Crise 29

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Bem, aqui está um Slide sobre a crise de 1929. Fiz esse trabalho pro colégio, e fiquei encantada. Estou deixando disponível para quem quiser reutilizá-lo. Espero poder ajudá-los.

Boa Sorte.

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Crise 29

  1. 1. Trabalho de História
  2. 2. A Crise de 29 Grande Depressão
  3. 3. E U A : P r i m e i r a P o t e n c i a <ul><li>Após a Primeira Guerra Mundial, os EUA se tornou o país mais rico do planeta. Sendo o maior exportador de produtos. </li></ul>
  4. 4. Carros <ul><li>A cada 100 carros que o mundo inteiro produzia, 85 eram americanos. As fabricas americanas produziam mais que o quíntuplo de automóveis de todas as outras fabricas do mundo reunidas! </li></ul>Ford-T
  5. 5. <ul><li>Os EUA não eram só grandes produtores de automóveis. Eles também eram os maiores produtores de: </li></ul>Fogões Petróleo
  6. 6. Aços Brinquedos Discos Rádios
  7. 7. Maquinas Carvão Tecidos
  8. 8. Comidas enlatadas Chapéus
  9. 9. E tudo mais que se possa imaginar ....
  10. 10. Publicidade <ul><li>A publicidade foi um dos meios encontrados pelo capitalismo para ampliar o consumo. Esse cartaz publicitário é de 1924, uma época em que a Coca-cola já estava se tornando um dos símbolos máximos da cultura norte-americana </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Durante 10 anos a economia norte-americana continuou a se dilatar. A cada dia , novas fábricas, novas plantações e novos investimentos. Os empresários ficavam eufóricos pois os lucros não paravam de crescer! </li></ul>
  12. 12. <ul><li>A classe média também estava adorando. Quase todo o planeta invejava o ‘american way of life’ (modo de vida americano). </li></ul><ul><li>O modo de vida típico de um cidadão americano de classe média nos anos 20,era: </li></ul><ul><li>> Uma casa confortável, crianças na escola, automóvel, rádio, toca discos, geladeira , aspirador de pó e uma montanha de bens de consumo que na época só os americanos tinham acesso. </li></ul>
  13. 14. Os Loucos anos 20 <ul><li>A década de 20 ficou conhecida como a dos loucos anos 20. Pra quem era maior de idade e pertencia a classe média ou a burguesia, nas grandes cidades dos Eua, foram 10 anos de grande farra. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Primeiramente porque fazer compras virou parque de diversões dos adultos. Então as indústrias não paravam de produzir novos bens de consumo. </li></ul><ul><li>O capitalismo transforma tudo em mercadoria, em negócio, em fonte de lucros. Então a diversão tornou-se uma indústria. </li></ul><ul><li>A grande indústria de diversão de massa foi o cinema. </li></ul><ul><li>Em Hollywood, atores e atrizes já eram ídolos capazes de juntar multidões nas filas dos cinemas. </li></ul>
  15. 17. <ul><li>Depois foi a de rádio. Os radios chegaram aos lares dos Eua e na Europa Ocidental. O que causou grande impacto na civilização. </li></ul>
  16. 18. Observação! <ul><li>Os EUA passou a ser a base da economia mundial. Ou seja, tudo que acontecesse com a economia americana iria afetar o mundo inteiro. </li></ul>
  17. 19. A bolsa ou a Vida? <ul><li>Nos Eua nos anos 20, as ações se valorizaram por causa da euforia econômica. Mas quando apareceram as primeiras noticias de falência nas empresas, todos os investidores ficaram apavorados e trataram de vender as ações. Foi o que fez com que os preços caíssem sem parar. Até acontecer o famoso.... </li></ul>
  18. 20. <ul><li>Crack das bolsas de valores </li></ul>
  19. 22. O começo da crise Mundial <ul><li>No dia 24 de outubro de 1929, começou a pior crise econômica da história do capitalismo. A bomba estourou na bolsa de valores de Nova York. O valor das ações começaram a despencar. Os investidores tentaram vender, mas ninguém queria comprar, somente vender. Um abismo simplesmente levou a falência muitas empresas. O que fez com que os empregados fossem demitidos. </li></ul>
  20. 23. <ul><li>Os bancos que haviam emprestado dinheiro receberam grande prejuízo, então também foram a falência. </li></ul><ul><li>A crise americana fez com que os EUA exportasse menos mercadorias. E os paises que exportavam mercadorias para os EUA ficaram com muitos produtos encalhados. Então também entraram na roda da crise. </li></ul>
  21. 24. Jornal informando sobre a crise
  22. 25. <ul><li>A crise se espalhou por quase todos os cantos. Muitos milionários descobriram de uma hora pra outra que não tinham mais nada. Muitos dos ex ricos se suicidaram por isso. </li></ul><ul><li>Os que mais sofreram foram os trabalhadores. Milhares de pessoas ficaram sem uma ocupação. O que fez crescer de forma assustadora o numero de mendigos. </li></ul><ul><li>Nos EUA milhares de pessoas marchavam juntas implorando um pouco de comida. Homens e mulheres disputavam comida dos depósitos de lixo. </li></ul><ul><li>Adolescentes eram obrigadas a se prostituir para poder comprar um pouco de salsicha e pão preto. </li></ul>
  23. 27. <ul><li>A crise foi piorando a cada ano que passava. Em 1934, a economia dos Eua produzia menos que a metade do que produzia em 1929. A crise atravessou uma década inteira. </li></ul>
  24. 28. Causas : <ul><li>A economia norte-americana começou a passar por sérias dificuldades, causadas pelos seguintes motivos: </li></ul><ul><ul><li>O aumento da produção não acompanhou o aumento dos salários. Além de a mecanização ter gerado muito desemprego. </li></ul></ul><ul><ul><li>A recuperação dos países europeus, logo após a 1ª Guerra Mundial. Esses eram potenciais compradores dos Estados Unidos, porém reduziram isso drasticamente devido à recuperação de suas econômicas. </li></ul></ul>
  25. 29. <ul><li>Segundo o pensador francês, Charles Fourier.... </li></ul><ul><li>“ No capitalismo, a abundancia gera miséria.” </li></ul>Superprodução
  26. 30. O capitalismo é um sistema econômico baseado no mercado. Quase tudo que precisamos é considerado uma mercadoria, ou seja, é produzido para ser vendido e comprado. O mercado livre predominava. Isso quer dizer que cada empresário fazia o que bem pretendia e ninguém se metia nisso. A economia andava por conta própria , sem nenhum controle. Cada empresário só pensava em lucros, sem ligar pras conseqüências.
  27. 31. <ul><li>Se pensarmos em termos econômicos, diríamos que o livre mercado (competição) é geralmente harmônico, como o futebol, mas que pode ficar fora de controle, como numa guerra. Aí vem a crise. </li></ul><ul><li>E foi exatamente isso o que aconteceu. </li></ul>
  28. 32. <ul><li>Os empresários passaram a investir sem parar para obter bastante lucro, e “devorar” o outro concorrente. E assim a economia foi crescendo. </li></ul><ul><li>Graças a esse desenvolvimento descontrolado da economia, chegou um momento em que a produção superou a capacidade de consumo. Foi nesse momento que deu origem a crise de 1929. </li></ul><ul><li>Por que eles pagavam mal aos seus funcionários. Dificultando assim o acesso a esses produtos. </li></ul>
  29. 33. <ul><li>Os produtos ficaram encalhados nas prateleiras das lojas e nos depósitos das empresas. Os empresários passaram a despedir o pessoal porque não valia a pena produzir o que não seria vendido. </li></ul><ul><li>Isso só piorou as coisas. Com o desemprego o consumo era menor ainda. O que atraia mais desemprego. Esse ciclo quase parou com a economia dos EUA. </li></ul>
  30. 34. <ul><li>Como nos Estados Unidos, a sociedade acreditava ter uma reserva (as ações), então, passou a liquidá-la (venda das ações) para sobreviver. Porém, toda a população tomou a mesma iniciativa ao mesmo tempo: vender as ações, o que provocou sua extraordinária desvalorização, ou seja, o Crack. </li></ul><ul><li>Naquele momento, os EUA era o centro da economia capitalista mundial, o que levou a crise a se espalhar por todo o Ocidente. </li></ul>
  31. 35. Intervenção do Estado <ul><li>A Em 1932, o povo elegeu Franklin Delano Roosevelt para presidente dos EUA. Roosevelt propôs abandonar o liberalismo econômico. </li></ul><ul><li>O estado começou a intervir fortemente na economia, seguindo as idéias do economista Keynes. Que propôs o plano de recuperação dos Eua ficou conhecido como New Deal (Novo acordo (trato)), imitado por vários países do mundo. </li></ul>
  32. 36. New Deal <ul><li>A intervenção estatal começou a ser adotada primeiro nos Estados Unidos, com o anúncio pelo presidente Franklin Roosevelt de uma série de medidas, que ficaram conhecidas como New Deal(novo acordo) e que passaram a ser concretizadas em 1933. Dentre elas: </li></ul><ul><li>controle sobre bancos e instituições financeiras; </li></ul><ul><li>construção de obras de infra-estrutura para a geração de empregos e aumento do mercado consumidor; </li></ul><ul><li>concessão de subsídios e crédito agrícola a pequenos produtores familiares; </li></ul><ul><li>criação de Previdência Social, que estipulou um salário mínimo, além de garantias a idosos, desempregados e inválidos; </li></ul><ul><li>controle da corrupção no governo; </li></ul>
  33. 37. <ul><li>incentivo á criação de sindicatos para aumentar o poder de negociação dos trabalhadores e facilitar a defesa dos novos direitos instiuídos. </li></ul><ul><li>No setor industrial, a principal medida foi a redução da jornada do trabalho. Percebendo que o fator básico que gerou a crise econômica havia sido a superprodução, Henry Ford estabeleceu a jornada de oito horas. Além disso, foi responsável por uma importantíssima inovação técnica – a linha de montagem. Essa inovação permitiu a redução dos custos e, sobretudo, aumento da produtividade. Isto é, o rendimento do trabalho e dos demais agentes da produção. A aplicação das técnicas fordistas em várias indústrias de bens de consumo gerou uma queda de preços em todo o país, fator que é tido, juntamente com New Deal, como primordial para a recuperação da economia norte-americana. </li></ul>
  34. 38. Gráfico sobre a crise de 29
  35. 40. FIM DA GRANDE DEPRESSÃO!!!
  36. 41. Crise Atual
  37. 42. Como surgiu a crise atual?
  38. 43. A crise de 2000-2001 teve uma evolução bem diferente nos países imperialistas e dependentes. A queda do PIB (Produto Interno Bruto) nos EUA foi só de 0,4%, e a recessão durou menos de um ano. Na América Latina, porém, a crise teve pesadas conseqüências. A Argentina, por exemplo, perdeu parte importante de sua indústria.
  39. 44. <ul><li>Para sair da crise, os EUA aumentaram fortemente os gastos em armamentos: invasões do Iraque e Afeganistão. </li></ul><ul><li>Também reduziram a taxa de juros e cortaram os impostos das grandes empresas. Assim, o país conseguiu sair rapidamente da crise, mas ampliou as contradições que agora estão explodindo. </li></ul>
  40. 45. Uma das conseqüências foi a atual bolha imobiliária. Com as taxas de juros negativas, foi possível concentrar a aplicação de uma parte dos capitais especulativos e gerar um crescimento acelerado e artificial que sustentou boa parte do crescimento dos EUA.
  41. 46. Os bancos transformaram todas essas dívidas em títulos que eram revendidos. Quando começaram a faltar clientes, buscaram os que não tinham garantias de pagamento dos empréstimos (os famosos subprime ). Até que, um dia, os novos imóveis não encontraram mais compradores. >> Em sentido amplo, subprime (do inglês subprime loan ou subprime mortgage ) é um crédito de risco , concedido a um tomador que não oferece garantias suficientes para se beneficiar da taxa de juros mais vantajosa ( prime rate ).
  42. 47. Explicando... <ul><li>Os americanos quando não tinham dinheiro recorriam aos bancos atrás de empréstimos. </li></ul><ul><li>Como imóveis são considerados bens de valor durável, ou seja, tende a aumentar o valor no decorrer do tempo, os bancos ofereciam menores juros sobre hipotecas, que são basicamente empréstimos com garantia de imóvel. </li></ul>
  43. 48. <ul><li>Então os americanos iam ao banco e hipotecavam a casa (davam a casa em garantia) por um valor, que na maioria das vezes, era o valor do imóvel. </li></ul><ul><li>Como os bancos tinham essa idéia de que era um investimento de baixo risco, porque tinham os imóveis como garantia, eles não eram tão criteriosos quanto a análise de crédito. </li></ul>
  44. 49. <ul><li>Então acabaram concedendo empréstimos a pessoas que não tinham como pagar. </li></ul><ul><li>A quantidade de inadimplentes acabou aumentando muito e eles tiveram que executar as dívidas, ou seja, pegar os imóveis pra eles. </li></ul>
  45. 50. Títulos <ul><li>Quando a pessoa ia no banco e fazia uma hipoteca, ele se tornava devedor, ou seja, o banco detinha um título de crédito, que aparentemente, era um bom recebível, visto que tinha garantia </li></ul><ul><li>Então o banco usava esses títulos para compor uma carteira de crédito. </li></ul>
  46. 51. <ul><li>Ou seja, reunia o monte de hipotecas e as usava como garantia de um novo título, emitido para que o banco captasse dinheiro (ou seja, pegava mais dinheiro emprestado, usando como garantia os títulos de dívida das hipotecas) </li></ul>
  47. 52. <ul><li>Até então, eles acreditavam que estava tudo bem. Porque a dívida tinha garantia e a nova divida tinha a garantia da garantia. </li></ul><ul><li>Basicamente, se a pessoa não pagasse, eles teriam alguma recuperação. </li></ul><ul><li>Mas o problema foi que isso não parou por aí !! </li></ul>
  48. 53. Seção de empréstimos Supondo que o Banco A, fez a hipoteca pro seu Madruga da Silva no valor de R$ 100.000,00. O Banco A emitiu um título para o Banco B, usando como garantia a hipoteca do Madruga da Silva, então o Banco B deu mais dinheiro pro Banco A, que vai usar esse dinheiro pra fazer mais hipotecas. O Banco B, obviamente, não precisava ficar esperando o seu Madruga pagar pro Banco A, pra só então receber. Então ele emite um novo título para o Banco C, usando como garantia o título do Banco A.
  49. 54. O Banco C dá dinheiro pro Banco B que da mais dinheiro para o Banco A e outros bancos com garantia em outras hipotecas. E o Banco C emite outro título pro Banco X, e assim sucessivamente. No final das contas, o Banco X tem um título que quem deve pra ele é o Banco C, mas a garantia do Banco C é do Banco B que por sua vez tem a garantia no Banco A, que tem como garantia a casa do Madruga da Silva. O Banco C dá dinheiro pro Banco B que da mais dinheiro para o Banco A e outros bancos com garantia em outras hipotecas. E o Banco C emite outro título pro Banco X, e assim sucessivamente. No final das contas, o Banco X tem um título que quem deve pra ele é o Banco C, mas a garantia do Banco C é do Banco B que por sua vez tem a garantia no Banco A, que tem como garantia a casa do Madruga da Silva.
  50. 55. Agora imagine que o Madruga da Silva ganha pouco e gasta muito com as necessidades básicas. E ele acaba não tendo dinheiro pra pagar o Banco A. Agora... O Banco A tem a garantia da casa, que vale 100.000,00. Mas a dívida que isso se torna no final, no Banco X, que é multiplicado por 10 (juros). Ou seja, no final das contas, a casa do Madruga da Silva que vale 100.000,00 está sendo usada como garantia pra um empréstimo de 1.000.000,00.
  51. 56. Mesmo que eles consigam vender a casa do Madruga da Silva, depois de despejá-lo, eles não conseguiriam pagar os empréstimos. Agora, multipliquemos isso por 1.000 Madrugas da Silva... Nisso vem outro problema... Além das casas não terem valor suficiente para pagar a dívida, como tem um monte de casa sendo vendida por esse motivo, elas acabam perdendo o valor (lei da oferta/demanda), e pior ainda como isso gerou toda a crise econômica, as pessoas não tem dinheiro pra comprar casa... Então os bancos tem as casas, mas não conseguem vender...
  52. 57. Então o Banco A quebra..... ...e todos os bancos que tinham títulos vinculados ao Banco A tem enormes prejuízos. Os únicos bancos que não tiveram problemas foram aqueles que não tinham nenhum vinculo com os títulos do Banco A (Banco do Brasil). ? ? ?
  53. 58. <ul><li>Então podemos analisar que os títulos davam mais garantia do que de fato podiam cobrir, além das garantias não terem liquidez (não é dinheiro). </li></ul><ul><li>Os títulos não valiam nada na verdade. </li></ul>
  54. 61. FIM

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