FARMACOTECNICA - Isotonicidade – Preparacoes Oftalmicas, Nasais E Otologicas

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SLIDE DE FARMACOTÉCNICA, SAIBA COMO PREPARAR COLÍRIOS, ERRINOS, POMADAS OFTALMICAS.

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FARMACOTECNICA - Isotonicidade – Preparacoes Oftalmicas, Nasais E Otologicas

  1. 1. ISOTONICIDADE – PREPARAÇÕES OFTALMICAS, NASAIS E OTOLÓGICAS Helineide Cristina Campos
  2. 2. ISOTONICIDADE <ul><li>Se administro uma solução no interior ou atrás de uma membrana que permeável apenas as moléculas do solvente (memb. semipermeável) ocorre o fenômeno de osmose , ou seja, as moléculas do solvente atravessam a membrana. </li></ul><ul><li>Se a membrana semipermeável estiver separando 2 soluções de concentrações diferentes, o solvente permeará, atravessará, a membrana na direção da solução menos concentrada. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>MAIS CONCENTRADO ► MENOS CONCENTRADO </li></ul><ul><li>O fluxo ocorrerá até que a concentração em ambos os lados se equilibrem. Isto é chamado “Pressão Osmótica” </li></ul>
  4. 4. <ul><li>A pressão osmótica de uma solução relaciona-se com o número de partículas do soluto em solução. (para não eletrólitos como sacarose) </li></ul><ul><li>Se o soluto for um eletrólito (NaCl) o número de partículas que contribui para pressão osmótica dependerá da concentração das moléculas presentes e do grau de ionização </li></ul><ul><li>Quanto mais ionizada for à substância química, maior será o número de partículas em solução </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Os fluidos corporais, sangue e líquido lacrimal, muco nasal, têm pressão osmótica correspondente a uma solução de NaCl a 0,9% . Dizemos que solução de NaCl 0,9% é isosmótica ( têm pressão osmótica igual a dos fluidos fisiológicos) </li></ul><ul><li>Usa-se também a denominação isotônica </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Hipotônica – Solução com pressão osmótica inferior a dos fluidos corporais ou a da solução de NaCl 0,9%. Uma solução hipotônica induz a </li></ul><ul><li>hemólise dos eritrócitos. </li></ul><ul><li>Hipertônica - Solução com pressão osmótica maior que a dos fluidos corporais ou a da solução de NaCl 0,9%. Solução hipertônica tende a direcionar o fluxo da água dos tecidos orgânicos para a solução tentando diluir e estabelecer equilíbrio de concentração. Uma injeção hipertônica pode ocasionar crenação (plasmólise) </li></ul>
  7. 7. PROCESSOS FÍSICOS PARA A ISOTONISAÇÃO <ul><li>Propriedades coligativas – Conjunto de fenômenos físicos que dependem do número de partículas, moléculas ou íons dissolvidas num determinado volume de solvente </li></ul><ul><li>Pressão osmótica (x) </li></ul><ul><li>Abaixamento do ponto de congelamento ou abaixamento crioscópico (∆Tc) </li></ul><ul><li>Aumento do ponto de ebulição (∆Te) </li></ul><ul><li>Princípio : Qualquer solução que apresente as mesmas propriedades coligativas que os líquidos orgânicos (soro, líquido lacrimal, muco nasal) será isotônica com os mesmos. </li></ul>
  8. 8. ISOTONISAÇÃO PELA LEI DE RAOULT
  9. 9. 1) Para moléculas (não eletrólitos – glicose, dextrose) <ul><li>x = 0,0279 . M% </li></ul><ul><li>x = Massa do soluto necessária para preparar 100 mL de uma solução isotônica com os líquidos orgânicos </li></ul><ul><li>M = Peso molecular do soluto </li></ul>
  10. 10. 2) Para íons (eletrólitos – NaCl) <ul><li>x = 0,0279 . M% </li></ul><ul><li>i </li></ul><ul><li>x = Massa do soluto necessária para preparar 100 mL de uma solução isotônica com os líquidos orgânicos </li></ul><ul><li>M = Peso molecular do soluto </li></ul><ul><li>i= Grau de dissociação do soluto </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Valores tabelados para i </li></ul><ul><li>Não eletrólitos e substâncias de baixa dissociação --1,0 </li></ul><ul><li>Substâncias que se dissociam em 2 íons----------------1,8 </li></ul><ul><li>Substâncias que se dissociam em 3 íons----------------2,6 </li></ul><ul><li>Substâncias que se dissociam em 4 íons----------------3,4 </li></ul><ul><li>Substâncias que se dissociam em 5 íons----------------4,2 </li></ul>
  12. 12. 3) Isotonisação pelo abaixamento do ponto de congelamento /abaixamento crioscópico (∆Tc 1%) <ul><li>O ∆Tc 1% corresponde ao abaixamento crioscópico das soluções a 1% p/v em relação ao solvente puro </li></ul><ul><li>1g do soluto corresponde ao ∆Tc 1% </li></ul><ul><li>Xg do soluto irá corresponder ao ∆Tc 1% dos líquidos orgânicos e é = -0,52º </li></ul>
  13. 13. <ul><li>x = - 0,52__ </li></ul><ul><li>∆ Tc 1% </li></ul><ul><li>x = Concentração em que um dado soluto será isotônico com os líquidos orgânicos </li></ul><ul><li>- 0,52 = Abaixamento crioscópico dos líquidos orgânicos </li></ul><ul><li>∆ Tc 1% = Abaixamento crioscópico do soluto em solução 1% (tabelado) </li></ul>
  14. 14. 4) Isotonisação pelo equilavente em NaCl <ul><li>O Eq.NaCl consiste na comparação entre a quantidade de NaCl que provoca o mesmo abaixamento crioscópico das soluções 1% p/v , em relação ao solvente puro </li></ul><ul><li>1g do soluto corresponde ao Eq1% NaCl </li></ul><ul><li>xg do soluto corresponde à 0,9% </li></ul>
  15. 15. <ul><li>x = _ 0,9___ </li></ul><ul><li>EqNaCl </li></ul><ul><li>x = Concentração em que um dado soluto será isotônico com os líquidos orgânicos </li></ul><ul><li>0,9% = Concentração isotônia de NaCl em relação aos líquidos orgânicos </li></ul><ul><li>EqNaCl = Equivalente em NaCl das soluções a 1% (tabelado) </li></ul>
  16. 16. <ul><li>EXEMPLOS: </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Calcular a concentração isotônica da dextrose. PM = 198,2 (Lei de Raoult – molécula) </li></ul><ul><li>x = 0,0279 . PM </li></ul><ul><li>x = 0,0279 . 198,2 </li></ul><ul><li>x = 5,5 % </li></ul>
  18. 18. 2) Calcular a concentração isotônica do NaCl. PM = 58,45 i = 1,8 (Lei de Raoult – íons ) <ul><li>x = 0,0279 . M% </li></ul><ul><li>i </li></ul><ul><li>x = 0,0279 . 58,45 </li></ul><ul><li>1,8 </li></ul><ul><li>x = 0,9 % </li></ul>
  19. 19. 3) Calcular a concentração isotônica da dextrose. ∆Tc 1% = 0,10º (Abaixamento Crioscópico) <ul><li>x = - 0,52__ </li></ul><ul><li>∆ Tc 1% </li></ul><ul><li>x = - 0,52 </li></ul><ul><li>- 0,10 </li></ul><ul><li>x = 5 % </li></ul>
  20. 20. 4) Calcular a concentração isotônica do NaCl. ∆Tc 1% = 0,576º (Abaixamento Crioscópico) <ul><li>x = - 0,52__ </li></ul><ul><li>∆ Tc 1% </li></ul><ul><li>x = - 0,52 </li></ul><ul><li>- 0,576 </li></ul><ul><li>x = 0,9% </li></ul>
  21. 21. 5) Calcular a concentração isotônica da dextrose. EqNaCl 1% = 0,18g (Equivalente em NaCl) <ul><li>x = _ 0,9___ </li></ul><ul><li>EqNaCl </li></ul><ul><li>x = 0,9 </li></ul><ul><li>0,18 </li></ul><ul><li>x = 5 % </li></ul>
  22. 22. 6) Calcular a quantidade de NaCl para isotonisar o seguinte colírio: <ul><li>Colírio de Dexametasona </li></ul><ul><li>Fosfato de sódio e dexametasona.......0,02 g </li></ul><ul><li>Fosfato dissódico.................................0,03 g </li></ul><ul><li>Edetato dissódico................................0,001g </li></ul><ul><li>Agente isotonisante ........................... qs </li></ul><ul><li>Água destilada ......................qsp........10 mL </li></ul>
  23. 23. Dados: <ul><li>Fosfato de sódio e dexametasona........ (∆Tc 1% = 0,095 ) </li></ul><ul><li>Fosfato dissódico................................. (∆Tc 1% = 0,126 ) </li></ul><ul><li>Edetato dissódico................................ (∆Tc 1% = 0,132 ) </li></ul>
  24. 24. Passos: <ul><li>1) Transformar a fórmula para centesimal, utilizando sempre a unidade grama </li></ul><ul><li>( 10 mL ► 100 mL só multiplicar por 10 ) </li></ul><ul><li>2) Multiplicar a quantidade dos fármacos pelos respectivos ∆Tc 1% (tabelado) </li></ul><ul><li>3) Somar os valores de ∆Tc 1% encontrados, o total corresponde ao ∆Tc 1% da solução </li></ul>
  25. 25. Obs: <ul><li>∆ Tc Líquidos orgânicos = - 0,52 </li></ul><ul><li>∆ Tc = 0,52 ( solução isotônica) </li></ul><ul><li>∆ Tc ≤ 0,52 (solução hipotônica) </li></ul><ul><li>∆ Tc ≥ 0,52 (solução hipertônica) </li></ul>
  26. 26. Cálculos: <ul><li>Fosfato de sódio e dexametasona........0,02 g . 10 . 0,095 = 0,019 </li></ul><ul><li>Fosfato dissódico.................................0,03 g . 10 . 0,126 = 0,0375 </li></ul><ul><li>Edetato dissódico................................0,001g . 10 . 0,132 = 0,00132 </li></ul><ul><li>0,019 + 0,0375 + 0,00132 = 0,05782 </li></ul>
  27. 27. <ul><li>No exemplo 0,05782 é uma solução hipotônica, logo preciso adiciona agente isotonizante. Quanto??? </li></ul><ul><li>0,52 – 0,05782 = 0,46218º </li></ul><ul><li>0,46218 é o que falta para isotonisar o colírio </li></ul>
  28. 28. <ul><li>Faço a correção adicionando NaCl como agente isotonisante </li></ul><ul><li>∆ Tc 1% do NaCl = 0,576º </li></ul><ul><li>1 g NaCl................... 0,576º </li></ul><ul><li>x g ...........................0,46218º </li></ul><ul><li>x = 0,8 g (100 mL) </li></ul>
  29. 29. <ul><li>x = 0,8 g (100 mL) </li></ul><ul><li>Estou preparando 10 mL de colírio , logo </li></ul><ul><li>0,8g.......................100 mL </li></ul><ul><li>x.............................10 mL </li></ul><ul><li>x = 0,08 g / 10mL </li></ul><ul><li>Resposta: Preciso de 0,08g de NaCl para isotonisar 10 mL do colírio de dexametasona proposto </li></ul>
  30. 31. PREPARAÇÕES OFTALMICAS <ul><li>Colírio – Forma farmacêutica destinada à aplicação no globo ocular, pálpebras, conjuntiva e córnea. </li></ul><ul><li>Fisiologia do olho </li></ul><ul><li>Os 3 elementos anatômicos importantes no olho humano: córnea, câmara anterior e conjuntiva </li></ul><ul><li>1) Córnea – membrana transparente, inervada, mas não vascularizada. Muito sensitiva. Constituída de Epitélio, Endotélio e Estroma. O epitélio apresenta características aquosas enquanto o endotélio e estroma apresentam características liposas. Por esta razão o colírio deve ser oleoso/aquoso para ter uma melhor absorção. </li></ul>
  31. 32. <ul><li>2) Câmara anterior – onde ocorre o depósito do colírio. Por um período de tempo curto (15 – 25 min) </li></ul><ul><li>3) Conjuntiva - é bastante vascularizada, porém pouco inervada. </li></ul><ul><li>Abaixo da córnea temos o saco conjuntival onde se encontram as lágrimas (0,7 mL). Lágrimas têm função de limpeza e proteção do olho. </li></ul>
  32. 33. Biodisponibilidade ocular <ul><li>Existe fatores fisiológicos que podem afetar a biodisponibilidade de um fármaco ocular, entre eles, ligação a proteína, metabolismo do fármaco e drenagem lacrimal </li></ul><ul><li>Fármacos ligados a proteínas são incapazes de penetrar no epitélio corneano (devido ao tamanho das partículas fármaco – proteína). Por esta dificuldade de absorção o efeito terapêutico é diminuído </li></ul>
  33. 34. <ul><li>Lágrima contém enzimas capazes de promover degradação metabólica de alguns fármacos. </li></ul><ul><li>Córnea é composta de uma camada lipofílica e hidrofílica por isso é permeada com maior eficiência para fármacos com estas 2 características </li></ul><ul><li>Fármacos em suspensão, pomadas oftálmicas ou soluções com viscosidade aumentada, permanecem no fundo do saco lacrimal por mais tempo , ampliando a biodisponibilidade da substância </li></ul>
  34. 35. Características de um colírio <ul><li>Estéreis – 100% de pureza bacteriana (uso de conservantes, esterilização) </li></ul><ul><li>Isotônicos – Mesma tonicidade com a lágrima (0,9 % de NaCl) para que não irrite a mucosa ocular </li></ul><ul><li>Isohídrico – Mesmo pH que a lágrima (7,2 – 7,4). O pH pode ser diferente para manter a estabilidade, neste caso devo usar tampões (Borato e Fostato). Os tampões são usados para reduzir o desconforto do paciente, garantir a estabilidade do fármaco, controlar a atividade terapêutica do medicamento. </li></ul><ul><li>Viscosidade – Uma viscosidade adequada permite que o colírio permaneça mais tempo em contato com o globo ocular (melhor atividade terapêutica. Viscosidade deve estar entre 15 – 25 cp. Os agentes viscosificantes normalmente utilizados CMC e álcool polivinílico </li></ul>
  35. 36. Adjuvantes <ul><li>Conservantes – Mantem a esterilidade. Os mais usados são Catiônicos (Sais de amônio quaternário e cloreto de benzalcônio) </li></ul><ul><li>Corretivo de pH – Acidificante como ácido bórico ou alcalinizantes como hidróxido de sódio. Muitas vezes é necessário utilizar os tamponantes como </li></ul><ul><li>Fosfato e Borato </li></ul><ul><li>Isotonizante – Mantem a isotonia da solução. Sulfato de Zinco, Sulfato de Sódio, Ácido Bórico, Cloreto de Sódio </li></ul>
  36. 37. Preparação <ul><li>PA + Adjuvantes + Veículos (esterilizar, isotonizar, ajustar pH) ► acondicionar </li></ul><ul><li>Deve ser asséptica ( semelhante a sala de injetáveis) </li></ul><ul><li>PA utilizado deve ser puro química e microbiologicamente </li></ul>
  37. 38. <ul><li>Deve seguir as regras de preparação da forma farmacêutica usada (colírio, pomada, solução, suspensão) </li></ul><ul><li>Esterilização ( pode ser feita antes ou depois do envase) </li></ul><ul><li>Acondicionamento adequado em vidro ou polietileno. Normalmente 5 – 10mL </li></ul>
  38. 39. Suspensão oftálmica <ul><li>Podem ser usadas para aumentar o tempo de contato do fármaco com a mucosa ocular, proporcionando uma ação prolongada. </li></ul><ul><li>Suspensões podem ser necessárias quando o PA for insolúvel no veículo desejado ou instável como solução. </li></ul>
  39. 40. <ul><li>Além da esterilidade (imprescindível) deve-se observar também as características e tamanho das partículas. Partículas suspensas não podem se aglomerar durante o armazenamento e devem suspender-se uniformemente quando agitadas. </li></ul><ul><li>O farmacêutico deve instruir o paciente a agitar bem as suspensões oftálmica </li></ul>
  40. 41. Administração de colírio e/ou suspensão oftálmica <ul><li>A pessoa que vai aplicar o produto deve lavar bem as mãos </li></ul><ul><li>Verificar o conta gotas </li></ul><ul><li>Se suspensão deve agitar bem por ± 10 segundos </li></ul><ul><li>Puxar a pálpebra para baixo (formando uma bolsa) e adicionar o número de gotas prescrito </li></ul>
  41. 42. <ul><li>Não encostar o conta gotas no olho </li></ul><ul><li>Pressionar com o dedo o ângulo interno do olho do 1 segundo para que a medicação permaneça no olho sem ser expulsa pelo ducto lacrimal, impedindo assim a absorção sistêmica </li></ul><ul><li>Atenção a posologia ( número de gotas, freqüência e tempo do tratamento) e também cuidado com armazenamento do produto </li></ul>
  42. 43. Pomadas oftálmicas <ul><li>Fabricadas com componentes esterilizados e sobre rígidas condições de assepsia ou esterilizadas depois de envasadas. </li></ul><ul><li>A base de uma pomada oftálmica deve ser não irritante para o olho e permitir difusão do fármaco. Utiliza-se como base Vaselina, Vaselina líquida e lanolina. O Ponto de fusão da pomada deve ser próximo da temperatura corporal </li></ul><ul><li>Depois de prontas são acondicionadas em tubos de metal de ± 3,5 g com bico comprido que facilite a aplicação, sem encostar no olho </li></ul><ul><li>Vantagem Maior tempo de contato com o olho </li></ul><ul><li>Desvantagem Borra a visão </li></ul>
  43. 44. Administração de pomadas oftálmicas <ul><li>Lavar bem as mãos </li></ul><ul><li>Administrar o mais próximo possível da pálpebra, sem tocá-la </li></ul><ul><li>O paciente deve piscar para eliminar o excesso. Remover este excesso com papel </li></ul><ul><li>O paciente deve ser avisado que a visão vai ficar borrada </li></ul><ul><li>Orientar também quanto a posologia e conservação </li></ul>
  44. 45. Inserções oftálmicas <ul><li>Ocusert, Lacrisert </li></ul><ul><li>Sistema de liberação de medicamento, inserido na mucosa ocular, com velocidade pré determinada. </li></ul><ul><li>Discos flexíveis ( lentes, confete, elípticas ), são estéreis. Usadas por 7 dias e depois trocadas. Muito comum no tratamento do Glaucoma </li></ul>
  45. 46. Principais fármacos usados no olho <ul><li>Anti inflamatórios – Conjutivites alérgicas. Hidrocortisona, Dexametasona, Prednisolona </li></ul><ul><li>Antibióticos – Gentamicina, Sulfacetamidas, Tetraciclinas, Ciprofloxacina, Eritromicina, Polimixina B, Trobamicina </li></ul><ul><li>Anti virais – Infecções virais como herpes simples. Trifluridina, Vidarabine </li></ul><ul><li>Bloqueadores B adrenérgicos – diminui a pressão intra ocular (glaucoma ) Cloridrato de Betaxolol e Maleato de Timolol </li></ul><ul><li>Anestésicos locais – Alívio da dor no pré e pós operatório, depois de trauma ou em exames dolorosos. Benoxinato, Roparacaína </li></ul>
  46. 47. <ul><li>Miótico – Terapia do glaucoma, Estrabismo convergente. Pilocarpina, Brometo de Demecário </li></ul><ul><li>Midriático e Cicloplégico – Dilata a pupila permitindo o exame de fundo de olho. Os mais fortes com ação prolongada são cicloplégico. Atropina, Escopolamina, Homatropina, Nafazolina, Fenilefrina, Cocaína </li></ul><ul><li>Protetores tópicos – Lágrima artificial ou líquido para lentes de contato. Metilcelulose, hidroxipropilmetilcelulose </li></ul><ul><li>Vaso constritores – Aliviar, refresca e remove vermelhidão ocular menos intenso. Nafazolina, Oximetazolina, Tetra hidrozolina </li></ul>
  47. 48. PREPARAÇÕES NASAIS (ERRINOS) <ul><li>Errinos : Forma farmacêutica destinada ao tratamento da mucosa nasal. Usualmente busca-se uma ação tópica. Por ser uma mucosa muito vascularizada eventualmente pode-se visar ação sistêmica. </li></ul>
  48. 49. Histologia e Fisiologia <ul><li>Cavidade nasal se divide, de fora para dentro em 4 partes: </li></ul><ul><li>1) Abertura exterior das fossas nasais - coberta por pele, com grande quantidade de glândulas sebáceas e pêlos (para filtrar o ar) </li></ul><ul><li>2) Área de transição – muito vascularizada, não tem queratina, não tem pelo e nem glândulas sebáceas. Mantém o ar aquecido. </li></ul>
  49. 50. <ul><li>3) Mucosa nasal respiratória ou pituitária – altamente vascularizada. Responsável pelo sangramento do nariz (epistaxes). </li></ul><ul><li>Quando estes vasos intumescem levam ao congestionamento nasal. Nesta região tenho células ciliadas recobertas por muco. Os cílios se movimentam no sentido da laringe. Os errinos não devem alterar a viscosidade deste muco. </li></ul><ul><li>4) Rino faringe – Onde o fármaco atua. </li></ul>
  50. 51. <ul><li>Muco nasal - Formado por células glandulares, contém água, sal e mucina. Sua função é proteger a mucosa nasal contra agressões externas. Deve ser preservado </li></ul><ul><li>Viscosidade – Média a moderada. Deve ser preservada para que os cílios possam lançar o medicamento na faringe. Deve-se lembrar que viscosidade natural do muco altera-se normalmente por temperatura, poeira, fungos e medicamentos. </li></ul>
  51. 52. <ul><li>pH – O muco nasal tem pH 5,5 – 6,5 para adulto e 5,0 – 6,7 para crianças. Para que este pH se mantenha, normalmente associa-se aos errinos solução tampão. </li></ul><ul><li>Ar frio, resfriado, sinusite, renite alérgica, promovem uma alcalinização do muco, fica fluido, coriza. Ar quente promove acidificação tornando o muco espesso e sensação de nariz seco. </li></ul><ul><li>Isotonia – O movimento ciliar é perfeito quando o errino está 0,9% NaCl. Solução hipotônica prejudica este movimento. </li></ul>
  52. 53. Tipos de forma farmacêutica <ul><li>Os errinos podem ser veiculados com solução aquosa, solução oleosa e pomadas. </li></ul><ul><li>Maioria das soluções nasais são preparações aquosas, isotônicas e tamponadas para manter a estabilidade. </li></ul><ul><li>As soluções oleosas mantém o PA por mais tempo em contato com a mucosa e ainda protege do ressecamento porém, alteram a viscosidade dificultando o movimento ciliar </li></ul>
  53. 54. <ul><li>Pomadas apresentam alta viscosidade, prejudicando o movimento ciliar. Se forem usadas preferir pomadas hidromiscíveis. </li></ul><ul><li>Certos descongestionantes nasais podem ser administrados na forma de inalantes. O PA volátil é colocado junto com inalante que se volatiliza lentamente a temperatura ambiente liberando o PA </li></ul><ul><li>( Os constituintes da forma farmacêutica utilizada não devem alterar muco nasal e nem movimento ciliar) </li></ul>
  54. 55. Requisitos para o veículo das preparações nasais <ul><li>Devem respeitar o pH do muco nasal (3,5 – 5,5) </li></ul><ul><li>Viscosidade moderada </li></ul><ul><li>Isotonia </li></ul><ul><li>Compatível com PA </li></ul><ul><li>Estável </li></ul><ul><li>Esterilidade </li></ul>
  55. 56. Fármacos usados na mucosa nasal <ul><li>Os errinos podem ser usados visando uma ação tópica ou sistêmica </li></ul><ul><li>Ação sistêmica – Pela grande vascularização alguns fármacos utilizam esta via. Ex Oxitocina, Vit B12, Progesterona, Calcitocina, Insulina </li></ul><ul><li>Ação tópica – Mais usados são os descongestionantes (VC). Indicada no tratamento de renites por resfriados comuns, renites vasomotoras e alérgicas, febre do feno e sinusite. </li></ul><ul><li>O uso freqüente ou prolongado pode levar edema crônico da mucosa nasal, isto é, renite medicamentosa. Usar estas soluções por pequenos períodos ( 3 - 5 dias) </li></ul><ul><li>Grupos mais utilizados: Anti histamínico, Antibióticos, Antissépticos, Anestésicos locais </li></ul>
  56. 57. Administração de errinos <ul><li>Paciente deve assoar o nariz antes do uso do errino </li></ul><ul><li>Cabeça inclinada ou deitar </li></ul><ul><li>Colocar o número de gotas prescrito. Cuidado para não tocar o gotejador no nariz </li></ul><ul><li>Para forma de spray o paciente não deve deitar-se (aumenta a dose) </li></ul>
  57. 58. Ensaios para errinos <ul><li>Inocuidade (Específico) – Pega-se um pedaço de traquéia ciliada de cobaio, aplica-se o errino e observa ao microscópio. O errino será inócuo se o movimento ciliar se mantiver por 20 minutos. </li></ul><ul><li>pH </li></ul><ul><li>Viscosidade </li></ul><ul><li>Esterilidade </li></ul><ul><li>Tonicidade </li></ul><ul><li>Identificação e Dosagem </li></ul>
  58. 59. PREPARAÇÕES AURICULARES (OTOFÁRMACOS) <ul><li>Preparações auriculares – São formas farmacêuticas aplicadas no canal auditivo visando um efeito tópico. </li></ul>
  59. 60. Anatomia <ul><li>Ouvido externo – Composto pelo pavilhão e canal auditivo. Canal auditivo possui glândulas sebáceas e ceruminosas que juntas formam o cerume (para proteção). É no ouvido externo que aplico o medicamento. </li></ul><ul><li>Ouvido médio – Onde se encontra o tímpano (responsável pela audição) e trompas de Eustáquio </li></ul><ul><li>Ouvido interno – Labirinto (função de controle e equilíbrio) </li></ul>
  60. 61. Fármacos usados <ul><li>Antibacterianos – Infecções de maior ocorrência são por Pseudomonas. Cloranfenicol, Neomicina, Polimixina B, Nistatina. </li></ul><ul><li>Fatores que pré dispõem à infecção: traumatismo, alcalinidade e umidade. </li></ul><ul><li>Quando a infecção é aguda pode perfurar tímpano. </li></ul><ul><li>Antinflamatórios – Corticóides são bastante usados para inflamações no ouvido médio. Hidrocortisona, dexametasona. </li></ul><ul><li>Anestésicos – Benzocaína, Lidocaína, Dibucaína. </li></ul><ul><li>Analgésicos – Antipirina </li></ul>
  61. 62. <ul><li>Antissépticos – Ácido Bórico, Timol </li></ul><ul><li>Removedor de cerúmen – Soluções de tensoativos com atividade cerumenolítica. Ex Oleato condensado de Trietanolamina, Peróxido de Carbamida. </li></ul><ul><li>Cerúmen é uma combinação das secreções das glândulas sudoríporas e sebáceas do meato acústico externo. As secreções quando ressecam formam uma massa semi sólida e pegajosa contendo células epiteliais, poeiras, pelo e outros corpos estranhos. O acúmulo do cerúmen pode causar coceira, dor e audição deficiente. </li></ul>
  62. 63. Formas farmacêuticas usadas <ul><li>As preparações auriculares são dispensados na forma de solução, suspensão, pomada e otocone </li></ul>
  63. 64. Preparação <ul><li>As preparações auriculares devem ter pH entre 5 – 7,8. Preferir as preparações mais ácidas por as alcalinas predispõem a infecções. </li></ul><ul><li>Evitar preparações aquosas </li></ul><ul><li>Preparações mais viscosas permanecem mais tempo no local. Utiliza-se veículos voláteis para que o medicamento não escorra </li></ul><ul><li>Deveriam ser estéreis, porém admite-se bactérias saprófitas. </li></ul>
  64. 65. Administração <ul><li>Instruir o paciente a aquecer o frasco, na mão por alguns minutos antes da aplicação </li></ul><ul><li>Virar a cabeça para o lado ou deitar-se </li></ul><ul><li>Puxar o lóbulo da orelha para cima e aplicar o nº de gotas prescrito </li></ul><ul><li>Espere ± 5 min e faça procedimento no outro ouvido </li></ul><ul><li>Se for removedor de cerúmen as gotas devem ser instigadas e removidas </li></ul>
  65. 66. Ensaios <ul><li>Identificação e dosagem </li></ul><ul><li>pH </li></ul><ul><li>Viscosidade </li></ul><ul><li>Esterilidade </li></ul>

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