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Processos Mentais 1 - A Percepção

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Processos Mentais 1 - A Percepção

  1. 1. A Mente e a Integração das Dimensões <br />Cognitiva, Emocional e Conativa<br /><ul><li>O Saber,
  2. 2. O Sentir,
  3. 3. O Fazer</li></ul>Jorge Barbosa, 2010<br />Psicologia – 2010<br />1<br />JB<br />
  4. 4. Compreender as Capacidades <br />Mentais do Ser Humano<br />Psicologia – 12º Ano<br />
  5. 5. Objectivos<br /><ul><li>Caracterizar a mente como um conjunto integrado de processos cognitivos, emocionais e conativos.
  6. 6. Explicar o carácter específico dos processos cognitivos
  7. 7. Explicar o carácter específico dos processos emocionais
  8. 8. Explicar o carácter específico dos processos conativos
  9. 9. Identificar dimensões biológicas e sociais nestes processos
  10. 10. Analisar o papel destes processos na vida quotidiana
  11. 11. Analisar a mente como um sistema de construção do mundo
  12. 12. Analisar a identidade como factor distintivo entre os seres humanos</li></li></ul><li>4<br />Conteúdos<br /><ul><li>Cognição, emoção e conação: o saber, o sentir, o fazer
  13. 13. Percepção, memória e Aprendizagem
  14. 14. Emoção, afecto e sentimento; Marcador somático
  15. 15. Intencionalidade e tendência: esforço de realização
  16. 16. Natureza biológica e sociocultural da mente: necessidade e desejo
  17. 17. Conhecer o mundo; Relacionar-se com o mundo; Agir sobre o mundo
  18. 18. Pensamento e Acção – Auto-organização e imaginação
  19. 19. Unidade e diversidade dos seres humanos
  20. 20. Inscrição mental das histórias de vida: Identidade</li></li></ul><li>Um psicólogo do desenvolvimento mostra a uma criança de 5 anos uma caixa de bolachas e pergunta-lhe o que pensa ela ali encontrar.<br />A resposta espontânea da criança é “bolachas”. Depois, a criança olha para dentro da caixa, e vê que estão lá lápis e não bolachas.<br />O experimentador pergunta, então, à criança: “O que é que outro menino vai pensar que está dentro da caixa, se não olhar lá para dentro?”<br />A criança, divertida com esta pergunta, responde: “bolachas”.<br />AS FALSAS CRENÇAS<br />
  21. 21. O psicólogo utiliza depois o mesmo procedimento com uma criança de 3 anos.<br />A resposta à primeira pergunta é, obviamente, “bolachas”.<br />Mas a resposta à segunda é mais inesperada: “lápis”.<br />Mas o mais surpreendente é que a criança de 3 anos defende que também ela pensava desde o início que a caixa continha lápis.<br />AS FALSAS CRENÇAS<br />
  22. 22. AS FALSAS CRENÇAS<br />Consoante<br /><ul><li>O grau de informação que temos sobre cada assunto
  23. 23. O nível de competências
  24. 24. A experiência de vida, etc.</li></ul>Assim,<br /><ul><li>Todos nós reagimos a certas situações como as crianças de 5 anos.
  25. 25. Todos nós reagimos a outras situações como as crianças de 3 anos.</li></ul>Tentar compreender como funciona a nossa mente pode também levar-nos a comportamentos idênticos aos das crianças de 5 anos ou aos das crianças 3 anos.<br />A questão para elas dizia respeito à utilidade e ao conteúdo (associados uma ao outro).<br />A questão para nós diz respeito ao conteúdo e funcionamento da mente (associados um ao outro)<br />
  26. 26. Compreender as Capacidades <br />Mentais do Ser Humano<br />
  27. 27. Compreender as Capacidades <br />Mentais do Ser Humano<br />
  28. 28. Modelo: intermediário entre os fenómenos estudados pela ciência (a realidade) e a interpretação que lhes é dada (teoria).<br />Ciências Cognitivas<br />As ciências da cognição – ou ciências cognitivas – surgiram há cerca de 40 anos.<br /><ul><li>Inicialmente, na Psicologia, os modelos foram construídos sobre a analogia com programas informáticos
  29. 29. As neurociências assumiram entretanto o papel de ciência piloto, suscitando novos modelos centrados:
  30. 30. Nas redes
  31. 31. Na auto-organização
  32. 32. Actualmente, as ciências da cognição abrangem numerosos campos de investigação e campos de análise.
  33. 33. As ciências cognitivas estão intimamente ligadas ao desenvolvimento da Psicologia</li></ul>Auto-Organização: processo pelo qual um organismo se transforma progressivamente devido a causas ou mecanismos que lhe são próprios. Sinónimo de AUTOPOIESE.<br />
  34. 34. PERCEPÇÃO<br />Psicologia, 2010<br />11<br />
  35. 35. Há autores que incluem o estudo da percepção num capítulo sobre “Reconhecimento de Objectos” (Eysenck, 2006, por exemplo)<br />Porque será?<br />Psicologia, 2010<br />12<br />
  36. 36. Psicologia, 2010<br />13<br />Observe a fotografia.<br /><ul><li>Do ponto de vista da imagem (duas dimensões), a ilusão de a ver a três dimensões tem origem nos dados descendentes.
  37. 37. Os dados ascendentes corrigiriam a ilusão, mantendo a informação de que a imagem só tem duas dimensões.
  38. 38. Do ponto de vista da realidade representada, a percepção é determinada pelos dados descendentes. </li></ul>Uma imagem pode ser percepcionada<br /><ul><li>Como imagem e
  39. 39. Como representação de algo</li></ul>A representação é mais determinante na percepção.<br />
  40. 40. Psicologia, 2010<br />14<br />Observe a fotografia.<br />Uma ilusão é uma percepção errada ou distorcida.<br /><ul><li>Os livros que vemos mais pequenos na parte superior da fotografia:
  41. 41. Poderiam ser livros em miniatura
  42. 42. Ou poderiam estar mais afastados.
  43. 43. Na fotografia, no entanto, todos os livros estão à mesma distância do observador (duas dimensões).
  44. 44. Com base na experiência anterior, com objectos mais pequenos e distantes de nós, atribuímos indícios ilusórios de profundidade à representação fotográfica bidimensional.</li></li></ul><li>Psicologia, 2010<br />15<br />A maior parte das percepções envolve um inter-relacionamento complexo entre factores ascendentes e factores descendentes.<br />A maior parte das pessoas lê “Thecat” na imagem (McClelland e Rumelhart, 1981).<br />Mas, em bom rigor, nela não existe nem a letra H nem a letra A. Em todo o caso, seria forçoso que fossem diferentes e não são. <br /><ul><li>A percepção da “letra” do meio é determinada aparentemente pela proximidade das letras vizinhas (ascendente), e
  45. 45. Por aquilo que conhecemos das palavras em inglês (processamento conceptual, descendente)</li></li></ul><li>Psicologia, 2010<br />16<br />Consciência e Percepção.<br />A consciência a que se referem os estudos experimentais é a consciência verbal.<br />Questão Científica:<br />Os significados e interpretações são aplicados automaticamente aos dados dos sentidos?<br />ou implicam que tenhamos consciência verbal deles?<br />(a consciência verbal é parte necessária da percepção?)<br />Se é verdade que acrescentamos significados e interpretações aos dados dos sentidos, será que esses acrescentos resultam de uma deliberação consciente? <br />
  46. 46. Psicologia, 2010<br />17<br />Problema: A Ilusão Cor-Distância<br />È sabido nas artes visuais que as cores quentes dão a impressão de que se movem em direcção ao observador, ao passo que as cores frias parecem afastar-se do observador.<br />Enunciado do problema:<br />Consciência e Percepção.<br />?<br />Porque é que as cores quentes parecem aproximar-se e as cores frias parecem distanciar-se?<br />
  47. 47. Psicologia, 2010<br />18<br />Problemas da Percepção<br />O que é que está implicado no facto de vermos, por ex., uma maçã?<br /><ul><li>Num primeiro nível, o problema seria o de sabermos como é que captamos o significado perceptivo da estimulação visual: interpretá-lo como:
  48. 48. Fruto comestível
  49. 49. Amadurece nas árvores
  50. 50. Faz bem à saúde
  51. 51. Foi a causa da expulsão do paraíso, etc.</li></ul>O ponto fundamental não é, todavia, saber por que é que vemos um tipo particular de objecto, mas<br />Saber porque é que vemos um objecto, seja ele qual for.<br />
  52. 52. Psicologia, 2010<br />19<br />Problemas da Percepção<br />Onde Está o Objecto? – Percepção da Profundidade<br />A questão é simples:<br />Se a imagem que se forma na retina só tem duas dimensões, como é que o nosso mundo perceptivo contém três?<br />Disparidade binocular<br />Indícios monoculares de profundidade (interposição)<br />Perspectiva linear e de tamanho relativo<br />Luz e sombra<br />B<br />Interposição<br />A<br />T. Relativo<br />Olho esquerdo<br />Olho direito<br /> A<br />B<br />A<br />B<br />Disparidade Binocular<br />Luz e Sombra<br />
  53. 53. Psicologia, 2010<br />20<br />Problemas da Percepção<br />O Que está aquilo a fazer? – Percepção do Movimento<br />Uma coisa é ver um cão corpulento e pouco amistoso.<br />Outra coisa é vê-lo a arreganhar os dentes e a precipitar-se na nossa direcção.<br />1. Movimento Retiniano<br />As células detectores de movimento no córtex visualparecem reagir ao movimento da imagem na retina.<br />
  54. 54. Psicologia, 2010<br />21<br />Problemas da Percepção<br />O que está aquilo a fazer? – Percepção do Movimento<br />2. Movimento Aparente<br />O movimento retiniano não explica tudo (explica mesmo muito pouco)<br />Suponhamos que acendemos uma lâmpada num ponto do campo visual.<br />A seguir apagamo-la, e depois de um intervalo de tempo entre 30 a 200 ms, acendemos uma outra lâmpada num sítio diferente.<br />Vê-se a luz passar de um ponto para outro, apesar de não haver estimulação retiniana de movimento.<br />Ao resultado da experiência, chama-se Movimento Aparente.<br />Este fenómeno apoia o facto de nos apercebermos do movimento, mesmo quando não se verifica movimento da imagem na retina.<br />
  55. 55. Psicologia, 2010<br />22<br />Problemas da Percepção<br />O que está aquilo a fazer? – Percepção do Movimento<br />3. Movimentos Oculares<br />Movimento objectivo<br />Mundo objectivo imóvel<br />B<br />A<br />A<br />Os nossos olhos estão em contínuo movimento.<br />O movimento dos nossos olhos cria uma série contínua de mudanças na imagem retiniana.<br />Sendo assim,<br />Como é que conseguimos ver o mundo imóvel?<br />Olho imóvel<br />Movimento Ocular<br />a<br />b<br />a<br />b<br />Deslocação retiniana<br />Deslocação retiniana<br />Fig. 1<br />Fig. 2<br />
  56. 56. Psicologia, 2010<br />23<br />Problemas da Percepção<br />O que está aquilo a fazer? – Percepção do Movimento<br />3. Movimentos Oculares<br />Movimento objectivo<br />Mundo objectivo imóvel<br />B<br />A<br />A<br />Como é que conseguimos ver o mundo imóvel?<br />1ª Hipótese:<br />A percepção do movimento depende das posições relativas dos objectos da nossa visão:<br />Quando, ao olhar para uma mesa, movemos os olhos, a imagem retiniana da mesa desloca-se, mas o mesmo acontece com os objectos que vemos em cima dela, ao lado dela, etc.: a percepção do movimento é anulada.<br />Olho imóvel<br />Movimento Ocular<br />a<br />b<br />a<br />b<br />Deslocação retiniana<br />Deslocação retiniana<br />Fig. 1<br />Fig. 2<br />
  57. 57. Psicologia, 2010<br />24<br />Problemas da Percepção<br />O que está aquilo a fazer? – Percepção do Movimento<br />3. Movimentos Oculares<br />Movimento objectivo<br />Mundo objectivo imóvel<br />B<br />A<br />A<br />Como é que conseguimos ver o mundo imóvel?<br />2ª Hipótese:<br />O Sistema nervoso compensa efectivamente as deslocações na retina produzidas pelos movimentos oculares:<br />Quando o cérebro dá sinais aos músculos oculares para se movimentarem, calcula o desvio retiniano que esse movimento vai produzir, neutralizando a seguir esse valor.<br />Olho imóvel<br />Movimento Ocular<br />a<br />b<br />a<br />b<br />Deslocação retiniana<br />Deslocação retiniana<br />Fig. 1<br />Fig. 2<br />
  58. 58. Psicologia, 2010<br />25<br />Problemas da Percepção<br />O que está aquilo a fazer? – Percepção do Movimento<br />3. Movimentos Oculares<br />Como é que conseguimos ver o mundo imóvel?<br />Esta hipótese foi comprovada por corajosos investigadores:<br />Injectaram uma substância paralisante dos músculos oculares neles próprios.<br />Passaram a ver o mundo aos saltos (enquanto durou o efeito da droga).<br />2ª Hipótese:<br />O Sistema nervoso compensa efectivamente as deslocações na retina produzidas pelos movimentos oculares:<br />Quando o cérebro dá sinais aos músculos oculares para se movimentarem, calcula o desvio retiniano que esse movimento vai produzir, neutralizando a seguir esse valor.<br />
  59. 59. Psicologia, 2010<br />26<br />Problemas da Percepção<br />O que é aquilo? – Percepção da Forma<br />Primeira hipótese<br />Uma hipótese muito simples seria a de que guardamos na memória uma espécie de lista de itens para cada um dos objectos que somos capazes de reconhecer.<br /><ul><li>O objecto tem quatro patas
  60. 60. Tem orelhas grandes
  61. 61. Etc.</li></li></ul><li>Psicologia, 2010<br />27<br />A forma não é a soma das suas partes<br />Problemas da Percepção<br />O que é aquilo? – Percepção da Forma<br />Primeira hipótese<br />A enorme variabilidade de estímulos levanta problemas na aceitação desta hipótese.<br />Mas outros fenómenos, como a equivalência de forma, contrariam claramente essa primeira hipótese formulada nos primeiros tempos da Psicologia empirista.<br />Equivalência de forma: as formas percepcionadas permanecem as mesmas, independentemente das partes que a compõem<br />
  62. 62. Psicologia, 2010<br />28<br />Problemas da Percepção<br />O que é aquilo? – Percepção da Forma<br />Perspectiva do Processamento da Informação<br />A aparente eficácia da metáfora dos computadores, aplicada ao estudo do processamento da informação resulta sobretudo:<br /><ul><li>Do facto de essa metáfora tanto servir para descrever o funcionamento da mente, como para aperfeiçoar o sistema de processamento de computadores.</li></ul>A concepção da mente como um computador é uma metáfora científica dominante no nosso tempo.<br />Substituiu metáforas de gerações anteriores como:<br /><ul><li> A das estátuas hidráulicas de Descartes para descrever modelos da acção animal
  63. 63. A do sistema nervoso como quadro de distribuição de uma central telefónica, etc.</li></ul>A metáfora Processamento da Informação revelou-se fundamental para a Psicologia, na medida em que a levou a tentar explicar a transformação de uns símbolos noutros símbolos<br />
  64. 64. Psicologia, 2010<br />29<br />Problemas da Percepção<br />O que é aquilo? – Percepção da Forma<br />Perspectiva do Processamento da Informação<br />Na aplicação ao estudo dos processos cognitivos humanos, os diagramas pretendem fazer o gráfico do fluxo de informação, tal como ela é processada pela mente humana (o modelo do computador raramente serve para esse efeito).<br />As tentativas de compreensão das operações mentais, como a de reconhecer uma forma, recordar um nome, etc., são muitas vezes expressas em termos de fluxogramas.<br />No mundo dos computadores, esses fluxogramas mostram as operações de um programa de computador.<br />
  65. 65. Psicologia, 2010<br />30<br />Problemas da Percepção<br />O que é aquilo? – Percepção da Forma<br />Perspectiva do Processamento da Informação<br />VVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVOVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVV<br />Os Elementos da Forma<br />Os traços visuais primitivos podem ser percebidos de modo imediato e sem esforço: saltam à vista.<br />A quantidade de letras V que acompanham a letra O tem muito pouca influência no tempo de procura visual.<br />Procura visual a partir de traços primitivos<br />Quando o exemplar é a letra O entre letras V, os sujeitos encontram-na rapidamente.<br />
  66. 66. Psicologia, 2010<br />31<br />Problemas da Percepção<br />O que é aquilo? – Percepção da Forma<br />Perspectiva do Processamento da Informação – Segregação Perceptiva<br />Segregação Visual<br />1. O ouvinte analisa o padrão sonoro e agrupa uns sons com os outros:<br />Também se chama Análise Perceptiva, por desempenhar a mesma função que a análise gramatical desempenha no discurso<br />O estudante disse o professor é parvo.<br />2. A análise continua, agrupando as palavras em sons maiores: as frases:<br />Quando ouvimos alguém falar, o que nos chega aos ouvidos pode ser do seguinte teor:<br />O estudante, disse o professor, é parvo.<br />Ou:<br />Oestudantedisseoprofessoréparvo<br />O estudante disse: o professor é parvo.<br />
  67. 67. Psicologia, 2010<br />32<br />Problemas da Percepção<br />O que é aquilo? – Percepção da Forma<br />Perspectiva do Processamento da Informação – Segregação Perceptiva<br />Quando não compreendemos uma língua, não conseguimos fazer uma correcta análise perceptiva. Parece-nos que tudo é dito muito depressa, sem pausas.<br />Antes de fazer, pelo menos uma análise básica, o ouvinte não pode esperar obter uma compreensão daquilo que ouviu.<br />O que se passa com as palavras na fala, verifica-se também com os objectos do mundo visual.<br />A segregação perceptiva é o primeiro passo para a organização do mundo perceptivo<br />Segregação Visual<br />Também se chama Análise Perceptiva, por desempenhar a mesma função que a análise gramatical desempenha no discurso<br />
  68. 68. Psicologia, 2010<br />33<br />Problemas da Percepção<br />O que é aquilo? – Percepção da Forma<br />Perspectiva do Processamento da Informação – Segregação Perceptiva<br />Segregação da Figura e do Fundo<br />A discriminação Figura-Fundoresulta de um contributo do sujeito; não é uma propriedade do próprio estímulo<br />As figuras reversíveis mostram bem como o estímulo é neutro relativamente à análise.<br />
  69. 69. Psicologia, 2010<br />34<br />Problemas da Percepção<br />O que é aquilo? – Percepção da Forma<br />A<br />Perspectiva do Processamento da Informação – Organização Perceptiva<br />B<br />Agrupamento Perceptivo<br />O agrupamento de partes de uma figura resultam de factores como:<br /><ul><li>Proximidade (fig. 1)
  70. 70. Semelhança
  71. 71. Orientação e Forma
  72. 72. Bom prolongamento (fig. 2)</li></ul>Fig. 1<br />Fig. 2<br />As linhas em A e em B são cópias umas das outras. No entanto, em B, o seu cruzamento é percepcionado de forma muito diferente: Bom Prolongamento.<br />Agrupamento por proximidade: vemos a quatro linhas como dois pares<br />
  73. 73. Psicologia, 2010<br />35<br />Problemas da Percepção<br />Percepção – Interpretação da Realidade<br />Constância Perceptiva<br />Constância do Tamanho<br />Estimamos perceptivamente o tamanho das coisas independentemente da distância a que se encontre. No entanto, o mesmo objecto a diferentes distâncias, forma imagens na retina de tamanhos diferentes.<br />
  74. 74. Psicologia, 2010<br />36<br />Problemas da Percepção<br />Percepção – Interpretação da Realidade<br />Constância Perceptiva<br />Constância da Forma<br />Um mesmo objecto forma diferentes imagens retinianas, em função de múltiplos factores.<br />No entanto, percepcionamos os objectos sempre com a mesma forma, ainda que o ponto de vista com que o olhamos altere a forma da imagem na retina.<br />
  75. 75. Psicologia, 2010<br />37<br />Problemas da Percepção<br />Percepção – Interpretação da Realidade<br />Constância Perceptiva<br />Constância da Cor<br />Quando conhecemos um objecto pela cor, mantemos essa cor ao nível da percepção, mesmo que as condições de luminosidade alterem as informações físicas que chegam à retina.<br />
  76. 76. 38<br />Processos Mentais<br />Processos Cognitivos<br />A Percepção<br />Atenção: Os exercícios no “moodle” estarão disponíveis dentro em breve<br />Psicologia, 2010<br />

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