Curso basico de formacao em manejo integrado de agua - Estacao Luz

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Material oferecido no curso basico de formacao em manejo integrado de agua para o corpo tecnico da ONG Estacao Luz, de Ribeirao Preto, com a presenca de parceiros da regiao.

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  • Guilherme, gostara de tirar uma dúvida. No slide 19, Filtro lento de areia: Depois que a água desce pelo sistema de filtragem, é necessário colocar uma bomba para levar a água para a caixa d'água?! Mais uma: Será que eu poderia aplicar esse sistema para filtrar a água de máquina de lavar. Lembrando que uso somente sabão de côco na lavagem, que é biodegradável, certo?! abs Helga
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Curso basico de formacao em manejo integrado de agua - Estacao Luz

  1. 1. http://www.estacaoluz.org/ http://projetocaravanadaluz.blogspot.com.br/
  2. 2. Design para abundância “O que separa os dois é apenas o tempo...” t
  3. 3. «Água: Manual de Instruções» TodaTodaTodaToda águaáguaáguaágua quequequeque haveráhaveráhaveráhaverá nononono planetaplanetaplanetaplaneta jájájájá existeexisteexisteexiste,,,, hojehojehojehoje
  4. 4. «Água: Manual de Instruções»
  5. 5. «Água: Manual de Instruções»
  6. 6. «Água: Manual de Instruções»
  7. 7. «Água: Manual de Instruções»
  8. 8. «Água: Manual de Instruções»
  9. 9. Bacterias Unicelulares 2•m 10.000 espécies Catalizam a maioria das reações no tratamento de águas. Algas Unicelulares 50-100•m 10.000 espécies Carregados eletricamente Acumulam C, N, P e metais Protozoários Multi-celulares 200•m Filtram organismos com tamanho até 25•m (bacterias e algas) Servem de comida para peixes Micro fauna Rotíferos, Daphnia 200•m – 1mm Organismos de vida livre, fixos Filtram algas e Bacterias Michael Shaw The Ecovillage Institute «Água: Manual de Instruções»
  10. 10. “Este rio sussura as vozes de nossos antepassados” Chefe Seattle
  11. 11. Acelerando a Capacidade de Regeneração Princípios da Permacultura aplicados ao manejo de água Atividade lúdica
  12. 12. Acelerando a Capacidade de Regeneração Princípios da Permacultura aplicados ao manejo de água “Toda função importante realizada por pelo menos dois elementos” Guia de Sustentabilidade em Meios de Hospedagem Guilherme Castagna, Francisco Lima e Paula Arantes / Banco Santander (2010)
  13. 13. Acelerando a Capacidade de Regeneração Princípios da Permacultura aplicados ao manejo de água “Todo elemento cumpre pelo menos duas funções” Manejo Apropriado de Água – ONG IPESA/FEHIDRO (2012)
  14. 14. Acelerando a Capacidade de Regeneração Princípios da Permacultura aplicados ao manejo de água “Trabalhe com a Natureza, não contra ela” (Uso da Gravidade)
  15. 15. Acelerando a Capacidade de Regeneração Princípios da Permacultura aplicados ao manejo de água “Use as bordas e valorize os elementos marginais” Cultivo integrado de arroz, peixes e patos, IPEP (Bagé – 2005)
  16. 16. Acelerando a Capacidade de Regeneração Princípios da Permacultura aplicados ao manejo de água “Valorize os recursos locais” Guia de Sustentabilidade em Meios de Hospedagem Guilherme Castagna, Francisco Lima e Paula Arantes / Banco Santander (2010)
  17. 17. Acelerando a Capacidade de Regeneração Princípios da Permacultura aplicados ao manejo de água “Use e valorize os serviços e recursos renováveis” Guia de Sustentabilidade em Meios de Hospedagem Guilherme Castagna, Francisco Lima e Paula Arantes / Banco Santander (2010)
  18. 18. Acelerando a Capacidade de Regeneração Princípios da Permacultura aplicados ao manejo de água “Use as bordas e valorize os elementos marginais”
  19. 19. Acelerando a Capacidade de Regeneração Princípios da Permacultura aplicados ao manejo de água ... Guia de Sustentabilidade em Meios de Hospedagem Guilherme Castagna, Francisco Lima e Paula Arantes / Banco Santander (2010) “Capte e armazene energia”
  20. 20. Para 1 mm de chuva em 1 m² de telhado, 1 litro de água coletada Casa com 100 m² de telhado, 1400mm = 140.000 litros/ano Galpão com 1000 m² de telhado, 1400mm = 1.400.000 litros/ano Acelerando a Capacidade de Regeneração Princípios da Permacultura aplicados ao manejo de água “Capte e armazene energia”
  21. 21. Acelerando a Capacidade de Regeneração Princípios da Permacultura aplicados ao manejo de água “Mínimo de trabalho para o máximo resultado” Manejo Apropriado de Água – ONG IPESA/FEHIDRO (2012)
  22. 22. Planejamento de sistemas
  23. 23. Análise • Local (Observação) – Relevo (inclinações, direcionamento de água) – Vegetação – Solo – Vento – Insolação • Externa – Legislação – Qualidade da água – Eventos extremos (vizinhança) – Índices de chuva (Hidroweb – ANA)
  24. 24. Análise • Local (Observação) – Relevo – Vegetação (indicadoras) – Solo – Vento – Insolação • Externa – Legislação – Qualidade da água – Eventos extremos (vizinhança) – Índices de chuva (Hidroweb – ANA)
  25. 25. Análise • Local (Observação) – Relevo – Vegetação – Solo (compactação, permeabilidade, acidez, umidade) – Vento – Insolação • Externa – Legislação – Qualidade da água – Eventos extremos (vizinhança) – Índices de chuva (Hidroweb – ANA) Art Ludwig
  26. 26. Teste de infiltração: cova prismática • No caso de valas de infiltração, a seção do fundo das covas previstas deve estar a uma profundidade em relação ao nível do terreno de no mínimo 0,60 m e no máximo 1m. O fundo das três covas também deverá ser em seção quadrada de 30 cm de lado e 30 cm de profundidade; • Raspar o fundo e os lados da cova, de modo que fiquem ásperos; • Retirar da cova todo material solto e cobrir o seu fundo com uma camada de 5 cm de brita nº 1; • No primeiro dia manter as covas cheias de água durante 4 h; • No dia seguinte, encher as covas com água e aguardar que estas se infiltrem totalmente; • Encher novamente as covas com água até a altura de 15 cm e cronometrar o período de rebaixamento de 15 cm até 14 cm, correspondente às alturas da água em cada cova. Quando este intervalo de tempo para rebaixamento de 1 cm se der em menos de 3 min, refazer o ensaio cinco vezes, adotando o tempo da quinta medição. • Com os tempos determinados no processo de infiltração das covas, é possível obter os coeficientes de infiltração do solo (L/m² x dia) na curva apresentada a seguir. (Adota-se o menor dos coeficientes determinados no ensaio)
  27. 27. Teste de infiltração
  28. 28. Teste de infiltração: cova cilíndrica • Teste prático adotado em casos onde não houver disponibilidade de água para saturar a cova por 4 hrs, ou onde houver necessidade de fazer ua estimativa rápida • Cave um buraco com uma cavadeira na profundidade onde irá aplicar água (se for para água cinza, geralmente de 15 a 30cm de profundidade); • Crave uma estaca graduada (em cm) no fundo do buraco; • Encha o buraco com água até o topo entre 3 a 5 vezes para saturar o solo; • Encha novamente o buraco e marque quantos minutos a água leva para baixar 3cm; • Repita o teste anotando o tempo, até que o resultado se repita; • Em seguida divida o tempo em minutos / pelos 3cm; • O resultado será em Minutos por Centímetros (min/cm); • Agora basta comparar o resultado com os valores da tabela abaixo, multiplicando o valor da área necessária (em m²/l/dia) pelo volume a ser infiltrado.
  29. 29. Teste de infiltração: cova cilíndrica Procedimento de cálculo: H (30cm) D (15cm) N.A.(22cm) 1cm • Área de infiltração: ‫ܣ‬ ൌ ߨ‫ݎ‬ଶ + 2 ߨrh ‫ܣ‬ ൌ ߨ. 0,075ଶ ൅ 2. ߨ.0,075.0,22 ‫ܣ‬ ൌ ‫ܣ‬௕௔௦௘ ൅ ‫ܣ‬௟௔௧௘௥௔௟ ‫ܣ‬ ൌ 0,1213݉ଶ • Volume do anel: ܸ ൌ ߨ‫ݎ‬ଶ ݄ ܸ ൌ ߨ.0,075ଶ . 0,01 ܸ ൌ 0,1767݈ 0,1767݈ െ 0,1213݉² ݈ܺ െ 1m² 0,1213. ܺ ൌ 0,1767.1 ܺ ൌ 1,457݈/݉² (em 180 segundos) ܺ ൌ 0,486݈/݉².min ܺ ൌ 29,1݈/݉².hr -> assumir 100l/m²/dia
  30. 30. Análise • Local (Observação) – Relevo – Vegetação – Solo – Vento (direção, intensidade, frequência) – Insolação • Externa – Legislação – Qualidade da água – Eventos extremos (vizinhança) – Índices de chuva (Hidroweb – ANA)
  31. 31. Análise • Local (Observação) – Relevo – Vegetação – Solo – Vento – Insolação (direção) • Externa – Legislação – Qualidade da água – Eventos extremos (vizinhança) – Índices de chuva (Hidroweb – ANA) Permacultura na Prática, Experiências Permaculturais em Cuba
  32. 32. Análise • Local (Observação) – Relevo – Vegetação – Solo – Vento – Insolação • Externa – Legislação (APP’s, plano diretor) – Qualidade da água – Eventos extremos (vizinhança) – Índices de chuva (Hidroweb – ANA)
  33. 33. 2 (mapa de relevo):
  34. 34. Análise • Local (Observação) – Relevo – Vegetação – Solo – Vento – Insolação • Externa – Legislação – Qualidade da água (características) – Eventos extremos (vizinhança) – Índices de chuva (Hidroweb – ANA)
  35. 35. Análise • Local (Observação) – Relevo – Vegetação – Solo – Vento – Insolação • Externa – Legislação – Qualidade da água – Eventos extremos (vizinhança: intensidade, danos, frequência) – Índices de chuva (Hidroweb – ANA)
  36. 36. Análise • Local (Observação) – Relevo – Vegetação – Solo – Vento – Insolação • Externa – Legislação – Qualidade da água – Eventos extremos (vizinhança) – Índices de chuva (www.ana.gov.br/hidroweb)
  37. 37. Análise • Local (Observação) – Relevo – Vegetação – Solo – Vento – Insolação • Externa – Legislação (APP’s, plano diretor) – Qualidade da água – Eventos extremos (vizinhança) – Índices de chuva (Hidroweb – ANA)
  38. 38. relevo altimetria áreas úmidas+ +
  39. 39. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Análise Permacultura na Prática, Experiências Permaculturais em Cuba
  40. 40. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Análise
  41. 41. Processo Existente
  42. 42. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Análise
  43. 43. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Análise Cinzas 75% Preta 25% Fezes humanas 65% proteína 22,5% carboidrato 12,5% gordura O que é esgoto? 99% água 1% matéria orgânica & microorganismos
  44. 44. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Análise Para 1 mm de chuva em 1 m² de telhado, 1 litro de água coletada Casa com 100 m² de telhado, 1400mm = 140.000 litros/ano Terreno com 10.000 m² de área, 1400mm (30% de runofff) = 4.200.000 litros/ano
  45. 45. Consumo vasos vs. água de chuva Prof. Ricardo Franci Gonçalves
  46. 46. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Minimizar o consumo – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Atuação
  47. 47. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Minimizar o consumo – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Atuação
  48. 48. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Minimizar o consumo – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Atuação Cobertura vegetal
  49. 49. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Minimizar o consumo – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Atuação Ilustração por Peter Webb Permacultura na Prática, Experiências Permaculturais em Cuba
  50. 50. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Minimizar o consumo – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Atuação
  51. 51. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Atuação
  52. 52. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Atuação • Escola municipal de educação infantil; • Pia externa posicionada ao lado do mictório; • Grande consumo de água na pia; • Torneira constantemente aberta no mictório
  53. 53. • Ferramentas – Croquis – Fluxos • Drenagem • Águas servidas – Quantificação • Consumo – Doméstico – Agrícola • Produção – Doméstica – Drenagem • Estratégias – Maximizar a permanência – Captação de fontes locais • Armazenamento • Uso • Integração Atuação Manejo Apropriado de Água – ONG IPESA/FEHIDRO (2012)
  54. 54. Abastecimento de água . Reconhecer, utilizar e manter integridade das fontes locais . Uso contextualizado à qualidade e cultura local Tratamento de esgoto vs. reciclagem de nutrientes . Tratamento localizado apropriado ao contexto . Água melhora de qualidade ao longo do processo – a casa como “produtora” de água pura . Reciclagem de nutrientes e produção de biomassa Manejo de águas pluviais . Reter onde possível . Aproveitar como possível . Infiltrar o que possível . Escoar/descartar somente o impossível No caminho da abundância
  55. 55. Aproveitamento e reuso de fontes locais
  56. 56. Utilização de urina para adubação Peter Morgan - SuSanA
  57. 57. Reuso direto para irrigação frutíferas bananeiras Fonte: Oasis Design
  58. 58. Zona de raizes (Wetlands Construidos)
  59. 59. Zona de raizes (Wetlands Construidos) Michael Shaw
  60. 60. Zona de raizes (Wetlands Construidos) Rotaria do Peru
  61. 61. Fossa + Filtro anaeróbico + …
  62. 62. Vermifiltro
  63. 63. Bacias de Evapotranspiração http://www.youtube.com/watch?v=HQMgotBb7FQ
  64. 64. Bacias de Evapotranspiração
  65. 65. Sistema misto
  66. 66. Agua de chuva Integração no paisagem rural
  67. 67. Retornando a agua ao seu lugar • Estratégia REI: – Reduzir a velocidade de escoamento – Espalhar sobre a superfície – Infiltrar • Triplo S Caipira: – Sigura – Spaia – Somi
  68. 68. Processo Existente
  69. 69. R – Reduzir a velocidade 25,000 l superfície 15,000 l enterrada 25,000 l enterrada 15,000 l enterrada 10,000 l superfície
  70. 70. E – Espalhar sobre a superfície 1 canal a cada 6 – 7 m (0,70m larg vs. 0,40m prof. máx) 2 canais com 5m dist. (0,70m larg vs. 0,40m prof. máx)
  71. 71. I – Infiltrar no solo
  72. 72. I – Infiltrar no solo
  73. 73. Canais de infiltração Ilustração por Peter Webb
  74. 74. Canais de Infiltração
  75. 75. Canais de Infiltração
  76. 76. Video Geoff Lawton https://www.youtube.com/watch?v=UFeylOa_S4c
  77. 77. Cálculo de Canais de Infiltração Rainwater Harvesting for Drylands, vol. 2 (Brad Lancaster) Apropriados para locais com inclinação inferior a 4:1 (máximo 3:1, se o solo for bem estruturado): A base do morrote deve ser pelo menos quatro vezes maior do que sua altura, o que aumenta sua estabilidade. Solos argilosos podem ter inclinação um pouco maior, enquanto solos arenosos devem ter um limite nesta relação. A altura entre a base do canal e o topo do morrote varia geralmente entre 15 a 90cm. A largura do topo do morrote pode ainda servir como estrutura de acesso, para passagem de carrinhos de mão (2m), trator (2,5m), ou veículos (ajustado de acordo com a largura do veículo).
  78. 78. Cálculo de Canais de Infiltração Cálculo do escoamento superficial: Volume = Área (m²) x precipitação (mm) x Coeficiente de infiltração, Onde coeficiente de infiltração: . áreas pavimentadas: 85 a 95% . terra exposta: 70% (conferir) . grama: 25 a 35% Assumindo coeficiente de infiltração local (mata em regeneração) como sendo de 20%, então, para área do swale inferior, o comprimento é de 95m, e área de contribuição de 1.250m², assim: Volume = 1.250m² x 80mm (extremamente confiável) x 20% Volume = 20.000 litros (20m³) Assumindo medida da base igual a 4x a altura, temos: Volume = base x comprimento x altura/2 20 x 2 = 4xaltura x 95 x altura 40 = 380xaltura² Altura² = 0,105 Altura=0,33m, portanto, base = 4 x 0,33 = 1,32 ˜ 1,35m O volume de terra ocupado pelo morrote é cerca de 30 a 40% maior do que o volume escavado, em função do empolamento do solo.
  79. 79. Agua de chuva Integração na paisagem urbana
  80. 80. Fonte: Permacultura Passo-a-passo, Rosemary Morrow Novas relações com a água
  81. 81. Estratégias Urbanas
  82. 82. Telhados Verdes Harmonia 57 – Peter Webb (Triptyque)
  83. 83. Canteiros drenantes
  84. 84. Jardins de chuva nas vias
  85. 85. Jardins de chuva em locais inclinados Planter com check-dams e grelhas hemisféricas para drenagem do excedente FONTE: Kentucky Waterways Estadio Nacional de Brasilia Imagem Fluxus Design Ecologico
  86. 86. Pavimentos permeáveis Pavimento Permeavel em blocos Foto: Benedito Abbud Placas permeáveis FONTE: BRASTON pisos personalizados. Pavimento intertravado com juntas drenantes FONTE: RHINO pisos Concregrama Fone: ACS Pre-moldados Paralelepipedos Fonte: Ultradownloads
  87. 87. Pavimentação permeável
  88. 88. Swales urbanos Village Homes – Davis/CA
  89. 89. Bioswales - Biovaletas
  90. 90. Bioswales - biovaletas
  91. 91. Biovaletas Biovaleta em área de estacionamento FONTE: All Terrain Consulting Estadio Nacional de Brasilia Imagem Fluxus Design Ecologico
  92. 92. Infiltradores
  93. 93. Laguinhos / Lagoas
  94. 94. Cálculo do Jardim de Chuva ÁREA DE CONTRIBUIÇÃO 553m² 85% CHUVAS (CONFIÁVEL) 80mm 553m²*80mm = 44.240 litros Estabelecendo LÂMINA DE ÁGUA LIVRE = 0,30m 44,2m³/0,3m = 147,3m² Checagem de infiltração Considerando volume por m² de 300 litros (1x1x0,3m) e TAXA DE INFILTRAÇÃO SOLO 110L/m².DIA| temos 300/110 = 2,72 dias para infiltração do volume total Como o tempo máximo para infiltração ideal é de 2 dias, a lâmina máxima deve ser: Hmáx = 2*110l/m²/dia = 220mm, ou 22cm ≈ 20cm
  95. 95. Cálculo do Jardim de Chuva Cálculo de base infiltrante Mantendo a área de 150m², e a lâmina máxima calculada, é preciso criar uma base com solo preparado que armazene o volume restante de 100mm (10cm) ou 100 litros. CONSIDERANDO TAXA POROSIDADE MEIO FILTRANTE (SOLO+AREIA) EM 35% => E VOLUME RESTANTE DE 0,1m³ (100 litros), TEMOS uma espessura de material filtrante necessária de Para cada 1.000 litros, 350 litros são úteis, então, como são necessários 100 litros úteis: 1.000 - 350 litros (de água) X – 100 litros (de água) x.350 = 1000.100 => x = 285mm = 28,5cm ≈ 30cm de espessura (areia + composto)
  96. 96. Agua de chuva Aproveitamento
  97. 97. Para 1 mm de chuva em 1 m² de telhado, 1 litro de água coletada Casa com 100 m² de telhado, 1400mm = 140.000 litros/ano Galpão com 1000 m² de telhado, 1400mm = 1.400.000 litros/ano Aproveitamento de Água de Chuva
  98. 98. Água de chuva – Uso ancestral Fortaleza de Massada - Israel Rei de Moab (Israel, 850 A.C.) “...para que cada um de vós faça uma cisterna para si mesmo, na sua casa”
  99. 99. Roma Fortaleza dos Templários, 359.000 litros
  100. 100. Simplicidade ? Vs. complexidade
  101. 101. Malmo - Suécia
  102. 102. Brejo da Madre de Deus/PE
  103. 103. Aproveitamento de água de chuva • NBR 15527/07: Aproveitamento de água de chuva de áreas urbanas para fins não-potáveis
  104. 104. Urbano vs. Rural • NBR 15527/07: Aproveitamento de água de chuva de áreas urbanas para fins não-potáveis • PH ácido • Metais pesados
  105. 105. Urbano vs. Rural • NBR 15527/07: Aproveitamento de água de chuva de áreas urbanas para fins não-potáveis • limpeza externa • irrigação • vasos sanitários • PH ácido • Metais pesados
  106. 106. Qualidade da água de chuva
  107. 107. Elementos do sistema
  108. 108. Sistemas simples
  109. 109. Sistemas simples 1.250 litros
  110. 110. Cisterna de ferrocimento Santo Amaro da Imperatriz/SC - 2005
  111. 111. Cisterna de ferrocimento Santo Amaro da Imperatriz/SC - 2005
  112. 112. Cisterna em ferrocimento 10.000 litros: Convencional: R$6.000 Ferrocimento: R$900+R$800 20.000 litros: Convencional: R$7.500 Ferrocimento: R$1200+R$800 Santo Amaro da Imperatriz/SC - 2005
  113. 113. Aproveitamento de água de chuva Dimensionamento
  114. 114. Levantamento de informações • Área do telhado • Comprimento da calha • Índices pluviométricos, mês a mês + ano a ano (www.hidroweb.ana.gov.br – Dados pluviométricos) • Intensidade pluviométrica (T retorno 5 anos) • Altura manométrica (recalque) • Espaço disponível • Consumo de água (perfil e qualidade)
  115. 115. Potencial de captação Potencial de captação: Área do telhado (m2) x índice pluviométrico local (mm -> m) x runoff Exemplo: telhado de 60 m2 em São Paulo (~1300mm/ano) 60 x 1300 x 0,8 = 62,400 litros/ano
  116. 116. Calhas: dimensionamento Diâmetro 0,5% 1% 2% 100mm 130 183 256 150mm 384 541 757 200mm 829 1167 1634 Diametro escolhido: 150mm, i=0,5%, vazao Q = 384l/min (> 130l/min)
  117. 117. Condutores verticais Levantar uma linha vertical a partir da vazao de calculo ate interceptar as curvas de H e L correspondentes. Se nao houver, interpolar. Transportar a secao mais alta ate’ o eixo D. Adotar o diametro nominal cujo diametro interna seja superior ou igual ao valor encontrado. 1 x φ75mm p/ I=130mm/hr
  118. 118. Condutores horizontais
  119. 119. Descarte do volume inicial Caixa de autolimpeza: 1mm/metro quadrado Vs. Filtros de descarte Vídeo Superhead
  120. 120. Descarte do volume inicial Caixa de autolimpeza: 1mm/metro quadrado • Volume = 1 mm x 60m2 = 60 litros • Para tubo de descarte com φ100mm, qual altura do tubo?
  121. 121. Descarte do volume inicial Caixa de autolimpeza: 1mm/metro quadrado • Volume = 1 mm x 60m2 = 60 litros • Se feita de alvenaria, quais as dimensões? 0,06 = largura x altura x comprimento - Assumindo largura e comprimento com 0,5m 0,06 = 0,5 x 0,5 x altura altura = 0,24 = 0,3m
  122. 122. Armazenamento: Dimensionamento • Oferta de água vs. consumo: qual a relação? Oferta: 62.000 litros/ano Consumo potável: 24.000 litros/mês, 288.000 litros/ano • Previsão de consumo: % do consumo potável ou estimativa de cálculo?
  123. 123. Armazenamento: Dimensionamento • % do consumo potável, adotando 35%, 8,4m3 = 8,400 litros/mês • Estimativa de cálculo • Máquina de lavar: 2 usos/dia x 150litros x 30 dias = 9,000 litros • Vasos sanitários: 5 usos/dia x 10 litros x 5 mor. x 30 dias = 7,500 litros • Limpeza externa / irrigação: 5 minutos x 60 segundos x 0,15 l/s x 30 dias = 1350 litros Total: 17,850 litros, no bom senso ± 12,500, ou 415 l/dia
  124. 124. Armazenamento: Rippl
  125. 125. Simulação vs. Rippl
  126. 126. Armazenamento: Prático
  127. 127. Bomba de recalque Q = Cd / 4 hrs/dia Q = 0,4 / 4 = 0,1 m3/hr ou 0,4 m3/dia Altura manometrica: Altura de succao + altura de recalque + perda de carga
  128. 128. Filtro lento de areia
  129. 129. Caixa elevada Geralmente armazena pelo menos 2 dias de consumo: 2 x 415 = 830 litros → 1,000 litros
  130. 130. Controle de nível + solenóide
  131. 131. Controle de nível + solenóide
  132. 132. Aproveitamento de água de chuva Desinfecção
  133. 133. UV
  134. 134. Ozônio
  135. 135. Gerador de ozônio
  136. 136. Prata coloidal • Probiotico (elimina patogenos, mas conserva microorganismos beneficos) • Atoxico • Acao bacteriana • Combate a Candida • Queimaduras • Processos dermatologicos • … http://www.medicinacomplementar.com.br/tema100105.asp
  137. 137. Hidráulica predial básica Dicas para distribuição de água
  138. 138. Distribuição de água
  139. 139. Distribuição de água
  140. 140. Distribuição de água mm polegadas No. de encanamentos de 15mm (1/2”) com a mesma capacidade 15 ½” 1 20 ¾” 2,9 25 1 6,2 32 1 ¼” 10,9 40 1 ½” 17,4 50 2” 37,8 60 2 ½” 65,5 75 3 110,5 100 4 189 150 6 527 200 8 1200
  141. 141. Bombeamento de agua sem energia eletrica
  142. 142. Transporte de água – carneiro hidráulico Carneiro hidráulico 10 a 20% de eficiência Bombea água até 20x a altura original
  143. 143. Transporte de água – Bomba manual
  144. 144. Transporte de água – Roda d’agua ZM Bombas Outros usos: Monjolo Serra Moinho …
  145. 145. Transporte de água – Bomba hidráulica Turbobomba Betta
  146. 146. Transporte de água – Bomba solar
  147. 147. Transporte de água - Catavento ZM Bombas
  148. 148. Tratamento produtivo de águas servidas (ou efluentes líquidos ricos em matéria orgânica) Biossistemas Integrados
  149. 149. Manejo Apropriado de Água – ONG IPESA/FEHIDRO (2012)
  150. 150. Ano: 2005 Público atendido: ~550 pessoas Área total: 5.000 m2 Área útil 2.500 m2 Custo total: R$110,000 Custo individual: R$200/pessoa www.oia.org.br
  151. 151. Vídeo Caxixe http://www.youtube.com/watch?v=0ZonwU_7Bc8
  152. 152. Integração do Biossistema Biodigestor Biofiltro Zona de raízes Tq. aguapés Tq peixes Tq macrófitas Fertirrigação Composteira Comunidadebiogás lodo Talos e folhas Plantas Animais mortos Plantas Composto Frutos, alimentos e lenha Plantas Viveiro $ Recuperacao de areas degradadas Mudas … Peixes, patos e ovos
  153. 153. OIA – O Instituto Ambiental http://www.oia.org.br Guilherme Castagna - guilherme@designecologico.net http://fluxusdesignecologico.wordpress.com Slideshare www.slideshare.net/guicastagna • Guia de Sustentabilidade em Meios de Hospedagem Santander (2010) • Cartilha Manejo Apropriado de Água IPESA (2012) • Caderno Técnico “Jardins de Chuva” ABCP / FCTH (2013) https://www.facebook.com/pages/Fluxus-Design-Ecológico/348851478464125 Livraria Tapioca.Net http://livrariatapioca.lojavirtualfc.com.br/

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