Apresentação pós colheita

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Apresentação pós colheita

  1. 1. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO DEPARTAMENTO DE AGROTECNOLOGIA E CIÊNCIAS SOCIAIS PÓS-COLHEITA DE FRUTOS E HORTALIÇAS PÓS-COLHEITA MAÇÃ (Malus spp) ANDRÉ PASSOS DAVI ARDACHNICOFF ICLEBIA AQUINO IRAEL SOUZA ÍTALO ARRAIS
  2. 2. INFORMAÇÕES DA CULTURA • Família: Rosaceae • Subfamilia: Pomoideae • Nomes Científicos: Malus domestica, Malus silvestrys, Malus malus, Malus communis, Pyrus malus.
  3. 3. INFORMAÇÕES DA CULTURA  Origem: Oriente Médio e Leste Asiático Clima temperado Comercialização: • • In natura; Fabricação de Sidra, Chips, Suco, Purê de Maçã e outros derivados.
  4. 4. VARIEDADES MAIS PRODUZIDAS Gala (46% da produção) • Royal Gala, Imperial Gala, Mondial Gala Fuji (45% da produção) • Fuji Suprema e Kiko Golden Delicious (6% da produção)
  5. 5. MAÇÃ GALA originária da Nova Zelândia, sua casca é vermelha (podendo variar na aparência) com polpa creme; é suculenta, doce e saborosa.
  6. 6. MAÇÃ FUJI De origem japonesa, com polpa amarela esbranquiçada, muito suculenta, não lustrosa, doce, de casca vermelha salpicada de verde.
  7. 7. MAÇÃ GOLDEN De origem americana, sua casca é verde com cor ferrugem no pedúnculo, formato arredondado, com polpa creme, muito macia, suculenta e doce.
  8. 8. PRODUÇÃO: (Dados FAO, 2009)
  9. 9. PRODUÇÃO MUNDIAL • China: 30 milhões de toneladas – 42,8 % da produção mundial; • Estados Unidos: 6,2% da produção mundial; • Seguido da Polônia, Irã, Turquia, Itália e França.
  10. 10. AMÉRICA LATINA: Chile  Argentina  Brasil
  11. 11. CADEIA PRODUTIVA DA MAÇÃ NO BRASIL A produção de maçãs em escala comercial no Brasil ocorre a partir da década de 1969. Maior parte da produção destinada a importação exportando cerca 15%. Alterações climáticas –granizos e geadas extemporâneas – que tem afetado intensamente a pomicultura nos últimos anos.
  12. 12. CADEIA PRODUTIVA DA MAÇÃ NO BRASIL O Brasil tem sua produção concentrada na Região Sul, sendo esta responsável por 98% da produção nacional. Tradicionalmente os principais estados produtores são Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sendo responsáveis em média por 96% da produção nacional.
  13. 13. PROPRIEDADES E BENEFÍCIOS Valor nutricional: 85% de Água 0,6% de Proteína 80 - 90% de Ác. Málico 14% de Carboidratos Vitaminas A, B1, B2, B5 e C Sais Minerais
  14. 14. PROPRIEDADES E BENEFÍCIOS Valor Medicinal: Desinfeta a boca (assepsia) Quercetina – Radicais Livres Anti-inflamatório/antioxidante Ação Adistringente Tratamento de doenças
  15. 15. DERIVADOS
  16. 16. DERIVADOS
  17. 17. DESENVOLVIMENTO DO FRUTO Padrão de crescimento: Sigmoidal Simples. 4 Estádios de Formação: Divisão e alongamento celular; Diferenciação dos tecidos; Maturação e amadurecimento; Senescência (degradação). FASE DE CRESCIMENT OE MATURAÇÃO Durante o processo de desenvolvimento dos frutos ocorre a acumulação de reservas (crescimento) e posteriormente sua transformação em substâncias solúveis (maturação).
  18. 18. RESPIRAÇÃO Sólidos Solúveis (SS): 7 - 15 Brix pH: 3 - 6 A maça é um fruto Climatérico, ao final do período de maturação ocorre um aumento da taxa respiratória e produção de etileno.
  19. 19. RESPIRAÇÃO Aumento da taxa respiratória Diminuição da Resistencia da polpa Aumento da síntese de Etileno Produção de Voláteis Formação das Antocianinas Conversão de Amido em açúcar
  20. 20. RESPIRAÇÃO A respiração é um dos fenômenos mais importantes do metabolismo dos frutos, responsável pela perda de qualidade durante o armazenamento.
  21. 21. RESPIRAÇÃO Concentração de gases na atmosfera:  O controle dos gases quando usados de forma corretamente, torna-se eficiente em retardar o metabolismo e manter a qualidade dos frutos por períodos prolongados de armazenamento (Chen et al. 2000).  Redução excessiva de O2 ou aumento de CO2 pode desencadear o metabolismo fermentativo e o desenvolvimento de sabor e aroma alcóolico e de deterioração da polpa (Song et al., 2002).
  22. 22. RESPIRAÇÃO
  23. 23. ETILENO • Hormônio vegetal substâncias químicas que apresentam propriedades reguladoras em alguma etapa do ciclo vital dos vegetais. Regula Crescimento Desenvolvimento Maturação Senescência
  24. 24. EFEITOS DESEJÁVEIS DO ETILENO  Promove e uniformiza o amadurecimento # Banana, tomate, manga;  Estimula a abscisão (facilita a colheita);  Antecipar o amadurecimento;  Induz brotações em batata-semente e outros propágulos;  Desverdecimento dos citros;
  25. 25. ETILENO • O etileno (C2H4) é considerado o hormônio natural do amadurecimento que regula muitos eventos fisiológicos; • Dentre as cultivares de maçãs, a „Gala‟ possui alta taxa de produção autocatalítica de etileno; PRODUÇÃO DE ETILENO
  26. 26. ETILENO  Na maçã pode-se reduzir a ação do etileno fazendo aplicação de aminoetoxivinilglicina (AVG) ou 1-metilciclopropeno (1-MCP); • (1-MCP), que age ligando-se irreversivelmente ao receptor do etileno;  O AVG é um composto que se liga de forma reversível à enzima 1-aminociclopropano-1-carboxílico (ACC) sintase, impedindo a conversão de S-adenosilmetionina (SAM) a ácido 1aminociclopropano-1-carboxílico (ACC), o precursor imediato na rota de biossíntese do etileno; Segundo BRACKMANN et. all., a AVG foi mais eficiente na inibição da síntese, inibição da ação e ainda pela sua absorção na câmarae armazenamento.
  27. 27. FATORES DE INFLUENCIA NA BIOSSÍNTESE DE ETILENO O2 CO2 Temperatura Estresse
  28. 28. ÍNDICES DE MATURAÇÃO  Diversos aspectos são utilizados para a identificação do ponto ideal de colheita dos frutos de maçã;  O ponto de colheita varia de acordo com objetivo da produção;  A escolha adequada do momento para a sua realização afeta a qualidade e a longevidade dos frutos;
  29. 29. ÍNDICES DE MATURAÇÃO  A maturidade do produto na colheita depende das necessidades do mercado, tempo de transporte e necessidade de armazenamento;
  30. 30. ÍNDICES DE MATURAÇÃO Tempo ideal (Variável) Precocemente  Pequenas;  Déficit de sabor, aroma e coloração;  Geralmente, são mais sensíveis à ocorrência de distúrbios causados pelas baixas temperaturas de armazenamento Tardio  Reduzi o período de armazenamento;  Dificuldade para preservar a firmeza de polpa, acidez e açúcares dos frutos;  Sensíveis a podridões;  Maior distúrbio fisiológico
  31. 31. ÍNDICES DE MATURAÇÃO  Método de Observação Prática - experiência do agricultor;  Métodos físicos - medições de soma de calorias, medidas da textura e medidas de peso, diâmetro e volume;  Métodos químicos e físico-químicos - teste do amido pelo iodo; determinações de substâncias insolúveis em álcool; determinações de sólidos solúveis e determinações de acidez, etc;
  32. 32. ÍNDICES DE MATURAÇÃO Penetrômetro para medição da Firmeza Refratômetro para medição dos SST Determinação da acidez titulável Determinação do amido De acordo com ARGENTA 1995, a combinação de parâmetros físicoquímicos em um único índice, mostra-se um método mais seguro.
  33. 33. INDICADORES DA MATURAÇÃO DE MAÇÃS (EMBRAPA, 2003): Cultivar Firmeza Amido (1- SST ATT polpa 5) (ºbrix) (cmol/L) 2,0 a 3,0 >11 5,2 a 6,0 Cor (lbs) Gala 17 a 19 Verdeclara Fuji 16 a 18 2,5 a 3,5 >12 3,7 a 5,2 Verdeclara Golden delicious 15 a 17 2,5 a 3,0 >12 6.7 a 8,2 Verdeclara
  34. 34. ÍNDICES DE MATURAÇÃO  Uma outra forma de determinar a maturação da maçã, pode ser através do(a)s:  Dias entre a florada e a colheita;  Mudanças na coloração da casca;  Crescimento da fruta;  pH;  Relação entre SST/ATT;
  35. 35. PERDAS PÓS-COLHEITA  CONCEITO: Descarte que ocorre após a colheita em virtude da falta de comercialização ou consumo do produto em tempo hábil;  LOCAL DE OCORRÊNCIA: Campo Transporte Armazenamento Processamento Comercialização
  36. 36. OBJETIVO APÓS A COLHEITA  Manter a qualidade das frutas e hortaliças por um determinado período.
  37. 37. PERDAS PÓS-COLHEITA  Tipos de Danos:  Fisiológicas: respiração, transpiração, amadurecimento, senescência, estresse;  Físicos: amassamento, corte, perfuração, raspagem, batida;  Fitopatológicas: doenças (ocorre em virtude de uma lesão) e pragas;
  38. 38. TIPOS DE PERDAS  Quantitativa: redução no peso do alimento por perda de água ou perda de matéria seca;  Qualitativa: perdas por padrões de qualidade (sabor, aroma, aparência); deterioração na textura e  Nutricional: reações metabólicas, que conduzem a uma redução no teor de nutrientes (vitaminas, proteínas, lipídeos, etc.);
  39. 39. PRINCIPAIS CAUSAS DE PERDAS  Manuseio inadequado no campo  Uso de embalagens inadequadas  Transporte inadequado  Não uso da cadeia de frio  Classificação não padronizada
  40. 40. PRINCIPAIS CAUSAS DE PERDAS  Comercialização a granel;  Desconhecimento de técnicas de manuseio pré e pós-colheita;  Excesso de “toque”, pelos consumidores, nos produtos;  Acúmulo de produtos nas gôndolas de exposição de varejo;  Deficiência gerencial e administrativa nos centros atacadistas;
  41. 41. PRÉ-COLHEITA
  42. 42.  A qualidade do fruto não pode ser melhorada após a colheita;  A qualidade do produto começa desde o preparo da área e a escolha do material propagativo;  Desta forma, cuidados especiais devem ser observados desde o planejamento do pomar até o momento da colheita;
  43. 43. ESCOLHA DO TERRENO ETAPAS NA PRÉ-COLHEITA ANÁLISE DO SOLO PREPARO DO SOLO PLANTIO TRATAMENTOS FITOSSANITÁRIO EM POMARES JOVENS ESCOLHA DA VARIEDADE COPA, PORTA-ENXERTO E POLINIZADORA DORMÊNCIA TRATAMENTOS FITOSSANITÁRIO EM POMARES ADULTOS MANEJO DO SOLO ADUBAÇÃO RALEIO COLHEITA
  44. 44. FATORES EXTRÍNSECOS
  45. 45.  ÉPOCA DE PLANTIO  A época de plantio é de junho a agosto, com florada nos meses de setembro e outubro;
  46. 46.  ESCOLHA DA ÁREA  Solos profundos, permeáveis, bem drenados;  Locais planos com boa declividade e bem expostos ao sol; PREPARO DO SOLO  Fazer 3 meses antes do plantio;  Primeiros 4 e 5 anos são muito importantes na vida útil do pomar;  Área nova preparar o terreno 1 ano antes da implantação do pomar;
  47. 47.  PLANTIO Abertura de covas 80cm x 80cm x 80cm  ESPAÇAMENTO Variedades de pequeno porte 3,5 X 3,5 m; Variedade de porte médio 6 X 6 m; Variedades de grande porte 9 X 9 m;
  48. 48. NUTRIÇÃO  ADUBAÇÃO DE PRÉ-PLANTIO Feita através da análise do solo, que deve ser providenciada com 6 meses de antecedência;  ADUBAÇÃO DE CRESCIMENTO Estimular o crescimento vegetativo e formação da planta durante os 3 primeiros anos; Adubos nitrogenados em doses variáveis dependendo da idade da planta;  ADUBAÇÃO DE MANUTENÇÃO E PRODUÇÃO Deve considerar a análise foliar e de frutos, análise periódica do solo, idade das plantas, crescimento vegetativo, adubações anteriores, produções, tratos culturais e presença de sintomas de deficiências nutricionais;
  49. 49. ESTADO NUTRICIONAL CONDIÇÕES DO SOLO EQUILIBRIO CONDIÇÕES DA PLANTA QUANTO MAIS N e H20 IRRIGAÇÃO E FORMA DE APLICAÇÃO ADEQUADA • • • • MENOR TSS, VITAMINA C MENOR FIRMEZA MÁ CONSERVAÇÃO SUSCEPTIBILIDADE A PRAGAS E DOENÇAS Crisosto et al., 1997; Bett-Garber et al., 2005; Raese et al., 2007
  50. 50. IRRIGAÇÃO • • • • • A deficiência hídrica pode afetar o tamanho dos frutos; Diferenciação floral para o ciclo seguinte; Prejudica a absorção de nutrientes; Crescimento da planta; Déficit hídrico = Maior teor de sólidos solúveis e maior firmeza da polpa; • Pingo de mel, „bitter pit' e escaldadura superficial; • Aspersão, microaspersão e gotejamento; • Alguns autores observaram um melhor desempenho da cultura quando irrigada por gotejamentos, em comparação com a aspersão (PROEBISTING et al., 1977; DRAKE et al.,1981; CONCEIÇÃO, 2006) ;
  51. 51. SISTEMA DE CONDUÇÃO  LÍDER CENTRAL Ramo principal dominante; Desenvolvimento de bifurcações fortes; Interior pode ficar muito sombreado; Forma piramidal; Todos os ramos laterais são conduzidos em posição quase horizontal; Ramos partem de pontos diferentes do tronco, forma de espiral;
  52. 52. COBERTURA VEGETAL A presença de vegetação espontânea na linha de plantio afeta o crescimento da macieira, com redução na altura e no diâmetro de plantas, evidenciando competição da vegetação de cobertura do solo no período de crescimento das macieiras. Num pomar na fase de implantação, são recomendados capina, plástico preto, acícula de pínus e palha de capimrabo-de-burro. (PELIZZA et al., 2009)
  53. 53. TELA ANTI-GRANIZO  GRANIZO: • Prejuízos significativos aos produtores; • Queda dos frutos pequenos , ferimentos, deformações e manchas; • Reduzido valor comercial e capacidade de armazenamento; • Compromete produções futuras, desenvolvimento de fungos; • Método mais seguro de proteção; TELAS SOBRE O SISTEMA DE CULTIVO
  54. 54. PODA
  55. 55.  Feita durante o outono inverno;  De formação: dará forma à macieira visando maior produção;  De frutificação: prepara a macieira para uma abundante frutificação  Eficiência dos tratamentos fitossanitários;  Melhora a qualidade da fruta;  4 podas até a formação da planta (3 anos);
  56. 56. QUEBRA DE DORMÊNCIA • Regiões com altitude inferior a 1.200 m; • Tratamento químico; • Época de aplicação; • Todos os ramos da planta; • Início do inchamento das gemas; • Quantidade de frio superior a 800 horas com temperatura abaixo de 7,2ºC • Após quebra de dormência necessita de altas temperaturas e luminosidade para boa brotação;
  57. 57. MONDA • De flores ou de frutos; • Vingamentos excessivos; • Crescimento dos frutos; • Adequar o número de frutos; • Maturação precoce dos frutos; • Tamanho e a qualidade (cor e teor em açúcares); • MANUAL • QUÍMICA • MECÂNICA
  58. 58. CÁLCIO • Distúrbios; • Diminui a síntese de etileno; • Retarda o processo de maturação e senescência; • Mantem a firmeza de polpa e reduzem a incidência de podridões durante o armazenamento; Nove aplicações foliares de CaCl2 retardam o processo de amadurecimento, mantendo a firmeza de polpa e o teor de SST mais elevados e diminuindo a incidência de podridões e a produção de etileno de maçãs „Fuji‟ após 9,5 meses de armazenamento em atmosfera controlada. (BRACKMANN et al., 2010)
  59. 59. QUEDA DE FRUTOS • Um dos problemas mais frequentes na produção de maçãs; • Relacionada com a ação do etileno; • Enzimas que atuam no processo de abscisão;  AVG: Inibe a síntese de etileno; Reduz o acúmulo de pigmentos antociânicos;  Ethephon: Normaliza a síntese da cor; Não acelera a maturação dos frutos; AVG + ETHEPHON = FRUTOS COM MELHOR QUALIDADE VISUAL
  60. 60. PRAGAS E DOENÇAS MONITORAMENTO E MANEJO
  61. 61. FATORES INTRÍNSECOS
  62. 62. AQUISIÇÃO DE SEMENTES OU MUDAS  Sempre optar por mudas fiscalizadas;  Registro de procedência e certificadas;  Oriundas de viveiristas idôneos;  Normas e Padrões da Comissão Estadual de Sementes e Mudas;
  63. 63.  PROPAGAÇÃO  Sementes:  ENXERTIA;  Borbulhia;  Estaquia;  Mergulhia.
  64. 64. ADOÇÃO DE ENXERTOS:  Constituirão a copa da planta;  Escolher em função do fruto desejado;  Mais comuns: Gala, Fuji e suas mutações;  Daiane, Baronesa (800m até 1200m);  Catarina (mais de 1200m e resistente a Sarna);  Duquesa e Eva - (menos de 800 m de altitude);  ADOÇÃO DE PORTA-ENXERTOS:          Controle no vigor da copa; Anões a semi-anões; Afinidade com a cv. copa; Precocidade na frutificação; Facilidade de propagação; Resistência a pragas e doenças; Sistema radicular bem desenvolvido; Boa capacidade de absorção de nutrientes; Mais indicados são M-7, M-9, MARUBA;
  65. 65. POLINIZADORAS  Necessita de fecundação cruzada;         Mínimo de polinizadoras 12%; Compatibilidade entre pólen e estigma; Mesma época de florescimento; Abundante floração; Produzir grande quantidade de pólen; Induzir forte atração por insetos polinizadores; Plantadas a distância de 10 m a 12 m ou na proporção de uma a cada oito plantas produtoras; As plantas polinizadoras devem ser as primeiras a serem raleadas para evitar redução da floração no ano seguinte;
  66. 66. VARIEDADES POLINIZADORAS Embrapa Clima Temprado
  67. 67. TEMPERATURA  Influência na polinização, tubo polínico;  Temperaturas noturna baixa = Boa coloração;  Polpa mais firme  Temperatura ideal na fase vegetativa entre 15 e 20ºC;
  68. 68. OUTROS ELEMENTOS • Altitudes acima de 1000m; • O índice agroclimático limitante indicado é de 1.700 mm/ano; • Segundo FAO (1996), as condições mais adequadas para alcançar altas produções caracterizam se por céu limpo a muito claro; • Qualidade dos frutos, principalmente, coloração, consistência e conteúdo de sólidos solúveis, é favorecida pela alta intensidade luminosa;
  69. 69. COLHEITA  OBJETIVO???
  70. 70.  Maçãs colhidas precocemente;  Maças colhidas tardiamente;  Ponto ideal;
  71. 71. CUIDADOS NA COLHEITA • Não provocar qualquer tipo de dano mecânico; • A colheita normalmente é feita em 3 ou 4 operações; • A colheita deve, sempre que possível, ser realizada nas horas mais frescas do dia; • As frutas devem ser colhidas com pedúnculo; • Deve-se fazer a manutenção das estradas internas do pomar;
  72. 72. PARAMETROS PARA AVALIAR O PONTO DE COLHEITA  PARÂMETROS DE INDICAÇÃO DIRETA • Mudanças na coloração da casca; • • • • • • Firmeza da polpa; Crescimento da fruta; Teor de Sólidos Solúveis Totais (SST); Acidez Total Titulável (ATT) e Ph; Relação entre SST/ATT; Teste Iodo-amido;  PARÂMETROS DE INDICAÇÃO INDIRETA  Dias após a plena floração;
  73. 73. CLASSIFICAÇÃO • DEFINIÇÃO? • OBJETIVO?
  74. 74. ESTRUTURA DA CLASSIFICAÇÃO • GRUPO; • CLASSES; • TIPO;
  75. 75.  CLASSES OU CALIBRES De acordo com o peso dos frutos expresso em gramas, a maça será enquadrada em uma das classes estabelecidas:
  76. 76.  Classes ou Calibres da Maça, com base no número de frutos contidos numa caixa modelo Mark IV, com capacidade para conter 18 kg do produto. Fonte: ABPM (2000 – 2002).
  77. 77. TOLERÂNCIAS • Serão considerados da mesma Classe ou Calibre os frutos que apresentarem 2 (duas) gramas, para mais ou para menos, em relação aos limites especificados na Tabela Anterior; • Admite-se, na mesma caixa, o máximo de 10% (dez por cento) de classes ou calibres imediatamente superior e inferior; • Não se admite mistura de tamanhos a partir de duas classes imediatamente superior e/ou inferior;
  78. 78. Tipo ou Categoria: De acordo com a intensidade de defeitos
  79. 79.  DEFEITOS LEVES • Deformação leve; • Manchas; • Desenvolvimento diferenciado;  DEFEITOS GRAVES • Podridão; • Congelamento; • Desidratação; • Escaldadura;
  80. 80. NÃO PERMITIDO PARA CONSUMO • Mofo ou fermentação; • Substancias nocivas a saúde; • Odor estranho;
  81. 81. EMBALAGENS
  82. 82. FUNÇÃO • Conter; • Proteger; • Comercializar; • Controle de temperatura, UR e atmosfera cont viabiliza mercados mais distantes;
  83. 83. APRESENTAÇÃO As embalagens devem proteger adequadamente o produto e devem estar em conformidade com a portaria n 127/91, ou a legislação que a substituir, tanto para mercado interno como para externo. Os materiais utilizados interna e externamente nas embalagens deverão ser novos, de boa qualidade, inócuos, atóxicos e inodoros.
  84. 84. EMBALAGENS  Materiais • Grande parte das maçãs produzidas no Brasil, vão para os mercados externo e interno em embalagens de papelão ondulado.
  85. 85. EMBALAGENS PAPELÃO ONDULADO VANTAGENS: • Ocupam menos espaço, pesam menos, facilitam a paletização, o armazenamento e o transporte, protegendo maçãs; DESVANTAGENS: • Custo ainda superior ao de outros materiais, como a madeira;
  86. 86. IDENTIFICAÇÃO • • • • • • • • • • • Identificação do responsável pelo produto; Registro comercial ou marca comercial; Denominação do produto; Origem do produto; Cultivar; Qualidade (categoria/tipo); Classe; Peso líquido; Data do acondicionamento; Marca de controle oficial (opcional); Registro do estabelecimento no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
  87. 87. PALETIZAÇÃO • Movimentadas em paletes; • Reduz tempo de carregamento e descarregamento; • Controle do lote; • Maior proteção ao produto;
  88. 88. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO  Atmosfera controlada;  Atmosfera modificada;
  89. 89. ATMOSFERA CONTROLADA • O sistema é equipado por analisadores de O 2 e CO 2, catalisadores de etileno e adsorvedores de gás carbônico dimensionados para a ideal conservação das frutas;
  90. 90. ATMOSFERA MODIFICADA • A atmosfera modificada é um sistema de acondicionamento no qual modifica-se a atmosfera ao redor do produto, e esta nova atmosfera se modifica durante a vida útil do mesmo devido a permeabilidade da embalagem e a respiração do produto;
  91. 91. ATMOSFERA MODIFICADA  NÃO HÁ CONTROLE DOS GASES • Respiração • Transpiração • Temperatura
  92. 92. CONDIÇÕES PARA O ARMAZENAMENTO REFRIGERADO DE MAÇÃS. (Girardi & Bender, 2003)
  93. 93. CONDIÇÕES PARA ARMAZENAMENTO EM ATMOSFERA CONTROLADA DE MAÇÃS. (Girardi & Bender, 2003)
  94. 94. ATMOSFERA CONTROLADA
  95. 95. TRANSPORTE • Preferencialmente por caminhões refrigerados; • Maior parte do mercado interno são transportadas por caminhões que não apresentam sistema de refrigeração, sendo assim utilizam o transporte não paletizado; • Fruta destinada à exportação, o transporte é realizado por navios com contêineres refrigerados. Normalmente, os contêineres são carregados nas próprias empresas, utilizando a carga paletizada;
  96. 96. CERTIFICAÇÃO As crescentes exigências por qualidade e demanda à alimentos seguros pressionam as cadeias agroalimentares, para que adotem sistemas produtivos alternativos, e que estes gerem produtos saudáveis e inócuos ao consumo humano, por meio de práticas rastreáveis, visando à proteção do meio ambiente, dos trabalhadores e dos consumidores. (DENICOL, 2010)
  97. 97. BRASIL MAPA => PIF => PIM
  98. 98. O PIM ( produção integrada de maçã) Seria suficiente para que a cadeia produtiva da maçã garanta conformidade com as exigências dos mercados exteriores?
  99. 99. EXPORTAÇÃO  Global G.A.P;  BRC Global Standart – Food;  ISO22000;  FAIRTRADE;
  100. 100. CONCLUSÃO A comparação entre os requisitos da PIM e as demais certificações internacionais identificou tendência à garantia da qualidade, por meio da sanidade dos alimentos; Embora a PIM não seja reconhecida no Exterior mesmo com uma reconhecida equiparação à Global GAP, seu sistema de rastreabilidade possui aprovação da comunidade europeia, e juntamente com as BPA e a HACCP, cumpre inúmeros requisitos produtivos, que acabam por facilitar o processo de certificação da Global GAP aos produtores de maçã; (DENICOL, 2010)
  101. 101. OBRIGADO!

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