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A graça divina na vida do ser humano

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Material produzido por Ir. Márcia Gabbardo, ascj.

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A graça divina na vida do ser humano

  1. 1. A Graça Divina na vida do ser humano na visão do Teólogo Karl Rahner.
  2. 2. Objetivo. O objetivo do meu trabalho é demonstrar a graça de Deus na vida do ser humano de acordo com a visão do teólogo católico Karl Rahner. A realidade inspiradora surgiu com os pais dos catequizandos da paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus.
  3. 3. Divisão da pesquisa: Primeiro capítulo: será apresentado a graça escrita no coração humano, tendo por base o conceito de graça no Antigo Testamento e no Novo Testamento; Segundo capítulo: pensamento de Karl Rahner. Inicia-se com uma breve biografia; passa-se a ver a graça como revelação; a graça no ser humano.
  4. 4. Terceiro capítulo: aprofundar a graça no contexto contemporâneo: Qual seria a receptividade da ação de Deus? No meio de tantas transformações, onde Deus está?
  5. 5. 1.O DESEJO DE DEUS INSCRITO NO CORAÇÃO DO HOMEM.
  6. 6. O homem quando nasce já recebe no seu coração a graça do amor Deus. O Ser humano, usando da inteligência dada por Deus, proclama de várias maneiras como buscar a Deus, seja através de orações, cantos, gestos, cultos e sacrifícios.
  7. 7. Graça no Antigo Testamento: A Sagrada Escritura apresenta o tema da graça desde o primeiro livro até o último. Contudo, não há especificamente o conceito de graça no Antigo Testamento. As promessas que Deus faz sempre têm sentido de libertação, um reino de paz e de felicidade. Deus procura libertar o ser humano do mal, Ele quer vê-lo livre e comprometido com o YAHWEH.
  8. 8. O profeta Oséias trabalha a graça de Deus no ser humano com o aspecto do amor e da aliança (OSEIAS 2:16-25); Jeremias realça a amizade entre Deus e o homem; Em Isaias é muito forte a promessa e a volta da amizade e fidelidade a Deus com o exemplo do próprio Messias (Is 9:1-6) ; Ezequiel mostra a complacência que dá graça ao homem (EZEQUIEL 36:24-28).
  9. 9. Graça no Novo Testamento. No Novo Testamento, o ponto-chave da temática da graça está na atividade e na pessoa de Jesus Cristo. Cada evangelho tem uma característica específica da temática da graça. No evangelho de Lucas a noção de graça, em grego charis, submete a misericórdia de Deus (LUCAS 15).
  10. 10. O evangelho de Mateus caracteriza-se pela graça na felicidade e na bênção. Em Marcos, Jesus é o Deus da graça que oferece a todos a salvação, o reino de Deus (MARCOS 15:1). No quarto evangelho, a graça é caracterizada pela fé no Filho de Deus, Cristo (JOÃO 3). No prólogo de São João, aparece um Jesus que se relaciona com o ser humano, mostrando-se a este como caminho, verdade e vida.
  11. 11. 2. A GRAÇA DE DEUS NO SER HUMANO NO PENSAMENTO DO TEOLOGO KARL RAHNER.
  12. 12. Bibliografia Karl Rahner nasceu em 5 de Março de 1904, em Freiburg na Alemanha, como quarto membro de uma família de sete filhos. O pai (18681934) era professor de alemão, de história e de francês, e com ele os filhos aprenderam o sentido e o valor da verdade histórica. A mãe, Luise Trescher, doméstica, morreu aos 101 anos (1875-1976).
  13. 13. “Por que ter vergonha de poder afirmar que nascemos em uma família normal, piedosamente Cristã, acostumada a trabalhar duro, e na qual tudo estava mais ou menos em ordem? As crianças podem ser preguiçosas ou então brigar entre si. Mas no domingo há bolo e vai-se a casa da avó na montanha, perto de Friburgo. Em suma, essa família é realmente sã, as crianças se desenvolvem como seres normais, vão à escola, se formam na universidade, mesmo que haja uma diferença de quatorze anos entre o mais velho e a caçula.” (SESBOÜE, 2004. p. 9)
  14. 14. Em 1922, três semanas após ter concluído os estudos a nível do ensino secundário, Karl Rahner entra também na Companhia de Jesus e inicia o noviciado numa das comunidades jesuítas na Áustria. Enquanto noviço, escreve o seu primeiro artigo, publicado em 1924, abordando um assunto sobre o qual voltará repetidamente ao longo da sua vida: «Porque temos necessidade de rezar?
  15. 15. Em 1932 é ordenado sacerdote na Companhia de Jesus. Em 1936, obteve um doutoramento em Teologia, com o tema: “O pensamento patrístico sobre o Coração Transpassado Salvador como fonte da Igreja” .
  16. 16. Foi um dos principais assessores do Concilio Vaticano II. O papa João XXIII nomeia Ranher como participante da comissão dos sacramentos, participou da comissão de preparação da Lumem Gentium, Dei Verbum e da preparação da Gaudium et Spes. Em1935 publicou a revista Concilium, revista internacional de teologia. Nesta revista teve a colaboração de Yves Congar e Edwuard Schillebeechx.
  17. 17. Ranher afirma que duas são as formas em que Deus se auto-comunica: A Encarnação e a Graça, pois através delas nascem à decisão livre de Deus, de fazer a comunicação com o ser humano.
  18. 18. A graça de Deus habita em todos os lugares, não importa como a pessoa se encontra, mesmo se o ser humano deixou-se levar pelo pecado, a graça está com ele, pois na raiz de seu ser pessoal está Deus. Na auto- comunicação o ser humano tem duas escolhas; ele aceita ou se fecha a graça, pois assim como Deus quis livremente dar a graça a ele, ele pode livremente dizer sim ou não.
  19. 19. Rahner sempre esteve presente na realidade atual, nos desafios, nas dificuldades no que lhe é oferecido, no que o ser humano absorve, por isso ele procurou em seu pensamento teológico, oferecer respostas.
  20. 20. O teólogo afirma que quando Deus entra em comunhão com o homem ele procura entrar diretamente em relação com a criatura, com isso ele observa que essa comunhão é fundamental para a missão apostólica. Ele segue a idéia de que o homem está carente da presença do mistério, e quer conduzi-lo ao conhecimento do anônimo de Deus, pois Ele está no interior de cada ser humano.
  21. 21. Qual a característica da teoria de Rahner, referente a graça? Karl Rahner, ao fala da experiência de Deus, parte da antropologia, do ser humano, pois Deus habita no ser humano.
  22. 22. 3. O ALCANCE DA GRAÇA DE DEUS NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO.
  23. 23. O filosofo Zigmund Bauman utiliza o termo modernidade líquida ao invés de pósmodernidade, pois afirma “que os preceitos duros, sólidos e sedimentados da modernidade derretem-se.” (BAUMAN, 2001, p. 7).
  24. 24. O que marca mais é o vazio existencial próprio da cultura fragmentada e pulverizada por muitas e variadas ofertas no amplo mercado de opções. Neste comércio tudo se oferta, menos certezas que sejam firmes e seguras, algo definitivo por assim dizer. Isso por que a crise do nosso tempo é globalizada da humanidade [...] (MAIA, 2001, p. 46) Pluralidade como um supermercado.
  25. 25. No meio de tudo isso onde está a ação divina? Afonso Rúbio Garcia nos diz que é necessário “continuar a missão da evangelização, a mensagem do evangelho, não de tempos atrás, mas de um modo novo”.
  26. 26. Três meios para vivenciar a graça na atualidade: A fé que não é acreditar em algo vazio e sim acreditar numa pessoa, essa pessoa é Jesus Cristo; A esperança não é algo ou alguma coisa, mas é uma pessoa, a pessoa de Jesus Cristo; Amor que não é somente um sentir ou uma satisfação egoísta, mas é uma pessoa, a pessoa de Jesus cristo.
  27. 27. “O cristão do futuro, ou será místico ou não será cristão”. Karl Ranher

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