Leonardo da Vinci: Alto-Renascimento - parte 2

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Leonardo da Vinci: Alto-Renascimento - parte 2

  1. 1. Pelo Professor Gilson Nunes<br />Alto-Renascimento1480 – 1520 Leonardo da VinciParte 2<br />
  2. 2. Com a expansão marítima – os comerciantes, o clero e a nobreza passaram a patrocinar as artes, conhecidos como mecenas, com isso difundiram novos valores e comportamentos.<br />
  3. 3. A arte como reflexo do acumulo de capital, por sua vez a construção de grandes monumentos, igrejas, capelas e catedrais que serviam para enterrar os seus mortos.<br />
  4. 4. Alto-Renascimento ou Renascimento Pleno, 1490 -1520. Para alguns historiadores da arte, o Renascimento pleno sequer existiu, pelo curto período.<br />Primeiro artista do Renascimento Pleno.<br />“A pintura é poesia muda; a poesia, pintura cega”. <br />(Leonardo da Vinci)<br />Autorretrato, 1512-15<br />
  5. 5. Nasceu no dia 15 de abril de 1452, na cidade de Vinci, Itália.<br />“De tempos em tempos, o Céu nos envia alguém que não é apenas humano, mas também divino, de modo que através de seu espírito e da superioridade de sua inteligência, possamos atingir o Céu”. Giorgio Vasari.<br />
  6. 6. Aos 14 anos, foi aprendiz de Andrea de Verrocchio, 1466, o atelier mais intelectualizado da época, uma espécie de universidade autônoma, centro de ciências humanas. Conviveu com grandes obras de artistas contemporâneos.<br />
  7. 7. Estudo da Técnica do Panejamento e esfumaçado. Ele usava esculturas, modelos de madeira ou terracota coberta de panos e jóias.<br />Museu do Louvre, Paris – 1470-84<br />
  8. 8. Aprendendo a compreender os gestos.<br />Leonardo da Vinci. A Anunciação. 1472-75. Tempera sobre madeira. 0,98 x 2,17. GalleriadegliUffizi, Florença, Itália.<br />
  9. 9. A Virgem, surpresa com a presença do anjo levanta a mão esquerda, interrompe a sua leitura, colocando um dedo na Bíblia para marcar o lugar onde parou. <br />Sua expressão é de tranqüilidade, em aceitar o papel de mãe do filho de Deus.<br />Leonardo da Vinci. A Anunciação (detalhe). 1472-75. Tempera sobre madeira. 0,98 x 2,17. GalleriadegliUffizi, Florença, Itália.<br />
  10. 10. Leonardo da Vinci. A Anunciação (detalhe). 1472-75. Tempera sobre madeira. 0,98 x 2,17. GalleriadegliUffizi, Florença, Itália.<br />
  11. 11. Leonardo da Vinci. A Anunciação (detalhe). 1472-75. Tempera sobre madeira. 0,98 x 2,17. GalleriadegliUffizi, Florença, Itália.<br />Leonardo da Vinci. A Anunciação (detalhe). 1472-75. Tempera sobre madeira. 0,98 x 2,17. GalleriadegliUffizi, Florença, Itália.<br />
  12. 12. A primeira paisagem da história da arte, que serviu de base para o Batismo de Cristo e da Mona Lisa.<br />Leonardo da Vinci. Vale do Arno, 1473.<br />
  13. 13. A mão do aprendiz Leonardo da Vinci na obra de seu mestre Verrochio.<br />A paisagem do fundo e o anjo da esquerda foram pintados por Leonardo.<br />Verrocchioreconheceu a técnica e a habilidade de seu aluno e passou a se dedicar a escultura. Por isto produziu poucas obras. <br />Leonardo pintou o anjo da esquerda, que segura a túnica de Jesus, numa precisão técnica tão superior ao seu mestre, que havia decidido nunca mais pintar. Pintou boa parte das rochas e da figura do próprio Cristo.<br /> Andrea de Verrochio. O Batismo de Cristo. 1474-1475. Galeria Uffizi. Florença. Itália.<br />
  14. 14. Uma prática comum aos artistas do Renascimento e alto-Renascimento: Retratos de Madonas.<br />Leonardo da Vinci. The Madonna oftheCarnation. 1478-80. 0,62 x 0,47 cm. AltePinakothek, Munich<br />
  15. 15. Paisagem selvagem e um vale de águas azuis.<br />O vestuário do anjo Uriel compete com a simples túnica da virgem, impressa numa figura sóbria e imponente.<br />Fisiognomia: traços da face como um verdadeiro diagnóstico de gestos e caráter, marca registrada na obra desse gênio da humanidade. <br />Sem auréolas.<br />Leonardo da Vinci. A Virgem dos Rochedos. 1483-86. Óleo sobre madeira, 1,99 x 1,22 cm. Museu do Louvre. Paris.<br />
  16. 16. Nesta segunda versão, o anjo não aponta com o dedo acima da cabeça do menino Jesus, a cor do vestido é sombria e a túnica da virgem ganha mais brilho, suavizando o cenário áspero.<br />Composição triangular e a paisagem rochosa substituindo os detalhes arquitetônicos. <br />Acréscimo das auréolas.<br />Leonardo da Vinci. A Virgem dos Rochedos. Segunda Versão. 1495-1508. Segunda Versão – Londres.<br />
  17. 17. Leonardo da Vinci. A Virgem dos Rochedos. Segunda Versão. 1495-1508. Segunda Versão – Londres.<br />Leonardo da Vinci. A Virgem dos Rochedos. 1483-86. Óleo sobre madeira, 1,99 x 1,22 cm. Museu do Louvre. Paris.<br />
  18. 18. Nesta segunda versão, Maria e as crianças ganham uma auréola, o anjo Uriel, perde o seu brilho imponente e sua pose, cedendo lugar a uma virgem mais brilhante, suavizando o cenário áspero.<br />Leonardo da Vinci. A Virgem dos Rochedos. Segunda Versão. 1495-1508. Segunda Versão – Londres.<br />
  19. 19. Segredos da imagem.<br />O menino da direita é João Batista abençoando Jesus acima, à esquerda.<br /> A mão da virgem se posiciona sobre a cabeça do pequeno João Batista, em um gesto ameaçador - lembram as garras de uma águia, agarrando uma cabeça invisível.<br /> Sobre os dedos cursados da virgem, o anjo Uriel faz um gesto de quem decepa uma cabeça, como se cortasse o pescoço da cabeça invisível que estava na mão da virgem.<br />Leonardo da Vinci. A Virgem dos Rochedos. 1483-86. Óleo sobre madeira, 1,99 x 1,22 cm. Museu do Louvre. Paris.<br />
  20. 20. O menino Jesus brinca com o cordeiro grosseiramente, antecipando o seu sacrifício. <br />Leonardo da Vinci. A virgem e o menino com Santa Ana, 1508. Museu do Louvre, Paris.<br />
  21. 21. “Faça sempre suas figuras de tal modo que o tronco não esteja orientado na mesma direção da cabeça. Deixe o movimento da cabeça e dos braços ser suave e agradável, valendo-se de diferentes giros e torções”. Leonardo.<br />Salai, criado do pintor.<br />Leonardo da Vinci. São João Batista. 1510-15. ost, 177x115. Museu do Louvre, Paris.<br />
  22. 22. Leonardo foi um péssimo aluno em matemática, mas para superar sua deficiência foi estudar com um dos melhores professores da época, Fra de Luca Pacioli.<br />Retrato de Fra Luca Pacioli, de Jacopo de Barbari. 1495.<br />
  23. 23. Foi na matemática que Leonardo encontrou respostas para sua arte. Uma formula usada pelos egípcios e pelo arquiteto grego Phidias, que construiu o Partenon. Logo o símbolo Phi é pronunciado com F em homenagem ao arquiteto grego. <br />
  24. 24. O que é o numero de ouro? É uma proporção áurea, considerada um presente de Deus ao mundo, que estabelece uma harmonia e proporção agradável à vista.<br />Exemplo: Um segmento de reta, onde suas extremidades são A e C, ponha um ponto próximo a A, ou seja, a letra B. Onde o B se aproxima mais do espaço do A. Essa é formula da perfeição. 1,618<br />
  25. 25. A obra de arte é uma resolução matemática<br />Leonardo da Vinci, Anunciação, 1472-75, Museu do Louvre, Paris. <br />
  26. 26.
  27. 27. O umbigo é o centro do círculo, e as demais partes parecem se mover, enquanto o umbigo permanece imóvel.<br />Já o pelo pubiano é o centro do quadrado, a síntese do corpo humano.<br />
  28. 28. Este desenho é baseado no terceiro livro do arquiteto romano Marcus VitruviusPollio, em seu tratado sobre as proporções do corpo humano. Século I a. C.<br />A cabeça é calculada como uma oitava da altura do corpo .<br />Formula imortalizada no Homem vitrúvio.<br />
  29. 29. Mede o teu braço inteiro e divide pelo tamanho do cotovelo: o resultado é 1,618.<br />A altura do teu crânio dividido pelo tamanho da tua mandíbula ao alto da cabeça; o resultado é 1,618.<br />Observe o tamanho do seu dedo da mão dividido em partes.<br />Fórmula imortalizada no Homem vitruvio.<br />
  30. 30. Escrevia da direita para a esquerda, só possível a leitura com um espelho. Poderia ser um código de difícil acesso aos espiões. Escrevia embaralhado, ou seja, anagramas. Palavras cruzadas.<br />Ana do grego=voltar ou repetir – graphein=escrever.<br />
  31. 31. Numero de ouro da Última Ceia<br />Leonardo da Vinci. Última Ceia. 1495-98. Refeitório da Igreja Santa Maria delleGrazie, Milão. Itália.<br />Leonardo da Vinci. Última Ceia. 1495-98. Refeitório da Igreja Santa Maria delleGrazie, Milão. Itália.<br />
  32. 32. Número de ouro na Monalisa.<br />
  33. 33. Monalisa, o quadro mais popular do mundo.<br />Lisa Gherardini, mulher do comerciante Francesco del Giocondo.<br />O título Mona Lisa: foi dado pelo biógrafo Vasari.<br />Mona Lisa ou Gioconda.<br />
  34. 34. Véu da maternidade, pois ela teria sido mãe e o retrato foi possivelmente para comemorar a maternidade, por isso se percebe a volumetria dos seios.<br />Olhar apurado sobre a obra:<br />Vestido sem detalhe, de cor escura para não ofuscar as mãos, o peitoral e os olhos.<br />
  35. 35. Quando uma pessoa olha para o retrato foca sua visão nos olhos. Enquanto sua boca é observada pela visão periférica. <br />
  36. 36. Quando se olha para sua boca, os detalhes prevalecem e o sorriso desaparece.<br />O esfumaçado foi responsável para aumentar a curvatura do sorriso.<br />
  37. 37. Para o professor Nicu Sebe, da Universidade de Amsterdã, 83% da expressão do rosto e de felicidade, 9% de desprezo, 6% de medo e 2% de ira. Isso só foi possível mediante um programa de computador que reconhece as emoções humanas. <br />
  38. 38. Para o Neurologista da Universidade de Harvard, “ninguém nunca será capaz de ver Mona Lisa sorrindo ao olhar para sua boca”.<br /> Em 1911, o italiano Vincenzo Peruggia, roubou o quadro do Louvre, devolvendo o quadro por “patriotismo”.<br />
  39. 39. Para o escritor Donald Sasson, o quadro nunca foi o preferido, quando iniciou, morria de tédio diante da suposta mulher, quando concluiu, estava apaixonado, afirmou: “Não achava a Mona Lisa particularmente bonita, mas agora acho, embora ainda não tenha descoberto por que ela sorri”.<br />
  40. 40. Para Sasson, todo homem precisa de uma mulher para cultuar, os católicos a Virgem Maria e para os intelectuais e agnósticos restou a Mona Lisa. Foi tão cultuada que tornou-se popular. Quando o povão começou a se aglomerar na porta do Louvre, os intelectuais que antes a adoravam, torceram o nariz para a coitada. Foi um passo para o achincalhamento. Justamente no auge do movimento da pop arte 1965.<br />
  41. 41. Segundo o Professor romeno Nicu Sebe, da Universidade de Amsterdã. Para ele 83% da expressão do rosto é de felicidade, 9% de desprezo, 6% de medo e 2% de ira. <br />Olhos nos olhos: relação de intimidade.<br />Desviando o olhar: impressão de estar assistindo uma terceira cena (pessoa). Indiferença, desejo de diálogo.<br />
  42. 42. O cubismo do início do século XX – Homenagem ou ironia?<br />Kazimir Malevich. 1914. Óleo e colagem. 0,62 x 0,49cm. Russian Museum. St. Petersburg.<br />
  43. 43. Dadaismo: pura ironia, revelando o lado obscuro da Monalisa.<br />Marcel Duchamp, 1919. 0,19 x 0,12 cm. Mary Sislercollection. New York.<br />
  44. 44. Fernando Léger., 1930. Óleo sobre tela, 0,91 x 0,27. Museu Nacional Fernando Léger<br />
  45. 45. Surrealismo: a expressão do inconsciente.<br /> Salvador Dali, 1954.<br />
  46. 46. Em 1956, o boliviano Hugo UnzagaVillegaz jogou uma pedra na coitada imortal, por que viu nela o retrato da mãe, perdida num “bordel de esculturas desavergonhadamente nuas”.<br />É a obra de número 779 do Museu do Louvre, em Paris.<br />
  47. 47. Em 1963, o quadro viajou aos Estados Unidos. Muitos artistas se debruçaram sobre a imagem histórica para deixar suas impressões sobre a obra. Arte proto-conceitual. Pop art. <br />Andy Warhd – 1963.<br />
  48. 48. Ayad Alkadhi. 1971. <br />
  49. 49. Jasper Johns. 1983.<br />
  50. 50. Fernando Botero, 1983.<br />
  51. 51. Giovanopoulos, 1989.<br />
  52. 52. Uso das novas tecnologias.<br />
  53. 53. David Teixidor Buenaventura, 2001.<br />
  54. 54. Para Sasson, todo homem precisa de uma mulher para cultuar, os católicos a Virgem Maria e para os intelectuais e agnósticos restou a Mona Lisa. Foi tão cultuada que tornou-se popular. Quando o povão começou a se aglomerar na porta do Louvre, os intelectuais que antes a adoravam, torceram o nariz para a coitada. Foi um passo para o achincalhamento. Justamente no auge do movimento da pop arte 1965.<br />
  55. 55. O quadro foi mutilado, cortado na parte de baixo. A árvore que surge por trás da jovem representa a pureza e a castidade. <br />A expressão facial da jovem chama atenção não se sabe se está cansada, triste, serena ou zangada.<br />Carrega consigo um rol de sentimentos incalculáveis. Rica, mas ausente de jóias, tem como adorno a própria beleza natural da paisagem. Olha para o espectador sem encarar. Seu olhar é estrábico.<br />Ginevra de Benci (filha de um banqueiro)<br />Ginevra de'Benci. c.1478-1480. Oil and tempera on wood. National Gallery of Art, Washington<br />
  56. 56. Atrás do quadro um pergaminho com louros e uma palma, ambos em torno de um pequeno ramo de zimbro, a árvore do fundo do quadro. No pergaminho escrito: A beleza adorna a vida.<br />Ginevra de'Benci. c.1478-1480. Oil and tempera on wood. National Gallery of Art, Washington<br />
  57. 57. O movimento interrompido do animal e da mão.<br />Ela parece reagir a presença de alguém fora da pintura em um movimento de cabeça e tronco, o gesto, e sua mão no movimento dá segurança.<br />O arminho é uma alusão ao apelido da jovem aristocrata. <br />O animal é considerado sinal de pureza, pois um arminho prefere morrer em uma caçada do que se refugiar em uma toca, para não sujar seu manto branco.<br /> Cecilia Gallerani (Lady with an Ermine). c.1490. Oil on wood. Czartorychi Muzeum, Cracow, Poland.<br />
  58. 58. A jovem era amante de Ludovico, este passou a usar o arminho como um de seus emblemas, que aparece bem penteado e acariciado pela sua amante.<br /> Cecilia Gallerani (Lady with an Ermine). c.1490. Oil on wood. Czartorychi Muzeum, Cracow, Poland.<br />
  59. 59. Leitura da imagem, segundo Antonio Carlos José, in: www.teosofia-liberdade.org.br(06 de julho de 2002). Conhecimento astrológico.<br />Leonardo da Vinci. Última Ceia. 1495-98. Refeitório da Igreja Santa Maria delleGrazie, Milão. Itália.<br />
  60. 60. O apóstolo traidor, é o único de costas para o espectador do quadro e que está à sombra. Atrás de suas costas uma estranha mão com uma faca e na sua frente um saleiro derrubado, enfatizando a traição. O que se esconde por trás do quadro é que a própria igreja católica teria traído os ideais cristãos.<br />Leonardo da Vinci. Última Ceia. 1495-98. Refeitório da Igreja Santa Maria delle Grazie, Milão. Itália.<br />
  61. 61. Em 1652 – uma porta foi aberta cortando os pés de Cristo. Em 1796, as tropas de Napoleão fizeram uso da porta. Em 1800 uma enchente inundou a Igreja atingindo-a.<br />Leonardo da Vinci. Última Ceia. 1495-98. Refeitório da Igreja Santa Maria delle Grazie, Milão. Itália.<br />
  62. 62. O discípulo do lado direito de Cristo é Maria Madalena, de mãos dadas com o Messias, confirmando o casamento dos dois.<br />Leonardo da Vinci. Última Ceia. 1495-98. Refeitório da Igreja Santa Maria delle Grazie, Milão. Itália.<br />
  63. 63. São João com feições femininas está associado o Maria Madalena, que teria sido esposa e mãe de sua filha Sara. Jesus por ser rabino não poderia ser solteiro.<br />
  64. 64. O olho direito é o centro de tudo. Ponto de fuga?<br />
  65. 65. Tendo o centro Cristo (o Sol da Criação). Semelhança ao Deus egípcio Amon-Rá?<br />
  66. 66. Separando os apóstolos, temos 4 grupos de três, associando as 4 estações do ano. Cada estação em três meses. <br />
  67. 67. Primavera: Março, abril e maio (Áries, touro e gêmeos); <br />
  68. 68. Verão: junho, julho e agosto (câncer, leão e virgem); <br />
  69. 69. Outono: setembro, outubro e novembro (libra, escorpião e sagitário);<br />
  70. 70. Inverno: dezembro, janeiro e fevereiro (capricórnio, aquário e peixes).<br />
  71. 71. À cabeceira da mesa, ao extremo do lado esquerdo de Cristo, Simão, representando Áries.<br />Leonardo representa da esquerda para a direita, pois os signos se movimentam em sentido contrário.<br />
  72. 72. À cabeceira da mesa, ao extremo do lado esquerdo de Cristo, Simão, representando Áries.<br />Leonardo representa da esquerda para a direita, pois os signos se movimentam em sentido contrário.<br />
  73. 73. Áries, o signo que abre o zodíaco, tem como característica o pioneirismo, a liderança, a iniciativa.<br />Este é o seu papel ao se sentar na cabeceira da mesa. Sua cabeça se sobrepõe aos demais.<br />Ele fala e os outros observam. Áries, relacionado ao Eu, a personalidade. Personificação do ego psicológico.<br />
  74. 74. Libra (João) corresponde ao outro, o relacionamento, a satisfação da necessidade do parceiro. Clima de paz, harmonia, equilíbrio e beleza. <br />A figura de João (libra), oposta a Simão, recebe e observa todo o impacto que foi falado, exercendo uma postura de submissão e recolhimento. Mão em posição de reconciliação, com semblante feminino, pois Libra, pelos seus valores está associado à condição receptiva. O manto que se divide em duas cores remete ao equilíbrio. O outro com quem o ego se relaciona. Regido por Vênus <br />
  75. 75. Na pintura renascentista era tradição representar João Batista o mais jovem dos 12 discípulos, com aparência andrógena, quase feminina, e sempre à direita de Jesus.<br />
  76. 76. Judas Tadeu relacionado ao signo de Touro, caracterizado pelos valores pessoais, posses e carece de desenvolver uma estrutura sólida, ter apoio, é o único que se apóia à mesa.<br />
  77. 77. Judas é o único de costas para o espectador. Uma faca saindo por suas costas e um saleiro derramado a sua frente, enfatiza a traição. A mensagem revelada seria que a igreja Católica teria traído os ideais cristãos.<br />
  78. 78. Judas Escariotes, Escorpião, relaciona-se com os valores do outro, da transformação, da regeneração ou da morte. Regido por Plutão. Judas foi o mais leal de todos os apóstolos, quem assume a missão mais penosa do grupo, a traição. <br />Judas é representado como alguém que ver a cena de fora, ao analisar o rumo dos acontecimentos, característica própria de escorpião. Com isso poder traçar as estratégias de ação.<br />Escorpião, é o motor do zodíaco, pois é quem determina os processo de transformação necessários à evolução da vida.<br />
  79. 79. Mateus, (gêmeos) cujo regente é Mercúrio, está relacionado a todo processo mental e de comunicação, o acúmulo de conhecimento cognitivo aplicado a realidade material. (O próprio Leonardo?). Os geminianos são esbeltos e ágeis, joviais, de olhar curioso e por considerar possíveis todas as situações, às vezes, se tornando contraditórios, instáveis, volúveis. <br />Seus olhos e seus braços reproduzem esse conceito ao olhar para Simão. Pode apresentar ambigüidade entre o que foi dito e o que o grupo pensa. Fala com os ombros, braços e mãos, o repórter de Cristo, como Mercúrio o mensageiro de Júpiter.<br />
  80. 80. Pedro (Sagitário), opondo-se a Mateus, está relacionado a religião. Segundo assuntos superiores, o conhecimento abstrato e se lança espontaneamente rumo ao desconhecido, sendo às vezes atribulado, podendo se expressar com excesso de franqueza. O que fundou a igreja, junto com Paulo.<br />A fé quando levada as últimas conseqüências pode ser cega e em sua defesa tudo pode ser permitido. A mão está a assegurar uma faca como defesa de suas próprias idéias, não em atitude ameaçadora a João.<br />O Sagitário, o centauro, empunhando o arco com a flecha a ser arremeçada, reage anatomicamente os quadris e isso está evidente na pintura, na medida em que a mão direita nela se apóia.<br />
  81. 81. Felipe, relacionado a Câncer. Aqui chegamos ao fundo do zodíaco ou ao fundo do céu. Ponto axial do inconsciente, devocional e materno, ligado às origens da tradição. Relacionado ao lar e a família. Com semblante feminino, leva as suas mãos ao peito como se estivesse chamando todos como filhos a se reconciliarem. Câncer rege os seios, estômago e útero. As posições das mãos com os braços o formato das garras do caranguejo.<br />
  82. 82. André, (Capricórnio), cauteloso e prático, podendo vir a ser frio e pessimista. Enquanto Felipe diz “venha a mim”. André diz:”afasta de mim”, pois para assumir as responsabilidades há de calcular e planejar. <br />Corresponde anatomicamente a toda construção óssea, joelhos, pele. É o único que apresenta s dedos esqueléticos, transparecendo a estrutura óssea.<br />
  83. 83. Thiago Maior, (Aquário), regente Urano, mudanças drásticas e abruptas, está associado com valores humanos, progressista, e a impessoalidade. Não aparece em primeiro plano e não se expõe isoladamente, e sim através de um grupo e com diplomacia. <br />É o signo da amizade, pois isso abraça André e Pedro, demonstrando que a força vem do grupo, e não da atitude individual de Leão.<br />
  84. 84. André, (Capricórnio), cauteloso e prático, podendo vir a ser frio e pessimista. Enquanto Felipe diz “venha a mim”. André diz:”afasta de mim”, pois para assumir as responsabilidades há de calcular e planejar. <br />Corresponde anatomicamente a toda construção óssea, joelhos, pele. É o único que apresenta s dedos esqueléticos, transparecendo a estrutura óssea.<br />
  85. 85. Tomé, como virgem. Está relacionado à praticidade, à análise e à crítica. Necessidade de compreender as coisas. “Só vendo para crer”, - É São Tome é? <br />Questiona até o próprio Cristo, na medida em que coloca o seu dedo indicador direito à frente de Jesus. Como tende à timidez e humildade, é colocado afastado da mesa.<br />
  86. 86. Bartolomeu, (Peixes), do outro lado da mesa, num ponto difuso, que parece que não sabe o que está se passando, sua visão extrapola o limite da cena.<br />Não fala, só observa, contempla e aceita. Peixe rege os pés, é justamente seus pés que estão iluminados.<br />Peixe tem grande potencialidade intuitiva, mas necessita conhecer como pode transformar a sua natureza, o seu sentimento de servir a humanidade de forma mais prática e construtiva. <br />Associado ao ser sonhador, a inspiração e compreensão. São compassivos, emotivos, intuitivos e românticos. Por este motivo tem dificuldade de perceber a realidade, pois são sonhadores.<br />
  87. 87. Luz projetada a sua esquerda e a sombra a direita – caráter simbólico.<br />
  88. 88. Cristo abre a sua mão como se estivesse a alimentar àqueles da sua esquerda, onde ocorrem o nascimento e o crescimento. <br />
  89. 89. Mão para baixo num ato de absorção das energias e experiências acumuladas pelas estações de outono e inverno, relacionada com a maturidade e a morte.<br />
  90. 90. As roupas de Cristo e João/Maria são das mesmas cores, enfatizando sua união. Os braços dos dois formam uma seta apontando para baixo – em “V” ícone antigo do poder da mulher. Ambos os corpos acrescidos aos braços, o “V” torna-se “M” de Maria ou Matrimônio.<br />Ao lado de Cristo forma-se um círculo. Com dois triângulos – o Masculino e o Feminino.<br />
  91. 91.
  92. 92.
  93. 93. Ausência do cálice sobre a mesa, uma engenhosidade do artista de camuflar a representação de Maria Madalena, simbolizando o Santo Graal (Sangue Real). Receptora do sangue de Jesus ou de seus filhos.<br />
  94. 94. Liberdade de pensamento e autonomia dos artistas – arte e ciência.<br />Oposição a cultura medieval dominante – a negação do teocentrismo (criacionismo) em favor do antropocentrismo (o homem como centro e medida de todas as coisas)<br />
  95. 95. Referencial<br />BECKET, Wendy. A história da Pintura. São Paulo, Ática, 1997.<br />JANSON, H. W. História Geral da Arte: o mundo antigo e a Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1993.<br />PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe. História da Idade Média: textos e testemunhas. São Paulo, UNESP, 2000.<br />PEREIRA, F. M. Esteves. Os manuscritos Iluminados. In: a iluminura em Portugal, catálogo da exposição inaugural do arquivo nacional da torre do Tombo. Porto, Lisboa, Ed. Figueirinhas, 1990.<br />CHEVALIER, Jean et GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1988.<br />FRANCO.RJ, H. Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo, Brasiliense, 1988.<br />SPENCE, David. Grandes Artistas: vida e obra. São Paulo, Melhoramentos, 2004.<br />Revista:<br />História Viva: Bizâncio: o paraíso dos negócios e do saber na Idade Média. Ano: VI, nº 74, pp. 28-54.<br />Mestres da Pintura: Michelangelo. Editora on-line, São Paulo, s/d.<br />Galeria, revista de arte. São Paulo, Editora Telma Cristina Ferreira, Ano 4, junho/julho de 1990. pp. 62-77.<br />Folha de São Paulo. Michelangelo ofusca mestres na Sistina. F. 10, 14 de abril de 2005.<br />Superinteressante. O segredo de leonardo. São Paulo. Edição 205. Editora Abril, 2004. pp. 60-67.<br />Veja. Muito além do código da Vinci. São Paulo. Edição 1956, Ano 39, nº 19, Editora Abril, 2006. pp. 126-134<br />www.brasilescola.com/mitologia/brasilescola.htm<br />www.amazonline.com.br/heraldica/heraldica.htm - (tudo sobre brasões)<br />www.arteguias.com<br />www.logosphera.com/.../sereias/sereias.htm<br />www.minerva.uevora.pt<br />www.pitores.com.br<br />www.sergioprata.com.br – (afresco)<br />www.wga.hu/frames-e.html<br />www.guaciara.worpress.com/.../27/a-cruz-de-cimabue/ - 27/09/2009.<br />
  96. 96. Criação e autoria:<br />Gilson Cruz Nunes<br /> Especialista em Artes Visuais – UFPB<br />Professor da Disciplina de Artes das Escolas:<br />Dr. Hortênsio de Sousa Ribeiro – Rede Estadual<br />Pe. Antonino e Lafayete Cavalcante – Rede Municipal.<br />Campina Grande, 12 de janeiro a 25 de fevereiro de 2010.<br />Paraíba – Brasil.<br />gilsonunes2000@bol.com.br – professorgilsonunes.blogspot.com <br />

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