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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA      DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS II     CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA    ...
2            DÉBORA BISPO DOS SANTOSADERÊNCIA À PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS ENTRE                    IDOSAS             ...
3Dedico este trabalho a Deus que me deu vida erazões para viver.
4                             AGRADECIMENTOSA Deus em primeiro lugar, por ter me dado saúde, força e perseverança paracheg...
5Agradeço a Valter Abrantes, Aurelice Marques e Nívea Cerqueira queidealizaram e concretizaram o projeto de extensão Educa...
6                                    RESUMOEsse estudo, de natureza quantitativa teve por objetivo analisar os fatores daa...
7                                      ABSTRACTThis study, quantitative aimed to analyze the factors of adherence and phys...
8                          LISTA DE SIGLASAF     ATIVIDADE FÍSICADCNT   DOENÇAS CRÔNICAS NÃO-TRANSMISSÍVEISIBGE   INSTITUT...
9                          LISTA DE GRÁFICOSGRÁFICO 1 Motivos de Adesão a UATI                                   25GRÁFICO...
10                             SUMÁRIO1   INTRODUÇÃO                                         112   CONCEITOS E PERFIL DA “...
111 INTRODUÇÃO      A vida moderna provoca na sociedade constantes hábitos e práticas poucosaudáveis para a vida humana. O...
12contexto diferente, entretanto com uma visão não apenas no biológico, valoriza asvivências e experiências no corpo educa...
132 CONCEITOS E PERFIL DA “MELHOR IDADE”      De acordo com a classificação cronológica determinada pela OrganizaçãoMundia...
14é ficar doente. No entanto apenas 34% dos usuários desenvolviam alguma medidapara ter um envelhecimento saudável.      A...
153 INATIVIDADE FÍSICA X ATIVIDADE FÍSICA      A fase de envelhecimento é acompanhada, muitas vezes, por um estilo devida ...
16      A falta de atividade física regular contribui para a elevação dos percentuais dedoenças crônico-degenerativas não ...
17indivíduo leve uma vida física, intelectual e social de forma saudável” (BARBANTI,1985). Em se tratando da população ido...
18       Para tal, é necessário que aconteça uma intervenção educativa sob arealização orientada e constante da prática de...
19       Barbanti (1994) afirma que aderência é “a participação mantida constante emprogramas de exercícios, considerados ...
20       Logo, a crescente aderência à prática de atividade física tem despertadointeresse de estudiosos da área no intuit...
21padrão de vida mais ativo que o masculino, tanto pelo envolvimento em atividadesdomésticas e sociais, como pela busca de...
22segunda a sexta-feira nos turnos matutinos e vespertinos em um ambiente de amplaestrutura.
236 METODOLOGIA      A amostra do estudo foi constituída por 28 mulheres, com média de idade de61,1 + 6,99 anos (60 a 83 a...
247 RESULTADOS E DISCUSSÃO      Ao tratarmos sobre a aderência a programas de atividade física, se consideraque grande par...
25   Gráfico 1. Motivos de adesão a UATI.      No processo de envelhecimento o indivíduo sofre de declínio progressivo dos...
26          Tomando-se por base o estudo4 feito com 49 meninas praticantes deBasquetebol na cidade de Florianópolis em que...
27         O fator “melhorar a qualidade de vida” para as idosas tem sido inegável, e aconvivência com outras pessoas, ins...
28      Segundo Saba (2001), com o aumento do tempo de prática os benefíciospsicológicos passam a preponderar sobre os est...
29administração do tempo, falta de apoio da família e amigos, falta de disposição edificuldade de transporte.     Gráfico ...
30      No estudo de Ramos J.H (2001), que teve como objetivo investigar osdeterminantes da prática de atividade física re...
318 CONSIDERAÇÕES FINAIS        Com base nos resultados encontrados, ficou evidenciado que a procura poruma melhor qualida...
32                                  REFERÊNCIASBARBANTI, V. J. Dicionário de educação física e do esporte. São Paulo: Mano...
33LOVISOLO, H. Atividade física e saúde: uma agenda sociológica de pesquisa. In:MOREIRA, W.W.; SIMÕES R. (Org.). Esporte c...
34KING, A. C. Interventions to Promote Physical Activity by Older Adults. Journalsof Gerontology. 2001;56A(Special Issue I...
35contribuição para a qualidade de vida. Revista de Saúde Pública. São Paulo, v. 36,n. 2, p.254-256, abr./ 2002.Rev.   Saú...
36APÊNDICE A – Questionário respondido pelas participantes da oficina deswing baiano oferecida pela UATI
37                  UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA                  DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS II                 ...
38( ) indicação médica( ) estética( ) lazer( ) melhora do condicionamento físico5. Aspecto pessoal que te motivou a perman...
39APÊNDICE B – Termo de consentimento livre e esclarecido para realização dapesquisa
40              TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOTítulo do Projeto: Aderência à Prática de Atividades Físicas ent...
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  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS II CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DÉBORA BISPO DOS SANTOSADERÊNCIA À PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS ENTRE IDOSAS Alagoinhas 2010
  2. 2. 2 DÉBORA BISPO DOS SANTOSADERÊNCIA À PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS ENTRE IDOSAS Monografia apresentada como requisito de avaliação do componente curricular Monografia do curso de Licenciatura em Educação Física da UNEB – Campus II. Orientador: Prof. Ms. Valter Abrantes Pereira da Silva. Alagoinhas 2010
  3. 3. 3Dedico este trabalho a Deus que me deu vida erazões para viver.
  4. 4. 4 AGRADECIMENTOSA Deus em primeiro lugar, por ter me dado saúde, força e perseverança parachegar até o final com dignidade e sabedoria.Ao meu pai e minha mãe que depositaram confiança em mim, e contribuíramsignificativamente para concluir meu curso.Aos meus irmãos e todos os familiares que me apoiaram e me incentivaram.Ao meu noivo e futuro marido Cristian Charles. Você é um exemplo dededicação e perseverança, obrigada por toda força que me passaste e por todaajuda que me deste.À Irmã Darci e Irmão Edson que me hospedaram ao chegar em Alagoinhas.À Jurilene e Alzira por terem me acolhido durante três anos e meio e por tudoque me proporcionaram.A família Rosário que conheci no último ano de Faculdade, mas que meacolheu como se fossemos amigos de anos. Agradeço por tudo.Agradeço especialmente a uma amiga que conquistei Cintia Rosário que meajudou muito neste TCC.Aos meus Mestres com carinho e grande reconhecimento vocês sãosensacionais.Aos meus colegas de classe, os que passaram e os que permaneceram até ofim, os quais aprendi a amar e com eles adquiri novas experiências. Deus osabençoe.
  5. 5. 5Agradeço a Valter Abrantes, Aurelice Marques e Nívea Cerqueira queidealizaram e concretizaram o projeto de extensão Educar para a AtividadeFísica – EPAF, o qual fui monitora e me ensinou muito.Ao meu Orientador Valter Abrantes, que muito me ajudou, você é um exemplode profissional, admiro-o muito.As mulheres que aderiram ao EPAF e que inconscientemente me fez pensarneste TCC.As idosas da Universidade Aberta a Terceira Idade – UATI que participaram daAmostra do meu TCC.Agradeço a todos que direta e indiretamente me ajudaram, enfim, MUITOOBRIGADA!
  6. 6. 6 RESUMOEsse estudo, de natureza quantitativa teve por objetivo analisar os fatores daaderência e prática de atividades físicas e seus determinantes entre idosas. Apopulação alvo do estudo foi formada por uma amostra de 28 alunas inscritas naaula de dança da Universidade Aberta a Terceira Idade na cidade de Alagoinhas/BA,com media de idade de 61,1 + 6,99 anos (60 a 83 anos) e com nível de escolaridadediversificado. Os dados coletados foram analisados utilizando-se a EstatísticaDescritiva. Os resultados evidenciam que os principais fatores que levaram asparticipantes a aderirem à atividade foram: referente ao aspecto pessoal “melhorana qualidade de vida” (64%), com relação à dimensão comportamental e sócioambiental “convivência com outras pessoas” (75%), e como um facilitador apermanência o “prazer pela atividade realizada” (39%). As menores freqüênciasencontradas foram respectivamente: “melhora do estado de saúde” (4%), “reduçãodo estresse do trabalho” (4%) e “controle do peso” (11%).Com base nos resultadosencontrados, ficou evidenciado que a procura por uma melhor qualidade de vida e aconvivência com outras pessoas foram os determinantes da adesão das idosas adança como forma de atividade física é possível sugerir que o mais importante fatorde adesão das idosas não é a atividade realizada e sim, praticar alguma atividadefísica, principalmente pela possibilidade de convivência com outras pessoas.Palavras-chave: Aderência, Idoso, Atividade Física
  7. 7. 7 ABSTRACTThis study, quantitative aimed to analyze the factors of adherence and physicalactivity and its determinants among the elderly. The population of the study consistedof a sample of 28 students enrolled in dance class at the Open University of ThirdAge in the city of Alagoinhas / BA, with a mean age of 61.1 + 6.99 years (60-83years) and education levels varied. The collected data were analyzed usingdescriptive statistics. The results show that the main factors that led the participantsto engage in activity were related to the personal aspect "improved quality of life"(64%), with respect to the behavioral dimension and socio environmental "harmonywith others" (75% ), and as a facilitator to remain the "enjoyment of activity performed(39%). The lowest frequencies found were: "improvement of health status" (4%),"reducing stress at work (4%) and" weight control "(11%). Based on these results, itwas evident that demand for a better quality of life and living with others were thedeterminants of adherence of elderly to dance as a form of physical activity ispossible to suggest that the most important factor for membership of the elderly is notthe activity performed and yes, practice some activity physics, due to the possibility ofcoexistence with others.Keywords: Adherence, Aging, Physical Activity.
  8. 8. 8 LISTA DE SIGLASAF ATIVIDADE FÍSICADCNT DOENÇAS CRÔNICAS NÃO-TRANSMISSÍVEISIBGE INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICAIFTL INATIVIDADE FÍSICA NO TEMPO LIVREMS MINISTÉRIO DA SAÚDEOMS ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDEOPAS ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDEUATI UNIVERSIDADE ABERTA A TERCEIRA IDADEUNEB UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
  9. 9. 9 LISTA DE GRÁFICOSGRÁFICO 1 Motivos de Adesão a UATI 25GRÁFICO 2 Aderência – Aspecto Pessoal 26GRÁFICO 3 Aderência – Dimensões Comportamental e Socio - Ambiental 27GRÁFICO 4 Facilitadores para a Aderência 28GRÁFICO 5 Empecilhos à Prática 29
  10. 10. 10 SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO 112 CONCEITOS E PERFIL DA “MELHOR IDADE” 133 INATIVIDADE FÍSICA X ATIVIDADE FÍSICA 154 IDOSO: ADERÊNCIA AO PROGRAMA DE ATIVIDADE FÍSICA 185 UNIVERSIDADE ABERTA A TERCEIRA IDADE 216 METODOLOGIA 237 RESULTADOS E DISCUSSÃO 248 CONSIDERAÇÕES FINAIS 31 REFERÊNCIAS 32 APÊNDICE A 36 APÊNDICE B 39
  11. 11. 111 INTRODUÇÃO A vida moderna provoca na sociedade constantes hábitos e práticas poucosaudáveis para a vida humana. O homem tem passado por vivências em que suarotina diária para sobrevivência encobre as suas necessidades físicas e psicológicasde manter um estilo de vida saudável, diante disto a população tem sido rotulada desedentária, e consequentemente mais suscetíveis a problemas de saúde. Ocorresim, de um percentual da população aderir a programas de atividades físicas pordiversos motivos sejam eles de fator psicológico, físico, saúde, diversão, porémainda é necessário que haja uma forte campanha educacional para que os índicespercentuais de qualidade sejam de 99% ou mais da população fisicamente ativaagrupando todas as idades, níveis socioeconômicos, níveis de capacidade física, desaúde, entre outros. Especificamente entre a população idosa, identificada cronologicamente pelaOMS- Organização Mundial de Saúde como aqueles indivíduos que tem mais de 65anos nos países desenvolvidos e mais de 60 nos países em desenvolvimento, oproblema agrava-se por aumentar as demandas de um grupo etário e social que temcrescido estatisticamente em decorrência da melhoria das condições de vida.Considerando esta necessidade, as questões se tornam mais complexas e urgentesquando se tratam de mulheres dentro dessa faixa etária. O processo de envelhecimento vem acompanhado de uma série de efeitosnos diferentes sistemas do organismo que, de certa forma, diminuem a aptidão e odesempenho físico e muitos desses efeitos são decorrentes da inatividade física(MATSUDO, S. M; MATSUDO, V. K. R; MARIN, R. V (2008, p.142), sendonecessário a conclamação à prática de atividade física nesta época da vida e aelaboração e execução de políticas públicas e privadas que propiciem a essapopulação melhores condições de vida, como os programas de atividade física. Nessa perspectiva, a Universidade do Estado da Bahia - UNEB criou umprograma de extensão universitária a Universidade Aberta a Terceira Idade - UATIque objetiva atender pessoas de ambos os sexos, de qualquer nível sócioeconômico e cuja faixa etária seja igual ou superior a 60 anos. O programaevidencia a reinserção psicossocial desses idosos para o pleno exercício dacidadania, oferecendo uma prática diferenciada de atividades físicas, ou seja, num
  12. 12. 12contexto diferente, entretanto com uma visão não apenas no biológico, valoriza asvivências e experiências no corpo educando para a constante realização deatividades físicas ou práticas corporais, inovando numa constante variação deatividades e metodologias das aulas que são aplicadas. No entanto, pesquisa recente nas capitais brasileiras mostrou que ainatividade física atinge grande parte da população idosa, totalizando 50,3% dasmulheres e 65,4% dos homens acima dos 65 anos de idade (MINISTÉRIO DASAUDE, 2007). Ainda que na atualidade exista grande convocação para a prática de AF emuita informação sobre seus benefícios quando praticada regularmente,aparentemente tal informe não é capaz de assegurar que as pessoas vão aderir aeste hábito. Muitas iniciam a atividade, ou seja, são convencidas a experimentar, contudo,na maioria das vezes não permanecem na atividade por períodos prolongados.Portanto, se torna necessário conhecer os motivos que levam os praticantes de AF aaderirem a esse tipo de programa, para direcionar a adoção de estratégias quesejam capazes de assegurar a regularidade dos seus frequentadores. Destarte, de acordo com as idéias supracitadas o presente trabalho tem oobjetivo de analisar os fatores de aderência à prática de atividades físicas e seusdeterminantes entre idosas. Tendo como objetivos específicos identificar fator (es)de aderência e não aderência à prática de atividades físicas entre idosas da UATI everificar entre as idosas da UATI qual a influência da aula de dança nos aspectospessoais e nas dimensões comportamental e sócio-ambiental.
  13. 13. 132 CONCEITOS E PERFIL DA “MELHOR IDADE” De acordo com a classificação cronológica determinada pela OrganizaçãoMundial da Saúde/OMS (1994) idoso é uma pessoa que tem mais 65 anos nospaíses desenvolvidos e mais de 60 nos países em desenvolvimento. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE,obtidos através de uma pesquisa realizada no ano de 2002, a população de idosos,com 60 anos ou mais de idade, representava 8,6% da população brasileira, sendoque no ano de 2020 poderá ultrapassar os 30 milhões de pessoas e deverárepresentar quase 13% da população. Ainda de acordo com a pesquisa referenciada acima, foi constatado que amaior parte da população idosa, em especial as mulheres, é responsável pelosdomicílios, no qual residem com seus familiares, estando uma pequena parte dessapopulação residindo em instituições de longa permanência, e a maioria declara nãoter medo da morte entendendo que a morte faz parte da vida. O processo de envelhecimento é um fenômeno natural e irreversível queprovoca no indivíduo um declínio progressivo dos aspectos fisiológicos os quais sãoacompanhados por mudanças psicológicas e sociais, sendo que a velocidade e osefeitos com que essas alterações acontecem variam de acordo com o biótipo decada indivíduo e o estilo de vida de cada um. Um estudo1 feito para analisar a concepção de envelhecimento presente entreos usuários do Programa Saúde da Família na Comunidade da Rosa Mística,Campina Grande/PB, indica que a visão de velhice é algo ruim, retrogrado, ser inútil.Mediante estes dados evidencia-se que o idoso notadamente precisa ser mais bemassistido pelos órgãos governamentais proporcionando-lhes um envelhecimentomais saudável, ativo, sem discriminação, com auto- estima, auto-confiança e melhorauto-imagem. Dentre os resultados obtidos na pesquisa, verificou-se que avisualização da velhice como sinônimo de doença encontrava-se em todos ossegmentos da pesquisa, identificando que 64% da amostra afirmava que envelhecer1 Trabalho resultante de um projeto de pesquisa desenvolvido na Unidade Básica de Saúde daFamília - do Programa Saúde da Família, na Comunidade da Rosa Mística, Campina Grande/PB.Apresentado no XI Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e VII Encontro LatinoAmericano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba.
  14. 14. 14é ficar doente. No entanto apenas 34% dos usuários desenvolviam alguma medidapara ter um envelhecimento saudável. As pessoas idosas têm habilidades regenerativas limitadas, mudanças físicase emocionais que expõe a perigo a qualidade de vida dos mesmos. Ainda segundo aOMS (1994) tal perda pode levar à Síndrome da Fragilidade, que consiste em umconjunto de alterações físicas que acomete o idoso podendo ocasionar algumaspatologias. Orgãos e representantes como a coordenação do Programa de Saúde doIdoso/DNDCD/SNPES/MS estão vinculados a discussão de políticas públicasrelacionadas à saúde onde se encontra fatores como o aumento dos custosassistencias de saúde, gerando impacto na economia dos países, sendo que amelhor forma de otimizar e promover saúde no idoso é prevenir os problemasmédicos frequentes. (NÓBREGA et al., 1999, p.207) Essa realidade tem despertado a preocupação com a saúde dos idosos, aqual tem atingido altos níveis estatísticos, pesquisas mostram que no Brasil mais de85% dos idosos apresenta pelo menos uma doença crônica e 15%, pelo menoscinco. De 4% a 6% dos idosos apresentam dependência funcional; 7% a 10%moderadas; 25% a 30% leves. Somente 50 a 60% dos idosos seriamcompletamente independente. (RIBEIRO, 2009, p.408) Segundo estimativa do Centro Nacional de Estatística para a Saúde, cerca de84% dos idosos sejam dependentes para a realização das atividades cotidianas,constituindo-se no maior risco de institucionalização. Sendo que em 2020 essenúmero passaria para 167% de idosos com moderada ou grave incapacidade. Noentanto a implantação de estratégias de prevenção através da atividade físicapoderá promover a melhora funcional e minimizar ou prevenir o surgimento dessaincapacidade. (NÓBREGA et al., 1999, p. 207) Atualmente a política pensada através da atividade física para a vida dosidosos favorece bastante para que eles possam ter uma vida mais ativa, com menospatologias advinda de descuidos, menos complicações cirúrgicas, mais auto-estima,melhor auto-análise, melhor perspectiva de vida, por seu estilo preventivo epromotor de saúde.
  15. 15. 153 INATIVIDADE FÍSICA X ATIVIDADE FÍSICA A fase de envelhecimento é acompanhada, muitas vezes, por um estilo devida inativo, que favorece a incapacidade física e a dependência. Pesquisa recentenas capitais brasileiras mostrou que a inatividade física atinge grande parte dapopulação idosa, totalizando 50,3% das mulheres e 65,4% dos homens acima dos65 anos de idade (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). King (2001) relata que somenteuma reduzida parcela de indivíduos idosos realiza atividade física regular e em umnível recomendado, confirmando que esta situação não é exclusiva do Brasil. A população vem sofrendo bastante nesse aspecto, pois, com o processo deindustrialização têm sido bastante suprimidos os direitos humanos, sendo que, ocidadão trabalha mais horas do que são devidas, as cobranças de rendimento sãoelevadas ocasionando o stress, e as pessoas ficam com pouquíssimo tempo ou semestímulo para a prática de atividades físicas no tempo livre tornando-se inativofisicamente afetando significativamente o corpo humano tanto no aspecto biológicoquanto psicológico, e atitudes expressas socialmente. A Inatividade física no tempo livre (IFTL) é mais prevalente entre mulheres,idosos, indivíduos de baixo nível socioeconômico e indivíduos incapacitados, e podeser definida como: [...] a não participação em atividades físicas nos momentos de lazer, considerando atividade física como qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética que resulte em gasto energético, tendo componentes e determinantes de ordem bio-psico- social, cultural e comportamental, podendo ser exemplificada por jogos, lutas, danças, esportes, exercícios físicos, atividades laborais e deslocamentos. (PITANGA & LESSA, 2008, p. 347-353) De acordo com o Relatório sobre Saúde no Mundo da OMS (2002), a poucaatividade física causa 1,9 milhão de óbitos por ano no mundo. Globalmente, estima-se que a falta de exercícios seja responsável por 10% e 16% dos casos de câncerde mama, câncer de cólon e diabete, e 22% dos casos de doença cardíacaisquêmica. Estes percentuais são similares para homens e mulheres.
  16. 16. 16 A falta de atividade física regular contribui para a elevação dos percentuais dedoenças crônico-degenerativas não transmissíveis e quando associada a outrosfatores de risco influencia significativamente para o agravamento destes fatores.Atualmente estima-se que 60% da população mundial não praticam atividade físicasuficiente nem para cumprir uma recomendação da OMS de pelo menos 30 minutosdiários de algum tipo de atividade física que pode ser entendida como atividadesdiárias de fazer uma caminhada, sistematizada, uma caminhada para substituir ocarro, ou o ônibus quando possível, a escada para substituir o elevador, entre outrosmétodos relevantes para contribuir no estilo de vida ativo e saudável. Para estes efeitos negativos surge a atividade física como forma de prevenir,minimizar ou reverter muitos dos declínios biopsicossociais. Caspersen et al (1985apud PITANGA, 2004, p.12) define a atividade física como sendo “qualquermovimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulta em gastoenergético maior do que os níveis de repouso”, portanto um simples movimento desubir e descer escadas pode ser considerado uma atividade física, e exercício físicocomo toda atividade física planejada, estruturada e repetida que tem por objetivo amelhoria e a manutenção da aptidão física. Para dimensionar essa perspectivaPitanga (2004, p.12), traz outros componentes que vão além da dimensão biológicaque pode ser “de ordem biopsicossocial, cultural e comportamental”. Outra definiçãode atividade física apresentada por Matsudo (1999) coloca a atividade física comoqualquer tipo de movimentos ou exercícios sistematizados realizados pelamusculatura esquelética no cotidiano, mas atividades planejadas, estruturadas erepetitivas, realizadas com o objetivo de incrementar e manter o desempenho físico,a qual será utilizada para definir AF neste trabalho. A atividade física proporciona no ser humano no que tange aos aspectosbiopsicossociais elevados índices de respostas positivas como: [...] melhorias na capacidade cardiorrespiratória, aumento na expectativa de vida, entre outras, como exemplos de benefícios que a prática do exercício proporciona as pessoas. No nível psicológico, os aspectos positivos relacionam-se ao aprimoramento dos níveis de auto-estima, da auto-imagem, diminuição dos níveis de estresse e tantos outros [...] (SABA, 2001, p.8). Entende-se então que a “atividade física poderá proporcionar a execução dasatividades diárias com vigor e atenção, sem fadiga, e com reservas para que o
  17. 17. 17indivíduo leve uma vida física, intelectual e social de forma saudável” (BARBANTI,1985). Em se tratando da população idosa, tal prática representa um significativoelemento para uma independência desejada e melhora nas funções alteradas com otempo, induzindo várias adaptações fisiológicas e psicológicas, tais como: [...] aumento do VO2 máximo, maiores benefícios circulatórios periféricos, aumento da massa muscular, melhor controle da glicemia, redução do peso corporal, melhor controle da pressão arterial de repouso, menor dependência para realização de atividades diárias, melhora da auto-estima e da autoconfiança, significativa melhora da qualidade de vida. (NÓBREGA et al., 1999, p. 209) Nesse sentido, a atividade física tem se constituído uma grande aliada àprevenção de doenças crônico-degenerativas não transmissíveis, como diabetesmellitus não insulino-dependente, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares,osteoporose e alguns tipos de câncer, como o de cólon e o de mama, essasdoenças são responsáveis por 59% dos 56,5 milhões de óbitos anuais e 45,9% dototal de enfermidades (OPAS, 2003). Cinco dentre os dez principais fatores de riscoda doença, identificados no Relatório sobre Saúde no Mundo (2002) estãoestreitamente relacionados com a dieta e a um estilo de vida fisicamente ativo. O avanço da ciência já produz meios medicamentosos e cirúrgicos pararetardar ou até mesmo curar doenças que surgem nesta fase da vida, mas estudos(MATSUDO et al., 2003; MATSUDO, 2002) comprovam que a prática de atividadefísica está sendo indicada para prevenir de forma saudável e benéfica essaspatologias. O Ministério da Saúde (MS) assumiu como prioridade a estruturação deações2 de promoção a saúde, prevenção e vigilância de DCNT (doenças crônicasnão transmissíveis) em função das possibilidades existentes para prevenção econtrole destas doenças (MALTA et al, 2006). Segundo Freitas et al (2007) a busca pela prática de exercícios físicos emprogramas para promoção de saúde vem crescendo na atualidade, porém a procurapor parte dos indivíduos idosos ainda é menor quando comparada com indivíduosmais jovens.2 O trabalho atual descreve as ações desenvolvidas pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS),referentes à promoção da saúde e em especial na promoção da Atividade Física no Sistema Único deSaúde, Brasil.
  18. 18. 18 Para tal, é necessário que aconteça uma intervenção educativa sob arealização orientada e constante da prática de atividades físicas e/ou exercíciosfísicos e sobre seus benefícios para que o indivíduo entenda que o objetivo vai alémda pratica em si, como indicam Santos et al (2005): Investimentos em programas de atividade física têm demonstrado uma relação custo benefício satisfatórios, ou seja, quando se avalia o benefício da atividade física sobre a população, sobretudo no controle tanto primário como secundário das doenças crônico degenerativas, tem-se uma economia em investimentos com tratamento da doença (remédios, horas pagas a médicos, custos com internações, e outros) é expressivo. (p. 424-33) Diante do exposto, faz-se necessário a implementação de políticas eprogramas de envelhecimento ativo3 que melhorem a saúde, a participação e asegurança dos idosos, como a criação de espaços públicos e privados baseadosnos direitos, necessidades, preferências e habilidades destes, para a prática deatividades físicas que devem ser acompanhados por profissionais da área deeducação física inseridos nestes espaços. Os mesmos estarão aptos a respaldar aspráticas através do ensino das mesmas, dos seus benefícios, orientando osindivíduos que adentram estes espaços e aderem à prática de atividade físicaquanto à importância da assiduidade e permanência.4 IDOSO: ADERÊNCIA AO PROGRAMA DE ATIVIDADE FÍSICA Ainda que na atualidade exista grande apelo para a prática de AF e muitainformação sobre seus benefícios quando praticada regularmente, aparentemente talinforme não é capaz de assegurar que as pessoas vão aderir a este hábito.Portanto, se torna necessário conhecer os motivos que levam os praticantes de AFsupervisionada a aderirem a esse tipo de programa.3 Envelhecimento ativo é o termo adotado pela OMS para expressar o processo de otimização dasoportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida àmedida que as pessoas ficam mais velhas. (OPAS, 2005)
  19. 19. 19 Barbanti (1994) afirma que aderência é “a participação mantida constante emprogramas de exercícios, considerados na forma individual ou coletiva, previamenteestruturados ou não”. Segundo Saba (2001), aderência pode ser entendida como ápice de umaevolução constante, rumo à prática do exercício físico. Os determinantes de aderência à AF são fatores que influenciam ocomportamento do praticante em atividade física e podem ou não ser baseados nasteorias e modelos da AF, sendo possível elaborar uma nova variável independentede acordo com o interesse do pesquisador resultando de mais de uma teoria(ROJAS, 2003). Pitanga (2004) descreveu esses determinantes em quatro categorias:variáveis demográficas (idade, sexo, nível socioeconômico, grau de instrução);variáveis cognitivas (percepção de barreiras, intenção para o exercício, distúrbios dehumor, percepção sobre a saúde, auto-eficácia, percepção do esforço); variáveisambientais (clima, facilidade de acesso e locais apropriados); e suporte social(família e amigos). Sallis e Owen (1999) apontaram como possíveis determinantes, maisfortemente associados à AF, os fatores demográficos e biológicos, fatorespsicossociais, cognitivos e emocionais, atributos comportamentais e habilidades,fatores sociais e culturais, fatores do meio ambiente e características da AF. No Brasil, estudos sobre aderência a programas supervisionados sãorecentes (ROJAS, 2003; PITANGA, 2004). Dados reportados na literatura indicamque daqueles indivíduos envolvidos em algum tipo de programa de AFsupervisionado, 50 % abandonaram em um período de seis meses (ROBINSON eROGERS, 1994), o que pode ser agravado com o aumento da idade, sendo aindamais difícil a aderência de participantes adultos e idosos (DISHMAN, 1994). Estudos evidenciam que a aderência à pratica regular de atividade físicaassociada a questões patológicas tem sido muito mais oportuno para um grandepercentual da população, pois a necessidade por melhoria na qualidade de vida levaa esta procura. No entanto, adotar um estilo de vida ativo fisicamente ainda temencontrado certa resistência ao se levar em consideração como e para qual públicoestão sendo oferecidas as oportunidades de ingresso nos programas de atividadesfísicas.
  20. 20. 20 Logo, a crescente aderência à prática de atividade física tem despertadointeresse de estudiosos da área no intuito de aprofundar mais sobre estes aspectos.Algumas pesquisas (SESC/SP, 2003) demonstram que a população está ciente dosbenefícios da realização de atividade física proporciona a saúde. Contudo, verifica-se um paradoxo entre essa crença e a adoção de um estilo de vida fisicamente ativo(LOVISOLO, 2002). Andreotti e Okuma (2003), por exemplo, citam que, para Dishman, arecomendação médica para a prática de exercícios físicos estimulaconsideravelmente o ingresso nos programas, principalmente para os idosos. Aorealizarem pesquisa sobre o perfil sócio-demográfico e de adesão inicial de idososingressantes em um programa de Educação Física, os autores constataram que oprincipal motivo de ingresso foi à indicação de amigos, destacado por 17 indivíduosentre os 44 pesquisados. O motivo “melhorar a saúde” apareceu como o segundoprincipal, indicado por 13 sujeitos. Outros motivos também propiciam à aderência à atividade física como: aconsciência da importância/necessidade dessa prática para a saúde e a presença deum profissional orientando e conduzindo o exercício (PRADO, 2001). Não obstante, é importante considerar que a competência profissional estárespaldada na capacidade de motivar, ajudar e orientar adequadamente osparticipantes, proporcionando uma permanência prazerosa dos indivíduos sejameles jovens ou idosos nas atividades físicas, mas principalmente para os idosos quenessa fase da vida perpassam por conflitos muitas vezes intrínsecos. Borges eRauchbach (2004) observaram que idosos que não têm uma vida ativa apresentamuma maior tendência ao estado depressivo. Segundo Freitas et al. (2007) a busca pela prática de exercícios físicos emprogramas para promoção de saúde vem crescendo na atualidade, porém a procurapelos indivíduos idosos ainda é menor quando comparada com indivíduos maisjovens. Em estudo feito no Grupo de Estudos da Terceira Idade - GETI - daUniversidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, em Florianópolis, verificou-seque a maior parte dos idosos praticantes de atividade física no programa do GETI édo sexo feminino (82%). Este dado é frequentemente observado em pesquisas queenvolvem essa parcela da população, demonstrando que o sexo feminino possui um
  21. 21. 21padrão de vida mais ativo que o masculino, tanto pelo envolvimento em atividadesdomésticas e sociais, como pela busca de atividade física. De todo modo essa realidade poderia ser diferente, incluindo uma maiorrepresentatividade da população masculina, se esses indivíduos fossem estimuladosdesde cedo a terem um estilo de vida ativo, tarefa essa que hoje é identificada comouma das atribuições da Educação Física Escolar, embora não cheguem a constituirum movimento de escopo nacional e de caráter governamental (FERREIRA ENAJAR, 2005).5 UNIVERSIDADE ABERTA A TERCEIRA IDADE - UATI A UATI é um programa de Extensão Universitária voltado para a comunidadecircunvizinha à UNEB e atende a pessoas de ambos os sexos, de diversos níveissócio-econômico, educacional, cuja faixa etária seja igual ou superior a 60 anos. Oprograma é formado por uma equipe multidisciplinar de profissionais das áreas deEducação, Pedagogia, Serviço Social, Biologia, Psicologia, Nutrição, Enfermagem,Professor de Educação Física, entre outros, e conta também com o apoio do ServiçoSocial, do Serviço Médico, da Assessoria de Comunicação e Departamento doCampus I da Uneb. O Programa tem como objetivos: Proporcionar ao público-alvo a oportunidadede frequentar a Universidade em atividades de extensão com vistas a sua formaçãocontinuada; Oferecer espaço, aos idosos, para exercício da livre expressão de suaspotencialidades artístico-culturais; Desenvolver atividades que estimulem aparticipação social e política dos idosos; Preparar os idosos para assumirem seuprocesso de envelhecimento, resgatando a auto-confiança e a auto-estima, atravésde uma formação teórica e prática; Viabilizar o intercâmbio de experiências inter-gerações. A UATI Alagoinhas iniciou suas atividades em setembro de 2009 e contoucom a participação de duzentas participantes inscritas, número este que aumentoupara quase trezentos no ano letivo de 2010. São oferecidas atividades como pinturaem tecido, dança, ginástica, jogos envolvendo raciocínio lógico, literatura, línguas,arte-terapia e orientação nutricional, as quais são realizadas semanalmente de
  22. 22. 22segunda a sexta-feira nos turnos matutinos e vespertinos em um ambiente de amplaestrutura.
  23. 23. 236 METODOLOGIA A amostra do estudo foi constituída por 28 mulheres, com média de idade de61,1 + 6,99 anos (60 a 83 anos). Foi utilizado como critérios de inclusão na pesquisamulheres com idade a partir de 60 (sessenta) anos, participantes da aula de dançaoferecida pela UATI e freqüência regular a no mínimo 3 (três) meses. As voluntáriasforam previamente informadas a cerca dos objetivos da pesquisa e assinaram otermo de consentimento livre e esclarecido (Apêndice B), conforme previsto naresolução 196/96 do Conselho Nacional da Saúde. Para a realização da coleta de dados escolheu-se a aplicação de umquestionário padronizado fechado (Apêndice A), composto por 8 (oito) perguntas, oqual foi apresentado as participantes e para o seu preenchimento contou com apresença física do entrevistador para responder. Entre as questões respondidas pelas idosas destacam-se informaçõespessoais e questões referentes a adesão à prática de atividades físicas. Esteinstrumento será o condutor da observação que terá entre seus objetivos levantardados estatísticos visando mapear causas e variáveis que intervém no objeto emquestão. Os dados coletados foram organizados armazenados e tratados com auxíliodo programa Microsoft Excel. A análise adotada para o tratamento dos dados foi aestatística descritiva (percentagem e gráfico).
  24. 24. 247 RESULTADOS E DISCUSSÃO Ao tratarmos sobre a aderência a programas de atividade física, se consideraque grande parte dos indivíduos abandona esses programas após os três primeirosmeses. No intuito de elucidar essa questão foram utilizados como base parainvestigação os determinantes da Atividade Física descrita por Pitanga (2004) queos dividiu em quatro categorias: variáveis demográficas (idade, sexo, nívelsocioeconômico, grau de instrução); variáveis cognitivas (percepção de barreiras,intenção para o exercício, distúrbios de humor, percepção sobre a saúde, auto-eficácia, percepção do esforço); variáveis ambientais (clima, facilidade de acesso elocais apropriados); e suporte social (família e amigos). Nas variáveis demográficas desta pesquisa idade e sexo foram pré-estabelecidos somente mulheres e a partir dos 60 anos, constatou-se uma amostracom média de idade de 61,1 + 6,99 anos (60 a 83 anos). Referente ao nívelsocioeconômico foi identificado que 47% das mulheres são aposentadas e os outros53% são domésticas, pensionistas, não possui renda e/ou não responderam. O graude instrução das 28 mulheres apontou uma analfabeta, uma com nível superior eincompleto e a maioria fez o ensino fundamental incompleto. Os motivos iniciais de adesão ao programa, (gráfico 1), aponta a melhora naqualidade de vida como sendo o principal motivo. As seguintes freqüênciasencontradas estão expressas no gráfico abaixo. Estudo como o de Santos e Knijnik (2006) corrobora com o resultadoelencando lazer/qualidade de vida com 44% das indicações, como os motivosiniciais de adesão. Assim como no estudo de Gomes e Zazá (2009) onde, 85% e 80% dasvoluntárias afirmaram que prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida sãorelativamente fatores muito importantes para adesão a prática de atividade física.
  25. 25. 25 Gráfico 1. Motivos de adesão a UATI. No processo de envelhecimento o indivíduo sofre de declínio progressivo dosaspectos fisiológicos os quais são também acompanhados por mudançaspsicológicas e sociais, variando de um indivíduo para o outro e do estilo de vida. Emsua maioria sofrem pelas perdas advindas dessas transformações físicas, funcionaise em outros casos pela fragilidade nas relações afetivas e sociais em virtude deposicionamentos tomados frente a preconceitos formados pelo próprio ser humano. Dentre os principais fatores de aderência (Gráfico 2 e 3) a prática da dançaentre as idosas estão: melhorar a qualidade de vida e convivência com outraspessoas. Isso demonstra que estas mulheres estão muito mais a procura de lugaresque as propiciem um bem-estar físico e psicológico. No tocante aos aspectos pessoais, 64% da amostra deseja melhorar aqualidade de vida e 29% melhorar a auto-estima, sendo a mesma de valorsignificante nesta pesquisa, contrapondo ao estudo de Tahara, Schwartz e Silva(2003) feito com 50 alunos matriculados em diversas atividades oferecidas em umaacademia e com idade variando até 24 anos, aponta que o aumento da auto-estima(10%), bem como a oportunidade de reabilitação de lesões (3,33%) foram asdeterminantes de menores percentuais entre os entrevistados, ressaltando que háuma divergência entre os determinantes de aderência entre idosos e jovens.
  26. 26. 26 Tomando-se por base o estudo4 feito com 49 meninas praticantes deBasquetebol na cidade de Florianópolis em que o objetivo era identificar osprincipais motivos que as levavam permanecer freqüentando as escolinhas damodalidade, indicou que os principais motivos por ordem de importância foram:Aptidão (melhorar e adquirir novas habilidades); Desafios (importante a competiçãoe o desafio, não necessariamente a vitória); Liberar a energia; Relacionamentos; Aauto-estima e sucesso foram os menos citados mais também tiveram valorsignificativo. Na medida em que se investiga sobre os motivos de aderência, háevidencia de que os mesmos são relativos e diferem entre um indivíduo e outro eentre um grupo e outro, notando-se na variável auto-estima que no presente estudofoi segundo fator mais importante para a permanência das idosas na aula de dançaoferecida pela UATI as suas alunas. Gráfico 2. Aspecto pessoal que motivou as participantes a permanecerem na atividade.4 Referente à Estudo da motivação de meninas praticantes de basquetebol, por: Greice Kelly Cipriani. Produção cientifica em Educação Física – CDS/UFSC 2005-2008 p. 40
  27. 27. 27 O fator “melhorar a qualidade de vida” para as idosas tem sido inegável, e aconvivência com outras pessoas, insubstituível. Em pesquisa5 feita sobre oabandono na velhice, a fala de alguns idosos que participaram da pesquisa permitea reflexão sobre porque a convivência com outras pessoas é fator preponderantenas respostas. “Para muitos a velhice se torna um fardo pesado, pois o idoso não raro sofre da solidão que os outros lhe impõem ou que ele impõe a si mesmo, daí os sentimentos de melancolia e de desânimo que podem invadir o coração dos idosos”. (F. P., 83 anos, domiciliado). “Sinto solidão, às vezes, quando estou sozinha em dias de chuva, principalmente à noite. Mas o abandono é muito pior do que a solidão” (I. B., 81 anos, domiciliada). “Eu sinto solidão, principalmente à noite, quando não tenho com quem conversar e fico com minhas lembranças” (M. S. L., 70 anos, domiciliada). “Abandono é ser deixado de lado, sem vida própria, sem qualidade de vida, sem poder resistir à solidão” (F. P., 83 anos, domiciliado). Gráfico 3. Dimensões: Comportamental e Sócio-Ambiental5 O estudo sustentou-se na pesquisa realizada no ano de 2004, quando foram entrevistados 30idosos, sendo 20 domiciliados e 10 institucionalizados, no município de Caxias do Sul.Textos Envelhecimento v.8 n.3 Rio de Janeiro 2005.
  28. 28. 28 Segundo Saba (2001), com o aumento do tempo de prática os benefíciospsicológicos passam a preponderar sobre os estéticos – provavelmente por estarazão que as pessoas percebem mais de um motivo de adesão, pois asnecessidades vão se somando e se clareando com o passar do tempo.Corroborando o resultado encontrado na pesquisa sobre a aderência a prática deatividades físicas entre idosas da UATI de Alagoinhas – BA. O prazer pela atividade realizada com 39% e a socialização com 32% foramapontados pelas idosas como facilitadores para a prática (Gráfico 4). Gráfico 4. Facilitadores para a aderência a prática da dança. Em relação aos motivos que dificultam a prática (Gráfico 5), 65% dasmulheres responderam que nenhuma das alternativas em questão influenciavam naaderência àquela prática regular e 14% afirmaram ser a falta de tempo,comungando com o estudo feito por Santos e Knijnik (2006) onde notou-se que asdificuldades que poderiam influenciar na interrupção da prática a maioria dosindivíduos, 36%, relataram não possuírem nenhuma dificuldade para a práticaregular da atividade física, e 30% a falta de tempo uma das maiores dificuldades.Todos estes percentuais de dificuldade normalmente estão ligados a jornada detrabalho até mesmo o doméstico, a obrigações familiares, dificuldade na
  29. 29. 29administração do tempo, falta de apoio da família e amigos, falta de disposição edificuldade de transporte. Gráfico 5. Empecilhos à prática e ao programa. Ao falar sobre as barreiras que são postas pelo indivíduo para resistir oudesistir da prática, Michele (2007) afirma que: A literatura nos mostra a existência de fatores que influenciam a prática de atividades físicas de forma positiva ou negativa. Quando estes fatores facilitam, oportunizam ou viabilizam a prática de atividades físicas, são chamados “fatores facilitadores”. Ao contrário, quando atrapalham ou dificultam, são consideradas “barreiras”, são os motivos, razões ou desculpas declaradas pelo indivíduo que representam um fator negativo em seu processo de tomada de decisão (a prática de atividades físicas) e podem advir da realidade objetiva ou subjetiva, ser fator abstrato ou material, e devido à sua natureza onipresente (pois a todo tempo e lugar é possível encontrar fatores que podem ser percebidos e utilizados como motivos de resistência e/ou desistência). [...]66 MICHELI, R. S. O desafio das barreiras. Portal Fórum, maio de 2007. Disponível em: <http://www.portaldoenvelhecimento.net/pforum/afv2.htm>. Acesso em: 12 maio 2010.
  30. 30. 30 No estudo de Ramos J.H (2001), que teve como objetivo investigar osdeterminantes da prática de atividade física relacionados a um Programa deReabilitação Cardiovascular– (Pro Cor), foi encontrado como motivos de desistênciao horário das sessões e a distância 23% os mais indicados. O referido estudo teve asua amostra de indivíduos (n=78) com média de idade de 55 anos, e foi dividida emdois grupos: Participantes (n=44), composto pelos frequentes no momento da coletade dados e Desistentes (n=34) por aqueles que desistiram do programa. Valendo-sedos determinantes que levam os participantes a adesão, manutenção e desistência,para serem comparados entre os participantes e os desistentes. Outro estudo (SANTOS E KNIJNIK, 2006 apud WEINBERG & GOULD, 2001)nesta mesma perspectiva elenca os seguintes fatores que levaram a desistência: Falta de tempo: exames minuciosos revelam que esta seria uma questão de prioridades. Programas de atividade física atraentes podem derrubar este fator. Falta de energia: parece ser mais mental do que física, devendo ser um motivo a mais para a prática a partir do conhecimento de benefícios. Falta de motivação: este fator é a soma dos dois anteriores, isto é, o cansaço com a dedicação do tempo a outras atividades. (p. 27) Cardoso et al. (2008, apud Schutzer e Graves, 2004) apontam como barreirasapresentadas pelos idosos para a prática de atividade e/ou exercícios físicos aorientação médica, a falta de conhecimento, ou entendimento, acerca da relaçãoentre exercício físico moderado e saúde. Ainda segundo Cardoso et al. (2008), referente aos fatores para a desistênciada prática de atividade física regular, os principais mencionados foram: osproblemas de saúde ou morte do cônjuge ou de outros familiares, cirurgias,tratamentos de doenças como labirintite e hérnia de estômago, e dores articularessentidas após as aulas realizadas com exercícios realizados nas posições sentada edeitada. No entanto, verifica-se que existem vários fatores que auxiliam tanto ainserção quanto a aderência do idoso em programas de exercícios físicos passandopor aspectos que permeiam a qualidade de vida da população como educação, oâmbito familiar e social, a área da saúde e da economia, e da quebra de váriosparadigmas (MICHELI, 2007).
  31. 31. 318 CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base nos resultados encontrados, ficou evidenciado que a procura poruma melhor qualidade de vida e a convivência com outras pessoas foram osdeterminantes da adesão das idosas a dança como forma de atividade física.Levando em consideração que o prazer pela atividade realizada foi sugerido por39% como facilitador, é possível sugerir que o mais importante fator de adesão dasidosas não é a atividade realizada e sim, praticar alguma atividade física,principalmente pela possibilidade de convivência com outras pessoas. Os resultados apresentados são relevantes no sentido de direcionar a adoçãode estratégias que sejam capazes de assegurar a regularidade dos freqüentadoresdos programas de atividade física, garantindo a sua permanência e auxiliando ochamado envelhecimento ativo, especialmente para os profissionais que trabalhamcom a população em questão. No tocante ao profissional de Educação Física interessado nesta área érecomendável que este tenha o devido conhecimento das atividades a seremdesenvolvidas de acordo com a necessidade especifica de cada aluno, adequandoos exercícios às limitações e potencialidades de cada um, e esteja consciente acerca da importância e contribuição dos aspectos/questões sociais nodesenvolvimento de suas atividades e também sobre os fatores de aderência, para oêxito dos seus trabalhos, não dando motivos que levem a desistência. Assim sendo, para que as políticas que pretendem aumentar o índice dapratica de atividade física entre a população brasileira possa estar entre osmelhores, é necessário que observem as pesquisas que avaliam os fatores deinfluência como os falicitadores e /ou as barreiras da pratica de atividade físicaregular. São esses fatores que irão representar mais expressivamente certoscomportamentos, os quais são imprescindíveis para nortear as propostas dosprogramas de AF de modo que estes detectem e ultrapassem as barreiras queimpedem as intervenções necessárias.
  32. 32. 32 REFERÊNCIASBARBANTI, V. J. Dicionário de educação física e do esporte. São Paulo: Manole,1994.BORGES, S.S.; RAUCHBACH, R. Tendência a estados depressivos em idososque não tem o hábito da prática da atividade física: um estudo piloto nomunicípio de Curitiba. Revista Lecturas: EF y Deportes, Buenos Aires, v.10.n.70:março, 2004.CARDOSO, et al. Fatores influentes na desistência de idosos em um programade exercício físico. Movimento, Porto Alegre, v. 14, n. 01, p. 225-239, janeiro/abrilde 2008.CASTRO, M. S. et al. Motivos de ingresso nos programas de exercícios físicosa Movimento oferecidos pelo serviço social do comércio – SESC DF. RevistaMovimento, Porto Alegre, v.15, n 02, p. 87-102 abril/junho de 2009.FERREIRA, Marcos Santos, NAJAR, Alberto Lopes. Programas e campanhas depromoção da atividade física. Ciência e Saúde Coletiva 10(sup): 207 – 219, 2005.FREITAS, C. M. S. M.; SANTIAGO, M. S.; VIANA, A. T.; LEÃO, A. C.; FREYRE, C.Aspectos motivacionais que influenciam a adesão e manutenção de idosos aprogramas de exercícios físicos. Revista Brasileira de Cineantropometria eDesempenho Humano. 2007;9:92-100.GUIMARÃES, A.C.A; MAZO, G. Z; SIMAS, J. P. N; SALIN, M. S; SCHWERTNER, D.S; SOARES, A. Idosos praticantes de atividade física: tendência a estadodepressivo e capacidade funcional. Disponívelem<:http://www.efdeportes.com/efd94/depres.htm>. Acesso em 07 jun 2010.HEREDIA, V. B. M.; CORTELLETTI, I. A.; CASARA, M. B. Abandono na velhice.Textos Envelhecimento v.8 n.3 Rio de Janeiro 2005. Universidade Aberta daTerceira Idade – Unati.<Fonte:http://www.unati.uerj.br/tse/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-59282005000300002&lng=pt&nrm=isso>.Acesso em: 27.jul.2010LOPES, M. I. V. Pesquisa em comunicação. São Paulo: Loyola, 1997.
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  35. 35. 35contribuição para a qualidade de vida. Revista de Saúde Pública. São Paulo, v. 36,n. 2, p.254-256, abr./ 2002.Rev. Saúde Pública vol.21 no.3 São Paulo June 1987.CARTAS AOEDITOR/LETTERS TO THE EDITOR. Scielo BrasilRIBEIRO, D. P.; et al. Programa de Ginástica para idosos nos centros de saúde:avaliação d aptidão funcional. Fisioter Mov. 2009 jul./set; p. 407-417.RICHARDSON, R. J. et al. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo:Atlas,p. 278, 279.SABA, F. Aderência: a prática do exercício físico em academias. São Paulo:Manole, 2001.SALLIS, J.F.; OWEN, N. Physical activity and behavioral medicine. ThousamdOaks: Sage Publications, 1999.SANTOS, M. A. N. et al. Velhice, afinal do que se trata? Portal do Envelhecimento.Acervo. Fevereiro 2010 <http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2007/trabalhos/sociais/epg/EPG00096_03O.pdf> Acesso em: 30. Jul. 2010SANTOS, E. C.; RANGEL, I. S.; SCHIRMER, I. Q. Fatores que dificultam a práticade atividade física em indivíduos economicamente ativos. Anais do XIVCONBRACE 4-9 set 2005, Porto Alegre, Brasil. Porto Alegre: UFRGS; 2005. p. 424-33.SANTOS, S. C.; KNIJNIK, J.D. Motivos de adesão à prática de atividade física navida Adulta intermediária1. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte –Ano 5, número 1, 2006.SUZUKI, C. S. Aderência à Atividade Física em Mulheres da UniversidadeAberta à Terceira Idade. Cláudio Shigueki Suzuki; orientadora Marli VillelaMamede. ── Ribeirão Preto, 2005. 104 f.TAHARA, A. K.; SCHWARTZ, G. M.; SILVA, K. A. Aderência e manutenção daprática de exercícios em academias. Revista Brasileira de Ciência e Movimento.2003; 11(4): 7-12.
  36. 36. 36APÊNDICE A – Questionário respondido pelas participantes da oficina deswing baiano oferecida pela UATI
  37. 37. 37 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS II CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICANome __________________________ Data de nascimento: ____ / ____ / _____Renda Financeira: _______________________________1. Grau de escolaridade:( ) analfabeto( ) ensino fundamental completo( ) ensino fundamental incompleto( ) ensino médio completo( ) ensino médio incompleto( ) nível superior completo( ) nível superior incompleto( ) pós-graduação2. Patologias apresentadas:( ) hipertensão( ) diabetes( ) problema de colesterol( ) problema no coração( ) Artrose – Onde: ______________________________________( ) Outros – Qual? _______________________________________( ) Nenhuma3. Há quanto tempo está na UATI sem interrupção:( ) >= 3 meses( ) > 3 meses e menos que 6 meses( ) 6 meses a 1 ano( ) > 1 ano e menor que 24. Motivo que te levou a fazer parte da UATI:( ) melhorar a qualidade de vida
  38. 38. 38( ) indicação médica( ) estética( ) lazer( ) melhora do condicionamento físico5. Aspecto pessoal que te motivou a permanecer nesta atividade:( ) melhora do estado de saúde – melhora de alguma patologia presente( ) melhora da estética corporal – emagrecimento( ) melhora na qualidade de vida – atividades da vida diária, disposição( ) melhora do condicionamento físico – tolerância ao esforço( ) melhora da auto-estima – aspectos psicológicos (depressão)6. Dimensão comportamental e sócio ambiental que te motivou a permanecernesta atividade:( ) tratamento de alguma doença( ) redução do estresse do trabalho( ) melhora da auto confiança( ) convivência com outras pessoas – diminuir isolamento social7. Motivo facilitador para a permanência:( ) horário das atividades( ) local( ) prazer pela atividade realizada( ) orientação dos professores( ) incentivo familiar e dos amigos( ) socialização( ) controle do peso8. Motivo que dificulta a prática:( ) falta de tempo( ) dificuldade de transporte – dinheiro para o transporte( ) falta de disposição( ) falta de apoio da família e amigos( ) N.D.A.
  39. 39. 39APÊNDICE B – Termo de consentimento livre e esclarecido para realização dapesquisa
  40. 40. 40 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOTítulo do Projeto: Aderência à Prática de Atividades Físicas entre Idosas.Pesquisadores Responsáveis: Professor Mestre Valter Abrantes Pereira da Silva(orientador) e Débora Bispo dos Santos. O processo de envelhecimento causa no indivíduo alterações no corpo comoaumento de gordura, perda de força muscular, dificuldade de locomoção e equilíbrio,aumento do risco de quedas, entre outras. Como forma de minimizar esses efeitos,proporcionando ao idoso uma velhice independente e com maior qualidade de vida érecomendado que ele tenha uma vida mais ativa, realizando atividade físicadiariamente e participando de programas que promovam esse tipo de atividade,como as que são desenvolvidas na UATI – Universidade aberta a Terceira Idade. Diante da informação acima descrita e da necessidade de buscar dados quecomprovem a relação positiva entre a prática regular de atividade física das idosas,justifica-se a proposta desta pesquisa que tem como objetivo analisar os fatores deaderência à prática de atividades físicas e seus determinantes entre idosas da UATI. Para que o objetivo deste projeto seja alcançado, será necessário a aplicaçãode um questionário composto por perguntas referentes a informações pessoais,sociais e físicas. Considerando a simplicidade do método acima descrito, conclui-se que estenão apresenta risco a saúde e integridade física da participante. Após ler e receber explicações sobre a pesquisa, e ter meus direitos de:1.Receber resposta a qualquer pergunta e esclarecimento sobre os procedimentos,riscos, benefícios e outros relacionados à pesquisa;2.Retirar o consentimento a qualquer momento e deixar de participar do estudo;3.Não ser identificado e ser mantido o caráter confidencial das informaçõesrelacionadas à privacidade.Tendo recebido as informações acima e ciente dos meus direitos, concordo emparticipar voluntariamente da pesquisa. Alagoinhas, _____de_______ de 2010._______________________________ ______________________________ Assinatura da participante Assinatura do pesquisadorEndereço do pesquisador: Rua Cel. Nilton Sá, 49 – Vila Canária – Salvador/BA.Telefone para contato: (71) 9978-9148

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