O Castelo de Faria

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narrativa histórica, Lendas e Narrativas de Alexandre Herculano, Conto Contigo 7, Areal

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O Castelo de Faria

  1. 1. O Castelo de Faria Narrativa histórica
  2. 2.  1.1. A ação decorre perto da vila de Barcelos, junto ao monte do Franqueira, na província de Entre Douro e Minho. Excerto 1
  3. 3.  1.2. Descrição desse local:  “Aprazível é o sítio, sombreado de velhas árvores. Sentem-se ali o murmurar das águas e a bafagem do vento suave, a harmonia da natureza…”; “Da sua coroa descobre- se ao longe o mar…”
  4. 4.  2. 1. a) A expressão “O monte(…) é formoso, mas áspero e severo” (l.7) significa que o monte é belo, mas tem um aspeto agreste.  b) “Da sua coroa descobre-se ao longe o mar, semelhante a mancha azul entornada na face da Terra.” : do cimo do monte, vê-se ao longe o mar, que parece uma mancha azul caída sobre o planeta Terra.
  5. 5.  2.2. Os recursos expressivos são a) personificação, adjetivação; b) comparação.  2.3. A partir do cimo do monte, podem ver-se as povoações, os rios, os prados, as rochas, os penedos, os soutos e os pinhais, ou seja, pode observar-se tudo o que rodeia o monte.
  6. 6.  3. “Claros sinais de que ali viveram homens” (ll. 15, 16)  3.1. A atividade que deixou “claros sinais” naquele local foi a guerra.  3.2. “balizas” – marcos, sinais.  3.3. a) 2; b) 1; c) 7; d) 3; e) 6; f) 4; g) 5
  7. 7. Excerto 2  4. “O Castelo de Faria(…) campeou aí como dominador dos vales vizinhos.” (ll. 1-2)  4. 1. campeou – ostentou, exibiu com orgulho.  4.2. O castelo de Faria, com toda a sua grandeza, sobressaía na paisagem e “dominava” os vales em redor. (l.2)  4.3. O recurso expressivo é uma comparação.
  8. 8.  5. O Castelo de Faria tem origem na Idade Média, como se comprova através das expressões “Castelo real da Idade Média” (l.3) e “o antigo alcácer das eras dos reis de Leão”.(l.5)
  9. 9.  6.1. O Castelo de Faria é associado a um gigante, de mármore e de granito, devido à sua altura, dimensão, poderio e força, características comuns aos dois elementos, castelo e gigante.  6.2. O recurso expressivo presente na associação é a metáfora.
  10. 10.  6.3. O tempo, com a sua força, penetrou na estrutura do castelo e fez com que ele caísse e as suas pedras se espalhassem pela encosta. Os efeitos das forças da natureza provocaram o fim do castelo.  6.3.1. Para se referir ao tempo, o narrador utiliza a palavra é “febre”. (l. 4)
  11. 11.  7. Com os destroços do castelo construiu-se um convento, em que as salas de armas, por exemplo, passaram a ser dormitórios. No século XVIII (dezoito), o único vestígio que havia do castelo era um eremitério, onde existia uma mesa feita com uma lájea trazida por D. Afonso, de Ceuta.
  12. 12. Excerto 3  8. O narrador dirige a crítica “aos nossos maiores” que não zelaram pela conservação dos monumentos e só se preocupavam em praticar mais façanhas.  9. A ação decorre no reinado de D. Fernando, “reinava entre nós D. Fernando”. (l. 6)
  13. 13.  10. D. Fernando manteve uma guerra com os castelhanos em que esgotou os tesouros do Estado. A guerra terminou com a condição de D. Fernando casar com a filha do rei de Castela. No entanto, o nosso rei, apaixonado por D. Leonor Teles, casou com ela, desrespeitando o contrato. Assim, o rei de Castela vingou-se invadindo Portugal.
  14. 14.  11.1. O narrador circunscreve a narração à invasão que se deu no Minho.
  15. 15.  11.2.Informações sobre a batalha:  Forças castelhanas – Pedro Rodrigues Sarmento e João Rodrigues de Viedma;  Forças portuguesas – D. Henrique Manuel, conde de Seia e tio de D. Fernando; o alcaide-mor do castelo de Faria, Nuno Gonçalves.  Local – província de Entre-Douro e Minho, perto de Barcelos.  Desfecho – os castelhanos são derrotados.  Prisioneiros portugueses – o alcaide-mor Nuno Gonçalves.
  16. 16.  12 – O alcaide-mor deixara o filho a governar o Castelo de Faria e, com receio de que este o entregasse ao vê-lo prisioneiro dos castelhanos, convenceu os inimigos a conduzirem- no até aos muros da fortaleza, dizendo que lá convenceria o filho a entregar o castelo.
  17. 17.  13. O arauto é o mensageiro do velho alcaide, Nuno Gonçalves, que pretende falar com o filho, Gonçalo Nunes.  14. O alcaide-mor pretende realçar o papel que um alcaide tinha, que era o de nunca entregar o castelo que guarda e defende.
  18. 18.  14.1. O filho receia a morte do pai, “- Mas não vês que a tua morte é certa, se os inimigos percebem que me aconselhaste a resistência?” (l. 73/74)  14.2. O ardil resulta e o velho alcaide é morto pelos castelhanos, pois estes percebem a sua verdadeira intenção, convencer o filho a nunca entregar o castelo.
  19. 19.  15. Perante o assassinato do pai, Nuno Gonçalves clamou vingança.  15.1. A expressão sublinhada significa que morreram ou foram mortos.  16.1. Depois da morte dos assassinos do seu pai, os castelhanos atacaram o castelo e houve muitos mortos entre os portugueses.
  20. 20.  17. 1. O moço alcaide recordava o que tinha sido dito pelo pai na hora da morte e a maldição que lhe lançara. Assim, combateu os castelhanos com toda a sua valentia.  17.2. “O moço alcaide defendia-se como um leão” (l. 95)
  21. 21.  18. Gonçalo Nunes converte-se ao sacerdócio porque não conseguia esquecer a morte do pai e só desta forma pôde pagar ao seu pai a glória que proporcionara aos alcaides de Faria.

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