O Vídeo como Atividade Educacional

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O video pela internet como ferramenta educacional no ensino da geometria by Francisco Kelsen de Oliveira, Fortaleza(CE) 2010.

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O Vídeo como Atividade Educacional

  1. 1. 1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁINSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ MESTRADO PROFISSIONAL EM COMPUTAÇÃO APLICADA FRANCISCO KELSEN DE OLIVEIRA O VÍDEO PELA INTERNET COMO FERRAMENTA EDUCACIONAL NO ENSINO DA GEOMETRIA FORTALEZA-CE 2010
  2. 2. 2 FRANCISCO KELSEN DE OLIVEIRAO VÍDEO PELA INTERNET COMO FERRAMENTA EDUCACIONAL NO ENSINO DA GEOMETRIA Dissertação apresentada ao curso de Mestrado Integrado Profissional em Computação da Universidade Estadual do Ceará como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Computação, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Maria Gilvanise de Oliveira Pontes. FORTALEZA-CE 2010
  3. 3. 3O48v Oliveira, Francisco Kelsen O vídeo pela Internet como ferramenta educacional no ensino da Geometria/ Francisco Kelsen de Oliveira. – Fortaleza – 2010. 102 p. il. Orientadora: Prof.ª Dr.ª Maria Gilvanise de Oliveira Pontes. Dissertação (Mestrado Integrado Profissional em Computação), Universidade Estadual do Ceará, Centro de Ciências e Tecnologia. 1.Vídeo Educacional. 2. Ensino a Distância. 3. Educação Matemática. I – Universidade Estadual do Ceará, Centro de Ciências e Tecnologia. CDD: 001.6
  4. 4. 4
  5. 5. 5 AGRADECIMENTOSAgradeço, primeiramente, a Deus por me haver dado forças para seguir esta caminhada comsaúde, dedicação e disposição.À minha família, em especial, aos meus pais (Raimundo e Antônia), e aos meus irmãos (Edna,Edson – in memoriam – Elzo, Erison e Max), que ajudaram com vibrações positivas e estímulos acontinuar o percurso sem desistir da luta enfrentada diariamente em busca da realização de umsonho, para o qual recebi total apoio.À minha namorada e grande amiga, acima de tudo, Kélvya Freitas Abreu, pelas considerações,discussões sobre o assunto e compreensão nos mais diversos momentos, ajudando-me a chegaraté aqui.Aos meus orientadores, Prof.ª Dr.ª Maria Gilvanise de Oliveira Pontes e Prof. Dr. José RogérioSantana, que colaboraram nas orientações dos estudos, no desenvolvimento da pesquisa, naescrita, nesta formulação do conhecimento e amadurecimento acadêmico pelo qual passei, noqual a paciência e a dedicação deles foram fundamentais.Aos Prof. Dr. Elian de Castro Machado e Prof.ª Dr.ª Elisabeth Matos Rocha, pelas consideraçõese sugestões realizadas para este trabalho.Aos meus amigos que nesse período todo torceram pela minha vitória e contribuíram de váriasmaneiras para que pudesse atingir minhas metas, sejam os amigos de infância, de estudo, detrabalho, e em especial ao professor Leão João Dehon Costa.Aos vários docentes que contribuíram para minha formação acadêmica.Ao Instituto UFC Virtual, pela colaboração dada à pesquisa, e aos integrantes do LaboratórioArtesanato Digital, bem como à Universidade Estadual do Ceará, em especial ao MPCOMP.
  6. 6. 6Dedico à minha família, à Kélvya eaos meus amigos que sempre meapoiaram incondicionalmente.
  7. 7. 7 RESUMOEste trabalho pesquisou as possibilidades de utilização de canais de vídeo transmitidos naInternet, identificando os exemplos existentes e suas respectivas finalidades. Além disso, aferiu-se como seria o seu uso voltado para a área educacional, já que a Internet possibilitou a inclusãode novas formas de aprendizagem cujas mediações realizadas por computadores pessoais (PC)puderam tornar as aulas mais interativas (LÉVY, 1999). Por sua vez, isso aumenta as opções detrabalho dos professores que quiserem produzir seus conteúdos, dando ênfase às peculiaridadesde sua região, bem como ensejando aos estudantes tornarem-se produtores desses conteúdos, poisos recursos necessários para produção, gravação e edição de vídeos se encontram mais acessíveisaos usuários (WOHLGEMUTH, 2005). O armazenamento, a organização e a divulgação dessesvídeos que antes eram impossíveis de serem incluídos nas programações das emissoras de TV,sejam essas abertas ou por assinatura, foram disponibilizados na Internet com a criação eexpansão do YouTube (ÁVILA, 2008). As escolas públicas não foram excluídas desse processo ereceberam computadores com acesso à Internet, incrementando a quantidade de usuários eincluindo digitalmente parte da população. O computador, portanto, deixa de ser apenas umequipamento voltado ao entretenimento, tornando-se uma ferramenta de apoio à difusão daeducação (LÉVY, 1999). Com base nessas possibilidades, foi realizada uma pesquisaexperimental mediante a criação de um curso de Construções Geométricas Elementares (CGE),no qual abordava conceitos matemáticos e atividades com o uso do Geonext, software deGeometria Dinâmica. As aulas foram gravadas em vídeos e disponibilizadas em um canal doYouTube, sendo os alunos divididos em dois grupos: o primeiro teve apenas aulas através dosvídeos, enquanto o segundo grupo as recebeu com professor no laboratório e os vídeos usadoscomo ferramenta auxiliar às aulas. Identificou-se, então, a deficiência dos alunos em relação aosconceitos matemáticos, mas, ao se trabalhar durante o curso, houve resultados positivos. Asferramentas de comunicação e interação, como fóruns e mensagens, foram utilizadas pelos alunospara interagir com os demais alunos e professor, pois o vídeo é uma mídia portável a qualquerplataforma, cujos conteúdos registrados através das imagens e explanações do professor ficamacessíveis a qualquer momento, lugar ou dispositivo capaz de reproduzir o vídeo.Palavras-chave: Vídeo Educacional. Educação a Distância. Educação Matemática.
  8. 8. 8 ABSTRACTThis work researched the possibilities of using video channels broadcast on the Internet,identifying existing examples and their purposes. Furthermore, it has measured itself as its usetoward the education sector, since the Internet made possible the inclusion of new forms oflearning whose mediations conducted by personal computers (PC) might make lessons moreinteractive (LÉVY, 1999). In turn, this increases the work options for teachers who wish toproduce their content, emphasizing the peculiarities of their region, as well as occasioningstudents become producers of content, because the resources needed for production, recordingand editing videos are more accessible to users (WOHLGEMUTH, 2005). The storage,organization and dissemination of videos that were impossible before they are included inschedules of TV stations, whether they are open or private, were made available on the Internetwith the creation and expansion of YouTube (ÁVILA, 2008). Public schools were not excludedfrom that process and received computers with Internet access, increasing the number of usersincluding digitally and the population. The computer thus becomes not only an equipmentoriented to entertainment, becoming a tool to support the dissemination of education (LÉVY,1999). Based on these possibilities, we conducted an experimental research by creating a coursein Elementary Geometric Constructions (CGE), in which mathematical concepts and activitiesdealt with the use of Geonext, Dynamic Geometry software. The lessons were recorded on videoand displayed on a YouTube channel, with students divided into two groups: the first had onlyclasses through the videos, while the second group received in the lab with teacher and videosused as an auxiliary tool to the classes. It was identified, then the disabled students in relation tomathematical concepts, but when working during the course, there were positive results. Thetools of communication and interaction, such as forums and message boards were used bystudents to interact with other students and teacher, because the video is a media portable to anyplatform, whose contents recorded through the images and explanations are available to anyteacher time, place or device capable of playing the video.Keywords: Educational Video. E-learning. Mathematic Education.
  9. 9. 9 LISTA DE FIGURASFIGURA 1 – PÁGINA INICIAL DA TV ARI DE SÁ ........................................................................................................... 36FIGURA 2 – PÁGINA ELETRÔNICA DO AULATUBE ....................................................................................................... 38FIGURA 3 – PÁGINA ELETRÔNICA DO CANAL TV CAMPUS PARTY COM TRANSMISSÃO AO VIVO. ................................ 38FIGURA 4 – BLOG DE GEOMETRIA DINÂMICA RETRANSMITINDO A TV CAMPUS PARTY ............................................. 39FIGURA 5 – CANAL CAMPUS PARTY NO YOUTUBE COM OS VÍDEOS DAS PALESTRAS E DEBATES. ............................... 40FIGURA 6 – PÁGINA ELETRÔNICA DO CANAL DE VÍDEO DA TV CULTURA DE SÃO PAULO. ......................................... 41FIGURA 7 – PÁGINA ELETRÔNICA INICIAL DA TV ESCOLA. ......................................................................................... 42FIGURA 8 – PÁGINA COM VÍDEOS INSTITUCIONAIS DA FACULDADE 7 DE SETEMBRO. ................................................. 43FIGURA 9 – PÁGINA DE STREAMING DA TV FAAP. ...................................................................................................... 44FIGURA 10 – PÁGINA ELETRÔNICA DA FDR DESTINA ÀS VIDEOAULAS DE UM DE SEUS CURSOS. ................................ 44FIGURA 11 – PÁGINA ELETRÔNICA DA TV FGF COM VÍDEOS DAS ENTREVISTAS. ....................................................... 45FIGURA 12 – PÁGINA ELETRÔNICA DO CANAL FGV TV NO YOUTUBE. ...................................................................... 46FIGURA 13 – PÁGINA ELETRÔNICA DO CANAL FUTURA NO YOUTUBE........................................................................ 47FIGURA 14 – PÁGINA ELETRÔNICA DO FUTURATEC QUE POSSIBILITA O DOWNLOAD DOS VÍDEOS. .............................. 47FIGURA 15 – PÁGINA ELETRÔNICA DOS VÍDEOS INSTITUCIONAIS DO IFCE. ................................................................ 48FIGURA 16 – PÁGINA ELETRÔNICA DA TV MEC. ........................................................................................................ 49FIGURA 17 – PÁGINA ELETRÔNICA DO MIT OPEN COURSEWARE COM VIDEOAULAS. ................................................. 50FIGURA 18 – PÁGINA INICIAL DA NASA TV NA INTERNET......................................................................................... 51FIGURA 19 – PÁGINA ELETRÔNICA PARA VISUALIZAÇÃO DAS VIDEOAULAS DO CURSO OBJETIVO. ............................. 52FIGURA 20 – PÁGINA ELETRÔNICA DE VÍDEOS INSTITUCIONAIS DA UECE ................................................................. 52FIGURA 21 – PÁGINA ELETRÔNICA INICIAL DA WEBTV UFRJ.................................................................................... 53FIGURA 22 – PÁGINA ELETRÔNICA DA TV UNIFOR. .................................................................................................... 54FIGURA 23 – PÁGINA ELETRÔNICA DO CANAL DE VÍDEO SOB DEMANDA UFCBRASIL ................................................ 55FIGURA 24 – PÁGINA ELETRÔNICA INICIAL DO YOUTUBE EDU.................................................................................. 56FIGURA 25 – PÁGINA INICIAL DO CANAL DE GEOMETRIA DINÂMICA ......................................................................... 58FIGURA 26 – PÁGINA INICIAL DO BLOG DE GEOMETRIA DINÂMICA ............................................................................ 58FIGURA 27 – VIDEOAULA DO CURSO SENDO VISUALIZADO POR APARELHO TELEFÔNICO CELULAR. ........................... 59FIGURA 28 – PÁGINA INICIAL DO GRUPO DE DISCUSSÃO GEONEXT. ........................................................................... 60FIGURA 29 – VIDEOAULA DO CURSO SENDO VISUALIZADO NA TV. ............................................................................ 74FIGURA 30 – RELÓGIO DE PULSO COM A AULA 01 DO CURSO DE CGE. ....................................................................... 75FIGURA 31 – PÁGINA DA TV ASSEMBLÉIA COM STREAMING DE VÍDEO DA PROGRAMAÇÃO. ........................................ 89FIGURA 32 – PÁGINA ELETRÔNICA DE VÍDEOS SOB DEMANDA DA TV BANDEIRANTES ............................................... 89FIGURA 33 – PÁGINA ELETRÔNICA DA TV CÂMARA COM STREAMING DE VÍDEO. ........................................................ 90FIGURA 34 – PÁGINA ELETRÔNICA INICIAL DA TV DIÁRIO. ........................................................................................ 91FIGURA 35 – PÁGINA ELETRÔNICA QUE APRESENTA O FLUXO DE VÍDEO EM TEMPO REAL. .......................................... 92FIGURA 36 – PÁGINA ELETRÔNICA DA TV FORTALEZA DA CMF TRANSMITIDO VIA INTERNET. ................................. 93FIGURA 37 – PÁGINA ELETRÔNICA DESTINADA APENAS AOS VÍDEOS DO PORTAL GLOBO.COM. .................................. 94FIGURA 38 – EXIBIÇÃO DE UMA DAS CÂMERAS DISPOSTAS NAS OBRAS DO PALÁCIO DA ABOLIÇÃO. .......................... 94FIGURA 39 – PÁGINA ELETRÔNICA DE VÍDEOS SOB DEMANDA DO PORTAL JANGADEIRO ON-LINE. ............................. 95FIGURA 40 – PÁGINA ELETRÔNICA DA STREAMING DE VÍDEO DA TV O POVO. ............................................................ 96FIGURA 41 – PÁGINA DE VÍDEOS SOB DEMANDA DA TV O POVO. ............................................................................... 97FIGURA 42 – PÁGINA DE VÍDEOS DO PORTAL R7 COM MATÉRIAS DA EMISSORA.......................................................... 98FIGURA 43 – PÁGINA DE VÍDEO DAS REPORTAGENS DA REDETV................................................................................ 98FIGURA 44 – PÁGINA ELETRÔNICA DOS VÍDEOS DO SBT. ........................................................................................... 99FIGURA 45 – PÁGINA ELETRÔNICA DA TV SENADO COM STREAMING DE VÍDEO PELA INTERNET.............................. 100FIGURA 46 – PÁGINA ELETRÔNICA DA TV UMLAW. ............................................................................................... 101FIGURA 47 – PÁGINA ELETRÔNICA COM VÍDEOS DA TV VERDES MARES. ................................................................ 102
  10. 10. 10 LISTA DE GRÁFICOSGRÁFICO 1 – RESULTADO DA ATIVIDADE 01 DO GRUPO SEMIPRESENCIAL. ............................................................... 66GRÁFICO 2 – RESULTADO DA ATIVIDADE 01 DO GRUPO PRESENCIAL. ....................................................................... 67GRÁFICO 3 – RESULTADO DA ATIVIDADE 02 DO GRUPO SEMIPRESENCIAL. ............................................................... 68GRÁFICO 4 – RESULTADO DA ATIVIDADE 02 DO GRUPO PRESENCIAL. ....................................................................... 69GRÁFICO 5 – RESULTADO DA ATIVIDADE 03 DO GRUPO SEMIPRESENCIAL. ............................................................... 70GRÁFICO 6 – RESULTADO DA ATIVIDADE 03 DO GRUPO PRESENCIAL. ....................................................................... 71 LISTA DE QUADROSQUADRO 1 – GERAÇÕES DA EAD. ................................................................................................................................. 31QUADRO 2 – CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE VÍDEOS. .................................................................................................... 32
  11. 11. 11 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURASCGD Canal de Geometria DinâmicaCGE Construções Geométricas ElementaresUFC Universidade Federal do CearáUECE Universidade Estadual do CearáSAEB Sistema Nacional de Avaliação da Educação BásicaANEB Avaliação Nacional da Educação BásicaANRESC Avaliação Nacional do Rendimento EscolarTIC Tecnologia de informação e comunicaçãoHD Hard DiskS.I. Sistemas de informação.BD Banco de dadosPNAD Pesquisa Nacional de Amostra DomiciliarIBGE Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaLIE laboratórios de informática educativaPROINFO Programa Nacional de Informática na EducaçãoSEED Secretaria de Educação a DistânciaDITEC Departamento de Infra-Estrutura TecnológicaGESAC Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao CidadãoMEC Ministério da EducaçãoIDEB Índice de Desenvolvimento da Educação BásicaPCNEM Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino MédioEaD Educação a DistânciaCD Compact DiscDVD Digital Video DiscVHS Video Home SystemWWW World Wide WebONG Organização não-governamentalLIBRAS Linguagem Brasileira de SinaisURL Uniform Resource LocatorTVDI TV Digital InterativaUAB Universidade Aberta do BrasilAAA Aprendizagem aberta e a distânciaPC Computador pessoalS.O. Sistema operacionalProf. ProfessorMSN Microsoft Service NetworkLDB Lei de Diretrizes e Bases da EducaçãoPCN Parâmetros Curriculares NacionaisSMS Short Messaging ServiceIHC Interação humano-computadorTV Televisão
  12. 12. 12 SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 142 CONCEPÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA MEDIADA POR COMPUTADOR ........................................................................................................... 222.1 Educação e Tecnologia ................................................................................................. 222.2 Educação Matemática .................................................................................................. 272.3 Conceito de vídeo .......................................................................................................... 302.3.1 Classificação dos tipos de vídeos .................................................................................... 322.3.2 Modelos de transmissão de fluxos de vídeos na Internet ................................................ 332.3.2.1 Streaming de vídeo .......................................................................................................... 342.3.2.2 Vídeos sob demanda........................................................................................................ 342.3.3 Os benefícios do streaming ............................................................................................. 353 CANAIS DE VÍDEOS NA INTERNET ...................................................................... 363.1 Canal Ari de Sá ............................................................................................................. 363.2 Canal AulaTube ............................................................................................................ 373.3 Canal TV Campus Party .............................................................................................. 383.4 Canal TV Cultura ......................................................................................................... 413.5 Canal TV Escola............................................................................................................ 423.6 Canal FA7 ...................................................................................................................... 433.7 Canal FAAP ................................................................................................................... 433.8 Canal FDR ..................................................................................................................... 443.9 Canal FGF TV ............................................................................................................... 453.10 Canal TV FGV .............................................................................................................. 463.11 Canal Futura ................................................................................................................. 463.12 Canal IFCE .................................................................................................................... 483.13 Canal TV MEC ............................................................................................................. 493.14 Canal do MIT Open Courseware ................................................................................ 503.15 Canal NASA TV ............................................................................................................ 503.16 Canal Objetivo .............................................................................................................. 513.17 Canal UECE .................................................................................................................. 523.18 Canal UFRJ TV ............................................................................................................ 533.19 Canal UNIFOR ............................................................................................................. 533.20 Canal UFC Brasil .......................................................................................................... 543.21 YouTube EDU ............................................................................................................... 554 O CANAL DE VÍDEO EDUCATIVO NA INTERNET ............................................ 574.1 Descrição do curso ........................................................................................................ 574.2 Metodologia do curso .................................................................................................... 614.3 Perfil dos participantes ................................................................................................. 624.4 Conteúdos apresentados ............................................................................................... 634.5 Avaliação das atividades .............................................................................................. 635 RESULTADOS E ANÁLISE DOS DADOS ............................................................... 66
  13. 13. 136 CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................ 747 REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 78APÊNDICE I ................................................................................................................................ 82APÊNDICE II .............................................................................................................................. 83APÊNDICE III............................................................................................................................. 84APÊNDICE IV ............................................................................................................................. 85APÊNDICE V .............................................................................................................................. 86APÊNDICE VI ............................................................................................................................. 88
  14. 14. 141 INTRODUÇÃO A busca de conteúdos audiovisuais em sítios de armazenamento e compartilhamento devídeo na Internet é cada vez maior, assim como o número de arquivos postados nessas páginas,sendo possível visualizar a grande quantidade de exibições e de arquivos disponíveis em páginascomo YouTube. Os usuários estão interessados em divulgar suas produções em um localacessível, gratuito e de ampla abrangência, já que não teriam esse espaço em emissoras detelevisão ou qualquer outro meio de comunicação. Enquanto isso, outros usuários buscaminformações das mais diversas áreas, como: entretenimento, capacitação, aprendizagem enotícias, compreendendo os formatos audiovisuais das mais diversas áreas do conhecimento. Com isso há uma quebra de paradigma, pois os usuários deixam de ser apenasconsumidores de conteúdos para se tornarem produtores desses, ganhando espaço em divulgaçãode ampla difusão através da Internet; fato esse quase impossível de ocorrer há alguns anos, já queas emissoras de televisão eram as produtoras de sua programação, não abrindo espaço paraprodutores independentes nas suas grades nem disponibilizando espaço para que seustelespectadores se tornassem usuários ativos e participativos do processo, assim, perpetuando acaracterística meramente passiva dos telespectadores ao somente assistir aos fatos sem opinar ourefletir acerca do seu ponto de vista. Algumas dessas páginas eletrônicas possibilitam o armazenamento, a organização e adivulgação dos vídeos de maneira prática e gratuita, permitindo ao internauta até a criação de umcanal dedicado com uma programação específica ao assunto. Como exemplos tem-se o YouTube,página eletrônica voltada para o armazenamento de vídeos, na qual se consegue comunicar comas redes sociais como Facebook1 Twitter2, permitindo a divulgação das atualizações nesses outrosambientes. Outro exemplo de rede social é o Orkut3, cujos vídeos postados no YouTube podem serexibidos na própria página de recados do usuário cadastrado ou mesmo em um espaço dedicado1 O Facebook é uma rede social, que possibilita a interação de usuários e foi utilizado para divulgar as videoaulaspostadas no canal de Geometria Dinâmica do YouTube.2 O Twitter é uma ferramenta de microblogagem, outra rede social em que seus usuários têm 140 caracteres pararesponder a pergunta: O que você está fazendo?3 É uma rede social que reúne pessoas do mundo inteiro com diversos interesses, vinculada ao Google e disponibilizaem sua página eletrônica diversos aplicativos voltados ao entretenimento de seus usuários.
  15. 15. 15apenas à exibição dos vídeos, bastando a cópia do código de incorporação do vídeo existente noYouTube. De acordo com Abreu e Teles (2009), as redes sociais possibilitam muito mais do queentretenimento, pois também poderiam ser utilizadas com viés educacional para trabalhoscolaborativos. Já de acordo com Graeff (2009), as mídias sociais têm um enorme poder depublicidade e se bem utilizadas podem garantir bons resultados com o público-alvo, na qual apropaganda está direcionada. Como exemplo é citado o caso da eleição presidencial dos EstadosUnidos de 2008, cujo candidato Barack Obama consagrou-se vitorioso, principalmente, em razãodo trabalho realizado na Internet, porém, caso não seja bem utilizado, poderá ensejar maioresprejuízos que a não utilização. O Twitter também foi empregado para divulgar a postagem dos vídeos no blog e no canalde Geometria Dinâmica (CGE) do YouTube, já que este se tornou uma ferramenta bastanteutilizada, em razão das facilidades de comunicação, caso comparado com as demais redes sociaisou mesmo um blog. A causa principal do crescimento do uso do Twitter está na possibilidade deinteração com origem em telefones móveis, nos quais 68,8% dos domicílios brasileiros possuempelo menos um telefone, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD)realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008 (BRASIL, 2009b). Na área educacional, não é diferente. O vídeo é usado cada vez mais por professores paralevantar discussões, explanar assuntos e difundir conhecimento. Da mesma forma, os alunosbuscam seu aprendizado através dessa mídia, como anota Cordeiro (2007). Todo esse avanço,porém, só foi possível em virtude do crescimento da Internet em banda larga e da redução dospreços de equipamentos, como câmeras digitais e computadores pessoais (PC). Esses, por sua vez, se tornaram mais robustos, pois uma máquina convencionalatualmente pode realizar as tarefas necessárias para edição, formatação e divulgação dessesvídeos, sendo necessárias há algum tempo estações dedicadas para se trabalhar com taisaplicações. Ainda hoje alguns profissionais da área e estúdios de vídeo utilizam máquinas dedicadas,principalmente, para edição de vídeo, porque essa atividade requer maior desempenho doequipamento.
  16. 16. 16 A evolução também ocorreu com os softwares, pois esses programas de computadortambém se tornaram mais acessíveis e fáceis de trabalhar, em decorrência das suas característicasintuitivas, ou seja, a cada dia a usabilidade desses programas é considerada pelosdesenvolvedores. Além disso, há também a possibilidade de utilização de vários softwaresgratuitos ou mesmo já incluídos junto aos sistemas operacionais (SO) durante a instalação. A pesquisa, portanto, trabalhou a utilização de aulas de Matemática gravadas em vídeos,buscando identificar as possibilidades de como produzir, divulgar e utilizar conteúdosaudiovisuais educacionais de modo fácil e eficiente, sem muitos recursos financeiros, em umaplataforma acessível a todos, organizada e de ampla abrangência. Dessa forma, um curso na área da Matemática, mais precisamente abordando assuntosrelativos à Geometria Plana, foi elaborado, desenvolvido, divulgado e colocado em prática aalunos de Ensino Médio como forma de desenvolver, executar, acompanhar, analisar, aferir eidentificar fielmente todas as etapas de constituição dos materiais audiovisuais, bem como de suaaplicação e resultados obtidos pelos alunos. Buscava-se, com efeito, produzir os vídeos de acordo com as demandas surgidas eidentificadas pelos próprios professores de Matemática, que apontaram a deficiência de seusalunos no que tange à Geometria. Dentre os vários programas educativos de Geometria, oGeonext foi escolhido por ser gratuito, possuir versões disponíveis para os principais S.O.utilizados (Windows, Linux e MAC OS), além de poder ser utilizado diretamente a partir de suapágina eletrônica, sem a necessidade de realizar sua instalação na máquina, embora tambémtenha essa possibilidade a partir do arquivo existente no sítio. O curso de Construções Geométricas Elementares (CGE) foi idealizado por meio devideoaulas dispostas no YouTube, cuja estrutura do sítio conta com serviço de armazenamento,divulgação gratuita e ainda serve como referência de busca de conteúdos audiovisuais. Através das videoaulas, qualquer pessoa interessada em tal assunto poderá aprender maissobre o Geonext e os conceitos básicos de Geometria Plana de maneira cômoda e sem grandescustos, possibilitando aos professores utilizarem esses vídeos em suas aulas, ou mesmo poderá sedestinar aqueles que desejarem aprender sozinhos sobre a Geometria Plana ou sobre o Geonext. Pretende-se, portanto, instigar os educadores a utilizarem o computador, a Internet e osprogramas educacionais com seus alunos, com o intuito de apresentar-lhes esses recursos
  17. 17. 17educacionais, nos quais poderão auxiliar no aprendizado, possibilitando novas finalidades detrabalho ao computador e não apenas destinado ao lazer. Almeja-se também motivar os professores a produzir seus conteúdos audiovisuais deacordo com as suas necessidades, pois o processo de produção, gravação, edição e divulgaçãoestá fácil e acessível, podendo ser trabalhados com câmeras filmadoras, computadores esoftwares disponíveis que se tem em casa, no trabalho, ou no próprio ambiente de ensino. A divulgação desses materiais pode ser realizada em canais específicos e dedicados a talfinalidade na Internet, a fim de facilitar o acesso de todos ao conteúdo, bem como evitarproblemas de armazenamento e visualização, ficando esses dispostos a todos diariamente,podendo ser visualizados por qualquer plataforma com acesso a Internet, quantas vezes foremnecessárias e a qualquer horário. Portanto, o objetivo geral deste trabalho é identificar as possibilidades de utilização de umcanal de vídeos transmitidos via Internet com conteúdo educacional em cursos, seja namodalidade a distância, semipresencial ou presencial. Para isso, será necessário identificar ostipos de canais de vídeos transmitidos via Internet, criar um canal de vídeos com teoreseducacionais, na área de Matemática, abordando a Geometria Plana; analisar o uso educacionalde canal de vídeo, com suporte nas experiências realizadas no curso de CGE, identificando asmelhores práticas a adotar em seu uso eficiente; e propor novas formas para difusão de conteúdosem um canal de vídeos transmitidos via Internet para diversas plataformas. Os conceitos básicos de Geometria Plana e a apresentação do Geonext foram reunidos emvídeos e divididos em cinco aulas, compondo o curso de CGE, disponibilizado em um canal doYouTube, criado para convergir todos os interessados no assunto a tal ambiente, sendo acessadoatravés do endereço: http://www.youtube.com.br/kelsen2009. As aulas ficavam também dispostasem um blog (http://kelsenoliveira.blogspot.com), onde os alunos podiam também colocar seuscomentários e responder a enquetes sobre os conteúdos apresentados. Um grupo de discussãotambém foi criado para facilitar a comunicação e armazenar demais arquivos interessantes aoscursistas. Com este trabalho, espera-se encontrar as boas práticas para utilização de vídeos nosprocessos de ensino e de aprendizagem por intermédio do estudo de dois grupos de alunos comcaracterísticas semelhantes que participaram das atividades.
  18. 18. 18 As imagens do ambiente laboratorial foram capturadas durante as atividades realizadaspelos alunos a fim de possibilitar a análise de suas ações, erros, acertos e dúvidas, enfim, buscaranalisar, interpretar e entender as atitudes dos discentes durante o curso, seja em seus momentosde dúvidas ou mesmo ao se defrontarem com as situações matemáticas nas quais eram sugeridas. Para respaldar os argumentos, a pesquisa bibliográfica deu o aporte básico com afundamentação teórica de autores envolvidos em estudos sobre os assuntos apresentados, comoLévy (1999), Cordeiro (2007), Ávila (2008), Moore e Kearsley (2007), Valente (2008) eWohlgemuth (2005); embora os trabalhos realizados até então tratem do uso do vídeo emdiversos ambientes, sendo o diferencial deste trabalho o estudo do uso educacional dasvideoaulas existentes na Internet. Além disso, a pesquisa experimental foi necessária paraidentificar as peculiaridades e regularidades encontradas nos dois grupos analisados. Para isso, foram comparados os dados obtidos nas duas experiências, sendo que, noprimeiro grupo, os alunos participaram das atividades em um laboratório, conquanto o professornão estivesse presente à sala de aula. Nessa perspectiva, o vídeo possibilitou o acesso dos alunosàs explanações do professor sobre o assunto, simulando um curso semipresencial. O curso foi totalmente realizado em laboratório de informática a fim de proporcionar ainfraestrutura necessária ao bom acompanhamento do curso pelos alunos, bem como para facilitaro acompanhamento dos estudantes pela equipe de monitoria, a fim de captar as imagens seremanalisadas, posteriormente, servindo de instrumento à realização da pesquisa. No segundo grupo, os alunos estiveram também em um laboratório de informática,havendo um professor fazendo as explanações. Nessa situação, houve a aula presencialabordando os conteúdos, além do uso dos vídeos tratando sobre os conteúdos matemáticos aserem trabalhados com o Geonext. As duas experiências foram realizadas nos laboratórios daUniversidade Federal do Ceará (UFC) e cada aluno ficava em um computador com acesso àInternet. Os resultados apresentados pelas avaliações de larga escala realizadas em âmbito nacionalcom alunos de Ensino Médio, obtidos na aferição de dados provenientes do Sistema Nacional deAvaliação da Educação Básica (SAEB), formado pela Avaliação Nacional da Educação Básica(ANEB) e Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (ANRESC), apresentam índices abaixodos esperados para os alunos das referidas séries, principalmente na Matemática (BRASIL,
  19. 19. 192009a). Esses resultados contribuíram para busca de novas possibilidades de ensino queconsigam atrair a atenção dos alunos, bem como reunir maior valor à prática educacional. Além disso, a Matemática ainda é uma matéria temida pelos discentes, em especial, emdecorrência da distância entre os conteúdos ensinados em sala de aula e as suas aplicações navida dos alunos. Considerando os investimentos realizados para inserção das tecnologias de informação ecomunicação (TIC) nas escolas, bem como o seu aproveitamento de modo eficiente, com basenos partir dos recursos gratuitos e dinâmicos no alcance de todos os alunos, propõem-se autilização de softwares educativos, de conteúdos audiovisuais e recursos disponíveis na granderede de computadores para levar aos alunos os assuntos da Matemática, de modo a aproximá-losda aplicação e das ferramentas tecnológicas, uma realidade vivenciada por muitos, cuja inclusão éimportante para aqueles que estiverem às margens dessa necessidade do mundo moderno. A hipótese, então, levantada para possibilitar práticas educacionais mais voltadas àrealidade dos alunos está na inserção de vídeos educacionais dispostos na Internet, pois essasmídias possibilitam guardar toda a memória de forma fidedigna, gratuita e acessível, com baseem várias plataformas cujo acesso à Internet facilita a divulgação, a busca e a captura, e mesmoos dispositivos que não tenham acesso à Internet, como pen-drivers, alguns telefones móveis eplayers portáteis, podem receber tais materiais via comunicação com outros equipamentos, comocomputador. Para facilitar a análise dos resultados obtidos nas experiências, foram apreciados osíndices de questões respondidas em branco, corretas, incorretas ou incompletas, considerando otempo como fator preponderante, haja vista o fato de que todos os alunos tiveram as mesmascondições para responder os questionários. A pesquisa foi realizada com alunos da Educação Básica de instituições públicas daCapital cearense, sendo escolhida amostra de dez alunos divididos em duas turmas diferentescom iguais conteúdos e estrutura física, idênticos equipamentos e condições de infraestruturalaboratorial, porém com metodologias de abordagens diversificadas, a fim de propiciar ascondições básicas para a analogia ou comparação a ser apresentada no quinto capítulo, medianteobservação e descrição realizada pelo pesquisador com suporte nas ações dos alunos.
  20. 20. 20 Almeja-se também identificar práticas educacionais utilizando recursos e tecnologiasacessíveis aos alunos, sejam aqueles da modalidade presencial, semipresencial, a distância ouqualquer interessado, pois o intuito principal é a divulgação desses conteúdos educacionais paraquem tiver interesse, sendo possível acessá-lo de várias plataformas, seja com acesso ou não àInternet. Com isso, este ensaio encontra-se estruturado em seções que abrangem todos os aspectosacerca da pesquisa realizada. O segundo capítulo abordará a fundamentação teórica da pesquisa,apresentando os conceitos e definições relativos às redes de computadores, ao fluxo de dados naInternet, aos meios de comunicação, à possibilidade da aprendizagem autônoma e aberta emcursos na modalidade a distância. O terceiro capítulo trata dos exemplos de utilização de canais de vídeos voltados para áreaeducacional com os mais diversos objetivos que perpassam desde a simples transmissão dosconteúdos veiculados em um canal de emissora de TV aberta até a divulgação das açõesdesenvolvidas por essas instituições. Outro exemplo mostra documentários e entrevistasrealizados por alunos e professores da UFC, enquanto outros exemplos são de canais de vídeosutilizados para publicidade institucional, nos quais os órgãos utilizam vídeos das ações realizadaspara apresentar à população com maior riqueza de detalhes as ações realizadas. Os demaisexemplos de canais de vídeos se encontram no Apêndice VI, como uma organização nãogovernamental (ONG) de um bairro da periferia da Capital do Estado do Ceará, que conseguelevar cultura, notícias e informações daquela comunidade para milhares de pessoas espalhadas nomundo inteiro. O quarto módulo exibe o CGE desde a sua estrutura, o público-alvo, os participantes, osconteúdos ministrados, a duração, a metodologia de trabalho, os softwares utilizados, asatividades sugeridas aos alunos, a estrutura do curso, as ferramentas de interação dos alunos como professor, os meios para divulgação, enfim todas as informações sobre o curso realizado,mostrando também as peculiaridades entre os grupos participantes. O quinto capítulo analisa todos os resultados das experiências, tratando de maneira fácil,sendo aferidos e estudados os dados obtidos e representados em gráficos e tabelas, organizados edispostos sob diversas perspectivas, a fim de facilitar o entendimento de todos os pontospesquisados e levados em consideração pelo estudo.
  21. 21. 21 Em seguida, nos dois últimos capítulos são apresentadas a conclusão e as consideraçõesfinais, incluindo as sugestões de trabalhos futuros que poderão dar continuidade a esta pesquisa,abordando outros aspectos não analisados neste experimento em decorrência do tempo, oumesmo pela enorme abrangência do assunto, que levou à delimitação do objeto de pesquisa.
  22. 22. 222 CONCEPÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA MEDIADA POR COMPUTADOR Este capítulo trata dos conceitos relativos à Educação Matemática, Educação a Distância,ferramentas tecnológicas de apoio à Educação, bem como sobre o conceito de vídeo e seus tipos,a fim de que se possam verificar as possibilidades de trabalho com essas ferramentas, abrangendotanto as suas aplicações até então, como as novas possibilidades com base nas adequações emambientes e plataformas.2.1 Educação e Tecnologia O computador é hoje ferramenta auxiliar em diversas áreas do conhecimento, inclusive naEducação. Segundo Lévy (1999), o computador deixará de ter apenas as funções deprocessamento de dados, tornando-se instrumento de criação, organização, simulação e diversão,disposto a qualquer usuário. Tal afirmação ainda se apresenta de forma atual, visto que a utilização do computadorpessoal (PC) tem finalidade de entretenimento, de comércio, de gerenciamento, enfim váriasaplicações com fins diversos em busca de auxiliar as atividades desempenhadas no cotidiano dasempresas e das pessoas de modo geral, tornando-as mais ágeis e práticas. A utilização dos computadores, entretanto, não está restrita apenas ao emprego damáquina com uma aplicação exclusiva e dedicada ao uso restrito de técnicos capacitados paraações específicas. A ampla difusão do uso do PC tomou o espaço de algumas aplicações, anteriormente sórealizadas por computadores potentes e robustos ou por mainframes4. Agora essas organizaçõestêm máquinas com recursos independentes de memória e processamento, realizando suasatividades isoladas ou em grupo através das redes de computadores, desempenhando o seu papele ainda possibilitando mais segurança e rapidez na execução de tarefas, sem despender recursos4 De acordo com Sawaya (1999), é um computador de grande porte que contém processador principal, memória principal, unidadearitmética e grupo de registros especiais. Normalmente, está dedicado ao processamento de um grande volume de informações.Além de suas aplicações dedicadas, a manutenção também era realizada por técnicos capacitados pelos fabricantes, implicandoalto custo de manutenção.
  23. 23. 23financeiros desnecessários à aquisição de máquinas com alto desempenho, nas quais a instituiçãonão requer todo o poder de processamento comprado. Isso, porém, foi possível graças ao desenvolvimento da infraestrutura das redes decomputadores, bem como de suas tecnologias de compressão, transmissão e segurança detransporte de dados. O uso do PC também trouxe benefícios às micro, pequenas e médiasempresas que não podiam informatizar suas atividades em virtude do alto custo de aquisição emanutenção dos mainframes. Com os PCs, tem-se uma situação contrária à apresentadaanteriormente, em decorrência do menor preço de aquisição e de manutenção, e cujos softwaresinstalados satisfariam as suas necessidades, bastando apenas ter os programas adequados. Com os usuários não foi diferente, pois esses utilizavam seus PCs isoladamente,trabalhando com os aplicativos instalados em seus discos rígidos, termo proveniente do inglêsHard Disk (HD). Hoje esses usuários querem o computador com acesso à Internet, pois podem secomunicar com o mundo através da grande rede de computadores, além de ter acesso a filmes,livros, jogos e demais conteúdos. O grande volume de dados armazenados nas máquinas e a necessidade de obtenção dessesa qualquer lugar, porém, deram espaço aos serviços de armazenamento de dados on-line, que temganhado vários adeptos e clientes nos últimos anos. As empresas fornecedoras ou prestadorasdesse serviço ressaltam a questão da segurança e da comodidade em acessar seus conteúdos apartir de qualquer máquina conectada à Internet. Já a questão da segurança é garantida por detécnicas de armazenamento que garantem criptografia e compressão dos dados, bem comoservidores com replicação de dados, ou mesmo que garantam a transparência, a escalabilidade, adisponibilidade e a confiabilidade, características básicas requeridas por um sistema distribuído,conforme Tanenbaum e Steen (2007). Esses usuários, então, podem armazenar seus arquivos em servidores de armazenamentogratuitos, cujos conteúdos poderão ser acessados de qualquer computador conectado à Internet,localizado em qualquer lugar do mundo. Isso reduz os espaços dedicados ao armazenamento dedados locais e ainda possibilita maior segurança ao usuário em caso de ataque ou invasão dealgum software malicioso à máquina. Esse fato impulsionou o aumento de vendas dos
  24. 24. 24computadores ultraportáteis para usuários domésticos chamados de netbooks5, máquinasdestinadas àqueles que tencionam apenas escrever ou editar textos, acessar Internet e realizaroutras ações básicas na máquina. Da mesma forma, as empresas hoje utilizam seus sistemas de informação (SI) emambientes, nos quais os dados armazenados em bancos de dados (BD) possam ser acessados dequalquer lugar, bem como as operações de alterações, consultas, cadastros e exclusões. De acordocom Laudon e Laudon (2007), as empresas buscam soluções que reúnam cada vez maisbenefícios aos seus serviços, de modo a tornarem-se mais competitivas e satisfazer asnecessidades de seus clientes. O serviço de armazenamento de dados em servidores na grande rede de computadorespassa a ser prestado por empresas especializadas que garantem a segurança e o acesso remoto aosdados desde qualquer máquina ligada à Internet. A segurança é garantida por técnicas, assim ocontrole rigoroso de refrigeração, umidade e nível de oxigênio dos ambientes em que osservidores são instalados, sendo utilizadas até portas antichamas, máquinas que retirem ooxigênio em excesso do ambiente – para evitar o sobejo de comburente em caso de um possívelprincípio de incêndio e o próprio desgaste dos equipamentos causados pela oxidação – e sistemasde detecção e alarme a qualquer princípio de incêndio. Isso tudo mostra o alto custo que ainformação tem nos dias atuais, principalmente numa sociedade tecnológica, onde o valor pagopor uma informação importante se torna cada vez maior, podendo até ser motivo para algumconflito bélico. Conforme Castells (2003), a Internet é o tecido de vida das pessoas. Se a tecnologia dainformação é hoje o que a eletricidade foi na Era Industrial, a Internet poderia ser comparadatanto à rede elétrica, quanto ao motor elétrico, em razão de distribuir a força da informação portodo o domínio da atividade humana. Isso mostra a tamanha importância da rede mundial de computadores para as atividadesdesenvolvidas na sociedade moderna, pela qual a importância do serviço de conexão à Internetpode ser comparada à eletricidade, sendo uma realidade, pois vários dos sistemas que se têmatualmente funcionam de maneira síncrona com servidores remotos de dados, provendo as5 São computadores portáteis ou superportáteis com recursos baseados aos usuários da Internet. Possuem peso reduzido, recursoslimitados e baixo consumo da bateria.
  25. 25. 25solicitações aos usuários quase em tempo real. Um exemplo prático são os terminais deautoatendimento das instituições financeiras, que oferecem as informações atualizadas aos seusclientes em todo e qualquer terminal. A área educacional também se beneficiou da utilização das TICs, que possibilitou oacesso de muitas pessoas aos bancos escolares por meio da Educação a Distância (EaD), sendoesses mediados por computadores com acesso à Internet em locais muito distantes do Brasil,sendo as condições de acesso a essas regiões bastante difíceis ou até mesmo inacessíveis emalguns períodos do ano, mas que agora têm acesso aos mesmos recursos anteriormentedisponíveis apenas nos grandes centros urbanos e suas áreas limítrofes. Os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) conseguem fazer a simulação da sala deaula convencional mediante a inserção de animações e códigos programáveis. Os laboratórios deFísica e Química também são simulados em programas de computadores para facilitar oaprendizado dos alunos, que não possuem tais ambientes em suas instituições de ensino. Deve-se ressaltar, contudo, que essas simulações não conseguem substituir por completotais ambientes, pois algumas características, como o olfato, paladar e o tato não podem seraferidas nos laboratórios virtuais de modo verossímil; entretanto possibilitam a apresentaçãoinicial aos estudantes sem acesso a esses laboratórios, seja por causa da distância de suasresidências aos grandes centros de pesquisa ou mesmo por falta de recursos financeiros paraconstruir e manter os ambientes equipados com todos os recursos necessários (ABREU,BAPTISTA e OLIVEIRA, 2009). O computador também possibilitou a inserção de outras funções antes disponíveis aequipamentos específicos. É possível atualmente no computador ouvir música, assistir aosprogramas de TV ou vídeos em DVD ou em blue-ray6, interagir em jogos, falar com pessoas, sejautilizando apenas áudio ou o conjunto de áudio e vídeo, enfim reuniu as funções oferecidas pordiversos aparelhos, como, respectivamente, de som, a TV e leitores de mídias em DVD ou blue-ray, consoles de jogos e até mesmo o telefone, cuja função de chamada com vídeo só foiagregada aos aparelhos móveis da 3ª geração, os chamados aparelhos celulares 3G. Embora6 É uma mídia de armazenamento que possibilita a alocação de até 25 GB em uma camada ou 50 GB em duas camadas, devido aofeixe de luz azul, laser responsável pela gravação na mídia, que tem um menor comprimento de onda se comparado com o dolaser convencional (feixe de luz vermelha), possibilitando a aproximação dos setores consecutivos das trilhas dos discos.
  26. 26. 26tenham sido feitas experiências anteriormente com telefones fixos, os valores dos equipamentostornaram inviáveis a sua comercialização em larga escala. Assim, tem-se a convergência de mídias ou a convergência digital, em que asfuncionalidades de vários equipamentos são dispostas apenas em um, reunindo em um sódispositivo ao incorporar as funções de outros. A princípio, o computador tem conseguidoconvergir várias funções de outros equipamentos eletrônicos, seja em razão de inserções deplacas de hardware específicas para cada função, ou em decorrência do desenvolvimento desoftwares que, conectados à Internet, conseguem prover tais serviços e funções. Alguns serviços, contudo, como a transmissão de vídeos pela Internet, só foram possíveisefetivamente graças ao crescimento das taxas de transferências de arquivos pelas infraestruturasde conexões das redes telemáticas, ou a chamada Internet em banda larga, mesmo ainda estandoem processo de expansão em nosso País, em consequência dos elevados valores cobrados pelasempresas de telecomunicações que ofertam o serviço e do baixo poder aquisitivo da maioria dapopulação, que não pode pagar pelo acesso ao serviço. De acordo com a PNAD 2008 (BRASIL, 2009c), dos domicílios particularespermanentemente urbanos pesquisados pelos recenseadores, apenas 25,5% possuemcomputadores em casa e apenas 19,6% têm acesso à Internet, enquanto a televisão em cores, porexemplo, encontra-se em 94,8% dos domicílios, valor acima da quantidade de geladeiras, porexemplo, encontradas em 93,3% dos domicílios, apresentando um aumento considerável nessespercentuais se comparando com a pesquisa anterior (BRASIL, 2007b). As escolas tornam-se os locais de acesso à tecnologia, pois os programas governamentaisde inclusão digital oferecem equipamentos às escolas públicas, que receberam, nos últimos anos,PCs e impressoras para montagem dos laboratórios de informática educativa (LIE). Issopossibilita a realização de aulas mediadas por essas TICs, proporcionando aplicação de novosrecursos pedagógicos que possam facilitar o aprendizado dos estudantes mediante a utilização devídeos, animações, jogos e outros conteúdos interativos que consigam chamar e apreender aatenção dos estudantes, tornando o aprendizado prazeroso e natural, pois esse interagirá com oconhecimento por meio da ferramenta. O Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO), por exemplo, é umprojeto do Governo Federal, desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância (SEED),
  27. 27. 27mediado pelo Departamento de Infraestrutura Tecnológica (DITEC) em parceria com assecretarias de Educação dos estados e dos municípios, possibilitando o uso das TICs nas escolaspúblicas (BRASIL, 2007a). Assim, são disponibilizados computadores, impressoras,estabilizadores, no-breaks e roteadores à escola, tendo que receber como contrapartida dainstituição de ensino, seja municipal ou estadual, um ambiente pronto e de acordo com asdiretrizes estabelecidas para a construção do LIE. O programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC)possibilita o acesso do cidadão à Internet, bem como aos demais serviços de inclusão digital,possibilitando o acesso aos serviços públicos, proporcionando ao cidadão o acesso aos serviçosdo e-Gov (BRASIL, 2009d), que são os serviços oferecidos pela Internet, economizando tempodo cidadão que não precisará despendê-lo em filas para buscar uma declaração ou documentofornecido por algum órgão público federal. A difusão da tecnologia em um país como o Brasil representa avanços, principalmente seesses recursos forem levados aos municípios mais distantes dos grandes centros urbanos oumenos favorecidos por políticas públicas, pois poderá levar educação através da EaD, ou saúdepela Telemedicina. Quando se trata de educação, pode-se ter várias possibilidades, abrangendo desde o usodas TICs para alunos da Educação Básica até os cursos de graduação e pós-graduaçãosemipresenciais oferecidos pela Universidade Aberta do Brasil (UAB). Além disso, pode-seproporcionar o acesso à aprendizagem aberta e a distância (AAA) que, segundo Belloni (1999), éo processo de aprendizagem livre no tempo, no espaço e no ritmo, de modo que os interessadosem conhecer mais sobre o assuntos específicos possam ter acesso a tais conteúdos.2.2 Educação Matemática Mesmo com os investimentos realizados na Educação, os índices apresentados pelossistemas de avaliação com aferição do desempenho dos alunos nas provas não são proporcionaisaos percentuais de investimento. Essas avaliações apresentam resultados muito preocupantes,principalmente nas disciplinas de Português e Matemática.
  28. 28. 28 Embora os resultados apresentados pelo Ministério da Educação (MEC) mostrem oalcance de metas como alguns dos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) emalguns âmbitos (BRASIL, 2008), é possível perceber que os alunos estão sendo aprovados, masainda com deficiências em Matemática, já que o foco de análise deste trabalho será nessadisciplina, sendo perceptível pelos relatos de educadores sob exame de seus alunos. De acordo com Pontes (2009), a Matemática é considerada por muitos alunos como ogrande terror das disciplinas, pois não exige apenas conhecimento teórico sobre o assuntoabordado, mas também raciocínio lógico e interpretação de texto, além de estarem inseridos nasdemais ciências cuja contextualização solicita conhecimentos interdisciplinares, os quais muitasvezes, não recebem a devida importância. Segundo D’Ambrósio (1991), a descontextualização da Matemática em relação às demaisciências durante o ensino-aprendizagem é um erro que causa grande prejuízo, principalmente naformação das crianças, pois essas passam a ver a Matemática de maneira isolada sem qualquerligação com a sua realidade, sendo o fato perpetuado para séries seguintes. Assim, a Matemáticaé vista e estudada de maneira isolada, sem relacionamento com os demais conteúdos e até sempossibilidade de aplicação na vida. As orientações complementares dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+) compilama defesa do MEC em garantir aos alunos o desenvolvimento de competências e habilidades e paraa Matemática, expressando: Aprender Matemática de uma forma contextualizada, integrada e relacionada a outros conhecimentos traz em si o desenvolvimento de competências e habilidades que são essencialmente formadoras, à medida que instrumentalizam e estruturam o pensamento do aluno, capacitando-o para compreender e interpretar situações, para se apropriar de linguagens específicas, argumentar, analisar e avaliar, tirar conclusões próprias, tomar decisões, generalizar e para muitas outras ações necessárias à sua formação. (BRASIL, 2002, p. 111) Partindo dessa possibilidade, a escolha da utilização da Geometria Plana, dentre os váriosassuntos da Matemática, está exatamente em tentar suprir uma necessidade dos alunos de fazer aMatemática, visualizando suas formas, tamanhos, dimensões, aplicações e demais aspectos que,muitas vezes, são desconsiderados ou esquecidos durante as explanações em sala, bem comocontextualizando os assuntos as suas aplicações no cotidiano em algo usado diariamente portodos, mas sem apresentação dos seus relacionamentos com os conteúdos das demais disciplinascom os devidos teores e conceitos matemáticos envolvidos.
  29. 29. 29 Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio - PCNEM (BRASIL,1999) a utilização das TICs deve ser buscada pelos educadores como forma de possibilitar aosalunos o bom aprendizado, sob a perspectiva da realidade do mundo onde estão inseridos, assimcomo possibilitar a interdisciplinaridade com as demais ciências. Então, o uso de software educativo na área da Matemática foi definido para o CGE,porém, dentre os vários programas, o Geonext foi escolhido por ter uma boa usabilidade, ou seja,tem uma interface com o usuário bastante amigável, enquanto outros com outras funções erecursos ainda não possuem interfaces fáceis de trabalhar que poderão comprometer oaprendizado de alguns estudantes. O Geonext surge, então, como um programa de Matemática que aborda a GeometriaDinâmica, possibilitando ao professor apresentar conteúdos como Geometria Plana de umamaneira diferente do convencional, usando giz ou pincel, quadro, papel, régua e compasso, já queas construções realizadas poderão ser apreciadas sob diversas perspectivas (SANTANA, 2006). A escolha do programa ocorreu pela facilidade como esse pode ser utilizado, já que épossível salvar uma cópia gratuitamente a partir da sua página eletrônica (http://www.geonext.de)e instalado no PC sem a necessidade de comprar nenhuma licença de uso, pois se trata de umsoftware livre, baseado na licença GNU/GLP. Além disso, possui versões para os principaissistemas operacionais (S.O.) do mercado: Windows, Linux e MAC OS. O outro modo de utilização é pela versão on-line, que funciona desde o próprio sítio doprograma, porém, nesse caso, a grande desvantagem está na velocidade da conexão à Internet, naqual a baixa taxa de transmissão de dados levará muito tempo para o carregamento das aplicaçõesinicialmente, mas, depois da carga completa, todas as funções funcionam normalmente pelonavegador Web, como se estivesse instalado na máquina. As vantagens em utilizá-lo pela Internet são a independência de S.O. e o fato de nãorequerer espaço em disco para armazenamento, pois o PC com acesso à Internet e com plugins7usados para a navegação na Web serão suficientes para utilizar o programa sem ocupar nenhumespaço no disco rígido (HD) da máquina.7 É um pequeno programa de computador que adiciona funções, ou função especial a um programa maior.
  30. 30. 30 A difusão da Internet e, principalmente, em alta velocidade ou em banda larga tambémpossibilitou a disseminação de conhecimento disposto não apenas em textos, mas também emoutras mídias como vídeos e animações. Percebe-se, assim, o grande sucesso de sites comoYouTube, que armazena milhares de vídeos, muitos deles educacionais, acessados e assistidosdiariamente por milhares de pessoas com os mais diversos interesses.2.3 Conceito de vídeo A comunicação é uma necessidade do homem, sendo realizada por diversos tipos delinguagens e meios. Desde a antiguidade, é possível verificar a necessidade de comunicaçãoaudiovisual que havia naquela época a partir de desenhos realizados nas rochas com situações deseu cotidiano e possíveis ainda de serem visualizados. Segundo Wohlgemuth (2005), a grande vantagem do vídeo está no fato de ser umaferramenta que conserva as mensagens, permitindo a massificação da transmissão e umahomogeneização dos conteúdos, no sentido do tratamento do áudio e vídeo, de modo a tornarmais inteligível a seus usuários. O mesmo autor também apresenta como característicasignificativa a utilização da linguagem visual que possui características importantes a seremtrabalhadas nos processos de ensino e aprendizagem, sendo a visão veloz, compreensiva e,simultaneamente, analítica e sintética, requerendo pouca energia para funcionar e ainda trabalha àvelocidade da luz. Isso permite o recebimento e a conservação de um grande volume de informações emfrações de segundos, possibilitando, posteriormente, a reexibição do conteúdo como um todo, ouapenas de um trecho específico que não foi bem compreendido, sendo ainda mais facilitado nosdias atuais com a utilização de mídias com cada vez mais capacidade de armazenamento de dadoscom alta qualidade de som e imagem. De acordo com Machado (1993 apud Cordeiro, 2007, p.39), o vídeo: [...] é um sistema hibrido; pois opera com códigos significantes distintos, parte importada do cinema, parte importada do teatro, da literatura, do rádio, e mais modernamente da computação gráfica, aos quais acrescenta alguns recursos expressivos específicos, alguns modos de formar ideias ou sensações que lhe são exclusivos, mas que não são suficientes por si só, para construir a estrutura de uma obra.
  31. 31. 31 Contudo, a utilização de vídeo com finalidade educacional não é de agora, de acordo coma classificação das gerações da EaD. Segundo Moore e Kearsley (2007), vários recursostecnológicos e de comunicação, dentre eles o vídeo, foram empregados com o intuito, de cadavez mais facilitar a aprendizagem, como mostra o Quadro 1 abaixo:Quadro 1 – Gerações da EaD.Gerações Característica Características Principal1ª Tecnologia Caracterizada pelo estudo por correspondência com o uso deGeração Impressa material impresso. Estudo independente.2ª Teleducação Caracterizada pelo uso de rádio e televisão. Aulas gravadasGeração distribuídas em formato de videoteipes, fita cassete e satélite.3ª Universidade Surgiu com a experiência da Universidade Aberta do ReinoGeração Aberta Unido. Nova modalidade de organização da tecnologia e de recursos humanos, conduzindo a novas técnicas de instrução e a uma nova teorização da educação. Tecnologias utilizadas ainda eram guias de estudo impressos e orientação por conferência, transmissão pelo rádio e televisão, audioteipes gravados, conferências por telefone, kits para experiência em casa e recursos de uma biblioteca local. Também o suporte e orientação para alunos, discussão em grupo.4ª Teleconferência Caracterizada pelo uso de redes por satélite com áudio, vídeoGeração e computador em tempo real. Muito utilizada no treinamento corporativo.5ª Internet/web Caracterizada pelo uso de classes virtuais on-line com base naGeração Internet e aprendizagem colaborativa. Utilização de textos, áudios e vídeos em única plataforma.Fonte: Moore e Kearsley (2007) com modificações. E importante ressaltar, porém, que, durante a evolução da EaD, não há necessariamente asubstituição de uma tecnologia por outra, pois os desenvolvimentos tecnológicos são produzidoscom base nas incorporação e nos ajustes às mídias utilizadas em gerações anteriores, havendo apossibilidade de todas as gerações coexistirem no mesmo espaço de tempo.
  32. 32. 32 A utilização da Internet possibilitou reunir mais valor, pois os vídeos ou os demaisconteúdos não estão limitados apenas a uma emissora de TV que centraliza o conteúdo e osdistribui apenas em horários predeterminados, muitas vezes, ou quase sempre, definidos semconsulta prévia aos seus telespectadores. Além disso, evita a prática da gravação de taisconteúdos em fitas cassetes ou VHS, que eram e ainda são, em algumas circunstâncias, enviadasaos alunos, porém, não são atualizados constantemente, já que a cada envio de atualização aosalunos tornaria ainda mais caro o processo, tornando os materiais desatualizados muitorapidamente. Os conteúdos agora estão disponíveis em servidores dispostos na Web8 e podem seracessados por qualquer máquina conectada à Internet. A atualização do material também ocorreno servidor de conteúdo, possibilitando a todos os usuários o acesso a conteúdos atualizados. Osusuários que possuem computadores sem conexão à Internet, no entanto, também terão acessoaos conteúdos atualizados, bastando apenas conectar a tal servidor a partir de alguma máquinacom acesso a Web e salvar os conteúdos em algum dispositivo de armazenamento como pen-drive, CD, DVD ou HD externo, e acessá-los em suas máquinas, modelo semelhante ao utilizadodurante a segunda geração da EaD, apresentado no Quadro 1, provando realmente a possibilidadede coexistência das gerações nos dias atuais.2.3.1 Classificação dos tipos de vídeos Sendo o objetivo de utilizar o vídeo para fins educacionais é possível classificá-los emdiversos tipos de acordo como apresentado em Machado (1993 apud CORDEIRO, 2007, p. 39):Quadro 2 – Classificação dos tipos de vídeos.Classificação CaracterísticasVideoprocesso Essa modalidade vem sendo incorporada com frequência nos processos deou vídeo aprendizagem, devido ao acesso cada vez maior dos usuários cominterativo máquinas de vídeos. Tem-se como exemplos experimentos audiovisuais produzidos por alguns alunos para posteriormente fazer uma análise e uma nova produção.8 É o termo utilizado para representar a rede de alcance mundial (World Wide Web – WWW), pela qual os documentos hipermídiasão interligados e executados na Internet.
  33. 33. 33Videolição Considerada como uma aula expositiva utilizada de forma exaustiva sobre determinado tema. A videolição pode ser usada em temas mais complexos em que seja necessário algum estímulo como movimento-som-conteúdo.Vídeo como É utilizado quando se tem como objetivo principal a demonstração dafunção realidade, assim como os seus atributos de máxima objetividade e deinformativa cópia exata da realidade. Há alguns questionamentos e comparação com a afirmação de que a fotografia é apenas um recorte da realidade e o vídeo faz essa mesma trajetória.Vídeo como Tem por objetivo motivar aquele que assiste. Neste caso específico, afunção imagem midiática tenta demonstrar que, mais do que a palavra, ela podemotivadora provocar afeto e emoções.Vídeo com Neste caso, o vídeo é o instrumento mais indicado, porque permite maiorfunção aproximação do objeto a ser estudado. O vídeo investigativo tem suainvestigativa função muito próxima da função informativa, com um caráter diferencial, que é o de pesquisar de modo mais efetivo o fenômeno no qual objetivamente o autor tenha a intenção; compreender esta função significativa, perceber todas as suas potencialidades e considerar as produções e as várias formas de interação com os objetivos propostos.Vídeo Existem vários tipos de reportagem, como, por exemplo, a improvisada, areportagem conduzida e a documental, estabelecendo parâmetros e objetivos bem delimitados e com planejamento de resultados, a fim de que tais planejamentos sejam realmente alcançados.Videoentrevista É utilizada para resgatar depoimentos de especialistas, de determinado tema, podendo ser inclusive editada. É necessário utilizar perguntas claras e objetivas para o entrevistado. É importante pesquisar sobre o tema, sobre a pessoa entrevistada, ter uma conversa anterior e definir o roteiro a ser seguido.Vídeo de É utilizado para apresentar ideias ou para apurar fatos de determinadosopinião assuntos, envolvendo vários agentes que tenham conhecimento sobre um mesmo tema.Mesa-redonda É utilizado para suscitar opiniões sobre temas predefinidos com aou debate confrontação de ideias entre os participantes, sendo uma boa maneira para despertar os questionamentos e debates, bem como a criticidade de quem participa desse processo de ensino e aprendizagem. Fonte: Machado, 1993 apud Cordeiro, 2007 (com modificações).2.3.2 Modelos de transmissão de fluxos de vídeos na Internet
  34. 34. 34 Com o vídeo ocorre da mesma maneira, pois servidores de armazenamento de conteúdossão disponibilizados na grande rede de computadores para armazenar tais conteúdos,disponibilizados aos seus usuários de duas formas: vídeos sob demanda e streaming de vídeo.2.3.2.1 Streaming de vídeo Segundo Ávila (2008), a streaming de vídeo é a tecnologia utilizada para transmitirvídeos através das redes de computadores, sendo essas internas ou externas, como a Internet, nãohavendo a necessidade de realizar um download prévio. Dessa forma, é possível assistir ao vídeoainda durante a transmissão das partes posteriores, já que há um buffer destinado para oarmazenamento temporário desses arquivos. É importante lembrar que não há a necessidade de destinar espaço em HD paraarmazenamento, além de possibilitar maior interatividade, pois o usuário pode parar o vídeo noinstante desejado, usando os mesmos softwares já instalados na máquina para visualização dearquivos de áudio e vídeo, ou mesmo podendo assistir ou ouvir tal conteúdo a partir do navegadorweb instalado na máquina, bastando apenas a instalação do plugin para essa finalidade.2.3.2.2 Vídeos sob demanda Já com a utilização dos vídeos sob demanda, ainda de acordo com Ávila (2008, p. 85),tais conteúdos ficam armazenados e à disposição do usuário para o instante em que ele quiserassistir, sendo um modo de streaming, mas que não é ao vivo. As vantagens estão em não haver anecessidade de realizar o download do arquivo para a máquina, embora haja programas com essafinalidade. Além disso, pode ser aberto em qualquer página eletrônica, sendo que em algunscasos há a possibilidade de exibir o vídeo na página de Internet, mesmo que o arquivo de vídeoesteja em outro servidor diferente do servidor de hospedagem da página web. Outra vantagem para quem utilizará este tipo de streaming é que não há a necessidade decontratar uma empresa especializada em serviços de transmissão de fluxos contínuos de vídeo,
  35. 35. 35pois o armazenamento de tais conteúdos no servidor é o bastante para referenciar o endereço,fazendo a chamada a partir da página eletrônica.2.3.3 Os benefícios do streaming A necessidade de exploração de novos meios de comunicação e das novas tecnologiastorna uma tendência o uso do streaming na grande rede de computadores, pois permite atransmissão on-line mais livre de imperfeições, bem como um pouco mais democrática, ao pontode possibilitar a criação e divulgação de conteúdos por qualquer cidadão, dando-lhe aoportunidade que outrora era apenas das estações de rádio e TV, já que agora é possível qualquerpessoa produzir seu vídeo e divulgar em sua página eletrônica ou mesmo em um espaçoreservado para seus conteúdos no YouTube. As emissoras de rádio e TV, contudo, também possuem interesses nessa tecnologia, poispossibilitam maior abrangência de sua programação a usuários espalhados pelo mundo inteiro, jáque agora a máquina conectada à Internet possibilitará assistir à programação em tempo real deuma emissora localizada no outro extremo do mundo, tendo antes o limite das ondas deradiofrequência emitidas pela antena da estação, cujas áreas distantes do seu raio de abrangênciarecebiam um sinal de baixa qualidade, portanto, solucionando esse problema. E para tornar o serviço cada vez melhor, foi criado o Intelligent Streaming, que segundoÁvila (2008), são as adaptações necessárias à melhoria da transmissão, detectando o nível detráfego na rede a fim de possibilitar menos erros e perdas de quadros de imagem durante astransmissões. Logo, isso possibilita as aplicações do serviço para vários objetivos como, atransmissão de sinal, EaD, publicidade, entretenimento, Webcast9 e também telecomunicações.9 É a transmissão de vídeo e áudio por streaming pela Internet.
  36. 36. 363 CANAIS DE VÍDEOS NA INTERNET Com base na pesquisa do uso de canais de vídeos na Internet, neste capítulo, serãoapresentados alguns dos exemplos de aplicações de canais de vídeos com fins educativosidentificados no decorrer da pesquisa. Dentre esses, estão exemplos de canais voltados àdivulgação das ações institucionais, ou mesmo com programação de cunho educacional, comaulas, entrevistas e documentários.3.1 Canal Ari de Sá O Canal Ari de Sá pertence a uma instituição de ensino particular do Estado do Ceará,atuando no Ensino Básico, cujas videoaulas estão voltadas aos assuntos do Ensino Médio,principalmente com ênfase ao vestibular, sendo apresentado na FIGURA 1. FIGURA 1 – Página inicial da TV Ari de Sá Dessa forma, a TV Ari de Sá (http://www.tvari.com.br/), como a instituição denomina,consegue transmitir as aulas de seus professores e demais vídeos educacionais através da páginaeletrônica cujos conteúdos são disponibilizados e acessados de acordo com a necessidade de seusalunos, utilizando uma transmissão sob demanda, ou seja, os conteúdos audiovisuais ficam
  37. 37. 37dispostos no servidor e são exibidos apenas aqueles que serão executados de maneira organizada,facilitando a busca de acordo com a disciplina, o programa, o dia de realização ou professor. Assim, a instituição consegue fazer com que seus alunos acompanhem as aulas queocorrem todas as noites de segunda a sexta-feira no horário em que desejarem, no local ondeestiverem, bem como todo e qualquer aluno interessado, já que o conteúdo está disponível paratodos. Essa também foi uma saída encontrada pela escola para disponibilizar conteúdos aosalunos de escolas que utilizam os materiais da Editora Saber, chamado Sistema Ari de Sá deEnsino, pois muitas dessas instituições estão em locais cujas ondas de rádio e TV das emissoraslocais não abrangem e a contratação de uma emissora nacional aumentaria os custos desseempreendimento. Na TV Ari de Sá, são também disponibilizados os comentários de provas de vestibulares edemais avaliações nacionais, como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O Canaltambém possui programas gravados diariamente como o programa Ari de Sá no Ar, transmitidodiariamente por uma estão de FM local, sendo os vídeos das aulas postados ao final de cada umana TV Ari de Sá. Há também vídeos de entrevistas sobre o vestibular, assim como de conteúdos deAtualidades, que são comentados sob as perspectivas da História, Geografia e demais disciplinasenvolvidas. A instituição também utiliza o espaço para publicidade, postando os vídeos de suascampanhas publicitárias divulgadas nos veículos de comunicação local como rádio, TV, outdoorse busdoors.3.2 Canal AulaTube O AulaTube apresenta conteúdos audiovisuais sob demanda nas mais variadas áreas,abordando aulas e tutoriais sobre a utilização de programas de computador, ou mesmo mostrandocomo fazer trabalhos manuais, e até vídeos de cursos ensinando a sambar. Os vídeos sãoarmazenados através do YouTube, sendo visualizado a partir da página eletrônica do AulaTube,que pode ser acessada pelo endereço http://www.aulatube.com.br, como pode ser conferido naFIGURA 2.
  38. 38. 38 FIGURA 2 – Página eletrônica do AulaTube3.3 Canal TV Campus Party O Campus Party é um evento de Informática, ocorrido pela terceira vez no Brasil em2010, que trata de novidades tecnológicas, Internet, softwares, desenvolvimento de aplicações euma série de informações sobre tecnologia, conseguindo reunir pessoas das 27 unidades daFederação. O evento também ocorre em outros países, como Colômbia, México e Espanha,conforme mostrado na FIGURA 3. FIGURA 3 – Página eletrônica do canal TV Campus Party com transmissão ao vivo. Em 2010, o evento ocorreu entre os dias 26 e 31 do mês de janeiro, na cidade de SãoPaulo, com debates, discussões, palestras, minicursos e mesas-redondas sobre os temas
  39. 39. 39mencionados acima, entretanto, com a novidade da transmissão ao vivo do evento pela Internet,através de streaming de vídeo. Além disso, outras páginas eletrônicas poderiam retransmitir o canal, disponível noendereço http://tv.campus-party.org/, bastando para isso incluir o script fornecido pela própriaTV Campus Party no código da página pessoal ou em um blog, por exemplo. Dessa forma, o blogde Geometria Dinâmica criado para facilitar o acesso às videoaulas do Curso de ConstruçõesGeométricas Elementares fez a retransmissão das palestras e debates ocorridos durante os seisdias do evento, como apresentado na FIGURA 4. FIGURA 4 – Blog de Geometria Dinâmica retransmitindo a TV Campus Party A retransmissão de canais de TV é uma prática muito comum, principalmente quando setrata de transmissão via satélite em que a emissora necessita incluir conteúdos regionaisdedicados aos seus diversos públicos, bem como quando intente manter uma boa qualidade desinal, pois as emissoras afiliadas retransmitem a programação, recebendo o sinal e aumentando apotência com intuito de que toda área consiga receber um sinal de qualidade. Essa prática chega,então, ao ambiente da Web com o objetivo de causar maior publicidade ao evento, bem como àpágina que retransmite, pois aumentará a quantidade de acessos. O evento também criou a possibilidade de acompanhar as palestras e os debates,principalmente para quem não conferiu a transmissão ao vivo, a partir do streaming de vídeos, ouquem quisesse rever poderia acompanhar os vídeos que eram postados no canal Campus Party,
  40. 40. 40criado no YouTube, como mostra a FIGURA 5, no endereçohttp://www.youtube.com/campusparty. Nessa situação, tinha-se um espaço dedicado para armazenamento dos vídeos quepoderiam ser assistidos de acordo com a necessidade dos usuários, ou seja, vídeos sob demanda. Além disso, esses vídeos poderiam ser salvos, utilizando programas de downloads devídeos da Internet, entretanto, o tamanho dos vídeos, cujas palestras tinham durações quechegavam a 1h40min, requerendo uma conexão com boa taxa de transmissão, podendoimpossibilitar o download de usuários com conexão de baixa velocidade. FIGURA 5 – Canal Campus Party no YouTube com os vídeos das palestras e debates. Um ponto importante a ser considerado é a transmissão do evento desde a captação daimagem dos próprios participantes cujas visualizações dos diversos ambientes do evento erampossíveis dos telefones celulares, câmeras digitais e demais dispositivos portáreis de captura deimagens, ou mesmo a própria câmera integrada aos computadores portáteis. Essas imagens eram transmitidas a páginas eletrônicas como UStream, disponível noendereço http://www.ustream.tv/, possibilitando a transmissão de vídeo e áudio pela Internet dosmais diversos conteúdos possíveis, bastando apenas realizar um cadastro na página com dadossobre o usuário, assim como do canal de broadcast que será criado. Nessa perspectiva, concretiza-se ainda mais a possibilidade de os usuários transformarem-se em produtores de conteúdo de qualquer lugar, ou em qualquer momento, bastando apenas terem mão um equipamento de captação de imagens comum, um computador portátil, seja notebookou netbook, e uma conexão à Internet.
  41. 41. 41 Isso possibilita a divulgação do evento em tempo real e sob a visão daquele usuário,libertando-se, portanto, dos padrões predeterminados pelas grandes emissoras de televisão, oumeios de comunicação, nos quais estão presos às empresas financiadoras de publicidade. As redes sociais também foram importantes para garantir a interatividade dos usuários,principalmente daqueles que acompanhavam o evento pela Internet, pois poderiam enviarperguntas aos palestrantes pelo Twitter, ou mesmo acompanhar trechos das palestras através daspostagens dos participantes na página oficial do evento na referida rede, acessada emhttp://twitter.com/cpbrasil, também utilizada para informar a programação e teve um grandevolume de postagens durante o evento.3.4 Canal TV Cultura É uma emissora de TV aberta, de caráter educativo, mantida pela Fundação Padre Anchietae instituída pelo Governo do Estado de São Paulo, que tem uma programação definida 24 horaspor dia e que está na Web através de transmissão de eventos, assim como a visualização devídeos de reportagens, debates e de programas com discussões sobre temas importantestransmitidos em seus programas, como visto na FIGURA 6 e no endereço:http://www.iptvcultura.com.br/. FIGURA 6 – Página eletrônica do canal de vídeo da TV Cultura de São Paulo. De acordo com a classificação disposta em Cordeiro (2007), a maioria dos materiais é devideoentrevistas provenientes do programa Roda Viva, consagrado da emissora, onde osconvidados são entrevistados por vários jornalistas e profissionais ligados à área de interesse doentrevistado. Há também os vídeo-reportagens das matérias apresentadas nos telejornais daemissora, ainda de acordo com a classificação feita por Cordeiro (2007).
  42. 42. 42 Dessa forma, tem-se a possibilidade de assistir ao conteúdo via fluxo sob demanda emhorário diferente daquele previsto pela programação estabelecida pela emissora. Além disso, ousuário pode fazer a própria programação com os vídeos dispostos na página eletrônica.3.5 Canal TV Escola O Ministério da Educação (MEC) mantém um canal de educação durante 24 horas por dia,transmitido via satélite e pela Internet, no endereço: http://portal.mec.gov.br/tvescola/. O portal da TV Escola disponibiliza o fluxo contínuo de vídeo com programas educativos,documentários, séries nacionais e internacionais que podem ser utilizados para capacitação dosprofessores, bem como fonte de materiais de pesquisa para docentes, a fim de que tais conteúdospossam ser utilizados como materiais didáticos, pois, como apresenta Cordeiro (2007), o vídeotambém pode ser utilizado como função motivadora da discussão, podendo o seu usoproporcionar debates sobre temas importantes e atuais, como apresentado pela FIGURA 7. FIGURA 7 – Página eletrônica inicial da TV Escola. Além disso, há materiais em textos para auxiliar a prática docente através de vídeos,mostrando como iniciar um debate, como realizar as atividades, a qual público deve ser aplicadatal atividade, quais assuntos e temas transversais devem ser levantados, enfim, há váriassugestões de como o professor poderá proceder com o uso de vídeo na sala de aula, já que, alémdo canal de TV, as escolas também recebem vídeos em DVDs e CDs, possibilitando o uso demídias audiovisuais na sala de aula.
  43. 43. 433.6 Canal FA7 A Instituição de Ensino Superior (IES) privada Faculdade 7 de Setembro também reservaum espaço especifico à divulgação de seus vídeos institucionais, com entrevistas e publicidade,denominando tal espaço de TV FA7, sendo que os vídeos sob demanda existentes em tal espaçoestão armazenados no YouTube e adicionados à página da TV FA7 através de links. Essa é umamaneira rápida e fácil de criar um canal de comunicação com o público, tanto através do espaçoreservado em seu portal, quanto do YouTube, canal de compartilhamento de vídeos maisutilizado do mundo, podendo ser acessado a partir da página inicial do portal da FA7, como vistona FIGURA 8, encontrado no endereço: http://www.fa7.edu.br . FIGURA 8 – Página com vídeos institucionais da Faculdade 7 de Setembro. A criação de um canal de TV transmitido via Internet serve também como laboratórioadequado ao aprendizado de alunos dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda, quepoderão colocar em pratica os conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas, utilizando umambiente que a cada dia é mais aplicado para diversas finalidades, inclusive publicitária ejornalística, cujas IES devem formar seus alunos também voltados para esses nichos de mercado.3.7 Canal FAAP A Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), mantenedora da IES FAAP, tambémmantém uma emissora de TV com programação durante 24 horas por dia com transmissão viaInternet, para divulgação dos trabalhos acadêmicos de seus alunos, que também produzem a suaprogramação juntamente com uma equipe de profissionais da área, como visto na FIGURA 9 edisponível no endereço: http://www.faap.br/tvfaap. Assim, a TV disponibiliza o fluxo contínuo
  44. 44. 44de vídeo de sua programação, além dos vídeos dos eventos realizados pela instituição que, deacordo com Cordeiro (2007), podem ser classificados como vídeo-reportagem, videoentrevista evídeo de mesa-redonda ou debates. FIGURA 9 – Página de streaming da TV FAAP.3.8 Canal FDR A Fundação Demócrito Rocha (FDR), ligada ao grupo de comunicação O Povo, oferececursos de extensão semipresenciais nas mais diversas áreas, em parceria com as IES do Estado doCeará. Para isso utiliza AVA, fascículos impressos encartados semanalmente em jornal decirculação regional, central de atendimento para prover informações aos cursistas e aulaspresenciais com os autores dos materiais impressos, como mostra a FIGURA 10. FIGURA 10 – Página eletrônica da FDR destina às videoaulas de um de seus cursos.
  45. 45. 45 Para reunir e organizar todos os conteúdos audiovisuais obtidos nos encontros presenciais,ou os vídeos sob demanda, há um canal com todas as videoaulas organizadas por professor eassunto, cujos vídeos são armazenados no YouTube e podem ser visualizados na própria página,no endereço: http://www.fdr.com.br. Além das videoaulas, seguindo a classificação de Cordeiro (2007), há também vídeos comentrevistas com especialistas das áreas dos cursos oferecidos, bem como com reportagens sobreos assuntos abordados nos cursos produzidos pela instituição e transmitidos pela TV O Povo.3.9 Canal FGF TV A Faculdade da Grande Fortaleza é outra IES privada que mantém um canal de TVtransmitido via TV por assinatura, mas também disponibiliza os vídeos sob demanda comentrevistas e debates realizados semanalmente em seus estúdios, como mostra a FIGURA 11 apágina eletrônica com os vídeos armazenados no YouTube, podendo ser acessada pelo endereço:http://www.fgf.edu.br/novo/default.asp. FIGURA 11 – Página eletrônica da TV FGF com vídeos das entrevistas. A TV FGF, como é denominada pela instituição, tem parceria com outras emissoras de TVstendo seus principais programas veiculados nessas emissoras parceiras como a TV Fortaleza e aTV da Assembleia Legislativa do Ceará.

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