Luciano Moura de Mello e Vinícius Brasil do AmaralDiversidade Biológicados Arroios Capivaras, Ribeiro e orla doGuaíba no m...
Diversidade Biológicados Arroios Capivaras, Ribeiro e orla doGuaíba no município de Barra do Ribeiro, RSLuciano Moura de M...
Capa:Fotografia de Luciano Moura de Mello. Pôr de sol do dia 08 de julho de 2011,Lago do Guaíba, RS, fim de tarde do prime...
MamíferossilvestresSumárioDiversidade daherpetofaunaCapítulo1Capítulo2Capítulo4Capítulo3ApresentaçãoDiversidade de avifaun...
SumárioCapítulo6Florística e Ecolo-gia de Orchidace-ae e Bromeliace-aeCapítulo7Florestas ciliarese os impactosambientais n...
Apresentação do ProjetoDesde a primeira infânciativemos o privilégio de fre-quentar o grande paraíso danatureza de nosso a...
Em 18 meses de trabalho, de julho de 2011 a dezembro de 2012,somadas todas as expedições das equipes de trabalho, enfrenta...
Aspectos metodológicos e os sítios de coletade dadosLuciano Moura de Mello 1Para a coleta de dados defauna e flora foi uti...
8. Planejamento de logística (transporte, acampamentos, equipamentos,alimentação, etc.);9. Organizar ou adquirir equipamen...
No meio biótico, foi estudada a flora arbórea das florestas de gale-ria além de representantes das Famílias Orchidaceae e ...
Figura 01. Mapa de distribuição das áreas de estudo (em verde no mapa inferior).As áreas de estudo (Figura 01) situam-se n...
Figura 02. Margem de Barra do Ribeiro com o Guaíba,em Julho de 2011, vistada foz do Arroio Ribeiro e Capivaras (FOTO: Luci...
2ª fase: Julho de 2012 a Julho de 2013PONTOS DE AMOS-TRAGEMCOORDENADAS DEREFERÊNCIAAMBIENTESÁrea amos-tradaP4. Ponta do Sa...
Figura 04. Graxaim-do-mato em praia da Ponta do Salgado durante reconhe-cimento das áreas de estudo (09 Jul 11) (FOTO: Luc...
Entre os mais importantes resultados da pesquisa já na primeirafase, pode-se destacar:1. a obtenção de dados preliminares ...
Figura 05. Arroio Capivaras (10 Jul 11) (FOTO: Luciano M. de Mello).Figura 06. Entrando ao Arroio Araçá, durante reconheci...
Figura 07. Navegando em reconhecimento no Arroio Araçá (09 Jul 11) (FOTO:Luciano M. de Mello).Agradecimentos do autorAgrad...
Levantamento preliminar da diversidade deavifauna em Barra do RibeiroLeonardo Pompéu de Moraes 2Luciano Moura de Mello 3Lu...
voo foram determinantes para o grande sucesso e a notável diversificaçãodas aves na Terra, pois permitiram que elas coloni...
e ricas do mundo, devido à grande extensão de nosso território, diversida-de de ecossistemas e belezas naturais existentes...
nais sobre a fauna ornitológica no Estado que ainda careçam de uma do-cumentação apropriada devem ser divulgados (BENCKE, ...
Figura 05. Turdus amaurochalinus (Sabiá-poca) capturado emrede de neblina (FOTO: Luciano M. de Mello).Neste sentido, as av...
METODOLOGIAFoi realizado um levantamento qualitativo, de acordo em Develey(2006), da avifauna em uma área com cerca de 30 ...
RESULTADOS E DISCUSSÕESForam registras 82 espécies (Tabela 1), em 196 horas de esforçoamostral. A família mais representat...
Devido a localização e diversidade de ecossitesmas da região (am-bientes campestres, áquaticos e florestais), estes dispõe...
Gráfico 2: Distribuição percentual das espécies de aves regis-tradas por guildas alimentares.As espécies registradas no es...
cessidade de um plano de recuperação e manejo a fim de garantir e esta-bilidade destes ambientes.Sobre locais de encontros...
Tabela 1. Lista da diversidade de aves silvestres em Barra do Ribeiro, RS(período de Jul 2011 a Mar 2012).Ordem/Família/es...
GALLIFORMESCRACIDAEOrtalis guttata Aracuã Frugívoro FlorestalSULIFORMESHALACROCORACIDAEPhalacrocorax brasilianus Biguá Pis...
Piaya cayana Alma-de-gato Onívoro FlorestalCrotophaga ani Anu-preto Onívoro CampoTapera naevia Saci Insetívoro FlorestalPI...
VIREONIDAECyclarhis gujanensis Pitiguari Onívoro FlorestalHIRUNDINIDAEProgne tapera Andorinha-do-campo Insetívoro CampoPro...
PASSERIDAEPasser domesticus Pardal Onívoro CampoAgradecimento dos autoresAo Sr Cláudio Wilfing, pela camaradagem e ao Biól...
DEVELEY, P. F. Métodos para estudos com aves. Pp. 153-166, (In): Cullen -Júnior, L.; Rudran, R. & Valladares -Padua; (Orgs...
Levantamento preliminar da herpetofaunasilvestre de Barra do RibeiroLuciano Moura de Mello 7Daiane Maria Melo Pazinato 8A ...
pendente da água ou de ambientes terrestres muito úmidos (HICKMAN Jr;ROBERTS; LARSON, 2003).Os répteis foram mais eficient...
Figura 01: Chironius sp. capturada nacopa de um Maricá (Mimosa bimucro-nata), à margem do Arroio Capivaras,em agosto de 20...
Figura 03 e 04: Dendropsophus minutus (FOTO: Luiz L. C. Corrêa) e Leptodactylus gracilis(FOTO: Luciano Moura de Mello).Os ...
Um total de 14 espécies (Tabela 1) foram identificadas na área,seis anfíbios e oito répteis. A nomenclatura das espécies s...
LeptodactylidaeLeptodactylus fuscus (Schneider, 1799) Rã-assobiadoraLeptodactylus gracilis (Duméril & Bibron, 1841) Rã-lis...
BERNARDE, P. S.; MACHADO, R. A. Répteis Squamata do Parque EstadualMata dos Godoy. In: TOREZAN, J. M. D. (Org.) Ecologia d...
MARQUES, A. A. B. et al. Lista de Referência da Fauna Ameaçada de Ex-tinção no Rio Grande do Sul. Decreto no 41.672, de 11...
Levantamento da diversidade de mamíferossilvestres em Barra do RibeiroVinícius Braga Comaretto 9Luciano Moura de Mello 10D...
ção ecológica por manterem o equilíbrio de uma floresta (ALMEIDA et al.,2008). Neste contexto, a constante ameaça à fauna ...
ticas e conversão em áreas agriculturáveis), restando muitas vezes apenaspequenos remanescentes em uma paisagem predominan...
O estudo teve objetivo de inventariar a mastofauna da região Bar-ra Ribeiro, tanto quanto determinar o uso de áreas e a di...
Tabela 1: Lista de espécies de mamíferos silvestres registradas entre junhode 2011 e março de 2012, em Barra do Ribeiro, R...
Possui membros curtos com cinco dedos nos membros posteriorese quatro nos anteriores onde os dois dedos médios são grandes...
Figura 04. Morcego (Eptesicus sp.), (a) e (b) capturado em dezembro de 2011 emrede de neblina próximo a construções humana...
avaliaram o conteúdo estomacal destes canídeos comprovam que muitosanimais carregam a fama de matadores de galinhas ou ove...
que habita locais com vegetação cerrada e alta, nas proximidades de rios,riachos, banhados e lagos.Durante o dia fica em o...
Figura 08. Coati (N.nasua) (FOTO: Luiz L. C. Corrêa).Zorrilho (Conepatus chinga), espécie de hábito noturno e solitário. S...
claros (Figuras 10 e 11). Tem o corpo alongado, robusto e flexível, mem-bros curtos com dedos unidos por membranas, as ore...
Figura 11. fezes de lontra (a barra cor-responde a 10cm) (FOTO: Stefan Vilges deOliveira).Na época de reprodução asLontras...
Figura 12. (a) Gato-do-mato-grande (L. geoffroyi) em armadilha fotográfica (FOTO: Lu-iz L. C. Corrêa); (b) pegada de Gato-...
Figura 13. (a) Capivara (H. hydrochoerus) em armadilha fotográfica (Foto: Luiz L. C.Corrêa); (b) pegada em areia de Capiva...
A pele é recoberta com pelos compridos, e uma camada densa maisfina e macia, que lhe da proteção dentro d’água, dedos com ...
As Lebres vivem em campos cerrados e lavouras, de hábito geralmen-te noturno ou crepuscular mas pode, com alguma facilidad...
CULLEN Jr., RUDRAN R., VALLADARES-PADUA, C. Métodos de Estudos emBiologia da Conservação e Manejo da Vida Silvestre. Edito...
SANTOS, T. G. D.; SPIES, M. R.;KOPP, K.; TREVISAN, R.;CECHIN, S. Z. Mamí-feros do campus da Universidade Federal de Santa ...
Levantamento preliminar da diversidade depeixes dos Arroios Ribeiro e Capivaras,em Barra do Ribeiro, RSDébora Tatiane Borg...
Muitas espécies utilizam os pequenos cursos de água para procriare realizar inteiramente seu ciclo de vida, outras espécie...
espera, puçás e informações obtidas dos resultados de pesca de morado-res locais, que usaram caniços, redes e linhas de pe...
Em cada coleta, as redes de tamanho de malha diferentes, foram“armadas” com um período de espera de aproximadamente 4 hora...
Hoplosternum littorale(Hancock, 1828)Tamboatá ARCharacidaeAstyanax fasciatus(Cuvier, 1819)Lambari-do-rabo-vermelhoAR, ACAs...
Figura 02 (conjunto). Espécies identificadas na região. 01 e 02. Odontesthes aff. perugiae(Peixe-rei); 03. Astyanax fascia...
Figura 02 (conjunto, continuação). 06. Loricariichthys anus (Viola), 07. Rhamdia aff. quelen(Jundiá); 08. Gymnotus carapo ...
Figura 03 (Conjunto). 11 e 12. Hypostomus commersoni (cascudo); 13. Pimelodus ma-culatus (Pintado), detalhe da cabeça. 14....
Figura 03 (Conjunto, continuação). 16. e 17 Trachelyopterus lucenai (Porrudo), vistadorsal e detalhe; 18. Oligosarcus robu...
Foi ainda realizado o levantamento bibliográfico da dieta alimen-tar das espécies identificadas com o intuito de amparar o...
Quadro de dados sintéticos sobre dimensões (médias) e dieta alimentardas espécies de peixes identificadas:Leporinus obtusi...
Rhamdia quelen JundiáAlimentação: onívoro (GOMES et al., 2000)Tamanho: 47,4 cmReferência: ZANIBONI FILHO et al., 2004.Asty...
Crenicichla punctata JoaninhaAlimentação: alimenta-se de peixes, insetos, crustáceos, girinos ou peque-nas rãs ou sapos.Ta...
Gymnotus carapo TuviraAlimentação: carnívoros, principalmente insetos e crustáceosTamanho: 42 cmReferência: PEREIRA & RESE...
Figura 04: Mapa de localização georreferenciada dos pontos de coletas de dados. FONTEDE IMAGEM: Google Earth®, acesso em 0...
BibliografiaARAÚJO-LIMA, C.A.R.M., AGOSTINHO, A.A. & FABRÉ, N.N. Trophic aspectsof fish communities in Brazilian rivers an...
KOCK, W. R; MILANI, P.C; GROSSER, K. M. Guia Ilustrado; Peixes ParqueDelta do Jacuí. Porto Alegre: Fundação Zoobotânica do...
tas aquáticas no baixo rio Negro, Mato Grosso do Sul, Brasil. Submetidopara Boletim de Pesquisa, Embrapa Pantanal. 2006.RE...
Florística e ecologia de Orchidaceae eexemplares de Bromeliaceaeem Barra do RibeiroClodoaldo Leites Pinheiro16A importânci...
Livro - Diversidade Biológica dos Arroios Capivaras, Ribeiro e orla do Guaíba - Barra do Ribeiro, RS
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  1. 1. Luciano Moura de Mello e Vinícius Brasil do AmaralDiversidade Biológicados Arroios Capivaras, Ribeiro e orla doGuaíba no município de Barra do Ribeiro, RSAlexandra Alves Cantos • Clodoaldo Leites Pinheiro • Daiane Maria Melo Pazinato •Darliane Evangelho SilvaDébora Tatiane Borges Motta • Antônio Hector Bastide Ramos • Gelson Luis Menezes de SouzaLeonardo Pompéu de Moraes • Luiz Liberato Costa Corrêa • Vinícius Braga ComarettoMarjorie Knippling do Amaral • Pâmela Salen Domingues Quadro • Pâmela Martins MugicaA riqueza natural como instrumentopara a gestão sustentável dos recursos locais
  2. 2. Diversidade Biológicados Arroios Capivaras, Ribeiro e orla doGuaíba no município de Barra do Ribeiro, RSLuciano Moura de Mello e Vinícius Brasil do AmaralAlexandra Alves Cantos • Clodoaldo Leites Pinheiro • Daiane Maria Melo Pazinato •Darliane Evangelho SilvaDébora Tatiane Borges Motta • Antônio Hector Bastide Ramos • Gelson Luis Menezes de SouzaLeonardo Pompéu de Moraes • Luiz Liberato Costa Corrêa • Vinícius Braga ComarettoMarjorie Knippling do Amaral • Pâmela Salen Domingues Quadro • Pâmela Martins MugicaA riqueza natural como instrumentopara a gestão sustentável dos recursos locais
  3. 3. Capa:Fotografia de Luciano Moura de Mello. Pôr de sol do dia 08 de julho de 2011,Lago do Guaíba, RS, fim de tarde do primeiro dia de trabalho de reconhecimentodas áreas de estudo.Projeto gráfico:Luciano Moura de MelloRevisão:Daniele Soares de LimaMELLO, Luciano Moura; AMARAL, Vinícius BrasilDiversidade biológica dos Arroios Capivaras, Ribeiro e Orla do Guaíba no Municí-pio de Barra do Ribeiro, RS: A riqueza natural como instrumento para a gestãosustentável dos recursos locais. Santa Maria, RS, 2012.Il.;e-ISBN 97885655033271. MELLO, L.M. AMARAL. V. B., 2012, Diversidade Biológica. Barra do Ribeiro.Todos os direitos reservados.2012
  4. 4. MamíferossilvestresSumárioDiversidade daherpetofaunaCapítulo1Capítulo2Capítulo4Capítulo3ApresentaçãoDiversidade de avifaunaCapítulo5 Diversidadede Peixes06Aspectos metodológicos e ossítios de coleta de dados1808344260
  5. 5. SumárioCapítulo6Florística e Ecolo-gia de Orchidace-ae e Bromeliace-aeCapítulo7Florestas ciliarese os impactosambientais nasAPPCapítulo8Educação Ambientalcomo instrumentode conservação dosambientes naturaisCapítulo9Discussões finaise proposição desoluçõesApresentação dos Autores78951151290140
  6. 6. Apresentação do ProjetoDesde a primeira infânciativemos o privilégio de fre-quentar o grande paraíso danatureza de nosso amadoGuaíba e adjacências comopraias e arroios em estado demagnífica conservação àépoca. Ao longo dos anosaprendemos a respeitar eadmirar áreas tão próximasda grande metrópole (Porto Alegre) que com o passar do tempo foramgradativamente sendo agredidas pelo homem, apesar da beleza ímpar deum bioma incomparável.Percebemos então que somente através de um projeto sério efundamentado poderíamos concretizar a iniciativa de mitigar esse perigo-so processo de degradação na denominada “zona de impacto” (áreas comgrande riqueza de flora e fauna vizinhas de grandes concentrações demo-gráficas).Mas como realizaríamos tão ambicioso trabalho sendo meros ob-servadores leigos?A partir de então participaríamos de fóruns, debates, cursos e se-minários sobre os principais temas do meio ambiente, e após quatro lon-gos anos encontraríamos através da Pampa Consultoria Ambiental, nacidade de Bagé, a equipe coordenada pelo Biólogo Luciano Moura de Mel-lo, que sendo Professor do Curso de Ciências Biológicas da URCAMP eatravés de exaustiva colaboração acadêmica voluntária projetou e desen-volveu o presente trabalho visando à preservação desse frágil e tão poucopreservado ecossistema, que debaixo de nossos olhos é muitas vezes es-quecido em prol da conservação da Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal etantas outros não menos importantes, mas distantes de nosso foco imedi-ato.
  7. 7. Em 18 meses de trabalho, de julho de 2011 a dezembro de 2012,somadas todas as expedições das equipes de trabalho, enfrentaram juntascerca de 10.900km pelas rodovias entre Bagé e Barra do Ribeiro, vivendoconosco o sonho de trabalhar pela conservação de ambientes tão queri-dos e importantes ecologicamente.Após este período de intensos trabalhos de campo, é momentode apresentar o primeiro produto deste grande esforço: um guia contendoos resultados das primeiras fases do estudo.Esperamos que esse importante trabalho sirva para chamar aatenção de formadores de opinião, empresários, políticos, magistrados,estudantes, ambientalistas e simples homens que obtém da mãe naturezao ar puro que ainda respiram, um sopro de motivação e responsabilidadepara defender com “unhas e dentes” nossas plantas e animais que implo-ram por socorro e justiça!Vinícius Brasil do Amaral e Marjorie Knippling do AmaralEmpresários e idealizadores do Projeto
  8. 8. Aspectos metodológicos e os sítios de coletade dadosLuciano Moura de Mello 1Para a coleta de dados defauna e flora foi utilizadoneste projeto a metodologiado Programa de AvaliaçãoRápida (“Rapid AssessmentProgram”), ou RAP.O objetivo básico dametodologia é coletar acampo e analisar o máximode informações de maneirarápida e segura a respeito da biodiversidade de uma região, possibilitandoa realização de um inventário biológico consistente. O desenvolvimentodesta metodologia, entretanto, pode requerer que ações complementaresposteriores sejam realizadas, como a determinação de populações, flutua-ções sazonais, distribuição, eventos migratórios, interações entre os ecos-sistemas locais entre outros.O método RAP envolve passos decisivos de planejamento e organiza-ção que garantem seu sucesso:1. Identificação das necessidades e objetivos para a pesquisa;2. Seleção das áreas de pesquisa;3. Obtenção de informações preliminares sobre a biodiversidade da área;4. Determinação do número e localização dos locais de amostragem;5. Levantamento das épocas do ano a amostrar;6. Determinação dos grupos taxonômicos que serão amostrados;7. Determinação dos membros da equipe;1Biólogo, MSc, Doutorando (FAEM/UFPEL). Email: luciano_moura_biologia@yahoo.com.br.Capítulo1
  9. 9. 8. Planejamento de logística (transporte, acampamentos, equipamentos,alimentação, etc.);9. Organizar ou adquirir equipamentos e suprimentos necessários.A fim de selecionar os grupos de organismos a amostrar num Pro-grama de Avaliação Rápida deve-se considerar os seguintes aspectos:1. facilidade de amostragem do grupo a campo, garantindo boa imagemda riqueza de espécies em um curto espaço de tempo;2. equipamentos e logística apta à amostragem das áreas e ao acessoaos diversos ambientes de ocorrência do grupo, e3. Existência de especialistas ou guias de identificação que permitam aconfirmação dos indivíduos com o máximo de segurança.Dados coletados durante RAP geralmente incluem (a) uma lista deespécies por ambiente, (b) o número total de espécies para cada local epara a área total, (c) comparações entre locais em termos de riqueza deespécies (índices e listas de diversidade), (d) listas de espécies importan-tes, incluindo ameaçadas de extinção, endêmicas restritas ou não, indica-dores, introduzidos, migratórios, raras, protegidas e imunes ao corte bemcomo em outras categorias especiais, (e) informações ecológicas sobrecada uma das espécies, incluindo o tipo de habitat que necessitam, o quealimentam-se, onde vivem, tipo de ninho, o tamanho das populações (sepossível) e seus papéis nos processos ecossistêmicos ou serviços.O método de pesquisa RAP é essencialmente rápido, além de con-fiável. A agilidade e confiabilidade dos inventários justificam sua aplicaçãoneste trabalho e é garantida pela diversificação das equipes de trabalho eda intensidade das ações a campo, gerando grande volume de dadoscomparáveis. A organização logística e a gestão dos trabalhos garanteredução sensível de custos quando comparados a trabalhos descentraliza-dos onde equipes mobilizam-se isoladamente para os trabalhos de campo.Os inventários na área de estudo envolveram o meio biótico (fau-na e flora), o meio abiótico (qualidade dos recursos hídricos) e o meiosócio-ambiental, com entrevistas dirigidas à população ribeirinha e a pro-posição de ações educação ambiental.
  10. 10. No meio biótico, foi estudada a flora arbórea das florestas de gale-ria além de representantes das Famílias Orchidaceae e Bromeliaceae dis-tribuídos nestas mesmas áreas. Os inventários de fauna relatam, além daocorrência de visitantes florais em registros de oportunidade, os principaisgrupos de vertebrados, como peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos,voadores e não voadores. Para a flora a metodologia envolveu a descriçãogeral das formações florestais, as relações de diversidade e domínio deespécies em cada ambiente, estando a descrição da densidade média deespécies, dos índices de diversidade e similaridade, programados para aetapa seguinte do trabalho, mostrando os padrões fitogeográficos paracada área de estudo. Estas ações são de extrema importância por que dãosuporte às decisões eficientes nos trabalhos de recuperação ambiental aserem implantados.Os inventários de fauna abordam invertebrados que podem serconsiderados espécies-chaves para a conservação de ecossistemas: visi-tantes florais são grupos bastante específicos em suas redes alimentares esua ocorrência pode assinalar aspectos da qualidade dos ambientes estu-dados. Entre os vertebrados, os peixes destacam-se pela sua importânciano reconhecimento de padrões na malha hidrográfica além de caracteriza-rem-se como importantes fontes de exploração econômica de subsistênciae comercial. Anfíbios, répteis, aves silvestres e mamíferos fornecem im-portantes dados sobre a composição e a ocorrência de danos nos ecossis-temas locais.O meio abiótico será detalhado na segunda fase, sendo julgadocom relação à aspectos da qualidade dos recursos hídricos, onde será ava-liado o oxigênio dissolvido, demanda química e bioquímica de oxigênio,pH, coliformes e outros parâmetros biofisicoquímicos, buscando correlaci-oná-los com a distribuição dos organismos vivos.O meio sócio-ambiental foi avaliado por meio de pesquisa dirigi-das à população ribeirinha abordando aspectos relativos à escolaridademédia, atividades econômicas, renda média, entre outras informaçõesimportantes para diagnosticar os principais problemas, dificuldades, po-tencialidades e a relação da população local com os organismos e os am-bientes locais.
  11. 11. Figura 01. Mapa de distribuição das áreas de estudo (em verde no mapa inferior).As áreas de estudo (Figura 01) situam-se no município de Barra doRibeiro (Latitude -30° 17 28 Longitude -51° 18 04) e estão distribuídasnos quadros a seguir, conforme as respectivas etapas de desenvolvimentodo estudo.
  12. 12. Figura 02. Margem de Barra do Ribeiro com o Guaíba,em Julho de 2011, vistada foz do Arroio Ribeiro e Capivaras (FOTO: Luciano M. de Mello).Foram realizadas amostragens totais via fluvial de suas fozes até ospontos médios definidos na tabela abaixo, com a finalidade de identificar,georreferenciar e registrar fotograficamente os pontos de impactos quenão podem ser observados em imagens de satélite.De acordo com os critérios citados acima foram selecionados ospontos de amostragem:1ª fase: Junho de 2011 a Junho de 2012PONTOS DE AMOS-TRAGEMCOORDENADAS DEREFERÊNCIAAMBIENTESÁreaamostradaP1. Foz do Arroio Ri-beiro e Capivaras30° 16’56,22 S51° 18’08,76 WAF, AM, AU, AA,AC95.000m²P2. Arroio Capivaras30° 16’49,83 S51° 18’20,92 WAF, AM, AU, AA 120.000m²P3. Arroio Ribeiro30° 16’57,55 S51° 18’18,67 WAF, AM, AU, AA 150.000m²
  13. 13. 2ª fase: Julho de 2012 a Julho de 2013PONTOS DE AMOS-TRAGEMCOORDENADAS DEREFERÊNCIAAMBIENTESÁrea amos-tradaP4. Ponta do Salgado30° 18’25,69 S51° 13’00,81 WAF, AM, AA 290.000m²P5. Arroio Araçá30° 19’55,39 S51° 15’18,65 WAF, AM, AU, AA,AC190.000m²3ª fase: Agosto de 2013 a Agosto de 2014PONTOS DE AMOS-TRAGEMCOORDENADAS DEREFERÊNCIAAMBIENTESÁrea amos-tradaP6. Ponta das Ceroulas30° 15’07,02 S51° 16’52,87 WAF, AM, AU, AA 310.000m²P7. Ponta do Jacaré30° 14’07,26 S51° 17’50,77 WAF, AM, AU, AA 125.000m²P8. Arroio Petim30° 12’36,30 S51° 19’29,69 WAF, AM, AU, AA,AC180.000m²Legenda das tabelas descritivas das fases do trabalho: AF: áreas florestadas, AM: áreasmarginais, AU: áreas úmidas, AA: ambientes aquáticos e AC: ambientes campestres).Figura 03. Margem do Guaíba (fim de tarde de 03 Dez 12) (FOTO: Luciano M.de Mello).
  14. 14. Figura 04. Graxaim-do-mato em praia da Ponta do Salgado durante reconhe-cimento das áreas de estudo (09 Jul 11) (FOTO: Luciano M. de Mello).Os dados são apresentados em capítulos por grupos de organis-mos e temas a seguir:LEVANTAMENTOS DE FAUNACAPÍTULO 2: Aves SilvestresCAPÍTULO 3: Répteis e AnfíbiosCAPÍTULO 4: MamíferosCAPÍTULO 5: PeixesLEVANTAMENTOS DE FLORACAPÍTULO 6: Orquídeas e broméliasCAPÍTULO 7: Flora arbórea e Áreas de PreservaçãoEDUCAÇÃO AMBIENTALCAPÍTULO 8: Ações de Educação AmbientalRESULTADOS E DISCUSSÕESCAPÍTULO 9: Proposição de soluções integradas
  15. 15. Entre os mais importantes resultados da pesquisa já na primeirafase, pode-se destacar:1. a obtenção de dados preliminares sobre a diversidade biológica emáreas naturais e com diferentes níveis de ação antrópica, devido às ativi-dades econômicas e agrosilvopastoris desenvolvidas no município de Bar-ra do Ribeiro;2. determinação do grau geral e particular de conservação dos ecossiste-mas mediante estudo integrado das paisagens;3. diagnóstico e prognóstico das atividades praticadas na região e queporventura estejam interferindo ou possam interferir na distribuição emanutenção das populações locais;4. entendimento dos padrões bioecológicos locais e geração de informa-ções que subsidiem o manejo natural, a conservação e indicação de áreassensíveis para a preservação;5. realização de audiências públicas para o encaminhamento de soluções;6. proposição de ações de educação ambiental a serem implementadasem escolas municipais de Barra do Ribeiro a título de apoio às ações jádesenvolvidas e focadas na conservação e valorização dos ambientes lo-cais e7. projeção de ações, como a reedição das publicações associadas ao re-sultados de trabalhos ao final de cada etapa do estudo, adicionando-seinformações que melhor amparem as decisões voltadas à gestão dos am-bientes naturais e expansão das metas gerais do projeto a outras áreas doEstado.
  16. 16. Figura 05. Arroio Capivaras (10 Jul 11) (FOTO: Luciano M. de Mello).Figura 06. Entrando ao Arroio Araçá, durante reconhecimento das áreas de es-tudo (09 Jul 11) (FOTO: Leonardo P. de Moraes).
  17. 17. Figura 07. Navegando em reconhecimento no Arroio Araçá (09 Jul 11) (FOTO:Luciano M. de Mello).Agradecimentos do autorAgradeço aos idealizadores, Vinícius e Marjorie, pela confiança em nosso trabalho e a SepéTiaraju de Los Santos pelo apoio durante a primeira expedição às áreas de estudo que nospermitiram mais do que conhecer, mas a amar mais esse precioso pedaço deste planeta.
  18. 18. Levantamento preliminar da diversidade deavifauna em Barra do RibeiroLeonardo Pompéu de Moraes 2Luciano Moura de Mello 3Luiz Liberato Costa Corrêa 4Pâmela Salen Domingues Quadro 5As aves constituem o grupode animais mais conhecidoentre todos. Sua ampla dis-tribuição significa a grandeadaptação destes animais aosdiversos ambientes e funçõesecológicas. Estas funçõesecológicas dão às aves espe-cial papel na estabilidade dosecossistemas.Desde os tempos antigos a humanidade tem compartilhado espaçose recursos com espécies da fauna silvestre, dentre eles as aves destacam-se por serem animais importantes para o homem, inclusive nos aspectosculturais, para muitos eram considerados na antiguidade deuses, paraoutros, como povos indígenas, incorporavam danças em seus rituais u-sando penas na cabeça e outras partes do corpo, ainda hoje se utilizamdesses elementos em suas canções e obras e buscam inspirações na bele-za das aves, e seus cantos melodiosos (ANDRADE, 1997).As aves são um grupo de vertebrados que possuem como caracte-rísticas principais o corpo coberto por penas, apêndices locomotores ante-riores modificados em asas, bico córneo e ossos pneumáticos. Seu orga-nismo, tanto fisiológica quanto biomecanicamente estão totalmente a-daptados à prática do voo. Tanto a endotermia quanto a capacidade de2Biólogo, Esp. Email: leonardo_bage@yahoo.com.br3Biólogo, MSc., Doutorando, FAEM/UFPEL. Email: luciano_moura_biologia@yahoo.com.br4Biólogo, Mestrando, PPG em Ambiente e Desenvolvimento (UNIVATES).Email: lc_correa@yahoo.com.br5Bióloga. Email: pamela_salen@yahoo.com.brCapítulo2
  19. 19. voo foram determinantes para o grande sucesso e a notável diversificaçãodas aves na Terra, pois permitiram que elas colonizassem áreas remotas esobrevivessem sob condições climáticas adversas (SICK, 1984; 1997; AN-DRADE, 1997; BENCKE et al., 2003; ARES, 2007).As aves sempre encantaram as pessoas, com seus cantos melodio-sos, e suas belas plumagens coloridas (Andrade, 1997; Reinert et al.,2004), sendo um grupo de animais superiores muito conhecido (Andrade,1997), além do fato da grande maioria das espécies possuir hábitos diur-nos e vocalizar com frequência, são relativamente espécies de boa detec-ção em campo (Develey, 2006), comparando a outros grupos de animais(ANDRADE, 1997).Dessa forma, trata-se de um dos grupos de vertebrados maisconspícuos e estudados em paisagens naturais ou artificiais (Bencke et al.,2003; MMA, 2005). Acredita-se que cerca de 99,9% das espécies dessegrupo já foram descritas (SICK, 1984; 1997).De acordo com Bencke et al. (2003) atualmente são registradas cer-ca de 10 mil espécies no globo terrestre, sendo que dessas, cerca de 2645vivem na América do Sul (REINERT et al., 2004).No Brasil ocorrem atualmente 1.832 espécies já registradas (CBRO,2011), sendo a avifauna brasileira considerada uma das mais exuberantesFigura 01. Agelaioides badius (Asa-de-telha), pousado em área campes-tre (FOTO: Luiz L. C. Corrêa).Figura 02. Cyanoloxia brissonii (Azulão)capturado em região dos pomares (FOTO:Leonardo P. de Moraes).
  20. 20. e ricas do mundo, devido à grande extensão de nosso território, diversida-de de ecossistemas e belezas naturais existentes (ANDRADE, 1997).O Rio Grande do Sul, Estado mais meridional do Brasil (Belton,1994), dispõe atualmente de uma lista com 661 espécies já registradas(BENCKE et al., 2010). Segundo Belton (1994) a investigação ornitológicano Estado parece ter começado com o francês Augst Sainte Hilaire queviajou nesta região em 1820-1821, sendo que outros pesquisadores tive-ram suas contribuições, mas quem mais contribuiu com dados e pesquisasfoi William Belton, ornitólogo norte-americano, que realizou e compilouvários estudos sobre nossa avifauna entre os anos de 1970 e 1983, sendoque seu trabalho atualmente é fonte de referência para pesquisa sobre asaves do Estado gaúcho (BENCKE, 2001; BENCKE et al., 2003).Atualmente vários pesquisadores vêm destacando-se, e contribu-indo com dados de extrema importância com aspectos de registros, dis-tribuição e estudo das aves silvestres encontradas no Estado: G. A. Ben-cke, L. Bugoni, M. V. Petry; R. A. Dias; I. A. Acoordi; C. S. Fontana; entreoutros. No entanto o estudo das aves no Rio Grande do Sul encontra-seem fase exploratória e descritiva, portanto quaisquer informações adicio-Figura 03. Chloroceryle amazona (Martim-pescador-verde),capturado em rede de neblina, margem do Arroio Capivaras(FOTO: Leonardo P. de Moraes).
  21. 21. nais sobre a fauna ornitológica no Estado que ainda careçam de uma do-cumentação apropriada devem ser divulgados (BENCKE, 2001).As aves são fundamentais na manutenção dos mais diferentes e-cossistemas, onde desempenham importantes funções ecológicas agindoativamente sobre o ambiente e teias alimentares em que se encontram.Algumas das funções mais importantes desempenhadas no ambien-te consistem na dispersão de sementes, polinização de plantas (beija-flores) e auxilio no controle da população de insetos e de pequenos verte-brados (SICK, 1984; 1997; ANDRADE, 1997; BENCKE et al., 2003; REINERTet al., 2004; ARES, 2007).Os organismos móveis possuem uma ampla margem de controlesobre o ambiente em que vivem; eles podem sair de um ambiente letal oudesfavorável e buscar ativamente outro (BEGON, 2007). Essa facilidadedas aves, dada pela característica do voo, possibilitam que localizem sufi-ciente disponibilidade de recursos alimentares e abrigo (Andrade, 1997),realizando pequenas ou grandes migrações na busca de ambientes maisfavoráveis.Figura 04. Turdus rufiventris (Sabiá-laranjeira) capturado emrede de neblina em área campestre, próximo a pomares (FOTO:Leonardo P. de Moraes).
  22. 22. Figura 05. Turdus amaurochalinus (Sabiá-poca) capturado emrede de neblina (FOTO: Luciano M. de Mello).Neste sentido, as aves constituem um dos grupos faunísticos maisimportantes em termos de bioindicação da qualidade ambiental, devido àfacilidade de obtenção de dados em pesquisa de campo, permitindo-seobter diagnósticos precisos em curto espaço de tempo (RAMOS, 1997). Noentanto, a simples presença ou a ausência dessas espécies já é indicativade conservação ou degradação de uma determinada área (Reinert et al.,2004) embora dados complementares devam ser reunidos à estas conclu-sões a fim de estabelecer a bioindicação.A realização de estudos em levantamentos e inventários da avifaunapode indicar a qualidade de um ambiente como seu nível de perturbaçãoecológica, permitindo a identificação dos locais em que deve ser realiza-dos planejamentos e ações de intervenção no manejo e conservação deecossistemas.Novos registros de uma espécie podem representar indícios da ex-pansão geográfica ativa de uma população, possivelmente motivada poralterações em seus hábitats originais, bem como o desaparecimento deespécies anteriormente descritas.Neste contexto julga-se importante a realização de inventários or-nitológicos de campo (SEIXAS et al., 2010).
  23. 23. METODOLOGIAFoi realizado um levantamento qualitativo, de acordo em Develey(2006), da avifauna em uma área com cerca de 30 hectares (divididos en-tre áreas florestadas e campestres), no Município de Barra do Ribeiro,região central do Rio grande do Sul (30º16’48.8”S 51°18’12.1”W), inseridano Bioma Pampa (IBGE, 2004).No período de julho de 2011 à março de 2012, foram realizadas 8expedições a campo na região, cada uma com dois dias, realizando-setransectos para o registro da avifauna com auxilio de binóculos (8x40;10x50) para realizar varreduras em observações em curtas e longas dis-tâncias. Em alguns trechos aleatórios nas proximidades de ambientes flo-restais e aquáticos foram realizados pontos de escuta na primeira hora damanhã e ao anoitecer.Utilizou-se ainda redes de neblina (12 e 7x3m), para a captura eidentificação de espécies e registro fotográfico. As redes foram instaladasao amanhecer, e mantidas até o fim da tarde, sendo revisadas em interva-los de 30 minutos. Também foi utilizada a técnica do playbacks em perío-do diurno e noturno, a fim de atrair algumas espécies que dificilmente sãoobservadas diretamente. Para aplicar a técnica de playback foram utiliza-dos aparelhos (Gravador/Olympus-WS-700M) para a reprodução das voca-lizações de aves, de acervo particular dos pesquisadores, e amplificadorportátil para reproduzir o som.Develey (2006) comenta que o levantamento qualitativo tem porfinalidade conhecer a riqueza da comunidade encontrada em uma deter-minada área (RAP), compilando esforços, em caminhadas a pé, transectos,pontos de escuta, utilizando redes de captura e uso de playbacks, ressul-tando em uma excelente metodologia para adquirir uma listagem de avesda área em estudo.Para a identificação e comparação das espécies registradas foramseguidos os guias de campo: Narosky & Yzurieta (2003) e Perlo (2009).
  24. 24. RESULTADOS E DISCUSSÕESForam registras 82 espécies (Tabela 1), em 196 horas de esforçoamostral. A família mais representativa foi a Tyrannidae, seguida deThraupidae. Para nomenclatura das espécies seguiu a versão mais atualda lista de aves do Brasil (CBRO, 2011).As aves foram agrupadas por hábitos alimentares, baseando-seem dados obtidos em Sick (1984, 1997); Rodriges et al., (2005) e Schereret al. (2010), considerando as seguintes guildas6: carnívoros; frugívoros(alimentação baseada em frutos); granívoros (alimentação baseada emsementes); nectarívoros: utilizam o néctar como base em sua dieta ali-mentar; piscívoros (alimentação baseada em peixes); onívoros: sua dieta ébaseada em frutos, artrópodes e pequenos vertebrados, sendo assim con-sideradas as espécies cuja alimentação é composta por mais de uma guil-da alimentar. Insetívoros alimentam-se de insetos e necrófagos alimen-tam-se de carcaças de animais em decomposição.6Guildas são grupos de organismos reunidos pela função que desempenham no controlede outras populações.Figura 07. Bubo virginianus(Jacurutu), em mata de galeria, orlado Guaíba (FOTO: Luiz L. C. Corrêa).Figura 06. Saltador similis (Trinca-ferro-verdadeiro) em mata de galeria, orla doGuaíba (FOTO: Leonardo P. de Moraes).em
  25. 25. Devido a localização e diversidade de ecossitesmas da região (am-bientes campestres, áquaticos e florestais), estes dispõe de diversificadasfontes alimentares para aves, beneficiando àquelas espécies que caracte-rizam-se pela dieta alimentar insetívora e onívora, sendo as primeiras asmais representativas na região (Gráfico 01 e 02).Gráfico 1: Distribuição do número de espécies de aves regis-tradas por guildas alimentares.051015202530Figura 08. Basileuterus culicivorus(Pula-pula-assobioador) em mata degaleria, orla do Guaíba (FOTO :Luciano M. De Mello).Figura 09. Lanio cucullatus (Tico-tico-rei) emmata de galeria, na orla do Guaíba (FOTO:Pâmela S. D. Quadros).
  26. 26. Gráfico 2: Distribuição percentual das espécies de aves regis-tradas por guildas alimentares.As espécies registradas no estudo já eram esperadas para a regiãode acordo com consulta bibliográfica em Belton (1994), ressaltando-setambém que não houve nesta primeira fase registro de nenhuma espécieque amplia sua distribuição ou novo registro quando consultado Belton(1994); Bencke (2001) e Bencke et al. (2010).Figuras 10 e 11. Fezes de aves contendo diversos tipos de sementes de espécies nativas,em postes de cercas, demonstrando a importante participação das aves silvestres nadispersão de espécies vegetais (FOTOS: Luciano M. de Mello).Deve-se ressaltar que a região possui ainda um grau de fragmen-tação que merece atenção, dada pela ocupação humana, indicando a ne-34%32%13%7%5%5%3%1%InsetívorosOnívorosGranívorosFrugívorosPiscívorosCarnívorosNecrófagosNectatívoro
  27. 27. cessidade de um plano de recuperação e manejo a fim de garantir e esta-bilidade destes ambientes.Sobre locais de encontros dos espécimes foram caraterizados daseguinte forma os registros: Campo: refere-se a ave registrada em ambi-ente campestre, pousada ou em voo livre; Florestal: o registro em ambien-tes provenientes de mata nativa (ciliar) e Área úmida: registro em ambien-te aquático.Não foram registradas espécies ameaçadas na área de estudo,comparando com Bencke et al. (2003).Figura 14. Ortalis guttata (Aracuã) em matade galeria, Arroio Ribeiro (FOTO: Luciano M.de Mello).Figura 12. Pipraeidea bonariensis(Sanhaço-papa-laranja) em mata de gale-ria, Arroio Capivaras (FOTO: Leonardo P.de Moraes).Figura 13. Columbina picui (Picui) em matade galeria, orla do Guaíba (FOTO: LeonardoP. de Moraes).Figura 15. Thraupis sayaca (Sanhaço-cinzento) em mata de galeria, orla doGuaíba (FOTO: Leonardo P. de Moraes).
  28. 28. Tabela 1. Lista da diversidade de aves silvestres em Barra do Ribeiro, RS(período de Jul 2011 a Mar 2012).Ordem/Família/espécie Nome-ComumGuildaAlimentarAmbiente deregistroTINAMIFORMESTINAMIDAENothura maculosa Codorna-amarela Onívoro CampoANSERIFORMESANHIMIDAEChauna torquata Tachã Onívoro Área úmidaANATIDAEAmazonetta brasiliensis Pé-vermelho Onívoro Área úmidaFigura 18. Ardea alba (Garça-branca-grande)sobre vegetação aquática. Arroio Capivaras.FOTO: Luciano M. de Mello).Figura 16. Hydropsalis torquata(Bacurau) em área campestre próximo acasas (FOTO: Luiz L. C. Corrêa).Figura 17. Pitangus sulfuratus (Bem-te-vi)em mata de galeria, foz do Arroio Ribeiro(FOTO: Leonardo P. de Moraes).Figura 19. Tigrisoma lineatum(Socó-boi) sobre vegetação aquá-tica, Arroio Ribeiro (FOTO: Lucia-no M. de Mello).
  29. 29. GALLIFORMESCRACIDAEOrtalis guttata Aracuã Frugívoro FlorestalSULIFORMESHALACROCORACIDAEPhalacrocorax brasilianus Biguá Piscívoro Área úmidaPELECANIFORMESARDEIDAETigrisoma lineatum Socó-boi-verdadeiro Piscívoro Área úmidaArdea cocoi Socó-grande Onívoro Área úmidaArdea alba Garça-branca-grande Onívoro Área úmidaNycticorax nycticorax Savacu Onívoro Área úmidaTHRESKIORNITHIDAEPlegadis chihi Maçarico-preto Onívoro Área úmidaPhimosus infuscatusMaçarico-de-cara-peladaOnívoro Área úmidaCATRARTIFORMESCATHARTIDAECoragyps atratus Urubu-de-cabeça-preta Necrófago CampoCathartes auraUrubu-de-cabeça-vermelhaNecrófago Campo/florestalACCIPITRIFORMESACCIPITRIDAERupornis magnirostris Gavião-Carijó Carnívoro FlorestalFALCONIFORMESFALCONIDAECaracara plancus Caracará Carnívoro CampoFalco sparverius Quiri-quiri Onivoro CampoRALLIDAEAramides cajanea Três-potes Onívoro Área úmidaAramides ypecaha Saracuraçu Onívoro Área úmidaLaterallus melanophaius Pinto-d´água-comum Onívoro Área úmidaCHARADRIFORMESCHARADRIIDAECharadrius collaris Batuíra-de-coleira Insetívoro Área úmidaVanellus chilensis Quero-quero Insetívoro CampoJACANIDAEJacana jacana Jaçanã Onívoro Área úmidaCOLUMBIFORMESCOLUMBIDAEColumbina talpacoti Rolinha-roxa Granívoro Campo/florestalColumbina picui Rolinha-picuí Granívoro Campo/florestalLeptotila verreauxi Juriti-pupu Granívoro FlorestalZenaida auriculata Pomba-de-bando Granívoro Campo/florestalCUCULIFORMESCUCULIDAE
  30. 30. Piaya cayana Alma-de-gato Onívoro FlorestalCrotophaga ani Anu-preto Onívoro CampoTapera naevia Saci Insetívoro FlorestalPISTTACIFORMESPSITTACIDAEMyiopsitta monachus Caturita Frugívoro Campo/florestalCAPRIMULGIFORMESCAPRIMULGIDAEHydropsalis torquata Bacurau Insetívoro CampoSTRIGIFORMESSTRIGIDAEBubo virginianus Jacurutu Carnívoro FlorestalAthene cunicularia Coruja-buraqueira Carnívoro CampoAPODIFORMESAPODIDAEChaetura meridionalisAndorinhão-do-temporalInsetívoro CampoTROCHILIDAEHylocharis chrysura Beija-flor-dourado Nectarívoro FlorestalCORACIFORMESALCEDINIDAEMegaceryle torquataMartim-pescador-grandePiscívoro Área úmidaChloroceryle amazona Martim-pescador-verde Piscívoro Área úmidaPICIFORMESPICIDAEColaptes melanochloros Pica-pau-verde-barrado Insetívoro CampoColaptes campestris Pica-do-campo Insetívoro CampoMelanerpes candidus Pica-pau-branco Insetívoro Campo/florestalPASSERIFORMESTHAMNOPHILIDAEThamnophilus caerulescens Choca-da-mata Insetívoro FlorestalFURNARIIDAEFurnarius rufus João-de-barro Insetívoro Campo/florestalSyndactyla rufosuperciliata Trepador-quiete Insetívoro FlorestalRYNCHOCYCLIDAEPoecilotriccus plumbeiceps Tororó Insetívoro FlorestalPhylloscarthes ventralis Borboletinha-do-mato Insetívoro FlorestalTYRANNIDAESerpophaga subcristata Alegrinho Insetívoro FlorestalCamptostoma obsoletum Irré Insetívoro FlorestalXolmis irruptero Noivinha Insetívoro FlorestalMachetornis rixosa Bem- te-vi-do-gado Insetívoro CampoPitangus sulphuratus Bem-te-vi Onívoro Campo/florestalMegarynchus pitangua Nei-nei Insetívoro FlorestalTyrannus melancholicus Suiriri Insetívoro Campo/florestal
  31. 31. VIREONIDAECyclarhis gujanensis Pitiguari Onívoro FlorestalHIRUNDINIDAEProgne tapera Andorinha-do-campo Insetívoro CampoProgne chalybea Andorinha-grande Insetívoro CampoPygochelidon cyanoleuca Andorinha-pequena Insetívoro CampoTROGLODYTIDAETroglotydes musculus Corruíra Insetívoro Campo/florestalPOLIOPTILIDAEPolioptila dumicolaBalança-rabo-de-máscaraInsetívoroTURDIDAETurdus rufiventris Sabiá-laranjeira Onívoro Campo/florestalTurdus amaurochalinus Sabiá-poca Onívoro FlorestalMIMIDAEMimus saturninus Sabiá-do-campo Onívoro CampoCOEREBIDAECoereba flaveola Cambacica Onívoro FlorestalTHRAUPIDAESaltator similis Trinca-ferro-verdadeiro Onívoro FlorestalLanio cucullatus Tico-tico-rei Frugívoro florestalThraupis sayaca Sanhaçu-cinzento Frugívoro Campo/florestalStephanophorus diadema-tusSanhaçu-frade FlorestalPipraeidea bonariensis Sanhaço-papa-laranja Frugívoro FlorestalParoaria coronata Cardeal Granívoro Campo/florestalEMBERIZIDAEZonotrichia capensis Tico-tico Granívoro Campo/florestalAmmodramus humeralis Tico-tico-do-campo Garnívoro CampoSicalis flaveola Canário-da-terra Granívoro Campo/florestalSporophila caerulescens Coleirinho Granívoro Área úmidaPoospiza nigrorufa Quem-te-vestiu Granívoro FlorestalCARDINALIDAECyanoloxia brissonii Azulão Granívoro FlorestalPARULIDAEParula pitiayumi Mariquita Insetívoro FlorestalGeothlypis aequinoctialis Pia-cobra InsetívoroÁrea úmi-da/florestalBasileuterus culicivorus Pula-pula-assobioador Insetívoro FlorestalICTERIDAEIcterus cayanensis Encontro Onívoro FlorestalChrysomus ruficapillus Garilbadi Insetívoro CampoMolothrus bonariensis Vira-bosta Onívoro CampoAgelaioides badius Asa-de-telha Onívoro Campo/florestalFRINGILLIDAEEuphonia chlorotica Fim-fim Frugívoro Florestal
  32. 32. PASSERIDAEPasser domesticus Pardal Onívoro CampoAgradecimento dos autoresAo Sr Cláudio Wilfing, pela camaradagem e ao Biól. Antônio Hector Bastide Ramos, aoprofissional - pelo apoio às atividades de campo e ao “irmão de ideal”, pela amizade desempre.Referências BibliográficasANDRADE, M. A. D. A Vida das Aves: Introdução à biologia da conserva-ção. Belo Horizonte: Acangaú / Líttera. 1997, 160p.ARES, R. Aves: vida y conduta. 1º ed. Buenos Aires : Vásques Mazzini Edi-tores, 2007. 288p.BEGON, Michel. Ecologia de indivíduos a ecossistemas / Michel Begon,Colin R.Townsend, John L. Harper; tradução Adriano Sanches Melo...[etal.].-4. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. 752p.BELTON, W. Aves do Rio Grande do Sul: Distribuição e biologia. Unisinos,São Leopoldo, Brasil, 1994. 584p.BENCKE, G. A.; FONTANA, C. S.; DIAS, R. A.; MAURICÍO, G. N. & JR MÄHLER,J. K. Aves. Pp. 189–479. (in): FONTANA, C. S. BENCKE, G. A. & REIS, R. E.(eds.). Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Rio Grande doSul. Porto Alegre: Edipucrs, 2003. 632p.BENCKE, G. A. Lista de referência das aves do Rio Grande do Sul. Funda-ção Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil, 2001. 104 p.BENCKE, G. A.; DIAS, R. A.; BUGONI, L.; AGNE, C. E.; FONTANA, C. S.; MAU-RICIO, G. N. & MACHADO, D. B. 2010.Revisão e atualização da lista dasaves do Rio Grande do Sul, Brasil. Iheringia, Sér. Zool. vol.100, no.4, p.519-556.CBRO - Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (2011) Listas das avesdo Brasil. 10ª Edição. Disponível em <http://www.cbro.org.br>. Acessoem: 26/03/2012.
  33. 33. DEVELEY, P. F. Métodos para estudos com aves. Pp. 153-166, (In): Cullen -Júnior, L.; Rudran, R. & Valladares -Padua; (Orgs). Métodos de Estudos emBiologia da Conservação e Manejo da Vida Silvestre. 2ºEd. Curitiba: Uni-versidade Federal do Paraná, 2006. 652p.IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]. Mapa de biomas doBrasil. Primeira aproximação Brasília: IBGE e Ministério do Meio Ambien-te. 2004. 1p.NAROSKY, T. & YZURIETA, D . Guia para La identificacion de lãs Aves deArgentina y Uruguay. 15º ed.: Buenos Aires – Vasquez Mazzini. 2003.348p.PERLO, B. V A. Field Guide to the Birds of Brazil. Oxford UniversityPress,2009. 465p.REINERT, B. L.; BORNSCHEIN, M. R. & BELMONTE, Lopes, R. ConhecendoAves Silvestres Brasileiras. Londrina: GRAFMARKE. 2004, 163p.RODRIGUES, M.; CARRARA, L. P. A.; FARIA L. P. & GOMES, H. B. Aves doParque Nacional da Serra do Cipó: O Vale do Rio Cipó, Minas Gerais, Brasil.Revista Brasileira de Zoologia. 22 (2): p.326-338, 2005.SEIXAS, A. L. D. R; OLIVEIRA, S. V. D.; TRINDADE, A. D. O.; CORRÊA, L. L. C.;SILVA, D. E. & NUNES, A. S. Avifauna do Município de Caçapava, RS, Brasil.Biodiversidade Pampeana, 8, (1):p. 50-61, 2010.BENCKE, G. A.; DIA, R. A.; BUGON, L.; AGNE, C. E.; FONTANA, C. S.; MAURI-CIO, G. N. & MACHADO, D. B. Revisão e atualização da lista das aves do RioGrande do Sul, Brasil. Iheringia, Sér. Zool. vol. 100, no.4, p.519-556, 2010.SCHERER, J. F. M. ; SCHERER, A. L. & PETRY, M. V. Estrutura trófica e ocu-pação de hábitat da avifauna de um parque urbano em Porto Alegre, RioGrande do Sul, Brasil. Biotemas, v. 23, p. 169-180, 2010.SICK, H. Ornitologia brasileira, uma introdução. 3º Ed. Vol. I - II. Brasília:Editora Universidade de Brasília,1984.827p.SICK, H. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. 862 p.
  34. 34. Levantamento preliminar da herpetofaunasilvestre de Barra do RibeiroLuciano Moura de Mello 7Daiane Maria Melo Pazinato 8A herpetofauna compreende osanfíbios e répteis, esses animaisestão amplamente distribuídos,ocupando variados habitats. Osanfíbios foram os primeiros verte-brados a se adaptarem ao ambien-te terrestre, mas os répteis obtive-ram maior sucesso adaptativo emambientes secos, sendo encontrados inclusive em regiões áridas.Neste capítulo apresentamos uma lista preliminar da herpetofaunaencontrada no Município de Barra do Ribeiro, Rio Grande do Sul. As amostra-gens foram realizadas no período de julho de 2011 a março de 2012. A meto-dologia utilizada foi o método qualitativo buscando usar para registro dasespécies o encontro direto. Foram registradas oito espécies de répteis per-tencentes a duas ordens: Squamata e Testudines, distribuídas em cinco famí-lias (Gekkonidae, Teiidae, Colubridae, Chelidae e Emydidae) e seis espécies deanfíbios anuros pertencentes a três famílias (Hylidae, Leiuperidae e Leptodac-tylidae).Os répteis ocorrem em vários continentes e condições climáticas re-lativamente variadas, exceto nos pólos, são diversificados e abundantes(HICKMAN Jr; ROBERTS; LARSON, 2003; GARCIA; VINCIPROVA, 2003). Fo-ram os primeiros vertebrados adaptados a vida em ambientes secos gra-ças à pele espessa e escamosa, com poucas glândulas cutâneas que redu-zem a perda de água (QUINTELA; LOEBMANN, 2009). A principal adapta-ção foi o desenvolvimento do ovo com casca, pois libertou os répteis doambiente aquático, originando um processo de desenvolvimento inde-7Biólogo, MSc., Doutorando, FAEM/UFPEL. Email: luciano_moura_biologia@yahoo.com.br8Bióloga, Ativista, ONG Interação de trabalhos Ambientais - ITA, Caçapava do Sul, RS.Email: da.paz.melo@hotmail.comCapítulo3
  35. 35. pendente da água ou de ambientes terrestres muito úmidos (HICKMAN Jr;ROBERTS; LARSON, 2003).Os répteis foram mais eficientes na conquista terrestre do que osanfíbios, pois estes continuam dependendo do ambiente aquático para areprodução (BERNARDE; MACHADO, 2006; LOEBMANN, 2005). A ecto-termia é uma característica destes dois grupos, a temperatura corpórea ésemelhante a do meio ambiente, oscilando com a mesma (LEMA, 2002).O Brasil possui uma rica biodiversidade, ocupa a segunda colocaçãona relação de países com maior riqueza de espécies de répteis. No casodos anfíbios, o Brasil é o país com a maior riqueza de espécies, estandoesta classe representada por aproximadamente 946 espécies, distribuídasem três ordens: Anura (rãs, sapos e pererecas), Caudata (salamandras) eGymnophionas (cobras-cegas) (LOEBMANN, 2005; SBH, 2012). Para o RioGrande do Sul são conhecidas cerca de 95 espécies de anfíbios, sendo 93anuros e duas cobras-cegas (BORGES-MARTINS et al.; 2007).No Brasil a classe Reptilia é representada por três ordens: Testudi-nes (cágados, jabutis e tartarugas), Squamata (anfisbênias, cobras e lagar-tos) e Crocodylia (crocodilos e jacarés) (SBH, 2012). De acordo com Benckeet. al. (2009) são registradas 126 espécies de répteis para o nosso Estado.Os anfíbios da ordem Anura são muito bem adaptados e geralmen-te estão entre os vertebrados mais abundantes e presentes em maiornúmero de habitats, perdendo somente para aves e morcegos em númerode espécies (LIMA et al., 2006).A identificação das espécies de anfíbios revela dados decisivos parao sucesso das ações que buscam conservar a biodiversidade (DEIQUES etal., 2007; HEYER et al., 1994). A fragilidade dos anfíbios diante das condi-ções adversas, naturais e antrópicas, a sua importância como indicadoresbiológicos de qualidade ambiental tornam extremamente importante oestudo desses animais (LOEBMANN, 2005). A extinção de espécies confi-gura-se como um dos problemas ambientais mais dramáticos da atualida-de (MARQUES et al., 2002).As causas da extinção dos répteis estão relacionadas principalmenteà destruição dos habitats explorados por estes e a aversão que o homempossui aos répteis também contribui para o declínio das populações (LE-MA, 2002; DI-BERNARDO, 2003; BORGES-MARTINS, 2007; OLIVEIRA, 2003;QUINTELA, 2009; LOEBMANN, 2009).
  36. 36. Figura 01: Chironius sp. capturada nacopa de um Maricá (Mimosa bimucro-nata), à margem do Arroio Capivaras,em agosto de 2011.Existe uma evidente falta de informações sobre a biologia, distribui-ção e conservação da herpetofauna brasileira que pode ser mitigada atra-vés de inventários e monitoramento da fauna (DIXO, 2006).Os anuros e répteis são extremamente importantes nas cadeiasalimentares, realizando controle biológico e encontram-se cada vez maisameaçados, o conhecimento a cerca destes animais é fundamental paraidentificarmos as causas que os ameaçam e estabelecer prioridades deação para a preservação.METODOLOGIAForam realizadas saídas a campo no período de julho de 2011 amarço de 2012, para a amostragem da fauna reptiliana e anura do Muni-cípio de Barra do Ribeiro, região central do Rio grande do Sul(30º16’48.8”S 51°18’12.1”W).A metodologia utilizada foi o método qualitativo buscando usarpara registro das espécies o encontro direto, as buscas se deram em am-bientes campestres, florestais (florestas de galeria), aquáticos e úmidos. Aregião apresenta áreas naturais bem preservadas com matas nativas naszonas ciliares, mas também possui locais antropizados com grandes áreasdestinadas à produção agrícola.02 03Figura 02: Teius oculatus (Teju-verde) foto-grafado em clareira na mata da orla do Guaí-ba (FOTOS: Luciano Moura de Mello).0201
  37. 37. Figura 03 e 04: Dendropsophus minutus (FOTO: Luiz L. C. Corrêa) e Leptodactylus gracilis(FOTO: Luciano Moura de Mello).Os exemplares encontrados foram fotografados e soltos no ambi-ente. Os trabalhos de campo foram realizados em seis ocasiões, os horá-rios de busca foram variados, ocorrendo a partir das 06 horas, estenden-do-se até o crepúsculo, cada saída teve a duração aproximada de 12 ho-ras, totalizando 144 horas de esforço amostral.Durante as saídas a campo foram utilizados equipamentos de se-gurança como calças de tecido grosso, botas compridas, luvas de couro egancho para manejo de serpentes a fim de evitar acidentes ofídicos. Fo-ram realizadas observações em locais com troncos caídos, embaixo depedras, nas proximidades de vegetação aquática, nas áreas campestres oucom características similares. No caso dos anuros as observações foramrealizadas em corpos de água utilizando a procura visual ativa e auditiva etambém nas áreas anteriormente citadas.Figura 05 e 06: Physalaemus sp. e Scinax sp. (FOTO: Luciano Moura de Mello).06050403
  38. 38. Um total de 14 espécies (Tabela 1) foram identificadas na área,seis anfíbios e oito répteis. A nomenclatura das espécies seguiu a classifi-cação da Sociedade Brasileira de Herpetogia.Figura 06 e 07: Ovos em ninhos de quelônio nas margens do Guaíba.Figura 09: artefato de madeira (com quase 1m) com anzol, localizadonas margens do Arroio Capivaras e utilizado por caçadores locais paraa captura de jacarés. O artefato é iscado com carne ou peixe e amar-rado por uma corda a árvore nas margens do arroio: o animal é “fis-gado” e trazido à terra, onde é abatido. Estes animais, no entanto,não foram encontrados pelas equipes de trabalho na área.Figura 10: Tupinambismerianae (Lagarto-de-papo-amarelo) registradoem armadilha fotográfica.(FOTOS: Luciano Mourade Mello).Tabela 1. Lista das espécies de anfíbios e répteis registradas no Municípiode Barra do Ribeiro, RS.Ordem/ Família/ Espécie Nome comumANURAHylidaeDendropsophus minutus (Peters, 1872) Perereca-rajadaScinax sp. PererecaLeiuperidaePhysalaemus sp. Rã07 080910
  39. 39. LeptodactylidaeLeptodactylus fuscus (Schneider, 1799) Rã-assobiadoraLeptodactylus gracilis (Duméril & Bibron, 1841) Rã-listradaLeptodactylus latrans (Steffen, 1815) Rã-manteigaSQUAMATAGekkonidaeHemidactylus mabouia (Moreau de Jonnès, 1818) Lagartixa-das-casasTeiidaeTeius oculatus (D’Orbigny & Bibron, 1837) Teju-verdeTupinambis merianae (Duméril & Bibron, 1839) Lagarto-do-papo-mareloColubridaeChironius sp. Caninana-verdeThamnodynastes hypoconia (Cope, 1860) Corredeira-carenadaXenodon sp. BoipevaTESTUDINESChelidaePhrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835) Cágado-de-barbelasEmydidaeTrachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835) Tartaruga-tigre-dáguaFigura 11: Thamnodynastes hypoconia (Corre-deira-carenada) (FOTO: Luciano Moura deMello)Agradecimento dos autoresOs autores agradecem à Dra. Lize HelenaCappellari (URCAMP) pelo auxílio nasidentificações, ao Biól. Luiz Liberato Costa Corrêa pela cedência de imagens obti-das a campo e que ilustram este capítulo e ao Acadêmico de Ciências Biológicas(URCAMP) Éderson França de Machado, pelo apoio às atividades de campo.Referências BibliográficasBENCKE, G. A. et al. Composição e padrões de distribuição da fauna detetrápodes recentes do Rio Grande do Sul, Brasil. In: RIBEIRO, A. M.;BAUERMANN, S. G.; SCHERER, C. S. (Org.). Quaternário do Rio Grande doSul: integrando conhecimentos. 1 ed. Porto Alegre: SBP, 2009. p. 123-142.
  40. 40. BERNARDE, P. S.; MACHADO, R. A. Répteis Squamata do Parque EstadualMata dos Godoy. In: TOREZAN, J. M. D. (Org.) Ecologia do Parque EstadualMata dos Godoy. Londrina: ITEDES, 2006. p. 114-120.BORGES-MARTINS, M. et al. Anfíbios. In: BECKER; F. G. RAMOS; R. A.MOURA A; L. A. (Org.). Biodiversidade: Regiões da Lagoa do Casamento edos Butiazais de Tapes, planície costeira do Rio Grande do Sul. Ministériodo Meio Ambiente e Fundação Zoobotânica, Brasil, 2007. p.276-291.DI-BERNARDO, M.; BORGES-MARTINS, M.; OLIVEIRA, R. B. In: FONTANA, C.S.; BENCKE, G. A.; REIS, R. E. (eds.) Livro Vermelho da Fauna Ameaçada deExtinção no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Edipucrs, 2003. p.165-188.DEIQUES, C. H. et al. Anfíbios e Répteis do Parque Nacional de Aparadosda Serra, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Brasil. Pelotas: USEB, 2007.120p.DIXO, M.; VERDADE, V. K. Herpetofauna de serrapilheira da Reserva Flo-restal de Morro Grande, Cotia (SP). Biota Neotropica. São Paulo, v. 6, n. 2,2006.GARCIA, P. C. A.; VINCIPROVA, G. In: FONTANA, C. S.; BENCKE, G. A.; REIS,R. E. (eds.). Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Rio Gran-de do Sul. Porto Alegre: Edipucrs, 2003. p.147-164.HEYER, W. R. et al. Measuring ands monitoring biological diversity. Stand-ard methods for Amphibians. Smithsonian Institution Press. Washington,1994.HICKMAN JR, C. P.; ROBERTS, L. S.; LARSON, A. Princípios integrados dezoologia. 11 ed. Rio de Janeiro: Guanabara koogan S. A, 2003. 846 p.LEMA, T. de. Os répteis do Rio Grande do Sul: atuais e fósseis, biogeogra-fia e ofidismo. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002. 264p.LIMA, A. P. et al. Guia dos sapos da Reserva Adolpho Ducke - AmazôniaCentral. Manaus: Editora Áttema, 2006. 168p.LOEBMANN, D. Os Anfíbios da Região Costeira do Extremo Sul do Brasil:Guia Ilustrado. Pelotas: USEB, 2005. 76p.
  41. 41. MARQUES, A. A. B. et al. Lista de Referência da Fauna Ameaçada de Ex-tinção no Rio Grande do Sul. Decreto no 41.672, de 11 junho de 2002.Porto Alegre: FZB/MCT–PUCRS/PANGEA, 2002. 52p.QUINTELA, F. M.; LOEBMANN, D. Os répteis da região costeira do extre-mo Sul do Brasil: Guia ilust. Pelotas: USEB, 2009. 84 p.SOCIEDADE BRASILEIRA DE HERPETOLOGIA (SBH).Lista brasileira de Anfíbios e Répteis. Disponível em:<http://www.sbherpetologia.org.br/?page_id=609> Acesso em:30 de abril de 2012.
  42. 42. Levantamento da diversidade de mamíferossilvestres em Barra do RibeiroVinícius Braga Comaretto 9Luciano Moura de Mello 10Darliane Evangelho Silva 11Mamíferos são animais de sanguequente, vertebrados, podendo vari-ar em tamanhos e hábitos, possu-em o corpo coberto por pelos, fê-meas com glândulas mamárias e agrande maioria com hábitos notur-nos (FREITAS & SILVA,2005; REIS etal., 2006; ACHAVAL et al., 2007;CARVALHO-JR & LUZ, 2008; CULLENet al., 2009). Seus representantes são quadrúpedes, embora existam vari-ações anatômicas e fisiológicas entre as espécies, que possibilitam a vidatanto em meio terrestre, aéreo e aquático (SILVA, 1994; FREITAS & SIL-VA,2005).O Brasil é considerado um país megadiverso, ou seja, é um dosmais ricos em números de espécies no mundo (CARVALHO-JR & LUZ,2008). Atualmente são registradas aproximadamente 5.418 espécies demamíferos no mundo (WILSON & REEDER, 2005). De acordo com Paglia etal. (2012) no território brasileiro são registradas 701 espécies distribuídosem 50 Famílias e 12 Ordens. Estes números indicam o Brasil como possui-dor da maior riqueza de mamíferos de toda a região neotropical (CARVA-LHO-JR & LUZ, 2008).Estudos relacionados com a mastofauna são extremamente im-portantes, pois contribuem significativamente para o conhecimento des-sas espécies, além do fato dos mamíferos possuírem uma importante fun-9Biólogo, Email: asp.braga@hotmail.com10Biólogo, MSc., Doutorando (FAEM/UFPEL).Email: luciano_moura_biologia@yahoo.com.br.11Bióloga, Mestranda em Ambiente e Desenvolvimento, UNIVATES.Email: ds_evangelho@yahoo.com.brCapítulo4
  43. 43. ção ecológica por manterem o equilíbrio de uma floresta (ALMEIDA et al.,2008). Neste contexto, a constante ameaça à fauna e flora brasileira estárelacionada aos severos desmatamentos que ocorrem diariamente emtodo o território nacional. Diante deste fato, visualiza-se um crescentefracionamento das florestas, ocasionando a perda de hábitat, o isolamen-to populacional local e a restrição do tamanho populacional destes ani-mais, principalmente os mamíferos de médio e grande porte, que além desofrerem com a caça, necessitam de áreas demográficas maiores para seudesenvolvimento (WILCOX & MURPHY 1985; SHAFER, 1990; SAUNDERS etal., 1991). No entanto, em contra partida, sofrem uma crescente ameaça àsua existência, o que mostra a necessidade de maiores estudos sobre ogrupo, não somente para a preservação dessas espécies, mas do ecossis-tema como um todo (ALMEIDA et al., 2008).Algumas espécies estão associadas a um impacto negativo ou ad-verso ao ambiente. Elas podem causar danos para o homem, uma vez quemuitas delas podem alimentar-se da lavoura ou até mesmo de algunsanimais domésticos ou de criação (CARVALHO-JR & LUZ, 2008).A presença de animais de dieta diversificada e generalista, como,por exemplo, os Graxains (Pseudalopex gymnocercus) e os Gambás (Didel-phis albiventris) normalmente são indesejados mesmo com todas as con-tribuições ecológicas que prestam ao homem. No entanto, ações de ma-nejo, além de cuidados simples, em geral, anulam totalmente os efeitosnegativos que estes mamíferos silvestres possam ter sobre animais criadospelo homem.Porém, é importante ressaltar que muitas dessas situações sãocausadas pela alteração intensa do ambiente natural desses animais numadeterminada região (CARVALHO-JR & LUZ, 2008).A fauna mastozoológica do Rio Grande do Sul é muito expressiva,graças à sua privilegiada posição fisiográfica (SILVA, 1994).Segundo dados obtidos em Santos et al. (2008), ocorrem mais de150 espécies no Estado do Rio Grande do Sul, sendo que destas, 33 encon-tram-se em ameaça no Estado (Fontana et al., 2003), sendo o Pampa, obioma brasileiro com terceiro maior número de espécies de mamíferosameaçadas (13%) do país (COSTA et al., 2005).O bioma Pampa tem sido profundamente modificado pelas ativi-dades humanas (pastoreio excessivo, queimadas, invasão de espécies exó-
  44. 44. ticas e conversão em áreas agriculturáveis), restando muitas vezes apenaspequenos remanescentes em uma paisagem predominantemente agrícolae modificada (PORTO, 2002; BENCKE, 2003).Avaliar os impactos das diferentes formas de uso da terra sobre abiodiversidade é fundamental para entendermos e desenvolvermos asmelhores formas de utilização dos recursos naturais, conciliando assim odesenvolvimento socioeconômico com a conservação da natureza (CAR-VALHO-JR & LUZ, 2008).METODOLOGIAPara a coleta de dados de fauna foi utilizado neste projeto a me-todologia do Programa de Avaliação Rápida. Para os mamíferos a pesquisaprevê identificação das espécies voadoras e não voadores.Para isso, foram utilizadas redes de neblina de 7-12mx2,5m para acoleta de morcegos (Quiroptera), e buscas ativas, armadilhas fotográficase outros meios para os outros grupos de mamíferos.Foram utilizadas duas armadi-lhas fotográficas digitais (Figura 01)BUSHNELL (ZT820) de 2,1 megapixelcom sensor infravermelho (motion-activated).A nomenclatura taxonômicadas espécies, foi seguido de acordo emReis et al. (2006).Figura 01. Armadilha fotográfica armada emcaule de Palmeira-rio-grandense (Syagrus ro-manzoffiana) numa trilha da floresta de ciliar,foz do Arroio Ribeiro (Foto: Luciano M. de Mel-lo).As amostragens a campo foram realizadas entre os meses de ju-nho de 2011 a março de 2012, no qual seis expedições de campo foramrealizadas, cada uma com cerca de 12 horas de buscas ativas, totalizando72h de esforço amostral entre armadilha fotográfica e procura visual eindireta.
  45. 45. O estudo teve objetivo de inventariar a mastofauna da região Bar-ra Ribeiro, tanto quanto determinar o uso de áreas e a dispersão dos ma-míferos locais.RESULTADOS E DISCUSSÕESAtravés dos métodos utilizados foram registradas 13 espécies dis-tribuídas em 11 Famílias (Tabela 1).Foram registradas 3 espécies ameaçadas no Estado de acordo emFontana et al. (2003), são elas : Lontra (Lontra longicaudis), Gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) e Coati (Nasua nasua).DESCRIÇÃO DAS ESPÉCIES IDENTIFICADAS NO ESTUDOGambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris), é uma espécie de portemédio, comum em áreas urbanas e rurais (Figura 02). Possui hábitos no-turnos e crepusculares, de alimentação onívora, podendo até alimentar-sede aves domésticas, onde chega a causar prejuízos em certas ocasiões.Figura 02. Gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris), (a) em armadilha modelogaiola (Tomahawk), e (b) fotografado por armadilha fotográfica (FOTO: Luiz L. C.Corrêa).Os Gambás conseguem trepar e andar sobre as árvores com muitafacilidade, graças a adaptações dos pés e mãos, sua cauda preênsil ajudana sua locomoção sobre troncos e galhos. Quando atacados, para se de-fender exalam um odor forte e pouco agradável ao olfato (SILVA, 1994;MASSOIA et al., 2002; MAMEDE & ALHO, 2008).a b
  46. 46. Tabela 1: Lista de espécies de mamíferos silvestres registradas entre junhode 2011 e março de 2012, em Barra do Ribeiro, RS.(Legenda dos ambientes (AMB): FO: Floresta da orla do Guaíba, FG: Florestas degaleria (arroios), AC: áreas campestres, AA: ambientes úmidos ou aquáticos)Ordem FamíliaNomeCientíficoNomePopularAMBDidelphimorphia DidelphidaeDidelphisalbiventrisGambá-de-orelha-brancaFO, FG,ACXenarthra DasypodidaeDasypusnovemcinctusTatu-galinha AC, FGChiroptera Vespertilionidae Eptesicus sp. Morcego AC, FGCarnivoraCanidaePseudalopexgymnocercusGraxaim-do-campoFO, FG,ACCerdocyon thousGraxaim-do-matoFGProcyonidaeProcyoncancrivorusMão-peladaFO, FG,AC, AANasua Nasua Coati FO, FGMustelidaeConepatuschingaZorrilho ACLontralongicaudisLontra AAFelidaeLeopardus geo-ffroyiGato-do-mato-grandeFO, FGRodentiaHydrochaeridaeHydrochaerishydrochoerusCapivara AAMyocastoridaeMyocastorcoypusRatão-do-banhadoAACaviidae Cavia aperea Preá ACLagomorpha Leporidae Lepus europaeusLebre-européiaACTatu-galinha (Dasypus novemcinctus), possui uma carapaça, alta e curva(Figura 03), é formada por oito a nove cintas móveis localizada na porçãomediana da carapaça. Não tem pelos no dorso, e a cabeça é pequena ecomprida com focinho comprido e estreito com orelhas grandes, finas emuito próximas entre si. Sua coloração geral é marrom escura no dorso,sendo lateralmente mais amarelada.
  47. 47. Possui membros curtos com cinco dedos nos membros posteriorese quatro nos anteriores onde os dois dedos médios são grandes, a caudacomprida, cônica, apresenta a ponta fina que é envolvida por anéis cór-neos bem distintos. É um tatu bastante comum, vive em vários tipos deformação vegetais, tem hábito noturno, mas pode ser encontrado duranteo dia, sua alimentação é composta por insetos, raízes de plantas, peque-nos invertebrados e eventualmente frutos.Figura 03. (a) Tatu-galinha (D. novemcintus), fotografado por armadilha foto-gráfica; (b) pegadas de tatu-galinha (Fotos: Luiz. L. C. Corrêa).A audição e visão são pouco desenvolvidas, mas possui olfato mui-to apurado. O período de gestação é de 150 a 240 dias, onde a fêmeaconstrói um ninho de folhas e palhas secas, no fundo da toca de moradia(SILVA, 1994; MAMEDE & ALHO, 2008). É uma espécie muito procuradapor caçadores que apreciam sua carne (FREITAS & SILVA, 2005).Morcego (Eptesicus sp), é uma espécie de hábitos noturnos, onde alimen-ta-se de insetos (Figura 04). Pode ser encontrado em sótãos, ocos de árvo-res e furnas (SILVA, 1994).a ba b
  48. 48. Figura 04. Morcego (Eptesicus sp.), (a) e (b) capturado em dezembro de 2011 emrede de neblina próximo a construções humanas iluminadas (Foto: Débora T. B.Motta).Graxaim-do-mato (Cerdocyon thous), sua coloração é acinzentada, com asextremidades dos membros anteriores e posteriores com coloração negra(Figura 05).Figura 05. Graxaim-do-mato (C. thous), (a) fotografado em Praia da Ponta do Salgado,em Julho de 2011 (Foto: Luciano M. de Mello); (b) animal jovem registrado em armadilhafotográfica (Foto: Luiz L. C. Corrêa).Espécie de hábitos geralmente noturno, com alimentação bastantediversificada: frutos, insetos, anfíbios, crustáceos, pequenos lagartos, avese pequenos mamíferos. Vive preferencialmente em áreas florestais, po-dendo ser avista em áreas abertas e úmidas no período diurno, mas sem-pre nas proximidades de áreas florestais (MAMEDE & ALHO, 2008).De acordo em Silva (1994), acredita-se que alguns indivíduos apren-dam de forma oportunística a comer galinhas ou atacar ovelhas, causandoalgum prejuízo ao homem quando seus animais de criação não são ade-quadamente manejados. No entanto, estudos realizados na Argentina queaba ba b
  49. 49. avaliaram o conteúdo estomacal destes canídeos comprovam que muitosanimais carregam a fama de matadores de galinhas ou ovelhas após locali-zarem e alimentarem-se de ovelhas e outros animais mortos. É um doscarnívoro mais comuns em atropelamentos em estradas e rodovias (MA-MEDE & ALHO, 2008).Graxaim-do-campo (Pseudalopex gymnocercus), canídeo de pequenoporte medindo cerca de 50 cm de comprimento e 30 cm de cauda, suacoloração geral é cinza amarelada (Figura 06), com tendência para mar-rom ferrugíneo no alto da cabeça.As patas são branco-amareladas, possuem orelhas grandes, de corclara, focinho afilado na extremidade, sendo uma espécie típica dos pam-pas. É encontrado em regiões abertas, como campos e capoeiras de ma-tas. Tem hábitos noturnos e crepusculares, com alimentação onívora e dehábito solitário, mas podem ser vistos no período de reprodução em ca-sais (SILVA, 1994; MAMEDE & ALBO, 2008).Figura 06. Graxaim-do-campo (P. gymnocercus), fotografado em área campestre (FOTOS:Luiz L. C. Corrêa). Observa-se as diferenças entre os canídeos que facilitam a sua identifi-cação a campo: coloração geral, colocação de patas e cauda.Mão-pelada (Procyon cancrivorus), apresenta pelos curtos de coloraçãogeral cinza-escuro no dorso (Figura 07), podendo ser facilmente identifica-do pela máscara preta que desce dos olhos à base da mandíbula, pelosvários anéis escuros na cauda e a maior altura dos membros posteriores.As patas anteriores são desprovidas de pelos, o que deu origem ao nomecomum “mão-pelada”. Os dedos são finos e longos, sendo uma espécie
  50. 50. que habita locais com vegetação cerrada e alta, nas proximidades de rios,riachos, banhados e lagos.Durante o dia fica em ocos de árvores, sob grandes raízes ou em to-cas, conseguindo com facilidade trepar em árvores quando perseguido.O Mão-pelada é um animal de tem hábito noturno, com alimenta-ção bem variada, desde matéria vegetal à animal, em especial aquáticos,ao se alimentar apoia-se sobre os membros posteriores manuseando oalimento com a “mão”, geralmente a fêmea tem de dois a quatro filhotes(SILVA, 1994; ACHAVAL et al., 2007; MAMEDE & ALHO, 2008).Figura 07. (a) Mão-pelada (P. cancrivorus), em armadilha fotográfica (FOTO: Luiz L. C.Corrêa); (b) pegada de Mão-pelada (FOTO: Stefan Vilges de Oliveira).Coati (Nasua nasua), são animais de cores variadas que vão do marrom-avermelhado ao cinza-escuro no dorso (Figura 08), sendo o peito amarela-do. A cauda do Coati é longa e com listras tranversais pretas ou marromescuras. Vivem geralmente em grupo em florestas, com hábitos noturnose diurnos. Alimenta-se de frutos, insetos, vermes, ovos e pequenos verte-brados. Locomovem-se tanto no solo com em árvores (SILVA, 1994; FREI-TAS & SILVA, 2005; MAMEDE & ALHO, 2008).É uma espécie ameaçada de extinção no Estado, estando classifi-cado na caterogia “vulnerável” (FONTANA et al., 2003), sendo que as prin-cipais causas de seu declínio estão associadas a caça predatória para co-mercialização de sua pele e a fragmentação de florestas (MAMEDE &ALHO, 2008).a b
  51. 51. Figura 08. Coati (N.nasua) (FOTO: Luiz L. C. Corrêa).Zorrilho (Conepatus chinga), espécie de hábito noturno e solitário. Suaalimentação é composta de artrópodes e pequenos roedores, eventual-mente serpentes (Figura 09). O hábito deste animal de predar serpentesfaz com que seja bem tolerado entre as comunidades rurais.Refugia-se no período diurno para repouso em buracos, tocas efendas de árvores. Quando perseguido utiliza como defesa pessoal, asglândulas perianais que lançam secreção volátil e odor extremamentedesagradável (SILVA, 1994; MAMEDE & ALHO, 2008).Figura 09. (a) Zorrilho (Conepatus chinga), em armadilha fotográfica (FOTO: Luiz L. C.Corrêa); (b) pegadas de Zorrilho (a barra corresponde a 10cm) (FOTO: Stefan Vilges deOliveira).Lontra (Lontra longicaudis), seus pelos são grossos, curtos e brilhantes decoloração marrom-escura, sendo a região da garganta e abdômen maisa b
  52. 52. claros (Figuras 10 e 11). Tem o corpo alongado, robusto e flexível, mem-bros curtos com dedos unidos por membranas, as orelhas são curtas earredondadas, a cauda é longa, estreita e achatada na extremidade, aponta do focinho é desprovida de pelos.A Lontra é um animal de hábitos tanto noturnos quanto diurnos, ésolitária e territorialista, escava tocas nas barrancas para reproduzir e es-conder-se durante o dia.As Lontras alimentam-se de peixes, moluscos e crustáceos e avesque capturam, com grande habilidade dentro d’água.Figura 10. (a) Lontra (Lontra longicaudis), em armadilha fotográfica (FOTO: Carlos Be-nhur Kasper); (b) pegada de Lontra (a barra em preto corresponde a 10cm) (FOTO:Stefan Vilges de Oliveira).Figura 11. (a) latrina e fezes de Lontra e (b) muco fecal (a barra corresponde a 5cm) (FO-TOS: Stefan Vilges de Oliveira).a bb ca
  53. 53. Figura 11. fezes de lontra (a barra cor-responde a 10cm) (FOTO: Stefan Vilges deOliveira).Na época de reprodução asLontras emitem gritos caracte-rísticos, durante brincadeiras précopulatórias (SILVA, 1994; MAME-DE & ALHO, 2008). É uma espécieameaçada de extinção no Estado,estando classificado na caterogia“vulnerável” (FONTANA et al.,2003).Gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi), é um felino de porte peque-no, apresentando da cabeça e corpo de 58cm, com a cauda de com 32cmaproximadamente, a coloração de fundo é cinza amarelada (Figura 12),sendo mais escuras no dorso e quase branca nas parte inferior. As man-chas são pequenas e numerosas, maiores dorsalmente do que nos ladosdo corpo, podendo estar reunidas duas a duas.Há faixas pretas transversais, nos membros, que são nítidas e nor-malmente, sem interrupções.Em cima dos olhos, notam-se linhas escuras que sobem pelo alto da cabe-ça, chegando até a nuca, no peito e na garganta linhas escuras, algunsanimais podem ser melânicos. É encontrado da Bolívia ao extremo sul docontinente. No Brasil só apresenta registro no sul do Rio Grande do Sul, émais encontrada nos capões e matas de galeria, em regiões de campos etambém em morros cobertos de mata.Anda no solo mais consegue trepar com muita facilidade em árvo-res. Sua alimentação é predominante de pequenos roedores e pequenasaves (SILVA, 1994; OLIVEIRA & CASSARO, 2006). É uma espécie ameaçadade extinção no Estado, estando classificado na caterogia “vulnerável”(FONTANA et al., 2003).
  54. 54. Figura 12. (a) Gato-do-mato-grande (L. geoffroyi) em armadilha fotográfica (FOTO: Lu-iz L. C. Corrêa); (b) pegada de Gato-do-mato-grande em areia (FOTO: Stefan Vilges deOliveira)Capivara (Hydrochaeris hydrochoerus), possui o corpo compacto, pernasrelativamente curtas, sem cauda, a coloração é marrom, com tons deavermelhado sendo inferiormente, cinza-amareladas (Figura 13), os pelossão grossos e ásperos e a pelagem densa, a cabeça é grande, com orelhase olhos localizados bem no alto, o que facilita a permanência dentrod’água, o focinho é alto e obtuso, os pés anteriores tem quatro dedos e osposteriores três, todos com unhas grossas, sendo que os dedos são unidospor uma membrana, são de hábitos diurnos e noturnos.São roedores de comportamento lento e pacífico, incapazes deatacar outros animais, sua alimentação é herbívora, gramínea, vegetaçãoaquáticas entre outras vegetais, as ninhadas são de quatro a seis filhotespodendo chegar até a oito (SILVA, 1994; MAMEDE & ALHO, 2008).a b
  55. 55. Figura 13. (a) Capivara (H. hydrochoerus) em armadilha fotográfica (Foto: Luiz L. C.Corrêa); (b) pegada em areia de Capivara (a barra corresponde a 10cm) (FOTO: Darlia-ne E. Silva).Ratão-do-banhado (Myocastor coypus), um roedor grande muito parecidocom um rato (Figura 14), cor geral marrom avermelhada escura, por cimado corpo e amarela clara, ventralmente, forma alongada, cabeça de tama-nho proporcional ao corpo, orelhas pequenas e arredondadas, focinhocom bigodes longo, dentes incisivos grandes e amarelos.Figura 14. Ratão-do-banhado (Myocastor coypus), grupo com filhotes (Foto:Luiz L. C. Corrêa).a b
  56. 56. A pele é recoberta com pelos compridos, e uma camada densa maisfina e macia, que lhe da proteção dentro d’água, dedos com membranasinterdigitais, dedos providos de unhas fortes. A cauda é grossa e mais cur-ta que o corpo, revestidas por escamas e pelos escassos, tem hábitos no-turnos e diurnos, vivem em banhados ou taipas, escavando tocas de refú-gio e ninho. É altamente adaptada a vida aquática. Sua alimentação é her-bívora, alimentam-se tanto na água como na terra, a fêmea tem geral-mente dois a quatro filhotes, mas as ninhadas podem ser bem maiores(SILVA, 1994; ACHAVAL et al., 2007).Preá (Cavia aperea), roedor comum nos campos abertos e de ampla dis-tribuição, sua coloração geral é acinzentada, com tons de marrom, sendoas partes inferiores de cor branca-amarelada, o corpo longo com membroscurtos permite-lhe andar rente ao chão, os pés anteriores possuem quatrodedos e os posteriores, três, todos com longas unhas, fortes e cortante, acabeça é proporcional ao tamanho do corpo, as orelhas são pequenas e acauda é ausente, tem hábitos noturnos e diurnos, constroem suas tocasna vegetação, cavando túneis de 8 a 12cm. Sua alimentação é herbívora, afêmea gera de um a dois filhotes, podendo ter até duas ninhadas por ano(SILVA, 1994; ACHAVAL et al., 2007).Lebre-européia (Lepus europaeus), possui orelhas e pernas compridas, decor geral cinza amarronzada nas partes superiores e inferiores mais claras(Figura 15), a cauda é facilmente visível, membros anteriores curtos e pos-teriores largos.Figura 15. (a) Lebre-européia (Lepus europaeus) (Foto: Darliane E. Silva); (b) pegada deLebre (a barra em preto coresponde a 10cm) (Foto: Stefan Vilges de Oliveira)ab
  57. 57. As Lebres vivem em campos cerrados e lavouras, de hábito geralmen-te noturno ou crepuscular mas pode, com alguma facilidade, ser vista ali-mentando-se durante o dia.Sua alimentação é exclusivamente herbívora, a fêmea tem até três fi-lhotes e ela reproduz uma vez por ano, seus filhotes nascem aptos paracaminha no primeiro dia, para refugiar-se, não cava ou escava tocas, seesconde sobre capins ou outros vegetais é uma espécie exótica no RioGrande do Sul (Silva, 1994; Achaval et al., 2007) que talvez tenha chegadoao Estado após as ligações por pontes com países como o Uruguai e Ar-gentina, para onde foram trazidos da Europa (SILVA, 1994).Agradecimentos dos autoresA Carlos Benhur Kasper por ceder uma fotografia de Lontra, a Luiz Liberado Costa Corrêa eStefan Vilges de Oliveira, pela cedência de diversas fotografias que ilustram este capítulo epelas importantes revisões no texto.Referências bibliográficasACHAVAL, F. CLARA, M. OLMOS, A. Mamíferos de la Republica Orientaldel Uruguay. Montivideo: Zonabrilho Industria Gráfica. 2º ed. 2007. 216p.ALMEIDA, I.G.; REIS, N.R.; ANDRADE, A.R.; GALLO, P.H. 2008 Mamíferos demédio e grande porte de uma mata nativa e um reflorestamento no mu-nicípio de Rancho Alegre, Paraná, Brasil. In: REIS, N.R.; PERACCHI, A.L.;SANTOS, G.A.S.D. Ecologia de mamíferos, Londrina.BRASIL. Lei Nº 5.197, DE 3 DE JANEIRO DE 1967. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5197.htm>. Acesso em10/03/2012.BENCKE, G. A. Apresentação. Pp. 14-21. In: FONTANA, C.S; BENCKE, G.A.;REIS, R.E., (Eds). Livro vermelho da fauna ameaçada de extinção no RioGrande do Sul. EDIPUCRS, Porto Alegre, 2003. 632p.CARVALHO Jr., O & LUZ, N. C. Pegadas: Série Boas Práticas. PA: EDUFPA.2008. 64p.
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  59. 59. SANTOS, T. G. D.; SPIES, M. R.;KOPP, K.; TREVISAN, R.;CECHIN, S. Z. Mamí-feros do campus da Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande doSul, Brasil. Biota Neotropica, v. 8, n. 1, p.125-131, 2008.SHAFER, L. Nature Reserves – Island theory and conservation practice.Smithsonian Institution Press. 1990. 189p.SILVA, F. Mamíferos Silvestres do Rio Grande do Sul. 2ª ed. FundaçãoZoo-Botânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil. 1994, 255p.WILCOX, B. A. & MURPHY, D. D. Conservation strategy: the effects offragmentation on extinction. American Naturalist. v. 125, p. 879-887,1985.WILSON, D.E. & REEDER, D.M. Mammal Species of the World. Johns Hop-kins University Press, Washington.2005. 2142p.
  60. 60. Levantamento preliminar da diversidade depeixes dos Arroios Ribeiro e Capivaras,em Barra do Ribeiro, RSDébora Tatiane Borges Motta12Luciano Moura de Mello 13Os Arroios Capivaras e Ribeiro, quecortam o município de Barra doRibeiro, são importantes recursoshídricos que se adicionam ao com-plexo do Guaíba.O desconhecimento sobrea diversidade de peixes nestes doisarroios da região constitui umimportante aspecto negativo parao estabelecimento de medidas deconservação daqueles ambientes naturais.Os peixes regulam e ao mesmo tempo abastecem as delicadas ca-deias alimentares em ambientes aquáticos, com muitas espécies atuandocomo bons indicadores de qualidade ambiental destes recursos além deoperar como importante fonte de renda e subsistência de famílias quehabitam as regiões marginais.Um dos grandes desafios da ictiologia é a caracterização da diver-sidade, as dinâmicas populacionais e a identificação dos grupos funcionaisnos ambientes estudados, sendo que várias espécies, em especial as deporte pequeno, são praticamente desconhecidas, tanto no ponto de vistataxonômico, quanto de suas características ecológicas e biológicas. Estetrabalho tem o objetivo de dar o primeiro passo no conhecimento ictioló-gico que pode permitir melhor entendimento do ecossistema, manejo eexploração sustentada do meio ambiente.12Bióloga, URCAMP, Campus Bagé. Email: deborabmotta@hotmail.com13Biólogo, MSc, Doutorando (FAEM/UFPEL).Email: luciano_moura_biologia@yahoo.com.brCapítulo5
  61. 61. Muitas espécies utilizam os pequenos cursos de água para procriare realizar inteiramente seu ciclo de vida, outras espécies ainda mantêmciclos mistos em diferentes ambientes, o que pode tornar ainda maiscomplexo o entendimento de suas relações com os ambientes.O tema é especialmente importante tendo em vista a existênciade comunidades de pescadores no município, que dependem da pescapara a subsistência de suas famílias, assim, a equipe de trabalho aborda oassunto sob o aspecto ecológico mas com o entendimento da relevânciadeste grupo de animais para as comunidades locais.METODOLOGIAO trabalho com a ictiofauna local está dividido em três módulos: oprimeiro voltado para os inventários de diversidade em pontos seleciona-dos para a amostragem no Arroio Ribeiro e Capivaras. O segundo móduloserá voltado à dinâmica de populações, dietas alimentares, relações eco-lógicas e a identificação de grupos funcionais nestes mesmos pontos deamostragem. O terceiro módulo deve estender todos os objetivos anterio-res aos arroios Araçá e Petim (Quadro 1).Figura 1. Detalhe de cauda e cabeça de Oligosarcus robustus (Menezes, 1969), Tambi-ca, capturado em Dez 11 (FOTO: Luciano Moura de Mello).Para a coleta de dados foi utilizado um bote inflável a motor de3.3 Hp. Foram realizadas coletas qualitativas com o auxílio de redes de
  62. 62. espera, puçás e informações obtidas dos resultados de pesca de morado-res locais, que usaram caniços, redes e linhas de pesca.A pesquisa de campo será apoiada pela pesquisa social realizadapor equipe específica na segunda fase do trabalho, que tem o objetivo decoletar dados sobre a frequência de pesca, espécies coletadas e tipo demanejo de pesca realizada pela população ribeirinha.Para as coletas de dados foram empregadas redes de malha de1,5; 3; 4; 5 e 6cm (distância entre nós opostos). As redes utilizadas possuí-am comprimentos de 5m (malhas 1,5 cm), 10m (3 e 4 cm) e 30m (5 e 6cm) com alturas variando de 1,5 a 1,8m.Quadro 1. Quadro de distribuição dos pontos de amostragens14, períododos trabalhos e número de expedições realizadas.Arroio Capivaras Arroio RibeiroPAPeríodoEX PAPeríodoEXIN FIM IN FIMMódulo IP1P2P3Jul 11 Jan 12 6P4P5P6Jul 11 Jan 12 6Módulo IIP1P2P3Jun 12 Jun 13 12P4P5P6Jun 12 Jun 13 12Módulo III - - - - - - - -Arroio Araçá Arroio PetimPAPeríodoEX PAPeríodoEXIN FIM IN FIMMódulo I - - - - - - - -Módulo II - - - - - - - -Módulo IIIP7P8P9Mar 13 Mar 14 12P10P11P12Mar 13 Mar 14 12Legenda: PA (pontos de amostragem), IN (Início), Fim (FIM), EX (número de expe-dições realizadas).14As coordenadas geográficas dos pontos de amostragem são apresentadas em mapaespecífico (Figura 04).
  63. 63. Em cada coleta, as redes de tamanho de malha diferentes, foram“armadas” com um período de espera de aproximadamente 4 horas.Complementando as amostragens com os puçás, um confeccionado comtela fina de 2 mm e o outro com rede de 10mm para a amostragem deanimais de superfície e de regiões de baixa profundidade.Os exemplares foram coletados, identificados a campo, fotografa-dos, medidos e devolvidos aos ambientes originais, exceto amostras deexemplares que foram preservados em formalina a 10% e depois de iden-tificados para depósito, sendo preservados em álcool a 70%.Os exemplares em depósito encontram-se no Laboratório de Bio-logia da Universidade da Região da Campanha, Campus de Bagé, RS.RESULTADOS E DISCUSSÕESForam coletadas e identificadas 24 espécies pertencentes a 13Famílias em 5 Ordens.A análise preliminar da composição da ictiofauna mostrou ocor-rência das ordens Siluriformes (Auchenipteridae, Callichthyidae, Heptapte-ridae, Loricariidae e Pimelodidae), Characiformes (Anostomidae, Characi-dae, Curimatidae, Erythrinidae e Prochilodontidae), Perciformes (Cichli-dae), Atheriniformes (Atherinopsidae) e Gymnotiformes (Gymnotidae). Amaior parte das espécies foi coletada com redes de espera, seguidas dascoletas com puçás.Tabela 1. Lista preliminar da diversidade de peixes nos Arroios Capivaras eRibeiro (Ambientes: AR, Arroio Ribeiro; AC: Arroio Capivaras)Família Espécie Nome Popular AmbienteAnostomidaeLeporinus obtusidens(Valenciennes, 1837)Piava AR, ACSchizodon jacuiensis(Bergmann, 1988)Voga AR, ACAtherinopsidaeOdontesthes aff. perugiae(Evermann & Kendall, 1906)Peixe-rei AR (foz)AuchenipteridaeTrachelyopterus lucenai(Bertoletti, Pezzi da Silva &Pereira, 1995)Porrudo ARCallichthyidaeCorydoras paleatus(Jenyns, 1842)Cascudinho AR (foz)
  64. 64. Hoplosternum littorale(Hancock, 1828)Tamboatá ARCharacidaeAstyanax fasciatus(Cuvier, 1819)Lambari-do-rabo-vermelhoAR, ACAstyanax jacuhiensis(Cope, 1894)Lambari-do-rabo-amareloAR, ACAstyanax sp. Lambari ARCichlidaeOligosarcus jenynsii(Günther, 1864)Tambica AR, ACOligosarcus robustus(Menezes, 1969)Tambica AR, ACCrenicichla lepidota(Heckel, 1840)Joaninha AR, ACCrenicichla punctata(Hensel, 1870)Joaninha AR, ACGeophagus brasiliensis(Quoy & Gaimard, 1824)Cará AR, ACCurimatidaeCyphocharax voga(Hensel, 1870)Biru AR, ACErythrinidaeHoplias malabaricus(Bloch, 1794)Traíra AR, ACGymnotidaeGymnotus carapo(Linnaeys, 1758)Tuvira ACHeptapteridaePimelodella australis(Eigenmann, 1917)Rhamdia quelen(Quoy & Gaimard)BagreJundiáAR, ACAR, ACLoricariidaeHypostomus commersoni(Valenciennes, 1836)Cascudo AR, ACLoricariichthys anus(Valenciennes, 1836)Cascudo-viola ACPimelodidaeParapilelodus nigribarbis(Boulenger, 1889)Mandi AR, ACPimelodus maculatus(Lacepède, 1803)Pintado AR, ACProchilodontidaeProchilodus lineatus (Valen-ciennes, 1837)Grumatã AR, AC
  65. 65. Figura 02 (conjunto). Espécies identificadas na região. 01 e 02. Odontesthes aff. perugiae(Peixe-rei); 03. Astyanax fasciatus (Lambari-do-rabo-vermelho); 04 e 05. Loricariichthysanus (Viola), vista dorsal, detalhe da região inferior e detalhe da cabeça, respectivamente(figura 06 na próxima página).02 02010304 05
  66. 66. Figura 02 (conjunto, continuação). 06. Loricariichthys anus (Viola), 07. Rhamdia aff. quelen(Jundiá); 08. Gymnotus carapo (Tuvira); 09. Corydoras paleatus (Cascudinho), 10. Geopha-gus brasiliensis (Cará).0607 0809 10
  67. 67. Figura 03 (Conjunto). 11 e 12. Hypostomus commersoni (cascudo); 13. Pimelodus ma-culatus (Pintado), detalhe da cabeça. 14. Pimelodus maculatus (Pintado); 15. Hopliasmalabaricus (Traíra) (FOTOS: Débora T. B.Motta, exceto nº 01, 02 e 08, de LucianoMoura de Mello).11 12213152142
  68. 68. Figura 03 (Conjunto, continuação). 16. e 17 Trachelyopterus lucenai (Porrudo), vistadorsal e detalhe; 18. Oligosarcus robustus (Tambica); 19. Crenicichla lepidota (Joaninha)(FOTOS: Débora T. B.Motta).16 1721819
  69. 69. Foi ainda realizado o levantamento bibliográfico da dieta alimen-tar das espécies identificadas com o intuito de amparar os estudos futurossobre a dinâmica das comunidades de peixes nos ambientes estudados(Gráfico 01).Gráfico 01: Distribuição percentual das espécies de peixes registradas naárea de estudo, por guildas alimentares.A seleção dos pontos de amostragem considerou: a facilidade deacesso, a diversidade de ambientes (características de margens, profundi-dade, cobertura vegetal) e a possibilidade de uso dos materiais de coletadisponíveis.Estes pontos estão apresentados na Figura 04. e contém as coor-denadas geográficas obtidas por equipamento de GPS. Não estão apresen-tados os pontos no mapa em que foram coletadas as informações quetiveram como fonte de dados os pescadores. Estes foram contactadosdiretamente durante atividade de pesca nos arroios, nesta fase do estudo.
  70. 70. Quadro de dados sintéticos sobre dimensões (médias) e dieta alimentardas espécies de peixes identificadas:Leporinus obtusidens PiavaAlimentação: onívoro (insetos, restos de peixes e vegetais).Tamanho: 76 cmReferência: ZANIBONI FILHO et al., 2004.Schizodon jacuiensis VogaAlimentação: iliófagos15. São de grande importância na cadeia alimentarpor serem indivíduos que vivem em geral, no fundo, auxiliando na recicla-gem de nutrientes e servindo de alimento para peixes carnívoros.Tamanho: 25 cmReferência: OYAKAWA, 1998.Odontesthes aff. perugiae Peixe-reiAlimentação: onívoro, com preferência por organismos planctônicos.Tamanho: 36 cmReferência: BOSCHI & FUSTER DE PLAZA, 1959.Trachelyopterus lucenai PorrudoAlimentação: onívoras, alimentando-se preferencialmente de insetos,crustáceos e pequenos peixes.Tamanho: 16,5 cmReferência: BECKER, 2007; MORESCO & BEMVENUTI, 2005.Corydoras paleatus CascudinhoAlimentação: onívoros.Tamanho: 5,9 cmReferência: REIS, 2003Hoplosternum littorale TamboatáAlimentação: bentófagaTamanho: 24 cmReferência: MEUNIER et al., 200215Iliófagos são animais que alimentam de materiais orgânicos encontrados no lodo doscorpos d’água, rios, lagos, barragens, etc.
  71. 71. Rhamdia quelen JundiáAlimentação: onívoro (GOMES et al., 2000)Tamanho: 47,4 cmReferência: ZANIBONI FILHO et al., 2004.Astyanax fasciatus Lambari-do-rabo-vermelhoAlimentação: insetos e plantas (LIMA et al., 1995).Tamanho: 16,8 cmReferência: ZANIBONI FILHO et al., 2004.Astyanax jacuhiensis Lambari-do-rabo-amareloAlimentação: Alimenta-se de insetos e plantasTamanho: 13,8 cmReferência: LIMA et al., 1995.Astyanax sp. LambariAlimentação: Alimenta-se de insetos e plantasTamanho: 16 cmReferência: LIMA et al., 1995.Oligosarcus jenynsii TambicaAlimentação: carnívora, preferindo peixes pequenos, crustáceos e larvasde insetos.Tamanho: 22,8 cmReferência: MENEZES 1969; KOCK et al., 2000.Oligosarcus robustus TambicaAlimentação: Provavelmente onívoros, alimentando preferencialmente depeixes (BRISTKI, 1970).Tamanho: 15 cmReferência: MENEZES 1969; KOCK et al., 2000.Crenicichla lepidota JoaninhaAlimentação: insetos, poliquetas e peixes.Tamanho: 20 cmReferência: SANTOS 1987; KOCK et al., 2000.
  72. 72. Crenicichla punctata JoaninhaAlimentação: alimenta-se de peixes, insetos, crustáceos, girinos ou peque-nas rãs ou sapos.Tamanho: 23,3 cmReferência: KULLANDER, 2003.Cyphocharax voga BiruAlimentação: iliófagos ¹4Tamanho: 19,6 cmReferência: VARI, 1992Hypostomus commersoni CascudoAlimentação: iliófagosTamanho: 60,5 cmReferência: ZANIBONI FILHO et al., 2004.Hoplias malabaricus TraíraAlimentação: Na fase larval é planctófaga (PAIVA, 1974). Os indivíduosjovens são insetívoros enquanto que os adultos são ictiófagos (MORAES &BARBOLA, 1995). Apresentam grande resistência a períodos de jejum(PAIVA, 1974)Tamanho: 26 cm.Referência: BARBIERI, 1989Geophagus brasiliensis CaráAlimentação: bentófagos e iliófagos (MAGALHÃES, 1931), gastrópodos(COSTA & MAZZONI, 1997), microcrustáceos, larvas de insetos, algas edetritos vegetais (HAHN et al., 1997).Tamanho: 24,5 cmReferência: BARBIERI, 1974Prochilodus lineatus GrumatãAlimentação: iliófagosTamanho: 80 cmReferência: ZANIBONI FILHO et al., 2004.
  73. 73. Gymnotus carapo TuviraAlimentação: carnívoros, principalmente insetos e crustáceosTamanho: 42 cmReferência: PEREIRA & RESENDE, 2006Pimelodella australis BagreAlimentação: iliófagos.Tamanho: 10,6 cmReferência: BOCKMANN & GUAZZELLI, 2003Loricariichthys anus ViolaAlimentação: pequenos peixes, moluscos, crustáceos e insetosTamanho: 46 cmReferência: FERRARIS, 2003.Parapilelodus nigribarbis MandiAlimentação: onívoroTamanho: 18,6 cmReferência: LUCENA et al., 1992Pimelodus maculatus PintadoAlimentação: onívoro (BASILE-MARTINS,1986).Tamanho: 36 cmReferência: FENERICH et al., 1975Figura 05 (conjunto): Imagens do trabalho. (a) Equipe percorrendo as áreas de estudo noArroio Capivaras. (b) Geophagus capturado parcialmente predado na rede de coleta, possi-velmente por Lontras.a b
  74. 74. Figura 04: Mapa de localização georreferenciada dos pontos de coletas de dados. FONTEDE IMAGEM: Google Earth®, acesso em 05 de maio de 2012.Agradecimentos dos autoresÀ Vinícius Brasil do Amaral, Marjorie Knippling do Amaral e ao Sr Cláudio Wilfing, pelascarinhosas recepções, pela motivação, pelo suporte, material e logística para que estetrabalho pudesse ser concluído. À Pâmela Mugica, Leonardo Pompéu de Moraes e RicardoLemos, pelo apoio durante as atividades de campo, muito obrigado.Figura 06 (conjunto): Imagens do trabalho. (a) e (b) Área de pesca amadora em trapiche,na foz do arroio Ribeiro (FOTOS: Débora T. B. Motta)a ba
  75. 75. BibliografiaARAÚJO-LIMA, C.A.R.M., AGOSTINHO, A.A. & FABRÉ, N.N. Trophic aspectsof fish communities in Brazilian rivers and reservoirs. In Limnology inBrazil (J.G. Tundisi, C.E.M. Bicudo & T. Matsumura-Tundisi, eds.). ABC/SBL,RJ, p.105-136. 1995.BARBIERI, G., PERET, A.C. & VERANI, J.R. Notas sobre a alimentação dotrato digestivo ao regime alimentar em espécies de peixes da região deSão Carlos (SP) I. Quociente Intestinal. Rev. Brasil. Biol. 54:63-69. 1994.BECKER, F. G. Feeding habits of Trachelyopterus lucenai (Pisces, Auchenip-teridae) in Lake Guaiba, RS, Brazil. Biociências, Porto Alegre, v. 6, n. 1, p.89-98. 1998.BOCKMANN, F.A.; G.M. GUAZZELLI. Heptapteridae (Heptapterids). p. 406-431. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of theFreshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS,Brasil. 2003.BOSCHI, E. E. & FUSTER DE PLAZA, M. L. Estudio biológico pesquero delpejerrey del embalse del Rio III (Basilichthys bonariensis), con una con-tribuición al conocimento limnologico del ambiente. Buenos Aires, De-partamento de Investigaciones Pesqueras, Secretaria de Agricultura y Ga-naderia. p.3-16. (Publicacion nº 8). 1959.BRITSKI, H.A.; SILIMON, K.Z.S.; LOPES, B. S. Peixes do Pantanal: manual deIdentificação. Brasília: EMBRAPA. 184p. 1999.FENERICH, N.A.; NARAHARA, M.Y.; GODINHO, H. M. Curva de crescimentoe primeira maturação sexual do mandi, Pimelodus maculatus Lac. 1803(Pisces, Siluroidei). Boletim do Instituto de Pesca, São Paulo, 4: 1-28.1975.FERRARIS, C.J. JR. Loricariidae - Loricariinae (Armored catfishes). p. 330-350. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of theFreshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre, EDIPUCRS,Brasil. 2003.
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  78. 78. Florística e ecologia de Orchidaceae eexemplares de Bromeliaceaeem Barra do RibeiroClodoaldo Leites Pinheiro16A importância ecológicado epifitismo nas comunidadesflorestais consiste na manuten-ção da diversidade biológica eno equilíbrio dinâmico interati-vo nos distintos ecossistemas(WAECHTER, 1996). Orchidace-ae possui origem filogenética17recente, de grande diversidadena região neotropical, que astornam relevantes no que tangea estudos ecológicos (CARDIM et al., 2001). Em função das característicasfisiológicas as epífitas podem ser utilizadas em estudos de processos eco-lógicos que indiquem padrões de interferência antrópica ou distúrbios deordem natural no ambiente (VAN DEN BERG, 1996).A despeito do relevante papel ecológico das orquídeas, o númerode indivíduos de cada população nos remanescentes da Mata Atlânticatem declinado nos últimos anos, especialmente em função da devastaçãodas áreas preservadas e sua conversão em áreas de cultivo agrícola e dacoleta desenfreada das plantas para fins ornamentais e comerciais (WAR-REM, 1996; FARIA e RIBEIRO, 2000). Neste contexto, o conhecimento dadiversidade taxonômica e ecológica contribui para o direcionamento deestratégias de conservação e uso racional de recursos naturais.Para o estudo de florística e ecologia de Orchidaceae foram utili-zados duas metodologias. A primeira destinou-se a caracterização a diver-sidade horizontal de comunidades de orquídeas e a segunda a diversidade16Tecn. Fruticultura (UERGS). MSc. Doutorando (Botânica/UFRGS).Email: clodoaldo-pinheiro@hotmail.com17Abordagem da ciência que classifica espécies de acordo com sua história evolutiva.Capítulo6

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