O COntadOr Líder
Sérgio ribeiro de Carvalho
         Graduado em Economia pela PUC/Rio de Janeiro.
Pós-graduado em Administração Financeira...
IOB

Presidente: Gilberto Fischel
Diretora de Marketing e Relacionamento: Otavia Fischel
Diretor de Produtos Regulatórios:...
SUMáRio




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Liderança da equipe
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  1. 1. O COntadOr Líder
  2. 2. Sérgio ribeiro de Carvalho Graduado em Economia pela PUC/Rio de Janeiro. Pós-graduado em Administração Financeira pela PUC/Rio de Janeiro. Mestrando em Economia Empresarial — Contabilidade Gerencial na UCAM/Rio de Janeiro. Professor de cursos MBA em diversas universidades. Palestrante na Brasil e exterior. Autor de vídeos de treinamento gerencial. O COntadOr Líder
  3. 3. IOB Presidente: Gilberto Fischel Diretora de Marketing e Relacionamento: Otavia Fischel Diretor de Produtos Regulatórios: José Adriano Pinto Diretora de Livros e Cursos: Adriana Maia Editora: Viviane Caravieri Sant’Ana Editoração Eletrônica: Linotec Capa: Linotec Revisão: Linotec Edição concluída em junho de 2009 Publicado e comercializado por IOB Informações Objetivas Publicações Jurídicas Ltda. Telefone: 0800 724 7560 E-mail: livraria@iob.com.br Rua Antônio Nagib Ibrahim, 350 - Água Branca - CEP 05036-060 - São Paulo - SP Fone: (11) 2188-7900 dados internacionais de Catalogação na Publicação (CiP) (Câmara brasileira do livro, SP, brasil) Carvalho, Sérgio Ribeiro de O contador líder : como o profissional deve trilhar os novos caminhos da contabilidade / Sérgio Ribeiro de Carvalho. — São Paulo : IOB, 2009. Bibliografia. ISBN 978-85-379-0484-8 1. Contabilidade 2. Contabilidade gerencial I. Título. 09-07014 CDD-657 Índices para catálogo sistemático: 1. Contabilidade gerencial 657 (Bibliotecária responsável: Nádia Tanaka – CRB 10/855) Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou processo, sem prévia autorização do autor. (Lei nº 9.610, de 19.02.1998 — DOU de 20.02.1998) Impresso no Brasil Printed in Brazil
  4. 4. SUMáRio Prefácio..................................................................................................... . 9 AgrAdecimentos......................................................................................... . 11 introdução................................................................................................ . 13 PaRtE 1 LIDERança Da EquIPE . 1..motivAção. ......................................................................................... . 19 1.1. Motivação para trabalhar na contabilidade ............................... 20 1.2. Sintomas e consequências da falta de motivação ...................... 21 1.3. Definição e teóricos da motivação ............................................ 23 1.4. A hierarquia das necessidades humanas ................................... 23 1.5. Os hemisférios cerebrais ........................................................... 26 1.6. Conclusão ................................................................................. 29 . 2..duAs.ferrAmentAs.PráticAs.PArA.motivAção........................................ . 31 2.1. 1ª ferramenta: Tabela de direcionamento de necessidades do pessoal....................................................................................... 32 2.2. 2ª ferramenta: Tabela do perfil psicológico do pessoal ............. 39 2.3. Anexo ........................................................................................ 44 . 3..LiderAnçA............................................................................................ . 49 3.1. Sintomas e consequências da falta de liderança........................ 50 3.2. Gerente ou líder ........................................................................ 53 3.3. Poder e liderança ...................................................................... 53 3.4. Definições de liderança ............................................................. 56 3.5. Teorias sobre liderança.............................................................. 57
  5. 5. 6 Sérgio ribeiro de Carvalho 3.6. Atributos do líder...................................................................... 59 3.7. Revisando: gerente ou líder ...................................................... 62 3.8. Teoria da liderança contingencial ............................................. 64 3.9. Conclusão ................................................................................. 70 . 4..ferrAmentAs.integrAdAs:.motivAção.e.LiderAnçA................................ . 73 4.1. Ferramenta integrada ................................................................ 73 4.2. Conclusão ................................................................................. 75 . 5..gestão.de.equiPes.e.gestão.de.mudAnçAs........................................... . 77 5.1. Vantagens do trabalho em equipe ............................................. 78 5.2. Pontos essenciais na gestão de equipes..................................... 80 5.3. Equipes: o futuro da contabilidade ........................................... 82 5.4. O contexto de mudanças .......................................................... 83 5.5. A gestão de mudanças ............................................................... 84 5.6. Conclusão ................................................................................. 90 PaRtE 2 LIDERança DE PROCEssOs EstRatégICOs . 6..LiderAnçA.nA.quALidAde.contábiL....................................................... . 97 6.1. Definições do processo contábil ............................................... 98 6.2. Liderando na qualidade contábil .............................................. 99 6.3. Estruturando o apoio aos demais gestores não contábeis e não financeiros................................................................................. 102 6.4. Conclusão ................................................................................. 104 6.5. Estudo de caso .......................................................................... 105 . 7..LiderAnçA.nA.rAcionALizAção.de.custos.............................................. . 107 7.1. O que significa a organização bipolar? ..................................... 108 7.2. A base para a racionalização de gastos...................................... 110 7.3. Como o contador líder deve colaborar com a estabilidade? ..... 112 7.4. Conclusão ................................................................................. 113 7.5. Estudo de caso .......................................................................... 115 . 8..LiderAnçA.nA.disseminAção.dA.cuLturA.contábiL................................ . 117 8.1. Visão 360º ................................................................................. 118 8.2. Jogos de negócios ...................................................................... 120 8.3. O papel do contador líder ......................................................... 122 8.4. Conclusão ................................................................................. 124 8.5. Estudo de caso .......................................................................... 125
  6. 6. o Contador Como Um líder 7 . 9..LiderAnçA.nA.governAnçA.corPorAtivA.e.AuditoriA............................ . 127 9.1. Governança corporativa ............................................................ 128 9.2. Gestão de riscos ........................................................................ 130 9.3. O contador líder e a gestão de riscos ........................................ 131 9.4. Conclusão ................................................................................. 132 9.5. Estudo de caso .......................................................................... 134 .10..LiderAnçA.nos.sitemAs.de.informAções................................................ . 135 10.1. Sistemas integrados de gestão (ERP) ........................................ 136 10.2. Dado e informação .................................................................... 137 10.3. Limitações das planilhas de cálculo .......................................... 138 10.4. Sistemas de Business Intelligence (BI) ........................................ 139 10.5. O contador líder e os BI ............................................................ 140 10.6. Processo de aquisição de BI ...................................................... 142 10.7. Conclusão ................................................................................. 143 10.8. Estudo de caso .......................................................................... 144 .11..o.futuro.dA.LiderAnçA.contábiL........................................................ . 145 bibLiogrAfiA................................................................................................ . 151
  7. 7. PREFáCio É extremamente confortável expressar a minha opinião sobre esta obra “O Contador Líder”, porque é uma honra especial em apresentar uma obra inédita, que, naturalmente, será relevante na vida profissional de mais de 500 mil profissionais movimentando-se na área contábil no País. Além de possuir uma leitura agradável, compõe-se de assuntos atu- alizados e de valor agregado para a comunidade contábil e a sociedade empresarial como um todo. O professor Sérgio Ribeiro de Carvalho foi muito feliz com a busca dos assuntos aqui reportados, mostrando sagacidade, domínio e perspi- cácia na pesquisa realizada. Além do mais, o autor tem uma vasta experiência no campo pro- fissional e traduziu para nós a busca da qualidade por excelência na consolidação desta obra. Portanto, fica aqui o convite, para você, como leitor, essa desco- berta fantástica. Jorge.ribeiro.dos.PAssos.rosA Pós-graduado em Didática de Ensino Superior e Livre-Docente em Contabilidade Financeira. É professor de pós-graduação da Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Fundação Getúlio Vargas. É Conselheiro do CRC-RJ e Diretor-Presidente do Ibracon – RJ.
  8. 8. AGRADECiMENToS O desejo de escrever este livro vem do fato de existir farta lite- ratura sobre a motivação, a liderança e outros temas do campo com- portamental, mas muito pouca voltada à análise destes temas de forma prática e objetiva no contexto específico da área contábil. A abordagem que adotamos para este livro, então, é de apresentar ferramentas úteis e discussão de estratégias que diretamente terão efeito na valorização do contador e da contabilidade. O inusitado, para muitos, em face do conteúdo deste livro é que sou economista por formação. Mas o fato de ter dedicado boa parte de meus trinta anos de atividades profissionais ao campo da controladoria e gestão financeira empresarial me permitiram vivenciar intensamente, com acertos e erros, todos os temas aqui tratados. Ao mesmo tempo, trago o “olhar de fora”, dado que muitas vezes os economistas, os administradores de empresas, e até mesmo os en- genheiros, têm ocupado, particularmente no Brasil, um espaço estraté- gico nas organizações que cabe ao contador. Também, nesta trajetória de muitos anos, no mercado e no meio acadêmico, tive a oportunidade de conviver intensamente com contadores, profissionais que passei a admirar. Para a confecção deste livro, direciono meu agradecimento aos professores e consultores Márcia de La Rocque, especialista em Gestão de Pessoas, e Délio Vargas, Mestre em Contabilidade, lendo e criticando
  9. 9. 12 Sérgio ribeiro de Carvalho os conteúdos de natureza comportamental e técnica, respectivamente. Naturalmente os erros e omissões são de única responsabilidade do autor. Agradeço imensamente o apoio e dedico este livro aos líderes de minhas emoções, Fábio, Marcelo e Lúcia. sérgio.de.cArvALho
  10. 10. iNTRoDUÇÃo A contabilidade, enquanto área funcional das organizações, e o contador, particularmente, há anos estão sendo desafiados a contribuí- rem de forma mais incisiva no processo decisório. Ainda é muito forte no mercado a percepção de que a contabilidade está só orientada para o passado, presa a regulamentos rígidos e procedimentos incompreensí- veis para os não especializados. Ao mesmo tempo talvez, nunca antes se descortinou para a conta- bilidade oportunidades tão marcantes de valorização. A necessidade das organizações prestarem satisfação de seus atos será cada vez mais uma exigência da sociedade. Inclusive emerge nesse contexto a padronização internacional das normas contábeis. Como consequência o contador pre- cisa assumir uma atitude pró-ativa nessa transformação da contabilidade atuando com um líder, adotando também postura empreendedora. O livro aborda de forma simples, objetiva e prática diversas possi- bilidades da atuação estratégica do contador, seja nas empresas, órgãos públicos, escritórios de serviços contábeis e firmas de auditoria, toman- do como base duas dimensões, como (1) líder de equipes; e (2) parti- cipante no processo decisório corporativo. Por isso, nada mais natural que organizar o livro em duas partes distintas. A Parte 1 trata das questões comportamentais diretamente relaciona- dos com a equipe, ou seja, a atuação do contador para seu “público inter- no”, mas de forma inteiramente não usual, porque não optamos por seguir o caminho da literatura de autoajuda, nada contra, mas que de fato não é nossa especialidade e já está amplamente coberta por diversos livros.
  11. 11. 14 Sérgio ribeiro de Carvalho Também, não nos interessou descrever em profundidade as teorias do comportamento humano, dado que nosso objetivo não é acadêmico. O diferencial da nossa abordagem está na síntese que fizemos dos con- ceitos essenciais e nas ferramentas práticas que recomendamos sejam adotadas pelo contador para facilitar, mas de maneira consistente, sua prática na gestão de pessoas. A Parte 2 dedica-se a analisar e produzir recomendações em temas voltados à atuação e ao posicionamento do contador para o “público externo”, ou seja, mostrando iniciativas estratégicas que precisa adotar para aumentar significativamente sua valorização no contexto da orga- nização como um todo. Assim, estará diretamente também valorizando a própria contabilidade, como campo de conhecimento e área funcional. Figura que resume a estratégia de valorização da contabilidade: LIDERANÇA DA EQUIPE CONTÁBIL VALORIZAÇÃO DA CONTABILIDADE LIDERANÇA DE PROCESSOS ESTRATÉGICOS Este é o motivo por que este texto — no qual tratamos do posi- cionamento estratégico e valorização do contador e da contabilidade — tem o título de “O Contador Líder”.
  12. 12. Parte 1 Liderança da equipe
  13. 13. Que é necessário que os profissionais com responsabilidade de formar equipes e tomarem decisões precisam assumir um papel de líde- res todos estão bem conscientes. A questão crucial é COMO? Nesta primeira e fundamental parte do livro, você conhecerá de forma sintética e objetiva a essência das teorias comportamentais mais relevantes para a motivação, liderança, equipes e gestão de mudanças, conforme verá nos Capítulos 1, 3 e 5. E principalmente será apresentado a ferramentas práticas para exercer a liderança, destacadas nos Capítu- los 2 e 4. Espero que ao final desta parte você perceba que exercer a liderança na área contábil não é privilégio dos chamados “líderes-nato”, mas, sim, que é uma competência possível de todos desenvolverem e aplicarem.
  14. 14. 1. MoTivAÇÃo Conhecer as forças que estimulam e motivam o ser humano é o pri- meiro e fundamental passo para a compreensão e exercício da liderança. Então, vamos começar nesse capítulo a analisar os conceitos essenciais para a melhoria das relações no ambiente de trabalho e que favorecem a criação de um ambiente de motivação. Conto com sua ativa participação refletindo sobre o que apresentaremos e identificando respostas e cami- nhos para as questões como as listadas a seguir, entre outras que vierem a surgir mais à frente: 1. Quais os sintomas e efeitos da falta de motivação? 2. É possível uma pessoa motivar outra? 3. Quais as principais teorias sobre motivação? 4. Como aplicá-las na prática? Para caminhar na busca das respostas, proponho seguirmos este roteiro: 1.1. Motivação para trabalhar na contabilidade. 1.2. Sintomas e consequências da falta de motivação. 1.3. Definição e teóricos da motivação. 1.4. A hierarquia das necessidades humanas. 1.5. Os hemisférios cerebrais. 1.6. Conclusão.
  15. 15. 20 Sérgio ribeiro de Carvalho 1.1. MOtIvaçãO PaRa tRaBaLhaR na COntaBILIDaDE Existem eventualmente pesquisas de campo sobre a medição dos níveis de motivação no ambiente profissional; contudo, são ainda em quantidade, profundidade e diversidade limitadas. Infelizmente poucas pesquisas e estudos são feitos de forma regular, detalhadas por setores em- presariais (indústrias de base, intermediárias, finais, comércio, serviços) e mais ainda pontuando áreas funcionais específicas (vendas, administra- ção, produção, tecnologia, logística, qualidade, finanças etc.). O que exis- te, são pesquisas internas feitas de forma exclusiva para uma dada empre- sa, normalmente sobre o “clima” e “ambiente cultural” da organização. Algumas revistas especializadas sobre o mundo dos negócios pe- riodicamente publicam artigos com pesquisas e classificações sobre as “melhores empresas para se trabalhar”, mas são com enfoque jornalísti- co, sem a pretensão de alcançar uma maior profundidade científica, não sendo, portanto, fonte de informação completa e acabada para compor um quadro de análise da motivação nas empresas. Existem trabalhos acadêmicos, monografias e teses que eventual- mente de forma localizada apresentam estudos de caso identificando numa dada organização o “clima” e a “motivação”, tendo como pano de fundo todo o conteúdo científico; mas estes estudos acabam sendo restritos àquela organização, e principalmente, não são atualizadas de forma regular ao longo do tempo. Toda essa escassez de pesquisas e estudos, por conseguinte, nos impede de conhecer de forma consistente os níveis de satisfação, moti- vação, empolgação dos gestores e funcionários especificamente nas áre- as funcionais de contabilidade das organizações de um modo geral. Apoiados apenas na nossa vivência profissional no dia-a-dia das organizações, verificamos, contudo, que existem dois tipos distintos de avaliação quanto à motivação do pessoal da área contábil. O primeiro refere-se à opinião corrente das pessoas que não trabalham na área con- tábil, e o segundo é relativo à autoavaliação dos próprios funcionários da contabilidade.
  16. 16. o Contador líder 21 O primeiro grupo, formado por profissionais das áreas comerciais, técnicas, recursos humanos, tende a avaliar o trabalho na área contábil como sendo repetitivo, burocrático, excessivamente regulamentado, mi- nucioso e voltado a eventos passados, e que, portanto, o pessoal que lá trabalha, técnicos e contadores, são desmotivados, pouco “agressivos” na busca de mudanças, conservadores, e demais “chavões” desse tipo. Será que essa opinião é condizente com os fatos? De maneira parcial, total? Por outro lado, o segundo grupo, integrado por técnicos e con- tadores, se autoavalia com tendo razoável nível de motivação. Para es- tes profissionais — que atuam na área contábil, seja direta ou indireta- mente, em diversos de seus setores, como o departamento contábil, de custos, de auditoria, de tributos, dentre outros — a área tem desafios e oportunidades estimulantes. Um argumento relevante que apresentam é a motivação oriunda da possibilidade de se fazer trabalhos que ampliam a compreensão sobre o funcionamento das organizações como um todo, como por exemplo, a avaliação integrada de receitas, custos, investimentos. O que se percebe é que se está num ponto intermediário, com ainda muitos ambientes “contábeis” não muito estimulantes, todavia, em contrapartida, existem outros nos quais a contabilidade desenvolve projetos estratégicos. É bom que esteja assim, pois mostra que há um grande campo a ser explorado para incrementar os níveis de motivação do pessoal da contabilidade. 1.2. sIntOMas E COnsEquênCIas Da faLta DE MOtIvaçãO Sem dúvida que é um fardo pesado não estarmos motivados, ou que nossa equipe de funcionários e colaboradores não esteja motivada para o trabalho. Tudo fica desinteressante e sempre aquela sensação de que o dia não passa, e que não chega a hora de irmos embora. Isso para falarmos apenas da nossa atuação profissional, pois é claro que o desconforto da desmotivação vale para todos os outros “pa- péis” que exercemos na vida, seja na família, no grupo de amigos, nas associações.
  17. 17. 22 Sérgio ribeiro de Carvalho O contador que tem a responsabilidade de gerir um departamento contábil de uma organização, uma firma de auditoria, ou seu próprio es- critório de serviços contábeis e que é atento à sua equipe de trabalho, in- tegrada por analistas, auxiliares e estagiários, identifica a desmotivação de um deles ou de todos quando percebe um ou mais destes sintomas: • Frequente demora e erros na execução das tarefas, até mesmo na mais simples, como analisar um lançamento contábil. • Pouco interesse do funcionário em adquirir novos conheci- mentos ou de se engajar empolgado em projetos desafiantes como, por exemplo, a implementação na empresa das normas de contabilidade IFRS. • Falta de comprometimento e colaboração quando há necessidade de um trabalho em regime de hora extra, como o que às vezes é demandado nos períodos de fechamento contábil mensal. • Má vontade em participar ativamente de reuniões importantes como o encontro mensal para planejar e acompanhar os traba- lhos do departamento contábil. Certamente esta lista poderia ser acrescentada com diversos ou- tros exemplos, mas por agora assim já está de bom tamanho. Um ambiente como esse acarreta diversas consequências negati- vas, tanto de natureza pessoal quanto profissional, como: 1. Distúrbios psicológicos e físicos, tanto para o(s) membro(s) da equipe que está(ão) desmotivado(s) quanto para você. 2. Não cumprimento dos objetivos do departamento. 3. Repercussão negativa para outros departamentos da organi- zação. 4. Contaminação do desempenho dos demais membros da equi- pe, especialmente os mais jovens. 5. Possibilidade de impactar no seu crescimento profissional den- tro da organização.
  18. 18. o Contador líder 23 Bem, se esse é o cenário, desta forma, a falta de motivação precisa ser enfrentada e solucionada. E para isso é necessário primeiro entender o que é motivação. 1.3. DEfInIçãO E tEóRICOs Da MOtIvaçãO Motivação é definida como tudo aquilo que leva a pessoa a agir, se comportar, de determinada maneira, sendo uma condição interna do indivíduo, que é função de suas próprias necessidades; portanto, é ge- rada de dentro para fora. Então, ninguém tem a capacidade de motivar o outro, o que se pode é criar condições, estímulos, para que outro se motive. Cada um elabora internamente seu nível de motivação. Isso não exclui o fato concreto de que essa força pode ser provo- cada por estímulo externo, por outras pessoas, como um líder; todavia, motivação é força interior derivada da vontade que temos de satisfazer, atender, nossas necessidades individuais. Existem diversas teorias e abordagens sobre motivação humana e algumas até mesmo se contradizem, trabalhando com hipóteses e conclu- sões diferentes. Porém, de um modo geral, estas teorias configuram um processo de evolução na compreensão do que seja a motivação humana. No campo da motivação, são frequentemente citados como importan- tes pesquisadores e autores e suas respectivas teorias: Douglas Mc Gregor (Teoria X e Y), Abrahan Maslow (Hierarquia das Necessidades Humanas), Frederick Herzberg (Teoria da Satisfação ou dos Dois Fatores Higiênicos e Motivacionais), Victor Vroon (Teoria Expectativas/Contingencial). Nosso foco neste livro é dedicar muito tempo às questões práticas e menos às teorias; portanto, vamos conhecer e concentrar nossa aten- ção na abordagem de Abrahan Maslow, dado que é das mais utilizadas. 1.4. a hIERaRquIa Das nECEssIDaDEs huManas Maslow identificou e hierarquizou as necessidades humanas desta forma:
  19. 19. Este conteúdo exclusivo é oferecido gratuitamente pela e-Store Clique aqui e saiba mais detalhes sobre esta edição. www.iobstore.com.br

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