Comércio Exterior

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Este conteúdo foi desenvolvido pelo Ilustre professor Osmani Santos, e faz parte das aulas de Comércio Exterior ministradas pelo próprio no curso de Administração de Empresas na Universidade Católica de Petrópolis.

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Comércio Exterior

  1. 1. Prof. Osmani Almeida Alves dos Santos Matéria: Comércio Exterior
  2. 2. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 1-INTRODUÇÃO O que são Relações internacionais. O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais.
  3. 3. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 2 - PRECURSORES DO ESTUDO DO COMÉRCIO ENTRE PAÍSES Histórico. Adam Smith,Davi Ricardo,Ohlin e Hecksher. O histórico da Globalização ou mundialização. A importância do Comércio Exterior para um País. O Comércio exterior e a Globalização. A importância do Comércio exterior para as empresas. O Brasil no contexto dos Negócios Internacionais.
  4. 4. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 3 - A LOGÍSTICA NO COMÉRCIO INTERNACIONAL Passos para se alcançar o Mercado externo. O risco País. A negociação e os procedimentos administrativos. As modalidades de venda - INCOTERMS. As formas de pagamento. O câmbio.
  5. 5. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 4 - O MARKETING INTERNACIONAL Conhecimento prévio. A prospecção do mercado. A estrutura funcional. O perfil do profissional.
  6. 6. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 5 - O B RASIL E ASUA ESTRUTURA PARA O COMÉRCIO EXTERIOR Principais Órgãos Gestores e anuentes. O SISCOMEX. A Classificação Fiscal de Mercadorias. A Legislação Brasileira de Comércio Exterior. O Balanço de Pagamentos.
  7. 7. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 6 - A ATIVIDADE DE EXPORTAÇÃO  PREMISSAS  Vantagens e desvantagens.  Composição do preço de exportação.  Casos especiais de exportação.
  8. 8. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 7- A ATIVIDADE DE IMPORTAÇÃO  PREMISSAS  Vantagens e desvantagens.  O custo da importação.  A classificação das importações.  Os regimes aduaneiros especiais.
  9. 9. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 8- Regimes Aduaneiros - Exportação e Importação • Entreposto Aduaneiro • Exportação/Importação temporária • Trânsito Aduaneiro • Zona Franca de Manaus •“Drawback” •Deposito Especial Alfandegado ( DEA)
  10. 10. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 8- Regimes Aduaneiros - Exportação e Importação • Depósito Afiançado( DA) • Depósito Franco (DF)
  11. 11. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 9 - OS ORGANISMOS INTERNACIONAIS A Organização Mundial do Comércio e suas funções. Princípios de sistema de comércio. O MERCOSUL. Os Acordos Bilaterais. Os Acordos Internacionais de Comércio.
  12. 12. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 10 - INCENTIVOS À EXPORTAÇÃO Subsídio. Benefício Fiscal. Corredores de Exportação. Zona Franca. ZPEs.(Zona de Processamento de Exportações). EADI.(Estação Aduaneira do Interior). “Drawback”.
  13. 13. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA 11 - O DRAWBACK Definição. Modalidades. Tipos.
  14. 14. Matéria: Comércio Exterior PROGRAMA DA MATÉRIA BIBLIOGRAFIA BÁSICA: Vásquez, José Lopes - “Comércio Exterior Brasileiro” - Ed. Atlas. Oliveira , Jayr Figueiredo de - “Manual Prático de Comércio Exterior” - Ed. Saraiva. COMPLEMENTAR: Segre, German - “ Manual Prático de Comércio Exterior” – Ed. Atlas. Racy, Joaquim Carlos - “Introdução à Gestão dos Negócios Internacionais”– Ed. Thompson.
  15. 15. Matéria: Comércio Exterior 1- Introdução: As Relações Internacionais 1.1. O que são Relações Internacionais São as relações desenvolvidas entre Nações em todo o tipo de atividade. Os tipos de relações desenvolvidas são: Diplomáticas: que dizem respeito à questões de soberania (governança), poder (domínio),política (direito internacional). Comerciais: que dizem respeito aos negócios (exportação e importação) e aos regulamentos (acordos internacionais e os organismos internacionais). 1.2. Políticas Externas São medidas adotadas pelos países para salvaguardarem os direitos dos países (disputas comerciais).
  16. 16. Matéria: Comércio Exterior 1- Introdução: As Relações Internacionais 1.2.1. Direitos comerciais- (competitividade) Maior abertura de mercado aos produtos brasileiros. Eliminação de subsídios internos dados pelos países aos produtores locais. Normas anti-dumping. Salvaguardas comerciais. Medidas compensatórias. Normas técnicas, sanitárias e fitossanitárias.
  17. 17. Matéria: Comércio Exterior 1- Introdução: As Relações Internacionais 1.3. Os Negócios Internacionais O Comércio internacional é caracterizado pelo intercâmbio de mercadoria, serviços e pessoas além de capitais, entre as Nações. Neste caso, por intercâmbio entende-se como comércio exterior regulado por termos e normas nacionais, por relações de negócios, por transações e estudos realizados no comércio internacional. Logo o Comércio Exterior diz respeito às relações de negócios de exportação e de importação concomitantes,desenvolvidas entre si pelas Nações.
  18. 18. Matéria: Comércio Exterior 1- Introdução: As Relações Internacionais 1.4. A liberalização comercial internacional Concessão de maior abertura dos mercados nacionais ao comércio com outros países, objetivo fundamental da OMC. Criação de áreas de livre comércio. Acordos bilaterais com a finalidade de dinamizar as exportações e importações através do estabelecimento de uma lista de produtos dos setores que sejam de interesse de ambas as partes.
  19. 19. Matéria: Comércio Exterior 1- Introdução: As Relações Internacionais 1.5. Motivação para haver comércio Internacional Produção em grande escala (tecnologia,capacitação e especialização). Mão de obra barata. Insumos abundantes. Clima;(entressafra, sazonalidade e intempéries). Vantagens de entrada (concessões).
  20. 20. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.1 Os Precursores dos estudos sobre o comércio entre Países MERCANTILISMO: “Uma Nação seria tanto mais rica quanto maiores fossem sua população e seu estoque de metais preciosos. Caberia portanto ao Estado, para obter mais riqueza, estimular as exportações e restringir as importações. Depreende-se que: quanto maior as exportações mais acúmulo de ouro e prata e quanto menor as importações, menor a saída dessas riquezas. Como conseqüência:  Só se importaria o essencial daquilo que não fosse produzido no mercado interno. As exportações seriam também reduzidas pois não haveria o
  21. 21. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.2. ADAM SMITH Em seu livro “ A riqueza das Nações” de 1776, ele mostrou uma visão econômica sobre o comércio entre as Nações. Adam Smith disse que a falha dos mercantilistas foi não perceber que uma troca deveria beneficiar as duas partes envolvidas no negócio sem que se registrasse necessariamente um déficit para uma das Nações envolvidas. Ele disse que a riqueza de uma Nação é mais adequadamente medida em termos de produção e consumo de sua população e não em função da quantidade de metais preciosos em seu poder. Ele defendeu o argumento da teoria da “Vantagem absoluta” ou seja, um País que conseguisse produzir alguma mercadoria a um custo mais baixo que outros iria tirar proveito da especialização e das trocas.
  22. 22. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.2. ADAM SMITH Produção País A País B Relação troca Hora x trabalho Hora x trabalho M.Externo 1 camisa 10 15 B Exporta p| A. (1 sapato) 1 sapato 40 30 A exporta p| B. ( 3 Camisas) Relação troca 4 camisas x 1 2 camisas x 1 Vantagem Mercado Interno sapato sapato Absoluta
  23. 23. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.2. ADAM SMITH - TEORIA Vantagem Absoluta - NÚMEROS Produção País A País B Relação troca Hora x trabalho Hora x trabalho Mercado Externo 1 camisa 10 25 A exporta camisa para B. 1 sapato 40 50 A exporta sapato para B. Relação troca 4 camisas x 1 2 camisas x 1 Vantagem Mercado Interno sapato sapato Absoluta
  24. 24. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.2. ADAM SMITH - TEORIA Vantagem Absoluta - NÚMEROS Econômicos Comerciais Produção Natureza (matéria prima) Preço (produto) Custos Materiais Mão de obra Capital (Investimento) Moeda (câmbio) Moeda (câmbio) Transporte (frete)
  25. 25. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.3. DAVI RICARDO Em seu livro “ Os Princípios de Economia Política e Tributação” de 1817, ele apresentava a teoria da “Vantagem Comparativa” que explicava o comércio mesmo entre as Nações sem vantagem absoluta na produção de nenhum bem. Segundo a teoria da “Vantagem Comparativa” é possível haver comércio entre um país desenvolvido e um sub-desenvolvido de forma vantajosa para ambos desde que os custos relativos de produção de mercadorias sejam diferentes.
  26. 26. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.3. DAVI RICARDO teoria da vantagem comparativa - Números Produção País A País B Relação troca Hora x trabalho Hora x trabalho M.Externo 1 camisa 10 25 Quando 1 unidadecamisa for trocada por 0,25% de 1 sapato mínimo. 1 sapato 40 50 Quando 1 unidadecamisa for trocada por 0,50% de 1 sapato máximo Relação troca 10|40 = 0,25% 25|50 = 0,50% Vantagem Comparativa Mercado Interno
  27. 27. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.3. DAVI RICARDO Na concepção dos custos comparativos de Davi Ricardo o País B tem uma relação camisasapato (50%) melhor que o País A( 25%).
  28. 28. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.4. BERTIL OHLIN e ELI HECKSHER “A TEORIA DOS FATORES ABUNDANTES POR FATORES ESCASSOS” Estes economistas suecos dizem que haverá comércio entre as Nações considerando-se a troca de fatores abundantes por fatores escassos.
  29. 29. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.5. A Importância do Comércio Exterior para um País Quando um País exporta uma mercadoria para um outro parceiro comercial o que está implicitamente entendido é: Exporta mão de obra. Recebe mais divisas. Melhora a qualidade dos produtos. Torna-se parceiro internacional; porque participa ativamente das atividades do comércio internacional. Atrai mais investimentos externos e internos. Possibilita a estabilização dos preços internos com a importação de produtos. Participa do processo de globalização da produção.
  30. 30. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.6. O Histórico da Globalização ou Mundialização FLUXOS: 1450 Globalização 1750 Primária Era Mercantilista: Navegações e Cidades Estado.
  31. 31. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.6. O Histórico da Globalização ou Mundialização FLUXOS: 1750 Globalização 1975 Secundária Era Revolução Industrial: Produção em massa.
  32. 32. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.6. O Histórico da Globalização ou Mundialização FLUXOS: 1975 Globalização 1995 Terciária Era Capital: mais importante que a produção.
  33. 33. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.6. O Histórico da Globalização ou Mundialização FLUXOS: 1995 Globalização 2....... --------- Era da Revolução tecnológica: a informação é a base da produção.
  34. 34. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.7. Conseqüências da Globalização Tendência a um único mercado global em detrimento de mercados internos. Risco à governabilidade das Nações. Concentração da riqueza junto aos países ricos. A partir de 1990 a globalização uniu: Mercados (fluxo comercial). Povos (comercialmente unidos pelo mesmo idioma). Informação (todos conectados “on line” por sistemas integrados de gestão). A globalização é o ambiente propício para: o produto mundial, um mercado único e para a despolarização dos negócios.
  35. 35. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.8. O Histórico da Globalização e o Brasil FLUXOS: 1450 Globalização 1750 Primária Era Mercantilista: o descobrimento e o saque colonial.
  36. 36. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.8. O Histórico da Globalização e o Brasil FLUXOS: 1750 Globalização 1975 Secundária De 1808 Até 1850: saque colonialcorte portuguesa. 1888: libertação dos escravos.
  37. 37. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.8. O Histórico da Globalização e o Brasil FLUXOS: 1975 Globalização 1995 Terciária 1889: fim do império colonial português. De 1900 a 1950: exportação de produtos primários(1930). 1950: criação da política de substituição de importações.
  38. 38. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.8. O Histórico da Globalização e o Brasil FLUXOS: 1995 Globalização 2....... --------- Até 1990: política de substituição de importações; abertura dos mercados; redução da alíquota de importação. 1995: criação do Mercosul.
  39. 39. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.9. A importância do Comércio Exterior para as empresas FACILIDADES: Acesso aos incentivos governamentais. Melhor aproveitamento da capacidade ociosa de produção Redução dos custos fixos. Melhoria do processo produtivo com a importação de tecnologia. Diversificação de mercados.
  40. 40. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.9. A importância do Comércio Exterior para as empresas DIFICULDADES: Concorrência muito maior. Desconhecimento do mercado internacional. Mão de obra qualificada. Preço competitivo. Atender um novo cliente com um produto sujeito à novas regras de consumo.
  41. 41. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.10. O Comércio externo x Comércio interno Comércio interno: (tudo igual) Comércio Externo: (tudo diferente) Leis. + organismos internacionais. Idioma. + modalidade de venda (Incoterms). Cultura. + formas de pagamento. Moeda. + acordos internacionais. Economia. + logística. Clientes. + pessoas.
  42. 42. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.11. O Brasil no contexto dos Negócios Internacionais País emergente. Altíssima taxa de juros (investimento externo indireto). Mercado aberto (investimento externo direto). Taxa de câmbio valorizada. Balança comercial superavitária. Credor do FMI.
  43. 43. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.12. A Participação Brasileira nas transações Mundiais Para o Brasil obter maior participação nos negócios mundiais é necessário: Aumentar a participação de produtos manufaturados (agregam tecnologia) hoje em torno de 35%. Das 20408 empresas efetivamente exportadoras,apenas 260 foram responsáveis por 75% das exportações.
  44. 44. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais – (Panorama do Comércio Exterior Brasileiro 2010) Em 2010, o comércio exterior brasileiro registrou corrente de comércio recorde de US$ 482,3 bilhões,com ampliação de 25,7% sobre 2010, quando atingiu US$ 383,7 bilhões. As exportações encerraram o período com valor de US$ 256 bilhões e as importações de US$ 226,2 bilhões, resultados igualmente recordes. Em relação a 2010, as exportações apresentaram crescimento de 26,8% e as importações de 24,5%. Estes crescimentos significativos indicam a retomada das vendas externas brasileiras e a recuperação da economia nacional, após a crise econômica global de 2009.O saldo comercial atingiu US$ 29,8 bilhões em 2011, significando uma ampliação de 47,9% sobre o consignado em 2010, de US$ 20,1 bilhões, motivado por um maior aumento das importações em relação às exportações.Na comparação com 2010, as vendas de produtos básicos cresceram 36,1%, e os semi- manufaturados e os manufaturados se ampliaram em, respectivamente, 27,7% e 16,0%. O grupo de produtos industrializados respondeu por metade do total exportado pelo Brasil no ano de 2011. Dados MDIC
  45. 45. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais (Panorama do Comércio Exterior Brasileiro 2010) Do lado da importação, as compras de matérias primas e intermediários em 2011 representaram 45,1% da pauta total, e as de bens de capital, 21,2%,demonstrando que a pauta brasileira de importação é fortemente vinculada a bens direcionados à atividade produtiva. As importações de bens de consumo representaram 17,7% e as de combustíveis e lubrificantes, 16,0%. Sobre 2010, a categoria de combustíveis e lubrificantes foi a que registrou maior crescimento, de 42,8%, seguida de bens de consumo (+27,5%), matérias-primas e intermediários (+21,6%) e bens de capital (+16,8%).Por mercados de destino, destacam-se as vendas para a Ásia. As vendas aumentaram 36,5%, garantindo à região a primeira posição de mercado comprador de produtos brasileiros em 2011.Destaque também para o crescimento ds vendas para os E.U.A.(+33,3%), África(+32,0%), U.E(.+22,7%) e América Latina e Caribe (+19,1%).
  46. 46. 2.1. - Evolução das exportaçõesimportações - em USD - BilhõesAno Exportações Importações Saldo comercial: Exp-Imp2001 58,287 55,602 2,6852002 60,439 47,243 13,1962003 73,203 48,326 24,8782004 96,677 62,836 33,8422005 118,529 73,600 44,9292006 137,807 91,351 46,4572007 160,649 120,617 40,0322008 197,942 172,985 24,9582009 152,995 127,722 25,2722010 201,915 181,649 20,2672011 256,040 226,243 29,797Total
  47. 47. 2.2. - Evolução das exportaçõesimportações - em USD - Bilhões Ano Exportações Importações Saldo: Corrente Comércio 2001 58,287 55,602 113,889 2002 60,439 47,243 107,682 2003 73,203 48,326 121,529 2004 96,677 62,836 159,513 2005 118,529 73,600 192,129 2006 137,807 91,351 229,158 2007 160,649 120,617 281,266 2008 197,942 172,985 370,927 2009 152,995 127,722 280,717 2010 201,915 181,649 383,564 2011 256,040 226,243 482,283 Total
  48. 48. 2.3. – Desempenho das Exportações - USD – Bilhões - 2011 Produtos Valor total das 100% exportado 256,040 Básicosprimários 112,457 47,8% Manufaturados 92,291 36,1% Semi-manufaturados 36,027 14,1%
  49. 49. 2.4. – Desempenho das Importações - USD – Bilhões - 2011 Produtos Valor total das 100% importações 226,243 intermediários 102,091 45,1% Bens de capital 47,894 21,2% Bens de consumo 40,084 17,7% Petróleo e combustíveis 36,174 16,0%
  50. 50. 2.5. – Principais produtos exportados USD – Bilhões - 2011Produtos Valor importado Categoria1- Minérios 44,217 Matéria prima2- Petróleo e combustíveis 31,008 Matéria prima3- Material de transporte 25,120 Manufaturados4- Complexo de soja 24,154 Matéria prima5- Produtos metalúrgicos 17,387 Manufaturados6- Açucares etanol 16,432 Matéria prima7- Químico 16,234 Matéria prima8- Carnes 15,357 Matéria prima9- Máquinas e equipamentos 10,457 manufaturados10- Café 8,700 Matéria prima11- Papel e celulose 7,189 Matéria prima12- Equipamentos elétricos 4,811 manufaturados13- Calçados e couro 3,659 manufaturados14- Texteis 3,012 manufaturados
  51. 51. 2.6. – Principais produtos importados USD - Bilhões - 2011Produtos Valor importado Categoria1- Combustíveis e lubrificantes 41,968 Matéria prima2- Equipamentos mecânicos 33,703 Bens de capital3- Equipamentos elétricos e eletrônicos 26,395 Manufaturados4- Automóveis e peças 22,621 manufaturados5- Químicos orgânicos e inorgânicos 11,765 Manufaturados6- Ferro,aço e obras 7,583 Matéria prima7- Plásticos e obras 8,104 Matéria prima8- Instrumentos ,ótica e precisão 6,302 manufaturados9- Farmacêuticos 6,499 manufaturados10- Borracha e obras 5,103 manufaturados11- Cereais e produtos de moagem 3,245 Matéria prima12- Cobre e suas obras 2,775 manufaturados13- Aeronaves e peças 2,516 manufaturados14- Filamentos e fibras, sintéticos e artificiais 2,342 manufaturados
  52. 52. 2.7. - Principais mercados de destino das exportações em USD -Bilhões Mercados Valor % sobre total exportado Ásia 76,697 30,0% América latina e Caribe 57,146* 22,4% Mercosul 27,853* 10,9% Demais A.L. e Caribe, ex Mercosul 29,293* 11,5% União européia 52,946 20,7% Estados Unidos 25,942 10,1% Oriente Médio 12,261 4,8% África 12,225 4,8% Europa Oriental 5,174 2,0%
  53. 53. 2.8. - Principais Países Compradores em USD – Bilhões - 2011 Países Valor % sobre total exportado 1- China 44,315 17,3% 2- E.U.A. 25,805 10,1% 3- Argentina 22,709 8,9% 4- Paises baixos 13,640 5,3% 5- Japão 9,473 3,7% 6- Alemanha 9,039 3,5% 7- Itália 5,441 2,1% 8- Chile 5,418 2,1% 9- Reino Unido 5,230 2,0% 10- Espanha 4,706 1,8%
  54. 54. 2.9. - Principais Países Compradores em USD – Bilhões - 2011 Países Valor % sobre total exportado 11- Coréia do Sul 4,694 1,8% 12- Venezuela 4,592 1,8% 13- França 4,319 1,7% 14- Rússia 4,216 1,7% 15- Bélgica 3,960 1,67% Total
  55. 55. 2.10. - Principais Mercados Fornecedores ao Brasil em USD -BilhõesMercados Valor % sobre totalÁsia 70,076 31,0%União Européia 46,416 20,5%América latina e Caribe 37,810* 16,7%Mercosul 19,375* 8,6%Demais A.l. e Caribe, ex Mercosul 18,435* 6,1%Estados Unidos 34,225 15,1%África 15,436 6,8%Oriente Médio 6,141 2,7%Europa Oriental 5,175 2,3%Total
  56. 56. 2.11. - Principais Países Fornecedores ao Brasil em USD - Bilhões1- Estados Unidos 33,962 15%2- China 32,788 14,5%3- Argentina 16,906 7,5%4- Alemanha 15,213 6,7%5- Coréia do Sul 10,097 4,5%6- Nigéria 8,386 3,7%7- Japão 7,872 3,5%8-Itália 6,222 2,8%9- Índia 6,081 2,7%10-França 5,462 2,4%11- México 5,130 2,3%12- Chile 4,569 2,0%13- Canadá 3,553 1,6%14- Taiwan 3,509 1,6%15- Reino Unido 3,376 1,5%
  57. 57. 2.12. - Exportação por Fator Agregado em USD - Bilhões Ano Básicos Semi- Operações Primários Manufaturados manufaturados Especiais2002 28,1 28,1 14,8 2,42003 28,9 28,9 15,0 1,82004 29,5 29,5 13,9 1,62005 29,3 29,3 13,5 2,12006 29,2 29,2 14,2 2,22007 32,1 32,1 13,6 2,12008 36,9 36,9 13,7 2,62009 40,5 44,0 13,4 2,12010 44,6 39,4 14,0 2,02011 47,8 36,1 14,1 2,1
  58. 58. 2.13. - Importação por Categoria de Uso em USD - Bilhões Ano Bens Bens Bens Petróleo e consumo Capital intermediários Combustíveis 2002 12,5 24,7 49,6 13,2 2003 11,5 21,4 53,5 13,6 2004 10,9 19,3 53,5 16,4 2005 11,5 20,9 51,3 16,2 2006 13,1 20,7 49,6 16,6 2007 13,3 20,8 49,3 16,6 2008 13,0 20,8 48,0 18,2 2009 16,9 23,3 46,8 13,1 2010 17,3 22,6 46,2 13,9 2011 17,7 21,2 45,1 16,0
  59. 59. 2.14. Exportação - Porte de Empresa - % s valor FOB - 2010 Porte % Pessoa Física 0,1 Micro e pequena Empresa 1,0 Média Empresa 4,1 Grande Empresa 94,8 Total geral 100%
  60. 60. 2.15. Exportação - Porte de Empresa - % s Nro. de empresas2010 Porte % Pessoa Física 2,2 Micro e pequena Empresa 46,3 Média Empresa 25,9 Grande Empresa 25,6 Total geral 100%
  61. 61. 2.16. – Número de Empresas Exportadoras - 2002-2011 Ano Total 2002 18.796 2003 19.741 2004 21.925 2005 21.252 2006 20.588 2007 20.888 2008 20.408 2009 19.823 2010 19.278 2011 19.194
  62. 62. 2.17. – Número de Empresas Importadoras - 2002-2011 Ano Total 2002 25.550 2003 22.324 2004 22.410 2005 22.628 2006 24.572 2007 28.911 2008 33.144 2009 34.044 2010 38.684 2011 42.327
  63. 63. 2.18. - Participação % das Exportações no PIB do Brasil - 2002-2011 Ano % 2002 11,98 2003 13,22 2004 14,56 2005 13,43 2006 12,66 2007 11,76 2008 12,10 2009 9,57 2010 9,66 2011 10,50
  64. 64. 2.19. - Participação % das Importações no PIB do Brasil -2001-2011 Ano % 2001 10,04 2002 9,37 2003 8,73 2004 9,47 2005 8,34 2006 8,39 2007 8,83 2008 10,57 2009 7,99 2010 8,69 2011 9,28
  65. 65. 2.20. - Participação % da Corrente de Comércio no PIB do Brasil -2002-2011 Ano % 2002 21,35 2003 21,95 2004 24,03 2005 21,77 2006 21,04 2007 20,58 2008 22,67 2009 17,56 2010 18,35 2011 19,79
  66. 66. 2.21. - Participação % das Exportações por Bloco Econômico - 2011 Blocos Manufaturados Semi-manufaturados Básicos Ásia 10 14 76 A.Latina e 77 4 19 Caribe União Européia 32 16 52 E.U.A. 45 21 34 Oriente Médio 30 19 51 África 47 21 32 Europa Oriental 8 34 57 Outros 47 24 29
  67. 67. 2.22. - Participação % das Importações por Bloco Econômico - 2011 Blocos Mat.Primas Combustíveis e Bens de Bens de e intermed. Lubrificantes Consumo Capital Ásia 41 8 24 27 U.E. 48 4 17 31A.L.Caribe 50 13 29 9 E.U.A. 50 18 8 24 África 34 66 O.Médio 26 74E.Oriental 89 10 Outros 40 22 19 29
  68. 68. 2.23. - % das Exportações Brasileiras nas Exportações Mundiais Ano % 2001 0,97 2002 0,96 2003 0,99 2004 1,08 2005 1,16 2006 1,17 2007 1,18 2008 1,26 2009 1,26 2010 1,36
  69. 69. 2.24. - % das Importações Brasileiras nas Importações Mundiais Ano % 2001 0,90 2002 0,74 2003 0,65 2004 0,69 2005 0,72 2006 0,77 2007 0,89 2008 1,11 2009 1,06 2010 1,25
  70. 70. 2.25. - Evolução % das Exportações Brasileiras e Mundiais Ano Exportações Exportações Mundiais Brasileiras 2001 - 4,1 5,7 2002 4,8 3,7 2003 16,9 21,1 2004 21,7 32,1 2005 13,9 22,6 2006 15,6 16,3 2007 15,7 16,6 2008 15,2 23,2 2009 -22,8 -22,7 2010 21,7 32,0
  71. 71. 2.26. - Principais Exportadores Mundiais – USD Trilhões - 2010 País Valor % Merc. Mundial 1- China 1,578 10,4 2- Estados Unidos 1,278 8,4 3-Alemanha 1,269 8,3 4- Japão 0,770 5,1 5- Paises baixos 0,572 3,8 6- Coréia do Sul 0,466 3,1 7- França 0,521 3,4 8- Itália 0,448 2,9 9- Bélgica 0,431 2,8 10 - Reino Unido 0,405 2,7 11-Hong Kong 0,401 2,6 12- Rússia 0,400 2,6
  72. 72. 2.27. - Principais Exportadores Mundiais – USD Trilhões - 2009 País Valor % Merc. Mundial13 -Canadá 0,387 2,514-Cingapura 0,352 2,3415- México 0.298 2,016-Taiwan 0,275 1,817- Arábia Saudita 0,254 1,718- Espanha 0,245 1,619- Emir.Árabes 0,235 1,520 - Índia 0,216 1,421- Austrália 0,212 1,422- Brasil 0,202 1,323- Malásia 0,199 1,324- Suíça 0,195 1,3
  73. 73. 2.28. - Principais Exportadores Mundiais – USD Trilhões - 2009 País Valor % Merc. Mundial25-Tailândia 0,195 1,326 - Suécia 0,158 1,027 - Indonésia 0.158 1,028- Polônia 0,156 1,029 - Áustria 0,152 1,030 - Republica Checa 0,133 0,9
  74. 74. 2.29. - Principais Importadores Mundiais – USD Trilhões - 2009 País Valor % Merc. Mundial 1- Estados Unidos 1,968 12,8 2- China 1,395 9,1 3- Alemanha 1,067 6,9 4- Japão 0,693 4,5 5- França 0,606 3,9 6- Reino Unido 0,558 3,8 7- Paises Baixos 0,517 3,4 8- Itália 0,484 3,1 9- Hong Kong 0,442 2,9 10- Coréia do Sul 0,425 2,8 11- Bélgica 0,414 2,7 12-Canadá 0,402 2,6
  75. 75. 2.30. - Principais Importadores Mundiais – USD Trilhões - 2009 País Valor % Merc. Mundial13- Índia 0,323 2,114- Espanha 0.312 2,015- Cingapura 0,311 2,016- México 0,311 2,017- Taiwan 0,251 1,618- Rússia 0,248 1,619- Austrália 0,202 1,320- Brasil 0,191 1,221- Turquia 0185 1,222- Tailândia 0,182 1,223- Suiça 0,174 1,124- Polônia 0,140 1,1
  76. 76. 2.31. - Principais Importadores Mundiais – USD Trilhões - 2009 País Valor % Merc. Mundial25- Emirados Árabes 0,170 1,1Unidos26- Malásia 0,165 1,127- Áustria 0,159 1,028 - Suécia 0,148 1,029 - Indonésia 0,132 0,930 – República checa 0,126 0,8
  77. 77. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.30. A Participação Brasileira nas transações Mundiais Aumentar a importação de alta tecnologia. Aumentar o número de empresas brasileiras multinacionais, hoje em torno de 70. Diminuir a carga tributária (imposto em cascata).
  78. 78. Matéria: Comércio Exterior 2 - O ambiente do Comércio Exterior e dos Negócios Internacionais 2.30.1. A Participação Brasileira nas transações Mundiais- (entraves ) Infra-estrutura insuficiente e onerosa, com reflexos na estrutura de custos logísticos: 1.Melhorar a dragagem nos portos brasileiros que dificulta a atracação dos navios. 2.Expandir e melhorar as vias de escoamento das riquezas dos locais de produção aos locais de embarque das mercadorias. 3.A taxa de câmbio defasada que beneficia as importações e prejudica as exportações.
  79. 79. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.1. Passos para alcançar o Mercado Externo ESTUDO DE MERCADO: (Considerações) Concorrência. Canal de distribuição. Legislação. Economia. Cultura (hábitos e costumes). Cliente. Logística. Geografia. Informações acessórias.
  80. 80. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.2. O Risco País A VULNERABILIDADE CONJUNTURAL: Transações Correntes: (balança comercial,balança de serviços e transferências unilaterais). Turbulência do mercado internacional (a crise americana de 2008). Parceiros internacionais (Irã), os negócios com Árabes e Israelenses. Sobre-taxação de capital estrangeiro.
  81. 81. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.2. O Risco País A VULNERABILIDADE CONJUNTURAL: Agências privadas internacionais de avaliação de risco. (Moody’sFitch RatingsStandard&Poors). Elas atribuem notas de classificação de riscos de país ou de empresa de acordo som sua capacidade de pagar uma dívida. O grau de risco é estabelecido em função de 3 níveis a saber: país seguro de investir, risco de inadimplência e “default”. As agências acima levam em conta indicadores, tais como: Gastos do governo. Dívida externa. Política monetária.
  82. 82. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.2. O Risco País A VULNERABILIDADE CONJUNTURAL: Análise de risco é uma nota(rating)que as agências internacionais de classificação de risco de crédito atribuem a um emissor (país ou empresa de acordo com sua capacidade de pagar dívida.A nota serve para que investidores saibam o grau de risco dos títulos que estão adquirindo.Muitos fundos e investidores tem por regra só aplicar papéis com o chamado grau de investimento(investment grade), a classificação dada a países seguros para se investir.Abaixo deste nível está o grau especulativo, onde se enquadram os emissores de papéis com risco de calote.Os papéis mais seguros,com risco zero, são os que tem nota AAA.
  83. 83. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.2. O Risco País A VULNERABILIDADE CONJUNTURAL: Os graus de investimento são: AAA – emissores de melhor qualidade, confiáveis e estáveis. Ex: Alemanha,Holanda e Finlândia. AA+ – emissores de qualidade, mas com um pouco mais de risco. Ex: E.U.A. França e Áustria. A+ - situação econômica poder afetar finanças.Ex: Chile A - situação econômica pode afetar finanças. Ex: Espanha BBB + emissores de posição satisfatória no
  84. 84. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.2. O Risco País A VULNERABILIDADE CONJUNTURAL: Os graus especulativos são: BBB- mais suscetíveis a mudanças na economia.Ex:Índia BB+ altamente vulneráveis.Ex: Chipre BB - ainda mais vulneráveis.Ex: Portugal B – situação financeira varia muito. Ex: Argentina CCC – vulnerável e dependente de condições favoráveis econômicas e financeiras para honrar compromissos.
  85. 85. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.2. O Risco País A VULNERABILIDADE CONJUNTURAL: Os graus especulativos são: CC - altamente vulneráveis.Ex: Grécia C – ainda mais vulneráveis. D – calote.
  86. 86. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.2. O Risco País A VULNERABILIDADE ESTRUTURAL: Logística (vias de escoamento dos produtos exportáveis, infra-estrutura de portos e aeroportos). Protecionismo (defesa do mercado interno - tarifárias e não tarifárias). Cambial (taxa de câmbio). Turbulência do mercado internacional (a crise americana de 2008). Litígios comerciais entre parceiros do mesmo bloco (lista de exceções).
  87. 87. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.3. A Habilitação para Exportação BUROCRÁTICA: Habilitação junto ao órgão – DECEX - via sistema SISCOMEX. NEGOCIAÇÃO COMERCIAL: (fechamento do negócio). Fatura Proforma. Pedido do cliente importador.
  88. 88. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.3. A Habilitação para Exportação PREPARAÇÃO DA EXPORTAÇÃO: a) Previamente ao Embarque: Produção. Reserva de praça de navio(ETAETD). Preparação inicial da documentação:fatura comercial, “packing-list”, certificados (origem,qualidade,especiais). Informar ao importador.
  89. 89. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.3. A Habilitação para Exportação PREPARAÇÃO DA EXPORTAÇÃO: b) Durante o Embarque: Emissão da nota fiscal. Contratação de transporte interno. Aviso ao despachante aduaneiro (preparação da exportação junto ao Siscomex). Informação dos dados de embarque ao importador.
  90. 90. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.3. A Habilitação para Exportação PREPARAÇÃO DA EXPORTAÇÃO: c) Posterior ao Embarque: Conhecimento de embarque (cia. Marítima). Jogo de documentos para o banco. Fechar o câmbio.
  91. 91. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.4. As Modalidades de Venda – International commercial Terms-“INCOTERMS” DEFINIÇÃO: Servem para definir o entendimento comum entre o exportador e o importador um conjunto padrão de definições internacionais onde o exportador deve entregar a mercadoria, quem paga o frete,quem é o responsável pela contratação do seguro até o seu destino final. Os termos de vendas ou modalidades de vendas estabelecidas pela ICC são: Ex-WORKSF.C.A.F.A.Z.C&FC&IC.I.F. C.P.T.C.I.P.D.A.F.D.E.S.D.E.Q.D.A.P.D.D.P.D.D.U.
  92. 92. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.4. As Modalidades de Venda – International commercial Terms-“INCOTERMS” Os INCOTERMS são fixados pela Câmara de Comércio Internacional (International Commercial Chamber) que foi criada em 23 de outubro de 1967 em Paris. Objetivo: Criar regras para administrar conflitos oriundos da interpretação de contratos internacionais firmados entre exportadores e importadores concernente às transferências de mercadorias , as despesas decorrentes das transações comerciais e a responsabilidades sobre as perdas. Em 1936 a CCI criou os Incoterms que são regras internacionalmente reconhecidas, uniformes e imparciais que servem de base para a negociação entre países. A sua última atualização foi feita no ano 2000, assim conhecida como Incoterms -2000.
  93. 93. INCOTERMSEXWFCAFASFOB  INTERNATIONAL COMMERCIAL TERMSCFR  REGRAS OFICIAIS DA CCI PARACIF INTERPRETAÇÃO DE TERMOS COMERCIAISCPT  1936 – PRIMEIRA PUBLICAÇÃOCIP  1967 – 1976 – 1980 – 1990 -2000 - REVISÕESDAFDESDEQDDUDDP
  94. 94. INCOTERMSEXWFCA OBJETIVOS DOS INCOTERMSFAS  DEFINIR COM PRECISÃO AS CONDIÇÕES DE ENTREGAFOB DOS BENS E O MOMENTO DA TRANSFERÊNCIA DOSCFR RISCOS E DAS RESPONSABILIDADES.CIFCPT  REGULAR AS CONDIÇÕES DE COMPRA E VENDA ECIP PADRONIZAR NOMENCLATURAS E PROCEDIMENTOS.DAFDES DEFINIR QUAIS OS CUSTOS EXATOS CONTIDOS EMDEQ CADA UM DOS TÊRMOS.DDUDDP
  95. 95. INCOTERMSEXW OBJETIVOS DOS INCOTERMSFCAFAS  PROMOVER A HARMONIA NOS NEGÓCIOSFOB INTERNACIONAIS A PARTIR DA INTERPRETAÇÃOCFR PRECISA DOS TERMOS.CIFCPT  VIABILIZAR CONTRATOS REALIZADOS ENTRE PARTESCIP DOMICILIADAS EM PAÍSES DIFERENTES, COMDAF LEGISLAÇÕES, USOS E COSTUMES DIVERSOS.DES  DEFINIR RESPONSABILIDADES E RISCOS, EVITANDODEQ CONFLITOS E DISPUTAS.DDUDDP
  96. 96. INCOTERMSEXW 4 GRUPOS – 13 TERMOSFCAFAS 1.E - PARTIDAFOB EXWCFRCIF 2.F - TRANSPORTE PRINCIPAL NÃO PAGOCPT FCA - FAS – FOBCIPDAF 3.C - TRANSPORTE PRINCIPAL PAGODES CFR - CIF - CPT – CIPDEQDDU 4.D – CHEGADA (DELIVERY)DDP DAF - DES - DEQ - DDU - DDP
  97. 97. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFR CIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP EXW – EX-WORKS
  98. 98. INCOTERMS EXW – (Ex-works - Na origem) O vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entrega a mercadoria ao compradorimportador na sua fábrica ou outro lugar acordado previamente com mesmo dentro do território do exportador sem o pagamento do transporte interno. Todos os riscos e custos desde a retirada da mercadoria até o seu destino final são de responsabilidade do importador.Este termo de venda pode ser utilizado em qualquer meio de transporte.
  99. 99. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFRCIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP FCA – NO TERMINAL
  100. 100. INCOTERMSFCA( Free Carrier) - livre no transportadorO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entregaa mercadoria ao compradorimportador já liberada para a exportaçãoaos cuidados do transportador internacional por indicação docomprador/importador.Todos os riscos e custos para o desloque da mercadoria até o seudestino final são de responsabilidade do importador.Este termo de venda pode ser utilizado em qualquer meio de transporte.
  101. 101. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFRCIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP FAS – FREE ALONGSIDE SHIP
  102. 102. INCOTERMSFAS( Free Alongside Ship) - livre no lado do navioO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entregaa mercadoria ao compradorimportador já liberada para a exportação, no costado do navio, no porto de partida .Todos os riscos e custos para a colocação da mercadoria dentro donavio e o desloque da mesma, até o seu destino final ,são deresponsabilidade do importador.Este termo de venda é utilizado somente no transporte marítimo .
  103. 103. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFRCIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP FOB – FREE ON BOARD
  104. 104. INCOTERMSFOB( Free on Board) - livre dentro do navioO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entrega amercadoria ao compradorimportador já liberada para a exportaçãodentro do navio no porto de partida .Todas os riscos e custos para a o desloque da mesma, até o seudestino final, são de responsabilidade do importador.Este termo de venda é utilizado somente no transporte marítimo.
  105. 105. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFR CIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP CFR – COST AND FREIGHT
  106. 106. INCOTERMSCFR( Cost and Freight) – custo e freteO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entregaa mercadoria ao compradorimportador já liberada para a exportação e com o pagamento do frete marítimo pago, no porto de partida .Todos os riscos e custos para com desloque e o seguro damercadoria, até o seu destino final, são de responsabilidade doimportador.Este termo de venda é usado somente no transporte marítimo.
  107. 107. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFRCIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP CIF – COST INSURANCE AND FREIGHT
  108. 108. INCOTERMSCIF( Cost Insurance and Freight) – custo, seguro e freteO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entregaa mercadoria ao compradorimportador já liberada para a exportação, e com os pagamento do frete marítimo e do seguro pagos, no portode partida .Todos os riscos e custos para com desloque da mercadoria, até o seudestino final, são de responsabilidade do exportador.Este termo de venda é utilizado somente no transporte marítimo.
  109. 109. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFRCIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP CPT – CARRIAGE PAID TO
  110. 110. INCOTERMSCPT( Carriage Paid To) – no lugar de destinoO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entregaa mercadoria ao compradorimportador, com o frete interno e o fretemarítimo pagos, já liberada para a exportação. Muito utilizado notransporte aéreo.Todos os riscos e custos para com desloque da mercadoria, até oseu destino final, são de responsabilidade do importador.Este termo de venda pode ser usado para meio de transporte aéreo.
  111. 111. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFRCIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP CIP – CARRIAGE AND INSURANCE PAID TO
  112. 112. INCOTERMSCIP(Carriage and Insurance Paid to) – no lugar de destinoO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entregaa mercadoria ao compradorimportador, já liberada para a exportação,com o frete interno,o frete marítimo e o seguro pagos.Todos os riscos e custos para com desloque da mercadoria, até oseu destino final, são de responsabilidade do importador.Este termo de venda pode ser usado para rmeio de transporte aéreo.
  113. 113. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFRCIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP DAF – DELIVERED AT FRONTIER
  114. 114. INCOTERMSDAF ( Delivered at Frotier ) – entregue na fronteiraO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entregaa mercadoria ao compradorimportador, na fronteira indicada por esteno lado do exportador, já liberada para a exportação.A entrega é feita a bordo do veículo transportador sem descarregá-lo.Todos os riscos e custos para com desloque da mercadoria, até o seudestino final, são de responsabilidade do importador.Este termo de venda pode ser usado para qualquer meio de transporte.
  115. 115. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFRCIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP DES – DELIVERED EX-SHIP
  116. 116. INCOTERMSDES ( Delivered Ex Ship) – no porto de destinoO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entregaa mercadoria ao compradorimportador, no porto de destino, com ofrete marítimo e o seguro pagos, porém, com a liberação alfandegárianão paga.Todos os riscos e custos para com desloque da mercadoria, até o seudestino final, são de responsabilidade do importador.Este termo de venda pode é usado no meio de transporte marítimo.
  117. 117. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFRCIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP DEQ – DELIVERED EX-QUAY
  118. 118. INCOTERMSDEQ ( Delivered Ex Quay) – no cais de destinoO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entrega amercadoria ao compradorimportador, no porto de destino, com o fretemarítimo e a liberação alfandegária pagos.Todos os e riscos e custos para com desloque da mercadoria, até o seudestino final, são de responsabilidade do importador.Este termo de venda pode é usado no meio de transporte marítimo.
  119. 119. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFRCIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP DDU – DELIVERED DUTIES UNPAID
  120. 120. INCOTERMSDDU (Delivered Duty Unpaid) – no lugar de destinoO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entrega amercadoria ao compradorimportador, no porto de destino, com o freteMarítimo, o seguro e a liberação alfandegária pagos.Todos os e riscos e custos para com desloque da mercadoria, até o seudestino final, são de responsabilidade do importador.Este termo de venda pode é usado no meio de transporte marítimo.
  121. 121. INCOTERMSEXWFCAFASFOBCFR CIFCPTCIPDAFDESDEQDDUDDP DDP – DELIVERED DUTIES PAID
  122. 122. INCOTERMSDDP (Delivered Duty Paid) – no lugar de destinoO vendedor /exportador cumpre a sua obrigação quando entrega amercadoria ao compradorimportador, no porto de destino, com o freteMarítimo, o seguro e com a liberação alfandegária não paga.Todos os e riscos e custos para com desloque da mercadoria, até o seudestino final, são de responsabilidade do importador.Este termo de venda pode é usado no meio de transporte marítimo.
  123. 123. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. O Câmbio DEFINIÇÕES: É o preço em moeda nacional para uma unidade monetária estrangeira. É a conversão que se dá entre a moeda nacional e uma moeda estrangeira segundo uma taxa de câmbio diária estabelecida pelo mercado. É a transferência de valores de uma moeda conversível para o exterior (no caso de uma importação) e de um recebimento de uma moeda. conversível do exterior (no caso de uma exportação). Quando há uma troca da moeda nacional pela estrangeira.
  124. 124. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. O Câmbio DEFINIÇÕES: DIVISAS : São as disponibilidades que um país possui, em moedas estrangeiras, obtidas pelas exportações, pelos empréstimos de capitais, vendas de tecnologias, direitos de patentes etc. O termo divisas compreende as próprias moedas estrangeiras, letras de câmbio, ordens de pagamentos, cheques, cartas de crédito. MOEDAS : É a unidade de valor aceita como instrumento de troca numa comunidade.
  125. 125. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. O Câmbio CONVERSIBILIDADE: Como natural decorrência da aceitabilidade no âmbito internacional, tem-se a característica da conversibilidade da moeda. As moedas, sob o aspecto cambial, classificam-se em : Conversíveis: Aquelas que são livremente aceitas por outros países, sem qualquer restrição e em qualquer mercado, conhecida como Moeda forte. Ex.: Dólar americano – USD / Dólar canadense – CAD / Dólar australiano / Libra esterlina – / Franco suíço / Iene japonês / Euro. Inconversíveis: Aquelas que não tem fácil curso internacional ou que não são aceitas por outros países nas transações cambiais.0 Ex.: Guarani ( Paraguai ) / Rúpia ( Índia ) / Peso ( Argentina ) e o Real ( Brasil ). O intercâmbio comercial entre países de moeda inconversível é, como regra geral, conduzido em moeda conversível de terceiro país.
  126. 126. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. O Câmbio Escriturais ou de Convênio: São aquelas decorrentes de acordos bilaterais ou multilaterais de pagamentos, geralmente firmados com o objetivo de desenvolver ou regular o intercâmbio comercial entre países de moedas inconversíveis. A moeda geralmente utilizada nos convênios é o Dólar Americano.
  127. 127. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. O Câmbio Participantes do mercado cambial brasileiro: Banco Central. Bancos autorizados a operar em câmbio. Corretoras de câmbio. Instituições bancárias ou não autorizadas a operar com câmbio.
  128. 128. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. O Câmbio no Brasil ontem: Em 1994, com o plano Real, o Brasil optou por algumas políticas cambiais: Taxa de câmbio fixa: Paridade Dólar/ Real, ou seja, 1USD = 1 R$ Real. Taxa de câmbio chamada de banda cambial: em que o dólar real poderia flutuar entre uma faixa mínima e máxima que era determinada pelo governo.
  129. 129. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. O Câmbio no Brasil hoje: O câmbio no Brasil é dividido em 2 segmentos: O de taxa comercial ou livre. O de taxa flutuante ou turismo. Há também o câmbio negro - o “black-market” que é negociado por agentes fora do sistema oficial de negociação da moeda forte. As empresas podem negociar as divisas das operações de exportação para financiar momentaneamente as suas exportações: ACC(Adiantamento sobre Contrato de Câmbio). ACE(Adiantamento sobre Cambiais Entregues).
  130. 130. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. O Câmbio no Brasil Adiantamento sobre Contrato de Câmbio: possibilita ao exportador a obtenção antecipada de recursos para cobrir os custos de produção da exportação de uma exportação que ainda ocorrerá. Adiantamento sobre Cambiais Entregues: trata-se de um adiantamento feito por um banco ao exportador após o efetivo embarque da mercadoria.
  131. 131. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. O Câmbio O que é uma operação de câmbio na exportação? Toda vez que uma empresa realiza uma operação comercial com uma outra localizada no exterior é necessário uma operação comercial. Isto é, há troca entre a moeda nacional e a estrangeira.
  132. 132. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. O Câmbio(tipos) É um instrumento firmado entre o vendedor e o comprador de moedas estrangeiras, no qual se registram todas as características da operação bem como condições pactuadas entre as partes. Sem cobertura cambial.( quando não há o recebimento de divisas do exterior. Com cobertura cambial.(quando há o recebimento de divisas do exterior) Fechamento do câmbio.(prévia ou posteriormente ao embarque) Liquidação do câmbio.(quando houver o pagamento por parte do importador no exterior)
  133. 133. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. As Formas de Pagamento Pagamento Antecipado (remessa antecipada do dinheiro).- quando a totalidade do pagamento é feita antes do embarque das mercadorias, sendo a documentação enviada diretamente ao Importador. Cobrança Bancária (pagamento vinculado ao banco). quando o Exportador remete as mercadorias e, em seguida, entrega a documentação a uma Instituição Financeira que se encarregará de entregá-las ao Importador. Carta de Crédito (pagamento sujeito às clausulas estabelecidas no crédito documental - segundo brochura 500 de padronização).
  134. 134. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. As Formas de Pagamento Remessa bancária (sem vinculação bancária). – quando o Exportador envia a documentação ao Importador diretamente, para posterior recebimento do pagamento. ( esta modalidade representa risco para o vendedor, já que não há título representativo do crédito do exportador contra o importador ( letra de câmbio ou saque )
  135. 135. Matéria: Comércio Exterior3 – A Logística do Comércio InternacionalRoteiro da Cobrança bancária• ( 1 2 ) Importador contata o Exportador e fecha negócio;• ( 2 3 ) Exportador embarca a mercadoria;• ( 3 4 ) Exportador entrega documentos ao Banco de seu País;• ( 4 5 ) Banco do Exportador remete documentos ao Banco do Importador;• ( 5 6 ) Banqueiro do Importador chama o cliente;• ( 6 7 ) Importador vai ao Banco, retira os documentos e efetua o pagamento;• ( 7 7a) De posse dos documentos, o importador vai à Alfândega e retira a mercadoria;• ( 7 8) Banco do Importador remete o valor da transação ao Banco do Exportador;• ( 8 9 ) Banco do Exportador efetua o pagamento ao Exportador.
  136. 136. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional Roteiro da Cobrança bancária Exportador banco Alfândega Alfândega Banco Importador 2 1 3 4 5 7a 6 9 8 7
  137. 137. Matéria: Comércio Exterior3 – A Logística do Comércio Internacional Roteiro da Carta de Crédito • ( 1 2 ) O Exportador entra em contato com o Importador; • ( 2 3 ) O Importador dirigi-se ao seu Banco para abrir a Carta de Crédito; • ( 3 4 ) O Banco Importador pede ao Banco do Exportador para avisar a Carta de Crédito; • ( 4 5 ) O Banco do Exportador entrega ao Exportador a Carta de Crédito; • ( 5 6 ) O Exportador embarca a mercadoria; • ( 6 7) O Exportador entrega os documentos de embarque ao seu Banco. Nessa ocasião recebe o valor da exportação; • ( 7 8) O Banco do Exportador remete os documentos ao Banco do Importador; • ( 8 9) O Banco do Importador entrega ao Importador os documentos (fatura,conhecimento de embarque,apólice de seguro); • ( 9 10) De posse dos documentos, o Importador retira a mercadoria.
  138. 138. Matéria: Comércio Exterior3 – A Logística do Comércio InternacionalExportador banco Alfândega Alfândega Banco Importador 1 2 5 4 3 6 7 8 10 9
  139. 139. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. O Câmbio: (A câmara internacional de comércio(CIC) estabeleceu normas para a emissão e utilização de créditos documentários (brochura 500) que são aceitas internacionalmente. A Carta de Crédito é a modalidade de pagamento que mais segurança oferece, tanto ao Exportador quanto ao Importador, ainda que custe mais a este último; à figura do Emitente ou Instituidor, normalmente um Banco no País do Importador que institui o crédito documentário. Carta de Crédito/”Letter of Credit”: Documento aberto pelo banco do importador, à pedido deste, em favor do exportador no qual constam todos os itens acordados entre ambos e mais algumas condições: A carta de crédito tem prazo de validade. Consta na carta de crédito a data máxima para embarque. Consta na carta de crédito a data máxima para entrega dos documentos ao banco. As emendas à carta de crédito devem ser pedidas pelo exportador ao
  140. 140. Matéria: Comércio Exterior 3 – A Logística do Comércio Internacional 3.5. Características da Carta de Crédito: Irrevogável: não permite cancelamento unilateral.( protege o exportador). Intransferível: não permite que o exportador(beneficiário) transfira o valor para terceiros.(protege o importador). Confirmada: O banco do importador pagará ao exportador da mercadoria caso o importador não o faça por qualquer motivo.
  141. 141. Matéria: Comércio Exterior 4 - O Marketing Internacional 4.1. Visão Geral DEFINIÇÃO: O marketing internacional deve trabalhar as diferenças apresentadas nos diversos países com os quais o Brasil negocia. Logo os produtos exportados são diferentes dos vendidos no mercado interno. Cada produto exportado é único pois atende exclusivamente às necessidades de uma determinada sociedade, e porque ele pode atender à uma finalidade totalmente diferente daquela para a qual é consumido no mercado local.
  142. 142. Matéria: Comércio Exterior 4 - O Marketing Internacional 4.1. Conhecimento Prévio GEOGRÁFIA: Permite identificar qual será a melhor logística a ser colocada em prática afim de atingir o mercado que se quer alcançar. O porto de destino mais adequado. O transporte interno mais conveniente. A temperatura local na época do desembarque da mercadoria. O tipo de embalagem do produto se está condizente com a temperatura local à época do desembarque.
  143. 143. Matéria: Comércio Exterior 4 - O Marketing Internacional 4.1. Conhecimento Prévio POLÍTICA: Permite identificar a estabilidade das instituições, da economia, da legislação do comércio exterior, e em função disto determinar se o País tem o seu mercado aberto ou fechado para os produtos estrangeiros. Quanto à legislação para o seu mercado externo alguns aspectos devem ser considerados previamente tais como: Política tarifária (alíquotas ad valorem). Quotas de importação. Barreiras não tarifárias.
  144. 144. Matéria: Comércio Exterior 4 - O Marketing Internacional 4.1. Conhecimento Prévio Cultura (Hábitos e Costumes): Permite identificar situações que podem dificultar,limitar ou prejudicar um negócio de exportação quais sejam,quais sejam: Religião. A semelhança linguística entre os idiomas dos países. Desconhecer os costumes locais.
  145. 145. Matéria: Comércio Exterior 4 - O Marketing Internacional 4.1. Conhecimento Prévio Logística: Permite identificar o ambiente estrutural que podem dificultar,limitar ou prejudicar o deslocamento físico da mercadoria no território do importador. Zona portuária. Meio de transporte. Vias de escoamento. Armazenagem no local de destino. Canal de distribuição local.
  146. 146. Matéria: Comércio Exterior 4 - O Marketing Internacional 4.2. A Estrutura Operacional da Empresa Exportadora Uma empresa pode optar por ter um setor de exportação e administrar todas as atividades diárias diretamente, se responsabilizando por toda operacionalidade da exportação(exportação direta) Estrutura Funcional: (organograma). Profissional capacitado (perfil) e habilitação. “Expertise na área”. Ser multi-cultural. Ferramentas utilizadas.
  147. 147. Matéria: Comércio Exterior 4 - O Marketing Internacional 4.2. A Estrutura Operacional da Empresa Exportadora Ou entregar todas as atividades de comércio exterior a uma empresa exportadora que fará a exortação da mercadoria.(exportação indireta) Usar o rótulo do efetivo exportador. A programação de produção será feita em função das entregas da empresa exportadora. O efetivo exportador da mercadoria ,para fins de comprovação junto ao governo,será da empresa exportadora e não da empresa produtora.
  148. 148. Matéria: Comércio Exterior 5 - O Brasil e a sua estrutura para o Comércio Exterior 5.1. Principais Órgãos Gestores 5.1.1. MINISTÉRIO do DESENVOLVIMENTO INDÚSTRIA e COMÉRCIO EXTERIOR SECEX (Secretaria do Comércio Exterior – (Normas Administrativas) Tem a incumbência de formular propostas de políticas e programas de comércio exterior e estabelecer normas necessárias à sua implementação Os departamentos que fazem parte do Secex são: Decex (Departamento de Comércio Exterior) É responsável pelas operações de comércio exterior (emissão dos documentos das operações de comércio exterior) – DE|DI|RE|RI. Decom (Departamento de Operações de Comercio Exterior) - que é responsável pelas políticas de operacionalidade do comércio exterior
  149. 149. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.1. Principais Órgãos Gestores Deint (Departamento de Negociações Internacionais) É responsável pela negociações dos termos dos acordos internacionais a serem instalados. Depla (Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior) É responsável pelo incremento da atividade industrial de interesse para a exportação.
  150. 150. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.1. Principais Órgãos Gestores 5.1.2. MINISTÉRIO da FAZENDA- (Normas Cambiais) BANCO CENTRAL: É responsável pelas políticas cambiais do comércio exterior. Taxas de câmbio. Contratos de câmbio. Regula o fluxo de divisas( entrada e saída de capital externo). Depositário das moedas estrangeiras no País.
  151. 151. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.1. Principais Órgãos Gestores 5.1.2. MINISTÉRIO da FAZENDA – (Normas Cambiais) SECRETARIA da RECEITA FEDERAL: É responsável pelo controle alfandegário dos produtos de exportação e de importação. Verificação dos documentos. Verificação física da mercadoria.
  152. 152. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.2. Principais Órgãos Anuentes 5.2.2. BANCO do BRASIL Por delegação da SECEX. Emissor do FORM A. (* Sistema Geral de Preferências). 5.2.3. Min.Saúde. 5.2.4. Min.Defesa. 5.2.5. Min.Agricultura.
  153. 153. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.2. Principais Órgãos Anuentes * O SGP foi instituído em 1970 no âmbito da UNCTAD(conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).Trata-se de um acordo pelo qual os países desenvolvidos participantes concedem aos países em desenvolvimento redução ou eliminação do imposto de importação(II) incidente sobre determinados produtos procedentes e originários destes. Lista de produtos. Originário do País Exportador. Transporte direto do País Exportador para o País Importador.origem e procedência)
  154. 154. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.3. Países outorgantes/concedentes E.U.A  Os 27 Estados da União Européia. Rússia. Japão. Canadá. Nova Zelândia Austrália ( não beneficia o Brasil)
  155. 155. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.4. “FORM A” Órgão emissor: Banco do Brasil  Documentação exigida: •Conhecimento de embarque •Fatura Comercial •“Form A” em 3 vias preenchidas •Quadro demonstrativo de preço.( FOB ou Ex-works)
  156. 156. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.5. “FORM A” Não exigem o certificado de origem – “FORM A”:  EUA/CANADÁ/NOVA ZELÃNDIA.  Declaração da fatura comercial
  157. 157. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.6. O SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior) Criado pelo Decreto 660 de 25.09.1992. Módulo Exportação: Início de janeiro de 1993. Módulo Importação: início de 1997. Ferramenta administrativa de integração setorial das operações de Comércio Exterior.
  158. 158. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.6. O SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior) Definição: É um instrumento administrativo que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior, através de um fluxo único, computadorizado, de informações, integrando as atividades da SECEX/BACEN e SRF. Habilitação: O acesso pode ser efetuado a partir de qualquer ponto conectado e a habilitação de empresas pode ser feita ao Siscomex mediante cadastro junto à SRF.
  159. 159. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.6. O SISCOMEX como um sistema SISCOMEX Órgãos Órgãos Gestores Órgãos Intervenientes • Banco Central anuentes • Sec.Rec.Fed. • Empresas Banco do Brasil • Secex • Bancos Min. Saúde • Min.Rel.Ext. • Despachantes Min. Defesa aduaneiros Min. Agricultura
  160. 160. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.6. O SISCOMEX - PROCEDIMENTOS EXPORTAÇÃO RE= Registro Exportação(10%) DE= Declaração Exportação(90%) DDE= Declaração Despacho Exportação CE= Comprovante Exportação IMPORTAÇÃO RV= Registro Venda LI= Licença Importação(10%) DI= Declaração Importação(90%) CI= Comprovante Importação ROF= Registro Operação Financeira
  161. 161. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.7. CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA PREMISSAS: Atribuir um código numérico a um produto segundo as suas características específicas . Reunir produtos segundo critério de agrupamento. PRINCÍPIO: Tem como base a nomenclatura comum do Mercosul (NCMTEC). A NCM é baseada no sistema harmonizado (SH) de classificação internacional de mercadorias CRITÉRIO: Dos menos elaborados aos mais elaborados pelo ser humano.
  162. 162. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.7. CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA SH ( Sistema Harmonizado): classificação internacional de mercadorias para fins aduaneiros e estatísticos dos países: Nomenclatura criada em 1983 pela ONU. O SH dispõe de 1241 posições, 96 capítulos e ordenados em 21 seções A classificação tarifária no Brasil: NBM – nomenclatura brasileira de mercadorias -1966 NBM/SH - adotava as regras do SH a partir de 1986.
  163. 163. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.7. CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA Tratado de Assunção (criação do Mercosul): foi criada a Nomemclatura comum do Mercosul – NCM e a TEC (Tarifa Externa Comum) – 01/01/1995. Hoje, o Brasil dispõe 2 tabelas: TIPI( tarifa de incidência dos produtos industrializados) TEC( tarifa externa comum do Mercosul) A classificação tarifária no Brasil: Podemos então dizer que: SH=NBM=NCM=TIPI que é subordinada à receita Federal.
  164. 164. SEÇÃO VXI Família de ProdutosCapítulo 85 Produtos: Máquinas e aparelhos e materiais elétricos e suas partes; aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão e suas partes e acessórios.Posição tarifária: Aparelhos elétricos para telefonia ou telegrafia por fio, incluídos os8517 aparelhos telefônicos por fio conjugado com aparelho telefônico portátil sem fio e os aparelhos de telecomunicação por corrente portadora ou telecomunicação digital; videofones.Sub-posição tarifaria:8517.1 Aparelhos telefônicos, videofones.8517.2 Tele-copiadores (fax) e teleimpressores.8517.3 Aparelhos de comutação para telefonia e telegrafiaSub posição tarifária:8517.21 Tele-copiadores (fax)Itens/subitens8517.21.10 Com impressão por sistema térmico8517.21.20 Com impressão por sistema “laser”8517.21.30 Com impressão por jato a tinta8517.21.90 Outros
  165. 165. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior 5.8. O BALANÇO DE PAGAMENTOS DEFINIÇÕES: O FMI define com Balanço de Pagamentos como o registro sistemático das transações econômicas entre residentes e não residentes em um determinado período de tempo. É o fechamento contábil das contas de um país, anualmente.
  166. 166. Matéria: Comércio Exterior 5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio Exterior A) Transações Correntes) = BC+BS+TU Balança Comercial + Balança de Serviços + Transações Unilaterais Saldo: B) Movimento de Capitais KA (capitais autônomos) Saldo do Balanço de Pagamentos: A + B C) Erros e omissões BP: Saldo total do Balanço de Pagamentos: A + B + C KC capitais compensatórios Saldo:
  167. 167. Matéria: Comércio Exterior5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio ExteriorA) TC (Transações Correntes) = BC+BS+TUBC – Balança Comercial: É registro das operações deexportação e importação em valor FOB.Exportações: (X)Importações: (M)Saldo: BC = Xb – Mb(b) = bensSe as exportações forem maiores do que as importações o saldoda BC será positivo ou superavitário; se as importações foremmaiores do que as exportações o saldo da BC será negativo oudeficitário.
  168. 168. Matéria: Comércio Exterior5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio ExteriorA) TC (Transações Correntes) = BC+BS+TUBS – Balança Serviços: registro de todas as operações abaixocitadas:Viagens internacionais: (residentes à turismo ou à negócio)Fretes:Seguros:Rendas de capitais:(lucros, dividendos, juros)Comissões:Serviços diversos: (assinaturas periódicas, direitosautorias,aluguéis de filmes,patentes, etc)Saldo: BS = Xnf – Mnf (+ ou -)(nf) = não fatores
  169. 169. Matéria: Comércio Exterior5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio ExteriorA) TC (Transações Correntes) = BC+BS+TUTU – Transferências Unilaterais: registram o saldo de todasas transações que envolvem uma contrapartida, a saber:Donativos Internacionais: medicamentosalimentosroupasRecursos por operações de guerra:Ajuda para desastres naturais:Transferências de imigrantes e familiares:Saldo : não existe.Saldo das transações Correntes: (+ ou -)
  170. 170. Matéria: Comércio Exterior5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio ExteriorB) Movimento de CapitaisKA: Capitais autônomos: correspondem ao saldo dasentradas e das saídas voluntárias de capitais a saber:Empréstimos:Investimentos diretos:Amortizações:Financiamentos:Capital de curto prazo:Outros capitais:Saldo:Saldo do Balanço de Pagamentos:A + B
  171. 171. Matéria: Comércio Exterior5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio ExteriorC) Erros e OmissõesApuração inadequada de dados de qualquer item do BPValores residuaisSaldo total do Balanço de Pagamentos:A + B + CKC Capitais compensatórios: englobam as reservasinternacionais, os empréstimos de regularização dosatrasados do FMI, também conhecidos como “haveres noexterior”.
  172. 172. Matéria: Comércio Exterior5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio ExteriorFórmulas:BP= TC+KA = válida para se o levantamento dascontas fossem todas corretas, isto é , sem haver errose omissões.Mas, vai haver erros e omissões,logo:BP+ KC = 0,assim, BP = - KCSendo BP= TC+KA, substituindo BP por -KC,teremos:EO: TC+KA = - KC , logo: - KC - (TC+KA)
  173. 173. Matéria: Comércio Exterior5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio ExteriorExemplo de um BP: valores em (USD 000 milhões).A) Importações de mercadorias, pagas à vista, no valor deUSD 350.B) Importações de equipamentos no valor de USD 50.C) Entrou no país , em forma de investimento direto, um totalde USD 20.D) O país exporta recebendo à vista um total de USD 400.E) O país paga ao exterior um total USD 50. referentes à frete.F) Remete ao exterior USD 10 de lucros, USD 20 de juros eUSD 30 de amortizações.
  174. 174. Matéria: Comércio Exterior5 – O Brasil e a sua Estrutura para o Comércio ExteriorExemplo de um BP: valores em (USD 000 milhões).G) O país recebe USD 10 de donativos sob a forma demercadorias.H) O país recebe em moeda um empréstimo compulsório doFMI para a regularização do seu déficit no BP, o valor de USD30.
  175. 175. Montando as RECEITAS E DESPESAS contas A B C D E F G H Total do PaísExportação 400 400Importação (350) (50) (20) (10) (430)Frete (50) (50)Lucro (10) (10)juros (20) (20)Donativos 10 10Financiamento 50 50Invest. direto 20 20Amortizações (30) (30)Empréstimo 30 30FMIResultado (30)
  176. 176. Montando as contas do país: Receita e Despesa BC BS TU TC KA Total KC BPExp: Frete: Donativo - Financiamento - FMI :30 400 (50) s:10 :50Imp: Lucros: - - Investimento: - Haveres(430) (10) 20 Ext: 30 - Juros: - - Amortizações: - - (20) (30)Saldo: Saldo: Saldo: Saldo: Saldo: (60) Saldo:(30) (80) 10 (100) 40 60
  177. 177. Matéria: Comércio Exterior 6 – A Atividade de Exportação 6.1.Conceito: É a saída de mercadoria do território de um país do exportador para o território de um país do importador, tendo como contrapartida uma entrada de divisas(moedas). Ampliação e diversificação do mercado. Produzir para exportação. Diminuição dos custos de produção. (custos fixos) Melhoria na qualidade dos produtos. Melhoria da saúde financeira das empresas.
  178. 178. Matéria: Comércio Exterior 6 – A Atividade de Exportação: (Regimes de Exportação) Livres Operação normal Suspensas sem restrições. Não é autorizada por determinação normativa, de caráter temporário. Contingenciadas Limite quantitativo e tarifário. Proibidas Não é permitida. Sujeitas a procedimentos especiais Anuência de outros órgãos, estão sujeitas as normas de padronização, etc.
  179. 179. Matéria: Comércio Exterior 6 – A Atividade de Exportação 6.2. VANTAGENS E DESVANTAGENS: DESVANTAGENS VANTAGENS Fazer exportação esporádica Desconhecimento de mercado específico Capacitação de pessoal Desconhecimento da logística Recebimento de moeda forte Contato novas tecnologias Internacionalização da empresa Diminuir riscos do mercado interno *Recebimento de crédito tributário.
  180. 180. Matéria: Comércio Exterior 6 – A Atividade de Exportação: procedimentos - Siscomex Análise órgãos IndeferidoRE para análise anuentes Em Exigência Deferimento Deferimento automático via sistema Exportador Registro de Exportação cumpre exigência Despacho Aduaneiro Embarque Averbação do embarque
  181. 181. Matéria: Comércio Exterior 6 – A Atividade de Exportação 6.3. *Recebimento de crédito tributário. Quem produz bens manufaturados no Brasil tem de pagar ICMS,PIS e COFINS em cada uma das etapas da cadeia produtiva. Mas quem produz com o objetivo de exportar tem direito a receber, por lei, um crédito no valor dos tributos recolhidos que poderá ser compensado em outros impostos.Os créditos acabam sendo maiores do que os impostos a serem pagos,sendo assim os exportadores teriam dinheiro a receber. As consequências disso são: O governo brasileiro deve ao setor exportador cerca de R$ 35 bilhões. (R$ 25 bilhões de ICMS e R$ 10 bilhões em PISXCOFINS). Os exportadores preferem então exportar produtos “in natura” para serem transformados no exterior.
  182. 182. Matéria: Comércio Exterior 6 – A Atividade de Exportação 6.4. Minimização dos Riscos da Exportação Seguro de crédito à exportação. Fazer exportação indireta(empresa comercial exportadora) “trading”. O exportador e o importador são a mesma pessoa jurídica. fazer exportação em “counter-trade”.
  183. 183. Matéria: Comércio Exterior 6 – A Atividade de Exportação 6.5. Componentes do Custo do Produto para Exportação Custo de produção: fabricação e embalagem para exportação. Custo de transporte: interno e frete marítimoaéreo. Custo administrativo: empresa (pessoal, marketing, despachante aduaneiro). Custos operacionais: portuários (armazenagem, capatazia, “handling”). Custos fiscais: Imposto de renda, piscofins, imposto de exportação. Custos financeiros: adiantamento sobre contrato de câmbio. Custo comercial: comissão de agente ou representante comercial.

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