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Antonio Canova

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Trabalho elaborado por Joana Coelho

Published in: Education

Antonio Canova

  1. 1. Escultor italiano do Neoclassicismo 1757 - 1822 Joana Coelho Nº 17 12 F
  2. 2. O neoclassicismo surgiu como reacção à artificialidade do rococó e impôs como prática a simplicidade, nas linhas, formas, cores e temas, bem como o aprofundamento de ideias e sentimentos. Para os escultores neoclássicos, a essência da pureza residia no mármore branco da estatuária grega. Para os artistas neoclássicos os conceitos de racionalismo e sensibilidade não eram opostos. A compaixão é própria das pessoas virtuosas e a temática neoclássica pretendia exaltar a virtude. O Neoclassicismo Diana , c. 1776 Jean-Antoine Houdon Jasão e o Velo de ouro , 1803 Bertel Thorvaldsen Madalena , 1796 Antonio Canova
  3. 3. Antonio Canova iniciou a sua formação no atelier veneziano de Giuseppe Bernardi Torreto, onde imperava o gosto artístico e a prática do barroco. Mais tarde, deixou-se seduzir pela colecção de cópias de esculturas da Antiguidade, reunida por Filippo Farsetti em Veneza, bem assim como pelos escritos de Winckelmann (1717-1768) que advogavam um retorno à nobre simplicidade e calma grandeza do mundo antigo. Com 23 anos estabeleceu-se em Roma e tornou-se um dos mais altos expoentes da escultura neoclássica que teve como centro de difusão esta cidade. Durante o primeiro quartel do século XIX a sua fama dominou a Europa, beneficiando da encomenda de Napoleão e do Papado, bem como da nobreza italiana, francesa e austríaca. Antonio Canova , 1757-1822 Auto-Retrato , 1812 Antonio Canova
  4. 4. Teve como princípio estudar a Natureza, consultar a Antiguidade e, através de uma comparação judiciosa, formar o seu próprio estilo original. Canova previu o perigo de uma submissão exagerada aos imperativos de uma doutrina, e por isso as suas obras rejeitam a frieza excessiva do mais puro neoclassicismo, associando-lhe volúpia, graça e lirismo. Antonio Canova , 1757-1822 Daedalus e Icarus
  5. 5. Cupido e Psique , 1787-1793 Mármore 155x168 cm Museu do Louvre Paris, França
  6. 6. A história de Cupido e Psique Vénus, deusa da beleza e do amor, sentia ciúmes da princesa Psique, pois esta era tão ou mais bela quanto ela. Por isso, pede ao seu filho, Cupido, para a castigar: “Infunde no peito daquela altiva donzela uma paixão por algum ser baixo, indigno, de sorte que ela possa colher uma mortificação tão grande quanto o júbilo e o triunfo de agora”. Quando se preparava para executar a tarefa, Cupido é acidentalmente atingido por uma das suas setas, apaixonando-se por Psique. O filho de Vénus torna-se então amante de Psique. Eles encontravam-se apenas de noite, pois Cupido não queria que a sua amada soubesse quem ele era. Desconfiada que o seu amante fosse um monstro, Psique ilumina-o, descobrindo quem ele era. Ele, sentindo-se atraiçoado, abandona-a. Psique, arrependida, procura por ele desenfreadamente, acabando por recorrer a Vénus : “– És tão pouco favorecida e tão desagradável, que o único meio pelo qual podes merecer teu amante é a prova de indústria e diligência. Farei uma experiência da tua capacidade como dona de casa”.
  7. 7. A história de Cupido e Psique Psique teve assim de cumprir um conjunto de tarefas, executando-as todas, excepto a última. “Abriu cuidadosamente a caixa (que pensava transportar a beleza divina), mas nada ali encontrou de beleza e sim o infernal e verdadeiro sono estígio, que, libertando-se da prisão, tomou posse dela e fê-la cair no meio do caminho, como um cadáver sem senso de movimento”. O Deus do Amor reanima-a, casando-se com ela depois. Tiveram uma filha à qual deram o nome de Prazer. Psiquê em grego significa tanto borboleta como alma. Psiquê é, portanto, a alma humana, purificada pelos sofrimentos e infortúnios, e preparada, assim, para gozar a pura e verdadeira felicidade. A união de Cupido e Psique simboliza a união entre o Amor e a Alma. 1796-1800 Antonio Canova
  8. 8. Composição Cupido e Psique estão entrelaçados, envolvendo-se num abraço sensual e delicado. O Deus do Amor segura-lhe o peito com o braço esquerdo e com o outro apoia-lhe a cabeça. Psique abraça-o delicadamente, tocando-lhe com as mãos no topo da cabeça. Cupido e Psique
  9. 9. O nosso olhar é “encaminhado” para o contacto entre as duas figuras. O centro da composição forma assim um circulo, delimitado pelos braços de Psique. Este marca o momento antes do beijo. Cupido e Psique
  10. 10. As figuras relacionam-se mutuamente, equilibrando todo o grupo escultórico. A composição é dominada por duas diagonais, formando um X. Canova não representou algo estático ou de grande agitação, mas sim um movimento delicado e pausado, inspirando sensualidade. Simboliza o instante apaixonado em que Cupido e Psique se aproximam. “ Com as asas ainda levantadas, Cupido acaba de chegar para reanimar Psique com o beijo do amor”. Cupido e Psique
  11. 11. A luz, que vem da cor branca do mármore polido, cria um contraste deslizante sobre os corpos. Canova esculpiu Cupido e Psique com grande delicadeza e elegância, denotando uma grande paixão. Foi encomendado por Lord Cawdor para decorar uma divisão da sua mansão, estando hoje no Museu do Louvre, em Paris. Cupido e Psique
  12. 12. Canova pretendeu representar o “Amor” com as suas duas vertentes: ternura e paixão carnal, mostrando o interesse que este grande escultor neoclássico tinha pelos sentimentos humanos. Cupido e Psique
  13. 14. Paulina Borghese , 1804-1808
  14. 15. As Três Graças , 1812-1816 Orpheu , 1876
  15. 16. Teseu e o Minotauro Perseu com a Cabeça de Medusa
  16. 17. Hebe Teseu e o Centauro
  17. 18. Túmulo de Maria Christina d’Áustria
  18. 19. Bibliografia http://www.lunaeamigos.com.br/mitologia/cupidoepsique.htm http://www.slideshare.net/idelalmamia/eros-i-psique-mb-presentation http://www.scultura-italiana.com/Galleria/Canova%20Antonio/index.html http://pt.wikipedia.org/wiki/Antonio_Canova http://www.museu.gulbenkian.pt/exposicoes/canova/2.asp

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