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TEORIA FUNDAMENTADA

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Metodologias de Pesquisa para Internet: Teoria Fundamentada (TF) ou Grounded Theory (GT).

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TEORIA FUNDAMENTADA

  1. 1. + METODOLOGIA P/INTERNET @HELIOPAZ | FACEBOOK.COM/HELIOPAZ | HELIOPAZ@ME.COM
  2. 2. TEORIA FUNDAMENTADA QUANDO OS DADOS
 GERAM UMA TEORIA
  3. 3. O QUE É? • Metodologia que pode ser tanto quantitativa 
 como qualitativa. • Não se utiliza a coleta de dados 
 para construir um problema de pesquisa 
 que busque confirmar teorias pré-existentes: 
 os dados produzirão uma nova teoria, 
 fundamentada na interpretação 
 devidamente contextualizada 
 a partir da categorização 
 dos dados coletados.
  4. 4. DADOS COMO ALICERCE • O pesquisador analisa os dados 
 de modo a entender determinada situação e como e por que seus participantes 
 agem de determinada maneira, 
 como e por que determinado fenômeno 
 ou situação se desdobra deste ou daquele jeito. 
 (GLASER e STRAUSS, 1967 in PINTO, 2012)
  5. 5. QUANDO E POR QUE 
 APLICÁ-LA (LEVACOV) • Quando não há uma teoria a ser testada; • Quando deseja-se entender 
 uma determinada situação; • Como e por que seus participantes 
 agem de determinada maneira; • Como e por que determinado fenômeno 
 ou situação se desdobra deste ou daquele modo.
  6. 6. A TEORIA FUNDAMENTADA CONSISTE EM • Reunir volume de informações 
 sobre o fenômeno observado; • Comparar, codificar, extrair 
 as regularidades; • Seguir detalhados métodos 
 de extração de sentido 
 dessas informações.
  7. 7. –(FRAGOSO, RECUERO e AMARAL, 2011, 
 p. 83 in PINTO, 2012, p. 2) “Se parte dos dados 
 para se chegar a uma teoria 
 sobre o fenômeno analisado
 "a partir de uma sistemática observação, comparação, classificação e análise de similaridades 
 e dissimilaridades.”
  8. 8. COMO O PESQUISADOR 
 DEVE IR A CAMPO? (FRAGOSO, RECUERO E AMARAL, 2011, P. 83) • Livre de suas pré-noções; • Livre de hipóteses e conceitos.
  9. 9. ENTÃO, COMO ELABORAR SUAS HIPÓTESES E SEUS PRECEITOS TEÓRICOS?(FRAGOSO, RECUERO E AMARAL, 2011) • Apenas a partir de sua vivência empírica e do processo do método. ;)
  10. 10. ASPECTOS A CONSIDERAR 
 NA COLETA DE DADOS (CHARMAZ, 2009 IN COSTA, 2015) • Um determinado processo: 
 é considerado fundamental 
 a partir do ponto de vista de quem? 
 É considerado sem grande importância 
 a partir do ponto de vista de quem? • Como surgem os processos sociais observados?
 Como eles são construídos pelas ações dos participantes? • Quem exerce controle sobre esses processos?
 Sob quais condições?

  11. 11. ASPECTOS A CONSIDERAR 
 NA COLETA DE DADOS (CHARMAZ, 2009 IN COSTA, 2015) • Quais significados os diversos participantes atribuem ao processo?
 Como eles falam sobre isso?
 O que eles enfatizam?
 O que omitem? • Como e quando se alteram os significados 
 e as ações dos participantes em relação 
 ao processo?
  12. 12. COMO CONSTRUIR 
 OS DADOS? (CHARMAZ, 2009 IN COSTA, 2015) • Observar as ações e os processos, 
 bem como as palavras; • Delinear o contexto, as cenas 
 e as circunstâncias da ação; • Registrar quem fez o que, quando ocorreu, por que aconteceu e como ocorreu;
  13. 13. COMO CONSTRUIR 
 OS DADOS? (CHARMAZ, 2009 IN COSTA, 2015) • Identificar as condições 
 nas quais determinadas ações, intenções e processos emergem 
 ou são abrandados; • Procurar caminhos para interpretar esses dados.
  14. 14. UMA PERSPECTIVA CRÍTICA SOBRE A TEORIA FUNDAMENTADA(FRAGOSO, RECUERO E AMARAL, 2011, PP. 87-88) “O produto da TF é simples. Não é uma descrição factual. É um conjunto de conceitos cuidadosamente fundados e organizados em torno de categorias centrais e integrados em hipóteses. A teoria gerada explica a preponderância do comportamento em uma área substantiva, com o primeiro movimento deste comportamento emergindo como o conceito principal dos participantes primários.” (GLASER, 2004 in FRAGOSO, RECUERO 
 E AMARAL, 2011)
  15. 15. COLETA DE DADOS(FRAGOSO, RECUERO E AMARAL, 2011, P. 92-94) • Podem ser provenientes 
 de várias fontes, tanto quantitativa como qualitativamente; • A análise dos dados 
 concomitante à sua coleta 
 vai, assim, auxiliando a refinar 
 o próprio processo de coleta.
  16. 16. TIPOS DE CODIFICAÇÃO • a) CATEGORIAS: na TF, códigos e conceitos são constantemente comparados. Categorias mais amplas são construídas à medida que observa-se as semelhanças e as diferenças entre os conceitos. Logo, as categorias são mais abrangentes do que os conceitos. Consequentementes, são elas que darão origem à teoria.
  17. 17. TIPOS DE CODIFICAÇÃO • b) MEMOS: observações de campo durante o processo de análise de um corpo de dados. Anotações para posterior codificação. Observações sobre o próprio processo de codificação e das categorias que estão sendo criadas. Anotações teóricas (discussão sobre como os códigos, conceitos e categorias relacionam-se com a literatura).
  18. 18. CODIFICAÇÃO ABERTA • Comparação de eventos, ações 
 e interações por similaridades 
 e diferenças. • Rotulação (etiquetas conceituais). • Agrupamento para formar 
 categorias e subcategorias.
  19. 19. CODIFICAÇÃO ABERTA • O que está acontecendo? • Em quais categorias esses dados 
 se enquadram? • O que os dados expressam? • Fragmentação dos dados para identificação de categorias, propriedades e dimensões.
  20. 20. CODIFICAÇÃO AXIAL • Relacionamento entre as categorias que emergiram na fase anterior. • Quais as conexões entre as classificações observadas? • FOCO: contexto das categorias,
 suas condições causais e intervenientes,
 nas estratégias e nas consequências
 dessas estratégias.
  21. 21. CODIFICAÇÃO SELETIVA • Integração das categorias 
 em uma categoria central, 
 que corresponde ao fenômeno central em estudo.
  22. 22. CODIFICAÇÃO SELETIVA • Story line: técnica onde se conta 
 a história de modo analítico. • Objetivo: integrar e relacionar 
 as categorias. • Conceitos emergentes da organização dos dados: primeiros padrões encontrados.
  23. 23. CODIFICAÇÃO SELETIVA • Quanto mais o conceito aparecer 
 em função do que foi encontrado 
 nos dados, mais consistente será 
 a teoria dele resultante. • P. ex.: a descoberta de categorias majoritárias como consequência dos valores construídos e percebidos pelos usuários no Twitter.
  24. 24. EXERCÍCIO MONITORAMENTO EXPLORATÓRIO 
 DE MÍDIAS SOCIAIS (ADAPTADA DE TARCÍZIO SILVA)
  25. 25. DIVIDAM-SE EM GRUPOS VÁRIAS CABEÇAS PENSAM MELHOR DO QUE UMA
  26. 26. PROCEDIMENTOS • Analisar contas do Twitter, do Facebook ou do Instagram • Definam um objeto-tema e monitorem uma única rede
  27. 27. PROCEDIMENTOS • Procurem encontrar diferenças 
 e semelhanças dentro do objeto; • Definam um período de tempo
 de observação; • Verifiquem se será necessário perguntar ao internauta (Google Docs);
  28. 28. PROCEDIMENTOS • Quais questões seriam relevantes para identificar a importância do fenômeno e como os entrevistados o percebem? • Definir um prazo para o recebimento de respostas.
  29. 29. PROCEDIMENTOS • Encontrar palavras ou sentimentos demonstrados nas conversações em rede: identificar semelhanças e diferenças entre si; • Classificar as subcategorias (se assim surgirem);
  30. 30. PROCEDIMENTOS • Encontrar palavras ou sentimentos demonstrados nas conversações em rede: identificar semelhanças e diferenças entre si; • Classificar as subcategorias (se assim surgirem);
  31. 31. PROCEDIMENTOS • Analisar e quantificar os dados; • Tentar criar um conceito com base na observação dos dados obtidos.

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