O primeiro reinado

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Resumo do primeiro reinado

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O primeiro reinado

  1. 1. A MONARQUIA BRASILEIRA: O PRIMEIRO REINADO NATANIA NOGUEIRA NOGUEIRA.NATANIA@GMAIL.COMWWW.HISTORIADOENSINO.BLOGSPOT.COM
  2. 2. O GOVERNO DE DOM PEDRO I O Primeiro Reinado - 1822/1831 - foi marcado por sérios conflitos de interesses. De um lado os que desejavam preservar as estruturas socioeconômicas vigentes; do outro, D. Pedro I pretendendo aumentar e reforçar o seu próprio poder, evidenciado na marca característica da Constituição outorgada de 1824: o Poder Moderador exclusivo do imperador.
  3. 3. As Guerras de Independência  O reconhecimento político do governo de Dom Pedro I não foi obtido por vias pacíficas.  Ainda fiéis às autoridades de Lisboa, alguns governadores da província fizeram oposição ao processo de independência do Brasil.  Ao saber dos movimentos contrários ao seu governo, Dom Pedro I ordenou a aquisição de navios e a contratação de militares.  A partir daí, diversas tropas foram organizadas com o objetivo de consolidar os territórios e a supremacia política do novo país.
  4. 4. O reconhecimento externo Uma vez vencida a resistência interna, o Império buscou o reconhecimento externo, apoiado pela Inglaterra. Mas foram os Estados Unidos (26/5/1824) o primeiro país a reconhecer oficialmente a nação brasileira. O reconhecimento português, sob pressão inglesa, deu-se em agosto de 1825, através do Tratado Luso-Brasi-leiro. Portugal concordava com a emanci-pação brasileira, mediante o pagamento, pelo Império, de uma indenização de dois milhões de libras esterlinas A Inglaterra reconheceu o Brasil independente apenas em janeiro de 1826. Para tanto, exigiu a renovação dos tratados de 1810 por mais 15 anos, garantindo aos produtos ingleses baixas taxas alfandegárias, além de do governo imperial o compromisso de extinguir o tráfico negreiro, provocando assim, reações das elites agrárias.
  5. 5. A ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE DE 1823 O primeiro ato político importante de D. Pedro I, após a coração, é a convocação da Assembleia Constituinte, eleita no início de 1823. É também seu primeiro fracasso: devido a uma forte divergência entre os deputados brasileiros e o soberano, que exigia um poder pessoal superior ao do Legislativo e do Judiciário, a Assembleia é dissolvida em novembro. A Constituição é outorgada pelo imperador em 1824. Contra essa decisão rebelam-se algumas províncias do Nordeste, lideradas por Pernambuco. A revolta, conhecida pelo nome de Confederação do Equador, é severamente reprimida pelas tropas imperiais.
  6. 6. A CONSTITUIÇÃO DO IMPÉRIO DE 1824 D. Pedro I nomeou um Conselho de Estado formado por 10 membros que redigiu a Constituição. Após ser apreciada pelas Câmaras Municipais, foi outorgada (imposta) em 25 de março de 1824, estabelecendo os seguintes pontos: - um governo monárquico unitário e hereditário. - voto censitário (baseado na renda) e descoberto (não secreto). - eleições indiretas - catolicismo como religião oficial. - submissão da Igreja ao Estado. - quatro poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador.
  7. 7. A Confederação do EquadorA Confederação do Equador foi um movimento político ocorrido em 1824 no nordeste brasileiro.Começando em Pernambuco, ampliou-se rapidamente para outras províncias da região, como Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.Confederação do Equador foi um movimento contrário à centralização do poder imperial. Daí, portanto, seu caráter revolucionário e, no extremo, seu aspecto independentista com relação ao Brasil.
  8. 8. As penas impostas aos revoltosos foram severas e D. Pedro não atendeu aos pedidos para que elas fossem mudadas.Frei Caneca foi condenado à forca, contudo, acabou sendo fuzilado, diante da recusa do carrasco em executar a sentença.Mesmo com o fim da Confederação do Equador, a insatisfação contra o absolutismo do Imperador continuava e crescia cada vez mais.
  9. 9. Joaquim da Silva Rabelo, depoisFrei Joaquim do Amor DivinoRabelo, mas popularmenteconhecido apenas como FreiCaneca foi um religioso e políticobrasileiro. Esteve implicado naRevolução Pernambucana (1817)e na Confederação do Equador(1824).
  10. 10. A Guerra da Cisplatina  A Guerra da Cisplatina foi um conflito que ocorreu de 1825 até 1828, envolvendo os países Brasil e Argentina.  Localizada na entrada do estuário do Rio da Prata, a Província Oriental era uma área estratégica, já que quem a controlava tinha grande domínio sobre a navegação em todo o rio, acesso aos rios Paraná e Paraguai, e via de transporte da prata andina.  A independência do território foi um duro golpe no governo de Dom Pedro I.
  11. 11. A Questão do trono português Em 1826 morre Dom João VI. A questão sucessória em Portugal torna-se problemática, os portugueses querem que Dom Pedro I assuma o trono português. Dom Pedro I, porém, abdica em favor de sua filha Maria da Glória. Mas, em 1828, D. Miguel dá um golpe de estado e se conclama rei de Portugal. Dom Pedro exige que tropas brasileiras restituam o poder à sua filha imediatamente. Os políticos brasileiros acusam D. Pedro de dar mais importância aos problemas de Portugal do que aos do Brasil.
  12. 12. Dona Maria II – Rainha de Portugal
  13. 13. O AUTORITARISMOS DE DOM PEDRO I Embora a Constituição de 1824 determine que o regime vigente no país seja liberal, o governo é autoritário. Dom Pedro impõe sua vontade aos políticos, gerando um crescente conflito com os liberais. Preocupa também o seu excessivo envolvimento com a política interna portuguesa. Em 1825, com a entrada e a derrota do Brasil na Guerra da Cisplatina, a crise política se agrava.
  14. 14. A ABDICAÇÃO DE DOM PEDRO I Sua última tentativa de recuperar prestígio político é frustrada pela má recepção que teve durante uma visita a Minas Gerais na virada de 1830 para 1831. A intenção era costurar um acordo com os políticos da província. No entanto, alguns setores da elite mineira fazem questão de ligá-lo ao assassinato do jornalista. Os portugueses instalados no Rio de Janeiro promovem uma manifestação pública em favor ao imperador. Isso desencadeia uma retaliação dos setores antilusitanos: é a Noite das Garrafadas Dom Pedro é aconselhado por seus ministros a renunciar ao trono brasileiro. Ele abdica em 7 de abril de 1831 e retorna a Portugal.

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