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África nos tempos de tráfico atlântico

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Escravidão e resistência

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África nos tempos de tráfico atlântico

  1. 1. ÁFRICA NOS TEMPOS DO TRÁFICO ATLÂNTICO
  2. 2. As formas de organização  As sociedades se organizavam com:  Fidelidade ao chefe (núcleo básico).  Relações de parentescos. CHEFE DA ALDEIA CHEFE DA FAMÍLIA INTEGRANTES DA FAMÍLIA INTEGRANTES DA FAMÍLIA CHEFE DA FAMÍLIA INTEGRANTES DA FAMÍLIA INTEGRANTES DA FAMÍLIA www.portaldovestibulando.com
  3. 3. As formas de organização  Confederação das aldeias:  Casamento; troca de produtos.  Um reino:  De uma sociedade com uma capital.  Autoridade sobre todos os outros chefes.  Sociedades organizadas em cidades  Por trás do muro: mercados, comércio e os vários chefes. www.portaldovestibulando.com
  4. 4. O Reino Congo  Estado centralizado dominava a região centro- ocidental da África;  Sociedade hierarquizada;  O mani Congo controlava o comércio;  Principal atividade econômica: compra e venda de sal, metais, tecidos e produtos de origem animal. Prática comercial através do escambo(sistema de trocas);  Intercâmbio cultural; www.portaldovestibulando.com
  5. 5. Os iorubás  Vestígios arqueológicos mais importantes estão em Ifé, terra de iorubás,  Líder divinizado  Monarquia divina  Ilê Ifé Dirigida por Oni (divindade e governante)  Espalhou por várias cidades ZONA DA FLORES TA IF É BACIA DO RIO NÍGER www.portaldovestibulando.com
  6. 6. Comércio nas sociedade Africanas  O que é o comércio?  Trocas  Casamento  Comércio de curta distância  Comércio de longa distância  Meios de transporte de mercadorias “a vitalidade do comércio dentro do continente africano de curta, média e longa distância, põe por terra a idéia de sociedades isoladas uma das outras,vivendo voltadas apenas para si mesmas" www.portaldovestibulando.com
  7. 7. A escravidão na África A escravidão existiu em muitas sociedades africanas bem antes dos europeus começarem a traficar escravos. •Como se dava a escravidão na África •Não era raro o senhor libertar seus escravos. •Havia uma hierarquia na condição de escravo •Os escravos podiam ser comerciados entre as sociedades africanas não islamizadas, nas rotas do Sael e do Saara. Quando o europeu chegou se abriu uma nova frente de comércio. www.portaldovestibulando.com
  8. 8. O comércio de escravos pelo Oceano Atlântico O pioneirismo português •Objetivo: chegar a fonte de ouro que era comerciado pelos tuaregues e berbéres no norte da África. •Os portugueses foram pioneiros no contato com povos da África ocidental e central. •Justificativa religiosa •Primeiras expedições (1415) •Principais objetivos das explorações marítimas: comerciar ouro, encontrar o caminho alternativo para as Índias e converter ao catolicismo os povos encontrados.
  9. 9. O comércio de escravos pelo Oceano Atlântico O Reino do Congo Cristão •O Congo foi considerado um reino pelos primeiros portugueses que o conheceram •A conversão do rei congolês ao catolicismo. •Catolicismo como religião oficial foi adotado durante o reinado de dom Afonso I www.portaldovestibulando.com
  10. 10. O comércio de escravos pelo Oceano Atlântico Conchas como moedas de troca Especialmente os cauris, espécie de búzio, que nos séculos XVII e XVIII virou moeda internacional. Metade do mundo entesourava e comprava cauris.
  11. 11. O comércio de escravos pelo Oceano Atlântico Principais regiões fornecedoras de escravos Para o Brasil, vieram africanos principalmente da chamada Costa da Mina e de Angola. Vinham escravos comercializados principalmente no golfo do Benin, com destaque para o porto de Ajudá. Mas era da Angola que vinha a maioria. www.portaldovestibulando.com
  12. 12. Principais regiões fornecedoras de escravos  (1440 – 1580)  Comércio de escravos na costa da alta Guiné, pelas Ilhas do Cabo Verde  (1580 – 1690)  África Central, pela Ilha de São Tomé e São Paulo de Luanda;  (1690 – até 1850)  Costa da Mina, centro-africanos e Moçambique www.portaldovestibulando.com
  13. 13. Transformações provocadas pelo tráfico de escravos. A Costa da Mina Costa da Mina equivale aos atuais Gana, Togo, Benin e Nigéria. Essa era a região dos reinos, cidades-estado e aldeias de povos acãs, fantes, axantes, daomeanos, benis, oiós e iorubanos em geral, que se relacionavam com os baribas, nupes, hauçás e mandingos. Na fase áurea do tráfico de escravos na costa da Mina, no século XVIII e início do XIX, Daomé e Oió foram os estados mais fortes da região www.portaldovestibulando.com
  14. 14. Transformações provocadas pelo tráfico de escravos. A costa de Angola Nessa região os portugueses logo conseguiram o apoio de grupos imbangalas. Estes eram formados por pessoas de diferentes origens, que passaram por ritos de iniciação que os ligavam para sempre. Entre contatos amistosos e belicosos, querendo comercializar escravos e encontrar metais preciosos, os portugueses estabeleceram um foco de colonização a partir de São Paulo de Luanda.
  15. 15. Transformações provocadas pelo tráfico de escravos. As Guerras Angolanas A rainha Jinga foi a maior líder da resistência local e entrou para a história de Angola como um de seus mitos fundadores. A presença brasileira era grande desde o século XVII. Índios e mestiços brasileiros lutaram ao lado de africanos e de uns poucos portugueses nas guerras que se estendem até cerca de 1680. www.portaldovestibulando.com
  16. 16. QUEM ERAM OS AFRICANOS TRAZIDOS PARA O BRASIL?  Até o início do século XVIII a maioria dos africanos embarcava no porto de Luanda;  Os escravos costumavam ser separados de sua família;  A maioria dos africanos trazidos para o Brasil veio de Angola. www.portaldovestibulando.com
  17. 17. As Relações dos Africanos  Os africanos eram levados a mercados nos quais eram vendidos;  A norma era a pessoa se ver sozinha;  Ladinos- Africanos que eram obedientes e já falavam português;  Crioulos: nascidos no Brasil. www.portaldovestibulando.com
  18. 18. Línguas Africanas no Brasil  Nos lugares em que haviam concentrações de africanos, foram criadas línguas próprias;  A língua era apenas um dos elementos culturais que os ligavam a África;  Os grupos permaneciam fiéis ao modo de vida de seus antepassados. www.portaldovestibulando.com
  19. 19. NOVAS IDENTIDADES  Assim que se viam numa situação mais estável, os escravizados começavam a tecer novas relações;  Ao chegar, tinham de aprender português para que entendessem as ordens que lhes eram dadas;  Eram identificados pelo nome de portos ou de feiras, nos quais foram comerciados; www.portaldovestibulando.com
  20. 20. Laços entre Parentes e Companheiros de Trabalho  Escolha de parceiros sexuais e constituição de famílias estáveis;  Haviam muito mais homens do que mulheres;  Níveis de mortalidade infantil eram altos;  Uso do compadrio;  Surgimento da Baiana; www.portaldovestibulando.com
  21. 21. As Religiões  Ladinos e crioulos viviam uma cultura híbrida;  Práticas mágico-religiosas;  Banto: ritos de adivinhação;  Quilundu: espírito que possui qualquer pessoa;  Candomblés e mães-de-santo. www.portaldovestibulando.com
  22. 22. Irmandades Leigas  Irmãos = membros;  Compromissos: conjunto de regras que regiam a irmandade;  Formada por brancos, negros ou pardos;  A partir de 1822, foram sendo substituídas por outras formas de organização regidas pela esfera civil. www.portaldovestibulando.com
  23. 23. O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
  24. 24. O fim da escravidão e do contato com a África  Após o fim do tráfico de escravos houve uma interrupção na relação entre o Brasil e a África  Preservação das lembranças, conhecimentos, valores e crenças dos negros que já estavam aqui.  Grande dificuldade em conseguir ingressar no mercado de trabalho www.portaldovestibulando.com
  25. 25. A superação da ideia de Raça  Considera-se que todos os homens são iguais em termos genéticos, sendo as diferenças de aparência resultado das adaptações ao meio ambiente pelas quais as populações passaram.  Crioulo: Indivíduo negro nascido na  ‘’A cor de pele, por exemplo, que é uma das variáveis a partir da qual se definia uma raça, é resultado da adaptação das populações aos diferentes níveis de radiação ultravioleta existentes nos diferentes continentes. www.portaldovestibulando.com
  26. 26. A mestiçagem  Marcas Genéticas: -Ombros alongados -Pigmentação mais forte tornando a pele escura -Cabelos crespos -Andar requebrado (A mestiçagem física torna- se alvo de preconceito pois os brancos acreditavam que os mestiços eram impuros). Obra de Cândido Portinari, Mestiços- 1934 www.portaldovestibulando.com
  27. 27. Manifestações culturais afro- brasileiras  O Termo afro-brasileiro refere-se aos produtos das mestiçagens para os quais as principais matrizes são as africanas e as lusitanas com alguns traços indígenas.  As influências africanas estão presentes na vida brasileira muito mais do que imaginamos como na música, religião, culinária e etc. www.portaldovestibulando.com
  28. 28. O caminho em direção à igualdade  Depois do fim da escravidão as elites tentaram eliminar nossos laços com as culturas africanas  Sonhavam com o branqueamento da população  Buscava-se um distanciamento da África. www.portaldovestibulando.com
  29. 29. O caminho em direção à igualdade  O branqueamento não aconteceu  A noção de raça cedeu espaço para a noção de cultura  Toda essa mudança na maneira de ver o mundo, as sociedades e as pessoas, fortaleceram um movimento de afirmação da negritude e de valorização das coisas africanas. www.portaldovestibulando.com
  30. 30. Referência SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil Africano. São Paulo: Ática, 2007. p. 32-45. HISTÓRIA DA ÁFRICA. Disponível em http://pt.wikipedia.org. Acesso em 14/05

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