Domínios Morfoclimátcos-Araucária

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Essa apresentação mostra caracterísitcas de um dos mais belos domínios de natureza do Brasil, bem como seu clima, flora e fauna, relevo e ocupação e povoamento.

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Domínios Morfoclimátcos-Araucária

  1. 1. Universidade Estadual do Ceará- UECE Centro de Ciências e Tecnologias – CCT Curso de Licenciatura de Geografia Disciplina- Geografia Física do Brasil Profª- Carol Equipe- Auciliene Lima, Ícaro de Paiva, Leônidas Rodrigues, Maria Adriana e Marília Franco <ul><li>Domínios Morfoclimáticos do Brasil </li></ul><ul><li>Araucárias </li></ul>
  2. 2. “ entendemos por domínio morfoclimático um conjunto espacial de certa ordem de grandeza territorial – de centena de milhares a milhões de quilômetros quadrados de área – onde haja um esquema coerente de feições do relevo, tipos de solos, formas de vegetação e condições climato-hidrológicas. Tais domínios espaciais de feições paisagísticas e ecológicas integradas, ocorrem em uma espécie de, área principal, de certa dimensão e arranjo, em que as condições fisiográficas e biogeográficas formam um complexo relativamente homogêneo e extenso” (AB’ SABER, 2003) Domínios Morfoclimáticos
  3. 3. Hidrografia Solo Vegetação Relevo Clima Domínio Morfoclimático
  4. 4. Domínio de Araucária. É o domínio que ocupa o planalto da Bacia do Rio Paraná, onde o clima subtropical está associado às médias altitudes, entre 800 e 1300 metros. Nesse domínio aparecem áreas com manchas de terra roxa, como no Paraná. A floresta de araucária também é conhecida como Mata dos Pinhais; é homogênea, aciculifoliada e tem grande aproveitamento de madeira e erva-mate. A intensa ocupação agrária (café, soja) desse domínio é a responsável pela devastação dessa floresta.
  5. 5. <ul><li>Localização Geográfica </li></ul><ul><li>Compreende uma “área total de quase 578 mil quilômetros quadrados, divididos por três estados – Paraná (1 99 554 Km²), Santa Catarina (95 985 km²) e Rio Grande do Sul (282 184 Km²) – existe um eixo maior de distancias, de norte para sul, com cerca de 1200 Km, enquanto a extensão leste-oeste, em todas as unidades administrativas, não ultrapassa a de 500 ou 600 Km” (Aziz Ab’Sáber). </li></ul><ul><li>“ Uma rápida e discreta perda da tropicalidade, sobretudo no que diz respeito às temperaturas médias, é a principal característica física do Brasil Meridional. Trata-se de uma condicionante climática que tornou possível a ampla e contínua instalação de um domínio de natureza extratropical, constituído por araucárias emergentes acima do dossel de matinhas subtropicais” (Aziz Ab’Sáber). </li></ul>
  6. 7. <ul><li>Características do Povoamento . </li></ul><ul><li>A região das araucárias foi povoada no final do século XIX, principalmente por imigrantes italianos, alemães, poloneses, ucranianos etc. Com isto, os estrangeiros diversificaram a economia local, o que tornou essa região uma das mais prósperas economicamente </li></ul>
  7. 8. Vegetação <ul><li>O solo e um clima de um lugar são responsáveis pelo tipo de vegetação que ocorre. Os elementos climáticos são determinantes para o tipo de vegetação em certa área. </li></ul><ul><li>O clima pode definir a sua fisionomia, e a vegetação de acordo com a sua forma pode ser classificada em: </li></ul><ul><li>  - Xerófilas: plantas que são adaptadas a aridez, como os cactos. </li></ul><ul><li>- Tropófilas: são adaptadas a uma rotação seca, e outra úmida. </li></ul><ul><li>- Higróficas: plantas adaptáveis a muita umidade. </li></ul><ul><li>- Aciculifoliadas: tem folhas em forma de agulhas, como os pinheiros. </li></ul><ul><li>- Latifoliadas: são de regiões úmidas, com folhas largas. Permitindo intensa transpiração. </li></ul><ul><li>- Caducifólias: elas perdem as folhas em épocas frias ou secas do ano. </li></ul>
  8. 9. MATA DE ARAUCÁRIAS OU PINHAIS <ul><li>Nessa forma de vegetação predomina a araucária angustifólia , espécie que é adaptável ao clima subtropical ou temperado. Araucária angustifólia (Bert.) Kuntze é uma árvore originária do Brasil. O segundo nome da espécie, &quot;angustifólia&quot;, do latim, lembra angústia ou dor, pelas suas folhas pontiagudas que machucam como uma agulha. </li></ul><ul><li>Originalmente, localizava-se das terras altas de São Paulo até o Rio Grande do Sul, sendo o único exemplo brasileiro de conífera. </li></ul>Araucária angustifólia
  9. 10. Fauna <ul><li>A fauna das florestas de pinhais desempenha importante papel na manutenção da dinâmica natural desse bioma e constitui importante elemento para a dispersão das sementes das araucárias. Destacam-se roedores como cotias, pacas, camundongos e aves como papagaio-de-peito-roxo, tucanos e a gralha azul. </li></ul><ul><li>A gralha azul é um pássaro típico das florestas de pinhais. Devido seu hábito de enterrar os pinhões, contribui na disseminação da araucária, escondendo-os, para consumi-los depois. Os pinhões esquecidos germinam e vão produzir as novas árvores. </li></ul>
  10. 11. Hidrografia <ul><li>O Domínio das Araucárias é drenado, principalmente, por rios pertencentes às bacias Paraná e do Uruguai. </li></ul><ul><li>São rios de planaltos com belíssimas cachoeiras e quedas, o que lhes confere um elevado potencial hidráulico. </li></ul><ul><li>Embora o Paraná apresente um regime tropical, com cheias de verão (dezembro a março), a maior parte dos rios desse domínio possui regime subtropical (Uruguai, por exemplo), com duas cheias e duas vazantes anuais, apresentando pequena variação em sua vazão, conseqüência do regime de chuvas, distribuído durante o ano todo. </li></ul>Rio Paraná
  11. 13. Região Hidrográfica do Paraná Área de Abrangência Área Total: 879.860 km², 10% do território nacional Países: Brasil (100%) Estados: São Paulo (25%), Paraná (21%), Mato Grosso do Sul (20%), Minas Gerais (18%), Goiás (14%), Santa Catarina (1,5%), Distrito Federal (0,5%) Municípios: 1505 municípios -
  12. 14. Região Hidrográfica do Uruguai Área de Abrangência Área Total - 174.612 km², 2,0% do País Países - Brasil Uruguai Estados - Rio Grande do Sul (73%) Santa Catarina (27%) Municípios - 384 municípios - Lages e Chapecó, em Santa Catarina, Erechim, Ijuí, Uruguiana, Santana do Livramento e Bagé, no Rio Grande do Sul
  13. 15. Clima
  14. 16. O domínio das araucárias apresenta como clima predominante o subtropical . Ao contrário dos demais climas brasileiros, pode ser classificado como mesotérmico, isto é, temperaturas médias, não muito elevadas ficam entre 14 ºC e 30 ºC. Tipos climáticos de ocorrência: Clima tropical úmido, Clima subtropical úmido e Clima subtropical de altitude. A umidade relativa do ar está relacionada à temperatura, com influência da altitude. A região das araucárias encontra-se no planalto meridional onde a altitude pode variar de 500 metros até cerca de 1.300 m. Isso evidencia um clima subtropical em toda sua extensão que mantém uma boa relação com a precipitação existente nesse domínio, variando de 1.200 a 2.000 mm.
  15. 17. <ul><li>Os maiores índices pluviométricos são registrados nos planaltos, com chuvas bem distribuídas no decorrer do ano, não há uma estação seca e com elevadas amplitudes térmicas. </li></ul>
  16. 18. O Morro da Igreja é uma elevação situada na Região Sul do Brasil, no sudeste do estado de Santa Catarina, na Serra Geral, no município de Urubici. Seu pico está situado a 1.822 metros de altitude, sendo o ponto habitado mais alto da Região Sul e onde foi, não-oficialmente, registrada a temperatura mais baixa do Brasil: -17,8°C, em 29 de junho de 1996
  17. 19. Geologia PLANALTO MERIDIONAL  Tem origem basicamente vulcânica, e é encontrado na região Sul do Brasil, com áreas de ocorrências rochosas, como de arenito e basalto.
  18. 20. Relevo O Domínio das Araucárias ocupa áreas pertencentes ao  Planalto Meridional  do Brasil; as altitudes variam entre 800 e 1 300 metros; apresentam terrenos sedimentares (Paleozóico), recobertos, em parte, por lavas vulcânicas (basalto) datadas do Mesozóico. Além do planalto arenito basáltico, surge a Depressão Periférica e suas  cuestas . São relevos salientes, formados pela erosão diferencial, ou seja, ação erosiva sobre rochas de diferentes resistências; apresentam uma vertente inclinada, denominada frente ou  front  e um reverso suave. Essas frentes de cuestas são chamadas  serras : Geral, Botucatu, Esperança, etc.
  19. 23. Solos <ul><li>Aparecem, nesse domínio, solos de grande fertilidade natural, como a  terra roxa  a oeste do Paraná, solo de origem vulcânica, de cor vermelha, formado pela decomposição do basalto. </li></ul><ul><li>Em vários trechos do Rio Grande do Sul, ocorrem vastas áreas de solo fértil, denominado  brunizem (elevado teor de matéria orgânica). </li></ul><ul><li>São encontrados ainda, nesse domínio, solos ácidos, pobres em minerais e de baixa fertilidade natural. </li></ul>
  20. 25. Terra Roxa <ul><li>Terra roxa é um tipo de solo bastante fértil, caracterizado por ser o resultado de milhões de anos de decomposição de rochas de arenito-basáltico originadas do maior derrame vulcânico que este planeta já presenciou, causado pela separação da Gondwana - América da Sul e África - datada do período Mezozóico. É caracterizado pela sua aparência vermelho-roxeada inconfundível, devida a presença de minerais. </li></ul>
  21. 26. <ul><li>Impactos Ambientais </li></ul><ul><li>Percebe-se atualmente que esta arbórea quase desapareceu dessa região, devido à descontrolada exploração da araucária para produção de celulose. Felizmente, medidas foram tomadas e hoje a araucária é protegida por lei estadual no Paraná. Mas os questionamentos ambientais não estão somente na vegetação. Devido este solo ser utilizado há anos vêem a ocorrer uma erosividade considerada. Em virtude do mesmo, surge a técnica de manejo agrícola chamada plantio direto, que evidencia uma proteção ao solo nu em épocas de pós-safra. Nesse sentido, o domínio morfoclimático das araucárias, que compreende uma importante área no sul brasileiro, detém um nível de conservação e reestruturação vegetal considerável. Mas não se deve estagnar esse processo positivo, pois necessitamos muito dessas terras férteis que mantém as economias locais. </li></ul>
  22. 27. A Questão sobre a Usina Hidrelétrica de Barra Grande A Usina Hidrelétrica de Barra Grande é uma obra de grande porte, gerando significativos impactos ambientais em áreas dos municípios de Anita Garibaldi, Cerro Negro, Campo Belo do Sul, Capão Alto e Lages, em Santa Catarina, e Pinhal da Serra, Esmeralda, Vacaria e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul. A construção foi no Rio Pelotas que fica na divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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