Monografia - Persuasão sob o olhar da semiótica: um estudo de caso

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Monografia, realizada sob um patamar teórico, com revisão bibliográfica, apresentada ao curso de Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, Universidade Salvador – UNIFACS, seguido do objetivo de analisar, sob o olhar da semiótica, em anúncio impresso de perfume feminino, a utilização da persuasão inconsciente como técnica de influência e aprovada como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Publicidade e Propaganda da UNIFACS - Universidade Salvador.

Desenvolvida por Jacqueline Ferreira da Silva.
Sob orientação do Professor Doutor Carlos Alberto da Costa Gomes.

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Monografia - Persuasão sob o olhar da semiótica: um estudo de caso

  1. 1. UNIVERSIDADE SALVADOR – UNIFACSCOMUNICAÇÃO SOCIAL COM HABILITAÇÃO EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA JACQUELINE FERREIRA DA SILVA PERSUASÃO SOB O OLHAR DA SEMIÓTICA: UM ESTUDO DE CASO Salvador 2011 1
  2. 2. JACQUELINE FERREIRA DA SILVAPERSUASÃO SOB O OLHAR DA SEMIÓTICA: UM ESTUDO DE CASO Relatório de pesquisa apresentado ao curso de Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, Departamento de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Salvador – UNIFACS, como requisito preliminar para apresentação da monografia. Orientador: Professor Dr. Carlos Alberto da Costa Gomes Salvador 2011 2
  3. 3. JACQUELINE FERREIRA DA SILVAPERSUASÃO SOB O OLHAR DA SEMIÓTICA: UM ESTUDO DE CASOMonografia, realizada sob um patamar teórico, com revisão bibliográfica,apresentado ao curso de Comunicação Social com habilitação em Publicidade ePropaganda, Universidade Salvador – UNIFACS, seguido do objetivo de analisar,sob o olhar da semiótica, em anúncio impresso de perfume feminino, a utilização dapersuasão inconsciente como técnica de influência e aprovada como requisitoparcial para obtenção do grau de Bacharel em Publicidade e Propaganda, pelaseguinte banca examinadora:Nome: ________________________________________________________Titulação e Instituição de Ensino:______________________________________________________________Nome: ________________________________________________________Titulação e Instituição de Ensino:______________________________________________________________Nome: ________________________________________________________Titulação e Instituição de Ensino:______________________________________________________________ Salvador, / / 2011 3
  4. 4. Dedico a todos aqueles que contribuíram para aformação de minha personalidade. Incluo os queacreditaram na minha capacidade, os quelutaram por mim e os que estiveram ao meulado, nos melhores e piores momentos. A vidame ensinou a acreditar em mim e seguir emfrente e vocês fizeram parte disso. Obrigada! 4
  5. 5. AGRADECIMENTOSA formação de um indivíduo se dá através das referências nas quais se baseia paraconstruir sua personalidade. Peço, desde já, desculpas aos que não foram citados porfalha minha. Agradeço:À minha família, mãe, irmã, tia e primo, que juntos me apoiaram na escolha do cursoPublicidade e Propaganda que optei seguir como profissão.À minha amiga, Fabiana Senna, por me convencer do contrário em todos osmomentos de desistência e por fazer parte dos melhores e piores momentos da minhavida.À minha antiga orientadora, Márcia Bittencourt, por me mostrar o melhor caminho aseguir com as escolhas que fiz, por me encorajar em todos os encontros semanais, doProjeto Experimental I e por lembrar de mim até mesmo assistindo à Televisão.Aos meus colegas de Publicidade e Propaganda, que sempre estiveram juntos e seapoiando, apesar da “distância” que havia na turma.Aos meus amigos, extra-universidade, que me fizeram companhia quando o restanteera sofrimento.Aos meus chefes de estágios, em especial Felipe Souto da FuturaInvest, pelaoportunidade de aprender com eles as práticas do mercado de trabalho, por meincentivarem, confiarem e acreditarem em mim, como uma boa profissional.Aos meus professores do curso de Publicidade e Propaganda e à coordenadoraCarina Luisa Ochi Flexor Andrade, que me mostraram o conhecimento que tenho hojeadquirido e subjetivamente me fizeram escolher o tema em questão.E ao meu orientador, Professor Doutor Carlos Alberto da Costa Gomes, que me apoioue defendeu, e cujos comentários me motivaram a seguir em frente. 5
  6. 6. “Um dia, quando olhares para trás, verás que osdias mais belos foram aqueles em que lutaste.”(Sigmund Freud) 6
  7. 7. RESUMOEsta pesquisa se dedica a analisar, explicitamente, a implantação, absorção deuma mensagem e os efeitos causados no cérebro humano, identificando asmudanças de consumo. Assim, serão evidenciadas técnicas, conceitos ereferências que trazem o estudo da persuasão, sob o olhar da semiótica, comouma das técnicas de influência nos princípios publicitários.Palavras-chave: Comportamento do Consumidor. Semiótica. Publicidade.Persuasão Inconsciente. Estímulos de consumo. 7
  8. 8. ABSTRACTThis research is dedicated to analyze, explicit, the deployment, the absorption’smessage and the effects on the human brain, identifying the changes inconsumption. Therefore, will be highlighted techniques, concepts and referencesthat bring the study of persuasion, from the perspective of semiotics, as aninfluence on the techniques of advertising’s principles.Keywords: Consumer Behavior. Semiotics. Advertising. Persuasion Unconscious.Stimulation of consumption. 8
  9. 9. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO 102 COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR 152.1 ESTÍMULOS 152.2 ASSIMILAÇÃO DE UMA MENSAGEM 213 A PERSUASÃO INCONSCIENTE 293.1 A PROPAGANDA 303.1.1 Capacidade Sensorial 314 O OLHAR DA SEMIÓTICA 345 ESTUDO DE CASO – BELLE D’OPIUM, YVES SAINT LAURENT 365.1 ANÁLISE SEMIÓTICA DO ANÚNCIO IMPRESSO DO PERFUME FEMININO BELLE D’OPIUM, DE YVES SAINT LAURENT 375.1.1 A Cor Preta 375.2 REFERÊNCIAS VISUAIS 425.2.1 Referência I – A Primavera, Sandro Botticelli 435.2.2 Referência II – As Três Graças, Paul Rubens 475.2.3 Referência III – Uma dança para os músicos do tempo, Nicolas Poussin 496 CONCLUSÃO 50 REFERÊNCIAS 53 9
  10. 10. 1 INTRODUÇÃOA presente pesquisa, “Persuasão sob olhar da semiótica: um estudo de caso”surgiu a partir da observação do uso da persuasão e da persuasão inconscientecomo técnicas de influência em anúncios publicitários. Esta pesquisa buscoucomprovar que, através de técnicas como a persuasão inconsciente, a percepção,a memória e a decodificação da informação sofrem influências diretas na absorçãoda mensagem, firmando-se como processo pelo qual um indivíduo reconhece,organiza e entende as sensações recebidas dos estímulos ambientais(STENBERG, 1997).Sendo um processo seletivo, é necessária uma proximidade física, nesse casovisual, para que haja estimulação dos sentidos relacionando componentessensoriais externos com componentes significativos internos, uma vez que apercepção é definida como sensações acrescidas de significados (GADE, 1998).Assim, o processo de percepção e reconhecimento da informação analisada,envolve os estágios de exposição, atenção e interpretação, com base na memória(SOLOMON, 2008). Alguns estímulos, principalmente os usados para estabelecermarcas e também propaganda, são os que afetam em maior grau o comportamentodo consumidor, analisando-se a exposição de uma mensagem e a percepçãosubliminar do consumidor para, posteriormente, compreender o seu efeito naabsorção que o destinatário final deverá possuir.Em seu livro, Solomon (2008) cita o limiar sensorial, que pode variar de indivíduopara indivíduo em função da intensidade, duração de exposição e sensibilidade.Nesta pesquisa, serão estudados os estímulos que causam a mudança noentendimento da mensagem, através de alguns estímulos de consumo, analisandosuas influências no processo de decisão de compra (KOTLER, 2008).O limiar sensorial varia de indivíduo para indivíduo. Este estudo esta centrado noprocesso que ocorre entre o consciente e o inconsciente, que faz com que amensagem seja assimilada sem nenhuma barreira, de acordo com a memória 10
  11. 11. previamente identificada. Para isso, se recorre aos princípios aplicados àpercepção, para possibilitar identificar a influência das técnicas que atuam nestaárea, sob o comportamento do consumidor.O comportamento do consumidor será estudado, tomando como referência ocontato com a informação percebida entre o consciente e o inconsciente,desenvolvendo uma opinião sobre uma decisão, supostamente autogerada. Essadecisão, teoricamente, influencia no processo de escolha do destinatário final, doproduto adquirido.1.1 TEMAA fim de estabelecer entre a publicidade e o comportamento das atividadeshumanas, a percepção, a semiótica e a persuasão inconsciente 1 como técnicas deinfluência nos princípios publicitários – esta pesquisa trata da persuasão como umestímulo de consumo que pode ser trabalhado entre o consciente e o inconscientedo indivíduo.Para entender os termos, será preciso fundamentar a afirmação, tendo comoreferência a significação da persuasão inconsciente.1.2 OBJETIVOS1.2.1 Objetivo GeralAnalisar, sob o olhar da semiótica, em anúncio impresso de perfume feminino, autilização da persuasão inconsciente como técnica de influência.1.2.2 Objetivos Específicos1 Persuasão inconsciente: toda aquela informação que é transmitida em um baixo nível de percepçãoconsciente, tanto auditiva quanto visual (CALAZANZ, 1992). 11
  12. 12. • Compreender a persuasão inconsciente, sob o olhar da semiótica, comotécnica de influência nos anúncios publicitários.• Identificar, através da semiótica e da persuasão inconsciente, as referênciasutilizadas em anúncio impresso de perfume.• Identificar, no estímulo sensorial humano, a técnica da persuasãoinconsciente em anúncio impresso de perfume feminino.1.3 JUSTIFICATIVAO interesse em trabalhar, de um patamar teórico e sob a utilização da técnica darevisão bibliográfica, o tema direcionado para a persuasão inconsciente, surgiuapós perceber a importância da publicidade como grande influenciador dassignificativas mudanças no comportamento do consumidor, ao longo do tempo,assim como também no crescimento de seu nível crítico.O comportamento do consumidor e suas mudanças após a percepção de umamensagem que emprega a técnica da persuasão inconsciente é um assuntocomplexo. Tecnicamente ela faz com que o indivíduo acredite ter sido sua adecisão, como se a mensagem fosse autogerada. É necessário ter umacompreensão do tema enquanto um fenômeno social e cultural.A percepção é mais que sensação. A sensação é parcial e elementar enquanto apercepção é complexa e está ligada a tomada de consciência de algo. Aconsciência depende de um conjunto de fatores, dentre os quais se destaca acultura.Basicamente, a percepção, pode ser considerada um estímulo do indivíduo quecomplementa as técnicas das atividades humanas, as quais orientam as decisões edireções do comportamento. Muitas vezes, essas decisões partem da persuasão 12
  13. 13. inconsciente, supostamente utilizada como técnica nos princípios publicitários parainfluenciar as decisões de compra.Por utilizar do baixo nível de percepção consciente - definido como limiar sensorial -como ponto forte para assimilação de uma mensagem (SOLOMON, 2008), apersuasão inconsciente pode ser considerada atributo da propaganda subliminar.Grande parte da sociedade discute o fenômeno da propaganda subliminar comouma técnica negativa, utilizada pela publicidade e pelo marketing, a fim de atingir oconsumidor em seu mais baixo nível de percepção consciente visual e/ou auditiva,tornando-se assim um problema importante, relevante atual.1.4 METODOLOGIAEsta pesquisa foi realizada por meio de levantamento de dados e revisãobibliográfica. Devido à amplitude do mesmo, foram definidos três eixos - introdução,fundamentação teórica e conclusão -, tendo como tema central a análise deanúncio impresso de perfume feminino, que utiliza a linguagem persuasivainconsciente, propiciando a sensação de que aquele pensamento e aquela decisãotenham sido tomados pelo consumidor.Assim sendo, as técnicas de comunicação, semiótica e marketing, que sãoutilizadas na veiculação de mensagens publicitárias, serão identificadas emanúncio impresso de perfume feminino, permitindo a compreensão da persuasãoinconsciente.Esta pesquisa está organizada em cinco partes, além desta introdução. São elas: ocapítulo dois, que trata do comportamento do consumidor; o capítulo três, queexamina a persuasão inconsciente, o capítulo quatro que trata da semiótica, ocapítulo cinco, estudo de caso e a conclusão.No capítulo dois, são conceituadas as teorias e fundamentos do comportamento doconsumidor, abordando os estímulos, os fatores influenciadores e os processos decompra. 13
  14. 14. No capítulo três, é abordada a persuasão inconsciente, como toda aquelainformação que é transmitida em um baixo nível de percepção consciente, tantoauditiva quanto visual.No capítulo quatro, a semiótica e sua análise de significantes e significados,tangenciando a persuasão através dessa técnica.No capítulo cinco, é analisado, através do estudo de caso, como as técnicasabordadas na pesquisa se aplicam ao objeto de estudo, concluindo e comprovandoa persuasão inconsciente como técnica nos anúncios publicitários.2 COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR 14
  15. 15. Através do comportamento do consumidor são conceituadas as teorias efundamentos, que possibilitam partir para a análise da implantação da mensagem,através da persuasão inconsciente e da semiótica, utilizada como técnicapublicitária capaz de fazer com que o consumidor cultive-a e decodifique comreferência em suas crenças e princípios, acreditando ter sido gerada por elepróprio.São vários os fatores que influenciam no comportamento dos indivíduos no âmbitodo consumo. Nesse capítulo, serão explicados os principais conceitos quefundamentam o comportamento dos indivíduos, essencialmente nos estímulos quelevam ao processo de decisão de compra, buscando-se conceitos que identifiquemas principais relações entre o cérebro humano e as influências do marketing, dalinguagem e da semiótica no comportamento dos indivíduos.2.1 ESTÍMULOS AO COMPORTAMENTO DE COMPRA DOS INDIVÍDUOSTendo em vista que a percepção está relacionada diretamente com os estímulosrecebidos pelos órgãos do sistema sensorial, tornou-se relevante analisar ainfluência da percepção no comportamento de compra, estando este diretamenterelacionado a esse estímulo (KOTLER, 2009).O sistema sensorial é composto por receptores, estruturas responsáveis pelasensação de estímulos provenientes do ambiente e repertório do indivíduo, sendoestes encontradas nos órgãos dos sentidos: pele, ouvido, olhos, língua e canaisnasais, determinando as diferentes reações do comportamento humano. Háestudos comprovando que a estrutura e o modo de funcionamento destesreceptores variam de indivíduo para indivíduo.Na pele identifica-se o receptor sensorial do tato, pelo qual sente-se frio, calor,densidades dos objetos, etc. Na língua, encontra-se o receptor sensorial para opaladar, onde identifica-se os sabores. Nos canais nasais, identifica-se o receptorsensorial do olfato, onde se sente o odor ou o cheiro. Pelos ouvidos, onde é 15
  16. 16. possível captar os sons, através da audição. E pelos olhos, por onde observa-se ascores, os formatos, os objetos, e todo o mundo através da visão.O receptor sensorial da audição equilibrada, o qual é composto por diferentesestruturas sensoriais, que identificam os sons e emitem impulsos, alcançandoestímulos cerebrais receptores, são reconhecidos através de um nervo auditivo. Noindivíduo, o órgão divide-se em três partes: ouvido externo, médio e interno.No entanto, as percepções podem ser influenciadas por fatores internos, pessoaisou sociais, que, na verdade, não têm nenhuma relação com o fato percebido(KARSAKLIAN, 2009). Essa percepção demonstra o poder de modificação darealidade feita pelo observador, que leva em conta fatores extra percepção física. O sentido mais importante para criar marcas e comunicar não é a audição, e sim a visão. Buscando referencial na neurociência, quando escutamos algo, somente a parte auditiva do cérebro é ativada; quando olhamos para algo, ativam-se as regiões relacionadas com os cinco sentidos: visão, olfato, tato, paladar e audição. (LINDSTROM, 2009, p. 75).Como atitude filosófica, os fatores extra percepção física definem a existência deuma verdade absoluta, partindo do repertório de crenças e vivências de cadaindivíduo, mas implica na possibilidade de algum indivíduo conseguir chegar a umaverdade única e absoluta, senão a apenas uma pequena parte (MORIN, 1980).Cada ser humano tem uma visão da “verdade”, e cada indivíduo possui uma formaúnica de interpretar cada estímulo sensorial, de forma própria.Portanto, a percepção sendo o processo pelo qual um indivíduo seleciona, organizae interpreta a informação que recebe do ambiente, tem sido definida como“sensações acrescidas de significados” (GADE, 1998, p. 29). Desta forma oprocesso envolve os estágios de exposição, atenção e interpretação (SOLOMON,2008).Ainda assim, sendo considerada um estímulo do indivíduo, a percepçãocomplementa técnicas da atividade humana, as quais orientam as decisões e 16
  17. 17. direções do comportamento, no âmbito do consumo, podendo estruturar-se napersuasão inconsciente. A percepção depende não apenas de estímulos físicos, mas também da relação desses estímulos com o ambiente e das condições internas da pessoa. O ponto-chave é que as percepções podem variar consideravelmente entre indivíduos expostos à mesma realidade. (KOTLER, 2006, p.184)Em termos de propaganda, algumas características dos estímulos podem auxiliar oprocesso de percepção do consumidor. Afinal, “os estímulos também sãogeradores de motivação, fazendo com que os consumidores desejem as coisas”(GADE, 1998, p. 27). Tais características determinam os estímulos comopercebidos e registrados de acordo com a freqüência com a qual sãoapresentados.Portanto, observa-se que um fator determinante da percepção pode depender dacaracterística do estímulo e do estado psicológico de quem o recebe. Sendo assim,pode-se compreender a forma como o marketing e o comportamento doconsumidor têm influência perceptiva sobre o padrão de consumo e de vida daspessoas, uma vez que os consumidores recebem e transmitem diferentes tipos deinfluência no meio em que vivem (GADE, 1998).2.1.1 AtençãoNa sociedade atual, há uma avalanche de informações e centenas, se nãomilhares, de bombardeios publicitários que sobrecarregam a atenção humana,onde cada anúncio, som, sinais, músicas e imagens utilizadas em propagandas,influenciam o comportamento humano, no âmbito do consumo principalmente, deforma que, cada indivíduo, diariamente selecione inconscientemente asinformações que consideramos mais importantes, ou as quais os atinjam de algumaforma, fazendo-os guardar em seus repertório.Aparentemente chamar a atenção cansa, porém todo consumidor possui umamaneira única de observar tudo no ambiente externo no qual convive, analisando e 17
  18. 18. selecionando apenas quando interessar, e não analisar quando não interessar(GADE, 1998).Existem fatores emocionais que determinam o modo como o cérebro reage aosestímulos para caminhar ao processo de compra. A forma como o consumidorpercebe o dia-a-dia faz uma projeção do momento da compra para o consumidor,observando ou comprando um produto que desperte seu desejo e sua atenção(SOLOMON, 2002).A atenção, como um processo cognitivo, incita o indivíduo a focalizar e selecionarestímulos, estabelecendo relação entre eles (GADE, 1998). A todo instante osindivíduos ativam estímulos, enviados das mais diversas fontes. No entanto,apenas alguns deles são captados, uma vez que não seria possível responder atodos de uma só vez.Este, assim como a percepção, é um processo de suma importância para oMarketing e para a pesquisa em questão, já que se exige atenção dosconsumidores para com a informação enviada, necessitando muitas vezes ignoraroutros estímulos dos receptivos sensoriais, a depender da técnica utilizada.2.1.2 MemóriaSendo considerada uma grande função do cérebro humano, a memória, é semdúvida, correlacionada com o desenvolvimento do cérebro. Essa capacidadeintelectual pode ser descrita através da complexidade e intensidade das memóriasexistentes,Segundo Lindstrom (2009), a memória pode ser compreendida como marcadoressomáticos, que são como sinalizadores no cérebro, que servem para conectar umaexperiência ou emoção a uma reação específica. Esses marcadores sãoconsiderados experiências ou eventos que imprimem nos indivíduos uma emoção eum padrão de reação. 18
  19. 19. A cada contato que os indivíduos estabelecem com o marcador, surgem emoçõessimilares àquelas que aparecem na primeira vez. Os marcadores, inclusive, fazemcom que a memória fique mais clara. Por exemplo, uma experiência de medo podeser um marcador, já que o medo prepara a lembrar de mais coisas do que osindivíduos lembrariam em situações de calma. O inconsciente não se esquece(LINDSTROM, 2009).Segundo Lindstrom (2009), da mesma forma que os hábitos são formados pelasmudanças da forma sináptica entre os neurônios, onde todas as sensações,sentimentos, pensamentos, respostas motoras e emocionais e a memória, assimcomo qualquer outra função ou disfunção do cérebro humano não poderiam sercompreendidas sem o conhecimento do fascinante processo de comunicação entreas células nervosas (neurônios), as memórias envolvem o fortalecimento dasconexões entre células específicas do cérebro, como se as experiências fossemgravadas na mente.As memórias podem variar em forma e precisão e são suscetíveis ao desgaste e aoerro, uma vez que as memórias não são totalmente recuperadas, e sim recriadas. Todas as informações e experiências acumuladas pelas pessoas ao longo da vida podem acabar armazenadas em sua memória de longo prazo. Psicólogos cognitivos classificam a memória como memória de curto prazo – um repositório temporário de informações – e memória de longo prazo – um repositório mais permanente. (KOTLER, 2006, p. 186).Há uma complexidade em compreender o cérebro e a mente humana. A magnitudedo papel da memória na função da mente, especialmente quanto ao modo comoselecionam e decodificam, pode ser considerada um lugar que guarda e revela asmais antigas e recentes recordações, desenvolver ideias e recolher emoções,selecionando os aspectos que são considerados importantes do ambiente, criandoassociações entre estímulos específicos entre os sentidos e o limiar sensorial.A memória, também funciona como processo de comportamento no consumo, umavez que a forma como a informação é armazenada possibilita a compreensão eescolha do modo de representação de marcas, objetos e ideias na memória.Quando um elemento de informação é estocado na memória, podemos compará-lo 19
  20. 20. com componentes sensoriais, já que estes podem assumir diversas formas(KARSAKLIAN, 2009). A memória, propriamente dita, funciona um pouco como um foguete com três andares. Primeiro vem a memória sensorial, que guarda nossas estimulações imediatas. Depois a memória de curto prazo, que serve de estrutura de recepção para uma estocagem temporária da informação. E finalmente, a memória de longo prazo, que corresponde ao sistema de estocagem de nosso conhecimento. (KARSAKLIAN, 2009, p. 191).Além da memória, a interpretação também resulta de interação e repertório dequem analisa a mensagem e a decodifica. A percepção de um objeto e de suaspropriedades resulta dos estímulos que o consumidor, tomando-o como referência,se expõe, organiza e interpreta. Com isso percebe-se as capacidades deinterpretações fundamentam-se nas diferenças de aprendizagem, e deexperiências, anteriores com os objetos.2.1.3 Teoria da SignificaçãoPara compreender a teoria da significação será preciso tangenciar a semiótica.Como base, a semiótica proposta por Algidar Julien Greimas (2003), determina osigno como gerador direto do significante e do significado. Em um anúncioimpresso, é possível encontrar diversos signos, que por sua vez, trazem diferentessignificados. Como definido por Greimas (2003), o signo pode ser consideradoqualquer unidade significativa, resultante de uma união entre o significante e osignificado.O significado pode ser considerado como o conceito do signo, como um valor, ouum conteúdo de um signo lingüístico. A forma visual/gramática, cores e a formaçãodo sentido definem o significante, enfatizando o processo de significação capaz degerar as relações entre os signos. 20
  21. 21. 2.2 A ASSIMILAÇÃO DE UMA MENSAGEMDiante da revisão teórica e conceitos apresentados, é possível avaliar a influênciada percepção no comportamento de compra, sendo esta decisiva na decodificaçãodos estímulos que os indivíduos recebem do ambiente interno e externo.O comportamento de compra do consumidor é influenciado, principalmente, porfatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos. Nesse capítulo, são abordadosos conceitos essenciais de como se define o comportamento do consumidor ecomo se dá o seu estudo. Será possível comprovar, então, quais as mudanças quea informação causa na sociedade, trazendo as visões de diferentes autores.2.2.1 Comportamento do Consumidor, seu Significado e os FatoresInfluenciadoresO comportamento do consumidor visa compreender o modo com que as pessoas,grupos e organizações selecionam, compram, usam e descartam artigos, serviços,idéias ou experiências para satisfazer suas necessidades e desejos (KOTLER,2006). Desta forma, o estudo do cliente auxilia na melhoria ou lançamento deprodutos e serviços, podem determinar os preços, projetar novos canais decomunicação, elaborar diferentes mensagens que os atinjam de forma única, alémda possibilidade de desenvolver novas estratégias de marketing para determinadosconsumidores.Compreender o cliente a fundo significa adquirir uma visão completa do cotidiano edas mudanças que ocorrem no seu ciclo de vida (SOLOMON, 2008). A partir dessacompreensão, é possível assegurar que os produtos certos podem sercomercializados para os clientes certos da maneira certa.O comportamento de compra do consumidor é influenciado por fatores culturais,sociais, pessoais e psicológicos. Os fatores psicológicos exercem maior influênciapor assumirem identidade única na interpretação que cada consumidor analisasobre a mensagem (GADE, 1998). 21
  22. 22. Isso significa dizer que mesmo sendo uma única mensagem, diferentes pessoaspodem interpretá-las de diversas formas, devido ao repertório que desenvolveucom base em suas crenças e vivências que se relacionam com os demais fatores.O fator cultural é também determinante no comportamento e desejos de umapessoa. Á medida em que crescem, os indivíduos formam uma personalidade únicaque surge de acordo com as influências, valores, percepções e comportamentos desua família, de seus amigos, das instituições as quais freqüentam, dentre outros.Essas influências podem contribuir de diferentes formas, em pessoas que convivamno mesmo ambiente, mas qualquer outra experiência que um indivíduo passar, setornará significante para diferenciar a percepção e análise de um fato.O fator social é o que se refere diretamente aos grupos de referências, comofamília, escola, trabalho e status. Os grupos de referência são aqueles queexercem influência direta ou indireta sobre as atitudes e comportamentos de umindivíduo e podem ser divididos em primários e secundários (KOTLER, 2006). Osprimários são compostos pelos contatos mais próximos, como famílias, amigos,vizinhos e colegas de trabalho. Já o secundário, são compostos, por exemplo, porgrupos religiosos, que normalmente exigem menores interações.O fator pessoal, como a idade e o estágio no ciclo de vida, ocupação, classe, estilode vida e valores, influenciam as decisões do comprador, já que os indivíduos comcaracterísticas pessoais semelhantes são influenciados por valores centrais ecrenças que embasam as atitudes e comportamento.E por fim, o fator psicológico, pode ser compreendido como o ponto de partida paraentender o comportamento do comprador. Segundo Kotler (2006) um conjunto defatores psicológicos combinado a determinadas características do consumidor levaao processo de decisão de compra. Fatores como percepção e memória, jáexplicados no capítulo anterior, definem a influência que o consumidor terá sobredeterminada mensagem, de acordo com seu repertório. 22
  23. 23. 2.2.3 Processo de Decisão de CompraO processo de decisão de compra passa por cinco estágios (KOTLER, 2001;KARSAKLIAN, 2009). O modelo de cinco estágios difundido por Kotler (2006) podeser aplicado ao estudo dessa pesquisa por aderir às cinco etapas da tomada dedecisão, também referenciadas por Karsaklian (2009).O modelo de cinco etapas pode ser considerado como processos psicológicosbásicos que auxiliam na compreensão de como os consumidores, de fato, tomamsuas decisões de compra. No entanto, nem sempre os consumidores passam portodas as cinco etapas no processo. Muitas vezes, os indivíduos podem pular ouinverter uma etapa de acordo com seu envolvimento com a marca.a. Reconhecimento:Segundo Kotler (2005) o reconhecimento da necessidade ocorre quando oconsumidor percebe a diferença entre seu estado atual e um estado desejado. Esteconsumidor sabe que há um problema a ser resolvido, e que precisa encontrar asolução. Sendo assim, ele reconheceu a necessidade de satisfazer uma vontadeque até então se encontrava latente.É necessário conhecer exatamente as necessidades e motivações que serãosatisfeitas pela compra. Essas motivações podem levar o consumidor a buscar porstatus, conforto, reconhecimento ou outros benefícios latentes ou não para ele.Também analisado a partir do princípio em que o estado atual e o estado desejadosão a condição necessária para desencadear o processo.b. Informações:É preciso saber quais informações relacionadas aos produtos e marcas estãoguardadas na memória do consumidor. É nesse ponto que entram fortemente apropaganda e o posicionamento do produto de uma forma geral. Quanto melhorposicionado estiver o produto e a marca na memória do consumidor, menos ele 23
  24. 24. estará motivado para se voltar para fontes externas e conseguir as informaçõessobre as alternativas disponíveis em suas características.Além de serem buscadas informações armazenadas na memória, podem sertambém buscadas informações com base em pesquisa externa. Alguns autoresafirmam que os consumidores não se empenham em buscas excessivas deinformações, por considerarem que o custo do tempo investido é maior do que osbenefícios obtidos com informações adicionais, mas isto não significa falta deinteresse do consumidor.c. Avaliação:É importante conhecer a extensão do engajamento do consumidor na avaliação ecomparação das alternativas, pois isso depende do produto que está sendocomprado e também do consumidor em si. Os elementos são analisados aquiconduzindo o comprador a estabelecer uma orientação com base nas preferências.Ao avaliar diversas alternativas de marcas disponíveis, os consumidores alimentambenefícios prioritários que podem variar desde status, desempenho, conforto,segurança, adequação, confiabilidade, qualidade.Algumas situações de avaliação de compra são caracterizadas por um baixoenvolvimento, mas com diferenças significativas de marca. Nesse caso, osconsumidores geralmente trocam muito de marca. Algumas técnicas, ressaltadaspor Kotler (2006), podem fazer com que os profissionais de marketing convençamos consumidores a passarem do baixo de envolvimento ao alto envolvimento, comopor exemplo, vincular o produto a alguma necessidade latente do consumidor,despertando assim a sua vontade de adquiri-lo.d. Compra:Após a avaliação as alternativas, o consumidor cria referência entre as marcas edesenvolve a intenção de compra. Nessa intenção, dois fatores podem interferirentre a intenção de compra e a decisão de compra. 24
  25. 25. Uma vez decidido o produto a ser comprado, é necessário saber se o consumidorinvestirá tempo e energia para ir procurar até que a melhor alternativa sejaencontrada. Na intenção de compra, o consumidor se depara com a atitude dosoutros e com os fatores situacionais imprevistos.e. Resultados:O consumidor comprou o produto. É importante agora saber qual o grau desatisfação ou insatisfação expressado em relação às alternativas previamenteutilizadas e os níveis de satisfação ou insatisfação e se foi compartilhada comoutras pessoas, com o objetivo de ajudá-las no comportamento de compra. Eprincipalmente saber se existe alguma intenção de recomprar alguma dasalternativas. Nesta etapa, objetiva-se a adequação da solução escolhida comrelação ao problema inicial.2.2.4 Papéis que os Indivíduos Podem Desempenhar em uma Decisão deCompraNo estudo do comportamento do consumidor, é preciso compreender como aspessoas escolhem entre duas ou mais opções de compra, considerando que umacompra como resposta para um problema do consumidor (SOLOMON, 2008).Incluindo atitudes, estilo de vida, percepção, e todos os fatores motivacionais queinfluenciam, direta ou indiretamente, na correta tomada de decisão por parte doconsumidor, é imprescindível que se leve em conta os diversos papéis de compra,identificando, dessa forma, quem toma a decisão de comprar.Há cinco papéis que os indivíduos geralmente cumprem no processo de decisão docomprador. Primeiramente, o “iniciador” que é aquele indivíduo que tem o papel desugerir a idéia de comprar um produto/serviço. Logo em segundo lugar, o“influenciador”, sendo este o indivíduo cujo ponto de vista ou conselho influencia,em grande peso, na decisão. Já posicionado em terceiro lugar, o “decisor”,indivíduo que decide sobre os componentes de uma decisão de compra – o quecomprar, onde comprar, quando comprar, para quem comprar, para que comprar. 25
  26. 26. O “comprador”, o qual realiza a compra, de fato. E por último, e não menosimportante, o “usuário”, sendo este o indivíduo que consome/usa o produto/serviço.2.2.5 Percepção SubliminarConsiderada um estímulo do indivíduo, a percepção subliminar complementatécnicas da atividade humana que orientam as decisões e direções docomportamento, no âmbito do consumo, a partir da persuasão inconsciente.Supostamente por utilizar do baixo nível de percepção consciente, como ponto fortepara assimilação de uma mensagem - entendida como limiar sensorial, amensagem “subliminar” possui má crença diante dos hábitos de propagação dasociedade consumista, já que “a percepção subliminar ocorre quando o estímuloestá abaixo do nível de consciência do consumidor” (SOLOMON, 2008, p. 58).Inúmeras pesquisas sobre percepção subliminar demonstram que as pessoasrespondem de diversas maneiras aos estímulos que são percebidos e formados noconsciente, justamente pelo o que foi conceituado por limiar sensorial no referencialteórico de Solomon (2008), sendo este variável de indivíduo para indivíduo.Desta forma, se tornará possível identificar as influências que esta técnicasupostamente pode causar no comportamento do consumidor, no âmbito doconsumo, sabendo que os indivíduos podem ser influenciados por mensagenssubliminares sob condições específicas e de forma variada, já que há grandesdiferenças individuais nos níveis do limiar sensorial, não havendo estudos quecomprovem que esta técnica afeta diretamente o comportamento do consumidor(LINDSTROM, 2009).O que se sabe é que quando os indivíduos conseguem enxergar ou ouvir, deixa deser subliminar, supondo que sejam captadas pelos receptores sensoriais daaudição e visão, no entanto esta técnica reforça a crença de que o Marketing podemanipular os consumidores, contra a sua vontade. 26
  27. 27. As mensagens subliminares são armas contra o inconsciente, capazes de transmitirinformações através de mensagens já existentes. O ato de emitir uma mensagemsubliminar é extremamente eficaz, quando as mensagens passam despercebidaspelos os olhos, o que fortifica a fixação dela no inconsciente.Essas mensagens no consciente se tornam influências imediatas para nossasações. Já no inconsciente, ficam armazenadas e são ativadas quando algumareferência da lembrança é solicitada.A transmissão de mensagens desse gênero, não é bem aceita sociedade atual, aopasso que, quem as vê, não tem como “lutar” contra a absorção ou simplesmenteignorá-la. Neste caso, nunca se sabe onde, quando e o que está sendo absorvidopelo o inconsciente.Em todo caso, as mensagens subliminares foram proibidas de serem veiculadas,devido a esse impedimento que o ser humano possui de diagnosticá-laimediatamente, sendo vítimas de suas influências.É importante lembrar que existem certas mensagens subliminares que não são máinfluência para a humanidade, porém mesmo desta forma, não é liberada aveiculação deste tipo de mensagens.Entretanto, a maioria dessas mensagens é de caráter pejorativo e indecente,perante a perspectiva da sociedade. 27
  28. 28. 2.2.6 Mudanças no Comportamento do IndivíduoPresume-se que uma mudança de atitude leva a uma mudança de comportamento(GADE, 1998). A cultura de uma sociedade inclui seus valores, ética e objetos materiais produzidos por seus membros. É o acumulo de significados e tradições compartilhados entre os membros de uma sociedade. (SOLOMON, 2008, p.385).Entre cultura e publicidade há um elo íntimo e forte, que orienta no entendimentodas mudanças de comportamentos dos consumidores ao longo do tempo exposto àpublicidade.A cultura pode ser considerada um importante determinante do comportamento edos desejos das pessoas, uma vez que, na medida em que cresce, o indivíduoadquire e formata suas crenças e valores, percepções, preferências ecomportamentos, a partir de seus grupos primários e secundários, como família eoutras instituições, sendo diariamente exposto a fatores que seu grupo deconvivência julgam importante, como realização e sucesso, eficiência, liberdade,status, dentre inúmeros outros (KOTLER, 2006).Cada cultura é constituída por subculturas, as quais fornecem identificação maisespecíficas para seus membros, como por exemplo a nacionalidade, religião,grupos raciais e regiões geográficas nas quais se enquadram. Por sua vez, assubculturas determinam também as classes nas quais o indivíduo pertencerá.Segundo Kotler (2006), as classes sociais são divisões relativamente homogênease duradouras de uma sociedade. Elas são hierarquicamente ordenadas e seusintegrantes possuem valores, interesses e comportamentos similares, os quaispodem influenciar direta ou indiretamente na decisão dos processos de compra,assim como na assimilação de uma mensagem. 28
  29. 29. 3 A PERSUASÃO INCONSCIENTEEste capítulo aborda a importância do comportamento do consumidor diante daassimilação de uma mensagem e como, supostamente é feita a implantação dainformação no cérebro do indivíduo, a fim de compreender as mudanças que apublicidade como informação oferece, identificando as referências, traduzidas paraa sociedade de consumo.Persuadir vem do latim persuadere, que significa levar alguém a acreditar ouaceitar uma ideia, uma proposta, um parecer. As técnicas da persuasão podem serutilizadas em qualquer circunstância, deste em uma conversa até em grandesanúncios publicitários.Nesta pesquisa, a persuasão inconsciente será tratada no ponto de vistapublicitário-semiótico, a fim de desvendar a utilização da técnica em anúncioimpresso de perfume feminino. Para persuadir, tão ou mais importante do queargumentos, é a capacidade de interagir com as pessoas e saber envolvê-las demaneira inconsciente.O discurso persuasivo pode ser reconhecido através da organização e da naturezados signos lingüísticos, uma vez que a inter-relação dos signos produz frases,períodos, textos, significados e significantes (CITELLI, 1995).Segundo Pietroforte (2007) todo signo possui “dupla face”: o significante e osignificado. Assim, é possível compreender o significante como o aspecto concretodo signo, sua realidade material ou acústica, o que torna o signo possível de ouvirou legível. E o significado pode ser entendido como o aspecto imaterial, conceitualdo signo, o qual o remete a uma representação mental, induzida pelo significante.Sendo assim, o significante e o significado são aspectos constitutivos de umamesma unidade, que resulta na significação, que por sua vez pode ser entendidacomo uma espécie de produto final da relação existente entre o significado e osignificante. 29
  30. 30. É de suma importância lembrar que o discurso a persuasão inconsciente nãoapresenta efeitos, ou resultados, imediatos de coerção ou mentira. Deve serentendida como representação de alguns comportamentos, apresentandoresultados com saldos socialmente positivos. Para existir a persuasão é necessárioque a informação, ou mensagem, chegue ao destinatário final, atingindo seurepertório (CITELLI, 1995).Sendo esse o ponto principal da união entre a publicidade e o comportamento dasatividades humanas, o estudo da persuasão inconsciente é tomado como uma dastécnicas de influência nos princípios publicitários, relacionando-se com ocomportamento do consumidor.Através da revisão bibliográfica, utilizada neste estudo, foi possível perceber apercepção de uma mensagem veiculada em anúncio impresso, em diversasreferências, a sutil presença do neuromarketing e suas influências no processo dedecisão de compra, a capacidade de discernimento do sujeito após a implantaçãoda mensagem e as referências supostamente utilizadas por esta técnica, atravésda linguagem persuasiva.3.1 A PROPAGANDAA propaganda é considerada uma técnica que muda hábitos, recupera economia,cria imagem, promove o consumo, vende produtos e informa o consumidor. Aconstrução de imagens, conceitos e o envio de informações, envolvem cada vezmais a mente dos consumidores. A propaganda possui muita força diante da nossasociedade, se usada adequadamente (RIBEIRO, 1995).Esta técnica pode ser considerada uma manipulação planejada da comunicação,visando, através da persuasão, promover comportamentos. Ela pode ser de caráterpolítico, religioso ou ideológico, que tem como objetivo disseminar ideias.Como uma das grandes formadoras do ambiente cultural e social de nossa época,a propaganda age nos instintos do ser humano: apelos lógicos e emocionais, 30
  31. 31. medo, vontade de ganhar, inveja, desejo de aceitação social, necessidade de auto-realização, compulsão pelo novo, angústia de saber mais, segurança da tradição,entre outros. A propaganda informa, argumenta e compara, gerandocomportamentos que estimulam as emoções humanas.Sendo assim, a propaganda mexe com os desejos do ser humano, do consumidor,falando com o inconsciente desse indivíduo.3.1.1 Capacidade SensorialA visão, a audição, o tato e os sentidos químicos são sistemas sensoriais daPsicologia Cognitiva. Há diversos tipos de sensação, que pode variar emintensidade. A visão, por exemplo, denota inúmeras sensações na mente humana,capazes de trazer a tona as mais antigas e latentes lembranças.Cada modalidade sensorial tem órgãos específicos, com receptores próprios, queconvertem a energia ambiental em impulsos nervosos. Cada sistema sensorial temuma determinada parte do cérebro especializada para interpretá-lo.Para ativar os sistemas sensoriais, é necessário que exista determinado nível queestimule os órgãos do sentido humano. Este nível pode ser entendido com o limiarsensorial e o limiar absoluto.O olho, órgão sensorial da visão, é composto por pupila, que regula a quantidadede luz que entra através da íris, que atravessa a estrutura do cristalino, que tem porfunção focar os raios de luz na retina. A retina é a camada que forra o interior doolho e que recebe os raios de luz e os converte em impulsos elétricos, que sãolevados ao cérebro pelo nervo óptico (LOPES, 2004).O cérebro humano possui receptores visuais que convertem a energia da luz emimpulsos nervosos através de uma reação química que envolve a transformaçãodos pigmentos visuais. Há autores que afirmam que a visão é constituída por dois 31
  32. 32. sistemas visuais separados: visão fotópica e visão escotópica, que compõem aTeoria da Duplicidade da Visão 2 .3.2 INTRODUÇÃO AO LIMIAR SENSORIALO limiar sensorial pode variar de indivíduo para indivíduo em função da intensidade,duração de exposição e sensibilidade. Sendo assim, os estímulos que causam amudança no comportamento do consumidor serão analisados juntamente com suasinfluências no processo de decisão de compras (KOTLER, 2008).Embora o limiar sensorial varie, o estudo se direcionará para os efeitos causadosno subconsciente, que capta a informação subliminar, fazendo com que amensagem seja assimilada sem nenhuma barreira consciente (SOLOMON, 2008).O ser humano é capaz de perceber um estímulo através de sua intensidade,podendo variar de indivíduo para indivíduo, em função da diferenciação, duraçãode exposição e sensibilidade.O limiar sensorial determina dois conceitos fundamentais para compreensão dapercepção:3.2.1 Limiar Absoluto – É o limiar receptor, definindo-se a mais baixa intensidadeque um estímulo pode registrar em um canal sensorial. O limiar absoluto refere-seao esforço mínimo do estímulo necessário para produzir uma sensação: o sommais baixo que é possível ouvir, a luz em menor intensidade que se pode ver(LINDSTROM, 2009).Portanto, segundo o raciocínio de Lindstrom (2009) existe, para cada sentido, umlimiar mínimo de sensação situado a um nível extremamente baixo, onde o serhumano tem a possibilidade de ajustar esse limiar em função de suas vivências ecircunstâncias. Quando, por exemplo, um indivíduo entra numa sala escura, não vê2 Teoria da Duplicidade da Visão: A existência de dois tipos de receptores originou a chamada “teoria daduplicidade da visão” que afirma que a visão é constituída por dois sistemas visuais separados: a visãofotópica (sistema de visão adaptado à luz do dia, que permite visão a cores; os receptores sensoriais são oscones); a visão escotópica (sistema de visão adaptado à escuridão; os receptores sensoriais são osbastonetes). (Max Schultze, 1860) 32
  33. 33. nada de princípio, mas à medida que os seus olhos se vão habituando, começa adistinguir formas e depois objetos.3.2.2 Limiar Diferencial - Esse se refere à capacidade que o sistema sensorialhumano possui para detectar alterações nos estímulos ou diferenças entre doisestímulos.O limiar sensorial pode ser identificado nitidamente na origem do método dos testescegos que consiste em testar por um consumidor, diferentes produtos e depoismedir as diferenças de sensação de cada consumidor, após identificar a atençãoseletiva, sendo este um fenômeno que é determinado pelo que o indivíduoseleciona e deseja perceber, assim como pela importância que dá ao fato(LINDSTROM, 2009). 33
  34. 34. 4 O OLHAR DA SEMIÓTICADaqui em diante, serão ilustrados tópicos para que se torne possível realizar oestudo de caso, com base em um anúncio impresso de perfume feminino,buscando levantar referências e supostas informações, que influenciam oentendimento da mensagem, partindo do pressuposto de que são os consumidoresos destinatários finais da mensagem publicitária.A ciência da semiótica tem por objeto de investigação todas as linguagenspossíveis (SANTAELLA, 1983). Ainda assim, Santaella define a semiótica como afusão da linguagem e o signo. De fato, a semiótica é o estudo do signo, egeralmente, tende a ser muito subjetiva, pois se define a partir das representaçõessignificativas que cada indivíduo coleta em sua vivência. Porém, a semiótica,muitas vezes, é utilizada em grandes níveis, na criação, entendimento einterpretação de anúncios publicitários, sendo usada como técnica de influência(PIETROFORTE, 2004).A semiótica tem um procedimento analítico baseado em três princípios: o texto éformado por um plano de conteúdo e por um plano de expressão; o texto seorganiza em uma estrutura narrativa; a estrutura narrativa do texto se organiza emum percurso formado por três níveis complementares.Considerada a ciência dos signos e dos processos significativos, ou semiose, asemiótica tem origem na natureza e na cultura. A introdução à semiótica abrangetodas as áreas do conhecimento envolvidas com as linguagens ou sistemas designificação, tais como a lingüística (linguagem verbal), a matemática (linguagemdos números), a biologia (linguagem da vida), o direito (linguagem das leis), asartes (linguagem estética), e muitas outras. No processo de geração do sentido, a semiótica define um nível fundamental do qual se pode partir para a formalização de seu estrato mais geral e abstrato. O sentido é definido pela semiótica como uma rede de relações, o que quer dizer que os elementos do conteúdo só adquirem sentido por meio da relação estabelecida entre eles. (PIETROFORTE, 1995, p.12) 34
  35. 35. Para que a análise semiótica faça sentido, além das relações entre os signosvisualizados, é de suma importância a correlação desta análise com o repertório doanalisador, no caso o destinatário final. Ou seja, cada indivíduo possui umasemiótica diferente para compreender a mensagem que a relação dos signostransmite.É, portanto, necessário ressaltar que a semiótica estudada aqui, nesse projeto,conta com a suposição de entendimento de um consumidor, não padronizando aconclusão como única e absoluta, mas sim, como uma hipótese para oentendimento das referências analisadas.A produção de conteúdo semiótico, tendo como base a análise do anúncio noestudo de caso desse projeto, manifesta-se através do plano de expressão. Emimagens, o plano de expressão se refere ao sentido da transmissão de conteúdo,assim como também ao sentido que a imagem passa. Todo conteúdo transmite ao“leitor” uma expressão.A expressão citada pode fazer referência direta a uma vivência passada por esse“leitor” e assimilada imediatamente após se submeter ao conteúdo da imagem.Categorias semânticas como cores, expressões, combinação de letras e númerosforma uma significação que ativa as lembranças do indivíduo, tornando-o capaz deassimilar os fatos em frações de segundos (PIETROFORTE, 1995). Há no chamado nu artístico a construção de uma estética que realiza a nudez em meio a valores culturais, e é entre eles que o corpo que se despe adquire seu estatuto semiótico. (PIETROFORTE, 1995, p.25)No estudo de caso, as conotações estéticas do corpo humano são evidenciadas afim de estabelecer as possíveis relações com as telas de Sandro Botticelli, NicolasPoussin e Paul Rubens. Além de serem corpos femininos, as graças de Botticelli são esguias, ao passo que as de Rubens são robustas. Assim, há valorização de duas estéticas contrárias, que antes de retratar corpos, coloca-os em discurso de acordo com as conotações plásticas próprias de cada um delas. (PIETROFORTE, 1995, p.27) 35
  36. 36. 5 ESTUDO DE CASO: BELLE D’OPIUM, YVES SAINT LAURENTYves Saint Laurent está entre os nomes da moda mundial, sendo considerado umdos grandes estilistas que transformaram França-Paris, durante a década de 1960.Nascido na Argélia, durante o domínio colonial francês, mudou-se para Paris aos17 anos de idade, e sua ida foi seguida de uma contratação para a empresa doestilista Christian Dior, onde posteriormente tornou-se diretor.Sua mais célebre criação de moda foi chamada "Le Smoking", uma versão femininado conhecido traje a rigor para homens. A partir de então, versões femininas detrajes masculinos, tornaram-se uma característica do estilo de Yves Saint Laurent,recorrendo à sobriedade, usando essencialmente a cor negra (Encontrado em<http://pqp.me/1wn>. Acesso em 22 de Abril de 2011).Lançado no ano de 2008, em Nova York e veiculado pela primeira vez na Grã-Bretanha – Reino Unido, o anúncio da fragrância Belle D’Opium 3 é um remake doperfume lançado em 1977, que virou ícone na década de 70. Após 31 anos, a grifeYves Saint Laurent apostou na nova versão do clássico perfume Belle D’Opium,trazendo como protagonista a modelo Kate Moss.Algumas versões do anúncio da fragância Belle D’Opium foram lançadas,anteriormente, nos anos 2000 e 2011. O anúncio em 2000 sofreu censuracomercial, por trazer a modelo Sophie Dahl nua com uma imagem que insinuava asensação de prazer “explícita”, arrebatando os mais conservadores. Já o anúnciodo ano 2011 chegou a ser banido pelo órgão regulamentador de publicidade doReino Unido, Adverting Standards Authority (ASA), por evidenciar o uso de drogaspela modelo que protagonizara a campanha.3 Belle D’Opium, de Yves Saint Laurent: Belle DOpium é criação da perfumista master Honorine Blanc,responsável pelos perfumes de Sarah Jessica Parker, Gwen Stefani, Paris Hilton e Jennifer Lopez, e tambémpor várias fragrâncias de Cacharel, Ralph Lauren e Marc Jacobs. (Disponível em: <http://pqp.me/2rj>. Acessoem: 01 de Junho de 2011) 36
  37. 37. 5.1 ANÁLISE SEMIÓTICA DO ANÚNCIO IMPRESSO DO PERFUME FEMININOBELLE D’OPIUM, DE YVES SAINT LAURENTNa semiótica, os signos e significados transmitidos através das imagens e diversasassociações que o espectador se submete, podem ser comprovados no anúncioabaixo. Figura 1. Anúncio do perfume feminino Belle D’Opium, de Yves Saint Laurent.5.1.1 A Cor PretaA grife Yves Saint Laurent, em seu anúncio do perfume feminino Belle D’Opiumutilizou o preto como cor base para desenvolver, convencer e transmitir amensagem sobre o seu produto. O preto, em diversas associações, denotaformalidade, sobriedade, e muitas vezes classe e elegância. Neste caso éexplorado com um toque de sedução e mistério.A utilização e escolha da cor preta podem ter sido relacionadas com as referênciasteóricas obtidas através das dezenas de análises semióticas que comprovam que opreto está diretamente ligado à morte, ao morto. 37
  38. 38. Na sociedade atual, é seguro dizer que, por fazer parte da vida humana, a morte éesperada. No entanto, é possível afirmar que aqueles que de fato a esperam, jáconquistaram todos os seus objetivos e desejos estabelecidos em vida, tornando omomento de morte algo sagrado e imutável.O preto é ao mesmo tempo cor de proteção e mistério. Pode estar relacionado como silêncio, o infinito e, principalmente, com a morte. Esta cor transmiteintrospecção, favorece a auto-análise, mas seu uso em excesso traz melancolia,depressão, tristeza, confusão, perdas e medo.5.1.2 A Ausência do olharNo anúncio acima, é evidente a ausência do olhar. A modelo exposta na imagem,não olha o espectador, evitando este contato. No entanto é possível compreenderesta ausência do olhar, como uma tática de aproximação e sedução utilizada noanúncio. Esta tática possibilita que o espectador se posicione no local onde amodelo se encontra, colocando-se no lugar da mesma.Desta forma, a identificação do espectador (consumidor) fica inevitavelmente maissimples. A ausência do olhar também reafirma o mistério, silêncio e a morteanalisada com a cor preta. Desta forma, há um complexo de signos na imagem quesubmete o espectador a recordar lembranças, em seu repertório, que tenhamligação aos estímulos explicitados no anúncio do perfume feminino Belle D’Opium,de Yves Saint Laurent.5.1.3 O Espelho e o Número 3O espelho, no simbólico, está diretamente ligado ao Mito de Narciso 4 . É possívelnotar, no anúncio acima, os reflexos da modelo em duas posições que secompletam, formando um sutil triângulo: a modelo, e seus dois reflexos.4 Mito de Narciso: Narciso, depois de uma caçada num dia muito quente, debruçou-se numa fonte para beberágua. Descuidando-se de tudo o mais, ele permaneceu imóvel na contemplação ininterrupta de sua facerefletida e assim morreu afogado, na ilusão de ter encontrado a completude. Ele tentava ver nas águas doEstige as feições pelas quais se apaixonara. 38
  39. 39. O espelho, em termos semióticos, pode assumir diversos significados simbólicos,podendo ser compreendidos como instrumentos de autocontemplação e reflexão.Este objeto está presente na sociedade atual, em suas diversas simbologias, quedenotam referências passadas. O espelho que Narciso se encanta com seu próprioreflexo; o espelho quebrado que "dá sete anos de azar; o espelho que leva Alice 5 ,em seu conto, para um de seus mundos mágicos; ao espelho que a madrasta má,no conto da Branca de Neve, faz suas perguntas, e diversas outras referências.A imagem da modelo e seus reflexos apresentam o número 3 (três) 6 . Na astrologia,este número associa-se com a sociabilidade e a comunicação e ao romantismo e àsedução. Instiga a auto-expressão é o primeiro número criado a partir da soma deoutros dois: o número 1, o princípio masculino e o número 2, o feminino, que juntosdão origem ao 3.O 3 pode ser considerado o número da perfeição, por representar a solução de umconflito gerado pelo dualismo e exprime a fórmula da criação de cada um dosmundos, o relacionamento do “eu com o mundo exterior”. Em estudos bíblicos, otrês é um número sagrado, pois representa a tripartição Deus, em pai, Filho eEspírito Santo. Na espiritualidade o número três é visto como o poder da unidadeentre a mente, o corpo e o espírito. E diversas outras conotações.5.1.4 A Cor VermelhaTendo analisado a cor preta no anúncio estudado, é imprescindível citar a breveutilização do vermelho. Em diversos significados das cores, é possívelcompreender o vermelho como uma cor que salienta e chama atenção. Estátambém ligada a morte, por denotar sangue e violência.5 Alice através do espelho: Conto da série Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, onde Alice atravessa para ooutro lado do espelho e lá encontra um mundo diferente, com muitos conceitos invertidos e acontecimentosimprevisíveis, tendo como tema o jogo de xadrez. (Disponível em <http://pqp.me/7y>. Acesso em 22 de Abril de 2011)6 Número 3: Na maçonaria o número 3 representa o grau da perfeição, por ter como resultado a soma de umaunidade com uma dualidade, resultando em um triângulo, sendo este o mais importante símbolo maçônico.(Disponível em <http://pra.la/0680. Acesso em 14/06/2011) 39
  40. 40. O vermelho simboliza o poder, é a cor que se associa com a vitalidade e aambição. Esta cor também contribui para a confiança em si mesmo e a coragem.Possui aspectos negativos e pode expressar raiva.A cor vermelha também denota sedução, por fazer referência direta à paixão. Noanúncio acima, o vermelho aparece sutilmente e apenas no canto inferior direito,chamando para o frasco do perfume, objeto de desejo e produto a conquistar odestinatário final, aflorando sua vontade de possuí-lo.Ainda sim, o vermelho pode ser usado como um sinal de que “algo estar por vir”,como usado no filme O Sexto Sentido 7 .5.1.5 Forma em “V”É possível notar que, no anúncio, a modelo apresenta posições braçais quedesenham a letra “V” do alfabeto ocidental. Além dos braços, esta forma pode serencontrada no pescoço, decote e pernas da modelo.No significado dos sonhos, a forma em “V” pode ser compreendida como umtriângulo incompleto, que convida o espectador a aproximar-se da cena, e fazerparte do cenário. É uma parte vazia, que se completa ao ter a presença doespectador. No anúncio do perfume feminino Belle D’Opium, da grife YSL, a formaem “V” representa o lugar do espectador.Sendo assim, os diversos significados identificados no anúncio acima, podem serreferenciados em quadros dos pintores Botticelli, Poussin e Rubens. Por seremquadros de grande circulação mundial, e de fácil acesso na sociedade atual, estasreferências comprovam a utilização da persuasão inconsciente como técnica deinfluência nos anúncios publicitários.7 O Sexto Sentido: Filme de horror do autor M. Night Shyamalan, baseado nas obras de Hitchcock, que conta ahistória de um menino de oito anos que é assombrado por fantasmas. No filme, com pano de fundo sombrio, oautor deixa pistas sutis na cor vermelha, indicando acontecimento negativos porvir. Disponível em<http://pqp.me/2re>. Acesso em: 15 de Abril de 2011. 40
  41. 41. Isto porque, através de uma imagem, divulgando uma grande marca, é possíveltransmitir inconscientemente diversos símbolos, signos, significados e significantesque ativam memórias adormecidas no cérebro humano trazendo, do repertório decada indivíduo, lembranças vivenciadas anteriormente. 41
  42. 42. 5.2 REFERÊNCIAS VISUAISPara ilustrar a pesquisa e comprovar que a técnica da persuasão inconsciente, sobo olhar da semiótica, foi utilizada no anúncio analisado, foram buscadas referênciasem quadros mundialmente conhecidos. Nos quadros, foram identificados posições,cores, símbolos, signos e diversas outras simbologias que se referem diretamenteao anúncio analisado, de Yves Saint Laurent.Os pintores escolhidos para representar a ilustração das referências foram SandroBotticelli, Nicolas Poussin e Paul Rubens, com suas obras A Primavera, UmaDança para as Músicas do Tempo e as Três Graças, respectivamente. Ambos osquadros serviram de base para representar a técnica e justificar a criação eintenção do anúncio do perfume Belle D’Opium, de Yves Saint Laurent. Pode-seconferir a análise nas subseções abaixo. 42
  43. 43. 5.2.1 Referência I: A Primavera, Botticelli. Figura 2. Detalhe de A Primavera, de Botticelli.A Primavera é uma obra com tema mitológico clássico no qual é apresentada aalegria da chegada de uma das quatro estações do ano, sendo neste caso, aPrimavera. Quase que ao centro pode-se encontrar Vênus, mediando a cena. Natradição clássica, Vênus e o Cupido surgem para avivar os campos, fustigados peloinverno, iniciando a primavera ao semear flores, beleza e atração entre osseres. (Retirado de <http://waldircardoso.wordpress.com/2010/05/23/a-primavera-sandro-botticelli/>. Acesso em 20 de Abril de 2011). 43
  44. 44. Figura 3. A Primavera, Botticelli.Sobre a cabeça de Vênus está o Cupido, seu filho, de olhos vendados, apontandoa seta do amor em direção às três figuras que representam as Três Graças (Aglaia,Talia e Eufrónsina) - no detalhe acima (Figura 2) -, sendo conhecidas comosímbolos da sensualidade, da beleza e da castidade. As três Graças (ou Cérites)eram filhas de Zeus e da ninfa marinha Eurínome. Personificação da própriabeleza, essas três jovens elegantes eram as damas de companhia de Afrodite.À direita da obra (Figura 3) encontramos três figuras. O primeiro, a personificaçãodo vento oeste, Zéfiro, que abraça a ninfa Cloris. O momento em que Botticelli arepresenta, mostra a sua metamorfose, quando se transformava em Flora, a figuracom vestido florido que cumpre sua função de adornar o mundo com flores. Para afilosofia platônica, esse ciclo é a ligação entre o mundo e Deus, e vice-versa.Seguindo à esquerda encontra-se Hermes, dissipando as nuvens, fechando esseciclo mitológico. 44
  45. 45. Estudos comprovam que Botticelli concebeu A Primavera sob orientação deMarsílio Ficino 8 , principal representante da filosofia neoplatônica naquela época,que compreendia Vênus como um ser de dupla natureza: terrestre, ligada ao amorhumano, e celestial, ligada ao amor universal.Supõe-se Botticelli que, deste amor, traçou analogia com a Virgem Maria, devido àsvestimentas de extremo recato de Vênus, na posição de sua mão direita, que seencontra em um gesto de benção, e, também, por ela estar rodeada com um arcorendilhado de folhas com fundo claro, que sugerem a forma de auréola e pré-anunciam as grinaldas florais que, futuramente, estiveram associadas à figura daVirgem Maria.No anúncio do perfume Belle D’Opium (Figura 1), de Yves Saint Laurent, é possívelcorrelacionar três, dos fatos identificados no quadro acima, focando nas TrêsGraças.5.2.1.1 Primeira: A Posição das Três Graças. Elas encontram-se em forma circular,assemelhando-se aos reflexos do espelho, encontrado no anúncio. A posição dasTrês Graças, com base na análise do quadro, pode fazer referência direta com oreflexo da beleza das três, que sendo irmãs, carregam características físicassemelhantes.5.2.1.2 Segundo: As Mãos Dadas e A Posição Oposta das Três Graças. A ligaçãode continuidade entre as irmãs, no quadro, pode ser identificada pelas mãos dadas,que cada irmã firma com as demais.No anúncio, essa ligação pode ser vista com o encontro dos braços refletidos noreflexo do espelho, onde uma das mãos consegue-se ver, mas é possível criar emno imaginário a ligação e a outra, apesar de não estar ligada fisicamente a outra,está em uma posição que capacita a auto-completar a ligação.8 Marsílio Ficino: Médico e teólogo Italiano, nascido em Figline Valdarno. Maior representante doHumanismo Florentino. Retirado em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Mars%C3%ADlio_Ficino>. Acessoem 17 de Abril de 2011. 45
  46. 46. No quadro, as Três Graças estão de frente umas para as outras, enquanto noanúncio, concretiza-se a posição de reflexo, como se estivéssemos vendo asimagens simétricas (quadro e anúncio) de ângulos inversos, concretizando asemelhança de reflexo e continuidade de imagem, tornando óptica esta ligação.5.2.1.3 Terceiro: Forma em “V”. Tanto no quadro, quanto no anúncio é possívelencontrar diversos “V” desenhados pelos braços e curvas das protagonistas.Tomando como base o detalhe do quadro A Primavera, de Botticelli e a anúncio doperfume Belle D’Opium, de Yves Saint Laurent.Os “V” do anúncio foram encontrados nitidamente na posição dos braços, e pernas,no pescoço e no decote da modelo, no anúncio. Já no quadro, podemos encontraros “V” na posição dos braços, pernas e pés, assim como nas formas de suasvestimentas. 46
  47. 47. 5.2.2 Referência II: As Três Graças, Paul Rubens Figura 4. As Três Graças, Paul Rubens.Peter Paul Rubens foi um pintor flamengo inserido no contexto do Barroco. Pintou oquadro (Figura 4) em 1639, e faleceu no ano de 1640. No quadro, as Três Graçasforam pintadas à tinta óleo, afirmando a releitura do detalhe das Três Graças doquadro de Botticelli, A Primavera (Figura 3), retratadas com tal maestria e harmoniade mulheres reais.Na pintura, as Três Graças são consideradas divindades da dança, da delicadeza eda graça do amor, seguidoras de Vênus e dançarinas do Olímpio. São senhoras daamizade, da beleza e da fertilidade. Viviam eternamente abraçadas. 47
  48. 48. O quadro de Paul Rubens assemelha-se bastante com a pintura de Botticelli,analisada na Referência I (página 42). Sendo assim, no anúncio do perfume BelleD’Opium (Figura 1), de Yves Saint Laurent, é possível correlacionar os mesmostrês, dos fatos identificados no quadro acima, focando nas Três Graças: a posiçãodas divindades, as mãos dadas e os braços que desenham “V“.Neste quadro é possível identificar um contato maior entre as Três Graças, comtoques mais presentes e olhares mais profundos. Este detalhe pode fazerreferência direta com a sedução apresentada no anúncio da grife francesa YvesSaint Laurent, analisado sob o perfume Belle D’Opium. 48
  49. 49. 5.2.3 Referência III: Uma dança para músicas do tempo, Nicolas Poussin. Figura 5. Uma dança para as músicas do tempo, de Poussin.A pintura de Poussin (Figura 5) apresenta uma mensagem intelectual, ao mesmotempo em que, um quebra-cabeça, podendo ser considerada um tratado, emminiatura, sobre o tempo, o destino e a condição humana, apelando mais para arazão do que para as emoções. Os quatro dançarinos são figuras alegóricas: aRiqueza, o Prazer, o Trabalho e a Pobreza.Poussin utiliza elementos simbólicos da mitologia grega e romana nestacomposição, onde é possível olhar separadamente para os símbolos querepresentam o tempo e a passagem do mesmo. O tempo de nascer, o tempo deenvelhecer, o tempo de morrer, e as múltiplas combinações possíveis no tempofinito de uma vida, como a dança dos quatro dançarinos ao centro do quadro,representando nas três figuras alegóricas encontradas acima.É possível focar no simbolismo contido na figura mitológica do deus romano Janopara relacionar com a temporalidade histórica do psiquismo inconsciente e apontarpara este elemento da pintura de Poussin que nos permite pensar sobre aimpossibilidade de separarmos o tempo presente do tempo passado. 49
  50. 50. Jano, que deu origem à palavra janeiro, mês que marca a ligação de um ano novocom o ano velho, é retratado por Poussin em "Uma Dança para a Música doTempo" como uma figura de duas cabeças, uma de costas para a outra, cada umaolhando para uma direção, uma é jovem e a outra representa um ancião, e os doispermanecem ligados para sempre numa estrutura rígida.No anúncio do perfume Belle D’Opium, de Yves Saint Laurent, é possívelcorrelacionar dois, dos fatos identificados no quadro acima, nos quatro dançarinos.5.2.3.1 Primeiro: A Posição. Novamente, é possível identificar, no quadro, aposição de reflexo, encontrada no anúncio. Apesar de serem quatro dançarinos noquadro, e só conseguirmos enxergar três imagens refletidas no anúncio, pode serincluído o observador, neste caso os indivíduos, para análise do anúnciocorrelacionando este quadro. Observe que, apenas um, dos quatro dançarinos,olha para nós profundamente, encarando o espectador. Este permite que osespectadores se coloquem no lugar dele, por alguns instantes. Dois dos quatrodançarinos estão de costas para os demais, fazendo referência direta com o reflexoda modelo no anúncio, onde duas das três imagens estão de costas.5.2.3.2 Segundo: As Mãos, Braços e Pernas. No quadro, é possível identificar asposições de mãos e braços semelhantes as do anúncio, que como na figura 3,estabelece uma ligação de continuidade entre os dançarinos. Como já analisadoanteriormente, no anúncio, essa ligação pode ser vista com o encontro dos braçosrefletidos no reflexo do espelho, onde uma das mãos consegue-se ver, mas osindivíduos criam no próprio imaginário a ligação e a outra, apesar de não estarligada fisicamente, está em uma posição que capacita auto-completar a ligação.No quadro, os dançarinos estão de costas uns para os outros, enquanto noanúncio, concretiza-se a posição de reflexo, como se estivéssemos vendo asimagens simétricas (quadro e anúncio) de dentro do espelho, concretizando asemelhança de reflexo e continuidade de imagem, tornando óptica esta ligação. 50
  51. 51. 6. CONCLUSÃOO discurso da grife YSL, que é uma marca de luxo pouco acessível e amplamenteconhecida, se afirma como uma leitura de pinturas barrocas que representam adistinção social.Após a análise feita no tópico 5.2 e em suas subseções, é possível afirmar que apersuasão é utilizada como técnica de influência nos princípios publicitários. Comovisto nesta pesquisa, através dos conceitos do comportamento do consumidor eseu processo de compra, o indivíduo passa por um processo seletivo, onde se faznecessária uma proximidade física, nesse caso visual, que possibilite umaestimulação dos sentidos humanos, relacionando componentes sensoriais externoscom componentes significativos internos.Neste caso, fica evidente que os componentes sensoriais externos se referem àsreferências buscadas para comprovar a persuasão através do status, da históriapor trás das obras pintadas pelos pintores expostos nesta pesquisa, “relidas” noanúncio da grife francesa Yves Saint Laurent e principalmente os significanteslevantados pelos signos em questão. Já os componentes significativos internosestão ligados ao repertório do indivíduo, que determinam quais e como serão aslembranças latentes que serão ativadas a partir do momento em que o espectador(leia-se consumidor) estabelece o primeiro contato com o anúncio.Como desenvolvido nesta pesquisa, a visão foi de suma importância para concluiros efeitos causados no comportamento do consumidor, através de um anúnciopublicitário, que denota diversos significados persuasivos, que influenciam a mentehumana.Ainda assim, é possível dizer que através da semiótica, a persuasão inconsciente,utilizada como técnica de influência nos princípios publicitários auxilia o consumidora passar por um processo de percepção que reconhece a informação analisada,fazendo-o ser envolvido pelos estágios da exposição, atenção e interpretação, itensnecessários para ativar os estímulos sensoriais do ser humano. 51
  52. 52. Durante o desenvolvimento desta pesquisa, puderam ser alcançados os objetivosiniciais para construção desta monografia. Inicialmente, analisar sob o olhar dasemiótica, através do exame da persuasão inconsciente, em anúncio de perfumefeminino que utiliza a técnica. Este, como objetivo geral, foi concluído. Para chegaraos demais objetivos, se fez necessário o desenvolvimento dos quatro objetivosespecíficos.Compreender a persuasão inconsciente, sob o olhar da semiótica, como técnica deinfluência nos anúncios publicitários se tornou possível através do anúncioescolhido, da grife Yves Saint Laurent, para ilustrar a presente pesquisa. Noanúncio, foi possível explicitar a utilização da técnica, analisando, sob o olhar dasemiótica, em anúncio impresso de perfume feminino a utilização da técnica citadaacima, através das cores, formas, posições e referências, que podem serencontradas no tópico 5.2 e suas subseções.Identificar, através da semiótica e da persuasão inconsciente, as referênciasutilizadas em anúncio impresso de perfume foi representado através das imagensdos quadros buscados para representar a técnica e justificar a criação e intençãodo anúncio do perfume Belle D’Opium, de Yves Saint Laurent.E, para identificar, no estímulo sensorial humano, a técnica da persuasãoinconsciente em anúncio impresso de perfume feminino, foi preciso justificar que oórgãos sensorial humano da visão, influencia diversos receptores sensoriais do serhumano, ativando lembranças e memórias latentes do indivíduo, influenciando-oposteriormente. O anúncio busca referências que podem ter estabelecido umasignificação no repertório do consumidor que se quer atingir, e utiliza essalembrança, de forma persuasiva e inconsciente, para vender o seu produto.E, por fim, como já foi visto nesta presente pesquisa, os estímulos sensoriais do serhumano são geradores das motivações dos consumidores, que faz com que osmesmos sejam capazes de desejar as coisas à sua volta. Assim, o anúncio seutiliza desta pré-disposição humana, para influenciar sua decisão de compra.Estímulos como a atenção, a memória, a interpretação, a significação que cadaindivíduo estabelece com as informações, inconscientemente, facilitam a utilização 52
  53. 53. da persuasão para manipular, de forma inconsciente, as decisões de compra de umindivíduo, a fim de mudar o seu comportamento e seus hábitos.Sendo assim, ao final desta, é possível afirmar que o objetivo da pesquisa foialcançado. O conteúdo desenvolvido neste trabalho não foi de fácil acesso oucompreensão, mas serviu de base para a fundamentação teórica desta pesquisa.Assim, com seus objetivos alcançados, esta monografia se encerra. 53
  54. 54. REFERÊNCIASALINE, T. Escrevendo loucamente. Disponível em<http://escrevendoloucamente.blogspot.com/2010/04/alice-no-pais-das-maravilhas-atraves-do.html>. Acesso em 22 de Abril de 2011.ARRIVÉ, M. Linguagem e psicanálise lingüística e inconsciente. Rio De Janeiro. 1999.BRENNER, C. Noções Básicas de Psicanálise. Introdução à Psicologia Psicanalítica. 4ªEdição. Rio de Janeiro: Editora Imago, 1987.CASTRO. B. O simbolismo dos números na maçonaria. Disponível em<http://pt.scribd.com/doc/55323266/6/O-Numero-Tres>. Acesso em: 14 de Junho de 2011.CALAZANS, F. Propaganda Subliminar Multimídia. São Paulo: Summus, 1992.CITELLI, Adilson. Linguagem e Persuasão. São Paulo: Ática. 1995.COSTA, A. Publicidade Ilegal. Disponível em:<http://www.juspodivm.com.br/i/a/%7B57918224-65FD-4844-A75C-8ADE561A6104%7D_ARTIGO%20-%20%20PUBLICIDADE%20ILEGAL.pdf>. Acesso em: 09de Setembro de 2010.CUMMING, R. Para entender a arte. São Paulo. Ática. 2000.FREUD, S. Obras completas de Sigmund Freud.. Rio de Janeiro: Delta, 1989.GADE, C. Psicologia do consumidor e da propaganda. São Paulo: E.P.U, 1998.GOMES. Pedro H. O Sexto Sentido. Disponível em:<http://tudoecritica.blogspot.com/2008/09/o-sexto-sentido.html>. Acesso em 15 de Abril de2011. 54
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  57. 57. Jacqueline Ferreira da Silva Tel: (71) 3371-3806 – Celular: (71) 8813-0923 Rua do Jacaranda, nº 879, Horto Florestal Salvador – Bahia. CEP: 40295 090 www.jacquelineferreira.com.br jacquelineferreira.pp@gmail.comFORMAÇÃO ACADÊMICA:Ensino Médio: Colégio Montessoriano, 1º e 2º grau. (Completo)Ensino Superior: Comunicação Social com hab. em Publicidade e Propaganda. (Completo)Universidade Salvador – UNIFACS.Inglês – Nível Avançado. CCAA/EBEC.Espanhol – Nível Básico.CONHECIMENTOS EM INFORMÁTICA:Operador de microcomputador: Windows XP, Pacote Office, Internet, digitação;Programas de Editoração de Imagens: Photoshop, CorelDraw, Illustrator.ATIVIDADES E CURSOS EXTRACURRICULARES:Membro da coordenação executiva do Diretório Acadêmico do curso de ComunicaçãoSocial com habilitação em Publicidade e Propaganda na gestão 2007.2 à 2009.2.SENAI - CERTIFICADO SENAI - 20 horas - Processo Produtivo GráficoSELID - CERTIFICADO SELID - 150 horas - Seminário de LíderesSEMANA UNIVERSITÁRIA 2007 e 2008 - 150 horas - Voluntariado e CongressistaIMRS - Internet Marketing Road Show 2010 e 2011 - 180 horas - Organização eCongressistaPALESTRAS:Marketing Digital, Marketing Político, Mobile Marketing, MaxiMídia 2009, Marketing deGuerrilha, Marketing Estratégico, Marketing Pessoal, Planejamento Estratégico, InternetMarketing.CURSOS ON LINE:NextGeneration - CERTIFICADO INTEL - 100 horas - WEB 2.0, Bussines Intelligence.EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:SARTRE COC EMPREENDIMENTOS EDUCACIONAISAuxiliar de matrícula, web-writer e geração de conteúdo (Jun. a Nov. de 2008) CIEE, SSA–BA.JORNAL A TARDECall center e redação (Dez. de 2008 a Jun. de 2009) IEL, SSA – BA.VERSA COMUNICAÇÃODiretora de Atendimento e Planejamento Publicitário (Jun. de 2009 a Ago. de 2011)UNIFACS, SSA – BA.BEEWEB AGÊNCIA DIGITALSocial media analyst, web-writer e planner (Out. de 2009 a Out. de 2010) SUI GENERIS,SSA – BA. 57
  58. 58. FUTURAINVESTGestão de presença e análise de redes sociais; Marketing e Assessoria (Out. de 2010 aSet. de 2011)INOLTZ – AGENCIA WEBDigital Planner, executiva de atendimento e redação (Set. de 2011 até a presente data) Salvador, 24 de Outubro de 2011 58

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