Dos audiovisuais à multimídia: análise história das diferentes dimensões de uso na escola

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Trabalho realizado pelas alunas de Pedagogia da UCAM Tijuca/ Rio de Janeiro.

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  • Muito interessante o trabalho. Eu poderia receber este material?
    Obrigado desde já por sua atenção.
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  • Adorei o trabalho, meu projeto de monografia fala sobre informática na educação. Como faço para conseguir esse material. Meus e-mails: acarolbarreto@hotmail.com ou acarolbarreto@gmail.com .
    Obrigada, Ana Carolina
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  • Me interessei pelo trabalho, como faço para receber este material?

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Dos audiovisuais à multimídia: análise história das diferentes dimensões de uso na escola

  1. 1. Comunicação, Tecnologia e Educação Grupo: Márcia Tommasi Maria Marlene Michele Messias Simone Nunes Vanessa Albuquerque Rio, 22/10/08
  2. 2. Baseado no texto de Maria L. Belloni e Maria J. Subtil <ul><li>“ DOS AUDIOVISUAIS À MULTIMÍDIA: ANÁLISE HISTÓRICA DAS DIFERENTES DIMENSÕES DE USO DOS AUDIOVISUAIS NA ESCOLA” </li></ul>
  3. 3. A gênese dos audiovisuais na escola <ul><li>Conceito remonta-se ao século XVII – “realismo pedagógico”. </li></ul><ul><li>Contrários à organização, à estrutura e aos métodos empregados na escola. </li></ul><ul><li>Percepção sensorial/empirista: origem do conhecimento e das idéias. </li></ul><ul><li>Intuição: também é reconhecida como base da instrução. </li></ul><ul><li>“ Moderno ensino audiovisual” é entendido como o ensino que possibilita ilustrar e tornar concreto o ensino para crianças. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Representantes da corrente intuitiva: Comênio (1592-1670), Pestalozzi (1782-1852), Herbart (1776-1841), Maria Montessori (1870-1952) e Rousseau (1712-1758). </li></ul><ul><li>Teóricos afirmam importância em partir do sensível para chegar ao intelectual. </li></ul>A gênese dos audiovisuais na escola
  5. 5. EXERCITA-SE A INTELIGÊNCIA EXERCITA-SE A MEMÓRIA EXERCITA-SE O SENTIDO DAS CRIANÇAS Fase 1 Fase 2 Fase 3 A gênese dos audiovisuais na escola : DIAGRAMA DE PROGRESSO Fase 4 EXERCITA-SE O JUÍZO
  6. 6. <ul><li>1950 – início das publicações ou reedições de trabalhos sobre os audiovisuais internacional e nacionalmente. </li></ul>A gênese dos audiovisuais na escola
  7. 7. <ul><li>1970 – começo da inserção dos audiovisuais nas relações pedagógicas no Brasil. </li></ul><ul><li>Modelo educacional vigente: Tecnicista. </li></ul><ul><li>Esse “considerava a eficiência do ensino uma decorrência do uso adequado e planejado de métodos e técnicas instrucionais. (...) tal concepção busca aplicar aos processos educacionais as técnicas de organização do trabalho típicas do modelo fordista de produção industrial”(Subtil e Belloni, 2002, p. 50). </li></ul>O processo de ensino/aprendizagem com os audiovisuais
  8. 8. <ul><li>Segunda Guerra Mundial (1939-1945): Destaque para os audiovisuais. </li></ul><ul><li>Motivo do destaque: preocupação com “implantação e integração dos recursos audiovisuais à prática em razão do sucesso do uso desses meios técnicos* no treinamento de um grande contingente de homens e mulheres para os trabalhos de guerra”(Subtil e Belloni, 2002, p. 50). </li></ul>O processo de ensino/aprendizagem com os audiovisuais
  9. 9. <ul><li>Meios técnicos* = principalmente retroprojetores, projetores e filmes educativos. </li></ul><ul><li>Inicia-se movimento de expansão: </li></ul><ul><ul><li>das publicações sobre os audiovisuais, </li></ul></ul><ul><ul><li>dos debates sobre os audiovisuais, </li></ul></ul><ul><ul><li>das pesquisas sobre os audiovisuais, </li></ul></ul><ul><ul><li>da criação de centros destinados ao estudo e à implementação dos audiovisuais, e </li></ul></ul><ul><ul><li>da produção de equipamentos com vistas a um grande mercado consumidor. </li></ul></ul>O processo de ensino/aprendizagem com os audiovisuais
  10. 10. O processo de ensino/aprendizagem com os audiovisuais Denominações dos audiovisuais em dois momentos: Décadas de 1970 e meados dos anos 1980 A partir da segunda metade da década de 1980 e especialmente na década seguinte
  11. 11. O processo de ensino/aprendizagem com os audiovisuais Material audiovisual Técnicas audiovisuais Recursos audiovisuais Auxiliares do ensino Denominações de 1970 a metade de 1980 Recursos de ensino Meios de comunicação Técnicas pedagógicas Recursos plurissensoriais Mass media Recursos intuitivos
  12. 12. O processo de ensino/aprendizagem com os audiovisuais Tecnologias educacionais Meios de comunicação educacionais Mídias Multimídia Denominações da segunda metade de 1980 e na década seguinte Novas tecnologias educacionais Tecnologias de informação e comunicação (TIC) Denominações Mais próprias à disseminação social do avanço técnico
  13. 13. <ul><li>Visão do papel do professor e a dimensão dos audiovisuais: </li></ul><ul><ul><li>“ transmissores de conhecimentos, </li></ul></ul><ul><ul><li>“ desencadeadores de uma aprendizagem ativa, e </li></ul></ul><ul><ul><li>“ mediadores no processo de interação professor/aluno/conhecimento”. </li></ul></ul>O processo de ensino/aprendizagem com os audiovisuais
  14. 14. <ul><li>Revisando os termos audiovisuais , as autoras afirmam que eles nada mais são do que os meios habituais de comunicação de massa </li></ul>O processo de ensino/aprendizagem com os audiovisuais Rádio Cinema Televisão
  15. 16. Dimensão sensorial/empirista como decorrência do “ensino intuitivo e realista” <ul><li>A percepção do mundo através dos sentidos favorece a aprendizagem por experiências sensoriais, intermediadas pelo professor. </li></ul><ul><li>Aprendizagem: mediante gosto, olfato, tato, audição, visão. </li></ul><ul><li>Retenção das informações: lendo, escutando, vendo, vendo e escutando, ouvindo e discutindo, dizendo e realizando. </li></ul><ul><li>“ A percepção é elemento fundamental como base para a memorização,[...] porque não há formação científica sem retenção do que se entendeu”(Norbis, apud Belloni, 2002). </li></ul>
  16. 17. Audiovisuais três categorias de materiais: <ul><li>Experiência sensorial concreta e direta – ex.: utilização de sucata, desde que transformado em algo significativo para a construção do conhecimento. </li></ul><ul><li>Experiência representativa – ex.: dramatização, assistir à tv ( nível intermediário entre o concreto e o simbólico, mostra as vivências que não podem ser ‘diretamente vividas’). </li></ul><ul><li>Simbolização – relega o empírico e o concreto, faz uso dos símbolos verbais, icônico, substitui algo abstrato ou ausente. </li></ul><ul><li>“ A vivência empírica e as experiências com materiais concretos e audiovisuais seriam a condição essencial para a aquisição de conceitos por parte do aluno, para levá-lo à abstração. [...] Essa hierarquização desconsidera que as operações mentais e a construção do conhecimento são produzidas pelo intercâmbio entre sensorial /empírico e simbólico permeadas pelo afetivo e nas interações entre os sujeitos”. (Subtil e Belloni, 2002, pp. 53 e 54). </li></ul>
  17. 18. Cone de Experiências - Edgar Dale (Amálgama de técnicas e/ou materiais com métodos e procedimentos didáticos) -Imediatamente vivencial (concreto) -Simbólico abstrato * Experiência direta * Experiência simulada * Dramatização * Demonstração * Excursão * Exposição * Televisão * Cinema * Rádio * Fotografias *Símbolos visuais * Símbolos verbais *Discos
  18. 19. “ Ensino intuitivo e realista” <ul><li>Ensino próximo à realidade através de materiais concretos, mas acrescida de modernização com uso de tecnologia, com a finalidade de motivar os alunos e diminuir o atraso educacional em relação ao desenvolvimento tecnológico. </li></ul>
  19. 20. <ul><li>Idéia central: “eficiência do ensino” – 1970. </li></ul><ul><li>Tecnologia Educacional: “Forma sistemática de planejar, implementar e avaliar o processo total da aprendizagem e da instrução, em termos de objetivos específicos baseados nas pesquisas sobre a aprendizagem da comunicação humana, empregando uma combinação de recursos humanos e materiais, com o objetivo de obter uma instrução mais efetiva” (Oliveira, apud Belloni, 2002, pp. 56-57). </li></ul>Perspectiva tecnicista e os auxiliares da eficiência do ensino
  20. 21. <ul><li>Prevalecem as técnicas e os métodos de ensino sobre os conteúdos e as relações pedagógicas </li></ul><ul><li>Utilizam-se os audiovisuais / meios técnicos na escola como o modelo industrial fordista e taylorista. </li></ul><ul><li>Nova disciplina: </li></ul><ul><li>– tecnologia educacional: para formação de educadores (os professores e os especialistas pedagogos). </li></ul><ul><ul><li>– função: intervir no processo de ensino para aumentar sua eficiência. </li></ul></ul>Perspectiva tecnicista e os auxiliares da eficiência do ensino
  21. 22. <ul><li>Os audiovisuais recebem funções como: auxiliar de ensino, ajuda visual, auxiliares didáticos,etc. </li></ul><ul><li>Crítica às praticas educativas com caráter tecnicista. </li></ul><ul><li>1982- Associação Brasileira de Tecnologia Educacional busca estabelecer novas bases da educação, que considere os benefícios da tecnologia educacional, pois quando se questionava o tecnicismo, se descartavam os meios técnicos. As TIC trouxeram à tona os benefícios da tecnologia. </li></ul>Perspectiva tecnicista e os auxiliares da eficiência do ensino
  22. 24. Audiovisuais e a inovação técnica ou pedagógica? (instrumentos e métodos) <ul><li>Os instrumentos e métodos usados pelo professor, para auxiliar na aprendizagem, influenciam diretamente no processo de aprendizagem, de conhecimento, de memorização e de percepção dos alunos. </li></ul>
  23. 25. Percepção e efeitos <ul><li>Desde a década de 1950, em todo o mundo, as técnicas audiovisuais não são facilmente aceitas na educação, visto que podem alterar as situações psicopedagógicas em andamento. </li></ul>
  24. 26. Informação e comunicação <ul><li>Os audiovisuais como indutores da intuição e da percepção são negados, pois os meios técnicos não corrigiam, e sim reproduziam os erros e defeitos do ensino tradicional. </li></ul>
  25. 27. A crescente sofisticação das TIC <ul><li>Os audiovisuais como auxiliares para os educadores deve ser bem pensado para que ele não se torne um verbalismo mais elegante e sofisticado do que aquele já pensado na pedagogia tradicional, em que há destaque para o verbalismo. </li></ul>
  26. 29. <ul><li>Audiovisual como condição para uma boa comunicação pedagógica. </li></ul><ul><li>Para comunicação ocorrer é preciso interação entre emissor, receptor e meio. </li></ul><ul><li>O meio facilita essa comunicação e elimina o excesso de verbalismo. </li></ul><ul><li>As autoras estudas apresentam duas direções para essa dimensão comunicacional. </li></ul>Dimensão comunicacional dos audiovisuais
  27. 30. <ul><li>Papel do professor na transmissão do saber com a nova tecnologia: assegurar a criação de condições para a comunicação em sala de aula, ou melhor, para facilitar o acúmulo de conceitos pelos alunos. </li></ul><ul><li>Isso seria válido pois os alunos, atualmente, estão submetidos à influência das técnicas de comunicação de massa e são resultados dessa vivência. </li></ul><ul><li>Para isso, será necessário o uso de MEIOS COMBINADOS, ou seja, RECURSOS AUDIOVISUAIS que se reforcem mutuamente. Conhecidos hoje como MULTIMÍDIA. </li></ul>Dimensão comunicacional dos audiovisuais = Processo comunicacional unidirecional =
  28. 31. <ul><li>Essa outra direção perceberia a educação como possibilidade de aprendizagem de capacidades. </li></ul><ul><li>A estratégia fundamental seria a comunicação, por meio do uso de instrumentos audiovisuais, mas com o cuidado de educar para a decodificação das mensagens e para a comunicação circular, não unidirecional. </li></ul><ul><li>Com as NTIC será possível a geração de novos modos de comunicação adequados aos novos suportes, mas para sua utilização em sala de aula, será preciso que os professores e pedagogos sejam preparados tecnicamente. </li></ul>Dimensão comunicacional dos audiovisuais = Processo comunicacional interativo =
  29. 33. <ul><li>Década de 1980: Tanto a tecnologia educacional quanto as questões dos audiovisuais sofrem uma revisão conceitual que se refletirá na terminologia. </li></ul><ul><li>“ Técnicas” e “recursos audiovisuais” </li></ul><ul><li>vão sendo substituídos por </li></ul><ul><li>“ mídias”, “meios de comunicação” e “tecnologias educacionais”. </li></ul>Tecnologias na educação hoje
  30. 34. Tecnologia na educação hoje <ul><li>Década de 1990: O caráter técnico/instrumental presente nas concepções iniciais dos audiovisuais passa a ser substituído, pela idéia de que esses materiais possui um caráter comunicacional inerente e permitem aos sujeitos a produção da comunicação , portanto não se qualificam como meros auxiliares. </li></ul>
  31. 35. Tecnologia na educação hoje <ul><li>Segundo Pretto (1996), as novas tecnologias da comunicação são fundamentais para a educação e não apenas um instrumento pedagógico. </li></ul><ul><li>Contrariando esse ponto de vista, Subtil e Belloni (2002) dizem que o fundamento da educação deve ser a pesquisa, o desenvolvimento do espírito científico e da ética. As NTIC devem ser meios. </li></ul>
  32. 36. Tecnologia na educação hoje <ul><li>Segundo Babin (1989), a “geração audiovisual”, exigiria uma educação em “estéreo”, isto é, em diversos canais (contrapondo-se à idéia de “mono”, um só canal). </li></ul>
  33. 37. Tecnologia na educação hoje <ul><li>Toda tecnologia que nos cerca e nos constitui vão transformando rapidamente as estruturas simbólicas e o sistema de significação. Nesse novo ambiente, a escola nos parece um lugar estranho com sua fixação na oralidade e nos meios impressos. </li></ul>
  34. 38. Tecnologia na educação hoje <ul><li>Com o decorrer do tempo foi se afirmando que instrumentos e materiais têm o poder de “inovar”, “renovar”, “modernizar”, enfim, adequar a sala de aula aos avanços da técnica e da ciência. </li></ul>
  35. 39. Tecnologia na educação hoje <ul><li>Para além dessa ou daquela corrente pedagógica e para dimensionar adequadamente a questão, é importante entender que a relação ensino/aprendizagem deve se constituir numa inter-relação entre sujeitos (professor/aluno, aluno/professor), que pode ser ou não mediada pelas mídias ou tecnologias em busca da autonomia na produção de conhecimentos. </li></ul>
  36. 41. <ul><li>O texto nos fez repensar a importância da tecnologia nos últimos anos. </li></ul><ul><li>Acreditamos na importância desse texto nos cursos de formação de professores e pedagogos. </li></ul><ul><li>Consideramos os audiovisuais ferramentas facilitadoras e de apoio ao professor, mas não como substitutos do professor. </li></ul>Considerações Finais
  37. 42. <ul><li>Nessa perspectiva os audiovisuais podem potencializar os sentidos, mas devem ser mediados pelo professor. </li></ul><ul><li>Percebemos a necessidade de se pensar a tecnologia como um meio abrangente a todas as classes, a fim de se evitar a exclusão digital. </li></ul><ul><li>Percebemos também a importância de projetos de instrução das novas tecnologias para professores, a fim de que ele acompanhe as novidades e as leve para a sala de aula. </li></ul>Considerações Finais
  38. 43. <ul><li>Concordamos que a experiência dos jovens devem ser respeitadas no processo de aprendizagem. </li></ul><ul><li>Assim, entendemos que a escola não deve estar longe das inovações tecnológicas ou das diversas outras novidades. Deve, fazer o movimento contrário, ou seja, trazer as novidades para dentro da escola. </li></ul>Considerações Finais
  39. 44. <ul><li>Por tudo aqui exposto, acreditamos que estamos experimentando um novo paradigma educacional, diante do qual o texto aqui apresentado vale a pena ser discutido entre os educadores, professores ou pedagogos. </li></ul>Considerações Finais
  40. 45. <ul><li>SUBTIL Maria José; BELLONI, Maria Luiza. Dos audiovisuais à multimídia: análise histórica das diferentes dimensões de uso dos audiovisuais na escola. In: BELLONI, Maria Luiza. (Org.). A formação na sociedade do espetáculo . SP: Edições Loyola, 2002. </li></ul>Referência Bibliográfica

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