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O presente trabalho tem como objeto de estudo a análise da degradação causadapela atividade extrativa de cascalho, visando...
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Levando em consideração o conceito de vegetação natural potencial de FÁVEROet al (2004), que consiste na máxima expressão ...
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6. Referências Bibliográficas       FÁVERO, O. A.; NUCCI, J.C.; BIASI, M. Vegetação natural potencial emapeamento da veget...
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O trabalho tem como base teórica o planejamento de paisagem, o qual possibilita um levantamento da situação atual do empreendimento e um diagnóstico, sugerindo novos cenários de acordo à paisagem.
A proposta baseada em TROPPMAIR (1998), consiste em reconstituir a cobertura vegetal originária para levantar dados ambientais importantes e que foram alterados pelo Homem. Levantou-se características da área a fim de generalizar as várias alterações ocorridas durante um período de 20 anos.

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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas Mina de Cascalho na localidade do Junco – Angical/BA

  1. 1. Plano de Recuperação de Áreas Degradadas Mina de Cascalho na localidade do Junco – Angical/BA Gilmar Nascimento Igor Souza Zilayne Gonçalves 1. Introdução A degradação ambiental é um problema enfrentado em todo o planeta. O solo éum dos principais alvos dessa degradação. Dentre as atividades mais degradantes, esta amineração. A atividade mineradora é responsável por produzir impactos econômicos eecológicos de grande monta. Ela remove totalmente a camada fértil do solo,determinando a perda da biodversidade, a interferência nos recursos hídricos, além dabrusca alteração na paisagem. A capacidade de regeneração natural dessas áreas mineradoras é muito baixa. Deacordo com a profundidade da lavra, pode haver remoção de todo o solo fértil, além deremover, também, as raízes, que, no cerrado, brotam formando a parte aérea. Para aefetiva recuperação dessas áreas, a intervenção humana torna-se essencial. Diversastécnicas ou metodologias podem ser utilizadas para recuperar áreas mineradas. Aescolha da metodologia mais adequada vai determinar o sucesso ou não da intervenção.A melhoria da qualidade do material que compõe a superfície de áreas mineradas(substrato), com a finalidade de recompor sua características físicas, químicas ebiológicas a um nível mínimo que permita o desenvolvimento de espécies vegetais,constitui-se numa prática muito recomendada em Planos de Recuperação de áreasdegradadas (PRAD). A remoção do perfil do solo para a realização de obras civis e viárias resulta emcaixas de empréstimo e cascalheiras, e deixa exposto o subsolo ou a rocha matriz ecausa mudanças drásticas no ambiente local e na circunvizinhança. A composição domaterial exposto após a mineração varia de acordo com o local e, de um modo genérico,é denominado de substrato. O substrato pode ser um solo desorganizado ou decapitado,um material geológico oriundo de atividades de mineração, ou mesmo o soloorganizado, mas com suas funções debilitadas, fruto principalmente da perda de matériaorgânica e estrutura originais. A maior parte dos substratos apresenta um conjunto deatributos muito diverso daquele presente em um solo, que possui horizontesdiferenciados, estrutura própria e características particulares. A recuperação de áreas degradadas contempla todos os aspectos de qualquermétodo que visa à obtenção de uma nova utilização para a área degradada, incluindo o
  2. 2. planejamento e o trabalho de engenharia, conjuntamente aos processos biológicosenvolvidos. A recuperação de áreas degradadas por meio da revegetação consiste nautilização dos substratos minerados para dar suporte ao crescimento de vegetais e, porconseguinte, à recomposição do ambiente. A degradação pode ser revertida por meio de vários meios de recomposição dapaisagem: a reabilitação, a recuperação e a restauração. A reabilitação é definida comoo retorno da área a um estado biológico apropriado,permitindo, portanto, a reinserção daárea ao ambiente sob uma forma distinta da original, inclusive com relação ao seu uso eecossistema. Refere-se ao termo recuperação como a restituição de um ecossistema oude uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode serdierente de sua condição original, mas em conformidade com os valores ambientais,estéticos e sociais da circunvizinhança. O termo restauração é definido como o retornocompleto do ambiente degradado às condições ambientais originais e preexistentes,englobando os aspectos bióticos e abióticos. Portanto, a revegetação de cascalheiras pode ser entendida como um processo dereabilitação ou de recuperação de áreas mineradas. O processo de recuperação de uma área degradada começa já nos estudos paraelaboração do PRAD, antes mesmo da atividade de exploração propriamente dita.Quando recomenda a técnica ser empregada na extração do cascalho, a profundidade ea forma de avanço, o PRAD está visando uma minimização dos impactos ambientaiscausados pela atividade. De maneira geral, os PRAD elaborados para áreas de cascalheiras, recomendama extração de material de até 1 m de profundidade. O substrato é tido como um fator limitante de maior grandeza em processos dereabilitação de áreas mineradas, principalmente aqueles em que a matéria orgânica estáausente. Os PRAD visam, primeiramente, tornar substratos minerados aptos aorecebimento de plantas e, depois, identificar espécies nativas que são capazes de iniciarprocessos de modificação do ambiente pelas comunidades que o habitam. Considerandoa sucessão ecológica em uma área desabitada por plantas e animais, a primeira etapa dasucessão corresponde ao surgimento de organismos vivos que irão colonizar a região.Estes são organismos simples e de pouca biomassa. Em seguida, ocorre a etapaintermediária, a chamada sucessão secundária. As sucessões secundárias ocorrem emum local anteriormente povoado, mas do qual foram eliminados os seres vivos, como nocaso de áreas mineradas. 2. Objetivo
  3. 3. O presente trabalho tem como objeto de estudo a análise da degradação causadapela atividade extrativa de cascalho, visando a reabilitação da área. 3. Revisão Bibliográfica A atividade mineradora é causadora de grandes alterações de paisagem em áreasde considerável preservação ambiental. Sobre esse aspecto, vale ressaltar o fato de quepequenas minerações tendem a impactar menos, viabilizam o aproveitamento depequenas jazidas, além de servirem para fixar a mão de obra própria da região. Alémdisso, contribuem para a desconcentração de centros urbanos e favorecem odesenvolvimento da região em que estiver inserida(BRUM, 2000). Subentende-se queuma mineração acarrete impactos que relacionem-se com o revolvimento/escavação dosolo (incluindo material rochoso) do local, propagação de partículas residuais e ruídos,poluição visual, além da geração de uma zona de fluxo de trabalho. O desmatamento e a mineração retiram nutrientes que são essenciais para oequilíbrio ecológico do ecossistema (CORRÊA, 2006). O maior estoque de nutrientesdisponíveis encontra-se na biomassa aérea e subterrânea (HARIDASAN, 1992) e nãonos solos como muitos acreditam. Já os estoques de carbono, em áreas naturais deCerrado sentido restrito, concentram-se em sua maioria no solo, representando 89% dototal enquanto a parte aérea e as raízes representaram apenas 4 e 7% respectivamente(PAIVA, 2006). Áreas degradadas são aquelas caracterizadas por solos empobrecidos e erodidos,instabilidade hidrológica, produtividade primária e diversidade biológica reduzidas(PARROTA, 1992). A mineração causa grande impacto devido à movimentaçãoprofunda das camadas do solo, retirada da vegetação e alteração do regime deescoamento da água (KOBYIAMA, 2001). A mineração de cascalho pode ser considerada uma atividade de baixo impactoambiental, tal consideração é motivada pela baixa necessidade de maquinário pesado.Além de que, pela utilização que o cascalho possui na construção civil (emprego demaior notoriedade do minério), servindo basicamente como aterro, não faz-se necessáriaum procedimento de lavra complexo. Porém, segundo o artigo 1° do decreto n°97.632,de 10 de abril de 1989, Os empreendimentos que se destinam à exploração de recursosminerais deverão, quando da apresentação do Estudo de Impacto Ambiental - EIA e doRelatório do Impacto Ambiental - RIMA, submeter à aprovação do órgão ambientalcompetente, plano de recuperação de área degradada. Logo, ao passo que tem-se aextração de um bem mineral em questão, é requisitado um plano de recuperação deáreas degradadas, antes mesmo do inicio do empreendimento, este sendo executadodurante a mineração ou após a desativação da mina.
  4. 4. 3.1. Metodologia 3.1.1. Caracterização da área A área em questão localiza-se entre os municípios de Barreiras e Angical, antesda entrada da localidade “Junco”, à beira da rodovia que interliga as cidades. Possuiuma área de aproximadamente 600 m². O relevo do local caracteriza-se pela predominância de planícies com baixíssimavariação de altitude. O solo é classificado em latossolo vermelho amarelo. O climapredominante é do tipo AW tropical de savana, inverno seco e verão chuvoso(MORAES, 2003). O período chuvoso ocorre entre novembro e abril, com máximomensal a 100 mm, principalmente entre dezembro e fevereiro. A localidade onde encontra-se o povoado “Junco” apresenta característicasrurais, devido à notória presença da agricultura familiar. 3.1.2. Base teórica O trabalho tem como base teórica o planejamento de paisagem, o qual possibilitaum levantamento da situação atual do empreendimento e um diagnóstico, sugerindonovos cenários de acordo à paisagem. A proposta baseada em TROPPMAIR (1998), consiste em reconstituir acobertura vegetal originária para levantar dados ambientais importantes e que foramalterados pelo Homem. Levantou-se características da área a fim de generalizar asvárias alterações ocorridas durante um período de 20 anos. 3.1.3. Métodos A fim de analisar as transformações ocorridas na paisagem, foi observada avegetação do local, verificando as espécies nativas que encontram-se em regeneração epela ocorrência de outras exemplares no local, verificando quais espécies foramretiradas antes das escavações, além de demarcar o território onde realizou-se a extraçãodo mineral.
  5. 5. Levando em consideração o conceito de vegetação natural potencial de FÁVEROet al (2004), que consiste na máxima expressão que a vegetação atingiria se tivesse aliberdade de se desenvolver sem a interferência do ser humano, considerando os atuaislimites dados pelo clima e pelas condições edáficas. 4. Resultados e discussões Entende-se por paisagem original aquela que ainda não tenha sofrido grandesintervenções humanas. Segundo as observações feitas in locu, a área em questão em sua paisagem originalestaria representada pelos latossolos vermelhos amarelos, um relevo com suavesondulações, e uma vegetação caracterizada por campos edáficos, com grande numero deplantas nativas. A retirada de vegetação ocorreu na mesma área de 600 m². Por exceçãode alguns exemplares de árvores e alguns pontos de campo sujo. As escavações determinaram à área um desnivelamento de aproximadamente 3metros de profundidade no solo. As marcas do maquinário utilizado, visão visíveis. Apassagem contínua de máquinas pesadas juntamente com a retirada de camadasuperficial do solo e vegetação resultou em pontos de impermeabilização da área. O fator impermeabilização do solo é motivado também pela presença de criaçãode gado bovino no local, mesmo em pequena quantidade indica um compactação dosolo. Além da escavação do solo que implica à área um déficit paisagístico, esse itemainda é acentuado pelo acúmulo de montes de cascalho espalhados além do níveloriginal do solo. Logo de início, a área necessita de uma estabilização do nível do solo,recompondo as escavações e acúmulos de material. De acordo à proposta deTROPPMAIR (1998), o planejamento em questão visa a reconstituição da vegetaçãoanterior. Portanto, uma pesquisa dentre as espécies da região, faz-se necessária para quese proceda o plantio das mudas. O Monitoramento das mudas é importante no iniciopara que sejam repostas caso não se adaptem ao solo, se este estiver destituído de seunutrientes, logo uma análise da qualidade do mesmo desmonstrará quais as suasdeficiências. È importante que se ressalte a falta de reconhecimento do DNPM quanto à mina.A mesma não se encontra mapeada no aplicativo sigmine, o qual georreferencia desdeáreas de licitação de pesquisa de prospecção mineral até áreas de lavra. Ao mesmopasso, que a propriedade encontra-se provavelmente irregular com o órgão responsável,
  6. 6. é de se esperar que nenhum plano de recuperação de áreas degradadas foi emitido juntocom o inicio da exploração. 5. Anexo
  7. 7. 6. Referências Bibliográficas FÁVERO, O. A.; NUCCI, J.C.; BIASI, M. Vegetação natural potencial emapeamento da vegetação e Usos Atuais da Terras da Floresta Nacional deIpanema, Iperó/SP. In: Conservação e Gestão Ambiental. RA’E GA – o espaçogeográfico em análise, nº 8. Curitiba: Departamento de Geografia – UFPR, 2004,p. 55-68. MENEGUZZO, Isonel Sandino; CHAICOUSKI,Adeline. REFLEXÕESACERCA DOS CONCEITOS DE DEGRADAÇÃO AMBIENTAL, IMPACTOAMBIENTAL E CONSERVAÇÃO DA NATUREZA. REVISTA AREIA & BRITA. Parque Ecológico Costa: Exemplo deRecuperação Ambiental para Areia. São Paulo. Editores Associados Ltda,ANEPAC, n.17, p.06-15, jan/fev/mar. 2002. (Reportagem). FÁVERO, O. A.; NUCCI, J.C.; BIASI, M. Vegetação natural potencial emapeamento da vegetação e Usos Atuais da Terras da Floresta Nacional deIpanema, Iperó/SP. In: Conservação e Gestão Ambiental. RA’E GA – o espaçogeográfico em análise, nº 8. Curitiba: Departamento de Geografia – UFPR, 2004,p. 55-68.

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