Danna não entendia o romance de Shakespeare. Para ela, Romeunão amava Julieta, nemmesmo a Rosalina. Não sabia como ele podia tão facilmente ter esquecido uma e se apaixonadopor outra. Achava que Romeu era apenas um jovem como todos os outros, que corria atrás de umrabo de saia. Não, não era por isso que a história não a encantava, ela até admirava Romeu, masachava que Julieta era uma tola por acreditar em suas palavras falsas. Por quê ele tinha se matadoentão? Não sabia, mas não conseguia acreditar que havia sido por Julieta. Sua teoria era que elese vira perdido.Não queria viver fugindo e queriam matá-lo de todo o jeito... Ou então, ele eraum rapaz com tendencias suicidas. Livrou-se de seus pensamentos, o motivo de Romeu ter sematado realmente não era de sua conta. Sabia, porém, por que seu irmão era tão vidrado naquelelivro. Ele gostava de uma moça, a Beatrice. Para agradar sua mãe estava com outro cara, a quemdizia amar, Matthew. Danna jamais a entendera, só a odiava por fazer seus irmão de bobo. Ele avia como Julieta, como seu amor impossível. - Parecia que os Armstrong eram obrigados averem assim com os Lèfevre. - Mas Danna achava que ele era como a Julieta, ela era o Romeu.Roméia e Julieto, se assim preferirem.Brian largou de lado o livro e passou a observar Danna com um ar de risada. Ela sabiaque se tratava de como ela estava vestida.– Nem pense...O irmão ergueu as mãos em sinal de paz, Danna o deu um leve tapa. O rapaz levantou-see dirigiu-se até a estante, onde deixou o livro, seguindo até a porta.– Divirta-se – Ele disse antes de sair – Estou indo encontrar Beatrice.Ela podia ter reclamado, mas simplesmente jogou um beijo pra o seu irmão e, logo quesua mãe chegou ali, deixou o aposento também.**
  32. 32. Toda aquela conversa, parecera durar uma eternidade, até que começaram a servir osdrinks, bebida de verdade. Nada que fosse pegar agora, mas esperava que Rachel logo desse umjeito.Incomodada, passou a mão discretamente pelas costas, procurando, e logo encontrando oculpado por seu desconforto. Cautelosamente desabotou o botão que lhe apertava.– As festas da Laura são verdadeiramente incríveis, não acha? – Falou uma voz estridentea seu lado.O coração de Danna disparou, semelhante ao de um ladrão que acabara de ser pego noflagra.Virou-se lentamente o pescoço, observando atentamente a figura que estava a seu lado. Avontade de gargalhar dominou-a por completo, mas saber que encontrava igualzinha a meninadesconhecida a fez segurar o riso.– Oh, são magníficas! – Disse, tentando parecer verdadeira.– Particularmente, só me sinto incomodada com a presença daquela... Estranha.O sangue de Danna borbulhou.– Estranha? Não entendo... – Arriscou, por fim, mesmo tendo certeza a quem a outra sereferia.– Creio que já deve tê-la visto. Tenho certeza de que não só você como o resto dasociedade concorda comigo... Falo da filha de nossa anfitriã, a mais nova delas.A garota gargalhou, trazendo a Danna a vontade de apertar-lhe o pescoço. Danna cerrou opunho e colocou-o, discretamente, a mostra.– Ah, a Rachel? Já ouvi falar dela. Aliás, quem não ouviu? Minha melhor amiga, sabia?Ahm... Como falam na sua lingua mesmo? Ah, sim, minha BFF.Ver o desconforto no qual a garota se encontrava fez com que Danna, pela primeira vezem sua vida, se divertisse em uma festa social. Mas aquele for a apenas um aperitivo. Rachelapareceu ali e a expulsou apenas com um simples gesto, aquele fora o climax.– Entrando nos contos de fada, Danna? - Perguntou a ruiva, enquanto ocupava o lugaronde a outra havia estado há poucos segundos. – Quando chega a hora em que as princesasfogem da bruxa malvada? Estou entedeada.
  33. 33. – É o que eu mais espero. – Respondeu Danna, não podendo ser mais sincera. – Falta-meapenas ideia, deixo por sua conta.Rachel sorriu, deixando claro a Danna que estava pensando em algo.– Acha que eu sou devagar? Já usei minha varinha de condão. Vem, vamos nos trocar.Ignorando qualquer chamado elas atravessaram a sala e dirigiram-se ao quarto de Rachel.Não demoraram muito para trocar-se, qualquer coisa era melhor que aquilo que vestiamantes.– Então, pela janela? - Perguntou Danna, por fim, quando estavam prontas.– Eva? Eva, querida.Laura chegou antes que Rachel pudesse responder.– Onde pensa que vai? Vista-se e volte lá pra baixo. Não quero que pensem que minhafilha é uma marginal.Rachel riu, ia mesmo sair pela janela e não acabar com toda aquela cena feita pela mãe,mas ao ouvi-la, pensou melhor.- Vamos lá, Danna! – Disse, ignorando totalmente a mãe. – Vamos acabar com esse contode fadas.Rachel logo saiu do quarto. Danna a seguiu, preocupada. Laura vinha logo atrás, o odiotomando-a por completo. Rachel riu, quando esta passou por elas no corredor, depositando naface seu melhor sorriso. Sabia que ela gostava demais do seu teatro pra agir na frente dos outros.Ficaria lá, observaria e colocaria a culpa nos hormônios.A mãe de Danna não agiu da mesma forma, e Rachel quase a admirou. Não que seu atofosse aceitável, mas por não ser tão fingida quanto Laura.– O que pensa que está fazendo mocinha? – A mulher elegante que antes ria no meio dasala, seguiu as escadas ao ver a filha, o ódio a tomando. – Ao chegar em casa, tirarei sua vidacom minhas próprias mãos.– Acontece, mamãe, que eu não vou pra casa. – Danna disse, segurando a mão da amiga.– E nossa carona já chegou, deem-nos licença.Assim, as duas passaram, sendo seguidas por olhares perplexos. Rachel seguiu até a mãee depositou um beijo em sua testa. Esta não lhe disse nada. Mas Rachel sabia como seria quando
  34. 34. ela voltasse, foi do mesmo jeito quando, sem querer, Rachel deixou que uma de suas amigasvisse a tatuagem. Ela só mostrava as garras quando estavam a sós. Saíram, por fim, batendo aporta atrás delas.– Achei que as mocinhas estariam ocupadas hoje.Bruce e Steve já as esperavam quando saíram da casa.– E estavam, Bruce. - Disse o outro, para não perder a piada. – Estavam brincando deboneca.– É, mas a brincadeira ficou chata. – Rachel disse, aproximando-se mais que o necessáriode Steve. - Sabe do que eu gosto de brincar?Com um sorriso malicioso, Rachel se afastou. Ocupou o banco de trás do carro, sendoseguida por Danna. Steve porém, bloqueou sua entrada, Rachel já havia lhe dado mais que umsinal.– Vai deixar mesmo o Bruce sozinho aí na frente?Sem um protesto de Rachel, Danna ocupou o lugar do passageiro. Irritada, tomou ocigarro das mãos de Bruce, afim de ocupar-se com algo.Steve inclinava-se em direção a Rachel no banco de trás, dando início a brincadeira.– Então, onde vamos? – Uma Danna impaciente perguntou, ignorando as investidas domotorista, que estava atrás do mesmo que os passageiros.– Praia. – Ele respondeu.– Não me diga que vamos a um píer ver o por do sol que já passou?Bruce balançou negativamente a cabeça, até parecia que Danna não sabia do que rolavapor ali.– Um píer, pôr do sol? – Rachel parou, inclinando-se entre os dois bancos da frente episcando repetidamente os olhos.Claro que estava brincando, achava aquilo ridículo. Só queria imitar as garotas dos filmesenquanto imaginava uma cena com um ato heróico. Em uma cena do século 21 ela não sabianadar, os garotos - amigos do garotão - sabiam disso e a jogavam na piscina funda demais para
  35. 35. ela. O garotão nadava rapidamente e a pegava. Então ele saía da piscina com ela no colo. Osolhos da garota piscavam repetidamente - era isso o que ela queria imitar - enquanto garotasretardadas gritavam no cinema pelo físico do tal garotão e desejavam estar no lugar dela. Não,não é uma cena de crepusculo, o garotão não se chamava Jacob. E ela jamais se deixaria passarpor algo do tipo.– Qual é, Rach, não fica quebrando a coisa. – Steve reclamou, puxando-a pra sí.Stev, que não estava dos mais calmos, puxou a blusa da garota, mas ela o interrompeuquando estava na metade do caminho. Só quando pararam percebeu que estavam deitados. Elasentou em seu colo e ele continuou deitado, chamando-a com o dedo indicador- Vai com calma, garotão.Riu. Steve era um “garotão” totalmente diferente do citado acima, o do filme, lembra? Ele tinhaum ótimo físico, mas ao contrario do outro, era heterosexual, isso não se tinha como negar.Rachel volte e mais uma vez o beijou, retornando a posição anterior quando a coisa começou apassar dos limites. Levantou-se ao perceber que o carro parou, agora só com o biquíni e calça.Agradeceu por tê-lo colocado no lugar do sutiã - Não dava para usa-lo depois de todo aqueleaperto causado pelo corpete que foi obrigada a usar - quando viu que estavamos na praia, sorriu.- Oba, Oba! Depois passamos para o mar? - Pergunteu enquanto tentava ajeitar os cabeloscruelmente engrenhados.Os beijos e mordidinhas provocantes que Steve lhe dava no pescoço, ou na orelha não adeixaram continuar a falar. Bem, continuaria com "lá não precisamos de camisinha". Mordeu olábio inferior, ele sabia seu ponto fraco. Não ousou falar, sua voz saíria em um tom diferente eSteve se contentaria demais com isso.Danna foi a primeira a descer do carro, cansando de observar o casalzinho que se pegavano banco de trás. Uma onda de ciumes percorreu-lhe as veias. Fechou os olhos e deixou que oódio a tomasse pouco a pouco.- Parem com essa putaria, só eu sujo o meu carro!Ouviu Bruce reclamar, sem obter nenhum êxito.– Ótimo trabalho, você tem esse mesmo desempenho na cama? – O homem sentiu—seconfuso ao ouvir Danna, mas não teve chance de falar, pois ela logo se afastou.
  36. 36. – Hey! – Tentou chamá-la mas ela continuou andando. – O que deu em você?A outra, sequer deu atenção.Danna continuou seu caminho sem rumo. Estava chateada demais para voltar, e Rachelppercebia qualquer reação sua. Sentou-se na areia, afim de respirar fundo e ver aquilo passar.Observou o lugar e não muito longe avistou Brian. E... Bem, ele estava com Beatrice. Um sorrisotomou os lábios dela ao ver que eles se beijavam. É, parece que uma Lefèvre havia cedido.Precisava lembrar de ligar e tirar uma com o irmão.– Danna?O tom lembrou-lhe de toda a raiva que sentia segundos antes de ficar tão feliz por seuirmão. Rachel sentou-se a seu lado, enviando-lhe um meio sorriso.– O que houve? Está assim por causa da sua mãe, pelo que ocorreu.– O que? – Danna perguntou, logo percebendo que precisava disfarçar. – Ah, minha mãeclaro.Rachel balançou a cabeça negativamente, pensando. Logo sua expresssão tornou-se deespanto.– Danna! É o Steve, não é? Diga e eu posso larga-lo.A loira riu.– Oh, não. O Steve não faz o meu tipo. – Ela tentou sorrir. – Melhor voltarmos, estão nosesperando.Ela se levantou, caminhando na frente. Rachel, porém, continuou ali, pensativa.Preocupada.– Ei, Danna? – A outra virou-se, fitando a amiga que batia a seu lado, convidando-a parase sentar. – Eu espero estar entendendo direito.Agora era Danna que não entendia. Sentou-se como solicitado pela amiga e viu essa seaproximar.– Mas se tiver, bem, devia ter me contado antes.
  37. 37. A outra já encontrava-se deitada no chão, sem acreditar no que estava acontecendo.Rachel deitou-se por cima dela.– E me desculpe por ter sido tão idiota.A outra então colou os lábios das duas, beijando-a.Ao termino do beijo, Rachel sorriu. Era sempre confusa demais quanto ao que fazia,indecisa demais para saber o que faria depois, mas agora ela sabia que não podia ter feito nadamais certo, e que não queria mais nada além de poder estar a sós com Danna.
  38. 38. História 4
  39. 39. Ashley e StewartÉ uma história “nova”. Tentei com ambas, mas, pelo visto, terei de terminá-la sozinha mesmo.Ashley e Stewart se odeiam desde que se conheceram, mas, a união das famílias fezcom que eles fossem obrigados a casar um com o outro.Simplesmente aceitaram por causa do drama que a família faria caso fossem contra.São totalmente opostos e estão quase sempre brigando, mas não podem negar que játiveram momentos bons e quentes juntos.No fundo, desejam-se, só que não confessam isso nem pra sí mesmo.
  40. 40. STEWART HUNT(Dougie Poynter)Surfista, Stew trabalha como salva-vidas na praia local. Mora emuma cidade pequena onde todos o conhecem. Toca e canta numa banda nashoras vagas.Após tanto blablablá aceitou casar-se com Ashley, que é ocompleto oposto dele.Tinha um caso Com Helena, até que finalmente pediu – sendoobrigado – Ashley em casamento. Não deixou de ser libertino com asoutras garotas, mas decidiu finalmente parar de desrespeitar Ashley eparar de traí-la.No fundo, gosta os momentos que tem com a garota e,principalmente, dos amassos com ela, mas é muito orglhoso praconfessar isso.Costuma provoca-la quando estão a sós, dizendo para sí que éapenas para “obter algum ganho”. No fim, é mais que isso.
  41. 41. ASHLEY FOLLOWILLAshley segue o tipo “garota certnha. Faz vários trabalhoscomunitarios e está sempre disposta a ajudar quem precisa.Detesta, ou finge detestar, Stewart pelo seu modo de viver. Assimcomo odeia cada um de seus amigos.Na verdade, ama os momentos em que estão sozinhos e tentam sedar bem. Ama também o jeito que ele a provoca, mas jamais o dirá isso.Cresceu à moda antiga e sempre acreditando que deixará de ser umcorpo bonito e ninguém irá casar com ela, e esse é mais um motivo peloqual aceita estar com Stewart.
  42. 42. Não tinha ideia de quanto tempo havia estado parado,sentado naquela prancha, à espera de qualquer coisa que se parecesse com uma boa onda seaproximar quando decidi que era hora de ir embora.Era incrível como apenas nas minhas férias o mar se fazia tão calmo. Por trabalhar comosalva-vidas, estava cansado de olhar ondas agitadas por ali e de ter que sair da cadeira e ir embusca de qualquer maluco que tentasse ir fundo demais nas circunstancias em que o marmostrava sua fúria. Mas agora que eu estava de férias e maluco por umas ondas elassimplesmente desapareceram. "Nossa, como você é sortudo, Stewart."Pus a prancha embaixo de um braço e já estava pronto para sair dali. Muitos dos outros jáhaviam desistido há tempos, mas eles tinham todo o tempo para pegar ondas enquanto eu osolhava sentado em uma cadeira alta o suficiente para ver boa parte da praia e do mar. Não estoureclamando do trabalho, mesmo com um bom tempo de tédio. Havia muitas garotas dramáticaspor ali, que achavam que tudo exigia uma respiração específica. Sim, é perfeitamente o que estáentendendo.Então, quando decidi sair dali já não tinha quase ninguém por perto, apenas uma galera aque acenei estava reunida.- Ei, Stewart! - Virei ao ouvir a voz de uma das garotas que se reunia com os demaischamar. - A gente vai sair agora, festinhas perto da barra, você vem?
  43. 43. Olhei para o grupo com o qual ela disse que iria e quase aceitei, mas então me lembrei dealgo.- Nem vai dar, Hell... - Comecei, coçando a cabeça em uma confusão e rindo ao vê-lacruzar os braços em busca de uma explicação. - Prometi passar pra pegar a Ashley hoje.Helena olhou pra mim com uma expressão de rejeição a que eu era totalmente capaz deentender. A Ashley e eu jamais nos daríamos bem. Eu sabia, ela sabia, nós sabíamos. E aindaassim, nossas famílias insistiam para que ficássemos juntos. Que nos déssemos uma chance.Afirmavam que um dia nos daríamos bem e superaríamos todas as dificuldades. Uma puta deuma grande mentira. Sei que os tempos são outros e que já estou velho demais pra aceitar essa decasamento arranjado. Mas, sinceramente, isso já faz tanto tempo que eu já até acostumei.- Então prefere passear com o pessoal da caridade?Eu ri. Era verdade que eu ajudava as pessoas com essa de salva-vidas, mas opessoalzinho de ONG com o qual a Ashley fazia questão de andar simplesmente não dava pramim.- Da um desconto, Hell...Ela também riu, e então me abraçou.– Então vai lá, boa sorte com... Bem, esquece.Eu ri alto e a Helena me soltou, se afastando e indo encontrar os outros enquanto eu teriade sair com a Ashley e uma amiga dela da ONG de “não me pergunte o que”.– Dora precisa de alguém pra ajuda-la em uma caminhada. – Explicou mais cedo, como se eu meimportasse com qualquer comentário que ela fizesse sobre suas amigas. Certinhas e nerds.NERDS. Deu pra captar a origem da maioria dos nossos problemas?– Claro. – Foi a única coisa que respondi. Friamente. Apaticamente. Como quase todas asoutras coisas que dizia a ela.
  44. 44. Talvez Ashley tivesse retrucado alguma outra coisa para mim se eu tivesse lhe dado àchance. Mas não o fiz. Dei-lhe as costas sem demora e caminhei em direção a praia, e ficando notédio que já lhes contei.Aquela falta de onda talvez se devesse a isso, algum castigo de Deus por eu não ser umcara bom.A caminhada até minha casa demorou uns 20 minutos, contando que eu parara paraconversar com Brian. Eu sabia que chegaria atrasado. – sabendo que ainda precisaria passar emcasa – mas realmente não me importava. Você pode dizer que eu sou um filho da puta com aAshley, mas ela também fazia por onde.Mas por algum motivo tentei me apressar ao chegar em casa. Larguei a prancha e tomeium banho, vestindo uma roupa. Ao chegar na porta, na hora de saída cogitei em levar Lessie –minha cadela – para ao menos ter uma boa companhia, mas não pense que sou tão mau assim...Recolhi as chaves do carro e, em menos de 10 minutos, estava na porta da casa daAshley.Toquei varias vezes a antes de uma senhora de cabelos grisalhos vir me atender.Arrependi-me de ter tanta pressa por ter sido atendido pela avó da Ashley, mas tentei nãodemonstrar isso.– Boa noite, senhora Followill!Esta sorriu simpaticamente de volta e mandou-me entrar.Fiquei à espera de Ashley na sala, enquanto a avó dela dirigiu-se para a cozinha ondeparecia estar preparando alguma coisa junto à sua mãe. Prestei atenção nelas pro algum tempoaté que percebi que a Ashley estava demorando demais. Resolvi subir as escadas e bater na portade seu quarto.– Garota, eu não tenho todo o tempo do mundo, sabia?
  45. 45. Liguei o computador para checar alguns e-mails e,quando dei por mim, perdi a hora para o encontro com o Stewart e Dora. Tinham muitas coisaspara responder, alguns avisos sobre a ONG para espalhar para os voluntários, algumas coisaspara saber e, quando me dei conta, faltava apenas uma hora para a chegada do Stewart e eu aindanão tinha nem pintado as unhas.- Droga!Girei a cadeira e corri para o banheiro. Tomei banho, vesti a roupa, arrumei o cabelo, fiztudo em tempo récorde, porém, a unha ainda não estava pronta e faltava apenas 15 minutos.- Dane-se! Ele espera.– Garota, eu não tenho todo o tempo do mundo, sabia?Não demorou muito para que o Stewart batesse em minha porta. Atrasado, pra variar.Desculpe, meu bem, mas se não tem, você vai arrumar. Foi o que eu pensei e quase deixei queescapasse as palavras, mas sou uma mulher muito bem controlada.Para falar a verdade eu estava com muita raiva do Stewart. Eu estive na praia mais cedo,e vi que o Stewart não tava contribuindo em nada para chegar cedo no nosso encontro. Observeienquanto os surfistas estavam todos indo embora, o mar decidiu que hoje não era o dia deles.Todos, menos o Stewart, meu noivo. Ele continuava lá, sentado na areia assim como eu, masbem distante de mim, pensando em sabe lá Deus o que, e cheio de garotas sentadas logo atrás,dando risadinhas e todas comentando o quanto aquele salva-vidas era gato. Todas elas já haviam"se afogado" em dias de maré calma e baixa, só para ser agraciada pelos braços tatuados doimperador que estava sempre na cadeira mais alta da praia. E então, esse é o momento perfeitoem que todos param e se perguntam se eu não me incomodo com todas essas garotas agindo feitoabutres em cima de carne podre, que no caso é o meu noivo. Eu realmente deveria, mas não. Pormais que a nossa relação não fosse lá as melhores, eu sabia que o Stewart não iria me expor seenvolvendo com nenhuma daquelas loiras parafinadas que ainda insistiam em querer morrernaquele mar, dia após dia, para apenas receberem respiração boca a boca, que aliás, todas astentativas eram fracassadas, assim como elas. E era apenas isso que me importava, que a minhaimagem fosse preservada. Levantei-me e como já tinha combinado com ele de sairmos maistarde, fui para casa me preparar para a caminhada com Dora. O que me irritava era saber que eleestava demorando com o propósito de chegar atrasado ao encontro.- Entre, Stew, a porta está aberta!
  46. 46. Tive que virar de costas para que não pudesse olhá-lo no rosto e ver a sua expressão deincredulidade ao me ver ainda pintando as unhas. Me fiz de surda e apressei o trabalho.Eu tinha uma família a qual todos apoiavam o meu casamento com o Stewart, mãe, pai,avó, avô, tio, tia, irmão, cachorro, papagaio, até o hamster da minha irmã menor, todos apoiavammesmo que não fosse segredo para ninguém como era a nossa relação. Diziam que cedo ou tardenós iríamos descobrir o amor dentro dos nossos corações, que as desavenças iriam ser superadase no fim seríamos um casal feliz prontos para formarmos uma família mais feliz ainda. Bem, eunão acreditava muito nessa teoria, mas para falar a verdade, eu também não me importava. Euestava mais preocupada em me casar e abandonar o posto de encalhada, afinal de contas, eu nãoera mais nenhuma garotinha que ainda podia curtir a vida. Nessa situação, um casamentoarranjado pela família pode lhe cair bem. Mas não pense que eu iria me esforçar demais pra quenos dessemos bem só por isso.Sentei na cama e esperei, sabendo que mais chato ainda seriaacompanhar aquelas duas. Afinal, por que era que eu precisava ir mesmo? Eu certamente nãofaria ou falaria nada, enquanto seguiria aquelas duas, como sempre fazia. É. Nós poderíamosmuito bem ter deixado o passeio a dois para depois, mas quem disse que qualquer outro seimportava? Com pessoas retardadas ou não, o dia de ir buscar a Ashley era dia de buscar aAshley. Certo que, como já foi dito, eu havia feito o mesmo nada na praia, mas cara, eu estava napraia e em uma ótima companhia – não havia nada melhor que minha prancha. E se começaram aachar que estou querendo dizer que algo feito de madeira é bem melhor que minha noiva pramim, vocês estão totalmente certos. A Ashley reclama e reclama sem parar, enquanto a outraajuda-me a fazer a coisa que eu mais amo entre todas as outras. Ainda pensa que eu estouerrado? Certo, então foda-se.Quando Ashley finalmente decidiu sair de casa para seguirmos ao tour com sua amiga, euagradeci e deixei de agradecer ao mesmo tempo. Passamos primeiro para buscá-la em sua casa, efoi aí que eu percebi que eu estava reclamando sem sequer tê-la conhecido, mas não mearrependi. As amigas de Ashley eram todas iguais: Elas não eram sequer nerds de verdade,estavam mais para o que antes definiam como "cdf" não sabiam falar outra coisa que não fosseestudo, a ong em que trabalhavam ou planos para um futuro feliz do tipo que ninguém jamaisconsegue. Todas seguiam um estereótipo e se Ashley e eu realmente gostássemos um do outrodiria que ela fazia de tudo pra que eu não acabasse por "curtir" uma de suas amigas. A garotaparecia ser a mais arrumada delas, que nao faziam a mínima questão de se destacar em algo ( eainda diziam querer o principe encantado). Não é que eu seja aquele tipo de cara que goste de
  47. 47. garotas que se escondam atrás daquela coisa toda, mas elas não eram naturais. Elas se escondiamatrás de uma máscara negativa demais. Não era diferente com Dora. Ela era uma garota loira,alta, mas longe do tipo que atrairia qualquer garoto. Usava aparelhos que a deixava com umaboca grande demais, e, mesmo estando indo a praia, usava vestes enormes.Por um lado agradecia por todas serem assim, eu era comprometido, mas não era nenhumtipo de anjo, todos sabiam disso. Eu apenas escondia, pois sabia que, de alguma forma, deviaalgum respeito a Ashley. Não me julgue mais, também, se isso te conforta, eu não ficava comoutra garota desde que meu noivado com ela tornou-se oficial, e isso já tinha um mês.Eu sei que fico aqui reclamando e reclamando, mas em minha relação com Ashley nemtudo era espinho. Tinha aqueles momentos em que tentavamos parar de implicar um com o outrosimplesmente por que estávamos cansados de fazer isso, e daí começavamos a nos dar bem.Isso dava certo, por alguns minutos, é verdade, mas era o suficiente para que dissessemque poderiamos ser algo como colegas. O problema maior talvez seja que eram poucas as vezesque tentavamos nos dar bem, e atiravamos pedras um ao outro.Você talvez ponha a culpa em nós por nossa infantilidade, eu ponho a culpa em nossospais. Ninguém merece estar preso a alguém, muito menos quando isso é tudo completamentearranjado. Daí descontavamos um no outro por que era o que tinha a se fazer.Então a caminhada pela praia seguiu-se tranquila simplesmente por que eu decidi nãoestar perto delas. Tenho algo que a maioria das pessoas talvez julgue mal, mas eu não dou amínima. Quando não quero ser simpático, não faço a menor questão de ser, foda-se quem estapercebendo e se irritando com isso. Pior que eu sao todos os outros, hipócritas. Aí simplesmentedeixei que elas seguissem a frente e as acompanhei a distancia, prestando mais atenção ao marque as garotas a minha frente.Estando ali todos os dias, qualquer um poderia pensar que eu iria querer minhas fériaslonge da praia, mas era totalmente ao contrário. Era justamente nas férias que eu fazia a maiorquestão de estar ali. Surfando, refletindo, conversando, ou fazendo qualquer outra coisa. Bem,qualquer outra coisa, menos acompanhar "garotinhas" em seu passeio.Agora mesmo, eu queria estar junto aos outros seja la´em que boate haviam se metido. Eutinha quase certeza de qual era, então eu podia deixa-las simplesmente afastarem o bastante paraque eu pudesse... Certo, eu não era tão infantil assim.E então finalmente, estava na hora de voltar pra casa. Naquela hora tudo o que eu queriaera chegar em casa e dormir. Tá aí outra coisa que podia ser bastante legal.– Se quiserem ir, por mim, esta tudo bem. – Dora comentou, demonstrando um certoconstrangimento.
  48. 48. – Não, Dora, tudo bem. – Respondeu Ashley, sempre prestativa. – Stew que anda meiocabisbaixo esses dias, depois eu converso com ele e tento animá-lo.Deviam me considerar uma ótima pessoa só por conseguir prender o riso ao ouvir. Certo,eu nao era ruim ao ponto de fazer com que a garota se sentisse culpada de alguma forma, e elaparecia se sentir culpada com qualquer coisa.A deixamos em casa e eu sabia que Ashley ia começar com algum tipo de sermão, porqueela jamais perdia uma.– O que deu em você, Stewart?!Comecei a sair dali com o carro, em direção a casa da Ashley.- O que foi? - Perguntei simplesmente.Sério, sem a menor culpa, até porque sabia que ela odiava quando eu fingia que nada tinhaacontecido e eu não estava afim de ouvir mais, então esperei que a raiva a calasse.Chegamos na porta de sua casa e – como não sou um cara nada mau – decidi deixar deser criança e finalmente tentar aproveitar algo da noite, ainda estava cedo. E claro, - mais umavez por não ser malvado – levaria Ashley comigo.Tranquei a porta do carro quando ela estava prestes a sair e tornei a engatar a marcha paraque ele voltasse a andar.- Tenha isso como um pedido de desculpas.Eu estava querendo uma puta de uma diversão, e se tinha de ser junto com a Ashley, eutentaria fazer ser junto com ela. Eu sorri, embora soubesse que ela não faria o mesmo, e segui ocaminho ouvindo ela perguntar onde estavamos indo durante o percurso.– Diversão de verdade Ash, tem que aprender.
  49. 49. Mil palavras ao mesmo tempo passavam pela minhacabeça. Eu estava falando sem parar, e até pude sentir o rosto queimar em raiva, talvez atéeu estivesse vermelha. Nossas brigas eram assim, eu não parava de falar, sempre queria matar oStewart e ele sempre com a cara mais lisa do mundo agindo como se nada tivesse acontecido, oucomo se não tivesse feito nada. Ele sabia o quanto eu odiava aquela atitude dele, que aliás, eramuito infantil para um homem daquele tamanho, que poderia simplesmente me olhar nos olhos eresolver nosso problema.– Você não poderia simplesmente segurar minha mão e caminhar ao meu lado? É tãodifícil pra você fazer isso?Eu não obtive resposta pra nenhuma das perguntas que eu havia feito. O Stewartconseguia realmente me tirar do sério, e no fundo, embora eu mostrasse que não, eu ficava umpouco triste com toda aquela situação. Tinha horas que ele fazia com que eu me sentisse o piordos seres da Terra, só pelo fato de algumas vezes recusar segurar a minha mão e andar ao meulado pela praia, seja lá qual fosse o horário ou a situação. Nós brigávamos o tempo todo, eu otirava do sério e ele fazia o mesmo comigo, ele não me ouvia e eu o ouvia menos ainda, mas nofundo eu queria que nos déssemos bem, de vez em quando para variar e, de preferência, por ummomento mais longo do que os que nós temos, que duram geralmente alguns minutos, e depois,lá vem mais brigas. Eu penso que se era para ficarmos juntos realmente, e que se não existianenhuma válvula de escape pra esse destino que, pelo menos, nós nos entendêssemos um poucopra que a convivência se tornasse um pouco prazeirosa. Mas talvez eu tivesse que pagar pelosmeus pecados daquele jeito.Estávamos perto de casa, finalmente. Tudo o que eu mais queria era tomar um banho eme afogar no primeiro livro que eu pousasse os olhos na estante, para ir para qualquer outromundo, qualquer outra história diferente daquela que eu estava vivendo, diferente daquela que euvivi naquela noite, onde exista um casal que embora tenha dificuldades, sejam felizes, e que ocara não seja um insensível como o Stewart.A viagem tinha se tornado silenciosa depois do ponto em que eu simplesmente desisti dejogar mais palavras na cara do Stewart e perceber que elas estavam sendo completamenteignoradas. Eu detestava aquilo, mas, no fundo, eu queria saber como ele conseguia, pra poderfazer o mesmo com ele. Quando ele decidia ser insuportável ele fazia isso com sucesso e eu,como uma idiota, não conseguia ficar calada.O carro foi parando e eu já me prontifiquei em tirar o cinto de segurança e me virar paraabrir a porta, quando dei-me por presa.
  50. 50. Olhei para o Stewart e ele seguiu com o carro só com um risinho frouxo na cara edizendo "Tenha isso como um pedido de desculpas" e eu não acreditei que ele estava fazendoaquilo. Se ele realmente pensava que eu iria conseguir curtir a noite com ele depois do seudeslize, ele estava completamente enganado.– Stewart, pare o carro, eu quero ir pra casa. – Eu não conseguia mais gritar, pedi quasegentilmente e como todas as outras vezes, ele ignorou o meu protesto já cansado. – Para ondeestamos indo, Stewart? É difícil responder?Nenhuma resposta. Não iria adiantar falar mais nada e mesmo que adiantasse, minhacabeça já doía demais para proferir mais alguma palavra. Fechei os olhos, relaxei na cadeira eesperei até que o carro parasse por completo e tivessemos chegado ao destino.Abri os olhos e já pude ver um aglomerado de carros a nossa frente, e logo mais adiante,uma casa noturna com o nome Maracas Dance Club - o dono da casa, que é um velho surfista daregião, tinha visitado o nordeste do Brasil e conheceu uma praia chamada Maracaípe. Seapaixonou e decidiu homenageá-la. Foi assim que o Stew me contou a história - chamativodemais, colorido demais, pessoas demais, música alta demais... O Stewart me levou para umaboate.Da última vez que fomos a uma, aquele que se declarava meu noivo foi um completobabaca comigo, naquela noite parecíamos que éramos dois estranhos, desconhecidos,principalmente depois que o Stew abandonou o refrigerante e aderiu ao alcool, parecia que nuncatínhamos nos dado um "oi" nas nossas vidas, e a última coisa que eu precisava era que a nossanoite acabasse como aquela. Quando estávamos entrando ele tentou ser um cara legal me dandode presente umas palavras de conforto e uma piscadela, não consegui retribuir e nem respondernada, apenas segui adiante com aquela ideia doida que ele teve de tentar ter uma noite agradávelcomigo depois de tudo o que houve, mas não pude deixar de considerar o seu gesto, a partir deentão, me esforcei para desaborrecer e passei a policiar minhas palavras pra que nada pudessedar errado. Se ele estava tentando, talvez não fosse tão ruim ou tão difícil assim, eu poderiatentar também e talvez até, devesse.– A gente fica um pouco. – Ele disse, quando nos aproximávamos do bar. – Se não gostarvamos a outro lugar.Luz negra, luzes coloridas piscando por toda parte. Apesar de agitado, era um lugarsimpático. Havia mesas mais afastadas da pista de dança, pessoas por todas as partes. Sem pensar
  51. 51. duas vezes pedi uma bebida. Essa essa a escapatória. Se algo desse errado, disfarçar e distraircom a bebida e sair à Francesa."Calma Ash, nada dará errado.". Repetia pra mim mesma diversas vezes, porque por maisque eu me esforçasse, no fundo eu esperava por algum deslize, alguma confusão, algumadesfeita, e, mais no fundo ainda, eu queria que não fosse verdade o fato de que quando eu estavacom o Stew só aparecia problemas, e que eu fosse positivamente surpreendida aquela noite.Só que como um passe de mágicas, eu fui realmente surpreendida, negativamente, pelaimagem da Helena diante de nós dois. Ele provavelmente sabia que ela e a sua turma estariam láaquela noite, e de repente eu me vi numa dúvida triste e torturante a qual eu não sabia se elequeria se divertir comigo ou fora lá para encontrar eles e me levou junto só para parecer gentil.Ela dava o seu sorriso mais ofensivo possível em minha direção, falava perto demais doStew, talvez para me provocar, talvez porque realmente quisesse tentar algo apesar de saber donosso noivado, ou simplesmente, essas duas coisas juntas. Nunca perdia a oportunidade de meatacar, e eu me perguntava se ela nunca cansava daquele joguinho antigo o qual ela faz desde quemeu noivado se tornara oficial, na verdade, ou até antes disso. Estava tudo tão manjado que eudecidi ignorá-la e dar mais atenção a minha bebida que com certeza, era muito mais interessantedo que ela, mas apesar de não me importar muito com suas provocações, eu odiava o fato delasempre querer embebedar o Stew. E foi exatamente o que ela estava tentando fazer.– Refrigerante, Stew? – Ela balançou negativamente a cabeça. Pegando não só a mão doStewart que segurava o refrigerante, como a que segurava a minha. – Vou pegar algo mais dignopra você.E logo colocou o perigo da noite nas mãos do Stewart.Homens são mais vulneráveis às mulheres quando estão sob efeito de alcool ou dealgumas drogas, e sempre que ela encontrava o Stewart em alguma festa, sempre tinha que trocarseu copo de refrigerante por algo forte o bastante para derrubar aquele cara de 1,83. Se elepassasse dos limites, e por sempre querer agarrá-lo, as suas melhores armas estavam na estantedo bar.Depois de deixar o Stew com o copo de alguma bebida alcoólica, ela se retirou juntocom seus outros amigos, mas antes de irem o Matthew, quem eu tanto havia agradecido porignorar minha presença, não perdeu sua chance de chegar até mim.– Te espero em minha mesa – Ele disse.
  52. 52. Não quis saber. Dei as costas e virei-me para o Stewart. Matthew era um dos amigos doStewart, o que eu mais odiava. Na primeira e ultima vez que me levara a uma boate, Stewart nosdeixara a sós e ele tentou muito comigo.- Me dá aqui.Peguei o copo do meu noivo coloquei na bandeja de um dos garçons que passava ao meulado logo naquele instante, e logo depois peguei outro copo de refrigerante e o entreguei. Ele riuem resposta, então eu continuei.- Porque se eu aceitei tudo isso aqui, não quero que você tenha nas mãos umaoportunidade de jogar nossa noite fora. Se estamos aqui juntos, vamos fazer isso direito.– Tudo bem, senhorita. – Ele disse, e eu não consegui não rir.– Então, o que vai ser? – Stewart perguntou-me. – Vamos dançar?Ele pegou minha mão e me levou pista de dança. Eu já tinha ido a algumas boates antesdo nosso noivado com algumas amigas. Ao contrário do que ele certamente pensava, eu sabiacomo tudo aquilo funciona e sabia também como me mexer naquela pista de dança. Depois dealguns minutos dançando, reparei naquele rosto que me olhava como se não acreditasse no queestava vendo e com um leve ar de aprovação. Não pude deixar de sorrir. Éramos noivos e nóstinhamos coisas que ambos ainda desconheciam. Eu não sei se deveria continuar rindo oucomeçar a me preocupar com aquela situação. Mas mesmo não sabendo, não consegui parar.– O que foi? – Eu estava envergonhada, com o meu próprio noivo.
  53. 53. Como o resto do lugar, a pista de dança encontrava-se lotada. Ali era o unico lugar naquela minuscula cidade com pouquissimas pessoas ondepodia-se encontrar um aglomerado tão grande de gente. Isso por que eu não era o unico a adotá-lo como “lugar favorito” Parei com a Ashley próximos aos demais e começamos a literalmentedançar conforme a musica. Embora fossemos noivos, eu tinha o mínimo de conhecimento sobreAshley e se alguém me perguntasse se ela sabia dançar, certamente obteria uma respostanegativa. Eu estaria errado, e estava comprovando isso agora que ela remexia-se a minha frente,fazendo-me estranha-la completamente. A estranhei mais ainda quando ela começou a rir,perguntei-me se havia feito algo errado ou se ela estava pensando em algo exageradamente bobo.Não que eu fosse convencido nem nada, mas a segunda opção pareceu-me encaiaxar-se melhor asituação. Cruzei os braços e eruguei as sobrancelhas, apenas para fitá-la dançar distraídamente.Eu ri quando ela percebeu que eu a fitava por que ela não conseguia disfarçar a timidez. O tomvermelho que tomara-lhe o rosto tornava isso impossível. Apenas balancei a cabeçanegativamente em resposta a sua pergunta, e a puxei pela cintura para dançarmos a próximamusica.- Então a senhora da caridade sabe fazer mais coisas que distribuir alimentos? - Brinquei,usando o apelido dado por Helena simplesmente por que ser irritante também era minha formade ser legal. E era meu charme.Fiz questão de gargalhar para que ela soubesse que tudo não passava de brincadeira, porque agora tudo parecia a obrigação de se fazer bem entendido.- A senhorita tem mais alguma carta na manga?Foi então que caiu a ficha que a Ashley e eu estavamos, naquele momento, começandodo zero. Estavamos bem. Assim era quase como se nunca tivessemos nos conhecido e nostornado cientes do quanto podíamos ser insuportáveis. Passei a observa-la enquanto dançava ecomo o ótimo canalha que sou, fora a atração que começara a surgir. Por que eu jamais haviapensado em Ashley como na maioria das outras garotas que conhecia, mas agora não dava praser diferente e não citarei novamente o ótimo canalha que sou por que eu era seu noivo, e tinha odireito. Apertei a cintura dela, colando-a mais a mim. Devido a tudo o que havíamos passado eunão queria assustá-la, então abaixei-me o mais lento quanto pude em direção a ela, pronto para...– Vamos sentar um pouco – Fora sua sugestão quando ela levantou a cabeça e finalmenteficamos cara a cara.
  54. 54. Eu recuei, em um disfarce – para não assustá-la, como já disse – e assenti com a cabeça.Estava puto, é verdade, mas naquela situação eu precisava de calma. Não era meu costume,qualquer um sabia o quanto eu gostava de ir direto ao ponto, mas era necessário considerar.Deixei que Ashley me guiasse, me puxando pela mão pra uma das várias mesas quandoeu vi alguns conhecidos acenarem. Eu não queria ir. Se estivéssemos sozinhos eu teria maischance de conseguir o que queria. Mas, eram meus amigos, e eu não faria essa de trocá-los poruma garota.Acenei de volta e passei a guiá-la até a mesa onde os outros estavam, desviando-nos dosvários grupos que encontravam-se no caminho. Assim que nos sentamos Helena se levantou e eujá comecei a pensar em como me livraria da bronca que viria a seguir.- Você precisa provar isso, Stewart. - Ela disse, enquanto vinha em minha direção comum copo na mão.Ashley deu um leve aperto na minha mão antes e soltá-la e eu me senti alertado. Incrívelcomo ela agora parecia obter a autoridade de uma noiva. Se fosse pra as coisas ficarem bem, quetivesse então. Mas, por outro lado, eu não podia deixar a Hell pra trás. Ela veio e sentou no meucolo como de costume, trazendo em mãos o copo com algo que eu sabia ter sido uma misturafeita por ela. Tomei um gole, a ouvindo pedir pra que eu virasse o copo.- Estou dirigindo, Hell. - Respondi, ao mesmo tempo me perguntando como iria me livrardaquela situação.- Isso nunca te impediu antes, Stewart. - Foi o Matthew que falou, e eu acabei por fazer avontade daqueles.Talvez fosse difícil de entender, mas fora o jeito que eu encontrara para me desviardeles.Observei o Matthew aproximar-se da Ashley e bem sabia o quanto ela sentia incomodadae agora, eu também estava. Ela era minha noiva, o que aquele cara estava pensando?
  55. 55. - Hell, ér... - Eu não precisei dizer mais nada para que uma garota irritada pulasse do meucolo e se dirigisse ao bar. Eu sabia que seria necessária uma longa conversa depois, mas elahaveria de entender. Éramos amigos.Quando virei-me para observar, uma Ashley embaraçada estava com Matthew como umlobo próximo demais.- Por que não vamos a um lugar mais reservado? - Ele perguntou, com o tom maissacana. - Quero compartilhar algo com você.Eu me aproximei mais de Ashley, circundando-a com o braço direito, e apoiando a mãoesquerda em sua perna.- Interessante, Matt. Por quê não compartilha aqui comigo também?O cara ao lado dela fuzilou-me com o olhar como se, de alguma forma, estivesse certo.- Por que não vai procurar uma mocinha indefesa, Matthew? E que não estejaacompanhada por alguém, de preferencia.Merda, aquilo não ia dar certo. Ele levantou-se pronto para uma briga, mas Bruce o segurou.- Vamos, isso aqui começou a ficar chato demais...Me levantei e puxei Ashley junto a mim. Eu não ia ficar ali por que Matthew iria quererbrigar e eu iria ter que comprar a briga. O melhor era esperar que ele estivesse sóbrio para umconversa. Matthew era um babaca, um verdadeiro idiota, mas era o meu melhor amigo.– Stewart, você está bem? – Ashley perguntou, ficando a minha frente.Sim, eu estava bem.– Você podia me ajudar a ficar melhor... – Eu disse, agarrando Ashley pela cintura,juntando-a a mim.
  56. 56. Droga! Eu nã havia bebido nada. Perguntei-me o que Helena havia misturado naquelecopo.– Stew, você ta me assustando.Soltei Ashley ao ouví-la e balancei a cabeça, mas, já que havia me apressado, o sorrisosacana não escapou dos meus lábios.– Você é um palhaço! – Ashley xingou, dando um tapa no meu ombro.– Ai! – Reclamei, embora não houvesse me machucado nada. – Você é bem malvada.Ashley gargalhou e eu tornei a puxa-la. Sem esperar alguma autorização, eu a beijei.Tudo o que eu estava esperando era que ele me beijasse e bem, que fizesse algo mais.Mas ainda estava preocupada. Não queria que matthew aparecesse por ali e eles acabassembrigando.– Não é melhor irmos embora? – Sugeri e sabia que Stewart maldaria aquilo.– Já quer ir pra a minha casa?Eu não respondi, talvez por ser a pura verdade.Coloquei as mãos em seu bolso e peguei as chaves do carro, ouvindo-o dizer que“ninguém dirigia o seu bebê.” Stewart, sempre infantil.Não fui má, deixei que ele dirigisse, ignorando todas as suas investidas enquanto eleestava no volante, por que sabia o quando isso era perigoso. Ele riu, mas eu sabia que estariamais feliz se eu cedesse.
  57. 57. Não vou negar que também estava louca para chegarmos. Assim que entramos Stewartagarrou-me, encostando na parede próxima a porta. Não era a primeira vez que faríamos aquiloe, bem, mesmo que estiivessemos nos dando realmente bem dessa vez, não deixou a selvageriade sempre. Eu gostava, não posso negar.Logo eu estava sem roupa. Ele me suspendeu e levou-me para a cama, no que talvezfosse um verdadeiro começo de noivado.Eu sou piegas, eu sei. Em meio a um sexo de verdade, eu conseguia pensar no quantopoderíamos ser felizes no futuro. Tá, nos primeiros minutos, depois pensar tornou-se impossível.
  58. 58. HISTÓRIA 5
  59. 59. Helena e Bruce.Essa história é completamente minha, considerem como um bônus. Acriei por que fiquei com pena da minha Hell e quero um final feliz praela também. Não vou explica-la pra não tirar toda a graça. Apenasleiam.
  60. 60. HELENA LEVEFRE(Cara Delavingne)Filha do meio de Johnny, Helena é meio-irmã de Beatrice e Rachel.Tenta ser a melhor pessoa possível com as irmãs, e consegue, poisessas sempre a convecem a fazer o que querem.Na rua, ela é o tipo a que todos chamariam de “facinha” Helenasimplesmente não se valoriza.Aprendeu a surfar com Stewart e acha que deve muito a ele. Pormuito tempo ficou em cima do rapaz, mesmo depois desse ter se acertadocom a noiva, mas desistiu ao conhecer Bruce, unico cara com quem haviasido algo perto de difícil, mas por que sabia que se apaixonaria deverdade por ele.
  61. 61. BRUCE SPRNGSTEIN(Joe Dempsie)Bruce é um “meninão” é o tipo de cara que todos gostam.Ele faz da vida o que quer, e não ta nem aí pro que vão dizer.Amigo de Danna e Rachel, ele conheceu Helena a partir dela e, como tempo, foi apaixonando-se pela garota. Nunca tiveram nada sério porque ambos não sabiam como lidar com tal relação, mas viviam como sefossem namorados.]
  62. 62. – Vai dar tudo certo. – Rachel falava, em mais uma tentativa de acalmar airmã.Beatrice a abraçava, sem conseguir tirar o sorriso do rosto a que tanto causava agonia aHelena. Ela não podia parar?Estava desesperada, sentía-se perdida. Não tinha ideia do que aquela notícia traria aosdemais e isto trazia o pavor. Tinha medo de seu pai, de sua madrasta e de... De Bruce. Ele nãopodia deixá-la, ela precisava dele.Pensar nisso fez as lágrimas voltarem a escorregar por seu rosto e Beatrice apertou-aainda mais contra sí.– Calma, Hell – Ela lhe disse – Vai dar tudo certo.“Vai dar tudo certo” Não importava quantas vezes lhe dissessem isso ou quantas vezesela o repetisse pra sí mesma, jamais conseguiria acreditar simplesmente por quê nada dava certo.As coisas estavam bem. Ela conhecera Bruce, o cara que fazia com que ela achasse quetudo estava finalmente em seu lugar e aí... Bem, aí isso aconteceu. Ela estava desmoronando.– Chegamos. – Disse Danna, quando estavam na frente da porta da casa do rapaz.Helena não levantou-se, apoiou o rosto no omro da irmã e os soluços vieram.– Ah, vamos lá, Hell...
  63. 63. Ela desceu do carro junto a Rachel. Tocaram a campainha e o rapaz não demorou aatender, abriu a porta com um sorriso que sumiu ao ver o estado em que Helena se encontrava.Rachel, por sua vez, estava quase gargalhando, deixando-o totalmente confuso.– O que aconteceu? - Ele perguntou, apertando Hell contra sí. – Ei! – Ele afastou-a parafitá-la. – O que houve?– Bruce, eu. – Engoliu o choro, afim de dar-lhe a notícia. – Eu estou grávida.Bruce paralisou, o que confundiu totalmente Helena. Ele não podia deixá-la agora. Elatinha dezenove anos, e estava grávida. A madrasta a mandaria embora, as irmãs não podiamajudá-la agora. Ela estaria sem ninguém e, mesmo que tivesse, ela precisava dele. Precisavaagora mais que nunca.– Tudo bem eu vou cuidar de tudo sozinha e...– Caralho! – O rapaz quase gritou, assustando-a.Helena baixou a cabeça, não queria olhar pra ele, não queria ver a expressão que tomava-lhe o rosto.– Você ouviu isso, Rach? - ele perguntou – Eu vou ser pai!O tom dele não parecia desapontado ou algo do tipo. Helena levantou a cabeça e, ao ver osorriso que tomava o rapaz, não pode deixar de sorrir também. Ele a abraçou e a beijou.– Cuidar de tudo sozinha? Não seja egoísta. – Abaixou-se na altura da barriga dela.Beijando-a ali, e logo levantou a cabeça, tornando a falar com Rachel. – Caralho! Eu vou ser pai.Helena não podia acreditar enquanto o rapaz secava suas lágrimas. Ao perceber que eleestava feliz, uma onda de felicidade invadiu-a também. Ela agora estava livre para curtir afelicidade, estava bem. Sabia que ainda teria problemas a enfrentar em casa, com Laura, mas nãoligava. As pessoas que mais lhe importavam: Suas irmãs e Bruce estavam com ela, tornando-lhecapaz de enfrentar o que quer que viesse. Eles abraçaram-se novamente e ela disse em seuouvido a frase sem parecer atordoada pela primeira vez: – Eu vou ser mamãe!
  64. 64. Conclusão.UHUUU, FINALMENTE AS 04:25 DA MADRUGADA DO DA 30/03 EU TERMINEI ESSAJOÇA. Ok, parei de gritar. Espero que tenham gostado pois foi feitocomm muito carinho. Indo dormir agora, amo vocês.Jenny Santos.

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