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Silva, jaderson luís da. trabalho de conclusão de curso licenciatura plena em música

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Silva, jaderson luís da. trabalho de conclusão de curso licenciatura plena em música

  1. 1. UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO LICENCIATURA PLENA EM MÚSICA JADERSON LUÍS DA SILVA A MÚSICA NA ESCOLA:REFLEXÕES SOBRE AS AULAS DE ARTES EM TAMBAÚ (SP). RIBEIRÃO PRETO 2012
  2. 2. JADERSON LUÍS DA SILVA A MÚSICA NA ESCOLA:REFLEXÕES SOBRE AS AULAS DE ARTES EM TAMBAÚ (SP). Monografia apresentada à Universidade de Ribeirão Preto UNAERP, como requisito Para a obtenção do titulo de Licenciado em Música. Orientador: Profª. Me. Gisele Laura Haddad. RIBEIRÃO PRETO 2012
  3. 3. Dedico este trabalho à minha mãe, Dulcenéia Pereira da Silva, que sempre acreditou em meus objetivos e me incentivou sempre a batalhar para fazê-los virar realidade.
  4. 4. AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar, agradeço a Deus por me privilegiar com a oportunidade de cursaruma graduação em música e mudar minha vida. Agradeço a dedicação e esforço de todos os professores, sem exceção, que dedicaramseu tempo e compartilharam seus conhecimentos por todo o tempo em que estive no curso deLicenciatura Plena em Música da Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP, e quecontribuíram de várias maneiras para a minha formação, em especial às Professoras GiseleLaura Haddad por sua paciência em me orientar neste trabalho, e Erika de Andrade Silva porseu incentivo para que continuasse o desenvolvimento do mesmo. Durante estes três anos conheci grandes colegas e conquistei vários amigos que hojeos tenho como irmãos. Agradeço ao Marcelo Cosme, pelo seu grande exemplo de superação eforça de vontade, que foi minha inspiração para seguir em frente no curso. Aos amigosWesley Ekstein, William Welson, Gabriel Camargo pelo companheirismo e pelos bonsmomentos que passamos juntos neste período. Agradeço a Sonara, secretária do curso que sempre nos ajudou quando maisprecisamos e pelo seu empenho e seriedade no seu trabalho. Minha mãe Dulcenéia e minha “tia-mãe” Bartira foram pessoas que sempre estiveramao meu lado me apoiando nas horas difíceis. Agradeço pelo grande apoio e dedicação quedispensaram a mim. Por fim, agradeço aos amigos parceiros de bandas e de trabalho que me orientaram eme apoiaram na trajetória como músico.
  5. 5. RESUMOEste trabalho foi realizado com o propósito de relatar e analisar as atividades musicais nasaulas de Artes na escola E.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes, localizada na cidade de Tambaú – SP.Os dados foram coletados a partir de observações realizadas durante o estágio supervisionadocomo disciplina do curso de Licenciatura Plena em Música, na Universidade de RibeirãoPreto (UNAERP), de fevereiro a outubro do ano de 2012. Através da análise dos materiaisdidáticos utilizados pelos professores e a sua aplicação frente à realidade da educação musicalnesta escola, descrevemos a rotina dos professores e a maneira que é tratada a música comoatividade de desenvolvimento cognitivo, além da sua colaboração na educação.Palavras-chave: Educação Musical; Artes; Tambaú.
  6. 6. ABSTRACTThis work was done aiming to relate and analyse musical activities in Art classes at the schoolE.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes, located at the city of Tambaú-SP. Data was collected fromobservations done during the supervised training as a discipline of Licentiate in Music courseat Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) since February to October of 2012. Throughthe analysis of didactic material used by the teachers and its applications facing the reality ofmusical education in this school, describing teachers routine and the way that music is dealtas a cognitive development activity, beyond its colaboration on education.Keywords: Musical Education; Arts; Tambaú.
  7. 7. LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 - Escola E.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes. ..................................................................... 16Figura 2 - Alunos assistindo a apresentação no pátio escolar. ................................................. 21Figura 3 - Apresentação da peça teatral “A plantação de chocolates”. .................................... 22Figura 4 - Ensaio para apresentação em comemoração ao Descobrimento do Brasil. ............. 23Figura 5 - Alunos reunidos no refeitório da escola para cantarem o Hino Nacional Brasileiro................................................................................................................................................... 31
  8. 8. LISTA DE TABELASTabela 1 - Conteúdos da apostila: Arte e Habilidade – Primeiro ano ...................................... 26Tabela 2 - Conteúdos da apostila: Arte e Habilidade – Segundo ano ...................................... 27Tabela 3 - Conteúdos da apostila: Arte e Habilidade – Terceiro ano ....................................... 28Tabela 4 - Conteúdos da apostila: Arte e Habilidade – Quarto ano ......................................... 29Tabela 5 - Conteúdos da apostila: Arte e Habilidade – Quinto ano ......................................... 30
  9. 9. SUMÁRIOINTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 121. LOCALIZAÇÃO E CONTEXTO SOCIAL .................................................................... 142. A ESCOLA E.M.E.F. DR. ALFREDO GUEDES............................................................ 163. MATERIAL DIDÁTICO E SUA APLICAÇÃO ............................................................. 18 O material didático de artes............................................................................................................... 18 Aplicação do material didático.......................................................................................................... 194. CONCLUSÃO..................................................................................................................... 32REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 34
  10. 10. INTRODUÇÃO Sendo natural da cidade de Cajurú (SP), tive a oportunidade de morar com minha tiaem Tambaú (SP) em 1995, quando tinha apenas 6 anos. Os estudos musicais começaram aos10 anos de idade quando ingressei na “Banda Musical Municipal Dr. Ataliba Amadeu Sevá”tocando prato, frequentando também as aulas de teoria musical. Logo me interessei pelo somdo clarinete após ouvir um dueto da professora Lisandra Eli Dutra com seu aluno WilliamWelson, que hoje é colega na universidade. A partir de então iniciei as aulas práticas com amesma professora. Desde então me familiarizei com o fazer musical e aprendi a tocar violão,sax, contrabaixo e guitarra. Em 2006, comecei a trabalhar como monitor nesta mesma banda, auxiliando osprofessores durante as aulas de instrumento e teoria musical. Em 2010 ingressei no Curso de Licenciatura Plena em Música da UNAERP, cursoindicado pelo guitarrista Fábio Martins formado nesta mesma universidade. Novos horizontes foram traçados a partir dos conhecimentos e práticas instrumentaisadquiridas no curso, bem como as reflexões que serviram de tema para este trabalho. A “Educação Musical” é atualmente um dos assuntos mais discutidos na áreaeducacional, gerando grande polêmica em relação à sua aplicação no contexto pedagógico dasescolas brasileiras. Com base nas reflexões feitas durante as aulas de Pedagogia Musical e dosquestionamentos levantados na disciplina de Estágio Supervisionado, ministradas pelaProfessora Mestre Erika de Andrade Silva, pude perceber a realidade da educação musical naescola quando passei a vivenciar em meu estágio a dificuldade na inserção da música noensino fundamental. O objetivo deste trabalho é descrever e analisar a maneira que a música é trabalhadanas aulas de artes em escolas públicas de ensino regular, tendo como base a escola E.M.E.F.Dr. Alfredo Guedes, da cidade de Tambaú – SP, no ano de 2012. A maior parte das aulasobservadas foram das salas dos primeiros e segundos anos, nos quais tive contato mais diretono estágio. A educação musical nas escolas do ensino regular passou por adaptações para atenderas exigências da Lei nº 11.769, de 18 de Agosto de 2008, que determina a obrigatoriedade doensino musical nas escolas de ensino básico, porém não como disciplina exclusiva, masinserida como conteúdo de Artes. Desta maneira, as atividades musicais se entrelaçaram comoutros fazeres artísticos, como a dança, artes visuais e teatro. 12
  11. 11. Muitas escolas ainda estão em processo de adaptação para atender à demanda destanova lei, entretanto, grande parte delas não oferece estrutura para a inserção das atividadesmusicais no currículo. Segundo Penna (2001), de acordo com a Lei nº. 9.394/96 (LDBEN), [...] cada estabelecimento de ensino, tanto de ensino fundamental, quanto de ensino médio, pode decidir quais modalidades artísticas serão contempladas nos seus currículos escolares “diante da carga horária de Arte, em geral muito reduzida, e ainda pela questão da disponibilidade de professores qualificados e os critérios financeiros de contratação” (PENNA, 2001, p. 24). Os professores nem sempre recebem uma qualificação adequada para transitar entre osdiversos campos da arte, devido ao foco dos cursos de Licenciatura em Artes ser voltado àsartes visuais, associados à falta de estrutura física ou pedagógica das escolas em quelecionam. Dentro deste contexto, é necessário que haja um planejamento para que as atividadesmusicais não sejam feitas de qualquer maneira, sem fundamentos. Segundo Carlos Kater, [...] esperarmos que a “música na escola” tão reivindicada não se confunda com um fazer musical pedagogicamente descompromissado, de lazer e passatempo, nem que a educação musical seja aprisionada pela educação artística e confundida com “história da música“ ou outras estórias de nomes e datas. (KATER apud JORDÃO, 2012, p.44). Como referencial teórico, foram utilizados artigos sobre ensino de arte da ProfessoraMaura Penna. Como material de apoio, utilizamos o livro do projeto “A Música na Escola”,que tem como objetivo a contribuição e difusão do ensino musical nas escolas regularesbrasileiras, e a coleção “Arte e Habilidade”, utilizada nas aulas de artes da rede municipal deensino da cidade de Tambaú. 13
  12. 12. 1. LOCALIZAÇÃO E CONTEXTO SOCIAL Tambaú é uma cidade localizada no interior do Estado de São Paulo. Seunome, de origem Tupi, significa "Rio das Conchas". Fundada em 27 de julho de 1886, foielevada à condição de município em 20 de agosto de 1898. Seu desenvolvimento econômicoteve inicialmente contribuição da monocultura da cana, a qual foi substituída pelamonocultura do café. Atualmente a economia básica do município gira em torno da indústriacerâmica de telhas, tijolos, manilhas e revestimentos cerâmicos. Segundo dados do IBGE (2010), Tambaú é composta por 22.406 habitantes etem uma área de 562 Km2. A rede municipal de ensino é composta por: - Escola Técnica: • E.M. Dr. Ataliba Amadeu Sevá, que oferece cursos técnicos nas áreas de informática, enfermagem, administração, mecatrônica, entre outros. - Escolas de educação infantil e fundamental (1º ao 5º ano): • EMEI Maestro Vittorio Barbin • EMEIF Profª Djanira Félix Bonfim Bacci • EMEIF Inspetor Escolar Pedro Mazza • EMEIF Profª Zelinda de Sordi Sobreira • EMEIF Vereador Primo Tessarini Neto • E.M.E.F. Alfredo Guedes - Centros Municipais de Educação Infantil: • CMEI Neide Morandim Celestino, • CMEI Yolanda Gandolfi Pereira, • CMEI Isaura Cerquetani Ricciardi, • CMEI Maria Ap. Bortolin da Silva. - A rede de ensino estadual é composta pelas escolas: • E.E. Padre Donizetti Tavares de Lima: Ensino fundamental (6º ao 9º ano), e ensino médio. • E.E. Antônio Dias Paschoal: Ensino fundamental (6º ao 9º ano). - Existe a rede de ensino privada, composta pelas seguintes escolas: • Centro Educacional Tambauense Objetivo: Educação Infantil, ensino fundamental e ensino médio. 14
  13. 13. • Colégio Tancredo Neves: Educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. • Centro Educacional SESI - 370: Educação infantil, ensino fundamental (1º ao 9º ano) e Ensino Médio. • Colégio Arco Íris (Educação Infantil) Durante a procura da escola em que iria estagiar, encontrei muita resistência por partede alguns diretores que não quiseram ceder estágio. A maior parte das escolas de ensinofundamental não tem a educação musical oficialmente no currículo. A escola E.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes foi a única que me cedeu espaço para estagiar.Logo na entrevista para o estágio a diretora falou sobre o material didático e dos conteúdosmusicais contidos nele, que não era trabalhado pelas professoras. Me propôs uma parceriacom as professoras para que essas atividades musicais fossem contempladas. 15
  14. 14. 2. A ESCOLA E.M.E.F. DR. ALFREDO GUEDES A Escola E.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes foi inaugurada em 1914 recebendo o nome deGrupo Escolar de Tambaú. Em 1936 o Professor Antonio Dias Paschoal, na época diretor daescola, sugeriu que fosse dado o nome de Alfredo Guedes, advogado renomadohomenageando-o pela sua contribuição nas medidas administrativas para instalação domunicípio de Tambaú, que veio a se efetivar em 15 de abril de 1899. Figura 1 - Escola E.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes.1 A escola é composta por dez salas de aulas, que comportam aproximadamente vinte edois alunos por turma. A sala específica para as aulas de artes é localizada em um antigo porão, que além decomportar os alunos, também serve de depósito de materiais e livros utilizados por todos osprofessores da escola. A sala de informática é equipada com doze computadores conectados em rede eadministrados por um computador servidor. O acesso à internet é realizado por um provedoradministrado pelo Centro de Processamento de Dados da Prefeitura Municipal de Tambaú. Dentro da sala de informática há também uma mini biblioteca, onde os alunos podemter acesso a diversos livros de várias modalidades, como literatura infantil, materiais dereforço didático e revistas do mundo científico e da mídia popular.1 Foto retirada do arquivo: E.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes. 16
  15. 15. O refeitório é composto por uma cozinha e um espaço onde são colocadas mesas combancos conjuntos para que os alunos possam se sentar durante as refeições no intervalo. Neste ano de 2012, as classes de alunos foram organizadas da seguinte maneira: - Período matutino: • Primeiros anos A e B • Segundos anos A e B • Terceiros anos A e B • Quartos anos A e B • Quintos anos A e B - No período vespertino: • As turmas são organizadas de maneira semelhante, mas contando com classes C e D, exceto o quinto ano que apresenta apenas a turma C. 17
  16. 16. 3. MATERIAL DIDÁTICO E SUA APLICAÇÃOO material didático de artes O Departamento Municipal de Ensino Tambauense adotou em 2009, para as aulas deartes nas escolas de ensino fundamental, os livros da coleção “Arte e Habilidade”, produzidopelas professoras Ângela Maria Cantele2 e Bruna Renata Cantele3. Nesta coleção, as autoras trabalham três modalidades da arte: música, artes visuais eartes cênicas. Não contempla a parte de dança, sendo trabalhada pela professora de educaçãofísica. Dividida em cinco livros, que vão do primeiro ao quinto ano, os temas abordados sãoseparados por Fichas4. As partes de artes plásticas e visuais são muito ricas em detalheshistóricos e técnicos, contendo a história de vários artistas como Vincent Van Gogh, CândidoPortinari e Tarsila do Amaral, expondo algumas obras para análise e releitura. Trabalham comdobraduras, recortes, colagens e quebra cabeças. Na parte musical, trabalha algumas cançõesfolclóricas, como “Se esta rua fosse minha” e “Ciranda, cirandinha”, e outras da indústriacultural infantil5, como “Brincar de Índio” da cantora Xuxa, “O Pato” do compositorToquinho, e “A Foca” de Vinícius de Moraes.2 Ângela Maria Cantele é bacharel em Artes Plásticas pela faculdade de Belas Artes de São Paulo, licenciada emDesenho pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e formada em Decoração e Arquitetura de Interiores pelaEscola Panamericana de Arte. Estudou em cursos livres e oficinas de artesanato, dobradura, pintura em tela,aquarela. É professora do Ensino Fundamental e Ensino Médio, além de escritora de livros didáticos e Arte -Educadora.3 Bruna Renata Cantele é Mestre em Educação, Orientadora Educacional, Pedagoga e Historiadora. CursouDesenho Artístico e Publicitário na Escola Doutor Paulo da Silva Telles e História da Arte, em Florença eVeneza, na Itália. É professora do Fundamental e Ensino Médio, Assessora Pedagógica e Escritora de livrosdidáticos e paradidáticos.4 Nesta coleção, as fichas representam uma categoria de um determinado assunto que será abordado em diversasetapas.5 Segundo João Francisco P. Cabral (2012), graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia,mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas e colaborador do site Brasil Escola, o termo“indústria cultural” foi criado por Theodor Adorno para designar produções artísticas que seguem um padrãodeterminado. Na música, por exemplo, a métrica deve ser simples, com duração de no máximo quatro minutospara que a canção seja assimilada rapidamente por quem escuta, sem levar em conta os aspectos artísticos etécnicos da uma obra musical, ou seja, música para “consumo imediato” e com alguma finalidade ideológicaespecífica. 18
  17. 17. Aplicação do material didático Em uma entrevista para a revista Escola, realizada pela jornalista Paula Nadal6, aeducadora Violeta Hemsy de Gainza afirma que: “hoje, confia-se muito mais em um professorde Arte, que demonstra estar mais atualizado quanto à realidade de sala de aula”. Se a músicavai voltar às escolas, isso não pode ser feito superficialmente. Durante observações das aulas, notou-se que os conteúdos descritos nas apostilas eabordados pelas professoras de arte na E.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes contemplam, em suamaioria, as atividades de artes plásticas e artes visuais. As atividades que envolvem música eartes cênicas são abordadas superficialmente, apenas em períodos de datas comemorativas oueventos escolares, como o Sarau Municipal, que aconteceu nos dias 17, 18 e 19 de outubro de2012, onde todas as escolas da rede municipal de ensino participaram expondo trabalhosfeitos em sala de aula, dança, teatro e música cantada pelos alunos. Segundo o website Portal do Professor, baseado nos estudos de Isabel Bonat Hirsch7 a porcentagem de professores que ministram a disciplina música como parte do currículo escolar ou que trabalham somente a modalidade música nas escolas brasileiras é de 2,2%, contra 57,5% de professores que declararam trabalhar somente a modalidade artes plásticas ou visuais. (DEL-BEN, apud HIRSCH, 2008) A parte musical é composta por canções folclóricas, parlendas e observações dedesenhos de instrumentos musicais, mas sempre ligadas ao desenho de suas interpretações. Em uma “mesa redonda”, realizada na 6ª Semana da Música da Universidade deRibeirão Preto (UNAERP), no dia 24 de setembro de 2012, o Professor Márcio Coelho8, coma sua experiência como educador musical, defende a seguinte tese: “a música foi feita para osouvidos e não para os olhos. É preciso trabalhar uma educação musical voltada para formarouvintes críticos e conscientes, e não apenas instrumentistas técnicos e virtuosos”.96 NADAL, P. Violeta Hemsy de Gainza fala sobre Educação musical. Disponível em:<http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/violeta-hemsy-gainza-fala-educacao-musical-627226.shtml>. Acesso em: 18 set. 2012.7 Isabel Bonat Hirsch é Mestre em Educação Musical pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.Participou de pesquisas relacionadas à educação musical nas aulas de artes através do CNPq.8 Márcio Coelho é doutor e mestre pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Semióticada Canção). Licenciado em Música pela Universidade de Ribeirão Preto – SP (UNAERP). Professor de Músicana Educação Infantil, Ensino Fundamental e Superior e produtor de materiais didáticos musicais.9 VI Semana da Música UNAERP. 2012, Ribeirão Preto. Música na escola: desafios do século XXI. UNAERP. 19
  18. 18. Nesta escola as atividades musicais são trabalhadas com a função de fazerem osalunos se apresentarem em eventos escolares diversos, desconsiderando a espontaneidade ecriatividade dos alunos, não contemplando o que sugere o PCN de Artes na parte musicalonde a música deve passar pelos processos de apreciação, composição, improvisação einterpretação segundo a realidade do local. Nas séries inicias, a música está presente nas aulas de arte em forma de canto, aliada àmemorização de fatos históricos, comemorações cívicas (independência do Brasil,proclamação da República) e religiosas (como natal e páscoa, por exemplo) e cantosfolclóricos. Na primeira parte da apostila “Arte e Habilidade” do primeiro ano, denominada de“expressão musical”, há uma apresentação da família dos instrumentos musicais. As autorascolocam desenhos de instrumentos diversos como tímpano, piano, saxofone, bandolim, masnão colocam os nomes de cada instrumento e nem sugerem o que fazer nesta atividade. Naficha seguinte, o aluno deve escolher um dos instrumentos representados na ficha anterior efazer um desenho de observação. No início das aulas em fevereiro, as professoras trabalharam o tema do carnaval,confeccionando máscaras com os alunos com pinturas com guache e lápis de cor. Na partemusical apresentaram aos alunos marchinhas tradicionais de carnaval, como “Mamãe euquero” de Vicente Paiva, “O abre Alas” de Chiquinha Gonzaga, e “Me dá um dinheiro aí” deIvan Ferreira. Foram trabalhadas algumas canções como “O Pato”, de Toquinho, “A Foca” deautoria de Vinícius de Moraes. Na parte de cantigas de roda, o livro número um sugere que secante “Ciranda, cirandinha”, “Escravos de Jó”, “Roda, roda, roda”. Todas as músicas foramacompanhadas por um violão e cantadas pela professora de artes do período vespertino. Asatividades aconteceram no refeitório da escola devido à falta de espaço da sala de artes. Orestante das aulas foram utilizados para trabalhar os conteúdos específicos de artes visuais. Aprofessora do período anterior não quis trabalhar esta parte musical com os alunos, alegandoque esta etapa atrasaria o restante dos conteúdos sugeridos na apostila. No mês de março, a professora de artes do período matutino trabalhou a canção “Seessa rua fosse minha”, contida na primeira parte da apostila de artes do segundo ano. Ascrianças dos segundos anos A e B se reuniram e representaram a música em um pequenoteatro, onde os alunos cantaram em uníssono, acompanhados por um violão. Emcomemoração ao dia mundial da água, que é celebrado no dia 22 deste mesmo mês, as 20
  19. 19. professoras de artes cantaram a música “Planeta Água”, de Guilherme Arantes, seguida de umdesenho livre que descreve a letra da canção. Na parte cênica, uma aluna se vestiu de anjo e outro aluno de camponês. A encenaçãoaconteceu no refeitório, onde o espaço é pequeno e não comporta todos os alunos da escolaque assistiram a apresentação. Todas as apresentações eram feitas em duas etapas para quetodos os alunos da escola pudessem assisti-las. Em outras apresentações apenas algumasclasses tinham o privilégio de assistir. Figura 2 - Alunos assistindo a apresentação no pátio escolar.10 Na páscoa, os alunos do segundo ano B (período matutino) e segundo ano C (períodovespertino) ensaiaram as músicas “Coelhinho Esperto” e “Coelhinho da Páscoa” paraapresentação na semana pascal, que completou a apresentação teatral com a peça “Aplantação de chocolates”, escrita e ensaiada pela professora de artes do período vespertino.10 Foto retirada do arquivo: E.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes. 21
  20. 20. Figura 3 - Apresentação da peça teatral “A plantação de chocolates”. 11 No início do mês de abril, na classe do segundo ano C do período vespertino, aprofessora de artes ensaiou uma música chamada “Descobrimento do Brasil”, que descreve amaneira que Pedro Álvares Cabral chegou a esse território e a maneira que foi nomeado opaís. A letra era bem extensa, o que exigia dos alunos uma boa memorização. Os ensaiosaconteciam acompanhados por um violão e feitos sempre nos últimos dez minutos da aula deartes, uma vez por semana, enquanto que alguns conteúdos de artes plásticas e artes visuaischegavam a ser abordados em até três aulas de cinquenta minutos cada. Em comemoração ao dia do índio, em 19 de abril, as classes dos segundos anoscantaram a música “Brincar de Índio”, sugerida pela apostila de arte. No período matutino, aprofessora de educação física ensaiou uma dança com a classe do quarto ano chamada “MãeTerra”. A música que acompanhava a dança contém uma rítmica bem acentuada, cominstrumentos tradicionais indígenas como chocalhos, tambores e flautas.11 Foto retirada do arquivo: E.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes. 22
  21. 21. Figura 4 - Ensaio para apresentação em comemoração ao Descobrimento do Brasil. 12 No mês de maio não houve nenhum tipo de atividade musical em sala de aula, nemmesmo para a comemoração ao dia do trabalho, no dia 1 do mesmo mês. Os Parâmetros Curriculares Nacionais de arte afirmam que música sempre esteveassociada às tradições e às culturas de cada época (MEC, 1997). Sugere também que setrabalhem músicas que estão presentes no cotidiano dos alunos e na mídia qualquer proposta de ensino que considere essa diversidade precisa abrir espaço para o aluno trazer música para a sala de aula, acolhendo-a, contextualizando-a e oferecendo acesso a obras que possam ser significativas para o seu desenvolvimento pessoal em atividades de apreciação e produção. A diversidade permite ao aluno a construção de hipóteses sobre o lugar de cada obra no patrimônio musical da humanidade, aprimorando sua condição de avaliar a qualidade das próprias produções e as dos outros. (SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL, 1997, p. 53) Em junho, a escola contratou uma professora de dança para ensaiar os alunos para afesta junina. As músicas não eram rancheiras tradicionais, e sim sertanejo universitário comletras que fazem apologia indireta ao uso de bebidas alcoólicas e estimulam atitudes que vãocontra os valores morais da sociedade. Este tipo de atitude mostra uma visão um tanto quantodesesperadora para a educação geral. Ao invés de apresentarem músicas da cultura caipiratradicional, trabalharem coreografias típicas e resgatarem a tradição das festas juninas queestá se perdendo naturalmente com tempo, preferem o que é “moderno”, fazendo com que12 Foto retirada do arquivo: E.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes. 23
  22. 22. este tipo de comportamento pejorativo e as letras com conteúdo imoral sejam normais, pois éesse tipo de cultura musical que a maioria das crianças têm acesso em casa, através dos pais eda mídia. Após o recesso de julho os alunos voltaram às aulas no início de agosto. Neste períodoinicial pós-férias, as professoras trabalharam o folclore com desenhos de personagens comoSaci, mula sem cabeça, curupira e lobisomem e suas histórias. Os alunos do primeiro esegundo ano do período vespertino cantaram a canção “Peixe Vivo”. No mês de setembro, as professoras trabalharam as cores primárias. Sugeri umacanção de Márcio Coelho, chamada “Vida Colorida”, que fala justamente do tema. AProfessora do período vespertino complementou a atividade e com parceria confeccionamosmeia-luas com tampinhas metálicas de garrafa e tambores com latas de achocolatado. Osalunos ensaiaram a marcação do pulso nos instrumentos confeccionados. Paula Maria F. Santos Ghizzo (2005) afirma em sua pesquisa que atualmente a escola pública não tem oferecido tanto no ensino de música. Este se estende a pouco, já que é pouco útil ao futuro profissional. A música é ausente da maioria dos currículos, seja no ensino básico, técnico ou até nas universidades, onde poderia se dar mais atenção a este campo, principalmente para que os professores do ensino fundamental pudessem utilizar a música em suas aulas de forma mais plena. (GHIZZO, 2005) Em várias conversas que tive durante algumas aulas, perguntei às professoras se emseus cursos de formação em artes existiu em algum momento conteúdos que priorizassem amúsica e qual o seu benefício no aprendizado dos alunos. Elas disseram que tiveram aulas demúsica no curso, mas que foram voltadas apenas à prática vocal, com canções folclóricas,marchinhas de carnaval, mas sem focar em nenhum aspecto técnico ou teórico quetrabalhassem apreciação, execução ou a criatividade dos estudantes. A professora do períodovespertino relatou que durante as aulas com música na sua graduação a professoraacompanhava as canções com um violão, mas não instigava e nem estimulava nenhum aluno aaprender a tocar o básico de algum instrumento musical e nem ensinava o mínimo depercepção de compassos ou técnica vocal, mostrando que a música não era prioridade naformação polivalente. Devido à deficiência de conteúdos musicais dos professores, observei que a partir doterceiro ano até o quinto ano a música praticamente não existe nas aulas de arte, de nenhumamaneira. Apesar de duas professoras de classe possuírem formação musical de conservatórioem piano e canto, em suas aulas não trabalham com músicas. Apesar de aparecerem sugestões 24
  23. 23. de atividades musicais nos livros, como construção de instrumentos musicais com sucata,onomatopeia13, apresentação dos instrumentos da orquestra e canções, as professoraspreferem abordar apenas conteúdos que não envolvam o fazer musical com uma aplicaçãomais ampla. Como mostram as tabelas a seguir, as apostilas visam trabalhar melhor a técnicade pintura, história de pintores, dobradura, releitura de quadros e desenhos de observação.13 O conceito de onomatopeia é abordado neste livro como escrita de sons indefinidos ou ruídos, como som domotor de um carro, som de explosão, palmas e latidos de cães, por exemplo. 25
  24. 24. Tabela 1: Conteúdos da Apostila Arte e Habilidade – Primeiro Ano Noções Corporais Expressão Musical Formas GeométricasFicha 1: Noção corporal – As Ficha 1: Distinguindo e Ficha 1: Conhecendo formasmãos imitando sons geométricasFicha 2: Noção corporal – Ficha 2: Recorte e colagem Ficha 2: Identificando formasFrente e costas – Diferentes sons geométricasFicha 3: Noção corporal – Ficha 3: Conhecendo os Ficha 3: Identificando eReconhecimento das partes que instrumentos musicais – trabalhando figurascompõem o todo – O corpo Cordas geométricas – círculo,Ficha 4: Espaço para colagem Ficha 4: Conhecendo os triângulo, quadrado eFicha 5: Colagem e montagem instrumentos musicais – retângulo– Trabalhando com as mãos Sopro e metais Ficha 4: Trabalhando oFicha 6: Trabalhando posições Ficha 5: Conhecendo os quadradocorpóreas e conhecendo a obra instrumentos musicais – Ficha 5: Trabalhando ode arte. Percussão triânguloFicha 7: Expressão facial – Ficha 6: Música – Ficha 6: Trabalhando oRecorte e colagem confeccionando círculoFicha 8: Teatro – Alegria da instrumentos Retângulogarotada Ficha 7: Articulando Sons Ficha 7 : Trabalhando o – Cantando retângulo As cores Ficha 8: Trabalhando o quadrado na dobradura –Ficha 1: Conhecendo as cores Texturas formando o cachorroFicha 2: Observando cores e Ficha 9: Trabalhando oconhecendo a obra de arte Ficha 1: Técnica de triângulo na dobradura –Ficha 3: Conhecendo a cor azul Pintura sobre Lixa formando o pinheiroFicha 4: Técnica de pintura e Ficha 2: Colagem com Ficha 10: Trabalhando ocolagem – cor azul aparas de lápis retângulo na dobradura –Ficha 5: Conhecendo a cor Ficha 3: Colagem com Montando uma casavermelha diferentes papéis Ficha 11: Trabalhando oFicha 6: Técnica de pintura a Ficha 4: Trabalhando com círculo – recorte, colagem ededo – cor vermelha argila montagemFicha 7: Conhecendo a cor Ficha 5: Colagem com lã Ficha 12/13: Identificandoamarela Ficha 6: Colagem com figuras geométricas na obraFicha 8: Técnica de pintura e canudos de arte – montagem ecolagem – cor amarela composição com figurasFicha 9: Conhecendo a cor geométricasverdeFicha 10: Técnica de colagem –cor verdeFicha 11: Conhecendo a corvioletaFicha 12: Técnica deestampagem – cor violetaFicha 13: Conhecendo a corlaranjaFicha 14: Técnica de colagem –cor laranjaFonte: CANTELE, A. A.; CANTELE. B. R. Arte e Habilidade. São Paulo: IBEP, 2009. (Arte eHabilidade, v. 1) 26
  25. 25. Tabela 2: Conteúdos da Apostila Arte e Habilidade – Segundo AnoFicha 1:Cores primárias – Vamos pintar? Ficha 28: Música é linguagem universal, éFicha 1a: Recorte e colagem – Cores comunicaçãoprimárias Ficha 29: Figura geométrica – O retânguloFicha 2: Figura geométrica – O quadrado Ficha 30/30a: Ficha de observação – EsculturaFicha 3:Técnica de pintura – Desenho com Ficha 31: Trabalhando com esculturagiz de cera e barbante Ficha 32: Espaço de ideias – Desenho - CriaçãoFicha 4: Símbolos e sinais – Associação Ficha 33: Espaço de ideias – Meu brinquedológica – Expressão corporal/facial preferidoFicha 4a: Recorte e colagem – Expressão Ficha 34: Ficha de observação – Cores quentesfacial Ficha 35: Ficha de observação – Cores friasFicha 5: Ficha de observação – Arte figurativa Ficha 36: Teatro – Arte do homeme arte abstrata Ficha 37: Quebra-cabeça artístico – Tarsila doFicha 6: Rasgar papel também é arte – AmaralProposta para trabalho abstrato Ficha 38: Dobradura – Montagem de floresFicha 7: Desenho de ilustração – Proposta Ficha 39: Técnica de pintura – Pintura sobre lixapara trabalho figurativo Ficha 40/40a: Desenho animadoFicha 8: Ficha de observação – Obras de arte Ficha 41: Relembrando as coresFicha 9: Fazendo a releitura Ficha 42/42a: Ficha de observação – Obras deFicha 10: Figura geométrica – O círculo Joan Miró: Linhas e FormasFicha 11: Recorte, montagem e colagem – Ficha 43: Desenhando linhas e criando formasMotivo de Páscoa Ficha 44: Mosaico com papel rasgadoFicha 12: Cores secundárias – Vamos pintar? Ficha 45: Recorte e colagem – Enfeites de NatalFicha 12a: Recorte e colagem – CoressecundáriasFicha 13: Ficha de observação – ArteindígenaFicha 14: Pintura – Motivo indígenaFicha 15: Quebra-cabeça artístico – CândidoPortinariFicha 16: Moldes das máscarasFicha 16a: Técnica de pintura com máscara –Salpicando o desenhoFicha 17/17a: Porta-retratos – Dia das MãesFicha 18: Desenho ditadoFicha 19: Ficha de observação – Técnica dopontilhismoFicha 20: Técnica do pontilhismoFicha 21: Figura geométrica – O triânguloFicha 22: Montagem de um painel –DobraduraFicha 23: Trabalhando com sucatas – Portalápis – Dia dos Pais.Ficha 24: Ficha de observação – FolcloreFicha 24a: Ilustração da lenda – Saci pererêFicha 25: Desenhando com a ponta dos dedosFicha 26: Produção gráfica de imagens – AtelevisãoFicha 27: Produção gráfica de imagens – AtelevisãoFonte: CANTELE, A. A.; CANTELE. B. R. Arte e Habilidade. São Paulo: IBEP, 2009. (Arte eHabilidade, v. 2) 27
  26. 26. Tabela 3: Conteúdos da Apostila Arte e Habilidade – Terceiro AnoFicha 1: Ficha de observação – Obras de arte Ficha 26: Folclore – Danças, brinquedos,– O pontilhismo brincadeiras e festas típicasFicha 2: Trabalhando com pontilhismo Ficha 27: Figura geométrica – O triânguloFicha 3: Técnica de pintura – Desenho com Ficha 28: Ficha de observação – História da artegiz umedecido egípciaFicha 4: Trabalhando a linha reta em Ficha 28a: Ficha de observação – História da artediferentes posições egípciaFicha 5: Observando a obra de arte – Ficha 29: Trabalhando a arte egípciaTrabalhando a linha reta Ficha 30: Trabalhando com sucatas – MontandoFicha 6: Ficha de observação – Cores bonecosprimárias em obra de arte Ficha 31: SimetriaFicha 7: Recorte e colagem – Trabalhando as Ficha 32: Técnica – Desenho manchadocores primárias Ficha 33: Música é alegria – ConstruindoFicha 7a: Papel para recorte instrumentos musicaisFicha 8: Manipulando imagens – Quebra- Ficha 34: Trabalhando com texturascabeça artístico – Djanira da Silva Ficha 35: Explorar a forma circular –Ficha 9: Manipulando imagens – Quebra- Composição com círculoscabeça artístico – Djanira da Motta e Silva Ficha 36: Trabalhar a forma circular – Quebra-Ficha 10: Trabalhando a linha curva cabeça artístico Claude MonetFicha 11: Ficha de observação – Conhecendo Ficha 37: OrigamiVincent Van Gogh Ficha 38: Recorte e montagem – Formando umFicha 11a: Ficha de observação – painelConhecendo Vincent Van Gogh Ficha 38a: Espaço para colagemFicha 12: Observando a obra de arte – Ficha 39: Expressão FacialTrabalhando a linha curva Ficha 40: Manipulando imagens – Quebra-cabeçaFicha 13: Estimulando a autocrítica na TV artístico – Di CavalcantiFicha 14: Páscoa – Pintura, recorte e Ficha 41: Manipulando imagens – Quebra-cabeçamontagem artístico – Di CavalcantiFicha 15: Cores secundárias – Observando as Ficha 42: Estampagemobras de arte Ficha 43: Máquina da fantasiaFicha 16: Desenhe e pinte com guache – Ficha 44: Desenho animado – Uma viagemCores secundárias espacialFicha 17: Técnica do Mosaico Ficha 45: Propaganda –Criação de embalagensFicha 18: Pintura em cerâmica – Dia das Ficha 46: Semana da criança – AtividadesMães diversasFicha 19: Técnica de pintura – Desenho com Ficha 47: Expressões – Mímica, jogos,vela e tinta guache brincadeiras e expressão corporalFicha 20: Figuras geométricas – O quadrado e Ficha 48:Tempo de Natalo retângulo Ficha 49: Montagem – Cartão de NatalFicha 21: Modelagem com massa plásticaFicha 22: Coisas do circoFicha 23: Marcador de páginas – Dia dos PaisFicha 24: Ficha de observação – Obras de arte– Cores QuentesFicha 24a: Ficha de observação – Obras dearte – Cores friasFicha 25: Pintura – Cores quentes e cores friasFonte: CANTELE, A. A.; CANTELE. B. R. Arte e Habilidade. São Paulo: IBEP, 2009. (Arte eHabilidade, v. 3) 28
  27. 27. Tabela 4: Conteúdos da Apostila Arte e Habilidade – Quarto AnoFicha 1: Ficha de observação: Cores primárias Ficha 25/25a: Ficha de observação – História dae secundárias, quentes e frias com suas escalas arte gregacromáticas Ficha 26: Trabalho com arte grega - FrisasFicha 2: Ficha de observação: Obras de arte – Ficha 27: Tradução gráfica da imagem -Cores primárias EstilizaçãoFicha 2a: Ficha de observação: Obras de arte Ficha 28: Teatro de sombras– Cores secundárias Ficha 29: Eu gosto de TV porque...Ficha 3: Um só desenho – Vários efeitos Ficha 30: Balões nas histórias em quadrinhos –Ficha 4: Ficha de observação: Obras de arte – Recorte e colagemCores quentes Ficha 30a: Relacionar desenhos com os dizeresFicha 4a: Ficha de observação: Obras de arte dos balões– Cores Frias Ficha 31: Manipulando objetos com massaFicha 5: Um só desenho – Vários efeitos plástica, epóxi ou biscuitFicha 6: Ficha de observação – Máscaras Ficha 32: Desenho com linha contínuaFicha 6a: A máscara – Criatividade e fantasia Ficha 33/33a: Ficha de observação – ConhecendoFicha 7: Técnica de pintura – Giz de cera Cláudio TozziFicha 7a: Papel para recorte Ficha 34/34a: Recorte e colagem de formasFicha 8: Conhecendo museus geométricas – Quadrado, retângulo, triângulo eFicha 9: Detetive da arte círculoFicha 10: O corpo humano – Figuras estáticas Ficha 35: Um só elemento, várias formas dee em movimento desenharFicha 11: Observar figuras simétricas Ficha 36: Efeitos – Imagens e movimentosFicha 12: Figuras simétricas – Desenho e Ficha 37: Manipulando imagens – Quebra-cabeçapintura artístico - Georges SerautFicha 13/13a: Conhecendo Pablo Picasso Ficha 38: Porta retrato – Dia dos PaisFicha 14: Técnica de pintura – Pintura sobre Ficha 39: Ficha de observação: obras de arte comlixa - Textura a forma geométrica do círculoFicha 15: Cestinha de Páscoa – Recorte e Ficha 40: Pintar a forma geométrica do círculomontagem Ficha 41: Ficha de observação – InstrumentosFicha 16: Ficha de observação – As musicaismaravilhas do fundo do mar Ficha 42: Música é alegria - DesenharFicha 16a: Pintura e criatividade – Fundo do Ficha 43: Laboratório expressivo – Teatro –mar Cenário e caracterização de personagens.Ficha 17/17a: Preservar o meio ambiente é Ficha 44: Ficha de observação: Monocromiadever de todos - Cartaz Ficha 45: Pintar usando monocromiaFicha 18: Trabalho com sucata – A caravela Ficha 46: Detetive da arteFicha 19/19a: Conhecendo Tarsila do Amaral Ficha 47: Tangran – Exercícios lógicos deFicha 20: Manipulando imagens – Quebra- percepção visualcabeça artístico - Tarsila do Amaral Ficha 48: Lendas folclóricasFicha 21: Trabalhando o conceito de ritmo Ficha 48a: Desenhar – Lenda folclóricaFicha 22/22a: Colagem e visualização Ficha 49: Crie uma história, desenhe e pinteespacial – Dia do índio Ficha 50: Técnica de pintura com efeitoFicha 23/23a: Trabalho com kirigami – Dia marmorizadodas Mães . Ficha 51: Origami – Dobradura: o patoFicha 24: Ficha de observação - Alfredo Ficha 52: Semana da criança – É hora de brincar!Volpi Ficha 53/53a: É tempo de Natal – Trabalho deFicha 24a/24b: Painel - colagem recorte e colagemFonte: CANTELE, A. A.; CANTELE. B. R. Arte e Habilidade. São Paulo: IBEP, 2009. (Arte eHabilidade, v. 4) 29
  28. 28. Tabela 5: Conteúdos da Apostila Arte e Habilidade – Quinto AnoFicha 1: Ficha de observação: Cores primárias Ficha 33: Pintando obra de Di Cavalcantie secundárias Ficha 34: Recorte e pintura – Certificado Dia dosFicha 1a: Ficha de observação: cores quentes Paise frias Ficha 35: A música está em toda parteFicha 2: Pintar com cores primárias e Ficha 36: Você é o artista – Releitura de obra desecundárias arteFicha 3: Pintar com cores quentes e frias Ficha 37: História em quadrinhos (HQ)Ficha 4: Ficha de observação: escalas Ficha 38: Detetive da artecromáticas Ficha 39: Tangran – Exercícios lógicos deFicha 4a: Ficha de observação: escalas percepção visualcromáticas em obras de arte Ficha 40: Escultura em saboneteFicha 5: Pintar usando escala cromática Ficha 41: Cartão-postalFicha 6: Técnica de pintura soprada Ficha 42: Você é o artista – Releitura de obra deFicha 7: Família das formas arteFichas 8/8a: O circo – Alegria da garotada Ficha 43: Ficha de observação – obras de arteFicha 9: Desenho de Imaginação - Abrindo a com formas geométricasporta e... Ficha 44: Trabalhando formas geométricasFichas 10/10a: Conhecendo Toulouse-Lautrec Fichas 45/45a: Conhecendo Claude MonetFicha 11: Produzir cartaz Ficha 46: Desenho de observação – Inspirado emFicha 12: Ponto gráfico e pontilhismo Claude MonetFicha 13: Você é o artista – Releitura de obra Ficha 47: Frisas – Pintando com preto e brancode arte (positivo e negativo)Fichas 14/14a: Colagem com afastamento – Ficha 48: Detetive da arteEspaço para colagem Ficha 49: Origami – Dobradura – O tsuruFicha 15: Desenho de memória Ficha 50: Função estética - ModaFicha 16: Se a TV fosse uma árvore Ficha 51: Papel MachêFichas 17/17a: Cartão de Páscoa - Kirigami Ficha 52: PublicidadeFicha 18: Detetive da arte Ficha 53: Técnica de decoração de papelFichas 19/19a: Recorte e montagem – Cesta Ficha 54: Laboratório expressivo - Teatropara o dia das Mães Ficha 55: PresépioFicha 20: Onomatopeia Ficha 56/56a: Perspectiva e arte – Montagem deFicha 21/21a: Ficha de observação: um presépio através do dioramaApreciando a arte dos vitraisFicha 22: Pintura com efeito VitralFicha 23: As festas juninasFicha 24: Trabalhando com argilaFicha 25: Fotografia e foto-históriaFichas 26/26a: Ficha de observação Históriada arte – O RenascimentoFicha 27: Trabalhando a arte doRenascimentoFicha 28: Manipulando imagens – Quebra-cabeça artístico - GuignardFicha 29: Pintura – Cores complementares eseus contrastesFicha 30: Decoupage em papelFicha 31: O folcloreFichas 32/32a: Conhecendo Emiliano diCavalcantiFonte: CANTELE, A. A.; CANTELE. B. R. Arte e Habilidade. São Paulo: IBEP, 2009. (Arte eHabilidade, v. 5) 30
  29. 29. O caráter racional com conteúdos de matemática, interpretação e produção de textosestão mais presentes neste período, preparando os alunos para as séries futuras que exigirãomais raciocínio lógico em menor tempo e pensamento crítico, que é exigido nos vestibulares econcursos públicos atualmente. Muitas provas são realizadas nas escolas de ensinofundamental da rede municipal para aperfeiçoarem o conhecimento em língua portuguesa ematemática dos alunos. Paralelo ao material de artes, o canto cívico do Hino Nacional Brasileiro, Hino daIndependência, Hino a Tambaú, são feitos uma vez por semana antes do início das aulas portodas as turmas de estudantes, onde são hasteadas as bandeiras do Brasil, Estado de São Pauloe do município de Tambaú. Figura 5 - Alunos reunidos no refeitório da escola para cantarem o Hino Nacional Brasileiro.14 No mês de outubro aconteceu o Sarau Municipal, que reuniu todas as escolas da redemunicipal, com mostras artísticas de trabalhos de artes visuais realizados pelos alunos. Adança foi muito difundida entre os professores de outras escolas. A única apresentação daescola Djanira Felix Bonfim Bacci contou com a participação de um aluno tocando violão ecantando. Este aluno estuda música com um professor particular. A escola Dr. AlfredoGuedes se apresentou com a música “Vida Colorida”, acompanhada por um violão e tocadacom um ritmo simplificado de baião com os instrumentos construídos em sala de aula.14 Foto retirada do arquivo: E.M.E.F. Dr. Alfredo Guedes. 31
  30. 30. 4. CONCLUSÃO O curso de Licenciatura Plena em Música ampliou meu conceito sobre educaçãomusical e suas práticas pedagógicas para compreender a realidade das escolas de ensinoregular. A música não deve ser somente uma prática mecânica e técnica, mas acima de tudodeve desenvolver e estimular a expressão natural de quem a pratica, promovendo odesenvolvimento integral do ser humano, além de contribuir com o local e a realidade em quecada pessoa vive. A música não deve ser apenas uma ferramenta de entretenimento e produto final paraapresentações em eventos escolares. Os pais e professores devem estimular e fazer com que aprática musical seja mais frequente em casa e no ambiente escolar, orientando para que ascrianças desenvolvam uma audição crítica e consciente. Quanto às observações e reflexões sobre o material didático aplicado nas aulas deArtes, notou-se que é muito rico em conteúdos de artes visuais e plásticas. A parte musicalainda está se desenvolvendo nas aulas de artes, estando ainda vinculada com o objetivo defazer apresentações em eventos gerais propostos pela escola, e não como ferramenta dedesenvolvimento expressivo e cognitivo que deveria priorizar a criatividade e aespontaneidade dos alunos. Através da análise dos materiais didáticos utilizados pelosprofessores e a sua aplicação frente à realidade da educação musical nesta escola,conseguimos concluir que a música não é trabalhada como disciplina independente, estandovinculada a outros tópicos relacionados às atividades artísticas e educacionais. A parte tecnológica não é utilizada pelo professor de arte para promover a apreciaçãomusical ou mesmo de outras áreas da parte artística, prevalecendo a prática tradicional doensino. A criatividade das professoras é um pouco limitada aos conteúdos das apostilas. Nãotrabalhamos atividades de improvisação e criação na parte musical justamente por causa dotempo que era destinado às atividades que envolviam música. O canto é uma ferramenta muito eficaz na educação musical, pois permite que aspessoas se expressem de maneira natural, além de não exigir muitos recursos estruturais dolocal onde é realizado. Aliado à educação, facilita a assimilação de conteúdos e torna a aulamais interessante e menos cansativa para os alunos, trabalhando a interdisciplinaridade. Aprática do canto foi observada nas aulas dos professores generalistas até o terceiro ano, comfunções de memorização de conteúdos. 32
  31. 31. Com a inserção do violão como instrumento de acompanhamento, pudemos perceberuma sensível melhora da afinação das crianças ao cantar, assim como ficou claro que asmesmas, juntamente com os professores, conseguiram distinguir a transição de uma frase paraoutra, o que não ocorria quando as canções eram entoadas a cappella15. No início do estágio os alunos acharam diferente a proposta de trabalhar cançõesacompanhadas por um violão. Os professores também gostaram da iniciativa e colaborarampara que algumas atividades fossem desenvolvidas. Muitos dos alunos criaram um vínculoafetivo muito grande, e após o primeiro mês estagiando nesta escola, quatro alunos vieram afrequentar aulas de violão para crianças na escola E.E. Padre Donizetti Tavares de Lima, naqual leciono violão, saxofone e viola caipira no Programa Escola da Família aos sábados edomingos.15 Segundo o website MELOTECA, “a cappella” é um termo usado para definir uma música vocal semacompanhamento instrumental. 33
  32. 32. REFERÊNCIASCABRAL, J. F. P. Conceito de Indústria Cultural em Adorno e Horkheimer. 2012.Disponível em: <http://www.brasilescola.com/cultura/industria-cultural.htm>. Acesso em: 14set. 2012.CANTELE, A. A.; CANTELE. B. R. Arte e Habilidade. São Paulo: IBEP, 2009. (Arte eHabilidade, v. 1)CHAMARELLI, R. Lei torna ensino de música obrigatório nas escolas. 2008. Disponívelem: < http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=326>. Acessoem: 28 set. 2012._________. Arte e Habilidade. São Paulo: IBEP, 2009. (Arte e Habilidade, v. 2)_________. Arte e Habilidade. São Paulo: IBEP, 2009. (Arte e Habilidade, v. 3)_________. Arte e Habilidade. São Paulo: IBEP, 2009. (Arte e Habilidade, v. 4)_________. Arte e Habilidade. São Paulo: IBEP, 2009. (Arte e Habilidade, v. 5)GHIZZO, P. M. F. S. As letras de músicas como auxílio na alfabetização. Campinas, 2005.HIRSCH, Isabel B. A presença da música nas séries finais do ensino fundamental e doensino médio: um estudo com professores de arte/música da Rede Municipal de Ensino dePelotas – RS. 2008. Disponível em: <http://www.ufpel.edu.br/cic/2008/cd/pages/pdf/LA/LA_00669.pdf>. Acesso em: 12 nov. 2012.IBGE. Tambaú: dados básicos. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=355330>. Acesso em: 22 set. 2012.JORDÃO, G. et al. A música na escola. São Paulo: Allucci & Associados Comunicações,2012. Disponível em: <http://www.amusicanaescola.com.br/pdf/AMUSICANAESCOLA.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2012. 34
  33. 33. MARTINELLI, J. E. C. Escola Dr. Alfredo Guedes completa 96 anos. 2010. Disponívelem: <http://www.jornalotambau.com.br/noticias_ver.asp?id=959>. Acesso em: 22 set. 2012.MELOTECA. Termos e expressões musicais. Disponível em: <http://www.meloteca.com/dicionario-musica.htm>. Acesso em: 28 out. 2012.NADAL, P. Violeta Hemsy de Gainza fala sobre Educação musical. Disponível em:<http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/violeta-hemsy-gainza-fala-educacao-musical-627226.shtml>. Acesso em: 18 set. 2012.PENNA, M. Apre(e)ndendo músicas: na vida e nas escolas. 2003. Disponível em:<http://www.abemeducacaomusical.org.br/Masters/revista9/revista9_artigo7.pdf>. Acesso em15 set. 2012PENNA, M. É este o ensino de arte que queremos? Uma análise das propostas dosParâmetros Curriculares Nacionais. 2001. Disponível em: <http://www.ccta.ufpb.br/pesquisarte/Masters/e_este_o_ensino.pdf>. Acesso em: 14 nov. 2012.SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros curriculares nacionais: arte.Brasília: MEC/SEF, 1997. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro06.pdf>. Acesso em: 18 out. 2012. 35

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