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Relações Interpessoais 4

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Relacionamento Interpessoal
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Relações Interpessoais 4

  1. 1. Relações Interpessoais PSICOLOGIA 2010/2011 Jorge  Barbosa,  2010  
  2. 2. Factores que Influenciam as Relações Interpessoais •  O Contexto de Vida   •  O Papel Desempenhado   •  O Interlocutor •  O tipo de relações que as pessoas estabelecem dependem dos meios em que elas se estabelecem: família, escola, grupo de amigos, etc.
  3. 3. Contexto de Vida •  Contexto Familiar: •  Os indivíduos, ligados por laços familiares, tendem a falar de si, das suas vivências pessoais, do quotidiano, das suas expectativas e apoiam-se mutuamente.   •  Os estudantes, por exemplo, falam da sua aprendizagem, do seu sucesso/insucesso, da sua relação com os professores e com os restantes colegas
  4. 4. Contexto de Vida •  Grupo de Amigos: •  Os conteúdos da relação interpessoal incidem, essencialmente, sobre os valores, as crenças e as necessidades de cada um.   •  É um espaço onde é possível a relação entre pessoas com o mesmo nível etário e com características comuns.
  5. 5. Contexto de Vida •  Contexto da Escola, do Trabalho: •  Os conteúdos da relação interpessoal são muito influenciados pelas condições, pelo ritmo e pelas tarefas a realizar.   •  É um espaço onde é possível fazer aquisições de novas competências académicas e relacionais.
  6. 6. Papel Desempenhado •  Cada Pessoa desempenha mais do que um Papel: •  O professor, no contexto escolar, desempenha um papel específico que exige uma relação com os alunos no sistema de aprendizagem.   •  Como professor, ele deverá ser um orientador do saber dos seus alunos; •  Mas, além de professor, ele desempenha, noutros contextos, outros papéis: entre os seus colegas, na família, ele actua de forma diferente
  7. 7. Papel Desempenhado •  Cada Pessoa desempenha mais do que um Papel: •  O aluno, no contexto escolar, desempenha um papel que exige uma relação específica com os adultos e com os colegas.   •  Como aluno, ele deverá seguir as orientações dos professores e ser correcto nas relações com os adultos e colegas. •  Mas, além de aluno, ele desempenha, noutros contextos, outros papéis: entre os seus colegas, na família, ele actua como amigo, filho, vizinho... Etc.
  8. 8. O Interlocutor A pessoa com quem se estabelece a relação é outro factor que determina o conteúdo da relação interpessoal: A  relação  que  um  aluno   A  relação  que  um   mantém  com  o  seu   adulto  mantém  com   professor  não  pode  ser   uma  criança  não  pode   do  mesmo  =po  da  que   ser  do  mesmo  =po  da   mantém  com  os   que  mantém  com  um   colegas  ou  com  os  pais   adolescente.   ou  vizinhos.  
  9. 9. Níveis de Relações Interpessoais Nível  0:  O  indivíduo  não  tem   em  conta  os  diferentes  pontos   de  vista.     O  seu  raciocínio  tende  a   estabelecer:   Estratégias   impulsivas  e   De  fuga  à  situação   A  agressão  é  uma  estratégia   4sicas  de   conflituosa   caracterísAca  de  quem  não  tem   confronto,  ou   capacidade  para  negociar  o  seu   ponto  de  vista  com  o  do  outro.   Revela  imaturidade  nas  relações   interpessoais.  
  10. 10. Níveis de Relações Interpessoais Nível  1:  O  indivíduo  reconhece  a   diferença  entre  o  seu  ponto  de   vista  e  o  ponto  de  vista  do  outro.     Não  tendo  noção  global  das  duas   perspec=vas,  u=liza  estratégias   de  sen=do  único:   Estratégias  de   Estratégias  de   A  pessoa  torna-­‐se  passiva  e   passividade   Conformismo   acomoda-­‐se  como  se  a  sua  presença   e  intervenção  não  interessasse.  
  11. 11. Níveis de Relações Interpessoais Nível  2:  O  indivíduo  reconhece  a   diferença  entre  o  seu  ponto  de   vista  e  o  ponto  de  vista  do  outro.     Coloca-­‐se  numa  posição  de  confiança   nas  suas  capacidades  e  acredita  que   pode  modificar  a  opinião  do  outro:   Consegue   UAliza  estratégias   raciocinar  a  parAr   de  persuasão,   da  perspecAva  do   para  convencer  o   outro   outro  
  12. 12. Níveis de Relações Interpessoais Nível  3:  O  indivíduo  reconhece   que  existem  estratégias  para   resolver  os  problemas.     Tem  em  consideração  os   pontos  de  vista  próprio  e  o  do   outro:   Envolve-­‐se  em   Procura   Esta  a=tude  exige  a  sua  afirmação  e   compromissos  e   desenvolver   apresentação  dos  seus  objec=vos,   negociações   objecAvos  comuns   colaborando  para  o   desenvolvimento  de  objec=vos   comuns.  
  13. 13. Estilos nas Relações Interpessoais •  OS  ESTILOS  MAIS   FREQUENTES  SÃO:   –  Agressivo   –  Passivo   –  Manipulador   –  Asser=vo  
  14. 14. Estilo Agressivo O  Agressivo  procura:   Dominar  os  outros   Valorizar-­‐se  à  custa  dos   outros   Ignorar  e  desvalorizar  o   que  os  outros  fazem  
  15. 15. Estilo Agressivo Comportamentos  Agressivos   nas  Relações  Hierárquicas:   Em  posição  dominante:   autoritarismo,  frieza,   menosprezo,  intolerância   Em  posição  subordinada:   contestação  sistemá=ca,   hos=lidade  “a  priori”  contra   tudo  o  que  vem  de  cima.  
  16. 16. Estilo Passivo O  Passivo:   Sente-­‐se  bloqueado  e  paralisado   quando  lhe  apresentam  um  problema   para  resolver;   Tem  medo  de  avançar  e  de  decidir   porque  receia  a  decepção;   Tem  medo  de  importunar  os  outros;   Deixa  que  os  outros  abusem  dele;   Tende  a  fundir-­‐se  com  o  grupo,  por   medo:  chama  a  isto  realismo  e   adaptação  
  17. 17. Estilo Passivo Consequências  da   Passividade:   Desenvolve  ressen=mentos  e   rancores;   Estabelece  uma  má  comunicação  com   os  outros;   U=liza  mal  a  sua  energia  vital;   Perde  o  respeito  por  si  próprio;   Sofre  
  18. 18. Estilo Manipulador O  Manipulador:   Considera-­‐se  hábil  nas  relações   interpessoais;   Dificilmente  aceita  a  informação   directa;   Apresenta-­‐se  como  um   intermediário  indispensável;   Raramente  se  assume  como   responsável  pelas  situações;   Age  muito  frequentemente  por   interpostas  pessoas  
  19. 19. Estilo Manipulador Comportamentos   Típicos:   Apresenta  uma  relação  tác=ca  com  os   outros;   Tende  a  desvalorizar  o  outro  através   de  frases  que  pretende  humorís=cas;   Exagera  e  caricatura  algumas  partes   da  informação  emi=da  pelos  outros;   Repete  a  informação  desfigurada  e   manipula-­‐a  
  20. 20. Estilo Manipulador Comportamentos   Típicos:   U=liza  a  simulação  como   instrumento.     Nega  factos  e  inventa  histórias  para   mostrar  que  não  tem   responsabilidade  nas  coisas;   Fala  por  meias  palavras:  é  especialista   em  rumores;   É  mais  hábil  em  criar  conflitos  do  que   em  reduzir  as  tensões  
  21. 21. Estilo Manipulador Comportamentos   Típicos:   Tira  par=do  do  sistema  (das  leis  e  das   regras),  e  adapta-­‐o  aos  seus   interesses.     Oferece  os  seus  talentos  em  presença   de  públicos  diiceis.   Faz  chantagem  moral:  explora  as   tradições,  convicções  e  os  escrúpulos   de  cada  um   Apresenta-­‐se  sempre  cheio  de  boas   intenções.  
  22. 22. Estilo Assertivo ou Auto-Afirmativo Asser=vidade:   Está  à  vontade  na  relação  face  a  face.     É  verdadeiro  consigo  mesmo  e  com  os   outros,  não  dissimulando  os  seus   sen=mentos.   Coloca  as  coisas  muito  claramente  às   outras  pessoas   Procura  compromissos  realistas,  em   caso  de  desacordo.  
  23. 23. Estilo Assertivo ou Auto-Afirmativo Asser=vidade:   Negoceia  na  base  de  interesses   mútuos  e  não  mediante  ameaças.     Não  deixa  que  o  pisem,  mas  também   não  pisa  os  outros.   Estabelece  com  os  outros  uma   relação  fundada  na  confiança  e  não   na  dominação  ou  no  calculismo.  
  24. 24. Estilo Assertivo ou Auto-Afirmativo A  Asser=vidade  é  ú=l   nos  seguintes  casos:   Quando  é  preciso  dizer  qualquer   coisa  de  desagradável  a  alguém.     Quando  se  pretende  pedir  qualquer   coisa  de  invulgar.   Quando  é  necessário  dizer  não  àquilo   que  alguém  pede.  
  25. 25. Estilo Assertivo ou Auto-Afirmativo A  Asser=vidade  é  ú=l   nos  seguintes  casos:   Quando  se  é  cri=cado.     Quando  se  pretende  desmascarar   uma  manipulação.  
  26. 26. Estilo Assertivo ou Auto-Afirmativo O  Não-­‐AsserAvo  Diz:   O  AsserAvo  Diz:   Estás  sempre  a  interromper  o  meu   Eu  gostaria  de  realizar  o  meu  trabalho   trabalho   sem  interrupção.  Pode  ser?   Eu  sen=-­‐me  traído  na  confiança  que   Tu  és  um  traidor   =nha  em  =.   Há  tarefas  em  relação  à  tua  função   És  um  incompetente   que  tens  de  aprender  para  seres  mais   competente.   Como  chegaste  a  essa  conclusão?   Só  um  idiota  como  tu  é  que  apresenta   Quais  as  consequências  dessa   essa  solução   solução?   Eu  vou  clarificar  melhor  o  meu   Não  percebes  nada  do  que  te  digo   pensamento  e  a  minha  ideia.  
  27. 27. Es=los  de  Relações  Interpessoais   Pode  ser,  por   exemplo,  mais   Mas  tem  tendência   manipulador  e,  em   Cada  pessoa  adopta   para  manter  um   algumas  situações,   diferentes  esAlos  em   perfil  dominante  que   ser  agressivo  e,     diferentes  situações.     combina  os   menos   diferentes  es=los.   frequentemente,   passivo.  
  28. 28. Es=los  de  Relações  Interpessoais   É  preciso  compreender   que:   Para  isso,  tem  de  admi=r   1.  A  estrutura  pessoal  não   É  legí=mo  que  o  indivíduo   que  a  mudança  no  seu   é  imutável;   queira  mudar  e  melhorar  o   comportamento  é  possível   2.  O  Indivíduo  tem   seu  perfil  de  relações   e  que  a  mudança  trará   capacidade  para  aprender   interpessoais   bene4cios  para  si  e  para  as   novos  comportamentos  e   suas  relações   para  se  adaptar  a  novas   situações  
  29. 29. Actividade •  Atribua  o  Es=lo  de  Relações  Interpessoais   adequado  a  cada  enunciado:   ENUNCIADO   ESTILO   “Só  há  este  filme  interessante;  é  o   Agressivo   que  vamos  ver”   “Vou  ver  qualquer  filme;  decide  tu;   Passivo   eu  não  sei  muito  bem  escolher”  
  30. 30. Actividade •  Atribua  o  Es=lo  de  Relações  Interpessoais   adequado  a  cada  enunciado:   ENUNCIADO   ESTILO   “Não  tenho  bem  a  certeza  se  quero   Manipulador   ir  ao  cinema”   “O  filme  X  interessa-­‐me.  E  a  =?”   Auto   Afirma=vo  
  31. 31. Conflitos Interpessoais Os  conflitos  interpessoais  surgem,  de  um   modo  geral,  pelas  seguintes  razões:   Diferenças  Individuais;   Limitações  de  Recursos;   Diferenciação  de  Papéis.  
  32. 32. Diferenças Individuais •  As  diferenças  de  idades,   sexos,  a=tudes,  crenças,   valores  e  experiências   contribuem  para  que  as   pessoas  vejam  e   interpretem  as   situações  de  maneiras   diferentes  
  33. 33. Diferenças Individuais •  Pais  e  filhos,  velhos  e   novos,  professores  e   alunos,  homens  e   mulheres  criam  situações   onde  existe  divergência   de  pontos  de  vista.   •  Em  situações  onde  a   diferença  individual  é   importante,  as  situações   de  conflito  são   inevitáveis.  
  34. 34. Limitações dos Recursos •  Nenhuma  organização,   escola,  grupo  ou  família   possui  todos  os   recursos  de  que   necessita  para  sa=sfazer   todas  as  necessidades   individuais.   •  A  justa  par=lha  destes   recursos  por  todos  os   indivíduos  é  diicil.  
  35. 35. Limitações dos Recursos •  A  compe=ção  surge   porque  o  sistema  (escola,   família,  etc.)  possui   recursos  limitados.   •  Mesmo  que  se  decida   fazer  uma  par=lha   equita=va,  surgem   sempre  divergências,   porque  há  pessoas  que  se   consideram  sempre   prejudicadas.  
  36. 36. Diferenciação de Papéis •  Os  conflitos   interpessoais  podem   também  surgir  da   dificuldade  em   determinar  quem  pode   dar  ordens  a  outro.   •  Se  a  autoridade  de  uma   pessoa  não  é  aceite   pelo  outro,  surge  o   conflito.  
  37. 37. O Conflito numa Organização – A Escola •  Numa  escola  trabalham   e  vivem  pessoas  que   estão  integradas  em   níveis  diferentes,   consoante  as  sua   tarefas:     –  Alunos   –  Professores   –  Funcionários   –  Director  de  Escola   –  Director  de  Turma,  etc.  
  38. 38. O Conflito numa Organização – A Escola As  diferenças  de  níveis  numa   Escola  são  tanto  mais   problemá=cas     Quanto  mais   Menos  informação   distantes  estão   é  par=lhada  entre   As  perspec=vas  das  pessoas   uns  dos  outros;   eles.   que  estão  em  diferentes   níveis  não  são  comuns,  o  que   se  apresenta  como  fonte   potencial  de  conflito.  
  39. 39. O Conflito numa Organização – A Escola •  Numa  escola,  existem   pessoas:  rapazes,   raparigas,  homens  e   mulheres,  que  nem   sempre  consideram  a   escola  como  um  simples   local  de  trabalho  ou  de   estudo.   As  pessoas  têm  concepções  e   comportamentos  divergentes   e  exprimem-­‐nos  no  seu  dia  a   dia,  na  Escola.  
  40. 40. O Conflito numa Organização – A Escola Os  conflitos  funcionais  são   inevitáveis:   Os  diferentes  elementos   que  cons=tuem  a  Escola   As  pessoas  têm  concepções  e   têm  interesses,   comportamentos  divergentes   necessidades  e  pontos  de   e  exprimem-­‐nos  no  seu  dia  a   vista  diferentes.   dia,  na  Escola.  
  41. 41. O Conflito numa Organização – A Escola Os  conflitos  funcionais  são   inevitáveis:   O  Poder  está   A  responsabilidade  e   distribuído  em   a  autoridade  são   proporções   diferentes,  consoante   desiguais;   as  funções.  
  42. 42. O Conflito numa Organização – A Escola As  pessoas  são  sensíveis   à  forma  como  são   tratadas  pelos  outros:   Do  seu  nível   De  nível  superior.   funcional;  
  43. 43. O Conflito numa Organização – A Escola Os  conflitos  são  muito   úteis  quando:   Servem  para   Impedem  a   es=mular  novas   estagnação;   ideias.  
  44. 44. Lidar com os Conflitos – Evitar Conflitos •  As  pessoas  evitam,   frequentemente,  os   conflitos  e  tudo  o  que  é   potencialmente   conflituoso  na   esperança  de  que  a   situação  de  conflito   desapareça.  
  45. 45. Lidar com os Conflitos – Evitar Conflitos •  Maneiras  de  Evitar  o   Conflito:   –  Suprimi-­‐lo,   abandonando  as   situações  de  conflito:   •  Abandonar  a  Escola;   •  Deixando-­‐se  dormir;   •  Fugindo  de  casa.   –  Refugiar-­‐se  no  trabalho,   como  forma  de  fugir  a   uma  situação   embaraçosa  
  46. 46. Lidar com os Conflitos – Evitar Conflitos •  Maneiras  de  Evitar  o   Conflito:   –  Acomodar-­‐se,  evitando   os  conflitos,  afirmando   que  está  tudo  bem.   –  Mudar  de  assunto,   sempre  que  o  conflito  é   focado;   –  Não  levar  nada  a  sério  e   u=lizar  a  farsa,  distraindo   os  outros.  
  47. 47. Lidar com os Conflitos – Enfrentar o Conflito •  GANHAR-­‐PERDER:   –  Uma  das  partes,  sendo   mais  forte  do  que  a   outra,  exerce  a  sua   autoridade  para  remover   o  conflito.   –  Recorre-­‐se  sobretudo   aos  ataques  pessoais.   A  estratégia  de  “Ganhar-­‐Perder”  é   mais  comum  nas  situações  de   director/empregado,  pai/filho,   professor/aluno  
  48. 48. Lidar com os Conflitos – Enfrentar o Conflito •  PERDER-­‐PERDER:   –  Perante  duas   alterna=vas  em   confronto,  inventa-­‐se   uma  terceira  para  que   ninguém  fique  a  ganhar.   Esta  estratégia  implica  que  as  partes  em  conflito  se   empenhem  mais  em  impedir  que  a  outra  ganhe,  do   que  em  encontrar  uma  solução.  
  49. 49. Lidar com os Conflitos – Enfrentar o Conflito •  GANHAR-­‐GANHAR:   –  O  conflito  é  considerado   como  um  problema  a   resolver  e  não  uma   batalha  a  ganhar;   –  As  partes  envolvidas   confrontam  os  pontos  de   vista   –  As  partes  são  frontais  e   empenham-­‐se  em   superar  o  problema  
  50. 50. Lidar com os Conflitos – Enfrentar o Conflito Eva/Ema:   •  A  Eva  e  a  Ema  queriam  a  mesma  laranja.  Só   havia  uma  laranja.  O  conflito  estava  eminente.   A  Eva  era  mais  forte  e  dominadora.  Queria  a   laranja  independentemente  do  interesse  da   irmã.   •  Se  o  interesse  dela  se  sobrepusesse,   estaríamos  perante  a  estratégia     Ganhar-­‐Perder  
  51. 51. Lidar com os Conflitos – Enfrentar o Conflito Eva/Ema:   •  Se  se  pusessem  a  chorar  e  a  mãe  lhes  re=rasse   a  laranja,  e  elas  ficassem  sem  ela  estaríamos   perante  uma  estratégia   Perder-­‐Perder  
  52. 52. Lidar com os Conflitos – Enfrentar o Conflito Eva/Ema:   •  Mas  as  duas  sentaram-­‐se  e  perguntaram  uma   à  outra  para  que  queriam  a  laranja.  A  Eva  disse   que  para  raspar  a  casca  e  colocar  no  bolo.  A   Ema  disse  que  para  fazer  sumo.   •  A  mesma  laranja  respondeu  às  necessidades   das  duas  irmãs.  Estamos  perante  uma   estratégia   Ganhar-­‐Ganhar  
  53. 53. Lidar com os Conflitos – Competências Diagnos=car  a  Natureza   do  Conflito:   Se  as  causas  do   Se  a  outra  parte  tem   Se  o  problema  nos   problema  resultam  de   uma  estratégia   afecta  realmente   divergências  ao  nível  de:   ganhador-­‐perdedor   Valores  e  interesses   Factos  ou  situações  
  54. 54. Lidar com os Conflitos – Competências Envolver-­‐se  no   Confronto:   Dizer  o  que  gostaria  que   Dizer  Concretamente   a  outra  pessoa  fizesse.   O  que  a  outra  pessoa   Como  isso  o  afectou   fez  ou  disse  
  55. 55. Lidar com os Conflitos – Competências Escutar  Ac=vamente:   Prestar  atenção  a:   Sen=mentos  e   Conteúdo  da   Índices  não   Contexto   emoções  do   mensagem   verbais   outro.  
  56. 56. Lidar com os Conflitos – Resolver o Problema Considerar  os  argumentos  de  defesa   de  cada  uma  das  soluções   Seleccionar  a  solução   Apresentar  argumentos   Discu=r  e  Analisar  todos   que  sa=sfaça  os   com  toda  a  abertura   os  Argumentos   interesses  das  partes  
  57. 57. Actividade •  Seleccione,  para  cada  enunciado,  a  estratégia   usada  (evitamento,  acomodação,  dominação,   colaboração)     O  Artur  tudo  faz  para  não  encontrar  o   Evitamento   director  de  turma  porque  sabe  que  ele  tem   algo  para  lhe  dizer  que  não  é  nada  agradável.    
  58. 58. Actividade •  Seleccione,  para  cada  enunciado,  a  estratégia   usada  (evitamento,  acomodação,  dominação,   colaboração)     O  Artur  ouve  o  director  de  turma  e  diz   Dominação   claramente  que  não  escreve  o  relatório  sobre   o  seu  comportamento,  porque  isso  não  tem   nada    a  ver  com  ele.    
  59. 59. Actividade •  Seleccione,  para  cada  enunciado,  a  estratégia   usada  (evitamento,  acomodação,  dominação,   colaboração)     O  Artur  faz  o  relatório,  pedido  pelo  director   Acomodação   de  turma,  contrariado  e  enraivecido.  Pede  a   um  colega  com  quem  não  simpa=za  para  lhe   emprestar  a  esferográfica.    
  60. 60. Actividade •  Seleccione,  para  cada  enunciado,  a  estratégia   usada  (evitamento,  acomodação,  dominação,   colaboração)     O  Artur  pergunta  ao  director  de  turma  o   Colabora=vo   porquê  da  realização  do  relatório;  tendo   compreendido  que  a  sua  versão  dos   acontecimentos  pode  ser  valorizada,   combina  com  ele  fazê-­‐lo  em  casa  e  trazê-­‐lo   no  dia  seguinte  de  manhã.    
  61. 61. Análise  Transaccional  –  Eric  Berne   •  Transacção  é  a  “Unidade  das  Relações  Sociais”,   segundo  Eric  Berne.  
  62. 62. Análise  Transaccional  –  Eric  Berne   A  análise  transaccional  é  um  utensílio  de  conhecimento   que  permite:   Compreender  a  estrutura  pessoal   Iden=ficar  dificuldades  de  relação   Dar  eficácia  à  comunicação  interpessoal.  
  63. 63. Análise  Transaccional  –  Eric  Berne   Estados  do   Eu   Conceitos-­‐ Chave:   “Jogos   Palavras  de   Psicológicos Ordem.   ”  
  64. 64. Análise  Transaccional  –  Eric  Berne   Comunicação  Transaccional:   Cada  Sujeito   está  consciente   Tem  consciência   Constrói  uma   faz  algo  (fala,   do   de  que  o  outro   imagem  do   sorri,  olha...)   comportamento   tem  consciência   outro.   do  outro   de  si  
  65. 65. Análise  Transaccional  –  Eric  Berne   Dois  Níveis  de  Análise   Análise  Estrutural  –   Análise  Funcional  –  refere-­‐se   funcionamento  da  estrutura   às  relações  que  se   pessoal  do  EU   estabelecem.    
  66. 66. Análise  Transaccional  –  Eric  Berne   Os  três  Estados   reflectem  as   experiências  reais,   Análise   vividas  pelo  sujeito   ao  longo  do  seu   Estrutural   desenvolvimento   Estado   Estado   Estado   Parental   Adulto   Criança  
  67. 67. Análise  Estrutural   Reflecte  a  educação   que  se  recebeu  e  que   marcou  a  infância  e  a   Estado  Parental   adolescência.   Vida  Aprendida   Noções  de  bem   e  de  mal  e   Preconceitos   Tradições,etc   outros  valores  
  68. 68. Estado  Parental   •  O  período  mais  marcante  desta  realidade   psicológica  é  o  que  decorre  até  aos  6  anos  de   idade.   •  Nesta  fase,  a  criança  não  interpreta  os   comportamentos  em  função  das  suas  causas,   intenções  ou  contextualizações   •  Para  ela,  a  realidade  é  tal  e  qual  a  vê.  
  69. 69. Estado  Parental   •  O  =po  de  relações  que  os  Pais  =veram  com  a   criança,  o  apoio,  as  carícias,  o  medo,  os  gritos,   etc.,  ficam  registadas  de  forma  muito  ní=da.  
  70. 70. Estado  Parental   Uma  das  caracterís=cas   desta  realidade   psicológica  é  a   incoerência  vivida  e   sen=da  pela  criança  em   relação  aos  Pais.   Os  pais  dizem  que  não  se  deve   men=r,  mas  eles  mentem;   Afirmam  que  os  mais  velhos  ou  os   mais  fortes  não  devem  bater  nos   mais  novos  e  nos  mais  fracos,  mas   batem  nos  filhos...  
  71. 71. Análise  Estrutural   É  um  estado  que   Estado  Adulto  Vida   exige  autonomia   e  independência:   Experimentada   é  a  vida   experimentada   Capacidade  do  Eu  receber   pelo  sujeito.   informações   Pensamento  lógico  e   racional   Objec=vidade  
  72. 72. Estado  Adulto   •  O  sujeito  começa  a   •  Quando  existe   perceber  a  diferença   coerência  entre  o  que   entre:   os  Pais  lhe  disseram  e  o   –  A  vida  que  o  pai  lhe   que  ele  experimenta  e   ensinou;   vive,  surge  um  estado   –  A  vida  como  a  sen=u  e   coerente,  de   desejou   confirmação  (para  o   –  A  vida  como  ele  a  vê  por   bem  e  para  o  mal).   si  próprio  
  73. 73. Análise  Estrutural   É  o  estado   Estado  Criança  –  Vida   emocional,  que   reflecte  o  modo   Emocional  na  Infância   como  a  criança,   na  primeira  fase   Relacionamento  infan=l   de   desenvolvimento,   com  o  mundo   se  relaciona  com   o  mundo.   Realidade  essencialmente   emo=va   Acontecimentos  agradáveis   e  desagradáveis  
  74. 74. Análise  Transaccional   •  A  Análise  Funcional   consiste  em  subdividir   os  diferentes  estados  do   EU,  segundo  as  funções   que  desempenham  e   preenchem.  
  75. 75. Caracterís=cas  comportamentais  em   função  do  predomínio  dos  Estados     •  Gosta  de  fixar   •  Encoraja  os   regras  e  limites;   outros:  colabora;   •  Poderá  ser   •  Gosta  de  fazer  o   autoritário;   trabalho  dos   •   Baseia-­‐se  mais   outros   em  opiniões   •  Exige  Obediência   Pai   Pai  Crí=co   Alimentador   VIDA  APRENDIDA  
  76. 76. Caracterís=cas  comportamentais  em   função  do  predomínio  dos  Estados     Toma  decisões   e  resolve   problemas   através  da   análise  lógica   VIDA  EXPERIMENTADA   dos  factos   ADULTO   É  prá=co  e   Conhece  as   objec=vo   Prioridades  
  77. 77. Caracterís=cas  comportamentais  em   função  do  predomínio  dos  Estados     •  É  autên=co  na   •  É  simpá=co,   expressão  dos   educado   sen=mentos;   •  Respeita  a   •  É  entusiasta   autoridade   •  Não  esconde  as   emoções   Criança   Criança   Espontânea   Adaptada   VIDA  SENTIDA   Criança   Cria=va  ou   Criança   Pequeno   rebelde   Professor   •  É  curioso  e   •  Não  aceita  as   ques=ona  tudo   normas  e  as  regras   •  Contesta  a   autoridade  
  78. 78. Tipos  de  Transacções   O  que  acontece   Encontra  um   quando  um   Pai   Adulto   Criança   Pai   Adulto   Criança  
  79. 79. Transacções  Paralelas   As  crianças  de   Não  respeitam   hoje  são  mal   nada  nem   educadas   ninguém   P   P   A   A   C   C  
  80. 80. Transacções  Paralelas   O  Que  pensas   P   P   De  acordo  com   desta  solução?   os  dados,  é  a   A   mais  indicada.   A   C   C  
  81. 81. Transacções  Paralelas   P   P   A   Se  não  sais   A   E  isso  que  me   comigo,  não  te   importa?   falo  mais.   C   C  
  82. 82. Transacções  Paralelas   Não   desperdices  a   tua  mesada.   P   P   A   A   Vou  comprar  o   CD  e  guardo  o   C   resto.   C  
  83. 83. Transacções  Paralelas   Nunca  fazes   nada  sozinho   P   P   Ajuda-­‐me  a   A   A   fazer  este   trabalho.   C   C  
  84. 84. Transacções  Ocultas  (que  lidam  com   vários  Estados  do  EU)     Não  faz   Preciso  de   nada  sem   acabar  este   mim   P   trabalho  dentro   P   de  meia  hora   A   A   Vou  já  ajudar-­‐ C   te   C   Podes  dar-­‐ me  uma   ajudinha?  
  85. 85. Transacções  Ocultas  (que  lidam  com   vários  Estados  do  EU)     É  um   Vou  já.   preguiçoso   P   P   A   A   Vem  à  reunião   C   C   dos   condóminos?   Pensa  que   não  tenho   mais  para   fazer  
  86. 86. Transacções  Tangenciais  (cada   interlocutor  ignora  o  que  o  outro  diz)     Onde  está   o   relatório?   P   P   A   A   Quem  o  vai   C   C   avaliar?  
  87. 87. Transacções  Tangenciais  (cada   interlocutor  ignora  o  que  o  outro  diz)     Que  horas   P   P   são?   O  dia  hoje   A   A   nunca  mais   acaba...   C   C  
  88. 88. Transacções  Tangenciais  (cada   interlocutor  ignora  o  que  o  outro  diz)     P   P   Queres  ir   A   A   logo  ao   Ajuda-­‐me   cinema?   neste   trabalho.   C   C  
  89. 89. Transacções  Cruzadas   Não  gosto  do   Aprendi   que  fizeste.  Só   consigo,  que  é   um   fazes  asneiras   P   P   incompetente   A   A   C   C  
  90. 90. Transacções  Cruzadas   P   P   Quais  são  as   tuas   dificuldades?   Não  sei  como   A   A   se  faz  este   trabalho...   C   C  
  91. 91. Transacções  Cruzadas   Porque  fazes   tudo  em  cima   da  hora?   P   P   Dentro  de  dez   minutos  acabo   o  meu   A   A   trabalho.   C   C  
  92. 92. Ac=vidade   Iden=fique  os  =pos  e  o  diagrama  das  transacções  que  se  seguem   ESTÍMULO   RESPOSTA   Não  sei  o  que  fazer,  estou   Se  me  ouvisses,  nada  disso   desesperado.   teria  acontecido   CRUZADA   Andas  a  deitar-­‐te  muito   Tu  também  andas  muito   tarde.  Devias  ter  mais   cansado.  O  teu  trabalho  é   PARALELA   cuidado  com  a  saúde   esgotante.  
  93. 93. Ac=vidade   Iden=fique  os  =pos  das  transacções  que  se  seguem   ESTÍMULO   RESPOSTA   Vou  buscar  os  documentos   Eu  tenho  elementos  que  te   e  analisá-­‐los.   podem  ajudar  a  concluir  o   PARALELA   teu  trabalho.   Detesto  que  me  obriguem  a   Ainda  bem  que  não   fazer  as  coisas.   trabalho  con=go,  senão   CRUZADA   teríamos  problemas.  
  94. 94. Ac=vidade   Iden=fique  os  =pos  das  transacções  que  se  seguem   ESTÍMULO   RESPOSTA   Estou  muito  cansado.   Nunca  mais  é  fim  de   semana.   TANGENCIAL   Que  bom,  amanhã  é  o  meu   Eu  também  não  trabalho.  E   PARALELA   dia  livre.   se  fôssemos  às  compras?  
  95. 95. Relações Interpessoais PSICOLOGIA 2010/2011 Jorge  Barbosa,  2010  

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