Alfabetização com inclusão de crianças com deficiência intelectual

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Apresentação de dois casos distintos de alfabetização numa escola inclsuiva.

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Alfabetização com inclusão de crianças com deficiência intelectual

  1. 1. Alfabetização e inclusão de alunos com necessidades especiais COLÓQUIO FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO ESPECIAL E DA EDUCAÇÃO COMUM: A VIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA 17 de dezembro de 2011 Prof. Jaime Balbino
  2. 2. Objetivos desta apresentação <ul><li>Apresentar dois casos em que o processo de alfabetização auxiliou de alguma maneira a inclusão social de alunos com DI </li></ul><ul><li>Destacar os processos cognitivos e sociais que permitem relacionar a alfabetização com a inclusão social </li></ul><ul><li>Mapear atores, circunstancias e oportunidades </li></ul>
  3. 3. Caso 1 <ul><li>Refere-se ao processo de alfabetização de um aluno com Síndrome do X-Frágil </li></ul>
  4. 4. Definição do caso <ul><li>Aluno com 11 anos, no 5o Ano e na mesma escola desde o 1o Ano </li></ul><ul><li>Retardo mental moderado e dificuldade moderada na fala </li></ul><ul><li>Alfabetização efetivada no ano anterior </li></ul><ul><li>Nível pré-silábico </li></ul>
  5. 5. Análise diagnóstica <ul><li>Percebeu-se que : </li></ul><ul><li>Maturação cognitiva diferenciada e maturidade física compatível com a idade </li></ul><ul><li>O aluno tinha condições de acompanhar o conteúdo curricular </li></ul><ul><li>Propenso a estratégias motivacionais e a aprendizagem significativa </li></ul><ul><li>E a ações de socialização, atividades em grupo e físico-esportivas </li></ul>
  6. 6. Motivadores para a alfabetização <ul><li>Necessidade de socialização </li></ul><ul><li>Vontade manifestada subliminarmente de ser reconhecido e aceito na sociedade </li></ul><ul><li>A escola como um ambiente acolhedor e, mais do que isso, desafiador. </li></ul>
  7. 7. Trabalho realizado <ul><li>As atividades trabalhadas em sala de aula envolviam contextos curriculares, de outras atividades trabalhadas dentro da escola, além das preferências pessoais e da rotina domiciliar do aluno, sempre contextualizando-se o processo de leitura e escrita. </li></ul><ul><li>O aluno teve um salto qualitativo evidente em seu desenvolvimento cognitivo e social </li></ul>
  8. 8. Caso 2 <ul><li>Letramento inicial de um aluno com DI e as mudanças sociais ocorridas </li></ul>
  9. 9. Definição do caso <ul><li>O aluno tem 14 anos, está no 4o Ano e foi matriculado inicialmente no 3o Ano tendo a idade como critério </li></ul><ul><li>Apesar da síndrome que o acomete e da pouca vivência escolar, ele consegue manter um ótimo relacionamento com seus colegas e com outros atores </li></ul><ul><li>Ainda não está alfabetizado e faz um uso instrumental da língua escrita, ainda não atribuindo significado aos símbolos </li></ul>
  10. 10. Delimitando o problema <ul><li>Não atribui significado real nem as letras e nem as palavras que conhecia </li></ul><ul><li>Não identificava pessoas em fotos ou representações gráficas em desenhos, respondendo positivamente apenas aquilo ao qual estava condicionado a reconhecer. </li></ul><ul><li>Por outro lado, o aluno conseguia estabelecer significados, relações e memória a objetos e pessoas do ambiente sem dificuldade </li></ul><ul><li>Apresenta limitações típicas em situações envolvendo espaço e topografia. </li></ul>
  11. 11. Trabalho desenvolvido <ul><li>Desenvolvimento da persepção imagética através do uso combinado de imagens e letras no plano e projeções em três dimensões </li></ul><ul><li>Estabelecimento de significação simbólica para imagens e letras no plano </li></ul><ul><li>No caminho inverso, desenvolvimento simbólico a partir da construção de objetos com jogos tipo Lego (unidades padronizadas para um todo com identidade simbólica) </li></ul>
  12. 17. Resultados conseguidos <ul><li>O aluno passou a reconhecer um conjunto muito maior de imagens e desenhos, além de ter aguçada sua percepção visual </li></ul><ul><li>O processo foi acompanhado de uma grande diminuição nos conflitos sociais </li></ul><ul><li>Em alguns momentos passou a escrever garatuchas e de se apropriar delas </li></ul><ul><li>Ainda não reconhece a maioria das letras, mas já soletra com propriedade alguns nomes </li></ul>
  13. 18. Dificuldades <ul><li>A grande quantidade de remédios que toma e/ou variações da sua personalidade dificultam o ensino. Porém já demonstrou ter alguma capacidade de retenção mesmo durante os momentos de baixo aproveitamento </li></ul><ul><li>Ele tem mutias dificudlades com a coordenção motora fina (tratada com TO) </li></ul><ul><li>O uso do teclado do computador não é possível, por conta do pequeno tamanho e aglomeração das teclas </li></ul>
  14. 19. Conclusões <ul><li>Os dois casos demonstram a relevância do ambiente escolar para o desenvolvimento pleno da criança, principalmente em situações que exigem atenção especial. </li></ul><ul><li>A observação, seguida da elaboração de um plano claro e objetivo permitem aproveitar os desafios enfrentados pela criança como motor de situações de aprendizagem significativa. </li></ul>
  15. 20. [email_address]

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