UNIVERSIDADE SAGRADO CORAÇÃO           ISABELA GASPAR SILVAINTERFACES ENTRE COMUNICAÇÃO E RELIGIÃO –UMA PROPOSTA DE ASSESS...
ISABELA GASPAR SILVAINTERFACES ENTRE COMUNICAÇÃO E RELIGIÃO –UMA PROPOSTA DE ASSESSORIA COM FOCO EM      AÇÕES DE RELAÇÕES...
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ISABELA GASPAR SILVA     INTERFACES ENTRE COMUNICAÇÃO E RELIGIÃO – UMA      PROPOSTA DE ASSESSORIA COM FOCO EM AÇÕES DE   ...
Profa.Ms. Vanessa Mattos dos Santos – Membro da Banca                       Universidade Sagrado Coração        __________...
Dedico este trabalho aos meus pais, Sonia eSaulo, a minha irmã Daniela, minha Vó Nina,meus tios Sandra e Ailton, minhas pr...
AGRADECIMENTOS      Agradeço a Deus, Jesus e Nossa Senhora Aparecida, por guiar o meucaminho durante esta caminhada.      ...
[...] Os meios modernos de comunicaçãofazem parte, desde há muito tempo, dosinstrumentos ordinários através dos quais asco...
RESUMOO presente trabalho trata-se de um estudo teórico – prático que destaca asinterfaces entre comunicação, religião, as...
ABSTRACTThe present work is treated of a theoretical study-practical that it detaches theinterfaces among communication, r...
LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 - Funcional Burocrática.........................................................................
LISTA DE TABELASTabela1 – Utilização de veículos de comunicação para informação..........................54Tabela 2 – Temp...
LISTA DE QUADROSQuadro 1 - Concepção sobre os meios de comunicação da Paróquia São PauloApóstolo.............................
LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 - Utilização de veículos de comunicação para informação.........................54Gráfico 2 - T...
SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................
3.2.2 Objetivos..............................................................................................................
141 INTRODUÇÃO      O assunto comunicação e religião vêm ganhado espaço no cenário atual,principalmente no que diz respeit...
15          novas tecnologias;      •   É notório que até os dias de hoje, a seguinte indagação é muito presente          ...
16Metodologia  Considerando o direcionamento do estudo proposto foi necessário realizardiferentes tipos de pesquisa:Pesqui...
17      Essa pesquisa teve inicio no segundo semestre de 2010.Proposta de Assessoria de Comunicação      A partir das pesq...
18    pesquisas desenvolvidas (diagnóstico e pesquisa qualitativa) e as ações    de assessoria de comunicação que poderão ...
19                      Capítulo 1Contextualizando    assessoria   decomunicação e os diferentes aspectose conceitos
20CAPÍTULO 1 – CONTEXTUALIZANDO ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E OS    DIFERENTES ASPECTOS E CONCEITOS      O presente capítulo...
21                    as relações públicas mudaram da atitude de ‘o público que se dane’ ou ‘que                    o públ...
22são consideradas estruturas staff1. Servem para consultar, assessorar, mas não teautoridade alguma sobre as demais áreas...
23Figura 2 – MatricialFonte: CURVELLO, João J. A.; DUARTE, Jorge (Org.), 2002.      A estrutura matricial permite à organi...
24Figura 3 – Orgânica – RedeFonte: CURVELLO, João J. A.; DUARTE, Jorge (Org.), 2002.      Esta estrutura moderna permite à...
25Neste contexto insere-se o pensamento de Palmerston et.al.(2007, p.3 - 4):                    [...] conclui-se que a com...
26Figura 4 – Comunicação Organizacional IntegradaFonte: KUNSCH, Margarida M. K., 2003.        Diante do exposto, pode-se d...
27                     a comunicação mercadológica é responsável por toda a produção                     comunicativa em t...
28      Para o autor a comunicação integrada não se concretiza, uma vez que namaioria das organizações, todas as suas área...
29                     institucionais em conjunto com os setores AI e PP ou envio de mensagens                     (telegr...
30      Com base no planejamento elaborado pelo profissional de relaçõespúblicas, será possível propor uma ação de assesso...
31relacionamentos, possui facilidade para lidar com a comunicação e seus diversossegmentos dentro e fora das organizações....
32                     Capítulo 2Comunicação          e     religião:caracterizando a Paróquia São PauloApóstolo de Agudos
33CAPÍTULO 2 – COMUNICAÇÃO E RELIGIÃO: CARACTERIZANDO A PARÓQUIA       SÃO PAULO APÓSTOLO DE AGUDOS          Neste capítul...
34aproximação com seu público, já que sempre foi uma Instituição com carátercomunicacional, como citado no início do capít...
35           Por outro lado, além dos problemas que existiam na comunicação religiosa,surgiram e ainda estão surgindo conc...
36      Desta forma, insere-se o pensamento de Jesus (2010, p. 3), que faz mençãoà Internet como forte aliada à comunicaçã...
37primeira missa paroquial pelo primeiro pároco: Padre Xavier Arella.          Padre Xavier Arella deu inicio à construção...
38         Já entre os anos de 1920 a 1930 um fato importante que marca esta trajetóriafoi em 25 de Janeiro de 1922, data ...
39melhorar a dinâmica das ações da Igreja. Dentre suas ações, ressalta-se a pinturaexterna da Matriz, a instituição do sis...
40afinidade com o público e facilidade para conseguir agregar novos fiéis à Paróquia.          Além de todos estes atribut...
41coordenar as atividades contábeis de todas as paróquias, e também de umchanceler que se responsabiliza por toda a docume...
422.2.3 Diretrizes da OrganizaçãoPara Andion e Fava (2010, p. 7):                     o monitoramento ambiental fornece el...
432.2.4.1 Comunidade (segmentada por faixas etárias)A Paróquia São Paulo Apóstolo é composta, na sua maioria, pela comunid...
44Os adultos fazem parte da grande maioria da comunidade. Em sua totalidade,participam apenas das missas e colaboram com o...
45As lideranças são responsáveis por zelar pela imagem da Paróquia e divulgá-la paratodos, de acordo com as atividades de ...
46Os membros da Legião possuem a tarefa de permanecer em oração constante, alémde cooperar com todos os outros legionários...
472.2.5 Instrumentos de comunicação da Paróquia São Paulo Apóstolo2.2.5.1 Timoneiro          O Timoneiro trata – se do bol...
48diversas participações dos membros das comunidades que enviavam informaçõesde eventos e ações solidárias.      Com a ent...
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Interfaces entre comunicação e religião - uma proposta de assessoria com foco em ações de Relações Públicas

  1. 1. UNIVERSIDADE SAGRADO CORAÇÃO ISABELA GASPAR SILVAINTERFACES ENTRE COMUNICAÇÃO E RELIGIÃO –UMA PROPOSTA DE ASSESSORIA COM FOCO EM AÇÕES DE RELAÇÕES PÚBLICAS BAURU 2010
  2. 2. ISABELA GASPAR SILVAINTERFACES ENTRE COMUNICAÇÃO E RELIGIÃO –UMA PROPOSTA DE ASSESSORIA COM FOCO EM AÇÕES DE RELAÇÕES PÚBLICAS Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Centro de Ciências Sociais Aplicadas como parte dos requisitos para obtenção do título de bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Relações Públicas, sob orientação da Profª.Dr.ª Sonia Aparecida Cabestré BAURU 2010
  3. 3. Silva, Isabela GasparS5864i Interfaces entre comunicação e religião - uma proposta de assessoria com foco em ações de relações públicas / Isabela Gaspar Silva -- 2010. 109f. : il. Orientadora: Profa. Dra. Sonia Aparecida Cabestré. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social – Relações Publicas) - Universidade Sagrado Coração - Bauru - SP. 1. Comunicação. 2. Religião. 3. Igreja Católica. 4. Comunicação Organizacional Integrada. 5. Relações Públicas. I. Cabestré, Sonia Aparecida. II. Título.
  4. 4. ISABELA GASPAR SILVA INTERFACES ENTRE COMUNICAÇÃO E RELIGIÃO – UMA PROPOSTA DE ASSESSORIA COM FOCO EM AÇÕES DE RELAÇÕES PÚBLICASTrabalho de conclusão de curso apresentado ao Centro de Ciências SociaisAplicadas como parte dos requisitos para obtenção do título de bacharel emComunicação Social – Habilitação em Relações Públicas, sob orientação daProfª.Dr.ª Sonia Aparecida CabestréBanca Examinadora: ____________________________________________________ Profa.Dra. Sonia Aparecida Cabestré – Presidente da Banca Universidade Sagrado Coração. ____________________________________________________
  5. 5. Profa.Ms. Vanessa Mattos dos Santos – Membro da Banca Universidade Sagrado Coração ____________________________________________________ Profa. Ms. Cinthia Maria Ramazzini Remaeh – Membro da Banca Universidade Sagrado CoraçãoData:
  6. 6. Dedico este trabalho aos meus pais, Sonia eSaulo, a minha irmã Daniela, minha Vó Nina,meus tios Sandra e Ailton, minhas primasMariana e Maria Luiza e aos meus avós quejá não estão mais aqui. Vocês são a razãoda minha vida
  7. 7. AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, Jesus e Nossa Senhora Aparecida, por guiar o meucaminho durante esta caminhada. A minha família pela paciência durante todo este tempo. Aos meus professores que me ensinaram e fizeram despertar em mim avontade de ensinar. Muito obrigada! A minha professora e orientadora Sonia Aparecida Cabestré, pela dedicaçãoe orientação durante toda a execução deste trabalho. Obrigada por fazer parte destepedaço da minha vida! Aos meus queridos colegas de classe, pelas alegrias, pelos trabalhosrealizados, pelas reuniões e por compartilhar mais esta vitória em minha vida. O meu carinho em especial, para Isadora Carvalho, Ana Carolina Poli, SheilaSales e Gabriela Moretto. Obrigada! Às minhas amigas e eternas companheiras, Natalia Tendolo, Cristiane deMelo, Gisele Lopes e Nathalia Bortolazo, pelo apoio de sempre. Adoro vocês! Aos meus amigos da PasCom Diocesana, em especial os jornalistas AlineMendes e Paulo Giraldi por me ensinarem muitas coisas, pelas quais resolvi seguir edesenvolver este trabalho. A todos os entrevistados que colaboraram dedicando tempo e atenção narealização das pesquisas que fazem parte deste estudo. Obrigada!
  8. 8. [...] Os meios modernos de comunicaçãofazem parte, desde há muito tempo, dosinstrumentos ordinários através dos quais ascomunidades eclesiais se exprimem, entrandoem contacto com o seu próprio território eestabelecendo, muito frequentemente, formasde diálogo mais abrangentes, mas a suarecente e incisiva difusão e a sua notávelinfluência tornam cada vez mais importante eútil o seu uso no ministério sacerdotal. [...] Papa Bento XVI.
  9. 9. RESUMOO presente trabalho trata-se de um estudo teórico – prático que destaca asinterfaces entre comunicação, religião, assessoria de comunicação , comunicaçãoorganizacional intregrada e o papel do profissional de Relações Públicas nestecontexto. Desta forma, foi necessária a realização de pesquisa bibliográfica,selecionando produções sobre o tema; e duas pesquisas com caráter qualitativo quepossibilitaram a busca de informações sobre a comunicação na Igreja Católica, emespecial a Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos. Dessa maneira, foi possívelanalisar os instrumentos de comunicação que a instituição já possuía e também asua comunicação em todos os aspectos, tanto interna quanto externamente. Osresultados permitiram à pesquisadora desenvolver ações de assessoria decomunicação com a finalidade de ampliar ainda mais o dinamismo entre Paróquia eparoquiano.Palavras-chave: Comunicação. Religião. Igreja Católica. ComunicaçãoOrganizacional Integrada. Relações Públicas.
  10. 10. ABSTRACTThe present work is treated of a theoretical study-practical that it detaches theinterfaces among communication, religion, communication consultantship, integratedorganizational communication and the professionals of Public Relationships paper inthis context. This way, it was necessary the accomplishment of bibliographicalresearch, selecting productions on the theme; and two researches with qualitativecharacter that you/they made possible the search of information about thecommunication in the Catholic Church, especially the Paróquia Paulo Paulo Apóstoloof Sharp. Of that it sorts things out, it was possible to analyze the communicationinstruments that the institution already possessed and also his/her communication inall of the aspects, so much intern as externally. The results allowed to the researcherto develop actions of communication consultantship with the purpose of enlarging stillmore the dynamism between Parish and parishioner.Word-key: Communication. Religion. Catholic church. Integrated Organizationalcommunication. Public relationships.
  11. 11. LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 - Funcional Burocrática.................................................................................22Figura 2 – Matricial......................................................................................................23Figura 3 – Orgânica – Rede........................................................................................24Figura 4 – Comunicação Organizacional Integrada....................................................26Figura 5 – Organograma administrativo da Paróquia São Paulo Apóstolo................41Figura 6 – Capa e contracapa do Timoneiro de Setembro de 2010..........................48Figura 7 – Modelo “Avisos da Semana”......................................................................93Figura 8 – Modelo do cartaz “Quero ser PasCom”....................................................96
  12. 12. LISTA DE TABELASTabela1 – Utilização de veículos de comunicação para informação..........................54Tabela 2 – Tempo que frequenta a Paróquia São Paulo Apóstolo............................55Tabela 3 – Participação em pastorais e movimentos da Paróquia.............................56Tabela 4 – Pastorais e movimentos de participação..................................................58Tabela 5 - Conhecimento sobre os meios de comunicação utilizados pelaParóquia......................................................................................................................59Tabela 6 - Meios de comunicação conhecidos...........................................................60Tabela 7 – Idade dos entrevistados............................................................................71Tabela 8 – Sexo dos entrevistados.............................................................................71Tabela 9 - Tempo que frequenta a Paróquia..............................................................72Tabela 10 – Cronograma do encontro: “Faço parte dessa rede de fé”......................98
  13. 13. LISTA DE QUADROSQuadro 1 - Concepção sobre os meios de comunicação da Paróquia São PauloApóstolo.....................................................................................................................................63Quadro 2 - Papel / função dos veículos de comunicação da Paróquia São PauloApóstolo.....................................................................................................................................65Quadro 3 - Como chegam as informações e divulgações dos eventos.....................67Quadro 4 - Meio de comunicação / resultado favorável.............................................68Quadro 5 – Tipo de informação que é de interesse das pessoas que frenquentama Paróquia.....................................................................................................................................73Quadro 6 – Modo de transmissão das informações e meios utilizados atualmente. .74Quadro 7 – Avaliação da forma de utilização dos veículos........................................76Quadro 8 – Responsabilidade pelos veículos de comunicação.................................77Quadro 9 – Avaliação criteriosa da Pascom e suas principais atividades.................79Quadro 10 – Modo como as informações de ações e eventos da Paróquia chegamaté o grupo pesquisado.....................................................................................................................................81Quadro 11 – Eficácia e utilidade dos veículos de comunicação da PasCom.............82Quadro 12 – O que falta em termos de comunicação na Igreja.................................84Quadro 13 – Três pontos fortes da PasCom..............................................................86Quadro 14 – Pontos fracos da PasCom.....................................................................87Quadro 15 – Ações para viabilização do fluxo de comunicação da pastoral.............89
  14. 14. LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 - Utilização de veículos de comunicação para informação.........................54Gráfico 2 - Tempo que frequenta a Paróquia São Paulo Apóstolo.............................56Gráfico 3 - Participação em pastorais e movimentos da Paróquia ............................57Gráfico 4 - Pastorais e movimentos de participação..................................................58Gráfico 5 - Conhecimento sobre os meios de comunicação utilizados pelaParóquia.....................................................................................................................................60Gráfico 6 – Meios de comunicação conhecidos.........................................................61
  15. 15. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO....................................................................................................................................14CAPÍTULO 1 – CONTEXTUALIZANDO ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E OS DIFERENTES ASPECTOS E CONCEITOS.............................................................................................................................201.1 ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO....................................................................................................201.1.1Histórico.......................................................................................................................................201.1.2 Conceito e situação atual ...........................................................................................................211.2 RELAÇÕES PÚBLICAS E A COMUNICAÇÃO INTEGRADA...................................................................24CAPÍTULO 2 – COMUNICAÇÃO E RELIGIÃO: CARACTERIZANDO A PARÓQUIA SÃO PAULO APÓSTOLO DE AGUDOS............................................................................................................................332.1 TRAJETÓRIA E PRINCIPAIS ASPECTOS DA COMUNICAÇÃO NA IGREJA CATÓLICA...........................332.2 A PARÓQUIA SÃO PAULO APÓSTOLO DE AGUDOS ........................................................................362.2.1 Histórico e situação atual............................................................................................................362.2.2 Estrutura organizacional e administrativa...................................................................................402.2.3 Diretrizes da Organização............................................................................................................422.2.4 Identificação dos públicos estratégicos ......................................................................................422.2.4.1 Comunidade (segmentada por faixas etárias)..........................................................................432.2.4.2 Lideranças.................................................................................................................................442.2.4.3 Grupos......................................................................................................................................452.2.5 Instrumentos de comunicação da Paróquia São Paulo Apóstolo.................................................472.2.5.1 Timoneiro.................................................................................................................................472.2.5.2 Perfil no Orkut .........................................................................................................................482.2.5.3 Blog...........................................................................................................................................492.2.5.4 Postagem de vídeos no youtube com o evangelho da semana ...............................................49CAPÍTULO 3 – AÇÕES DE ASSESSORIA DESENVOLVIDAS NA PARÓQUIA SÃO PAULO APÓSTOLO DE AGUDOS.................................................................................................................................513.1 DIAGNÓSTICO DOS INSTRUMENTOS DE COMUNICAÇÃO UTILIZADOS PELA PARÓQUIA SÃO PAULO APÓSTOLO DE AGUDOS .........................................................................................................523.1.1 Justificativa..................................................................................................................................523.1.2 Objetivos.....................................................................................................................................533.1.3 Metodologia................................................................................................................................533.1.4 Apresentação dos resultados......................................................................................................543.1.5 Considerações sobre a pesquisa..................................................................................................683.2 PESQUISA QUALITATIVA (LÍDERES E COORDENADORES)................................................................683.2.1 Justificativa..................................................................................................................................68
  16. 16. 3.2.2 Objetivos.....................................................................................................................................693.2.3 Metodologia................................................................................................................................693.2.4 Apresentação dos resultados......................................................................................................703.2.5 Considerações sobre a pesquisa..................................................................................................90CAPÍTULO 4 - PROPOSTA DE AÇÕES DE RELAÇÕES PÚBLICAS PARA A PARÓQUIA SÃO PAULO APÓSTOLO DE AGUDOS (ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO)...................................................924.1 AVISOS DA SEMANA (REFORMULAÇÃO DOS AVISOS PAROQUIAIS) – CURTO PRAZO....................924.2 QUERO SER PASCOM – MÉDIO PRAZO...........................................................................................944.3 ENCONTRO DAS LIDERANÇAS PAROQUIAIS: “FAÇO PARTE DESSA REDE DE FÉ”............................96CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................................................100REFERÊNCIAS......................................................................................................................................102ANEXO A – Timoneiro Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos........................................................105APÊNDICE A – Roteiro de questões do diagnóstico dos instrumentos de comunicação utilizados pela Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos.............................................................................107APÊNDICE B – Carta convite e roteiro de questões da pesquisa qualitativa.......................................109
  17. 17. 141 INTRODUÇÃO O assunto comunicação e religião vêm ganhado espaço no cenário atual,principalmente no que diz respeito à Igreja Católica, ainda mais quando tratamos decomunicação integrada e assessorias de comunicação. Destaca-se, neste contexto, a preocupação com a transmissão da mensagempara os fiéis de maneira clara e coerente, possibilitando utilizar os veículos decomunicação como ferramentas de evangelização. Assim, verificam-se as possibilidades de atuação do profissional de RelaçõesPúblicas, responsável por gerenciar a comunicação e promover relacionamentoscom os mais diversos públicos. O presente trabalho tem como objetivo buscar informações relacionadas aotema comunicação e religião, com foco nos instrumentos de comunicação daParóquia São Paulo Apóstolo de Agudos e de sua comunicação em geral. Procurou-se, nesse sentido entender a forma de disseminação da mensagem aos paroquianose propor ações de melhorias, respondendo o seguinte questionamento:Considerando a trajetória da Igreja Católica no que tange à utilização dacomunicação e de estratégias de aproximação com a comunidade, de que maneira oprofissional de relações públicas poderá contribuir para que esta relação seja eficaz? É um tema importante, pois além de envolver todo o público participante daParóquia, também considerou os instrumentos de comunicação e toda acomunicação em âmbito geral. Para o desenvolvimento deste estudo foi necessária a realização de pesquisabibliográfica, selecionando-se produções sobre o tema; uma pesquisa qualitativapara avaliar os instrumentos de comunicação da Paróquia e outra para levantarinformações referentes à comunicação da Paróquia com todos os paroquianos e asociedade. Isto posto, apresentam – se a seguir as hipóteses, objetivos,metodologia eestruturação do presente estudo.Hipóteses • A comunicação religiosa tem ganhado espaço, uma vez que a Igreja Católica está trabalhando em prol de uma comunicação moderna com
  18. 18. 15 novas tecnologias; • É notório que até os dias de hoje, a seguinte indagação é muito presente no meio religioso: “É possível evangelizar através dos meios de comunicação?”; • As assessorias de comunicação trabalham de forma a concretizar o que hoje é chamado de comunicação integrada; • A comunicação integrada é considerada uma das premissas de um futuro próximo, uma vez que pressupõe a união das áreas de comunicação; • Modo geral, o profissional de relações públicas está apto a ser gestor de uma assessoria de comunicação, pois possui facilidade de relacionamentos e identificação com os públicos de interesse da organização.ObjetivosObjetivo Geral Desenvolver um estudo teórico-prático destacando as interfaces entrecomunicação e religião visando a implantação de ações de comunicaçãoconfiguradas como assessoria de comunicação.Objetivos Específicos • Selecionar na literatura, autores que tenham produções sobre o tema para elaborar a fundamentação teórica; • Identificar e analisar a utilização dos instrumentos de comunicação na Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos; • Desenvolver pesquisa que possibilite analisar sobre a comunicação entre Paróquia e paroquiano e todo o seu âmbito comunicacional; • Elaborar proposta de assessoria de comunicação para a Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos, utilizando ferramentas de relações públicas.
  19. 19. 16Metodologia Considerando o direcionamento do estudo proposto foi necessário realizardiferentes tipos de pesquisa:Pesquisa bibliográfica Dada a abordagem deste estudo, identificou-se na literatura, autores que têmdesenvolvido produções sobre o tema. Deste modo, buscou-se informações sobre Igreja Católica e comunicação,assessoria de comunicação, comunicação organizacional integrada. Essa pesquisa teve início em Fevereiro / 2010, estendendo-se até Outubro/2010.Diagnóstico dos instrumentos de comunicação utilizados pela Paróquia SãoPaulo Apóstolo de Agudos Devido à importância de se obter informações sobre os instrumentos decomunicação utilizados pela Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos, realizou-sepesquisa junto aos paroquianos que fazem parte da comunidade, segmentados porfaixa etária (crianças, jovens, adultos e idosos). Para tanto, utilizou-se os princípios da pesquisa qualitativa com o público decada faixa etária mencionada. Essa pesquisa teve início no final do mês de Abril / 2010, estendendo – se atéo mês de Maio /2010.Pesquisa qualitativa Levando-se em conta a necessidade de obter opiniões de pessoas que fazemparte dos diversos grupos de interesse da Paróquia São Paulo Apóstolo, foidesenvolvida uma pesquisa qualitativa com membros destes grupos. Desta forma foi necessário identificar, selecionar, pesquisar e sistematizar asinformações coletadas referentes às opiniões expressadas pelos profissionais sobreo tema.
  20. 20. 17 Essa pesquisa teve inicio no segundo semestre de 2010.Proposta de Assessoria de Comunicação A partir das pesquisas mencionadas e da identificação e análise dosinstrumentos de comunicação que a Paróquia São Paulo Apóstolo possui paraaproximação com os fiéis apresentou-se uma proposta de assessoria decomunicação. Para isto, primeiramente foi preciso reconhecer o histórico da organização,bem como suas principais características e cultura. Essa atividade foi desenvolvida no segundo semestre de 2010.Estruturação do trabalho Este estudo teve inicio no primeiro semestre de 2010, na disciplina “Métodose Técnicas da Pesquisa em Comunicação Social II” iniciando o processo depesquisa bibliográfica e o diagnóstico dos instrumentos de comunicação utilizadospela Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos. Logo após, no segundo semestre de2010, desenvolveu-se a pesquisa qualitativa e a proposta de assessoria decomunicação. Para sistematização das informações obtidas estruturou-se o trabalho em trêscapítulos: • Capítulo 1 – Contextualizando assessoria de comunicação e os diferentes aspectos e conceitos: Apresenta os fundamentos teóricos referentes aos conceitos de assessoria de comunicação e relações públicas e a comunicação integrada. • Capítulo 2 – Comunicação e religião: caracterizando a Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos: Destaca a trajetória e os principais aspectos da comunicação na Igreja Católica, a caracterização da Paróquia São Paulo Apóstolo, identificando sua estrutura organizacional, diretrizes e seus públicos estratégicos. Também neste capítulo estão descritos os instrumentos de comunicação da instituição pesquisada. • Capítulo 3 – Ações de assessoria desenvolvidas na Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos: Apresenta as informações coletadas por meio das
  21. 21. 18 pesquisas desenvolvidas (diagnóstico e pesquisa qualitativa) e as ações de assessoria de comunicação que poderão ser desenvolvidas a curto, médio e longo prazo na referida Paróquia.• Capítulo 4 - Proposta de ações de relações públicas para a Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos: Destaca as ações como parte de um processo de assessoria de comunicação para a Instituição a curto, médio e longo prazo.• Considerações finais: destaca os aspectos fundamentais do trabalho.
  22. 22. 19 Capítulo 1Contextualizando assessoria decomunicação e os diferentes aspectose conceitos
  23. 23. 20CAPÍTULO 1 – CONTEXTUALIZANDO ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E OS DIFERENTES ASPECTOS E CONCEITOS O presente capítulo apresenta o histórico e trajetória das assessorias decomunicação, ao mesmo tempo em que destaca o processo de comunicaçãointegrada e o papel do profissional de relações públicas neste contexto.1.1 ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO1.1.1Histórico Ao tentar traçar uma linha sobre o surgimento das chamadas Assessorias deComunicação Social (ACS), há múltiplos caminhos para definir o início destaatividade. Segundo Souza (1994, p.40), “a assessoria nasceu da organização militarestabelecida pelo rei Gustavo Adolfo da Suécia, no século XVII, mais tarde seguidapelos exércitos da Prússia e da Rússia”. Diferentemente deste contexto, Wels (2004) define que as assessoriassurgiram juntamente com o início das atividades de relações públicas, quando ojornalista Ivy Lee foi contratado para prestar assessorias a empresários. Outro aspecto inerente ao tema é o fato de que com o surgimento dasassessorias no âmbito empresarial, o governo começou a preocupar-se com oassunto implantando em seus sistemas este tipo de serviço. De acordo com Wels (2004, p.6): nesses episódios,que marcaram a trajetória inicial das assessorias de comunicação no âmbito governamental,observa-se em geral,a agregação das atividades de relações públicas,jornalismo e publicidade compondo ações integradas de assessoramento oficial na área da comunicação social. A partir desta perspectiva, insere-se um conceito muito discutido nos dias dehoje: a comunicação integrada. No entanto, é importante destacar que à medida que os profissionais derelações públicas ganharam espaço na área de comunicação, foram surgindo váriascontribuições para o cenário organizacional em todos os setores, como pode serobservado no pensamento de Amaral (2003, p. 59, apud WELS, 2004, p. 5):
  24. 24. 21 as relações públicas mudaram da atitude de ‘o público que se dane’ ou ‘que o público seja enganado’, preponderantemente no século XIX, para ‘que o público seja compreendido’, quando, no pós-guerra, os assessores de relações públicas passaram a ajustar clientes e públicos. Com isso, é possível perceber que as relações públicas mudaram o conceitode imagem e estratégia das organizações: cenário perfeito para a implantação deuma assessoria de comunicação.1.1.2 Conceito e situação atual Na contemporaneidade, muito tem se difundido a respeito das assessorias decomunicação e suas competências. Mas, afinal, o que é uma Assessoria de Comunicação Social (ACS)? De acordo com Sonnwend (apud ANDRADE, 1994, p. 40): há divergência entre autores a respeito da conceituação de assessoria. Tradicionalmente o conceito de assessoria é de auxílio à linha, sem interferência de comando. Aos componentes da assessoria cabe colher dados, estudar, planejar, propor soluções, estabelecer programas, métodos, normas, integrar idéias, patentear as necessidades da empresa, estabelecer-lhe a estratégia. Quando duas ou mais pessoas trabalham juntas, esclarece Louis Allen, distinguem-se quem toma decisões diretamente relacionadas à consecução dos resultados finais e quem provê de conselho e serviço para tomar aquelas decisões. A partir desta definição, pode-se inferir que as empresas atuais necessitamdispor de programas de comunicação que facilitem seus relacionamentos internos eexternos com os mais variados públicos. E é exatamente o papel primordial de umaassessoria de comunicação, assim como afirma Wels (2004, p.7): [...] reafirma-se a necessidade de as organizações disporem de um programa efetivo de comunicação, que contemple tanto os processos internos, quanto externos, promovendo ações institucionais que construam pontes entre a administração e seus colaboradores, e entre a organização e a sociedade, esta representada pelos públicos vinculados. Para tanto, o campo da comunicação social ligado às organizações, abarca as três grandes searas de comunicação que o compõem: as relações públicas, o jornalismo e a publicidade e propaganda. Conforme o exposto pode-se dizer que as assessorias de comunicaçãotraduzem todas as necessidades de uma organização e desenvolvem todo tipo deação como gestora dos processos. Diferentemente destas proposições, apresenta-se o pensamento de Curvello(2002, p. 132): “as assessorias de comunicação, como a própria designação indica,
  25. 25. 22são consideradas estruturas staff1. Servem para consultar, assessorar, mas não teautoridade alguma sobre as demais áreas da organização”. Este princípio parte do pressuposto de que as organizações não dão a devidaatenção para as assessorias de comunicação, o que culmina em modelos de gestãoconforme apresentado abaixo: Diretoria Assessoria de ComunicaçãoFigura 1 - Funcional BurocráticaFonte: CURVELLO, João J. A.; DUARTE, Jorge (Org.), 2002. Neste modelo é perceptível que as ações propostas pelas assessorias decomunicação são utilizadas apenas como acessórios dentro das organizações. Osprofissionais estão ligados à diretoria, mas são somente consultados para algumassituações, ou seja, não possuem autonomia para gerenciar a comunicação interna eexterna. Ainda de acordo com Curvello (2002), as organizações estão começando afirmar outros modelos de assessorias, o que pode ser denominado de estruturasmatriciais2, conforme demonstrado a seguir:1 Staff: 1. conjunto de pessoas que compõem os quadros de uma empresa ou instituição; pessoal. Disponível em < http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa-ao/staff >. Acesso em: 25 Abril 2010.2 [...] estruturas provisórias, centradas em projetos específicos, que englobam equipes multidisciplinares. [...] Nesses espaços, abre – se uma oportunidade única para inserção dos assessores de comunicação, permitindo a interação e integração com representantes de outras áreas da comunicação. (CURVELLO, 2002, p. 133)
  26. 26. 23Figura 2 – MatricialFonte: CURVELLO, João J. A.; DUARTE, Jorge (Org.), 2002. A estrutura matricial permite à organização uma estrutura de hierarquias pré-definidas, funcionando como solucionadora de problemas, desenvolvendo atividadescomuns entre todos e permitindo uma aproximação entre comunicação eorganização (público interno). Ainda assim, as organizações estão calcadas em tradicionalismo que, decerta forma, utiliza o trabalho do assessor apenas como um mero “divulgador” deplanos, propostas e ações a médio e longo prazo. Como conseqüência aos avanços da modernidade, não se pode deixar decitar as novas tendências atuais em que se estruturam as organizações que, agoraconstituem – se como redes conectadas interna e externamente. Segundo Curvello (2002, p. 135): nessa visão mais abrangente, a comunicação perpassa em todas as direções o tecido organizacional. Não é responsabilidade de um profissional ou mesmo de uma só área, mas configura – se como algo que ao mesmo tempo atribui sentido e permite estabelecer regras de relacionamento entre a organização e seus públicos. Estas afirmações estão presentes na figura a seguir:
  27. 27. 24Figura 3 – Orgânica – RedeFonte: CURVELLO, João J. A.; DUARTE, Jorge (Org.), 2002. Esta estrutura moderna permite às organizações trabalharem como uma redeinterligada, onde as atividades não ficam sob a responsabilidade somente de umprofissional, mas sim de todos os envolvidos nas ações e processos. Configura-se então a implantação de um programa de relacionamento entreos públicos envolvidos, consolidando o papel da organização como mediadoradestas relações. Dentro deste contexto acentua-se então a importância da comunicaçãoorganizacional integrada, uma vez que este processo é fator primordial para que, decerta forma, as organizações passem a dispor dos serviços das assessorias decomunicação, considerando – a como gestora das políticas comunicacionais e parteintegrante das propostas e planejamentos.1.2 RELAÇÕES PÚBLICAS E A COMUNICAÇÃO INTEGRADAUma nova prática comunicacional vem sendo divulgada desde os anos 80 com opropósito de unir as áreas afins da comunicação social e formar uma só assessoriatrabalhando para a organização. A tal prática deu-se o nome de ComunicaçãoIntegrada que vai além de uma simples comunicação, mas também uma área deconvergência, um verdadeiro mix.
  28. 28. 25Neste contexto insere-se o pensamento de Palmerston et.al.(2007, p.3 - 4): [...] conclui-se que a comunicação integrada é a estruturação da comunicação nas organizações que congrega dois vértices: comunicação institucional e comunicação mercadológica. Essa atividade parte do princípio de que se deve trabalhar integradamente todas as áreas das organizações que lidam diretamente com os públicos, tais como: jornalismo, produção editorial, publicidade e propaganda, relações públicas, entre outras. Desse modo, serão alcançados resultados positivos nas ações comunicativas empreendidas pelas organizações. Percebe-se portanto a relevância da aplicabilidade de um trabalho de comunicação integrada numa organização. Tal atividade pode ser entendida como um trabalho unificado dos profissionais de diversas áreas das organizações, realizado sinergicamente, em que cada profissional desenvolve sua função, porém todos com objetivos em comum, tendo em vista, sobretudo, os públicos a serem atingidos. Diante desta afirmação, pode-se considerar que a comunicação integradatrabalha com a soma de esforços para o bem de uma Organização, para que suanecessidade seja suprida.De acordo com Palma (1983, p.19 apud KUNSCH 2003, p.151-152): quando tratamos da comunicação planejada na empresa ou qualquer instituição,queremos ir além da independência linear, cronológica, que se possa admitir entre relações públicas, jornalismo e publicidade e propaganda. Queremos crer nas múltiplas possibilidades e necessidades de interposição, de fusão e de reescalonamentos circunstanciais, na aplicação das funções das três atividades. A partir do pensamento exposto, nota-se que as áreas de comunicaçãotrabalham em processo com uma só linha de pensamento e ações, para quepossam construir juntas, cada uma com sua função previamente delimitada, planosde comunicação completos e voltados para todas as especificidades, comopodemos observar no organograma das assessorias de comunicação nas empresas. Ainda de acordo com Kunsch (2003, p.150), a comunicação integradaconverge com diversas áreas. Para a pesquisadora: Pressupõe uma junção da comunicação interna e da comunicação administrativa, que formam o mix, o composto da comunicação organizacional. Com base nesta concepção é necessário ter uma visão total, tanto decomunicação institucional, como de mercadológica e interna, formando assim ummix da comunicação, conforme apresentado na figura abaixo:
  29. 29. 26Figura 4 – Comunicação Organizacional IntegradaFonte: KUNSCH, Margarida M. K., 2003. Diante do exposto, pode-se dizer que a comunicação organizacional forma omix das ações de comunicação que congregam todas as áreas de uma organizaçãodesenvolvendo atividades conjuntas e vivenciando o fluxo de informações como umarede. Deste modo, a comunicação institucional é a responsável pela formação daimagem e da identidade de uma organização, criando as condições para a obtençãodo respeito e credibilidade por parte da sociedade. De acordo com Kunsch (2003, p. 164): a comunicação institucional está intrinsecamente ligada aos aspectos corporativos institucionais que explicitam o lado público das organizações, constrói uma personalidade creditiva organizacional e tem como proposta básica a influência político –social na sociedade onde está inserida Por outro lado encontra-se no mix a comunicação mercadológica que trabalhao lado da divulgação publicitária, os produtos e serviços de uma organização. Para a pesquisadora:
  30. 30. 27 a comunicação mercadológica é responsável por toda a produção comunicativa em torno dos objetos mercadológicos, tendo em vista a divulgação publicitária dos produtos ou serviços de uma empresa. Está vinculada diretamente ao marketing de negócios. (KUNSCH, 2003, p.162). É preciso, no entanto, considerar que a comunicação interna é compreendidacomo a forma de interação entre organização e colaborador, conforme édemonstrado no pensamento de Kunsch(2003, p. 154), que assim se posiciona:“comunicação interna corre paralelamente com a circulação normal da comunicaçãoque perpassa todos os setores de organização, permitindo seu plenofuncionamento”. Desta forma, existe a necessidade de se desenvolver a comunicaçãointegrada dentro das organizações, formando uma só cadeia de pensamentos esoma de forças para alcançar o único o objetivo: fixar a marca e a identidade daorganização. Ainda se tratando de comunicação Integrada, destaca-se o pensamento deBorges et.al. (2010, p. 3 e 4): a comunicação integrada é a estruturação da comunicação nas organizações que congrega dois vértices: comunicação institucional e comunicação mercadológica. Essa atividade parte do princípio de que se deve trabalhar integradamente todas as 4 áreas das organizações que lidam diretamente com os públicos, tais como: jornalismo, produção editorial, publicidade e propaganda, relações públicas, entre outras. Desse modo, serão alcançados resultados positivos nas ações comunicativas empreendidas pelas organizações. Percebe-se portanto a relevância da aplicabilidade de um trabalho de comunicação integrada numa organização. Tal atividade pode ser entendida como um trabalho unificado dos profissionais de diversas áreas das organizações, realizado sinergicamente, em que cada profissional desenvolve sua função, porém todos com objetivos em comum, tendo em vista, sobretudo, os públicos a serem atingidos. Com efeito, cabe a cada área da comunicação social (relações públicas,jornalismo e publicidade e propaganda) administrar seus processos comunicacionaisdentro de uma assessoria de comunicação social, mas também tendo aptidões àsoutras funções de outras áreas para saber como funcionam todos os processos. Diferentemente deste contexto Bueno (2009, p. 49) destaca: vamos ser mais precisos: quando nos referimos à comunicação integrada, não queremos apenas dizer que as atividades de comunicação se tangenciam numa organização, mas que elas se integram umbilicalmente ao processo de gestão, de planejamento, de marketing e obedecem a uma política e diretrizes comuns. A comunicação se integra não na superfície, não é uma questão de epiderme, mas de DNA, de cultura. É para valer mesmo.
  31. 31. 28 Para o autor a comunicação integrada não se concretiza, uma vez que namaioria das organizações, todas as suas áreas trabalham isoladamente: na maioria dos casos, em nossas organizações ( pelo menos na maioria que conhecemos por aqui), nem ao menos a comunicação interna e a externa estão articuladas e são tratadas com planos, ações e estratégias que se diferenciam bastante e muitas vezes se antagonizam. Além disso, ainda se cultiva na Comunicação Empresarial uma rejeição profunda às atividades de marketing e vendas, como se fosse possível (e razoável) separar o institucional do mercadológico. (BUENO, 2009, p. 49) Apesar do exposto pelo pesquisador, ainda é possível acreditar em umprocesso que congregue as áreas da comunicação social, para que exista umtrabalho em conjunto e os resultados produzidos para a organização sejam eficazes,como é demonstrado no pensamento de Palmerston et.al (2007, p. 5 – 6): para que a comunicação integrada atinja a eficácia é necessário principalmente o conhecimento de cada habilitação por parte dos profissionais. É preciso também, respeito, pois só assim cada um terá liberdade para opinar e compartilhar as funções exercidas pelos demais profissionais envolvidos.Diante desse quadro, o mais importante para se desenvolver a comunicação integrada é ter a consciência que todos estão atuando para atingir um objetivo comum, que é atender a organização para a qual trabalham da melhor forma possível. É encontrar um equilíbrio, ter respeito pelo profissional de cada área, conhecimento das especificidades de cada um e acreditar que, no dia - a -dia da empresa, todos vão desenvolver atividades diversificadas de acordo com a necessidade da organização. Insere-se, neste sentido, o profissional de relações públicas habilitado paratrabalhar com a comunicação integrada e as respectivas competências paradesenvolver de forma adequada o relacionamento público - organização. Segundo Kunsch (2003, p.185): as relações públicas,graças ao papel que lhes cabe de lidar com públicos multiplicadores e ao planejamento que essa função exige,têm muito a contribuir para a eficácia da comunicação integrada nas organizações, justamente por sua capacidade de se dirigir diretamente a vários segmentos de públicos, usando comunicação específica. Dentro das finalidades do profissional de relações públicas, Kopplin eFerraretto (2001, p. 14) destacam: a área de RP, portanto, vai se preocupar com a criação, planejamento e execução de programas de integração interna e externa. Assim, coordena desde festividades para funcionários ou cumprimentos a eles por aniversários, casamentos e dias especiais, como o da secretária, até atividades de cunho social, esportivo ou cultural, concursos, participação de organização em eventos, cerimonial e protocolo, elaboração de peças
  32. 32. 29 institucionais em conjunto com os setores AI e PP ou envio de mensagens (telegramas, ofícios, convites) a pessoas ou entidades relacionadas com a instituição. Os relações públicas terão, ainda, as responsabilidades de realizar pesquisas para conhecer opiniões, hábitos e atitudes dos públicos; manter cadastros atualizados dos vários segmentos de interesse para a instituição, além de referências históricas do próprio assessorado; e participar na definição de estratégias globais de comunicação. Ainda sobre o papel dos profissionais de relações públicas como assessor,Simões (1980, p. 2 e 3 grifo nosso), apresenta as funções da seguinte maneira: Funções: Pesquisa, Planejamento, Assessoramento, Execução, Coordenação e Avaliação. Tarefas: Em Pesquisa: Realiza e/ou manda realizar por empresas especializadas em sondagem de opinião, pesquisas de opinião e atitudes sobre a imagem, o conceito e a credibilidade da organização; Coleta informações através da imprensa escrita, falada e televisionada; Identifica e caracteriza os públicos (grupos que afetam os objetivos da empresa); Realiza pesquisa de leitura e leitura e leiturabilidade; Realiza pesquisa de hemerografia; Coleta sugestões solicitações e queixas; Analisa e interpreta os dados das pesquisas; Experimenta novos métodos e técnicas de Relações Públicas. Com isto, é imprescindível pensar que a pesquisa notadamenteidentifica e abre caminho para a implementação de novas ações interna eexternamente nas organizações, pois trabalha com informações fornecidaspelo próprio público de interesse. Em Planejamento: Elabora o planejamento de Relações Públicas, constituído de objetivos, estratégia, tarefas, cronogramas e orçamento;Elabora programas de Relações Públicas;Seleciona métodos e técnicas de Relações Públicas. O planejamento, como o próprio nome já diz,vai estruturar de formalinear e cronológica as ações nas Organizações, através de um plano deRelações Públicas bem elaborado. Em Assessoria: Fornece pareceres, apresenta alternativas e recomenda atividades à decisão da Direção sobre: estratégia e políticas de Relações Públicas; políticas de propaganda institucional; política de mecenato (doações), motivação dos recursos humanos e política de responsabilidade social;Assiste à Direção e qualquer elemento de organização em todas as oportunidades de representação da empresa.
  33. 33. 30 Com base no planejamento elaborado pelo profissional de relaçõespúblicas, será possível propor uma ação de assessoria contribuindo com aempresa externa e internamente. Em Execução: Cria, redige, produz e distribui informações específicas do seu setor, tanto para a imprensa, como para outros públicos específicos;Supervisiona a criação e a produção de folhetos, cartazes, quadros de avisos, mostras, audiovisuais, filmes, relatórios e outras peças;Organiza e realiza atos culturais, como, congressos, conferências, seminários, encontros, etc.;Organiza e realiza atos sociais como, aniversários, jantares, coquetéis;Organiza e realiza eventos especiais, como, inaugurações, comemorações, visitas, open-house, viagens;Dirige o cerimonial;Redige discursos, mensagens etc;Organiza e assiste entrevistas individuais e/ou coletivas com a imprensa ou outros grupos;Visita líderes de opinião;Representa a empresa em atos públicos;Supervisiona o arquivo de públicos, de imprensa, fotográfico, clichês, fotolitos, discos, documentação etc;Administra material, pessoal e verba do seu setor;Informa à Direção de todos os problemas de Relações Públicas em potencial, recomendando soluções (10% do seu tempo); Emite e responde correspondência. No que se refere à execução, o profissional de relações públicas possuium misto de diversificadas funções que vão desde a organização de eventosdo mais diversos gêneros, até a gestão da comunicação. Em Coordenação: Coordena as políticas e atividades das filiais e dos setores (departamento) da organização. Como já dito anteriormente, cabe às relações públicas se destacaremcom função de gestor da política comunicacional da organização, pois esteprofissional possui habilidades para dinamizar as relações com os diversospúblicos-alvo, ou seja, o target da organização. Em Avaliação: Avalia os resultados dos planejamentos, programas, métodos e técnicas, orientando as reformulações ou esforços necessários. Como todo bom profissional, os relações públicas desenvolvem ações quesão monitoradas e avaliadas, para que seja possível identificar quais foram osresultados favoráveis e os pontos que poderão ser melhorados na próxima ação aser desenvolvida. Este profissional tem primordial função dentro da comunicação integrada,uma vez que, na condição de gestor da comunicação e multiplicador de
  34. 34. 31relacionamentos, possui facilidade para lidar com a comunicação e seus diversossegmentos dentro e fora das organizações. De acordo com Palmerston et.al. (2007, p. 7): o relações-públicas está apto para a criação de estratégias que assegurem uma imagem positiva a organizações de qualquer porte ou natureza, seja em relação ao seu quadro funcional ou à comunidade em geral. O profissional tem como atribuição planejar, a comunicação de forma sistematizada, estabelecendo elos entre os públicos e os objetivos organizacionais. A essência da atividade é a conscientização, democratização e difusão de informações em esfera mais ampla, de forma a contribuir para a imagem da organização que representa. A leitura de cenários futuros, a preocupação com a cultura e a identidade das organizações, a cidadania corporativa, o planejamento de ações são perspectivas que permeiam a ação do profissional de relações públicas. Dessa forma, o profissional de relações públicas, utilizando – se dacomunicação integrada e de sua capacidade de gerir bons relacionamentos poderápropor ações de assessoria no que tange à utilização da comunicação no contextoda Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos. A seguir apresenta-se a trajetória dainstituição estudada.
  35. 35. 32 Capítulo 2Comunicação e religião:caracterizando a Paróquia São PauloApóstolo de Agudos
  36. 36. 33CAPÍTULO 2 – COMUNICAÇÃO E RELIGIÃO: CARACTERIZANDO A PARÓQUIA SÃO PAULO APÓSTOLO DE AGUDOS Neste capítulo abordam-se os principais aspectos referentes à comunicaçãona Igreja Católica, destacando a Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos.2.1 TRAJETÓRIA E PRINCIPAIS ASPECTOS DA COMUNICAÇÃO NA IGREJA CATÓLICA Pode-se notar primeiramente que, em termos de comunicação religiosa, há nafigura de Jesus Cristo o pioneirismo, pois Ele é considerado o maior comunicador dahistória com suas pregações e ideais que culminou no cristianismo. a comunicação tem sido um grande alicerce na história de nossa igreja. Grande parte de nossa doutrina foi passada da comunicação dos apóstolos para os seus seguidores, e continua sendo assim até hoje. Podemos pegar logo no inicio da vida da Igreja, livro de Atos dos Apóstolos temos o discurso de São Pedro para mais de 3.000 pessoas, convertendo-as assim a fé cristã vários pagãos. Esse foi apenas o pontapé inicial da comunicação na vida de nossa igreja. (A COMUNICAÇÃO..., c2010) Deste modo, a comunicação dentro do sistema religioso envolve diferentesaspectos humanos, principalmente quando se trata da Igreja Católica, que possuicomo requisito primordial, propagar seus ideais, utilizando estratégias paraaproximação com os fiéis. De acordo com Pirolo (2009, p. 2): a comunicação, para a Igreja Católica, não é só um meio para a propagação de suas mensagens. O objetivo, em sua utilização, está na comunhão dos princípios católicos e na aproximação do clero, detentor do conhecimento teológico, com os fiéis, leigos. Esta atenção da Igreja para com a área comunicacional está registrada no decreto Inter Mirifica3, que aborda principalmente o direito dela em utilizar os meios de comunicação para cumprir sua finalidade de propagar e firmar o Reino de Deus, visando o estabelecimento de novos caminhos de comunicação para a transmissão de informações e compartilhamento de idéias. Com este princípio, pode-se destacar que a Igreja Católica tem relação diretacom os meios de comunicação social e necessita utilizá-los para manter3 Inter Mirifica – Trata-se de uma decreto do Varticano sobre os meios de comunicação social . Disponível em: < http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat- ii_decree_19631204_inter-mirifica_po.html>. Acesso em: 22 Ago 2010.
  37. 37. 34aproximação com seu público, já que sempre foi uma Instituição com carátercomunicacional, como citado no início do capítulo, pois possui um ícone (JesusCristo), que é reconhecido no mundo todo. Em contrapartida a estes pressupostos, a trajetória da comunicação na IgrejaCatólica se deparou com barreiras, muitas vezes, quando se tratava de falta derecursos disponíveis para o setor. Segundo Pessinatti (1998, p.53): a igreja Católica, que foi a grande propagadora da comunicação escrita, e que foi,desde o Sacro Império,a detentora exclusiva dos meios de comunicação,encontra-se hoje despreparada diante dos desafios propostos pela era da informação. Era perceptível a precariedade dos meios de comunicação neste setor queproduzia informações com falta de recursos e investimentos. Assim como refletePessinati (1998, p.53): mesmo após a publicação e do estímulo provocado pelo documento Communio et Progressio4,do Papa Paulo VI,os meios da Igreja(jornais,rádio TV)incomunicaram. Falam para si mesmos, além da falta de recursos técnicos e atualização jornalística. Estas indagações permitem refletir com base no pensamento de Dias (2001,p.181): a presença da Igreja nos meios de comunicação e a guerra pela audiência deixa no ar a indagação: é possível evangelizar a partir dos meios de comunicação?Como interpretar o mandato do fundador do cristianismo expresso no Evangelho como “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Notícia a todos os povos” (Mc 16,15)? Pode-se então, complementar com o posicionamento de Beltrami (apudPESSINATTI, 1998, p. 239), ao tratar da dificuldade sentida pela Igreja Católica emtermos de comunicação: essa dificuldade pode ser constatada no contraste entre aquilo que a Igreja deseja comunicar, como instituição, e o que os profissionais e empresários da grande mídia desejam comunicar como cidadãos.A Igreja precisa rever seu papel em relação ao Estado; sua autonomia precisaria ser mais explicitada.Contudo, a Igreja encontrará o caminho para superar essa dificuldade de se mostrar para a cidade no investimento direto no setor.4 Communio et Progressio: Trata-se de uma instrução pastoral sobre os meios de comunicação social publicada por mandato do concílio ecumênico II do Vaticano.
  38. 38. 35 Por outro lado, além dos problemas que existiam na comunicação religiosa,surgiram e ainda estão surgindo conceitos e proposições de evangelização por meiodas novas mídias, o que transporta a um caminho de perspectivas para este cenário,assim como é demonstrado no pensamento de Pirolo (2009, p. 2): a carta apostólica O Rápido Desenvolvimento5 exprime o desafio da Igreja de evangelizar em meio a um mundo rico de potencialidades comunicativas. A instituição tem o desafio de equilibrar seu conhecimento tradicional, milenar, com as exigências do mundo moderno: dinâmico, simples e veloz. Cabe a Igreja tomar isso como uma missão para o terceiro milênio, atuando de forma ética e moral no compartilhamento e no desenvolvimento da informação, promovendo, então, uma formação cristã que fomente a vida em comunidade. Dentro deste contexto, é possível citar a organização de grupos de interessee profissionais da área, na chamada Pastoral da Comunicação6 que desenvolveações de comunicação para a Igreja Católica com a participação de jornalistas,relações públicas, publicitários e demais leigos interessados no assunto. De acordo com Beltrami (1998, p. 238), a Pastoral da Comunicação deve agirem três direções: “nos meios, incidindo sobre os profissionais da comunicação;através dos meios, preocupando – se com a linguagem e o uso dos meios; e diantedos meios, promovendo uma permanente leitura crítica da comunicação”. Partindo desta pastoral e de suas ações, todo o ano comemora-se o DiaMundial das Comunicações Sociais e, a cada comemoração é definido um tema aser trabalhado. Com isso, para o 44º Dia Mundial das Comunicações comemorado no dia 16de Maio do ano de 2010, a Igreja Católica propôs o seguinte tema: ”O sacerdote e apastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra”7. A proposta tinhao intuito de refletir sobre a divulgação de Jesus Cristo por meio das novas redessociais e, mostrar ao homem que é possível evangelizar com a comunicação.5 O Rápido Desenvolvimento: trata-se de uma carta apostólica apresentada ao sumo pontífice João Paulo II em 21 de Fevereiro de 2005, que contém a intervenção de D. John Patrick Foley e D. Renato Boccardo.6 [...]É a pastoral do ser e estar em comunhão com a comunidade. É a pastoral da acolhida, da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária e do planejamento democrático do uso de recursos e instrumentos que facilitem o intercâmbio de informações e de manifestações das pessoas no interior da comunidade ou da comunidade para o mundo que o rodeia. É a pastoral da valorização das expressões da cultura humana. Disponível em < http://www.cnbbco.org.br/pastoral_comunicacao_detalhe.php?id_pastoral=1> Acesso em: 11 mar 2010.7 Extraído da mensagem completa do Papa Bento XVI para o 44º Dia Mundial das Comunicações. Está disponível no site < http: //www.cnbb.org.br/site/comissoes-episcopais/comunicacao-social/setor-comunicacao- social/1298-mensagem-do-papa-bento-xvi-para-o-44o-dia-mundial-das-comunicacoes>. Acesso em: 11 mar 2010.
  39. 39. 36 Desta forma, insere-se o pensamento de Jesus (2010, p. 3), que faz mençãoà Internet como forte aliada à comunicação religiosa: [...] utilizada adequadamente, pode incrementar a propagação da mensagem da Igreja,além de ser um instrumental extremamente útil para que os públicos internos que trabalham como lideranças sejam informados e instruídos em suas ações. Sendo assim, é notório justificar que apesar dos meios de comunicação paraa religião estarem ligados à trajetórias históricas não favoráveis, muito tem sidorealizado para mudar este cenário, seja por intermédio das Pastorais daComunicação ou pela evangelização com as novas mídias. Atividades que tendem atrazer benefício para este segmento e um avanço para inserir as ações dasassessorias de comunicação, prestando serviços a comunicação religiosa que talvezseja o futuro setor em expansão.2.2 A PARÓQUIA SÃO PAULO APÓSTOLO DE AGUDOS2.2.1 Histórico e situação atual A Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos iniciou suas atividades em 3 deJulho de 1898,quando se formalizou a transcrição da Portaria de criação da novaparóquia. Segundo Marco e Silva (1998, p. 17 e 18), o fundador da cidade de Agudos,Faustino Ribeiro da Silva foi o responsável pela doação das terras para a construçãoda primeira capela: em certidão fornecida pelo Escrivão de Paz e Oficial de Registro Civis da vila do Espírito Santo, João Pedro de Oliveira, datada de 11 de maio de 1894 (portanto a escritura da doação foi antes dessa data), consta que, no Livro 19, fls. 37 verso e 38, deu – se a escritura de doação de Faustino e sua mulher ao Apóstolo São Paulo, de umas terras na Fazenda Bom Sucesso, no valor de três contos de réis, e do seguinte teor: “principiando a divisa, do mesmo terreno doado pelo veio d’água de uma morada pertencente aos doadores do lado nascente e continuando até preencher o número de alqueires e frações que resultarão da divisão dos trezentos mil contos de réis de legítima de conformidade do valor atribuído a cada alqueire no inventário referido e sua avaliação, divisas que serão marcadas de acordo com a autoridade eclesiástica”. Desta forma constituiu – se então a primeira capela na cidade de Agudos, quetornou – se paróquia através da transcrição da Portaria, que foi lida e certificada na
  40. 40. 37primeira missa paroquial pelo primeiro pároco: Padre Xavier Arella. Padre Xavier Arella deu inicio à construção da Igreja Matriz, que em algunsaspectos, ainda é a estrutura que se tem hoje. Esta construção iniciou – se com aajuda de figuras notáveis da cidade: Sr. Arcângelo Napoleone e Sr. Arsênio DeConti. Em 9 de Dezembro de 1909, o primeiro Bispo Diocesano de Botucatu8 DomLúcio Antunes de Souza empossou o segundo pároco: Padre Manoel Nascimento deOliveira. A Paróquia São Paulo Apóstolo ainda não tinha um templo completo queatendesse a população da época. A construção foi realizada aos poucos, de acordocom os recursos disponíveis. Em 8 de Setembro de 1910, Pe. Manoel Nascimento de Oliveira fez a bençãono interior do templo ainda inacabado. Marco e Silva (1998, p. 46) descrevem o ato solene da seguinte forma: esse ato solene foi celebrado às 10 horas da mencionada data – festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora -, pelo 1º Bispo de Botucatu ( Dom Lúcio Antunes de Souza) a cuja diocese se vincula nossa paróquia ,tendo paraninfado o ato o Cel. Delfino Alexandrino de Oliveira Machado, o Cel. Antônio José Leite e Sra., Joaquim Cintra de Paula e Sra., Cel. Virgílio Rocha, e as Sras. Maria das Dores Cintra, Maria da Penha G. de Paula, Mariana Machado e Sebastiana Morato Leite. Entre os anos de 1910 a 1920 a instituição passou por algumas dificuldades,principalmente na gestão de Frei Domingos de Rieri (1914 e 1915) que encontrou aIgreja somente rebocada e, desta forma, concluiu a sua construção. Ainda de acordo com Marco e Silva (1998, p. 47): a Igreja concluída era pequena, compreendendo a nave e o presbitério, sem as abas laterais( depois das colunas internas), que foram construídas posteriormente, sendo sua profundidade bem menor que a da atual Matriz (em outra reforma a nave englobou o presbitério, e este teve nova construção). Mesmo com todos os empecilhos, a Paróquia São Paulo Apóstolo conseguiuem 27 de Janeiro de 1917 a sua inauguração definitiva, com a estrutura totalmentereformada. Também neste período, durante a administração do Cônego JoséGorgam, foi construído a calçada em frente à Paróquia.8 A Paróquia São Paulo Apóstolo pertencia, inicialmente, à Diocese de Botucatu. Somente em 1964, com a criação da Diocese de Bauru, Agudos passou a pertencer a ela.
  41. 41. 38 Já entre os anos de 1920 a 1930 um fato importante que marca esta trajetóriafoi em 25 de Janeiro de 1922, data em que aconteceu a benção da imagem de SãoPaulo Apóstolo no tamanho natural. Também neste período assume a instituição o Padre João Batista de Aquino.Segundo Marco e Silva (1998, p. 51) o novo padre possuía as seguintes funções: [...] O novo vigário assume a Paróquia [...] para permanecer entre nós por 14 anos e um mês, e empreender um grandioso trabalho de reorganização paroquial, dando nova orientação ao catecismo (maio de 1925) e criando Irmandades, dentre as quais, a União de Moços Católicos (23/05/1925), o Apostolado da Oração (06/06/1925), Pia União das Filhas de Maria (30-05- 1926) e a Liga do Menino Jesus (15/08/1926). Padre Aquino, como era chamado, foi responsável por grandes realizações nacidade de Agudos, como a criação da 1ª Escola Paroquial, do Jardim de Infância“Dom Carlos”. Também esteve ligado à inauguração do Colégio N. Sra. do SagradoCoração, hoje mantido pela instituição Preve Objetivo. Na próxima década (1930 a 1940) ainda administrando a instituição, Pe.Aquino promoveu a reforma da Paróquia aumentando o prédio nas laterais. Após a gestão de Pe. Aquino, entre os anos de 1940 a 1950 , destaca-se apresença dos frades franciscanos em Agudos para a construção do Seminário SantoAntonio9. Instituição que fez e ainda faz parte da história da Paróquia São PauloApóstolo. Já na década de 1960, a Paróquia passa por outra ampliação, sendoconstruído um Salão Paroquial e o início da cobertura do altar- mor nos fundos daIgreja. Também neste período foi celebrada a primeira missa em português e aParóquia passa a pertencer à recém – criada Diocese de Bauru. O ano de 1970 foi marcado pela morte do Monsenhor José Maria da SilvaPaes, o que culminou com o início da administração paroquial feita pelos fradesfranciscanos, tendo à sua frente Frei Paulo Back, até que fosse designado um novovigário. No final de Novembro do mesmo ano é empossado o 17º vigário, frei IvoTheiss, que promoveu diversos movimentos paroquiais, com a finalidade de9 O seminário Santo Antônio, localizado na cidade de Agudos, SP, é uma casa de acolhimento e cultivo vocacional para adolescentes e jovens, com até 20 anos de idade, e que estejam para iniciar a primeira ou segunda série do Ensino Médio, e que busquem um aprofundamento na vida de fé, um amadurecimento pessoal e queiram conhecer a vida franciscana mais de perto, com vistas a abraçar esta forma de vida. Disponível em: <http://www.franciscanos.org.br/agudos/ missao/>. Acesso em: 03 Maio 2010.
  42. 42. 39melhorar a dinâmica das ações da Igreja. Dentre suas ações, ressalta-se a pinturaexterna da Matriz, a instituição do sistema de carnês na arrecadação de dízimo emodernização da paróquia com o sistema de som disponível na época. Ainda na década de 1970, Frei Ernesto Kramer inicia sua administração àfrente da Matriz como o 18º vigário. Gestão que ficou conhecida como umaadministração enérgica, mas muito proveitosa, pois o vigário realizou diversas obrasde reestruturação da Paróquia e iniciou um plano de criação de CentrosComunitários Paroquiais na periferia de Agudos, conseguindo a doação de áreaspara a construção destes. Em 1978 assume a Paróquia frei Câncio Lino Berri, que presidiu a Comissãodiretiva das solenidades comemorativas do octogésimo aniversário da criação daParóquia São Paulo Apóstolo. No final da década de 1970, frei Marino Prim é empossado Pároco e adequouseu trabalho “[...] às determinações das Conferências de Puebla e Medellin, quepregam uma Teologia voltada para os pobres.” (MARCO E SILVA, 1998, p. 61) Partindo destes ideais, frei Marino iniciou a construção de CentrosComunitários e trabalhou nas pastorais da Catequese, Família, Dízimo, Batismo,Juventude e Vocacional e reintroduziu o trabalho dos acólitos nos serviçosreligiosos. Entre os anos de 1980 a 1990 aconteceu a instituição dos cinco primeirosMinistros Eucarísticos da Paróquia. No ano de 1989, frei José Bertoldi assume a administração paroquial,procurando desenvolver um trabalho Pastoral em Agudos, o qual possibilitou ainstauração das Missões Redentoristas. Criou também a Escola de Evangelizaçãoda Vila Vienense e fundou a Cúria de Legionários Nossa Senhora da Misericórdia. Na década de 1990, a paróquia comemorou a chegada do novo milênio e o seucentenário nas administrações de frei Luiz Flavio Adami Loureiro e frei FranciscoAugusto Orth. Para estas festividades a instituição passou por uma nova reforma, rebaixandoo teto para melhorar a acústica, trocando o piso, o telhado, fiação e a iluminação doprédio. Após a gestão de frei Francisco, no ano de 2003 assume a Paróquia freiAdemir Sanquetti, OFM (Ordem dos Franciscanos Menores) que é o atual pároco. Frei Ademir é conhecido em toda a cidade de Agudos por ter uma grande
  43. 43. 40afinidade com o público e facilidade para conseguir agregar novos fiéis à Paróquia. Além de todos estes atributos, Frei Ademir implantou algumas ações decomunicação dentro da Paróquia, reestruturando o informativo interno mensal,Timoneiro, modernizando o sistema de projeção de cantos e avisos com o datashow e firmando parceria com a rádio 87,9 FM de Agudos para a transmissão daSanta Missa ao vivo. Desta forma, a Paróquia São Paulo Apóstolo é uma instituição que possui umhistórico marcado por mudanças e fatos que permitiram tornar-se um dos pontosturísticos da cidade de Agudos, além de ser referência como uma das poucasparóquias na Diocese de Bauru que possui uma Pastoral da Comunicação ativa emtodos os processos, mantendo contato direto com todas as comunidades queenvolvem a paróquia (no total são seis) e também reestruturando os instrumentos decomunicação, que, entre eles, o informativo mensal Timoneiro possui destaque, porfazer parte há 33 anos da história de todos os paroquianos.2.2.2 Estrutura organizacional e administrativa De acordo com Nunes (2007, p. 2): a estrutura organizacional deve ser delineada de acordo com os objetivos e estratégias estabelecidos, ou seja, a estrutura organizacional é uma ferramenta básica para alcançar as situações almejadas pela empresa, é o instrumento básico para concretização do processo organizacional. Compreende-se, portanto, como estrutura organizacional, a forma deestabelecimento de funções, por meio de planejamento, controle, organização edireção. A Paróquia São Paulo Apóstolo, por tratar-se de uma Instituição de caráterreligioso tem sua estrutura baseada nas normas propostas pela Diocese10 para aqual presta contas, no caso a Diocese do Divino Espírito Santo de Bauru. Assim, antes da administração paroquial, existem as normas propostas peloBispo que devem ser seguidas pelas Paróquias que compõem a Diocese. O bispopor sua vez, conta com o auxílio de um ecônomo diocesano que é escolhido para10 Diocese - Em algumas formas de cristianismo, uma Diocese (do grego antigo διοίκησις, dióikessis, pelo latim dioecēsis) é uma unidade territorial administrada por um bispo. É também referida como um bispado, Área Episcopal ou Sede episcopal (como na Igreja Metodista). Disponível em: < http://curiosidadescatolicas.blogspot.com/2010/07/o-que-e-uma-diocese.html>. Acesso em: 22 Ago 2010.
  44. 44. 41coordenar as atividades contábeis de todas as paróquias, e também de umchanceler que se responsabiliza por toda a documentação existente, bem como dasatas de posses de párocos, entre outras informações. Após, vem a administração paroquial comandada pelo pároco e peloCAP( Conselho Administrativo Paroquial) que possui os seguintes membros: opároco, o tesoureiro paroquial e o coordenador do CPP (Conselho das PastoraisParoquiais). No caso da Paróquia São Paulo, o CAP também é composto pelostesoureiros das seis comunidades pertencentes a ela. Para auxiliar as atividades do CAP há o CPP que é o Conselho das PastoraisParoquiais, composto pelos coordenadores de todas as pastorais ( batismo, crisma,catequese, entre outros), conforme apresentado no organograma abaixo:Figura 5 – Organograma administrativo da Paróquia São Paulo Apóstolo
  45. 45. 422.2.3 Diretrizes da OrganizaçãoPara Andion e Fava (2010, p. 7): o monitoramento ambiental fornece elementos essenciais para que o gestor determine o rumo a ser seguido pela organização. Este rumo é explicitado através das diretrizes organizacionais formadas pela missão, pela visão e pelos objetivos da empresa. A Paróquia São Paulo não possuía suas diretrizes definidas. Desta forma, apesquisadora, com o propósito de desenvolver as funções de assessoria, propôs oseguinte: Missão: Anunciar a Boa Nova a todos os paroquianos, despertando o amorpela Igreja Católica e suas obras. Visão: Ser referência como Paróquia em toda a Diocese de Bauru,divulgando suas ações para todos. Valores: integridade, respeito, vivência no Evangelho, fé, fraternidade ecomprometimento.2.2.4 Identificação dos públicos estratégicosPara definir os tipos de públicos que fazem parte de uma Organização, é precisoentender, primeiramente, este conceito e qual a sua contribuição para o estudoestratégico.De acordo com França (2005, p.1): quando emprego o termo “públicos”, estou dizendo, da mesma forma, que compõe também as “partes interessadas” do negócio, acrescentando, porém, que, além poder identificá-los, tenho condições de analisar, pela conceituação lógica, todos os componentes da interação empresa/públicos para determinar o compartilhamento nas decisões, definir os interesses e o comportamento das partes e as formas de comunicação produtiva entre elas, para garantir maior segurança e sucesso no sistema da governança corporativa. Desta forma, pode-se dizer então que a Paróquia São Paulo Apóstolo possuitrês segmentos de públicos diferentes que compõem todo a sua estrutura e,participam ativamente ou não das atividades desenvolvidas pela Instituição.
  46. 46. 432.2.4.1 Comunidade (segmentada por faixas etárias)A Paróquia São Paulo Apóstolo é composta, na sua maioria, pela comunidade quesão todas as pessoas que participam das missas, encontros de espiritualidade,horas santas e momentos de louvor. Este público não possui um vínculo, além daparticipação nestes eventos, com a Paróquia.A comunidade é segmentada por faixas etárias, pois existem atividades específicaspara cada tipo de idade, conforme apresentado abaixo: A) CriançasDe modo geral, as crianças que participam da Paróquia, fazem parte das aulas decatequese e também dos encontros de coroinhas11. Para este público é oferecido umtratamento diferenciado dos demais, em relação à músicas e missas. A Paróquia São Paulo Apóstolo destina a missa do Domingo às 9h para ascrianças, principalmente as que já estão participando da catequese. Nesta missasempre há encenações, danças e músicas voltadas para elas. B) JovensOs jovens, em sua maioria, estão engajados em movimentos como a Pastoral doCrisma e o Grupo de Jovens, conforme será apresentado no decorrer deste estudo.Os demais jovens, apenas participam de algumas atividades, principalmente nosdomingos à noite, pois são celebrações que possuem cantos mais animados.Em relação a este público há uma certa dificuldade em conseguir com quepermaneçam em toda a programação da Paróquia, pois não oferece atrativos paraeste segmento. C) Adultos11 Coroinhas são crianças que, após estudo e treinamento, auxiliam o Sacerdote durante a celebração das missas. De modo geral o termo coroinha é utilizado pelas mulheres e, para os homens e designado o termo acólitos.
  47. 47. 44Os adultos fazem parte da grande maioria da comunidade. Em sua totalidade,participam apenas das missas e colaboram com os eventos da Paróquia, outroscolaboram com o Dízimo12.Este tipo de público, muitas vezes, participa somente de atos solenes, comobatizados, primeira comunhão e casamentos. Salvo uma parcela que é compostapelas lideranças da Paróquia que será mencionado no decorrer deste estudo. D) IdososOs idosos participam também das celebrações e alguns dos movimentos que aParóquia proporciona para este segmento, como grupos de oração e encontrosdurante a semana.Este tipo de público é mais visto durante as celebrações que acontecem durante asemana. A maioria tem o hábito de se posicionar nos bancos localizados à frente daIgreja, por ser um lugar de fácil acesso e locomoção.2.2.4.2 LiderançasEste público é caracterizado por possuir algum tipo de vínculo com a Paróquia eprestar contas de suas ações para a comunidade.O grupo é composto por líderes que coordenam a administram os setores (no totalsão 6) que compõem a Paróquia e suas pastorais e movimentos 13. Dentre aspastorais e movimentos, pode-se citar: Pastoral do Batismo, Pastoral da Catequese,Pastoral do Crisma, Pastoral Familiar, Pastoral da Solidariedade, Pastoral daJuventude, Pastoral da Acolhida, Pastoral da Comunicação, Pastoral dos Coroinhas,Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança, Pastoral das Capelinha e Pastoral dosMECES (Ministros Extra-ordinários da Comunhão Eucarística).12 A palavra dízimo significa a décima parte. [...] A Bíblia pede estes dez por cento. Deus exige com firmeza esta doação para a comunidade. A Igreja Católica, no Brasil, vendo as necessidades do povo, pede que cada um dê de acordo com seu coração, de acordo com sua consciência. Disponível em:< http://dizimo2forania.net/o-que-e-dizimo/> Acesso em: 29 Ago 2010.13 Pastorais e movimentos são grupos organizados de pessoas que destinam suas atividades com o objetivo de promover a dignidade, renovar a comunidade e construir uma sociedade mais justa e solidária.
  48. 48. 45As lideranças são responsáveis por zelar pela imagem da Paróquia e divulgá-la paratodos, de acordo com as atividades de sua Pastoral.Todo mês é realizada uma reunião com estas lideranças para discussão e definiçãode propostas de melhoria nas comunidades e pastorais, eventos a seremdesenvolvidos e resultados obtidos com estas ações no mês anterior.A esta reunião dá-se o nome da CPP (Conselho das Pastorais Paroquiais), onde sãoexpostos os trabalhos realizados durante o mês e também o que acontecerá a curtoprazo. Todos os presentes podem opinar e sugerir novas ideias.2.2.4.3 GruposA Paróquia São Paulo possui grande participação de grupos de diferentessegmentos, que realizam diversas ações para toda a comunidade. A) RCCA este grupo dá-se o nome de Renovação Carismática Católica, que é composto porpessoas de ideais Católicos e que possuem como principal objetivo, difundir aPalavra, por meio do Espírito Santo e de seus dons14·. Na Paróquia São Paulo Apóstolo este público é bem representado, porrealizar encontros de espiritualidades, Cercos de Jericó15·, além de conseguir trazero jovem para a Igreja. B) Legião de MariaA Legião de Maria é uma associação de Católicos que prega contra as potências domal e são coordenados pelos ideais de Maria Imaculada (uma das designaçõesdadas a Nossa Senhora).14 Os dons do Espírito Santo são como “receptores” aptos a captar os impulsos do Espírito mediante os quais o cristão se encaminha para a perfeição em estilo novo ou com a eficácia que o próprio Deus lhe confere. Possibilitam ao cristão ter a intuição profunda do significado das verdades reveladas por Deus assim como de cada criatura. Proporcionam também tomadas de atitude que nem a razão natural nem as virtudes humanas, sujeitas sempre a hesitações e falhas, conseguiriam indicar ou efetivar. Disponível em: <http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php? doc=ESTEVAO &id=deb0008>. Acesso em: 29 Ago 2010.15 Cerco de Jericó: são grupos de pessoas que se revezam durante sete dias para a oração do Rosário 24 horas. Nestes sete dias também são realizadas celebrações especiais.
  49. 49. 46Os membros da Legião possuem a tarefa de permanecer em oração constante, alémde cooperar com todos os outros legionários.Na Paróquia São Paulo, a Legião de Maria é um grupo ativo e participante, semprecumprindo a proposta de suas ideias principais. C) OFSA OFS, Ordem Franciscana Secular, é uma organização da Igreja Católica quepossui a finalidade de reunir fiéis leigos.É chamada também de Ordem Terceira, por fazer parte da doutrina franciscana quepossui também a Ordem Primeira (dos frades menores) e a Ordem Segunda (daspobres damas).A OFS é aberta para todos que buscam viver o Evangelho como irmãos e irmãs.Na Paróquia São Paulo, a Ordem Franciscana Secular é composta por membrosativos que participam de todas as ações da Igreja, além de possuir também ligaçãocom o Seminário Santo Antônio, auxiliando nas vocações sacerdotais. D) Apostolado da Oração (AO) – Sagrado Coração de Jesus(1)O Apostolado da Oração é designado por uma associação de fieis leigos que, com adevoção ao Sagrado Coração de Jesus, são unidos em orações e ao oferecimentodiário de si mesmos e o sacrifício eucarístico.Este grupo se reúne toda primeira sexta-feira de cada mês para uma celebraçãoespecial, recomendada pela Igreja como sinal de amor.Na Paróquia São Paulo, o AO possui grande adesão da comunidade e realizadiversos eventos, principalmente na comemoração do Sagrado Coração de Jesus nomês de Maio. E) SAPSA – Sociedade Amigos dos Pobres de Santo AntônioO SAPSA trata-se de uma entidade acolhida pela Paróquia São Paulo Apóstolo.Nesta entidade são oferecidos cursos básicos de culinária e bordados para aspessoas menos favorecidas social e economicamente.
  50. 50. 472.2.5 Instrumentos de comunicação da Paróquia São Paulo Apóstolo2.2.5.1 Timoneiro O Timoneiro trata – se do boletim informativo interno mensal da Paróquia SãoPaulo Apóstolo e é o veículo de comunicação que consegue chegar a todos os fiéis,por meio dos agentes do Dízimo16. O informativo começou a ser veiculado na administração paroquial de FreiErnesto Kramer, que foi o principal motivador desta iniciativa. Desta forma, no mês de Fevereiro do ano de 1977, a Paróquia publicou o seuprimeiro informativo que recebeu o nome de Timoneiro. por que este nome? Vejam, é bem simples: Assim como Cristo disse diante de Pilatos: “O meu Reino não é deste mundo”, assim também nós, que queremos pertencer e construir o Seu Reino, não somos deste mundo, mas estamos navegando neste oceano do mundo. Embora não somos deste oceano, queremos chegar ao porto seguro que é Deus. Qualquer navio no oceano não é entregue à vontade das ondas e do vento; é dirigido por um homem que sabe levar o navio, apesar das ondas e do vento, para o porto seguro. E este homem se chama Timoneiro, porque ele segura o timão do navio. (TIMONEIRO. Agudos, v.1, n.1, fevereiro 1977, 4p). Foi então neste principio que, Frei Ernesto Kramer instituiu a comunicaçãopara aproximação com os fiéis. No seu início e até aproximadamente a década de 80, o Timoneiro eraconstituído por 4 páginas (metade de uma folha de sulfite) datilografadas e asnotícias não eram divididas em tópicos, mas em pequenas chamadas com um únicotexto. Naquela época, a produção do informativo ficava a cargo do pároco: nãohavia colaboradores interessados em participar da elaboração deste veículo. Em data não especificada, mas já na década de 90, a professora de LínguaPortuguesa e participante ativa da Paróquia, Maria Helena Lovisi assume a Pastoralda Comunicação Paroquial e inicia a reestruturação no informativo que, agora passaa ser colorido e impresso em gráfica. Ainda assim, o Timoneiro era elaborado em 4páginas (metade de uma folha de sulfite), mas naquela oportunidade contava com16 Trata - se de pessoas capacitadas que, mensalmente, percorrem as casas de sua vizinhança recolhendo o Dízimo dos fiéis.
  51. 51. 48diversas participações dos membros das comunidades que enviavam informaçõesde eventos e ações solidárias. Com a entrada da nova Pastoral da Comunicação no ano de 2008, as açõesde comunicação da Paróquia passam a ser modificadas e modernizadas. Assim, nomês de Julho de 2009 o Timoneiro passou por uma nova reestruturação, agora com4 páginas no tamanho A4 e impressão em papel couché, conforme encontra-se noanexo - A. O informativo tem a colaboração das seis comunidades que compõem aParóquia, por meio de membros – chave que fornecem os subsídios necessáriospara a divulgação de sua comunidade, o que resulta em um composto de notícias,divulgações e resultados de ações que chegam a todos os fiéis de maneiraindistinta, como mostra a figura abaixo:Figura 6 – Capa e contracapa do Timoneiro de Setembro de 2010. Com isso, a Paróquia São Paulo Apóstolo vem utilizando da comunicaçãoescrita para atingir seu target e, desta forma, aproximar – se e criar um vínculo comeste público.2.2.5.2 Perfil no OrkutDe acordo com Santana (2010, p.2): é a partir do comunicar-se e relacionar-se com semelhantes que o homem constrói-se enquanto ser social, agrupando-se e constituindo comunidades, redes, sociedades. Neste sentido, a humanidade tem sido conceituada, definida e percebida historicamente pela maneira como ela representa-se. Destarte, é importante pensar como estes sujeitos sociais se organizam e

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