Jornalismo Opinativo - Revisão de Literatura

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Jornalismo Opinativo - Revisão de Literatura

  1. 1. Jornalismo opinativo Revisão de literatura: 1) MENDOZA, Carlos A. Opinión pública y periodismo de opinión .Rivadavia-Argentina: Facultad de Ciencias Sociales, Universidad Nacional de San Juan, 1989. 360 p.
  2. 2. <ul><li>A opinião jornalística é aquela emitida por um profissional através de um meio de difusão, com base num juízo pessoal desapaixonado e “ilustrado” sobre o tema em questão. (p.35) </li></ul><ul><li>Exerce influência na opinião pública : (Teoria dos Sistemas) é um sistema aberto que importa informação ( input ), processa em seu meio ( throughput ) e a exporta ( output ), num ciclo contínuo. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Informativo, Interpretativo e Opinativo – meros recursos metodológicos – hibridismo da prática. </li></ul><ul><li>Interpretativo: intenciona responder ‘por quê?’ e ‘para que?’ e inferir conseqüências. </li></ul>Estilos de jornalismo (P.151)
  4. 4. Estilos de opinião jornalística <ul><li>Editorial </li></ul><ul><li>Cartas ao diretor (não são opinião jornalística) </li></ul><ul><li>Comentário </li></ul><ul><li>Coluna </li></ul><ul><li>“ Suelto” ou “Glosa” </li></ul><ul><li>Sínteses </li></ul><ul><li>Entrevista de opinião </li></ul><ul><li>“ Rumor” (boato) </li></ul>
  5. 5. Crítica <ul><li>Resenha de livros </li></ul><ul><li>Crítica teatral </li></ul><ul><li>Crítica cinematográfica </li></ul><ul><li>Outras expressões artísticas: música, dança, artes plásticas. </li></ul><ul><li>Crítica de literária: interna (sobre a fábula, idéias, sentimentos e sensações) e externa (arquitetura e formas de expressão) </li></ul>
  6. 6. Editorial e Cartas ao diretor <ul><li>Editorial: Artigo de fundo de um periódico, por meio do qual a cada editorial expõe sua opinião sobre os mais diversos temas. </li></ul><ul><li>3 partes: expositiva; analítica e fundamentadora; “enjuiciadora”. (P.185) </li></ul><ul><li>Cartas ao diretor: incluem-se nas p. editoriais, mas não exprimem a opinião jornalística. </li></ul>
  7. 7. “ Suelto ou glosa” <ul><li>Salamanca:”escrito breve e sem autoria que se inclui num jornal” </li></ul><ul><li>Mendoza: “breve comentário – e às vezes nem sequer chega a sê-lo -, uma citação à margem, que geralmente aparece como complemento de um material mais extenso (uma cônica ou uma nota, p.ex). </li></ul><ul><li>“ Glosa”: termo datado, raramente praticado na Arg. </li></ul>
  8. 8. “ Suelto ou glosa” <ul><li>O jornalista não apenas consigna dados, mas tb inclui frases opinativas, “giros”(construção frasal especial) humorísticos ou expressões irônicas. </li></ul><ul><li>Há tb “sueltos”menos afetados, redigidos com prudência e discrição – mais raros. </li></ul><ul><li>Gênero já nem tão freqüente nos diários nacionais argentinos, mas encontrados no interior. </li></ul><ul><li>Próprios da imprensa dos linotipos, em razão de imprevistos, cobriam problemas de diagramação. </li></ul>
  9. 9. Síntese <ul><li>Artigos que resumem os aspectos mais importantes de um discurso, de uma lei, de uma declaração, etc. (p.221) </li></ul>
  10. 10. Entrevista de opinião <ul><li>Entrevista de opinião ou reportagem (sinônimos): uma entrevista é de opinião quando intenta revelar as convicções do entrevistado, tanto pq se trata de um especialista sobre o tema ou pq, mesmo não sendo, seu prestígio torna suas opiniões importantes para o público. (p.229) </li></ul>
  11. 11. Outras classificações de entrevistas <ul><li>Segundo o tema: </li></ul><ul><li>A) entrevista informativa; </li></ul><ul><li>B) entrevista de opinião </li></ul><ul><li>Segundo o meio empregado : pessoal, telefônica, etc. </li></ul><ul><li>(Rivadeneira Prada, p.229) </li></ul><ul><li>Entrevista de notícias; </li></ul><ul><li>De opinião; </li></ul><ul><li>De personalidades ou de material ameno; </li></ul><ul><li>De grupo; </li></ul><ul><li>Entrevista ou conferência de imprensa. </li></ul><ul><li>(Castelli) </li></ul><ul><li>Entrevista noticiosa; </li></ul><ul><li>Entrevista de personalidade </li></ul><ul><li>Entrevista de enquete jornalística. (Charnley) </li></ul>
  12. 12. Coluna e Comentário: típicos ‘artigos’ de opinião, contendo interpretação e análise. <ul><li>COLUNA: paginação e tipografia distintas, enquadrada, geralmente assinada, periodicidade regular, geralmente sobre temas fixos ou especializados, autoria não restrita a jornalistas </li></ul><ul><li>Comentário : sem distinções morfológicas, sem assinatura, temas variados, pode ser impessoal ou redigida em 1a. Pessoa. </li></ul>#
  13. 13. Elementos de opinião <ul><li>“ Rumor” – ( throughput ) </li></ul><ul><li>“ Trascendido”(Arg./Uru.): notícia que se filtra por via não oficial e adquire caráter público ( Salamanca) </li></ul><ul><li>“ Especie”: </li></ul><ul><li>Versión: </li></ul><ul><li>“ Off the record” </li></ul>
  14. 14. Boato e Versão <ul><li>Boato: Proposição específica para crer, que passa de pessoa para pessoa, em geral oralmente, sem meios comprobatórios seguros para demonstrá-la (Allport e Postman) p.290 </li></ul>Versão: dado ou conjunto de dados que mantém uma relação com uma base real mínima , em correspondência com o comportamento de uma ou várias fontes e vinculados também com os processos dedutivos e indutivos do jornalista (Rivadeneira Prada). p.290
  15. 15. Trascendido e Off the record <ul><li>“ Trascendido” ou “transcendido” é uma “especie”, uma versão sem autor, só que uma idéia muito difusa que provém de uma ambiente oficial ou de uma fonte habitual de informação. p.291 </li></ul><ul><li>Off the record: não é um tipo de informação, mas um ato informativo. </li></ul><ul><li>Mantém a fonte em sigilo. </li></ul>
  16. 16. Usinas de rumor <ul><li>Jornalismo prevalecente na ditadura argentina, underground, alternativo. </li></ul><ul><li>Praticado por órgãos governamentais, partidos políticos, grupos de oposição, etc </li></ul><ul><li>Praticado tb por jornalistas profissionais, não obteve êxito. </li></ul><ul><li>Usinas: organizações especializadas na criação e distribuição metódica de boatos. Ex. Serviços de Inteligência. </li></ul>
  17. 17. LITERATURA   EM VERSO EM PROSA   de ficção de apreciação de comunicação Lírica Épica romance de obras conversação Dramática novela (crítica) oratória conto de pessoas epistolografia Teatro (biografia) de acontecimentos ( jornalismo ) O JORNALISMO COMO GÊNERO LITERÁRIO (Alceu Amoroso Lima, 1990)
  18. 18. BARROS, Nina C. Estratégias de ataque à face em gêneros jornalísticos. In:MEURER, J.L; MOTTA-ROTH, D.(orgs.) Gêneros textuais. Bauru: EDUSC, 2002. <ul><li>Maingueneau (2000) considera que os gêneros textuais são atividades sociais que se submetem a critérios de êxito: </li></ul><ul><li>Finalidade reconhecida </li></ul><ul><li>Estatuto de parceiros legítimos </li></ul><ul><li>Espaços convencionais e periodicidade </li></ul><ul><li>Um suporte material: a mudança do meio modifica o gênero </li></ul><ul><li>Uma organização textual específica </li></ul>
  19. 19. Caracterização dos gêneros segundo Maingueneau <ul><li>Contrato: o gênero é fundamentalmente cooperativo e regido por normas. </li></ul><ul><li>Ex: o jornalista assume o contrato do gênero do qual participa (manuais de redação/estilo) e o jornal assume ou não o risco de publicá-lo. </li></ul><ul><li>Contrato com o leitor inclui negociações em torno da veracidade, pertinência e acuidade. </li></ul>Contrato – Papel - Jogo
  20. 20. Caracterização dos gêneros segundo Maingueneau <ul><li>Papel: cada gênero implica os parceiros sob a ótica de uma condição determinada. Ex.: jornalista cobre fato político como tal e não como membro de um partido. </li></ul><ul><li>Em artigos de opinião e colunas, seu papel é manifestado em seus juízos e recursos retóricos. </li></ul><ul><li>Jogo: observância ou não de regras preestabelecidas pode colocar um participante fora do jogo. Regras do discurso não são rígidas. Ex.: notícias nem sempre são objetivas. </li></ul>
  21. 21. PINHEIRO, Najara F. A noção de gêneros para a análise de textos midiáticos. In:MEURER, J.L; MOTTA-ROTH, D.(orgs.) Gêneros textuais. Bauru: EDUSC, 2002. <ul><li>A idéia de gêneros clássica(Aristóteles, Platão, Todorov e Bakhtin) deve ser afastada em estudos que comportem os textos midiáticos (p.266) . </li></ul><ul><li>Mixagens, hibridação, variação, troca e mudanças marcam os gêneros midiáticos, refletindo a dinâmica da sociocultural que representam (p.268) . </li></ul><ul><li>Textos são pontos de intersecção de diversos gêneros. </li></ul>
  22. 22. A hibridação dos textos midiáticos manifesta a lógica do consumo a que estão sujeitos. <ul><li>Gêneros são marcados pelas especificidades de suas esferas sociais de origem, que se refletem em: </li></ul><ul><li>Seu conteúdo temático </li></ul><ul><li>Seu estilo (recursos léxicos e gramaticais) </li></ul><ul><li>Composição </li></ul>
  23. 23. Gêneros como formações discursivas <ul><li>“ ordem do discurso”(Foucault, 1995) aplicada à mídia: </li></ul><ul><li>Gêneros que cada mídia veicula; </li></ul><ul><li>Gêneros internos da burocracia(normas de serviço) </li></ul><ul><li>Conversas entre membros das equipes </li></ul><ul><li>Textos produzidos e consumidos por jornalistas (p.283-284) </li></ul><ul><li>(Foucault, 1995, p.43): </li></ul><ul><li>“ é a regularidade ou a ordem entre um conjunto de enunciados, de objetos, conceitos ou escolhas temáticas marcadas pelas mesmas condições ou regras de formação”. </li></ul>
  24. 24. Gêneros orientam produtores, consumidores e formas de adequação e distribuição <ul><li>Algumas regularidades dos gêneros textuais são mantidas para orientar receptores. </li></ul><ul><li>“ marketização” vincula as singularidades de um gênero (p.281) </li></ul><ul><li>Cada mídia utiliza estratégias lingüísticas específicas na configuração de um gênero textual –transposição inviabilizada. </li></ul><ul><li>“ publicização” (textos midiáticos tornam-se suportes para textos publicitários) criando gêneros híbridos (p.287) . </li></ul><ul><li>Produtores e receptores são mediados pelos gêneros em contratos tácitos de produção de sentido. </li></ul>
  25. 25. GÊNEROS NO MANUAL DE REDAÇÃO E ESTILO DA FSP análise - Gênero jornalístico que explora diversos aspectos de fatos relevantes e recentes, em especial seus antecedentes e conseqüências. Em geral, o autor deve se abster de opinar. É sempre assinado. Veja jornalismo analítico/opinativo.   artigo - Gênero jornalístico que traz interpretação ou opinião do autor. Sempre assinado. Pode ser escrito na primeira pessoa. A Folha só publica artigos inéditos no Brasil ou, em ocasião excepcional, no mesmo dia que outra publicação. O jornal tem por norma editar artigos que expressem pontos de vista diferentes sobre um mesmo tema. Veja artigo (no cap. Edição); pluralismo (no cap. Projeto Folha).  
  26. 26. &quot;calhau&quot; informativo - Pequeno texto noticioso sem grande urgência de publicação que os editores e editores-assistentes devem ter à mão para preencher, em caso de necessidade, espaços em branco deixados em uma página por falta de material previsto ou para acertar a modulação. Veja modulação. caricatura - Desenho que acentua propositadamente características marcantes de um rosto. Nem sempre é um desenho humorístico. Veja cartum; charge. carta – (...)A Folha publica diariamente uma seção de cartas em que leitores expressam seus pontos de vista. A seção deve publicar amostra representativa das diversas tendências de opinião apresentadas pelas cartas recebidas, dentro dos princípios de pluralismo que regem a linha editorial. O jornal se reserva o direito de selecionar trechos representativos das cartas, para publicação do maior número possível(...).
  27. 27. cartum - Desenho humorístico. Pode servir de ilustração para algum texto. É um gênero em que o autor pode fazer crítica de costumes. Veja caricatura; charge.   cascata - Texto feito apenas para ocupar espaço, sem informação nova nem análise ou interpretação inédita. Não deve ser publicado. Veja importância da notícia. cenas - Na Folha, recurso de edição criado para reunir várias fotos em um bloco retangular com no mínimo três colunas de largura. Além das legendas usuais, é acompanhado de um texto curto, em geral diagramado em uma coluna, que tem a função de estabelecer e explicar a relação entre as imagens. Veja fotografia; legenda.
  28. 28. cineminha - Publicação de uma sequência de fotos, com objetivo de revelar ao leitor o desenvolvimento visual de uma ação. circulação - Total de cópias de um jornal ou revista que chega às mãos dos leitores. Compõe-se de circulação paga (total de exemplares vendidos em banca e por assinatura) mais circulação por cortesia (exemplares distribuídos gratuitamente). Somada com o encalhe, resulta na tiragem (total de cópias produzidas). Veja encalhe; taxa de leitura; tiragem. chamada - Texto curto na Primeira Página que resume as informações publicadas pelo jornal a respeito de um assunto. Remete o leitor para as páginas que trazem a cobertura extensiva. Mais do que qualquer outro, é um texto jornalístico que exige frases curtas, secas, substantivas. Deve dar ao leitor idéia de completude. Recomenda-se evitar o excesso de palavras como ontem, que, segundo, afirmou. Veja caixa; extrato; &quot;iceberg&quot;; remissão; sumário
  29. 29. colunão - Recurso editorial usado na Folha para reunir notícias que não demandem mais do que nove linhas impressas, seu tamanho-padrão. Como todas as notas curtas, as suas têm alto índice de leitura. Não devem, portanto, ser encaradas como vala comum da edição, destino do que não coube na parte &quot;nobre&quot; das páginas. É também no cuidado com esses supostos &quot;detalhes&quot; que um jornal se distingue. cronologia - É uma maneira importante de contextualizar para o leitor um assunto que se vem desdobrando e culmina com um fato de grande importância. A cronologia rememora os eventos passados numa sequência que dispensa qualquer construção de texto além das datas e dos acontecimentos que nelas se sucederam. Veja contextualizar; didatismo. comentário - Pequeno artigo interpretativo. Veja artigo.
  30. 30. crítica - Gênero jornalístico opinativo que analisa e avalia trabalho intelectual ou desempenho: artes, espetáculos, livros, competição esportiva, discurso político, projeto ou gestão de administração pública, trabalho acadêmico. É sempre assinada. A crítica deve ser fundamentada em argumentos claros. Quando escrita por especialista, deve permanecer acessível ao leigo, sem ser banal. Não deve conter acusação de ordem pessoal. Lembre-se: o objeto da crítica é a obra ou desempenho, e não a pessoa. Veja resenha. crônica - Gênero em que o autor trata de assuntos cotidianos de maneira mais literária que jornalística. Pode ser também um pequeno conto. É sempre assinada.  
  31. 31. editorial - Texto que expressa a opinião de um jornal. Na Folha , seu estilo deve ser ao mesmo tempo enfático e equilibrado. Deve evitar a ironia exagerada, a interrogação e a exclamação. Deve apresentar com concisão a questão de que vai tratar, desenvolver os argumentos que o jornal defende, refutar as opiniões opostas e concluir condensando a posição adotada pela Folha . Nada impede que o jornal mude de opinião sobre determinado assunto. Neste caso, deve dizê-lo com clareza. Os editoriais são publicados na segunda página do jornal e, em casos excepcionais, na primeira. Não são assinados. Os editoriais não dirigem o noticiário, mas temas que neles aparecem com freqüência devem ser explorados pela reportagem. A Folha procura publicar artigos assinados que discordem das posições dos seus editoriais.
  32. 32. enquete - Palavra de origem francesa, que significa pesquisa de opinião. No Brasil, é empregada erroneamente como agrupamento de testemunhos ou opiniões pessoais sem rigor metodológico. Veja pesquisa de opinião (nos caps. Produção ou Edição). ensaio - A Folha publica textos de caráter ensaístico sobre temas atuais e polêmicos em seções especializadas e em geral nas edições de fim-de-semana.   entrevista - A maioria das notícias publicadas no jornal tem entrevistas como matéria-prima, embora nem sempre pareça assim. A finalidade de caracterizar um texto jornalístico como entrevista é permitir que o leitor conheça opiniões, idéias, pensamentos e observações de personagem da notícia ou de pessoa que tem algo relevante a dizer. Em geral, a Folha adota o estilo indireto ao publicar entrevistas. Pode-se editar entrevista na forma de pergunta e resposta (pingue-pongue) quando o entrevistado está em evidência especial ou diz coisas de importância particular(...)
  33. 33. entrevista pingue-pongue - Publicada na forma de perguntas e respostas. Exige texto introdutório contendo a informação de mais impacto, breve perfil do entrevistado e outras informações, como local, data e duração da entrevista e resumo do tema abordado. Eventualmente, algumas dessas informações podem ser editadas em texto à parte. O trecho com perguntas e respostas deve ser uma transcrição fiel, mas nem sempre completa, da entrevista. Selecione os melhores trechos. Corrija erros de português ou problemas da linguagem coloquial quando for imprescindível para a perfeita compreensão do que foi dito. Mas não troque palavras ou modifique o estilo da linguagem do entrevistado. Se relevantes, eventuais erros ou atos falhos do entrevistado podem ser destacados com a expressão latina sic entre parênteses. Restrinja o uso desse recurso. Recomenda-se ainda preservar a ordem original em que as perguntas foram feitas. Veja declaração textual; sic (ambos no cap. Texto); entrevista (no cap. Edição).
  34. 34.   jornalismo analítico/opinativo - Os fatos contemporâneos cada vez mais exigem a análise do noticiário. A análise dá ao leitor a oportunidade de se aprofundar nos eventos, questões ou tendências. A análise do noticiário não deve ser confundida com a opinião ou o comentário, que devem estar circunscritos às colunas e aos artigos. A opinião é subjetiva e arbitrária e não precisa necessariamente comprovar o seu ponto de vista. Já a análise procura explicar o noticiário da maneira mais objetiva possível e envolve uma série de procedimentos: a) O jornalista só deve tentar escrever uma análise depois de checar se dispõe de informações suficientes para sustentar suas conclusões; b) Deve pesquisar a bibliografia ou os arquivos sobre o assunto; c) Deve entrevistar os envolvidos;
  35. 35. d) Deve contextualizar o assunto; e) Deve escrever um texto curto e de preferência com uma única linha de raciocínio; f) Deve expor sua linha de análise logo nos primeiros parágrafos; g) Deve expor seus argumentos em um crescendo, para tirar proveito da tensão criada pelo texto e facilitar a conclusão para o leitor; h) Deve trabalhar com rigor técnico para que suas conclusões sejam consequências necessárias dos fatos que descreveu; i) Deve cruzar as suas observações com dois ou mais especialistas no assunto, de preferência com posições divergentes; j) Deve sempre utilizar números e estatísticas para dar mais credibilidade e objetividade às observações; l) Deve ressaltar contradições e, para tornar seus argumentos mais claros, utilizar analogias; m) Para que o texto de análise não fique desinteressante, deve recorrer a declarações inteligentes, famosas ou engraçadas sobre o assunto, além de mencionar casos históricos ou relevantes que guardem semelhanças com o tema abordado; n) Deve, para que a análise tenha êxito, chegar a uma conclusão original. As análises na Folha aparecem assinadas, em grifo.
  36. 36. jornalismo crítico - Princípio editorial da Folha . O jornal não existe para adoçar a realidade, mas para mostrá-la de um ponto de vista crítico. Mesmo sem opinar, sempre é possível noticiar de forma crítica. Compare fatos, estabeleça analogias, identifique atitudes contraditórias e veicule diferentes versões sobre o mesmo acontecimento. A Folha pretende exercer um jornalismo crítico em relação a todos os partidos políticos, governos, grupos, tendências ideológicas e acontecimentos. Veja Projeto Folha (no cap. Projeto Folha).
  37. 37. jornalismo especializado - A função do jornal impresso mudou com o crescimento dos meios eletrônicos de comunicação (rádio, TV). O leitor busca no jornal impresso abordagens mais profundas e informações mais sofisticadas, o que requer do jornalista domínio cada vez maior dos assuntos sobre os quais escreve. Só assim o jornalista pode tornar a informação técnica acessível ao leitor comum. Veja didatismo; especialização (no cap. Projeto Folha). jornalismo moderno - Princípio editorial da Folha . Entende-se por moderno a introdução na discussão pública de temas que não tinham ingressado nela, de novos enfoques, novas preocupações, novas tendências. Veja Projeto Folha (no cap. Projeto Folha).
  38. 38. jornalismo de serviço - Explora temas que tenham utilidade concreta e imediata para a vida do leitor. O jornalismo de serviço torna o jornal um artigo de primeira necessidade e garante seu lugar no mercado. O jornalista da Folha deve ter como referência as necessidades diárias do leitor, tanto na elaboração das pautas quanto na redação das reportagens. Deve buscar exemplos no seu cotidiano.   nota - Notícia curta. Veja notícia; registro. Nota da Redação - Alguns textos que a Folha recebe e reproduz podem exigir um esclarecimento na forma de Nota da Redação. Por exemplo, uma carta publicada contendo informação incorreta ou acusação contra o jornal considerada inaceitável pela Direção de Redação. A nota pode sair em qualquer caderno do jornal. Depende de consulta prévia à Direção de Redação. A expressão Nota da Redação aparece em negrito, com maiúsculas e minúsculas, seguida de travessão e o texto, também em negrito. Se a palavra Folha aparecer, ela sai em claro. Caso um jornalista da Folha seja atacado por carta ou texto, ele pode, após consulta à Direção de Redação, responder. A resposta aparece sob o título Resposta do jornalista Fulano de Tal, na mesma formatação de Nota da Redação.
  39. 39. notícia - Puro registro dos fatos, sem opinião. A exatidão é o elemento-chave da notícia, mas vários fatos descritos com exatidão podem ser justapostos de maneira tendenciosa. Suprimir ou inserir uma informação no texto pode alterar o significado da notícia. Não use desses expedientes. Veja importância da notícia.   perfil - Jargão jornalístico para designar texto que descreve ou reconstitui personalidade e modo de vida de uma pessoa, em geral personagem de uma notícia. O perfil não é uma compilação de fofocas e maledicências, mas pode ser crítico. Deve se apoiar em características de temperamento, preferências e episódios biográficos informados pelo próprio personagem ou terceiros, desde que checados. Veja personagem da notícia (no cap. Produção).
  40. 40. resenha - Gênero jornalístico que consiste em resumo crítico de livro. Deve ser informativo, dando ao leitor uma idéia do conteúdo da obra e de quem é seu autor, mas também exige que se emita opinião sobre a qualidade. Sempre assinada. Veja crítica.   rumor/boato/fofoca - A Folha só publica rumor (notícia não-confirmada), mediante consulta prévia à Secretaria de Redação, quando não há tempo de comprovar a exatidão de informação que possa vir a ser relevante. Nesses casos, indique sempre que se trata de notícia não-confirmada. Boatos (informações falsas) só podem ser publicados quando geram notícia, por exemplo: O boato da morte de Saddam Hussein fez despencar os preços do petróleo. Neste caso, deixe claro para o leitor que a morte de Saddam Hussein é notícia falsa. Fofoca significa mexerico, intriga. Veja rumor/boato/fofoca (no cap. Texto).
  41. 41. servição - Material jornalístico que reúne grande número de informações de utilidade prática e imediata para o leitor, muitas vezes publicado em forma de arte. Na Folha, deve ser editado obrigatoriamente em feriados e no dia anterior a eles, com ampla informação sobre serviços públicos e privados que funcionarão ou não no período. &quot;side&quot; - Em inglês, lado. Designa texto secundário, que pode desenvolver aspectos específicos do tema abordado no texto principal de uma página. Pode rememorar fatos, acrescentar dados, analisar, interpretar, comentar ou até polemizar com o texto principal. Veja janela; sub-retranca.
  42. 42.   &quot;storyboard&quot; - Sequência de desenhos que reconstitui instantes sucessivos do desenrolar de uma ação. É muito usado na Folha para dar uma idéia ao leitor de como aconteceram fatos de grande impacto, como sequestros, atentados, ataques bélicos e assim por diante. Veja arte; tensão jornalística.   sumário - Pequenos textos de Primeira Página reunidos no quadro com fundo colorido normalmente editado na parte inferior da capa. O termo serve para designar cada uma das unidades informativas (que podem ter título e texto, apenas título ou apenas texto) ou o conjunto delas (o quadro todo). Todos os cadernos da edição são nele representados por seus logotipos. Veja chamada.

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