INTEGRAÇÃO ENTRE SAÚDE OCUPACIONAL, ASSISTENCIAL E PROMOÇÃO DA SAÚDE

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Apresentação realizada pelo Sandro da Silva, médico do trabalho da HBSIS, na 8ª Conferência de Promoção da Saúde Corporativa.

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INTEGRAÇÃO ENTRE SAÚDE OCUPACIONAL, ASSISTENCIAL E PROMOÇÃO DA SAÚDE

  1. 1. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 2 Dr. Sandro da Silva Médico do Trabalho INTEGRAÇÃO ENTRE SAÚDE OCUPACIONAL, ASSISTENCIAL E PROMOÇÃO DA SAÚDE
  2. 2. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 3 Agenda • Medicina do Trabalho • Medicina Assistencial • Integração Med. do Trabalho e Assistencial (Saúde Integral) • A promoção da Saúde • Case HBSIS • Conclusões e Reflexões
  3. 3. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 4 Histórico – Medicina Ocupacional • CLT – Decreto lei nº 5.452 de 01/05/43 • ANAMT – criada em 26/03/68 • Altos índices de Acidente de Trabalho • SESMT – Portaria nº 3.237 de 27/07/72 • NRs – Lei nº 6.514 de 22/12/77 • MT – reconhecida como especialidade em 2003 • Características da saúde e segurança no trabalho
  4. 4. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 5 Evolução – Medicina Ocupacional • Análise mais ampla e profunda sobre os impactos da “saúde” nos resultados das organizações • Saúde Corporativa
  5. 5. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 6 Modelo Atual – Medicina Assistencial • Características atuais: – atende condições agudas – trata o indivíduo de forma genérica – funciona de modo reativo – tem ênfase em ações curativas e de reabilitação – é de entrada aberta – centralizada no profissional médico – tem gestão na oferta e pagamento de serviços – não tem gestão por melhores resultados Fonte: OMS, 2004
  6. 6. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 7 Modelo Atual – Medicina Assistencial • Dificuldades na Gestão da Saúde: – Escopo da saúde é amplo – Consumo em saúde – Impacto na vida – Relevância social grande, é considerada um bem social – Relevância econômica – Setor intensivo em conhecimento – Cadeia de valor fragmentada Fonte: Pedroso MC, Malik AM, As quatro dimensões da Saúde.
  7. 7. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 8 Medicina Assistencial 40% 60% Gastos em Saúde Público Privado 4,9% PIB (IBGE, 2009) 3,6% PIB (IBGE, 2009)
  8. 8. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 9 Medicina Assistencial VCMH = Variação do Custo Médico Hospitalar IESS = Instituto de Estudos de Saúde Suplementar
  9. 9. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 10 Medicina Assistencial – Mudanças • Mudanças Epidemiológicas e Demográficas • Pop. > 60 anos = 09% / 2013 • Pop. > 60 anos = 15% / 2025 (40MM pessoas) • 80% das pessoas > 60anos tem alguma doença crônica (IBGE) • Prevalência de DM e HAS estão subindo • Carga de Doença, índice DALY (Disability Adjusted Life of Years), doenças crônicas = 66% do total de DALY • 19% neuropsiquiatrias • 13% cardiovasculares • 8% respiratórias crônicas • 6% câncer • 6% musculoesqueléticas • 5% diabetes • Em 2007, 72% das mortes no Brasil estão relacionadas a doenças crônicas Fontes: IBGE / The Lancet, Volume 377, Issue 9781, Pages 1949 - 1961, 4 June 2011
  10. 10. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 11 Medicina Assistencial MODELO ATUAL NOVAS PERSPECTIVAS ELEVAÇÃO DOS CUSTOS
  11. 11. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 12 Medicina Assistencial PÚBLICO BR (40%) FAMÍLIAS PRIVADO BR (60%) EMPRESAS PÚBLICO BR (40%) FAMÍLIAS PRIVADO BR (60%) EMPRESAS CUSTO EM “SAÚDE” Gerenciamento custo Gerenciamento clínico Altera a proporção da fonte de financiamento Diminui o tamanho do financiamento
  12. 12. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 13 Medicina Assistencial 1 – 5% (alta complexidade) 20 – 30% (cond. complexas) 70 – 80% (cond. simples) Fatores de risco Pirâmide de Riscos X Custos FONTE: Department of health (2005); Kellogg (2007) Nível 1 Nível2 Nível 3 Alto custo Baixo custo por caso Promoção da Saúde
  13. 13. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 14 Medicina Assistencial Investimento preventivo focado na base pirâmide (Fatores de risco e hábitos de vida) – Melhora qualidade de vida – Reduz internações hospitalares – Reduz taxa de permanência na internação hospitalar – Melhora fatores de risco ligados ao comportamento e estilo de vida – Reduz custos de atenção à saúde FONTE: Wallace (2005); Singh (2005); Department of Health/NHS (2005); Singh & Ham (2006); Porter & Kellogg (2008)
  14. 14. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 15 Vigitel (2006 – 2011) Loeppke R, IJWHM, vol. 1, nº 2, pp. 95-108, 2008 IBGE (1974-1975; 1989; 2002-2003 e 2008-2009) R. Bras. Estudos de População, v. 29, pp.133-145, jan-jun 2012 Principais fatores de risco: NãoOcupacionais Sobrepeso e Obesidade Alimentação inadequada Inatividade física Dislipidemias Consumo álcool em excesso Tabagismo Envelhecimento HAS/hist. genético familiar DM/hist. genético familiar Ergonômico Estresse Acidentes Ocupacionais Físico Biológico Ergonômico Acidentes Estresse Integração Assistencial e Ocupacional
  15. 15. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 16 Medicina Assistencial • Classificação de risco: – 0 a 2 fatores de risco = baixo risco – 3 a 4 fatores de risco = médio risco – 5 ou > fatores de risco = alto risco • Quanto maior o número de fatores de risco por pessoa, maior são os gastos em saúde. Fonte: Edington, PhD, University Michigan Health Managemant Reserch Center.
  16. 16. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 17 Integração: Assistencial e Ocupacional • As pessoas não deixam os impactos de seus riscos em casa quando vão ao trabalho, assim como não deixam no trabalho os impactos da exposição aos riscos ocupacionais. • Melhorar a saúde não só controla despesas, mas também protege, dá suporte e melhora o capital humano. • Líderes empresariais estão percebendo que a saúde da força de trabalho está diretamente ligada a saúde das organizações (competitividade, produtividade, etc). • Saúde e força de trabalho andam juntos, empresários estão chegando a conclusão de que a saúde não é um custo a ser administrado e sim um investimento que precisa ser alavancado. Fonte: Loeppke R, 2008.
  17. 17. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 18 Integração: Assistencial e Ocupacional • Ações limitando o uso de planos de saúde (mensalidades, coparticipação) podem inibir a procura antecipada pelo atendimento médico, diagnóstico precoce e tratamento, deixando apenas para usar nas complicações (onde o custo é bastante elevado). Além disto aumentam o presenteísmo, absenteísmo e reabilitação. Fazendo com que o custo total da saúde aumente e provoque mais impactos na produtividade/competitividade das empresas. • Nas empresas, ações gerenciando os custos podem levar a tratamentos ineficientes, provocando consequências à saúde e à força de trabalho (presenteísmo, sequelas/reabilitação). O que realmente vai agregar valor em saúde e minimizar custos e melhorar a produtividade? • Precisamos ter uma visão global e integral da saúde das pessoas para responder esta questão. Há necessidade de incorporar a Saúde como estratégia do negócio na cultura da empresa. Saúde como Valor da empresa, conscientizar e disseminar a cultura da saúde. Loeppke R, 2008.
  18. 18. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 19 Case HBSIS
  19. 19. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 20 Case HBSIS – Histórico Problemas e dificuldades: • Saúde ocupacional terceirizada • Informações sobre causas dos afastamentos do trabalho desconhecidas • Informações sobre gastos do plano de saúde inexistentes (sigilo médico) • Aumento da fatura plano de saúde a cada ano • Informações sobre hábitos de vida e adoecimento dos colaboradores inexistente
  20. 20. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 21 Case HBSIS – Histórico • Primeiras ações: – Implantação de ambulatório próprio – Contratação de Médico do Trabalho – Coleta de informações nos exames periódicos (ASOs) – Identificação dos riscos ocupacionais (LTCAT/PPRA) – Coleta de informações sobre atestados, afastamentos, acidentes, etc (questionário e exames periódicos) – Coleta de informações sobre gastos com plano de saúde – Aplicação de questionários sobre hábitos de vida, adoecimentos, uso de medicamentos, atividade física, etc (perfil população)
  21. 21. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 22 Case HBSIS – Informações encontradas • Risco ocupacional: ergonômico / estresse • Riscos não ocupacionais (fatores de risco): – História familiar HAS = 58% – História familiar DM = 42% – História Familiar HAS + DM = 30% – 48% fazem pouca atividade física – 50% com IMC > 25,1 – 50 a 70% com hábitos alimentares ruins – 16% tabagistas – 15% com queixa de Insônia – 10% consomem álcool em excesso frequentemente • Doenças frequentes: – DM = 2-4% – HAS = 7-14% – Depressão = 3-13% – Absenteísmo (Osteomusculares, Respiratórios – sazonal e Digestivos)
  22. 22. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 23 Case HBSIS – Ações Ampliação da estrutura na área de saúde: • Ambulatório (atendimento clínico e ocupacional) • Médico do Trabalho – Consultas clínicas – Avaliação atestados e acompanhamento de afastamentos • Criação dos programas preventivos • Plano de saúde UNIMED (sem custos/sem coparticipação) • Ergonomista • Educadora Física (Ginástica Laboral)
  23. 23. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 24 Case HBSIS – Ações Principais atuações em Saúde: • Cumprimento da legislação referente medicina do trabalho (LTCAT/PPRA, PCMSO, ASOs, etc) • Ergonomia no trabalho e postural (mobiliário e treinamento individual) • Ginástica Laboral • Vacinação anti-gripal • Programa prevenção DM e HAS (HB.Prever) Orientações preventivas secundárias e terciárias • Eventos sobre saúde assistencial/preventiva em parceria com a CIPA e ARCHBSIS • Dia da fruta, convênio com academias, palestras (alimentação e atividade física), etc
  24. 24. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 25 Case HBSIS HB.Prever (DM e HAS) Base de dados individual (estilo de vida): • Questionários que abordam hábitos alimentares, atividades física, doenças e tratamentos, histórico genético familiar, gerenciamento do estresse, consumo álcool, etc. • Inicialmente foi distribuído a todos colaboradores (todos responderam) • Para seguimento, o questionário é respondido já na admissão. Avaliação com Médico do Trabalho: • Complementa o questionário, resolve dúvidas • Peso, altura, PA, circ unferência abdominal, etc • Avalia necessidade de exames laboratoriais
  25. 25. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 26 Case HBSIS: HB.Prever (DM e HAS) Os fatores de risco detectados definem em qual programa o colaborador será inserido: • Básico (sem fatores de risco) • Diabetes • Hipertensão • Ambos Os fatores de risco também são pontuados e a soma define a gravidade/frequência das reavaliações médicas (programa permanente): • Leve (revisão médica semestral) • Moderado (revisão médica quadrimestral) • Grave (revisão médica trimestral) Programa Básico (revisão médica anual)
  26. 26. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 27 Case HBSIS: HB.Prever (DM e HAS) Na avaliação com Médico do Trabalho, fazemos uma análise individual da saúde do colaborador: • Informação e sensibilização sobre os riscos de adoecimento e suas consequências. • Orientação e apoio às mudanças para correção dos maus hábitos de vida. • Formulação de uma proposta de mudança no estilo de vida com objetivos claros e possíveis, dentro de um período de tempo. • Reavaliação a qualquer momento durante a concretização das ações (apoio técnico e social). • Explicação de como funciona o processo de mudança (fases) e os possíveis percalços, motivar, prevenir recaídas e chamar atenção para a responsabilidade pessoal com a saúde. Nas revisões de acompanhamento aplicamos novamente o questionário sobre hábitos de vida, pesamos, medimos PA, circunferência abdominal e altura. Confrontamos as orientações/proposta de ações da consulta anterior com aquilo que foi realizado, importante “lidar com os retrocessos”.
  27. 27. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 28 Case HBSIS: Resultados / Distribuição Jun/13 Jun/12
  28. 28. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 29 Case HBSIS: Programas Preventivos
  29. 29. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 30 Case HBSIS: Histórico Familiar e Doenças
  30. 30. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 31 Case HBSIS: Evolução Fatores de Risco
  31. 31. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 32 Case HBSIS: Evolução Fatores de Risco
  32. 32. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 33 Case HBSIS: Evolução Fatores de Risco
  33. 33. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 34 Case HBSIS: Outros Resultados • Avaliação (pesquisa clima) da área de Saúde: nota 8,3 • Desconto de 30% na fatura plano de saúde • Estamos abaixo da meta de sinistralidade (75%) – Um dos maiores gastos foi com cirurgia bariátrica – Outro grande gasto foram com “dependentes” (internações e procedimentos) • Reajuste plano de saúde anual (2013) ficou 50% abaixo do índice VCMH/IESS
  34. 34. Copyright© 2013 HBSIS. Todos os direitos reservados. 35 Case HBSIS: Conclusões e Reflexões • Melhorias na qualidade da alimentação, incremento na atividade física regular e tabagismo, principalmente entre as mulheres, também houve queda no consumo de álcool. • Todos os colaboradores mapeados (fatores de risco) e em acompanhamento permanente. • Grande desafio a ser enfrentado é a “mudança de comportamento das pessoas/hábitos de vida” = futuras ações com foco no estímulo à mudança comportamental e manutenção destes hábitos. • Quem já tem comportamento preventivo melhorou muito, quem a ainda não tem precisa ser estimulado. • Atualmente a SAÚDE é considerada um VALOR para a HBSIS, faz parte da ESTRATÉGIA DO NEGÓCIO e tem APOIO TOTAL DA DIRETORIA e está se tornando uma CULTURA da empresa.

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