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As três dimensões da competência comunicativa

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Competência Comunicacional

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As três dimensões da competência comunicativa

  1. 1. “As três dimensões da competência comunicativa e seus reflexos na organização do trabalho pedagógico da escola”. CILT - 22/06/2016 Gerson Araujo de Moura BOM DIA!
  2. 2. Para refletirmos um pouco... Se não sabemos se é verdade, se não é bom e nem é útil então não devemos dar atenção ao que nos é dito pois não passa de um boato.
  3. 3. A escolha da matriz ideológica traz consequências fortes não apenas para o aprendiz e para escola mas para toda a sociedade... Bullying: Uma escolha equivocada pode reforçar matrizes ideológicas danosas à uma vida social saudável... ... Ou pode ignorar questões relevantes para a sociedade e o indivíduo, como: Suicídio:
  4. 4. (DONE) Henrique Lobo – B5 (23/09/2014) Where there’s peace, I’d like to be. Silence is better than noise, This is the why I’ll take a shoot. I want a sweet dream, Of nightmares I’m full, Principally with the black skull. Yesterday I heard a: “-Who?” Now, my gun is empty, I have to check on it. There’s a photo in the wall, That makes me laugh. In my house, There’s a hall, But in there something call, I want to be exited out. I want happiness here, There’s a long time I don’t see it. Love all the people, And make it weagle.
  5. 5. INCIDENT - Rebeca Sulamita: I1 (03/05/2016) Once I was at school and I was a child, I had learning difficulties and My teacher hung me, then I told my mother what was happening Draw a scene from the incident you wrote about: Now that I am fifteen, people say I’m very intelligent, ‘cause I have Good grades. I have a brother, Called Emanuel and his teacher Has done the same to him.. I saw all of this and I remembered When it all happened to me, But my brother is smart and he told my brother, too...But I do hope this doesn’t happen to my children...
  6. 6. ... Ou pode reforçar a (in)tolerância e valores de respeito à vida humana
  7. 7. “Se o propósito da aprendizagem é tirar boas notas em um teste, perdemos a noção da real razão para a aprendizagem” ...ou até naturalizar a alienação...
  8. 8. A lógica do utilitarismo, da meritocracia, da competição e o “culto à posse” desqualifica e empobrece o potencial da aprendizagem formal ao priorizar o quantitativo e a ideia de sucesso com o ter capital financeiro, posses e status quo, pois afasta do espaço de aprendizagem a criatividade, a estética os valores éticos e a formação política, a afetividade e, portanto, coisifica e desumaniza a educação.
  9. 9. Como vejo o movimento das competências: Trata-se de um movimento fluido mas simultaneamente é coeso, coerente e harmônico como de uma via láctea por ser composto de elementos que se materializam de maneira gasosa, liquida e sólida. Este movimento não é hierárquico mas possibilita que todos os elementos se renovam, expandam, retraiam e sejam articulados conforme seja necessário
  10. 10. BREVE DISTINÇÃO ENTRE COMPETÊNCIA, HABILIDADE E CAPACIDADE HABILIDADE Não é necessariamente socialmente desenvolvida. Um conjunto restrito ou específico de recursos Busca o treinamento comportamental para obter resultados efecientes Respostas devem ser alcançadas rapidamente e com precisão CAPACIDADE O potencial a ser desenvolvido por meio do ‘Uso’ da linguagem. Exposição a lingua alvo de maneira sistemática. Insumo de ser apropriado de acordo com o estágio de desenvolvimento dos aprendizes COMPETÊNCIA Socialmente desenvolvida Não é organizada hierarquicamente Um conjunto de elementos: afetividade, cognitivo recursos sociais. Enfativa o processo
  11. 11. 7 6 C AE G 2 3 4 5 6 7 8 Mandala Comunicacional ae cg Why? (Análise e Síntese) Como? (Processo) O Que?/Onde?/Quem?/Quando? (Decodificação)
  12. 12. CompetDimensão Estrutural Linguística/Gramatical Base: Técnica - Foco no desenvolvim. De habil. Ling. Dimensão Funcional Base: pragmática - Foco no desenvolvim. De Capacida... Dimensão Comunicacional Base: Ética/Estética/política Foco no des. de 1 Componente Léxico A Mecanismos psicofisiológicos a Componente lúdico 2 Componente Fonético B Competência metacomunicativa b Atitude política crítica 3 Componente Fonológico C Competência intercultural c Competência Transcultural 4 Componente Sintático D Competência sociocultural d Competência estética 5 Competência lingúistica conhecimento gramatical E Competência estratégica e Competência Ilocucionária 6 Componente metalinguístico / Metagramatical F Componente pragmático Atitude proativa para comunicar f Competência formulaica 7 Competência discursiva G Componente contextual - de ‘uso’ – Aspecto Dialógico g Empatia e consciência do papel social para o bem coletivo – Aspecto Dialético 8 Componente Semântico/textual H Conhecimento de mundo Contexto de situação h Componente Semiótico
  13. 13. AS TRÊS DIMENSÕES DA COMPETÊNCIA COMUNICATIVA E A ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA Dimensão Gramatical: Base: Gramatical Estudo: Estrutura Linguística Dimensão Funcional: Base: Funcional Estudo: Contexto de Uso Dimensão comunicacional: Base Crítico - Emancipatória Estudo: Estética/Ética/Política Ambiente pedagógico de Ensino: Liberal: Foco na produtividade; no qualitativo Ambiente pedagógico de Ensino: Neoliberal: Foco no funcional, na formação para o mercado de trabalho. Ambiente pedagógico de Ensino: Ecológico: Busca uma sociedade Auto- sustentável: formação cidadã. Foco na criatividade TÓPICOS: Gramaticais TEMAS: Funcionais: Situações específicas no dia a dia. Nocionais: TEMAS: Diversos: “Zica Vírus; Ética: H1N1: Política; Bullying; Análise social e ideológica DIREÇÃO: Ênfase no controle/Administrativo Não carece de formação pedagógica. Atua isolada de cada setor (portaria/secretaria...) Horários, (Lógica Fordista de gerenciar) DIREÇÃO: Ênfase pedagógica com foco na colaboração. É Desejável uma formação pedagógica. Atua colaborativamente (lógica Toyotista) DIREÇÃO: Ênfase pedagógica. Com foco na cooperação. É Essencial uma formação pedagógica. Atua cooperativamente (Lógica anarquista) Coordenação coletiva: Pouco necessária (pode ser em casa) Coordenação coletiva: Razoavelmente necessária (às vêzes pode ser em casa) Coordenação coletiva: Muito necessária (deve ser na escola) Atividades pedagógicas: Competitivas Atividades pedagógicas: Colaborativas Atividades pedagógicas: Cooperativas Material didático: Dependente de produção de publicadoras. Material didático: Parcialmente sustentável Material didático: Auto sustentável Coordenador: Regulador/Tarefeiro Coordenador: Agente mediador dialógico Coordenador: Agente dinamizador da reflexão. Dialético (provocador...) Meta: Produção eficiente=acuidade linguística/Análise e estudo doa componentes linguísticos em sí. Aprendizagem sobre a língua. Meta: Instrumental. Aquisição da língua para Comunicação. Fluência linguística apropriada. Aprender para... Meta: Aquisição da linguagem e uso da mesma como meio p/ uma formação e atuação cidadã. Eficaz e Consequências: Alto custo Cópias; reprovação; evasão Consequências: Médio custo Cópias; reprovação; evasão Consequências: Baixo custo Cópias; reprovação; evasão
  14. 14. Competência lingística é a capacidade inata que o indivíduo tem de produzir, compreender e de reconhecer a estrutura de todas as frases de sua língua. • Nesta perspectiva, o uso de modelos de uso gramatical para materializar o ensino torna-se tanto essencial quanto prático. A competência linguística busca formar o falante ideal em uma comunidade de língua homogênea . A Dimensão gramatical por ter ênfase em uma formação técnica dispensa uma formação pedagógica específica da direção como ..... Entretanto, limitar-se a circular nesta dimensão significar aceitar suas limitação e consequências, como: Dimensão Gramatical
  15. 15. •Phonetics: The physical production and perception of the inventory of sounds used in producing language. •Phonology: The mental organization of physical sounds and the patterns formed by the way sounds are combined in a language, and the restrictions on permissible sound combinations. •Morphology: The identification, analysis and description of units of meaning in a language. One will know the inflectional and derivational morphology present in the language, such as the affixes of words. E.g.: re-cuddle can be derived but not *re-rich •Syntax: The structure and formation of sentences. One can distinguish between grammatical sentences and ungrammatical sentences. E.g.: My hair needs washing is acceptable but not *My hair needs wash •Semantics: Understanding the meaning of sentences. This is also how a user of the language is able to understand and interpret the non-literal meaning in a given utterance. They are three distinctions drawn here: (i) Meaningful and non-meaningful sentences E.g.: The accident was seen by thousands is meaningful but not *The accident was looked by thousands (ii) Same structure but different meanings E.g.: The cow was found by the stream versus The cow was found by the farmer (iii) Different structures and still be able to relate the meanings E.g.: The police examined the bullet. The bullet was examined by the police. Discursive competence Coherence Cohesion
  16. 16. Dimensão Comunicativa Competência comunicativa é o uso apropriado da linguagem em diversos contextos - ela capacita o uso tanto do conhecimento tácito/gramatical – a sintaxe, a morfologia, a fonologia e o léxico – como o conhecimento social de como e quando enunciar apropriadamente. Hymes ampliou o significado do termo competência ao considerar o contexto no qual a linguagem circula, o que conduz a um ensino/aprendizagem de linguagem além da forma e das estruturas linguísticas. Entretanto, ao propor maneiras de desenvolver um ensino /aprendizagem de línguas funcionalista teóricos posteriores possibilitaram o desenvolvimento de métodos, materiais e metodologias de ensino de LE de maneira pragmática. Nesta perspectiva o uso de modelos tanto de uso gramatical quanto social tornam possível materializar o ensino. Por outro lado, o caminho funcionalista, apesar de viável e favorável a prática de linguagem em diversos contextos de uso como propõe a abordagem comunicativa, ainda tem algumas limitações se considerarmos que além de não ser possível prever todos os contextos de uso da língua, a aquisição de outras línguas ocorre naturalmente em ambientes políticos, ideológicos, sociais, e em uma visão de mundo que muitas vezes ocorre. Além disto, questões que dizem igualmente pertinentes ao mundo dos aprendizes e ao papel do professor como formador, tais como questões sociais (o Zika virus, , política (eleições,) e de formação do sujeito (valores, bullying) ou ocorrem de maneira demasiadmente periférica, fragmentadas ou simplesmente não são contemplados no ensino de linguas.
  17. 17. Competência Linguistica - Competência gramatical implica no domínio do código lingüístico da língua alvo habilitando o aluno a reconhecer as características lexicais, morfológicas, sintáticas e fonológicas da língua alvo e manipulá-las para formar palavras e períodos. Demonstra o quão bem alguem domina aspectos e regras da linguagem. Tais como vocabulario, pronu ncia, e formação de sentenças. O quão bem uma pessoa compreende a gramática? Competência Pragmatica/Sociolinguistica. É relacionada ao conhecimento das regras socioculturais que norteiam o uso da língua, compreensão do contexto social no qual a língua é usada. Tal competência permite o julgamento da adequação do uso da língua às diversas situações. Quão bem uma pessoa fala e compreende em vários contextos sociais. Isto depende de fatores tais como: comunicar-se com o outro, o proposito da interação e as expectativas da interação. O quão socialmente aceitavel é o uso da linguagem em diferentes contextos? Competência Discursiva. Diz respeito à conexão de uma série de orações e frases com a finalidade de formar um todo significativo. Este conhecimento tem de ser compartilhado pelo falante/escritor e ouvinte/leitor. O quão bem o sujeito é capaz de combinar a forma gramatical e os significados a serem alcançados em diferentes tipos (gênieros) de linguagem na fala e na escrita. O quão bem o sujeito combina apropriadamente todos os elementos da linguagem na oralidade e na escrita. competência Estratêgica. São estratégias de enfrentamento que devem ser usadas para compensar qualquer imperfeição/falhas no conhecimento das regras. O quão bem o sujeito usa tanto as forma verbal e não verbal de comunicação para compensar a falta de conhecimento nas outras três competências citadas anteriormente. Quais estratêgias podem ser usadas quando falha o conhecimento da língua?
  18. 18. Competência illocucionária – é a capacidade de compreender e fazer-se entender por meio de locuções indiretas mas que tornam-se evidentes pelo contexto de uso. Illocutionary act is a term in linguistics introduced by the philosopher John L. Austin in his investigation of the various aspects of speech acts. In Austin's framework, locution is what was said, illocution is what was meant, and perlocution is what happened as a result. For example, when somebody says "Is there any salt?" at the dinner table, the illocutionary act (the meaning conveyed) is effectively "please give me some salt" even though thelocutionary act (the literal sentence) was to ask a question about the presence of salt. The perlocutionary act (the actual effect), was to cause somebody to hand over the salt. Competência formulaica – Capacidade de usar padrões de sentenças, palavras ou estruturas discretas, habilidade de usar clichês, palavras multifuncionais, frases lexicais associadas a atos de fala. (Ortiz, pp. 225, 2015)
  19. 19. Modelos equivocados de uso apropriado da língua em materiais didáticos apresentados como comunicativos: (Ler Vera Meneses) • Excuse me, I’m sorry. May I come in? • Hoje em dia os falantes nativos utilizam “there’s” e condicionais com “if” independente do complemento estar no singular ou plural em conversas informais mas quando estão em um contexto formal sabem utilizar a norma padrão. • Sabemos que o mecanismo linguageiro de uma criança, de um adolescente e de um adulto são diferentes, entretanto muitos materiais didáticos não fazem esta diferenciação por buscarem uma economia de produção mercadológica que aumenta os lucros e diminuem os gastos.
  20. 20. Exemplo de atividade comunicativa Funcional I
  21. 21. II
  22. 22. III. Conversation Gambits - III
  23. 23. Dimensão Comunicacional Competência comunicacional são atos comunicativos adequados a regras de comunicação e de interação social tanto para se alcançar diferentes propósitos comunicativos como para expressar-se esteticamente, afetivamente e espiritualmente de maneira dialética e dialógica como para manifestações psicolinguísticas e políticas do sujeito. A competência comunicacional extrapola a dualidade comunicativa ao reconhecer o contínuo e um percurso não linear e binário de comunicação, pois concentra-se não apenas em para quem, para que, qual é o texto e contexto de uso da linguagem mas também em por quê nos comunicamos e a linguagem como arte de sedução, diversão, encantamento e criação. Nesta perspectiva a aquisição de linguagem torna-se uma construção tanto individual-estética quanto social-política pois torna-se relevante refletir qual o papel social da linguagem na sociedade e que/qual o mundo quero propiciar por meio da linguagem que faço circular. Ao observarmos hoje diversos meios de comunicação em uso (twitter, what’s app, facebook, etc.) percebemos que não circulamos mais apenas nos ambientes comunicativos das décadas de 60, 70 e 80 mas saímos de ambientes comunicativos para abordar e compreender a multidimensionalidade dos ambiente comunicacionais contemporâneos. No ambiente dialógico da competência comunicativa os componente antagônicos não se reprimem não se confrontam e nem se superam mas resolvem-se em uma unidade pois busca-se a produção de linguagem para comunicação. No ambiente dialético da competência comunicacional, por outro lado, os elementos que se opõem se contrapõem pois compreende-se a comunicação como um encontro sociocultural, aberto a diversas racionalidades comunicacionais; não apenas do domínio da linguagem que é própria da dimensão informativa, funcional ou comunicativa. A competência comunicacional busca a sintonia com um ambiente de comunicação em rede que constrói-se de desconstrói-se de maneira fluida e gasosa. (Por exemplo, se estou em uma livraria nova e gosto, gravo na memória do GPS do meu celular e indico aos amigos pelo twitter, what’s app, facebook, etc).
  24. 24. Escrita Interacional
  25. 25. A COMPETÊNCIA INTERCULTURAL QUE É INCORPORPORADA PELA COMPETÊNCIA COMUNICATIVA AMPLIA MAIS UMA VEZ E SURGE APRESENTA UM ASPECTO ÉTICO A MAIS...
  26. 26. Comunicacional: Ambiente dialético X Comunicativo: Ambiente Dialógico http://ed.ted.com/featured/pkOnnBsn Sugestão de site:
  27. 27. Aspectos de uma escola essencialmente gramatical: AÇÕES EFEITOS: Interrupções das aulas: Reuniões prioritariamente informativas: Fragmentação Não planejar ou seguir ações planejar e/ou agir apenas conforme a necessidade imediata. Distanciar-se dos sujeitos participantes (pais, alunos, etc...) Pouco espaço para a Sala de Recursos e SOE Soluções de caráter paliativo e a curto prazo Demais departamentos (biblioteca, Secretaria, limpeza, portaria, jardinagem atuam de maneira isolada).
  28. 28. AÇÕES EFEITOS: Evita-se interrupções das aulas : Reuniões prioritariamente formativas: Não há fragmentação das aulas As ações são planejadas antes, durante e após o início do semestre. Há algum distanciamento dos sujeitos participantes (pais, alunos, etc...) A sala de recursos e o SOE atuam colaborativamente em alguns momentos do planejamento e atividades Demais departamentos (biblioteca, Secretaria, limpeza, portaria, jardinagem) atuam isolados. Aspectos de uma escola essencialmente comunicativa:
  29. 29. AÇÕES EFEITOS: Interrupções das aulas : Não Reuniões prioritariamente formativas: Não há fragmentação das aulas As ações são planejadas antes, durante e após o início do semestre. Não há distanciamento dos sujeitos participantes (pais, alunos, etc...) A sala de recursos e o SOE atuam e cooperam em todo planejamento e desenvolvimento das atividades Demais departamentos (biblioteca, Secretaria, limpeza, portaria, jardinagem) atuam de maneira entrelaçada. Aspectos de uma escola essencialmente comunicacional:
  30. 30. O papel de cada dimensão comunicativa na formação do sujeito “linguageiro”... • A competência linguística tece a identidade discursiva da linguagem ao contextualizar o texto produzido por meio da forma. • A Competência comunicativa cria as condições funcionais por meio da linguagem para que o sujeito se apresente a sociedade com plausibilidade, de maneira apropriada e cultural. • A competência comunicacional é a essência da identidade social do sujeito por abarcar múltiplas dimensões do ser humano (fisiológica, sociológica , estética e política)e por ser o principal meio de apropriação da cultura pelo sujeito e a principal maneira de articular e materializar sua visão de mundo, percepções, crenças, ideias, desejos e de expressar seus sentimentos para ser percebido pelo outro (PIETROLUONGO, Márcia, 2009). Assim, por esta razão a complexidade linguageira requer uma abordagem de pesquisa que aproxime as diversas ciências que estudam a linguagem tais como a sociologia, a psicologia social, a antropologia, a linguística, a linguística aplicada e a pedagogia se pretendemos uma visão tanto micro quanto macro da linguagem. Assim, as três dimensões não se excluem ou são mobilizadas de maneira hierárquica mas são articuladas de maneira entrelaçada.
  31. 31. Conclusão • A proposta de uma competência comunicacional de linguagem é coerente com a afirmação de Dell Hymes de que “pode-se dizer que o objetivo de uma teoria de competência é mostrar as maneiras nas quais o sistematicamente possível, o viável e o apropriado se unem para produzir e interpretar comportamento cultural que realmente ocorre” (HYMES, 1972, p. 286) uma vez que o comportamento cultural e de comunicação contemporâneo não é o mesmo das décadas de 60 e 70 quando foi consolidado o conceito de competência comunicativa. O ensino de linguagem difere da aquisição de língua materna não apenas por abranger a compreensão e interpretação de paradigmas culturais mas também por ter uma carga política e semântica e semiótica que difere e muitas vezes se contrapõe a visão de mundo do aprendiz. Ainda, a educação em um sentido amplo deve propiciar a formação de sujeitos capazes de fazer coisas novas, não apenas reproduzir o que outras gerações produziram mas capacitados a criarem, inventarem e descobrirem o novo, por isto é papel natural do professor – por uma questão ética – utilizar-se da dialética como meio para fomentar a reflexão, a criticidade e considerar o caráter político da linguagem. É preciso alargar o espectro de ensino-aprendizagem de linguagem para que possamos incorporar os elementos da comunicação presentes na contemporaneidade, tais como a dinâmica de um novo contexto de comunicação fluído e até vaporizado.
  32. 32. Então a pergunta que precisamos fazer é... # Até onde quero/estou disposto a ir como professor? # Até onde quero/estou disposto a ir como aluno? # Até onde quero/estou disposto a ir como gestor? # Até onde quero/estou disposto a ir como coordenador? # Até onde quero/estou disposto a ir como bibliotecário? # Até onde quero/estou disposto a ir como supervisor? # Até onde quero/estou disposto a ir como secretário escolar? # Até onde quero/estou disposto a ir como apoio geral?
  33. 33. OBRIGADO! Gostaria de pedir licença ao professor Antônio Nôvoa para agradecer-lhes pela escuta cuidadosa por meio de suas palavras... E-mail: gerson.moura66@hotmail.com
  34. 34. BIBLIOGRAFIA ALMEIDA FILHO, J. C. P. de. Dimensões comunicativas no ensino de línguas. São Paulo; Pontes Editores, 1993. ___________________. O professor de línguas profissional, reflexivo e comunicacional. Revista Horizontes de Lingüística Aplicada, Ed. UnB, Ano 3, nº 01, Brasília, 2004, p.7-18. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa-Portugual; Edições 70, 1995. COSTA, Cleria Maria. Entre a razão e a sensibilidade: a estética na formação do professor de LE (inglês); Maria Luisa Ortiz Alvarez, orientadora. Brasília, 2005. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996 (Coleção Leitura). Hymes, D.H. (1972) “On Communicative Competence” In: J.B. Pride and J. Holmes (eds) Sociolinguistics. Selected Readings. Harmondsworth: Penguin LEFFA, Vilson J. O ensino do inglês no futuro: da dicotomia para a convergência. Em: Caminhos e colheitas: ensino e pesquisa na área de inglês no Brasil / Cristina M. T. Stevens e M. J. C. Cunha (organizadoras). Brasília, Editora Universidade de Brasília, 2003. MOURA, Gerson Araújo de. A hominização da linguagem do professor de LE: da prática funcional à práxis comunicacional. Percília Lopes Cassimiro dos Santos, orientadora. Brasília – DF, 2005. ORTIZ, Maria Luisa Alvarez. Ecos do Profissional de Línguas: Competências e Teorias. Campinas, SP: Pontes Editores, 2015. PIETROLUONGO, Márcia. (Org.) O trabalho da tradução. Rio de Janeiro : Contra Capa, 2009 TOSTA, Antonio Luciano de Andrade. Além de textos e contextos: língua estrangeira, poesia e consciência cultural crítica. In MOTA, Kátia; SCHEYERL, Denise. Recortes interculturais na sala de aula de língua estrangeiras. Salvador, EDUFBA, 2004. WIDDOWSON, H G. O ensino de línguas para a comunicação. Trad. J.C.P. Almeida Filho. Campinas: Pontes Editores, 1991.
  35. 35. EXEMPLOS DE ATIVIDADES COMUNICACIONAIS www.eflcilt.blogspot.com http://englishstudentsatcilc.blogspot.com.br/ http://esl-cilc-english-students-writings.blogspot.com.br/ http://challengesinlawrence.pbworks.com/ ANEXOS II http://www.revolvy.com/main/index.php?s=Ethics&stype=topics https://app.surveygizmo.com/explorer/report-view/id/2735020/view/858 Appreciation and analysis of ADDS/Commercials: Category: Visual Literacy http://writingcommons.org/open-text/information-literacy/visual-literacy/ad-analysis http://www.medialit.org/reading-room/how-analyze-advertisement
  36. 36. Esperar manter uma escola de excelência sem estar disposto a renovar-se sempre como a fênix e querer ficar acomodado na zona do conforto do passado é como treinar dois minutos uma vez por ano e acreditar que vai sempre vencer uma maratona...
  37. 37. Caros colegas, penso que definir o projeto político pedagógico ou decidir não utilizar o livro, não ter provas ou mudar de abordagem sem a reflexão e leituras necessárias é uma atitude precipitada, pois trata-se de mudanças de etapas de um processo que demanda tempo para amadurecimento, reflexão, estudo e debates. Entretanto, também penso que é inerente ao profissionalismo não acomodar-se ou estagnar-se no tempo e se recusar a avançar e buscar mudanças profissionalmente em prol de interesses pessoais é algo mesquinho pois é uma escolha que afeta principalmente o aluno. Optar pela estagnação profissional é danoso à profissão e ao desenvolvimento profissional. Assim, proponho olharmos a linguagem como água não em seu estado sólido (rígido, inflexível, quebradiço) ou líquido (fluído/plasmático, resiliente) mas em seu estado vaporoso (renovador)... A linguagem pode ser o ninho perfeito para acomodar nossos sonhos ou muro que os empareda... Nesta perspectiva, ser prático, objetivo e firmar os pés no chão pode impedir ou protelar a apreciação e o espanto que nos provoca avançarmos em nossa práxis. Não podemos esperar para contemplar o belo na chegada, quando o cansaço já exauriu nosso ânimo e ofuscou nossa pupila... Então por que nos conformarmos com a chegada se a beleza está no sonhar? Na verdade essa ideia - equivocada - de praticidade, quantidade e do que é útil está enraizada em uma visão neoliberal, capitalista e competitiva que prioriza o capital e os resultados... Temos o direito de escolher a abordagem e a matriz ideológica que orientará nossas ações, mas não podemos ser ingênuos e desconsiderar os efeitos que cada escolha trará a TODOS. Ainda, não é justo culparmos aos alunos e terceiros por escolhas feitas por nós... Não podemos fazer de conta que não é com nós. Devemos ser tanto éticos em nossa escolha quanto honestos para assumirmos nossa responsabilidade. Carta aberta para reflexão – Gerson Araujo de Moura
  38. 38. 1 Grammatical competence is the ability to recognize and produce the distinctivegrammatical structures of a language and to use them effectively in communication. 2 Communicative competence: The capacity to know how language is used by members of a speech community to accomplish their purposes. 3 competência linguística (conhecimento abstrato sobre a sintaxe, semântica, fonologia, etc.) 4 Competência Lingüística é o que se conhece da gramática tradicional e dos seus níveis: morfologia, sintaxe, fonética e fonologia e semântica 5 6 7 8 ANEXOS I: Legenda dos códigos adotados na mandala comunicacional:
  39. 39. A competência pragmática (o uso efetivo da língua para atingir um objetivo) B A Competência Cultural é a capacidade de os membros de uma cultura compreenderem as normas de comportamento e atuarem de modo a se entenderem. C Communicative competence: The capacity to know how language is used by members of a speech community to accomplish their purposes. D E F G H
  40. 40. a b c d e f g h
  41. 41. A PODÊNCIA DA EDUCAÇÃO – (ANDRÉ GRAVATÁ) Educação é feita principalmente de gente Gente é feita principalmente de abundância Freire disse que se a educação não pode tudo alguma coisa fundamental ela pode E a educação pode uma podência Que surgiu bem antes de método ou ciência A educação tem a podência do esticamento do olhar Para que ele se abra enorme Do tamanho do mar A educação tem a podência da expansão Do cultivo de campos de diversidade Para fertilizar os sertões Que hoje têm nome de cidade A educação tem a podência do desafiamento Passa pelo encontro com nossos redemoinhos internos Que giram, sem trégua, num movimento de bagunçação Daquelas entranhas feitas principalmente de emoção A educação tem a podência de instaurar Uma catação de horizontes dentro de cada um Para que as abundâncias sejam descobertas Lapidadas, expostas, caleidoscopadas Tocadas, abertas, compartilhadas A educação tem a podência de conjugar Um verbo sinuoso, em chamas O verbo ousadiar Que é verbo de significância Verbo de propósito sem demora Para que nos ousadiemos no agora E no gerúndio, ousadiando A qualquer hora.
  42. 42. Cantares (Antonio Machado) - (Tradução de Maria Teresa Almeida Pina Tudo passa e tudo fica porém o nosso é passar, passar fazendo caminhos caminhos sobre o mar Nunca persegui a glória nem deixar na memória dos homens minha canção eu amo os mundos sutis leves e gentis, como bolhas de sabão Gosto de ver-los pintar-se de sol e grená, voar abaixo o céu azul, tremer subitamente e quebrar-se… Nunca persegui a glória Caminhante, são tuas pegadas o caminho e nada mais; caminhante, não há caminho, se faz caminho ao andar Ao andar se faz caminho e ao voltar a vista atrás se vê a senda que nunca se há de voltar a pisar Caminhante não há caminho senão há marcas no mar… Faz algum tempo neste lugar onde hoje os bosques se vestem de espinhos se ouviu a voz de um poeta gritar “Caminhante não há caminho, se faz caminho ao andar”… Golpe a golpe, verso a verso… Morreu o poeta longe do lar cobre-lhe o pó de um país vizinho. Ao afastar-se lhe viram chorar “Caminhante não há caminho, se faz caminho ao andar…” Golpe a golpe, verso a verso… Quando o pintassilgo não pode cantar. Quando o poeta é um peregrino. Quando de nada nos serve rezar. “Caminhante não há caminho, se faz caminho ao andar…” Golpe a golpe, verso a verso.
  43. 43. NÚCLEO BANDEIRANTE 3ª Avenida, Área Especial 04, Praça Oficial 4/2, Setor Tradicional 3901 4333
  44. 44. http://ed.ted.com/lessons/how-stress-affects-your-body-sharon-horesh-bergquist NÚCLEO BANDEIRANTE 3ª Avenida, Área Especial 04, Praça Oficial 4/2, Setor Tradicional 3901 4333
  45. 45. (DONE) Henrique Lobo – B5 (23/09/2014) Taking her in my arms, She smiles to life. Now I am in the sky. Making God smile. All the stars in the sky, Are trying to shine. Now that place is empty, Saying that love is freaky. Everyone is looking for their soul mate, But sometimes the search ends. My love left me alone, Forcing my life to be done. Now, all this is locked up, Making my heart stop. Now I have to go, ‘cuz I didn’t want to hear a sigh.
  46. 46. Que Professor(a) Sou EU? - Almeida Filho Não tenho preparação. Mas também não me coloco em franca concorrência. Com sorte dou um jeito, Seguindo o bom senso, Nas ações a que me convocam. Meu tino é meu senhor! Quero paz no meu cantinho! Não sei se ensinar essa língua Era tudo o que eu queria! Mas cá estou servindo Puro ou com molho Esse presente imperfeito. Minha formação Não foi lá essas coisas! Hoje sinto frustração. E os especialistas, então Ah, esses alquimistas O que melhor sabem fazer É pura levitação! Não posso ser o que não posso! Meus alunos cabe a mim pastorear. Há colegas que não param E não se cansam de buscar. Mas eu quero a receita desse prato. Desejo aprender o pulo do gato, Para aprender fazendo Aquilo que a outros deu certo. Eu na vida me formei. Como é isso que faço Já sei o que é certo E o que se deve fazer. Tenho a nítida impressão De que já matei a charada. Não tenho receio. É manter o querer de um lado, Apartar o fazer de outro, E deixar a realidade reinar sozinha no meio! Que professor(a) sou eu? De onde vem este ensinar ? Não pergunto se estou certo, Ou se o que faço é errado, Mas qual o sentido vazado Naquilo que estou a fazer. Meu ensinar me revela Quando aprendo a me ler.

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