Informe Rural - 13/03/2014

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Informe Rural - 13/03/2014

  1. 1. Como uma mulher pode mudar sua vida, mesmo quando tudo parece dar errado? Há 15 anos, tudo levava Suedi Lima Vaz a desistir. Mãe zelosa, colocava toda sua energia para cuidar da filha especial, mesmo com diversas dificuldades familiares. Ao buscar ajuda profissional, foi orientada a trabalhar com a terra para buscar equilíbrio emocional. Assim, ela uniu a necessidade de se cuidar com uma forma de conseguir seu sustento. Suedi começou plantando cheiro verde e colhendo os morangos para vender polpa congelada. Com o tempo, a demanda foi aumentando. Ela passou a plantar e vender também tomate cereja, ervilha, vagem rasteira e outros produtos. Uma das primeiras conquistas da agricultora foi a compra de um fusca usado, para ajudar a fazer a entrega das mercadorias. Suedi entregava na feira da Ceasa. Com muito trabalho e dedicação, pagou a faculdade do filho mais velho, hoje formado emAgronomia. Também comprou um caminhão para fazer as entregas que a cada dia, aumentava. Por fim, conseguiu comprar uma casa e implantou sua agroindústria. A abertura da pequena empresa inaugurou também uma nova fase na vida da agricultora. No entanto, Suedi contratou um gerente para tocar a agroindústria e continuou fazendo as entregas. Segundo ela, o ritmo era muito pesado e já estava consumindo a sua saúde. Em dois anos, sem acompanhar o empreendimento de perto, a agricultora acumulou dívidas e quase foi à falência. Foi quando assumiu definitivamente a direção da agroindústria, em 2011. “Foi a melhor decisão que eu podia ter tomado”, conta. Ela negociou as dívidas e hoje colhe os frutos do seu trabalho. O negócio, que começou com cinco funcionários, agora emprega 32 pessoas. Suedi diz aplicar em seu trabalho uma frase que aprendeu com o dono de uma das redes de supermercados que entrega. “Quem mede, conhece. Quem conhece, controla. Quem controla, melhora”, afirma. Mudança de vida — Suedi conta que desde o início, a Emater-DF esteve presente em sua vida. Quando ela decidiu ter o seu próprio plantio, o apoio recebido da equipe do escritório Informativo do Sistema Público da Agricultura - Ano II - Edição n° 65 - Brasília, 13 de março de 2014. Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural Agricultora mostra como dar a volta por cima em Alexandre de Gusmão foi fundamental. Os técnicos Marcelo Pereira, Helton de Araújo, Maria Cândida e Sônia Lemos auxiliaram a agricultora com projetos de financiamento bancário, técnicas de plantio, entre outros. Em 2007, quando Suedi decidiu abrir a agroindústriaeassimprofissionalizarseunegócio, as técnicas de economia doméstica da Emater- DF orientaram quanto ao melhor lugar para a construção do empreendimento e promoveram treinamentos para boas práticas de fabricação e higiene para manipulação de alimentos. Crescimento — A economista doméstica Sônia Lemos comenta que a agroindústria de Suedi demanda no mínimo um curso por ano — só em 2013 foram três. Recentemente, a Emater-DF auxiliou Suedi em novos projetos de financiamento bancário para aquisição de máquinas e um caminhão refrigerado, além da reforma de ampliação da estrutura. Atualmente, Suedi entrega principalmente para instituições privadas como hospitais, empresas que preparam refeições aéreas e redes de fast food. No começo, sua atuação era somente em feira, vendendo apenas para o varejo, mas, segundo ela, esse não era o melhor canal de vendas. “O varejo tem muita perda e muita reposição”, afirma. Hoje, se emociona ao contar a história e constatar que pode dar aos filhos conforto e segurança. “Um deles trabalha comigo, mas tem sua própria produção. Minha filha faz faculdade de serviço social e o mais velho agora está estudando medicina”, alegra-se.
  2. 2. Agricultores recebem pagamentos do PAA com mais eficiência OsagricultoresparticipantesdoProgramade Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Doação Simultânea, receberão o pagamento da venda dos alimentos fornecidos com mais eficiência. A nova metodologia de pagamento está em operação desde 24 de fevereiro. Para viabilizar a operacionalização da nova forma de pagamento – chamada de Termo de Adesão – o governo do Distrito Federal, por meio da Emater-DF e com a coordenação da Secretaria de Agricultura (Seagri), cadastrou os agricultores, que receberão cartão bancário usado exclusivamente para receber os valores da venda dos alimentos vendidos ao PAA, de forma direta. “Com a criação da operacionalização do PAA por meio do Termo de Adesão não será mais necessária a celebração de convênio entre os partícipes”, explica Lúcio Flávio da Silva, coordenador de Compras Institucionais da Seagri. Às segundas-feiras, pela manhã, as entregas dos alimentos acontecem na Unidade de Recepção e Distribuição (URDA) de Brazlândia e no Banco de Alimentos, localizado na Ceasa-DF. No período da tarde, as entidades socioassistenciais cadastradas recebem os alimentos nesses locais. Desenvolvimento - O Programa deAquisição de Alimentos (PAA) é um dos instrumentos mais importantes de desenvolvimento da agricultura familiar no Brasil. Por meio dele, o governo compra a produção de empreendedores familiares e repassa para instituições socioassistenciais como asilos, creches, casas de recuperação de dependentes químicos e outras associações. Assim, o programa beneficia duas pontas — quem produz o alimento e quem dele usufrui. O PAA é operacionalizado pelos governos estaduais com verba do governo federal. Seagri organiza ação preventiva de combate à lagarta Helicoverpa O subsecretário de Defesa Agropecuária da SecretariadeAgricultura(Seagri),AlexandreCenci, juntamente com a chefa do Núcleo de Sanidade Vegetal do órgão, Lara Line e representantes do setor produtivo, realizou visita técnica à Embrapa Milho e Sorgo, na últimas quinta e sexta-feiras (6 e 7), para estudar estratégias de combate à lagarta Helicoverpa Armigera, que já causou prejuízos milionários à economia do Brasil. Para prevenir futuros prejuízos que a praga poderá causar às lavouras do DF, a equipe liderada pela Seagri-DF adquiriu conhecimento sobre a tecnologia de produção da Trichogramma – vespa que parasita a Helicoverpa. “A Trichogramma promove um controle ambientalmente correto, mais eficaz e mais barato que a utilização de agrotóxicos, agindo como um míssil teleguiado diretamente à praga, parasitando-a”, explica Lara Line. A comissão aprendeu como multiplicar a vespa e avaliou a viabilidade de construir um laboratório para multiplicar a Trichogramma no DF. Hoje, a liberação da vespa custa ao produtor rural cerca de R$ 60,00, por hectare. Com o laboratório, o custo será reduzido para menos de R$ 30,00. A intenção será estimular o manejo de pragas, para que os agricultores possam usar menos agrotóxicos e, com isso, usar técnicas de combate que causem menos impacto ao meio ambiente. Fotos: Ivan Cruz/Embrapa
  3. 3. Artesanato ganha espaço na Torre de TV A partir desta quinta-feira (13), um grupo de artesãos do Distrito Federal dispõe de um espaço na Torre de TV, a poucos metros do Estádio Mané Garrincha. Uma parceria entre a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri) e a Coordenadoria das Cidades permitiu a assinatura de um contrato de cessão de uso. A Seagri passa a administrar o box 108, onde artesãos ligados a comunidades rurais e assentamentos de reforma agrária poderão comercializar seus produtos. O secretário de Agricultura, Lúcio Valadão, afirma que o GDF tem se empenhado para abrir novos espaços não só para os artesãos como também para todos os agricultores familiares do Distrito Federal. “Além disso, temos incentivado os produtores a se unirem e se organizarem. Só assim, a categoria terá mais força para enfrentar o mercado”, ressaltou. O presidente da Emater- DF, Marcelo Piccin, parabenizou as equipes da empresa e os agricultores que têm se esforçado para aprimorar a gestão dos negócios rurais. “Esperamos que esse seja mais um ponto entre muitos”, afirmou. Por enquanto, o box está sob responsabilidade da Seagri, que fará uma chamada pública para selecionar associações de produtores que deverão administrar o espaço. Agricultura urbana é tema de oficina A agricultura urbana tem se consolidado em todo o mundo como uma atividade importante para garantir segurança alimentar, equilíbrio ambiental e economia às famílias. No Distrito Federal, a Emater-DF procura incentivar a prática promovendo hortas comunitárias e escolares, além de orientar as comunidades sobre como implantar hortas e pomares domésticos. Esse foi o tema de uma oficina realizada pelo extensionista Rafael Venturim, da Emater-DF, nesta quarta-feira (12), na Agência Nacional de Águas (ANA). Cerca de 40 pessoas participaram da atividade. O evento fez parte do seminário “A Mulher e Água na Agricultura Familiar”, promovido pela agência, numa alusão ao Dia Internacional da Mulher (8 de março) e o Dia Mundial da Água — comemorado em 22 de março. Participaram servidoras da ANA e do Ministério da Ciência e Tecnologia, além de outros órgãos do governo federal. Durante a palestra, Rafael dissertou sobre a importância da alimentação saudável como garantia para uma qualidade de vida melhor. Segundo ele, o cultivo de hortas em pequenos espaços é possível até mesmo para quem mora em apartamento, havendo técnicas específicas para isso. Ao final, os participantes da oficina participaram de uma atividade ao ar livre, onde puderam colocar em prática os conhecimentos sobre horta em pequenos espaços: pimentas, coentro, cebolinha, hortelã, majericão e outros produtos foram plantados em vasinhos, com importantes dicas dadas pelo extenionista da Emater-DF.
  4. 4. Informativo produzido pelas assessorias de comunicação social: Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) - 3051-6347 Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) - 3340-3002 Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) - 3363-1024 Siga o Sistema Agricultura nas redes sociais: facebook.com/SeagriDF facebook.com/ematerdistritofederal facebook.com/ceasa-df twitter.com/ematerdf Seagri homenageia servidoras e produtoras rurais A Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri) homenageou, nesta sexta-feira (7), as servidoras do Sistema Público da Agricultura e as mulheres do campo. O evento teve o apoio da Associação dos Servidores da Seagri (Arcef), Fundação Casa do Cerrado, Banco de Brasília (BRB) e Central Flores. A homenagem às mulheres da Agricultura, realizada na Casa do Cerrado, contou com a presença da primeira-dama do Distrito Federal, Ilza Queiroz; o secretário de Agricultura, Lúcio Valadão; o presidente da Ceasa, Wilder Santos; o diretor executivo da Emater-DF, Carlos Banci; o deputado Distrital Joe Valle, entre outras autoridades. A primeira-dama, Ilza Queiroz lembrou a importância da denúncia da violência contra a mulher. “Se a mulher não fizer a denúncia na primeira ameaça, na primeira agressão, ela pode sofrer consequências extremas”, disse. Cerca de 300 mulheres, entre servidoras e produtoras rurais, foram recepcionadas pelas autoridades com flores e cartão comemorativo e depois presenteadas com um café da manhã e com brindes como perfumes, batons, protetores solar e cremes hidratantes. No total, mais de 30 prêmios foram sorteados. Para o Secretário Lúcio Valadão, esses encontros comemorativos servem, também, para “reconhecer o papel da mulher do campo como mãe, trabalhadora e esposa, pois elas têm mudado a realidade de suas famílias”. Já o deputado Joe Valle destacou a importância da mãe como ponto de equilíbrio para a família. “A mulher é capaz de organizar a casa e ajudar nos agronegócios da família”, enfatizou.

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