Revista Literária                                                                   “O Voo da Gralha                      ...
SUMÁRIO                                                                                                              A Cha...
Análise de Memórias de Um Sargento de Milícias .............................144                            Devaneio .........
Botões de rosa....................................................................................58        Ralph Ellison ...
1                                                      Antonio Roberto de Paula                                           ...
2Dois séculos de espera e de constância, Lhe fizeram firme e cega companhia.                     Mas como Anita se lhe fal...
3autobiográfico inédito em quatro tomos denominado "A Herança"           Mayra"; e os "150 Sonetos Pampianos da Alma" escr...
4      rolar no seu rosto...                                    serenidade é canção      Não tente entender,              ...
5     Contemplo o céu para vê-las           quando chegas e me encantas,     com um respeito profundo,             mesmo s...
6                   nunca transforme em rotina                        todos os Trovadores que ostentam essa honra, o titul...
7trovinha o quê, José Guilherme, isso aí se chama trova, não é            cidades. As viagens são uma verdadeira festa, co...
8UMA TROVA PREMIADA                cada dia mais me esforço                                  de pagá-los com os meus.2010 ...
9                                    A. A. de Assis                                  Triversos Travessos              01  ...
10            19                               29     Assanhadas rosas.              Alô... é da Lua?...  Disputam a prefe...
11             39                              49     Diz o sapo à sapa:              É a cegonha, bem...– Coá-coaxá... co...
12                         59                                                                           60                ...
13     No fundo o que está em jogo é a entrada de novos atores        O papel da escola, enfim, é apresentar e ensinar aos...
14destacado, também, como o melhor dentre os publicados na        2005antologia;                                          ...
152009                                                                                Lança Liberdade pela Escrita, coleçã...
16           Assim foi, o Zeca mostrando o fruto do seu               distinguido com os Diplomas de Cidadão Honorário det...
17                                         O prazer de conhecer-te!   Abraça o tempo que corre,   Na rapidez em que avança...
Almanaque O Voo da Gralha Azul numero 7 junho a agosto 2011
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Almanaque O Voo da Gralha Azul numero 7 junho a agosto 2011

  1. 1. Revista Literária “O Voo da Gralha Azul” n0. 7 – Paraná, junho - agosto 2011 Idealização, seleção e edição: José Feldman Contatos, sugestões, colaborações: pavilhaoliterario@gmail.com voodagralhaazul@gmail.comhttp://singrandohorizontes.blogspot.comEndereço para correspondencia:Rua das Mangueiras, 296-ACep.87080-680Maringá/PRQue a humanidade possa aprender com a nossa Gralha-azul e entender que o equilíbrio e o respeitoecológico entre fauna e flora é fundamental para a existência do Homem na face da Terra!!! Prezado Leitor Este almanaque não tem a pretensão e nunca poderá ser considerada como substituição aos livros, jornais, colunas, etc. que circulam virtualmente ounão, mas sim como mola propulsora de incentivo ao cidadão para buscar novos conhecimentos, ou relembrar aqueles perdidos na névoa do passado. Por que o Voo da Gralha Azul? A Gralha Azul, que assim como semeia o pinheiro, ela alça voo e semeia no coração de cada um que alcançar, o pinhãoda cultura, em todas as suas manifestações. Ao leitor, novos conhecimentos. Ao escritor ou aspirante a tal, sejam poetas, trovadores, romancistas, dramaturgos, compositores, etc., um caminho de conhecimento e inspiração. Obrigado por me permitir dividir consigo estes breves momentos, José Feldman
  2. 2. SUMÁRIO A Chave do Pai na Fechadura............................................................. 59ADEMAR MACEDO (MENSAGENS POÉTICAS) ÁTILA JOSÉ BORGES Chico Mil e Um .................................................................................101Mensagens Poéticas n. 112.................................................................. 3 CAROLINA RAMOSMensagens Poéticas n. 129.................................................................. 7 Lurdeca............................................................................................. 28Conteúdo das Mensagens Poéticas: CLARICE LISPECTORUma Trova Nacional A Língua do P.................................................................................... 40Uma Trova Potiguar DINO BUZZATIUma Trova Premiada – A Barata ........................................................................................ 50Simplesmente Poesia – O Aumento .................................................................................... 51Uma Trova De Ademar ÉLBEA PRISCILA DE SOUSA E SILVA...E Suas Trovas Ficaram Pequena e Doce Crônica..................................................................... 31Estrofe Do Dia FABIO AUGUSTO ANTEA ROTILLISoneto Do Dia O Celeiro............................................................................................ 73 IALMAR PIO SCHNEIDERBIOGRAFIAS Mensagem aos Jovens ....................................................................... 94 JOSÉ FARIA NUNESAdelmar Tavares ................................................................................88 Zézinho e o Pé do Frango.................................................................. 85Alma Welt ........................................................................................... 2 LU OLIVEIRAAntonio Manoel Abreu Sardenberg.....................................................24 O Vendedor de Livros ........................................................................ 76Carolina Ramos ................................................................................106 LYGIA FAGUNDES TELLESCecy Barbosa Campos ......................................................................125 O Menino e o Velho ........................................................................... 69Cláudio de Cápua................................................................................30 NILTO MACIELDino Buzzati.......................................................................................53 Pescoço de Girafa na Poeira............................................................... 98Esio Antonio Pezzoto..........................................................................97 PAULO V. PINHEIROGil Vicente..........................................................................................44 – Um Sempre na Noite Clara............................................................. 37Hermoclydes S. Franco.......................................................................19 – A Volta que Virá ............................................................................ 38José Bidóia.........................................................................................79 RAQUEL AMÉLIA DOS SANTOSJosé Faria Nunes................................................................................69 Um Dia Declara Outro Dia .................................................................105José Feldman.....................................................................................74 RENATO BENVINDO FRATAKathryn VanSpanckeren...................................................................144 A Botina de Couro Crú ....................................................................... 26Lu Oliveira .........................................................................................71 SEBAS SUNDFELDManuel Antonio de Almeida .............................................................151 A Ajuda ............................................................................................. 15Marcelo Spalding ...............................................................................13 VICÊNCIA JAGUARIBEMiriam Panighel Carvalho .................................................................96 Chuva de Verão ................................................................................117Nei Garcez..........................................................................................93Paulo Setubal.....................................................................................36Roberth Marcel Fabris......................................................................130 CURIOSIDADES DO BRASILRodolpho Abbud ................................................................................. 6Sebas Sundfeld ..................................................................................16 Expressões RegionaisSérgio Meneghetti ..............................................................................50 Paraná............................................................................................... 79Sílvia Motta......................................................................................120Tito Olívio..........................................................................................58 ENTREVISTASCONTOS, CRONICAS, CAROLINA RAMOS A Escritora por trás da pessoa, a Pessoa por trás da Escritora..........106ANDRÉ TELUCAZU KONDOCeleiro da Infância .............................................................................57 AMOSSE MUCAVELE ESTANTE DE LIVROSGaza, Meu Útero .................................................................................20ANTONIO BRÁS CONSTANTE GIL VICENTEEscrevendo sobre a Morada da Escrita..............................................125 Análise de Auto da Barca do Inferno ................................................. 42ANTONIO ROBERTO DE PAULA ISABEL FURINISou Maringá ........................................................................................ 1 Lançamento da Antologia de Contos Passageiros do Espelho ............123APARECIDO RAIMUNDO DE SOUZA LU OLIVEIRACaminho Sem Volta ..........................................................................121 Lançamento de Primeira Impressão................................................... 71ARTUR DA TÁVOLA MANUEL ANTONIO DE ALMEIDA
  3. 3. Análise de Memórias de Um Sargento de Milícias .............................144 Devaneio ..........................................................................................124 Álbum ..............................................................................................124 Cena cotidiana..................................................................................124FOLCLORE ESIO ANTONIO PEZZATO Pantum ............................................................................................. 96CHINA Pantum Silencioso............................................................................. 97A Origem do Rio Amarelo...................................................................62 Pantum Da Vida Em Poesia................................................................ 97EQUADOR JB XAVIERNunkui, criadora das plantas .............................................................38 Rosas ressequidas ............................................................................156RUSSIA Reflexão ...........................................................................................157A Princesa Sapa..................................................................................60 Tudo o que restou............................................................................157TIBETE Lembrança de ti ...............................................................................157A soberba da árvore...........................................................................39 Se.....................................................................................................157 Doce abandono.................................................................................157 JOSÉ BIDÓIABRASIL INDÍGENA Criança modelo ................................................................................. 77 Ser pioneiro ...................................................................................... 78A Chefe Naruna: A Rebelião das Mulheres...........................................89 JOSÉ FARIA NUNESSituação das mulheres entre os Kaiapós.............................................90 Quero indignar-me ............................................................................ 65Tipos de casamento entre Kaiapós .....................................................90 O sonho de um povo.......................................................................... 65Ritual das Amazonas (Mebiôk) ...........................................................91 Poesia e liberdade............................................................................. 65 Transcendência ................................................................................. 66 Oração do educador........................................................................... 66HAIKAIS Ausente presença .............................................................................. 66 Essência ............................................................................................ 67Roberth Marcel Fabris A linguagem do silêncio.................................................................... 67Haikais à moda brasileira…..............................................................129 Desamor............................................................................................ 67 Sonho e vida ..................................................................................... 68 Nos campos de parnaso..................................................................... 68POESIAS OLIVALDO JUNIOR Eu, o poeta.......................................................................................126A. A. DE ASSIS Poema ao 125º aniversário de Tarsila do Amaral (Somos todos pescadores)Triversos Travessos............................................................................. 9 ........................................................................................................126ADELMAR TAVARES Pois é, está frio ................................................................................127A vida tem dois caminhos ..................................................................87 Não ..................................................................................................127Serenidade.........................................................................................87 Migalhas...........................................................................................127Amor..................................................................................................87 PAULO SETUBALA cidade de Recife..............................................................................88 Vida campônia .................................................................................. 32Mistério..............................................................................................88 A vila ................................................................................................ 33Vela branca........................................................................................88 A forasteira ....................................................................................... 33Guilherme de almeida........................................................................88 Idílio................................................................................................. 34ALMA WEITT Só tu ................................................................................................. 34O amor guardado ................................................................................ 1 À beira do caminho........................................................................... 34Revelações .......................................................................................... 1 Árvores tristes................................................................................... 35Sonetos gaúchos ................................................................................. 1 Certa vez ........................................................................................... 35 Névoas........................................................................................... 1 Fim de viagem .................................................................................. 35 A prenda........................................................................................ 2 O fruto .............................................................................................. 35 As naus.......................................................................................... 2 SÉRGIO ANTONIO MENEGHETTI Os errantes .................................................................................... 2 Manifesto do Poeta ............................................................................ 48 A cigarra........................................................................................ 2 Ressurreição ..................................................................................... 49ANTONIO MANOEL ABREU SARDENBERG Gota Azul do Universo ....................................................................... 49Devagar eu vou ..................................................................................22 O Amigo ............................................................................................ 49Astro rei ............................................................................................22 SILVIA MOTTAFlauta mágica ....................................................................................22 Convite da borboleta azul.................................................................119Alvorada ............................................................................................23 Esquecimento...................................................................................119Andarilho...........................................................................................23 O sonho de um prêmio.....................................................................119Cidade de santos ................................................................................23 Saudade passional............................................................................119Encruzilhada......................................................................................23 Vida sem canção...............................................................................120Nosso tio elmo ...................................................................................25 Ele partiu com o outono...................................................................120CECY BARBOSA CAMPOS TITO OLÍVIOFúria................................................................................................124 Cama vazia ........................................................................................ 58Desespero.........................................................................................124
  4. 4. Botões de rosa....................................................................................58 Ralph Ellison 1914-1994...........................................................141 Saul Bellow (1915-2005)...........................................................141 John Cheever (1915-2005) ........................................................142SITES John Updike (1932- )................................................................142 Norman Mailer (1923- ) ............................................................142José Ouverney Toni Morrison (1931- ) .............................................................143Falando de Trova .............................................................................128 Louise Glück (1943- ) ...............................................................143 Billy Collins (1941- ).................................................................143SOPA DE LETRAS (Artigos, Teoria, etc.) Annie Proulx (1935- )...............................................................144 Richard Ford (1944- )...............................................................144 Amy Tan (1952- ) .....................................................................144GRAÇA MARIA FRAGOSO Sherman Alexie (1966- )...........................................................144Biblioteca na Escola ...........................................................................82 MARCELO SPALDINGJOSÉ FELDMAN O Certo e o Errado no Ensino da Língua Portuguesa .......................... 12Palestra: Panorama da Literatura no Brasil ........................................63 MIRIAM PANIGHEL CARVALHOKATHRYN VANSPANCKEREN O Que é Pantum................................................................................. 95Panorama da Literatura dos EUA ......................................................130 Pantum: Apalavrada ......................................................................... 95 Primórdios e Período Colonial..................................................130 Origens Democráticas e Escritores Pós-Revolucionários............131 James Fenimore Cooper (1789-1851)........................................132 TEATRO DE ONTEM E DE SEMPRE O Período Romântico, Ensaístas e Poetas..................................132 Ralph Waldo Emerson (1803-1882) ..........................................133 A vida como ela é.............................................................................152 Henry David Thoreau (1817-1862)............................................133 Alice através do espelho...................................................................155 Walt Whitman (1819-1892).......................................................133 Anjo negro .......................................................................................155 Emily Dickinson (1830-1886) ...................................................134 Arena conta Tiradentes ....................................................................153 O Período Romântico, Ficção....................................................134 Auto da compadecida .......................................................................154 Herman Melville (1819-1891) ...................................................134 A Ascensão do Realismo ...........................................................135 Samuel Clemens (Mark Twain) (1835-1910)..............................136 TROVAS Henry James (1843-1916).........................................................136 Modernismo e Experimentação.................................................137 ADELMAR TAVARES....................................................................... 99 T.S. Eliot (1888-1965) ..............................................................137 CAROLINA RAMOS .........................................................................116 Robert Frost (1874-1963) .........................................................138 CLÁUDIO DE CÁPUA......................................................................... 29 F. Scott Fitzgerald (1896-1940) ................................................138 HERMOCLYDES S. FRANCO............................................................. 16 Ernest Hemingway (1899-1961)................................................138 JB XAVIER ...................................................................................... 72 William Faulkner (1897-1962)..................................................139 JORGE FREGADOLLI ....................................................................... 56 Dramaturgia americana no século 20 .......................................139 JOSÉ FELDMAN................................................................................ 73 Eugene ONeill (1888-1953)......................................................139 NEI GARCEZ..................................................................................... 91 O Desabrochar do Indivíduo .....................................................139 Trovas em Sala de Aula..................................................................... 93 Sylvia Plath (1932-1963) ..........................................................140 RODOLPHO ABBUD........................................................................... 4 Allen Ginsberg (1926-1997)......................................................140 Tennessee Williams (1911-1983) ..............................................141
  5. 5. 1 Antonio Roberto de Paula Sou Maringá Sou Maringá é um grito apaixonado, um brado, uma Sou Maringá é se inserir entre os que criam mensagensdeclaração de amor, uma demarcação de território, um convite e que das mensagens produzem arte, seja ela qual for, pois arte épara uma ou muitas visitas ou para o eterno ficar. sempre do tamanho do mundo. Finita jamais, perene sempre. O Sou Maringá é pretender mostrar a cara da cidade para que sai da mente e ganha corpo, por mais frágil que seja, ganhouquem é de fora e também para quem é de dentro; é dar cor e som o mundo porque o espírito da arte é eterno.próprios à cidade, é buscar estes sons, estas cores e estas ideias É ver Maringá com todos os olhares; é tentar enxergargerais que vivem a vagar no tempo e no espaço chamado Maringá. o coração da cidade por meio dos seus milhares corações. É nessa É ir ao passado, batendo poeira em fotografias em tentativa que a gente cria, produz, participa, vive para, enfim,preto e branco ou em textos que a história catalogou; é trazer o conhecer o nosso próprio coração.futuro para mais perto, tentando dar-lhe um rosto, uma Sou Maringá. Sou!perspectiva; é viver esse presente sem pensar no compromisso de Fonte:depositar algo para amanhã, e mesmo assim, inconsciente, fazer http://www.antoniorobertodepaula.com/2011/08/sou-maringa.htmlhistória. l Alma Weitt Antologia Poética Pintura a óleo de Guilherme de Faria A condição perene do momento O AMOR GUARDADO E transforma a ação em pensamento E em verbo o cenário do pensar. O primeiro amor, eternizado É como se lançado no papel, A cor do gesto o olhar plasma Se não com apuro cinzelado, No exercício do diário poetar Que a paixão possui um bom cinzel... Onde o ser comum deixa passar Como se a ação fora um miasma. Melhor se preservado na missiva, Carta, se possível, ou o bilhete Mas tudo permanece na retina Que acompanha o simples ramalhete Como a daqueles mortos de terror Fanado... na memória ainda viva. Que gravam a face do assassino O beijo, então, da despedida, Na pupila que logo perde a cor É sempre guardado numa arca Assim que o detetive a examina Para vir à tona bem mais tarde, E revela como prova de um destino. Quando a emoção que nele arde Das cinzas dos lábios, sua marca, SONETOS GAÚCHOS Como a fênix recobra a sua vida. NÉVOAS REVELAÇÕES A neblina que paira sobre a estância O poeta em mim fixa no olhar A revela em sua falsa letargia.
  6. 6. 2Dois séculos de espera e de constância, Lhe fizeram firme e cega companhia. Mas como Anita se lhe falta o italiano, Vejam, nos meus versos eu lidero,Quem chega ao casarão e suas soleiras? E arrasto naus em meio ao Minuano... Que esporas já retinem na varanda? Que olhos doces de casadas e solteiras OS ERRANTESLacrimejam e se abaixam como manda? As ocultas trilhas do meu pampa Na névoa revivem os áureos tempos, Conduzem ainda ao meu portão, Os risos e esperanças se renovam, E espectros saídos de sua campa Ainda não se contam contratempos... Assombram mesmo agora o casarão. No salão Anita entra, e Garibaldi, Não busco exorcizar ou demovê-los: E tavez esta família já comovam As velas são porque os quero bemQue aqui não haverá quem deles malde. E procuro com meus versos comovê-los Embora não me sinta sua refém. A PRENDA Mas compartilho sim, a solidão, Sou guria orgulhosa deste Pampa De almas que malgrado sua paixão Que ousa cantá-lo em verso e prosa. Ainda erram e deixam suas prendas. Que digam que a caixa só destampa Quando os grandes fazem sua glosa! Eu mesma, a esperar Rodo, meu irmão (que este vaga vivo em outras sendas), Evocando a valente farroupilha, Sou a novilha de um pródigo marrão... Os maiores já contaram seus revezes, Mas não com a candura de uma filha A CIGARRA Como eu que a espero tantas vezes Quando chega o tempo das cigarras, Na soleira desta casa tão vetusta Eu que trabalhei como a formiga E ilustre em sua anciã modorra Num romance, soltando as suas amarras, Que nada faz crer que um dia morra. Nem por isso dou ouvido à sua intriga. Ostentando pelo menos um punhal Sou da raça daquela cantadora Reencontro Anita e não me custa E trabalhar pra mim é eufemismo. Galopear junto dela o meu bagual... Cantar, cantar, mesmo que amadora Na glória do meu diletantismo! AS NAUS Isso o é que faz feliz a pampiana Leiam estes meus versos, ó futuros, Sem os remorsos que me cobra Não despendia assim tanta energia A lembrança da dura Açoriana... Em rimas, em palavras de poesia, Não quisera eu transpor tais muros. Malgrado este prazer que quase aberra Cantar, cantar a alma desta terra Não estaria brincando no serviço E seu cenário ilustre... é minha obra! Ao inventar assim tantos motetos... Há muito notariam meu sumiço Aqueles que invejam meus sonetos Alma Welt (1972 – 2007) Se não fosse aquele ilustre clero Escritora gaúcha nascida em Novo Hamburgo, poeta lírica, De farrapos e de homens como Netto, grande sonetista (escreveu cerca de 700 belíssimos sonetos), deixouEscoltando-me ao meu verso completo. uma obra profícua e numerosa, constando de um romance
  7. 7. 3autobiográfico inédito em quatro tomos denominado "A Herança" Mayra"; e os "150 Sonetos Pampianos da Alma" escritos no seu(dividido como quarteto com os seguintes títulos: A Herança, A Ara último mês de vida.dos Pampas, O Sangue da Terra, A Vinha de Dioniso), e mais o A autora, mulher jovem, belíssima e misteriosa, não seromance intitulado "O Retorno dos Menestréis", ambientado no deixava fotografar, somente permitindo a divulgação de seus retratossertão nordestino de Pernambuco e Paraíba, numa mítica e divertida em desenhos, gravuras e pinturas a óleo de Guilherme de Faria, seuviagem a bordo do Pavão Misterioso. "retratista autorizado", pintor paulista que a ilustrou, prefaciou, e Tem ainda quatro livros de contos: Contos da Alma, editou, lançando-a no meio artístico paulistano a partir de 2001,publicado em 2004 pela Editora Palavras & Gestos(de São Paulo); quando a descobriu no seu auto-exílio paulistano, num ateliê deContos Pampianos da Alma, Contos Secretos da Alma, e "Lendas da pintura estabelecido nos Jardins.Alma" (este uma coletânea de lendas poéticas de sua invenção, de As circunstância notáveis desse encontro providencialcaráter europeu, góticas e misteriosas, ilustradas com desenhos a foram narradas por ela no seu conto intitulado "Anagramas".cores por Guilherme de Faria. Alma suicidou-se aos 35 anos por afogamento, na sua Além disso tem um livro de crônicas curtas (Crônicas da estância pampiana, no auge de seu talento e beleza. Admirada peloAlma). Sua obra poética, igualmente prolífica, conta com 49 livros de grande poeta Paulo Bomfim (que escreveu um prefácio para opoesia, sendo 33 de sonetos (perfazendo cerca de 700 sonetos),e vem próximo livro dela a ser publicado) e pelo famoso bibliófilo Josésendo publicada de maneira semi-artesanal, em folhetos dentro de Mindlin (que possui obras inéditas dela) começa agora a suauma caixa (Kit) de madeira, e ilustrados a cores com desenhos de trajetória triunfante, como "a última grande lírica do século XX",Guilherme de Faria. Poeta e Musa ao mesmo tempo. As duas últimas obras poéticas que escreveu são: umnotável drama lírico formado por 42 sonetos (cenas) encadeados, Fontes: http://www.netsaber.com.br/inspirado por sua paixão por uma aluna e denominado "Sonetos à http://www.luciawelt.blogspot.com/ Ademar Macedo Mensagens Poéticas n. 112 UMA TROVA NACIONAL UMA TROVA PREMIADA Uma lágrima, sequer, 2008 > Balneário Camboriú/SC eu vi no adeus... Nem depois. Tema > LÁGRIMA(s) > Venc. Não faz mal... Eu sou mulher, posso chorar por nós dois! Em meus momentos aflitos (DIVENEI BOSELI/SP) deixo-as nas faces rolando, porque as lágrimas são gritos UMA TROVA POTIGUAR dos meus sonhos se afogando. A lágrima, na verdade, (ALMERINDA LIPORAGE/RJ) por seu poder infinito, traduz com fidelidade SIMPLESMENTE POESIA o que não pode ser dito... (REINALDO AGUIAR/RN) – Inoema Nunes Jahnke/RS – SAUDADE. Se do nada uma lágrima
  8. 8. 4 rolar no seu rosto... serenidade é canção Não tente entender, na voz que Deus abençoa; se mesmo, sem você querer, passa a vida o tempo voa outra lágrima teimar nas asas da ilusão. em embaçar teu sorriso... (GERALDO AMÂNCIO/CE)Não procure nem tente entender, com certeza é teu coração, SONETO DO DIA com vontade de me ver. – Félix Pacheco/PI – UMA TROVA DE ADEMAR ESTRANHAS LÁGRIMAS. Da bebida fiquei farto, Lágrimas... noutras épocas verti-as. bebendo, perdi quem amo; Não tinha o olhar enxuto como agora. hoje bebo no meu quarto, - Alma, dizia então comigo, chora! as lágrimas que eu derramo! Que assim minorarás as agonias! (ADEMAR MACEDO/RN) Ah! Quantas vezes pelas faces frias, ...E SUAS TROVAS FICARAM umas, outras após, a toda hora, gota a gota rolando elas, outrora, Quem já foi homem de bem, marcaram noites e marcaram dias! e se fez trapo na vida, sabe as lágrimas que tem Vinham do oceano d’alma, imenso e fundo, cada copo de bebida... de espuma as ondas salpicando o flanco,(ALOÍSIO ALVES DA COSTA/CE) numa fremência amargurada e louca. ESTROFE DO DIA Nos olhos hoje as lágrimas estanco... rolam, porém, sem que as descubra o mundo Nossas conquistas são feitas, sob a forma de risos pela boca. o mundo é nosso cartório, a vida é um laboratório Fonte: de diferentes receitas, Ademar Macedo as lágrimas não são aceitas como nossos risos são, Rodolpho Abbud Trovas À noite, ao passar das horas, quando tirava a de cima .... esqueço os dias tristonhos, pois tuas longas demoras Cama nova, ele sem pressa dão-me folga para os sonhos! ante a noivinha assustada, quer examinar a peça Ao hospício conduziu julgando já ser usada!... a mulher para internar... Feito o exame, ela saiu, Chegaste a sorrir, brejeira, e ele teve que ficar!... depois da tarde sem fim... E, nunca uma noite inteira Ao se banhar num riacho, foi tão curta para mim!... distraída, minha prima lembrou da peça de baixo
  9. 9. 5 Contemplo o céu para vê-las quando chegas e me encantas, com um respeito profundo, mesmo sendo às tantas horas, pois na raiz das estrelas as horas já não são tantas... eu vejo o dono do mundo. Não sei como não soubeste É força que vem comigo mas o amor veio, infeliz... e no tempo não se esvai: Eu te quis, tu me quiseste, – Sempre que eu falo de amigo mas o Destino não quis... eu me lembro de meu pai! Não sendo um homem moderno, Em problemas envolvida, meu pecado e insensatez por um beco se meteu, foi jurar amor eterno que não tinha nem saída, e amar somente uma vez!... e, mesmo assim, se perdeu! ... Naquele hotel de terceira, Em seus comícios, nas praças, que a policia já fechou, o casal cria alvoroços: a Maria arrumadeira - Vai ele inflamando as massas! muitas vezes se arrumou! - Vai ela inflamando os moços... Nas lojas sempre envolvido, Em tudo o que ja vivi não tem crédito jamais... Nesta passagem terrena, - ou por ser desconhecido, Se um pecado eu cometi, ou conhecido demais !... Com ela, valeu a pena !... Na vida, em toscos degraus, Enquanto um velho comenta entre tropeços e sustos,sobre a vida: -"Ah! Se eu soubesse..." mais que a revolta dos maus, um outro vem e acrescenta temo a revolta dos justos!... já descrente: -"Ah! Se eu pudesse..." Na vida, lutar, correr, Eu finjo que estou contente... não me cansa tanto assim... Ela finge que está triste... O que me cansa é saber -- No canto do amor, a gente que estás cansada de mim! desafina... mas resiste!... Nessa paixão que me assalta, Foram tais os meus pesares misto de encanto e de dor, quando, em silêncio partiste, quanto mais você me falta que, afinal, se tu voltares, mais aumenta o meu amor!... talvez me tornes mais triste... Nosso encontro ...O beijo a medo... Hei de vencer esta sina A caricia fugidia... que num capricho qualquer, Nosso amor era segredo, me fez amar-te menina mas todo mundo sabia... depois negou-me a mulher!... Provando em definitivo Minha mágoa e desencanto que o Brasil é de outros mundos, foi ver, no adeus, indeciso, há muito "fantasma" vivo eu, disfarçando meu pranto... passando cheques sem fundos... tu, disfarçando um sorriso!... Seja doce a minha sina Na ansiedade das demoras, e, num porvir de esplendor,
  10. 10. 6 nunca transforme em rotina todos os Trovadores que ostentam essa honra, o titulo de “Magnífico os nossos beijos de amor... Trovador”. São poucos os pioneiros da trova em plena atividade. Entre Soube o marido da Aurora, eles, com especial destaque figura Rodolpho Abbud, o grande e ela não sabe por quem, querido apóstolo da trova de Nova Friburgo. Ele entrou na alegre que o vizinho dorme fora, tribo dos trovadores em 1960, com aquele vozeirão inconfundível, quando ele dorme também... como repórter de rádio, entrevistando os participantes dos I Jogos Florais na Rádio Sociedade de Friburgo. Gostou tanto, que virou Toda noite sai "na marra", trovador também. Dizendo à mulher: -"Não Torra!" Quase meio século depois, super-jovem em seus 82 anos, o Se na rua vai a farra, mestre Rodolpho Abbud continua brilhando não só como criador de em casa ela vai à forra!... primorosos versos, mas também como um dos mais importantes líderes nacionais da União Brasileira de Trovadores (UBT). A Um Deputado ao rogar importância de Rodolpho Abbud vai muito além das fronteiras da ao Senhor, em suas preces, cidade. pede que o verbo "caçar" Premiado em centenas de concursos, Rodolpho é autor de não se escreva com dois esses!... milhares de trovas memoráveis. Entre outros títulos, ostenta o de Magnífico Trovador Honoris Causa, que lhe foi atribuído por ocasião Um longo teste ela fez dos 40ºs Jogos Florais de Nova Friburgo. Ele faz parte da geração de de cantora, com requinte... trovadores surgidos com o lançamento dos I Jogos Florais. Trata-se Cantou somente uma vez, do trovador mais antigo da cidade e a prova está em sua carteira de mas foi cantada umas vinte!... trovador, que ostenta o número 1. Rodolpho explica aos que não são versados nesta arte que Vem amor, vem por quem és! trovas são pequenos poemas de quatro versos, de sete sílabas Pois já tens, em sonhos vãos, poéticas, isto é, com o som de sete sílabas – o primeiro rimando com minhas noites a teus pés, o terceiro e o segundo com o quarto. Ele aprendeu rapidamente os meus dias em tuas mãos!... segredos do estilo poético característico da trova recriado por J. G. Vendo a viuva a chorar, de Araújo Jorge e Luiz Otávio. muito linda, em seu cantinho, Quando teve início o movimento trovadoresco em Nova todos queriam levar Friburgo, Rodolpho trabalhava como comentarista de futebol na a "coroa" do vizinho... Rádio Sociedade de Friburgo e ainda não tinha descoberto que sabia fazer trovas. Mas desde pequeno gostava de fazer quadrinhas. Na Vejo em minhas fantasias, infância as crianças aprendiam na cartilha algumas rimas básicas, em Friburgo, pelas ruas, que davam origem a quadras como uma que Rodolpho jamais mil sois enfeitando os dias esqueceu: “Joãozinho é cabeçudo / mas tem belo coração / é e, à noite, a luz de mil luas. dedicado ao estudo / e sabe sempre a lição”. Por alguma razão Rodolpho sempre se identificou com o estilo e, mesmo sem saber, já fazia trovas, que costumava chamar de quadrinha, assim no diminutivo mesmo. Naquela época, porém,Rodolpho Abbud (1926) bastava rimar o primeiro verso com o terceiro e o segundo com o Nasceu em Nova Friburgo/RJ, em 21 de outubro de 1926; quarto. Rodolpho acha até graça, porque já naquela época faturoufilho de Dona Ana Jankowsky Abbud e de Ralim Abbud. Radialista, cem mil réis num concurso da Rádio Nacional, com uma de suasLocutor Esportivo, Poeta e Trovador, foi sempre muito bom em tudo primeiras trovas, em 1950. “Foi numa festa junina/ que eu vi a Ritaaquilo que fez ou faz. Contam até que, certa vez, transmitindo um sapeca/ A cabocla era bonita/ Parecia uma boneca”.jogo do Friburguense, teve a sua visão do campo totalmente coberta Levou um bom tempo para os trovadores, inclusive opelos torcedores. Sem perder a calma, e com sua habitual presença próprio Rodolpho Abbud, incorporar a expressão trova – que vem dode espirito, continuou a transmissão assim: – “Se o Friburguense francês trouver, isto é, procurar, achar. Chamavam aqueles pequenosmantém a sua formação habitual, a bola deve estar com o zagueiro poemas de quatro sílabas de quadra, quadrinha ou trovinha, menoscentral, no bico esquerdo da área grande…” de trova. Um dia Luiz Otávio até chamou a atenção do J. G. de Araújo Tem um livro de Trovas intitulado: “Cantigas que vêm da Jorge, quando este lhe contou que tinha feito uma trovinha: “QueMontanha”, e, recebeu, com inteira justiça e por voto unânime de
  11. 11. 7trovinha o quê, José Guilherme, isso aí se chama trova, não é cidades. As viagens são uma verdadeira festa, com todo mundotrovinha nem trovão, é trova”. brincando e fazendo trovas dentro do ônibus. “Acho que eu sei fazer este negócio aí” Depois de trabalhar 42 anos na Fábrica de Filó, todo Rodolpho Abbud já criou mais de cinco mil trovas. mundo pensava que ele fosse ficar deprimido quando se aposentasse.Infelizmente, boa parte delas se perdeu e seu acervo conta apenas Que nada! Voltou a narrar partidas de futebol, depois mergulhou nacom as trovas premiadas nos concursos de que participa em todo o trova.Brasil. A sorte é que o mais respeitado trovador da cidade e um dos Rodolpho é pai de Luiz Carlos, Suely e Rosane, de seumaiores do país é um colecionador de prêmios, já perdeu a conta do primeiro casamento. Casado pela segunda vez há 50 anos com a docenúmero de troféus e diplomas que já conquistou. Cyrléa Neves, eles são pais do conhecido percussionista Rocyr e da Sua facilidade para criar trovas impressiona até seus não menos conhecida Rivana, do Bar América.colegas trovadores. Todas, diga-se de passagem, dignas de figurar em Friburguense da gema, passou a infância na Rua Oliveiraqualquer antologia. “Com qualquer assunto se faz uma trova”, Botelho, até o 5º ano primário estudou com dona Helena Coutinho,explica, modesto, tentando explicar os segredos desta arte. Ele que tinha uma escola na Rua São João. Fez o ginasial no Colégioacredita em inspiração, tanto que carrega sempre papel e caneta no Modelo e depois foi aluno do professor Luiz Gonzaga Malheiros.bolso para anotar as ideias que vão surgindo em sua cabeça. Do que sente mais saudades da Nova Friburgo de Hoje em dia uma das atividades que mais gratificam o antigamente? Rodolpho Abbud não pensa um segundo antes develho trovador é ensinar a fazer trovas. Ele e seus colegas trovadores responder. “Da Fonte do Suspiro”, responde de imediato e,já visitaram muitas escolas, transmitindo às crianças e jovens os subitamente, se emociona, chegando a ficar com lágrimas nos olhos.conceitos básicos que permitem criar trovas capazes de fazer bonito Mas, como os homens de sua geração não choram, trata logo deem qualquer concurso. Já estiveram no Ienf, na Escola Canadá, no mudar de assunto. “Ah, sinto muita saudade também do footing daCiep Glauber Rocha, na Universidade Candido Mendes. Até na Clínica praça, com os rapazes parados como se estivessem num corredor e asSanta Lúcia eles já estiveram. moças passeando de um lado para o outro”, conta. Junto com seus companheiros da UBT, Rodolpho mantém Maluco por futebol, Rodolpho pertence ao quadro dehá 50 anos um programa radiofônico pela Rádio Friburgo AM beneméritos do Friburgo Futebol Clube e, no Rio, é tricolor defocalizando o movimento trovadoresco de Nova Friburgo e de todo o coração. Fez até uma trova para seu time: “É paixão que longe vai /Brasil. O programa, transmitido todo sábado, às 20h, é o mais antigo na força do coração: / – Tricolor era meu pai / filhos, netos tambémdo Brasil e seu slogan diz assim: “É poesia sempre nova / cultivada são”.com amor / Se você gosta de trova / Pode ser um trovador”. Fontes: Solidão? Rodolpho diz que não sabe o que é. Junto com Dalva Ventura, do Jornal A Voz da Serra. Disponível em UBT/SP, site UBTrova,seus amigos trovadores, viaja o Brasil inteiro, sendo sempre recebido http://www.ubtrova.com.brcom festa e toda a hospitalidade pelos companheiros das outras http://www.ubtjf.hpg.ig.com.br Boletim Nacional da UBT Ademar Macedo Mensagens Poéticas n. 129UMA TROVA NACIONAL UMA TROVA POTIGUARPor mais que eu garimpe e tente, Amo bastante, não minto;nos meus pedregulhos tantos, sem envolver-me em lambanças,nem com lupa ou forte lente sentir saudades, não sinto;eu não acho os meus encantos. sinto, agradáveis lembranças.(TIA PRISCA/SP) (PEDRO GRILO/RN)
  12. 12. 8UMA TROVA PREMIADA cada dia mais me esforço de pagá-los com os meus.2010 > Curitiba/PR (MIGUEL RUSSOWSKY/SC)Tema > IMAGEM > Menção Honrosa ESTROFE DO DIAA grande riqueza humanaconsiste em se perceber Relembrar um grande amor,quando a luz do "ter" profana uma ausência lamentar,e ofusca a Imagem do "ser". ficar triste, suspirar,(WANDIRA FAGUNDES QUEIROZ/PR) ver a beleza da flor, andar com ar sonhador,SIMPLESMENTE POESIA parecendo estar ausente, isso é banzo recorrente– Sérgio Severo/RN – uma coisa que maltrata,TRIBUTO A NOVA FRIBURGO. pois saudade ninguém mata, é ela que mata a gente.Nova Friburgo se ergue (JOSÉ ALBERTO COSTA/AL)das brumas de um pesadeloe não há ninguém que negue: SONETO DO DIAnunca o fez por merecê-lo. – Humberto Rodrigues Neto/SP –Essa Cidade tão Bela, PLÁGIOS."Capital dos Trovadores",tornará a ser aquela, Há poetas que vivem no ostracismo,"Eterna Terra das Flores". mas julgam-se a si próprios magistrais, e em tábidas manobras imoraisÓ Terra dos meus Avós, fazem do plágio seu falaz lirismo.permita falar por Vós,e ao Brasil, todo, eu conclamo: Surdos à lei e às convenções morais, entregam-se da inveja ao fatalismo,"Venham à Terra revivida, essa filha bastarda do egoísmode novo, cheia de Vida, que tantos danos à poesia traz!Nova Friburgo, TE AMO!!" Por falha herdada de um viver pretérito,UMA TROVA DE ADEMAR pouco lhes toca que um poema ultrajem pra disfarçar seu crônico demérito!Estão nos desígnios meuslições de uma eternidade: Mal sabem os medíocres que assim agem,só na colheita de Deus que a inveja é até uma forma de homenagemse colhe Fé de verdade!... que prestam, sem saber, aos que têm mérito!(ADEMAR MACEDO/RN) Fonte:...E SUAS TROVAS FICARAM Ademar MacedoPara não sentir remorsosde roubar os beijos teus,
  13. 13. 9 A. A. de Assis Triversos Travessos 01 10 Ah, havia o espaço Na mesa grandona e no espaço havia ação. vinho, massa e cantoria. Apertem os cintos. Almoço na Nona. 02 11 Passa a teoria Segura, peão... por debaixo do arco-íris. Segura, que a vida é dura Vira poesia. e mais duro o chão. 03 12 Saudade por quê? Se borda é prendada, Pra voltar a ser criança, bem mais ainda se pinta. basta um bilboquê. E se pinta e borda? 04 13 Andorinha sobe, Sagüi faz xixi andorinha sobe e desce, na mudinha de embaúba. faz um “s” e some. Tudo bem: aduba. 05 14 Dizem que a cigarra Casal de velhinhos nada faz senão cantar. na janela olhando a Lua. Ah, é indispensável. Tão longe a de mel... 06 15 Pergunte às crianças A uva e a codorna.se há vida onde ninguém brinca. Da uva se tira o vinho, – Polegar pra baixo. da codorna ovinho. 07 16 Da folha de amora Balas e gorjeios. para o lencinho da amada. O canarinho nem tchum Mágico tear. para os tiroteios. 08 17 Estrela cadente. Quem foi que afinal Vaga-lumes se alvoroçam tantas matas derrubou? cobiçando a vaga. Ah, o pica-pau. 09 18 Na prova de salto E agora, vovô?quem tem chance de medalha? – Agora, nas mãos dos netos, – A de salto alto. sou que nem ioiô.
  14. 14. 10 19 29 Assanhadas rosas. Alô... é da Lua?... Disputam a preferência Manda uma cheia, com flores, de um raio de sol. para a minha amada. 20 30 No lombo do boi Relampeja e... troomm... faz-lhe um cafuné o anu. – Afia a enxada, compadre, E ele gosta: muuu... que vem chuva boa! 21 31 Ursinha moderna. Florzinha silvestre Toda noite, após a lida, no jardim do shopping-center. na internet hiberna. Êxodo rural. 22 32 Menina no zôo No topo do poste faz bilu-bilu na onça. a mansão do joão-de-barro. Isaías, onze. Tá podendo o cara. 23 33 Que delícia de cantigas Do asfalto se avista na vozinha das vozinhas. ao longe um carro de boi. Seresta na praça. Cheinho de histórias. 24 34 Xexéu na gaiola Serás a sereiapara o peixinho no aquário: que na lua cheia cantas? – Como vai, colega? Serei-a, serei-a. 25 35 No meio do pasto Pálidas pernocas um ponto de exclamação. na areia pegando cor. Último coqueiro. Ou pescando amor? 26 36 Tarzã do terreiro Mosca na parede.solta o seu grito de guerra: Avisem à lagartixa Cucurucucu... que o jantar chegou. 27 37 Ante o Pão-de-Açúcar, Ao luar, no Éden,dá as costas a Lua ao mar. primeiro jantar a dois. A lei do mais doce. Que deu no que deu. 28 38 Abelha se aninha Menino de sete no colo do girassol. versus menino de oitenta. Vai ter mel quentinho. Jogo de botão.
  15. 15. 11 39 49 Diz o sapo à sapa: É a cegonha, bem...– Coá-coaxá... coará-coaxá... Tá caçando uma barriga E ela a ele: – Topo. pra ninhar neném... 40 50 Um pulo, medalha. Tudo bem, poeta. Milhões de cabeças boas Minha terra tem Palmeiras, tão longe das loas. mas sou são-paulino. 41 51 Trenzinho da serra. “Por que não te calas?”, Pa... Pa-ra-ná... Pa-ra-ná.... diz a arara ao papagaio. pra Paranaguá. – Se calo, me peias. 42 52 Piupiu canta à porta Na agüinha da bica da gaiola da piupia. molha o bico o tico-tico. Se arrepia a bela. Depois bica a tica. 43 53 Crocante e cheiroso, Céu de “brigadeiro”. com garapa, na feirinha. – Aniversário de quem?, Pastel de saudade. me pergunta o neto. 44 54 Na fila de idosos, Zunzunzum... zunzum... troca-troca de sintomas. É um pernilongo brincando Quem não tem inventa. de fórmula um. 45 55 Flagra na cozinha. Futebol é assim:Um par de abelhas aos beijos só se ganha uma partida sobre o meu pudim. na base do chute. 46 56 Manhêêê – diz o piá –, Balança o palanque. trouxe uma flor pra você. O peso na consciência Troco por um beijo. do nobre orador. 47 57 Galinha caipira Xô daqui, Seu Grilo. desposa um pavão real. Pega a tua cantoria, Continho de fada. pousa noutra cuca. 48 58 Veja a parasita: Banho de butique. parece gente que a gente Mariposa bem-cuidada acha até bonita... vira borboleta.
  16. 16. 12 59 60 Dó-ré-mi-fá-sol, Bons tempos aqueles dó-ré-mi-fá-sol-lá-si. da escola risonha e franca. Sabiá-laranjeira. A bênção, fessora! Fonte: ASSIS, A. A. De. Vida, verso e prosa. Maringá/PR: EDUEM, 2010. Marcelo Spalding O Certo e o Errado no Ensino da Língua Portuguesa Professores respeitados, como Claudio Moreno, foram Chegou aos noticiários nacionais o dilema de cada enfáticos na defesa do ensino do português chamado padrão,professor de língua portuguesa: diante das novas teorias reafirmando que o papel da escola é ensinar o futurolinguísticas e, em especial, da sociolinguistica, como lidar cidadão a se utilizar da língua escrita culta, “cujascom variações como “nós pega” ou “os carro” em sala de potencialidades espantosas aparecem na obra de nossosaula? Simplesmente apontar o erro seria reforçar o que tem grandes autores”. Para Moreno, “os linguistas sabem quese chamado de preconceito linguístico, mas deixar de fazê-lo nosso idioma é muito mais amplo do que a língua escritapoderia colocar a disciplina num limbo perigoso onde o culta que é ensinada na escola — mas a escola sabe, maisvale-tudo acaba com a especificidade da disciplina. que os linguistas, que essa é a língua que ela deve ensinar”. O tema ganhou relevância graças à polêmica provocada Por outro lado, linguistas de consistente formaçãopelo livro Por uma Vida Melhor, da Coleção Viver, Aprender acadêmica, como Pedro Garcez, reiteraram que não é uma– adotado pelo Ministério da Educação (MEC) e distribuído questão de certo e errado, mas de adequação: “de certapelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação forma, todos nós brasileiros produzimos frases com falta dede Jovens e Adultos (PNLD-EJA) a 484.195 alunos de 4.236 concordância. Isso do nosso ponto de vista não é erro, é aescolas. Confira um trecho do livro, publicado pela Editora linguagem natural. Esse é o português brasileiro.”, afirma oGlobal: professor da UFRGS. “Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar Claro que a questão é mais profunda do que esses‘os livro’?’ Claro que pode. Mas fique atento, porque, exemplos um tanto grosseiros pegos pela mídia, pois outrasdependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de tantas construções corriqueiras são erradas do ponto depreconceito linguístico (…) Muita gente diz o que se deve e o vista gramatical, mas continuam sendo repetidas porque não se deve falar e escrever, tomando as regras pessoas das mais variadas classes sociais e pela própriaestabelecidas para a norma culta como padrão de correção mídia. Exemplos? “Tu vai”, “duzentas gramas”, “Houveramde todas as formas linguísticas.” momentos”, “Me empresta”, “Ele trouxe para mim ver”, “Assisti o show”, etc.
  17. 17. 13 No fundo o que está em jogo é a entrada de novos atores O papel da escola, enfim, é apresentar e ensinar aosociais no dia a dia da língua portuguesa, com suas aluno a variante “culta” da língua: aprender ou não,influências e estilos. O paulistano usa “então” no começo de interessar-se ou não por ela, é um direito do aluno, mas secada frase, um vício de linguagem horrível, mas nem por ele precisar dessa variante e não conhecê-la por omissão daisso se discrimina o paulistano ou, por outro lado, se usa escola teremos praticado, sem exagero, um crime. Dosisso em filmes, novelas e livros didáticos. Mesma coisa o “r” grave.carregado dos cariocas ou o “tu vai” dos gaúchos. Essas sãoas variações geográficas, por isso não causam tanto furorcomo as variações sociais, marcas linguísticas de classes ou Marcelo Spalding (1982)grupos sociais específicos. Essa variação pode ser de Marcelo Spalding nasceu em Porto Alegre, RS, eminterpretação, léxico, sintaxe e até ortografia (como os 1982.sempre criticados “vc” ou “tb” da Era Digital). É formado em Jornalismo e Letras, mestre e E o professor, em sala de aula, faz o quê? Uma das doutorando em Literatura pela UFRGS, professor da Uniritterformas de lidar com o problema sem encara-lo de frente tem (Língua Portuguesa e Oficina de Criação Literária), editor dosido concentrar o trabalho com a Língua Portuguesa em portal Artistas Gaúchos, autor dos livros As cinco pontas detextos, evitando a normatização da gramática e da uma estrela, Vencer em Ilhas Tortas, Crianças do Asfalto,ortografia. Mas será que, afora os exageros, não é importante A Cor do Outro e Minicontos e Muito Menos e colunista doque os jovens tenham um conhecimento técnico de sua Digestivo Cultural. Recebeu dois Prêmios AGES Livro do Anolíngua, e não apenas intuitivo, para melhor interpretação, (2008 e 2009) e um Prêmio Açorianos de Literatura (2008).correção, clareza e variação na leitura e na produção É vice-presidente da Associação Gaúcha detextual? Não será importante, especialmente aos futuros Escritores na gestão 2010-2011. Como acadêmico, éprofissionais da língua, como comunicadores, advogados, especialista em miniconto e em Literatura Digital.professores de todas as áreas, cientistas sociais, etc, saberonde se utiliza ou não o “a” craseado, a vírgula, a Cronologia:preposição antes do “que”? E não é importante que, paraisso, eles saibam pelo menos o que é um sujeito, um verbo, 1993um objeto, um adjunto adverbial? Um adjetivo, um advérbio, Então com 11 anos, Marcelo ganha o 1º lugar emum substantivo, um pronome, uma preposição? sua categoria do concurso Jornalista por um Dia, da Zero Pode parecer espantoso, mas nem sempre eles sabem. Hora. Eram cerca de 3000 trabalhos concorrendo, dos quaisNão com facilidade. Vejamos um exemplo bem prático do cerca de 80 foram publicados e 4, premiados. O prêmio émeu dia a dia em sala de aula, a frase "A expansão uma viagem a Brasília.desenfreada da cidade é uma grande ameaça para seudesenvolvimento". Para muitos, o verbo é "expansão", o 1995 e 1996que pode causar grande confusão na hora de concordar o Marcelo volta a ser classificado entre os 80verbo com o sujeito e faria com que muitos escrevessem melhores trabalhos no Jornalista por um Dia.essa frase com “Há” ou “À” no lugar do “A”. Adiante,poucos percebem que “seu” é um pronome que retoma “a 1997cidade”, ainda que um esteja no masculino e o outro no Começa a editar o jornal Ação & Reação, dofeminino. Grêmio de sua escola. Edita 8 jornais em dois anos, Claro que o mais importante não é a gramatiquice, é que ininterruptamente, com temas como política e drogas.nosso cidadão saiba expressar-se com coerência, coesão e, Agora com 15 anos (idade limite para omais ainda, tenha postura crítica e ideias originais. Também concurso), é a primeira pessoa a vencer pela segunda vez oé importante, entretanto, que não sejam sonegadas desse Jornalista por um Dia, desta vez na categoria 14/15 anos. Ocidadão as regras sociais, incluindo aí o português padrão, prêmio é uma viagem a Minas Gerais.pois ali adiante esse desconhecimento pode acabarexcluindo, ou, pelo menos, subvalorizando pessoas de alta 1998capacidade e que lutaram muito para reescrever seus Vence o concurso Jovens Autores na Cidadedestinos. Sorriso e participa de sua primeira antologia. Seu trabalho é
  18. 18. 14destacado, também, como o melhor dentre os publicados na 2005antologia; Forma-se em jornalismo pela UFRGS. Escreve, aos 16 anos, a novela As Cinco Pontas de Torna-se colaborador do Jornal da Universidadeuma Estrela; Com o grupo Casa Verde, lança Fatais, em março, Contos de Bolso, em junho, e Era uma Vez em Porto Alegre,1999 em novembro Fica entre os 3 primeiros colocados do Concurso Palestra no II Encontro Gaúcho de Escritores emNacional de Redação Assis Chateubriand, realizado em Bento GonçalvesBrasília, e como prêmio ganha uma viagem a Capital e um Publica Vencer em Ilhas Tortas, pela WS Editorvalor em dinheiro; É eleito Vice-Presidente Administrativo da Começa a editar a revista literária Veredas; Associação Gaúcha de Escritores2000 2006 Ingressa na faculdade de Jornalismo da É convidado para ser colunista da revista nacionalUniversidade Federal do Rio Grande do Sul; Digestivo Cultural Lança o livro As Cinco Pontas de uma Estrela, Ingressa no Mestrado em Literatura Brasileira naentão com 17 anos; UFRGS Participa com trabalho sobre miniconto na2001 ABRALIC, no RJ Cria a msmidia.com, empresa de criação de sites É o autor com maior número de participações nana internet, e futuramente teria clientes como Jaime Vaz programação oficial da 52ª Feira do Livro de Porto AlegreBrasil, Caio Riter, Marô Barbieri, Luís Dill, Jane Tutikian,Cíntia Moscovich, Mario Pirata, entre outros. 2007 Publica, no final do ano, a 2ª edição de As Cinco Participa com trabalho sobre miniconto naPontas de uma Estrela, pela WS Editor; ABRAPLIP, em SP Faz a orelha do livro Adeus contos de fadas, de2002 Leonardo Brasiliense, que é premiado com o Prêmio Jabuti Associa-se na Associação Gaúcha de Escritores - de Melhor Livro Infantil de 2007AGEs; É convidado para ministrar a 1ª Oficina de Criação É selecionado para a Oficina de Criação Literária Literária da Uniritterdo Programa de Pós-Graduação da PUCRS, ministrada por Lança Crianças do Asfalto pela Casa do Psicólogo,Luiz Antônio de Assis Brasil; sua estréia numa editora nacional e na literatura adulta Lança o portal Artistas Gaúchos com o objetivo de2003 fomentar a produção artística local Lança a antologia Contos de Oficina 30, fruto daOficina realizada no ano anterior 2008 Trabalha como bolsista da Rádio da Universidade É convidado a integrar o Programa Autorcobrindo, entre outros, a Feira do Livro; Presente, do IEL Aos 21 anos, é eleito Vice-Presidente Social da É convidado para ministrar oficina de minicontosAssociação Gaúcha de Escritores no SESC-Copacabana, RJ Cria o I Prêmio Gaúcho de Arte Eletrônica2004 Lança A Cor do Outro pela Editora Kassol Edita o Jornal das Letras, em parceria com Marisa É convidado para ministrar oficinas do ProjetoMagalhães, depois transformado em Entretexto Inclusive Eu, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre Participa do grupo literário Casa Verde ao lado de Crianças do Asfalto ganha o Prêmio Livro do Anoescritores como Luiz Paulo Faccioli, Laís Chaffe e Christina da Associação Gaúcha de Escritores - Categoria Não-FicçãoDias Ganha o Prêmio Açorianos de Literatura pelo Participa do Grande Júri para o Prêmio Açorianos portal Artistas Gaúchos
  19. 19. 152009 Lança Liberdade pela Escrita, coleção de textos Ingressa no Doutorado em Literatura Comparada organizados por Marcelo Spalding e Neiva Tebaldi Gomes,na UFRGS pela Editora Uniritter É convidado para organizar a I Semana de Passa a integrar o corpo docente da Uniritter,Literatura Digital da Feira do Livro de Porto Alegre atuando no curso de Letras É convidado para participar do PROLER Caxiaspara falar do Leitor na Era Digital 2011 Lança o projeto hiperconto.com.br e o primeiro Passa a atuar no curso de Direito da Uniritter,hiperconto do Brasil, Um Estudo em Vermelho ministrando a disciplina de Língua Portuguesa A Cor do Outro ganha o Prêmio Livro do Ano da Lança a versão online de Minicontos e MuitoAssociação Gaúcha de Escritores - Categoria Juvenil Menos É eleito Vice-Presidente Administrativo daAssociação Gaúcha de Escritores Fontes: Biografia http://www.marcelospalding.com/?pg=2501 Texto enviado pelo autor.2010 É convidado para palestrar no V Salão do Livro deTocantins sobre Literatura na Era Digital Sebas Sundfeld A Ajuda Uma das cinco cronicas vencedoras do V Concurso Literário - Seu padre, aqui era só mato. Carpi tudu no cabu“Cidade de Maringá” 2011. Sebas Sundfeld é de Tambaú/SP. da inxada, edubei e prantei. Óia agora o mio imbonecando... os cacho do arrois...e ali, óia, o feijão nos carreadô. Zéca, moço simples da roça, trabalhador e O vigário benzeu e ponderou: - É, meu filho, masreligioso, herdara umas terrinhas do avô. Para lá se tocou tudo foi com a ajuda de Deus.com a mulher, a tomar posse da propriedade e botar mãos à Passaram por perto do pasto, onde um matungoobra. Com seu trabalho já rendendo alguma coisa e bom tordilho descansava do arado, à sombra de um jatobazeirocristão que era, convidou o vigário da Vila para benzer o nativo. Uma vaquinha leiteira e um bezerro completavam afruto do seu esforço honesto e suado. cena bucólica. Após o almoço suculento servido na cozinha da - Aqui, seu padre - o Zéca continuava mostrando -casa de chão de terra-batida e teto de telha-vâ, saíram ao sol, fofei a terra e óia só que beleza de hortinha!o vigário de barrete e o Zéca com seu chapéu de banda. Com E o vigário contrito, alegou novamente: - Muitojusto orgulho, o roceiro ia mostrando, rindo e gesticulando, bom, meu filho, mas, veja bem, com a ajuda de Deus.o produto resultante do seu esforço rude.
  20. 20. 16 Assim foi, o Zeca mostrando o fruto do seu distinguido com os Diplomas de Cidadão Honorário detrabalho e o vigário lembrando a ajuda de Deus. Por último, Tambaú e Cidadão Benemérito de Pirassununga.o roceiro já meio encabulado mostrou o pequeno celeiro. Ocupa a Cadeira "Mário de Andrade" na AcademiaComentou: - Tá barrotado. de Estudos e Pesquisas Literárias. Outra vez o vigário repetiu: - Bonito, meu filho, É considerado um dos corifeus do haicai da escolamas com a ajuda de Deus, não esqueça. guilherminiana. Desenxabido, coçando o cocoruto, o Zéca Publicou 14 livros, entre 1960 e 2009, sendo 4 dedesabafou: trovas. Seus livros de contos e crônicas "Reticências" e - Tá certo, seu vigário, tá certo. Mai, porém, o "Figuras" foram recentemente premiados com Medalha desinhor percisava era vê cumu tava istu tudo aqui, quando Ouro pela Câmara do Livro, orgão da ABEPL, no Rio deDeus trabaiava sozinho... Janeiro. Possui verbetes em Dicionários e Enciclopédias Literárias. Além das múltiplas publicações esparsas constaSebas Sundfeld em dezenas de Antologias. Detém considerável acervo de Natural de Pirassununga-SP, Sebastião Alicio premiações literárias no Brasil e em Portugal. Na Rádio eSundfeld é conhecido pelo tratamento hipocorístico de Televisão Atlântico (Olhão/Algarve/Portugal), em 1997, foiSebas. assunto do programa Amigos em Sintonia". De formação acadêmica em Pedagogia, exerceu Por ocasião do cinqüentenário dafunções docente e administrativa no Ensino Oficial do seu Capital Federal, foi contemplado com troféu alusivo,estado. É orador, palestrante, musicista, com presença em oferecido pela Revista Brasilia.jornais e revistas. Criou a Biblioteca Pública Municipal de Tambaú, Fontes:considerada a melhor da região e da qual é o patrono. De - Biografia (http://www.ubtnacional.com.br/) - AGULHON, Olga e PALMA, Eliana. V Concurso Literário "Cidade de Maringá".Tambaú é ainda o criador dos seus Símbolos Oficiais. Maringá: Academia de Letras de Maringá, 2011. Na década de 80 realizou ali concorridosConcursos Internacionais de Trova. Recebeu homenagem pública, em 1991, porocasião do desfile de aniversário da cidade. É Hermoclydes S. Franco Trovas A bengala cor da paz, tem um mistério que faz que o homem cego conduz, o som transformar-se em luz!
  21. 21. 17 O prazer de conhecer-te! Abraça o tempo que corre, Na rapidez em que avança, Com efeitos especiais,Que um bom momento não morre, Meus sonhos mostram, em tela, Acaba sempre em lembrança! Os teus encantos reais Na mais bonita aquarela!... A emoção é bailarina, Num palco azul de ilusões... Com talhadeira e martelo, Se Deus a fez feminina, finas madeiras entalho... Tinha lá Suas razões. E esse trabalho é tão belo que já nem sei se é trabalho! A fraqueza é um artifício que leva alguém, sem escalas, Da guerra, entre os seus horrores, a abrir as portas do vício não há glória que compense, e não saber mais fechá-las!... para os Pracinhas, as dores de quem perde ou de quem vence!... Aquele que a paz expande Tem a luz, bem definida, Dizem que todo baixinho Que se transforma no grande tem mania de grandeza... Prazer de viver a vida! Por isso é que o meu vizinho só chama a mulher de... "alteza"!... A inspiração é uma fada, Com varinha de condão... Em privação de sentidos, Quando toca a musa, amada, Em teus braços perfumados, Há poesia em profusão!... Sonhei sonhos não vividos... Vivi sonhos não sonhados... Ante a maçã do pecado na dúvida, vou sofrendo: Era uma vez... A saudade - Se como... sou castigado; da meiga MÃE que ensinava, se não como... me arrependo! na minha infância, a verdade nas histórias que contava!… Às vezes, troféus de glória e incensos de aduladores Escondendo tal carinho podem fazer da vitória Em seu semblante sisudo, o ocaso dos vencedores!... Meu PAI me pôs no caminho Preparado para tudo!... A tempestade aparente Do teu gênio, por magia, Eu, no rumo das gaivotas Transformou-se de repente, no mar rendado de espumas, Ao meu beijo, em calmaria! dentre centenas de rotas, busco o roteiro em que rumas… A vagar pela cidade, Desde os tempos de menino, Foi tanta emoção sentida, Procuro a felicidade Foram mil sonhos sonhados, Que mora além do destino!... Que atravessamos a vida Como eternos namorados... A vida é dura batalha que não aceita um "talvez" Lobo máu, o vento, ao léu, e nem outorga medalha Se transforma em furacão aos filhos da timidez! Ao ver, nas nuvens do céu, Carneirinhos de algodão!... A vida é a fada-madrinhaQue, ao ver nosso intenso flerte, Mãe! Flor de amor e bondade, Deu-me, em toque de varinha, Nem precisa rima rica,

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