Ana Paula

1,178 views

Published on

  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

Ana Paula

  1. 1. 1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS II CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ANA PAULA DE MENDONÇA NUNES O PAPEL DAS PRÁTICAS CORPORAIS NAS RELAÇÕESSÓCIO-AFETIVAS ENTRE MULHERES IDOSAS VIÚVAS DO GRUPO FELIZIDADE Alagoinhas 2009
  2. 2. 2 ANA PAULA DE MENDONÇA NUNES O PAPEL DAS PRÁTICAS CORPORAIS NAS RELAÇÕESSÓCIO-AFETIVAS ENTRE MULHERES IDOSAS VIÚVAS DO GRUPO FELIZIDADE Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do título de licenciada em Educação Física pela Universidade do Estado da Bahia – Campus II. Orientadora: Prof. Ms. Martha Benevides da Costa Alagoinhas 2009
  3. 3. 3ParaHelenita de Mendonça Nunes, pois semsua valorosa ajuda não poderia hojeestar concluindo este curso
  4. 4. 4 Nota de Agradecimentos Este trabalho foi realizado com muito carinho por tratar de um tema que irá me acompanhar por toda vida e carreira. Agradeço primeiramente a Deus por ter me dado força para chegar ao fim destecurso, agradeço a minha mãe que sempre investiu e acreditou na minha capacidade e a seu modo ajudou a me manter firme durante esses anos de luta. Agradeço a todas as participantes do grupo FeliZidade e sua fundadora Planto por me dar a oportunidade de trabalhar e conviver com pessoas tão maravilhosas quetem muito a contribuir mas que precisão de um pouco mais de atenção, agradeço ao carinho de todas, a minha amiga Elisabete Ribeiro que me apresentou ao grupo e esteve comigo neste trabalho tão gratificante. Agradecimento muito especial a minha orientadora Martha Costa, por ter me ajudado a concretizar este trabalho de forma tão cuidadosa e dedicada, agradeço pela paciência e amizade construída. Este trabalho não poderia ter sido realizado da forma que foi se não fosse pelacolaboração de meu namorado e amor Diogo Santos, agradece pela força e carinho.
  5. 5. 5“Bem pensar para bem viver” Sócrates sd
  6. 6. 6 LISTA DE SIGLASADVs- Atividades da vida diáriaANG- Associação Nacional de GerontologiaCSU- Centro Social UrbanoIBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaNUTESES- Núcleo brasileiro de Dissertações em Educação Física e Educação EspecialOMS- Organização Mundial de SaúdePAI- Programa de Apoio a Pessoa IdosaSBGG- Sociedade Brasileira de Geriatria e GerontologiaSesc- Serviço Social do ComércioSETRAS- Secretaria do trabalho e Ação SocialUATIs- Universidades da Terceira Idade
  7. 7. 7 LISTA DE QUADROSQUADRO I- Análise de Conteúdo das Entrevistas com os sujeitos da 30 pesquisa
  8. 8. 8 RESUMO Este trabalho trata de investigar dentro do grupo FeliZidade as viúvas acimade 60 anos, como elas se relacionam, o que pensam e como as práticas corporaisservem de aliada para essas mulheres que se encontram em uma nova fase da vida,as mesmas expressam que essa nova fase é de libertação, já que não tem maisobrigações domésticas e conjugais. Agora, cada uma está no controle de sua vida. Nesse estudo pontua-se que não é possível evitar o envelhecimento e suasmudanças, incluindo a perda do cônjuge, no entanto, podemos exercer influênciasobre o modo como envelhecemos e como diminuir a dor da perda. Envelhecer, nãosignifica necessariamente a redução da capacidade, diminuição do vigor físico, doconvívio social, mas é claro que a inatividade e passividade provocam um a perdados aspectos citados. Como objetivo geral o trabalho busca identificar os benefícios das práticascorporais nas relações sócio-afetivas das mulheres viúvas do grupo FeliZidade, alémde observar e discutir os elementos que influenciam no desenvolvimento sócio-afetivo e avaliar como as atividades programadas para o grupo de idosas interferemnas suas experiências sócio-afetivas. O trabalho tem caráter qualitativo, trata-se de estudo de caso com algumascaracterísticas do tipo etnográfico, pois neste trabalho o pesquisador se insere nouniverso como participante observador, com a coleta de dados através dequestionário seguido de entrevista. Assim percebeu-se que essa nova condição de vida afetou temporariamentee não gerou um estado crônico de tristeza e/ou depressão, não alterando a suacapacidade de vida diária. Foi possível notar, ainda, que com a participação nogrupo de convivência cresce a vontade de estar ativa física e emocionalmente.
  9. 9. 9 SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO 102 O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E SUAS CARACTERÍSTICAS 143 A VIUVEZ E ASPECTOS PSICOLÓGICOS DELA DECORRENTES 203.1 Benefícios da atividade física no estado de viuvez 224 METODOLOGIA 254.1 Tipo de estudo 254.2 Espaço e sujeitos pesquisados 254.3 Técnicas de coleta de “dados” 264.4 Técnica de análise de “dados” 275 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS “DADOS” 285.1 Os questionários: quem vai participar da pesquisa? 285.2 O que disseram as entrevistas? 296 CONSIDERAÇÕES FINAIS 34 REFERÊNCIAS 36 ANEXO A 39 ANEXO B 41 ANEXO C 44
  10. 10. 101 INTRODUÇÃO O envelhecimento é um fenômeno processual, que resulta de diversasmudanças anatômicas, funcionais, psicológicas e sociais. Esse processo éirreversível e cada sujeito reage de forma única. Surge como uma vitória sobre otempo. Não podemos evitar o envelhecimento, no entanto, podemos exercerinfluência sobre esse processo. A final nesta nova fase o indivíduo não precisa pararde trabalhar, diminuir suas atividades físicas, o convívio social, mas é claro que ainatividade e passividade favorecem a diminuição ou perda da capacidade funcional. Para reverter esse estado passivo são propostos atividades como, jogos commovimento e de sociabilidade, ginástica localizada, dança e outras, todas numaintensidade moderada, encontrados em grupos de convivência. Essas atividadescorporais mudam o modo de vida do idoso lhe proporcionando melhoria na saúde,maior flexibilidade e mobilidade, maior segurança no dia-a-dia através do domínio docorpo, sobretudo maior sociabilidade, alegria, autoconfiança e novo ânimo paraviver. Como já foi dito todos envelhecem de forma inevitável. Nesse processo,muitos casais passam pela perda do companheiro e, a partir daí, começa mais umafase da vida com novos desafios, agora enfrentados de forma solitária. Este trabalho aborda aspectos das idosas, ligados a perda do cônjuge nesseperíodo da vida e das práticas corporais em relação aos aspectos sócio-afetivos. A auto-estima e atividades corporais são uma soma da autoconfiança com oauto-respeito, refletindo na capacidade de se lidar com os desafios da vida e odireito à qualidade de vida. Dois aspectos psicológicos do idoso são a solidão e o isolamento. Estescausam sensação de abandono, tristeza, ansiedade, tormento e agonia. Comoconsequência vem o medo, a insegurança, inutilidade, perda de relações sociais. De acordo com o Geriatra Salo Bucksman, da Sociedade Brasileira deGeriatria e Gerontologia apud Guedes (2006), a perda do companheiro por parte dasmulheres acarreta muitas outras, como perda da companhia, do papel mútuo e daspróprias referências, já que o casal constituía uma vida juntos.
  11. 11. 11 Somado a este conhecimento, durante a observação do Grupo FeliZidadenasceu o interesse em pesquisar o mundo das viúvas que não perdem suavivacidade após a perda de seu companheiro. Neste grupo de convivência foramencontradas idosas viúvas que relatam em seu discurso o novo mundo queencontraram depois da referida perda: mais liberdade, sem obrigações conjugais oudomésticas, tempo para cuidar de si. Após o luto, é preciso encontrar uma motivação para seguir em frente. Essemotivo pode estar na prática de atividades corporais, encontradas em grupos deconvivência, como o trabalhado, onde, além de aprender coisas novas, ainda épossível fazer amigos. É a esse novo círculo de amigos que as idosas irão direcionartal afetividade e desenvolver uma vida social mais ativa. O Grupo de Convivência e Atendimento à Pessoa Idosa FeliZidade foi criadoem 2007 pela senhora Maria do Planto Santos. A instituição não possui vínculo comnenhum órgão publico ou particular e recebe ajuda de alguns colaboradores e daspróprias participantes para realização das atividades festivas e manutenção doespaço, que funciona na sede de uma das igrejas católicas da cidade, comrealização de uma missa mensal. O projeto FeliZidade visa atender pessoas da terceira idade , em especial asviúvas. No entanto, o grupo atendido é eclético com mulheres que possuemdiferentes necessidades. Atualmente, fazem parte do grupo 90 mulheres, a maioriaidosas, mas também mulheres com algum tipo de distúrbio mental leve. As idosastêm entre 60 e 96 anos. O projeto criado por Planto, que trabalhou durante 18 anos na Secretaria doTrabalho e Ação Social (SETRAS), que criou em (sd) o Programa de Apoio aPessoa Idosa (PaI), iniciado no Centro Social Urbano (CSU) de Alagoinhas. Dezanos após sua exoneração veio o desejo de construir este projeto dentro de suacomunidade, vendo a necessidade destes sujeitos fundou a primeira e únicaPastoral da Pessoa Idosa da cidade, a meta inicial foi de acompanhar a pessoaidosa direcionada a questão religiosa, a Pastoral foi iniciada com 17 lideres quedeveriam cadastrar e acompanhar cada idoso, alguns desses lideres já eram idosose mostraram interesse em desenvolver outras atividades que fossem mais dinâmicasem paralelo ao trabalho da Pastoral, surgindo assim a idéia de criar o Grupo deConvivência e Atendimento à Pessoa Idosa FeliZidade, iniciado com 10 idosas ehoje já ultrapassa as 90.
  12. 12. 12 Os discursos das idosas expressam que essa nova fase é de libertação, jáque não é mais preciso autorizações ou dar satisfações. Agora, cada uma está nocontrole de sua vida, classificando essa fase como muito boa, canalizando assim,toda sua energia para si própria. Alguns estudos mostram que o treinamento esportivo para os idosos, nãocomo campo de realização de altas performances, mas como meio paramanutenção e alcance da saúde, tem sido estudada por APELL & MOTA (1991);outros trabalhos procuraram enfocar a capacidade de desempenho ou treinamentodo idoso verificando os declínios funcionais e comparando-os aos de outrosindivíduos (atletas, sedentários, pessoas jovens, etc.) (SKINNER, 1991; WEINECK,1991) apud Takahashi (2004). Em virtude desses aspectos, acredita-se que a participação do idoso emprogramas de atividades corporais regulares poderá influenciar no processo deenvelhecimento, com impacto sobre a qualidade e expectativa de vida, melhoria dasfunções orgânicas, garantia de maior independência pessoal e um efeito benéfico nocontrole, tratamento e prevenção de doenças como diabetes, enfermidadescardíacas, hipertensão, arteriosclerose, varizes, enfermidades respiratórias, artrose,distúrbios mentais, artrite e dor crônica (MATSUDO; MATSUDO, 1992; SHEPHARD,1991) apud Takahashi (2004), mostram que a prática corporal é uma aliada paraessas idosas trazendo de volta o vigor físico, uma nova forma de se ver, aumento daauto-estima com as mudanças do corpo, entre outros benefícios. A Organização Mundial de Saúde (OMS) (apud Farinatti, op. cit.), através doPrograma ‘Envelhecimento e Saúde’, também definiu algumas prioridades emrelação à promoção da saúde das pessoas idosas, como: a consideração doenvelhecimento como parte do ciclo vital e não como doença; a saúde como noçãode envelhecimento bem-sucedido; a importância do contexto cultural comofundamental à saúde; o estudo das influências nas qualidades de vida do idoso, noque diz respeito às diferenças entre gerações, às questões de gênero e ao tipo devida de cada pessoa idosa e, por fim, respeito ético em relação aos direitos e aosdesejos dessas pessoas.
  13. 13. 13 Esse destaque dado pela OMS é uma das evidências de que o processo deenvelhecimento é algo que vem tomando grandes e complexas dimensões, que nãopodem ser minimizadas tanto nas pesquisas das mais diversas áreas do conhe-cimento quanto nas políticas públicas, Vargas (2002). Em relação aos problemas clínicos, o IBGE (2001) apud Vargas (2002) fezum levantamento por meio de uma auto-avaliação feita pelos idosos sobre seuestado de saúde. Constatou-se que 80% dos idosos declararam serem portadoresde pelo menos um tipo de doença crônica. Pode-se admitir, portanto, que apesar dese considerar o processo do envelhecimento uma das transformações naturais doorganismo, muitas enfermidades são comuns nessa etapa da vida humana, como asdoenças crônico-degenerativas. Este trabalho chama atenção para as relações sócio-afetivas das idosasviúvas do grupo FeliZidade e uma forma de como continuar a viver após a morte deseu cônjuge. Agindo como instrumento para professores que precisem pensar efundamentar sua prática em relação ao grupo das viúvas, que carecem de atençãoespecial. No âmbito das pesquisas em educação física que relacionam atividade físicae terceira idade, pesquisado no site, www.nuteses.temp.ufu.br, Núcleo Brasileiro deDissertações em Educação Física e Educação Especial (NUTESES), o trabalho trazimportante contribuição por não ter estudos que relacionem a prática corporal e obem estar psíquico em idosas viúvas. Diante disto, procurou-se investigar qual a contribuição das práticas corporaisnas relações sócio-afetivas das viúvas participantes do Grupo de Convivência eAtendimento a Pessoa Idosa FeliZidade, do município de Alagoinhas- Ba? Para tal problema tenho por objetivo geral identificar os benefícios daspráticas corporais nas relações sócio-afetivas das mulheres viúvas do grupoFeliZidade. E mais especificamente identificar e discutir elementos das práticas corporaisque influenciam no desenvolvimento sócio-afetivo das viúvas; avaliar como asatividades programadas para o grupo de idosas interferem nas suas experiênciassócio-afetivas.
  14. 14. 142 O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E SUAS CARACTERÍSTICAS Segundo Andreotti (1999), com o crescimento da população idosa mundial,tornou-se uma preocupação identificar as condições que permitam envelhecer comqualidade, provocada pela mudança no estilo de vida. Um dos elementos quedeterminam o aumento da expectativa de vida ativa ou saudável é a independênciapara realização de atividades cotidianas. Estudos demonstram que cerca de 25% da população idosa mundial dependede alguém para realizar suas atividades da vida diária (AVDs) (ANDREOTTI;OKUMA, 1999) apud Guimarães et al (2006). O sucesso do indivíduo na realizaçãode suas AVDs, representam vitória no desempenho das tarefas de cuidado pessoal. À medida que se envelhece, os indivíduos aumentam de uma forma geral, oseu grau de incapacidade funcional. Quando se pretende realizar uma avaliação dosidosos na sociedade atual e o seu status de saúde, deve-se atenção tanto ao seufuncionamento físico quanto a sua função cognitiva, psicológica e social, uma vezque todos esses aspectos estão relacionados. Foi com a Revolução Industrial que a problemática do envelhecimento passoua ser um assunto abordado, porque veio a necessidade de que os idososcontinuassem ativos para seguir sua vida profissional, mantendo suas funções nomercado de trabalho por não ser mais apenas o vovô, homem sábio, mas sim o vovôque se mantém financeiramente. Como já foi dito que o envelhecimento é uma parte natural do ciclo da vida dohomem, desse modo deve-se oportunizar ao idoso um envelhecimento de formasaudável e autônoma. Assim mudanças de comportamentos e atitudes por parte dasociedade devem estar diretamente ligadas. Para tal, deve-se adequar os serviços oferecidos a essa parte da população,condizendo com sua realidade. Em casa é essencial o ajuste do ambiente àsfragilidades que acompanham a idade avançada. O aumento da longevidade e dos aspectos inerentes a esta fazem dofenômeno envelhecimento uma questão atual, que merece uma reflexão apropriada.Segundo Berger e Mailloux-Poirier (1995), as atitudes da sociedade face à velhice eaos idosos são, sobretudo, negativas e em parte são responsáveis pela imagem queeles têm de si próprios bem como das condições e das circunstâncias que envolvemo envelhecimento.
  15. 15. 15 Em diferentes períodos históricos, as pessoas idosas foram vistas de formasdiferenciadas. Na antiguidade, o individuo envelhecia e entrava num declínioinevitável e nada era possível para reverter esse estado. O velho era um sábio decabelos brancos, cheio de experiência. Nas sociedades moderna e contemporânea,os valores baseiam-se na produtividade e eficiência de cada indivíduo decorrente daindustrialização. Porém, os efeitos da revolução industrial século XIX, com profundastransformações econômicas, sociais e demográficas, alteraram radicalmente asituação das pessoas idosas em si e no contexto das famílias e da sociedade emque vive. O envelhecimento é um processo ao contrário da velhice que é um estado, oidoso pode até ter a mesma idade cronológica do velho o que muda é o modo devida, o idoso tem muita idade, se mantém ativo fisicamente, se moderniza ainda templanos para o futuro, ao contrario do velho que perdeu sua jovialidade, apenasespera o tempo passar, se prende ao passado. Como já foi dito o envelhecimento émais uma fase normal do ciclo da vida, um processo inevitável e irreversível, que seinstala aos poucos e que, às vezes, se manifesta mais cedo, segundo o ritmo própriode cada um. Para que esse processo seja saudável, preservando as capacidadesfuncionais, a anatomia e qualidade de vida desse sujeito é preciso manter-se ativofisicamente, seguir uma dieta equilibrada e hábitos adequados, além de participar deatividades fora de sua rotina domiciliar. Assim, torna-se bem mais fácil paraconservar seu estado de saúde. É de amplo conhecimento no campo da atividadefísica e saúde atualmente que o individuo que mantiver suas atividades íntegras emanutenção da saúde sente menos as mudanças que caracterizam o processo deenvelhecer. Vale ressaltar que o processo do envelhecimento engloba a velhice que édistinta, por ser definida como a última fase do ciclo vital, e é delimitada por eventosde natureza múltipla, incluindo, por exemplo, perdas psicomotoras, afastamentosocial, restrição em papéis sociais. Durante o envelhecimento acontecem modificações psicológicas,morfológicas e fisiológicas da ação do tempo sobre os seres vivos. Quanto aosaspectos físicos aparecem manchas escuras na pele, as bochechas se enrugam,aumentam os pêlos do nariz e das orelhas, aparecem verrugas, a produção denovas células diminui, perde-e o tônus muscular entre outras, as mudanças
  16. 16. 16morfológicas são internas às vezes não se percebe, são elas, o metabolismo ficamais lento, alteração do sistema ósseo, a digestão é mais difícil, aumenta a insôniajuntamente com a fadiga, a visão, audição e paladar são prejudicados, as mudançaspsicológicas são mais difíceis de lidar por não ter como saber com certeza o que sepassa com o individuo, algumas das mudanças são a dificuldade em se adaptar anovos papéis, por exemplo, sair da posição de chefe de família para avô, pode faltarmotivação em planejar seu futuro, a necessidade de trabalhar, alterações psíquicasque precisem de tratamento, e a baixa auto-imagem e auto-estima. O envelhecimento, se encarado como só mais um processo biológico comumaos seres vivos, facilita a integridade psíquica do indivíduo, pois uma dascaracterísticas do envelhecimento é a perda de auto-estima e autonomia, que trazcomo consequência a sensação de inutilidade, um “peso” para os mais jovens, ainsuficiência de rendimentos, o isolamento e a exclusão social. A mudança nas condições de vida, de vitalidade é um fato. No entanto,continuam integrados no meio, com laços familiares e sociais mais próximos, semperderem a sua própria identidade e gosto pela vida. Neste cenário, seria importante que as famílias reconhecessem o valor dosidosos e estimulassem o desenvolvimento de atividades que promovam nos maisvelhos sentimentos de utilidade, que resultam num aumento da sua auto-estima. Istoexige ações educacionais no sentido de fazer com que os jovens e adultosrespeitem a condição dos idosos. Isto se torna ainda mais premente quando, no dia10 de julho de 2009, o Jornal Bahia Meio Dia noticiou que só no ano correntecentenas de denúncias já foram feitas na Delegacia Especial do Idoso da cidade deSalvador quanto a maus tratos. Estes, em geral, são eventos que acontecem dentroda própria família. Também tem sido defendida uma maior articulação entre a segurança social ea ação social, tendo em vista facilitar a inserção sócio-familiar e comunitária dosreformados. A proteção social do idos não deve ser obrigação exclusiva do Estado,as famílias devem assumir uma parte dessa responsabilidade. A partir de tais considerações e para atender esses objetivos é que foiaprovada a LEI Nº 10.741, de 1 de outubro de 2003, publicada no Diário Oficial daUnião de 3 de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso. Em geral, areferida Lei tenta garantir que o sujeito idoso seja tratado com respeito e tenhagarantias sociais. Nesse sentido, o Art. 2º determina que:
  17. 17. 17 O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade. E, no Art. 3º, coloca-se que: É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. No entanto, ainda existe uma efetiva distância entre essa legislação e ascondições de vida concretas do idoso. Por natureza, a velhice implica mudanças significativas na vida das pessoas,das famílias e do ciclo social. Basta referir-se à perda da atividade profissional, coma perda dos rendimentos, do físico, entre outras. Dá-se uma alteração qualitativa notipo e no ritmo de vida a que se estava habituada, o que exige dos que o rodeiaformas de apoio e proteção. Todavia, muitas vezes essas perdas levam a umisolamento também gerado pelos discursos alheios. As fragilidades físicas epsicológicas aumentam a dependência gradual e apresentam-se como fatores dediminuição da auto-estima. Existem outros fatores importantes, como as limitações físicas, que levam aum aumento da dependência na realização de suas AVDs; o fim da atividadeprofissional, que leva a uma perda dos papéis sociais, bem como a uma diminuiçãoda auto-estima; e, a solidão gerada pelo isolamento familiar e social; o afastamentodo seu meio habitacional, quando são internados num lar para idosos. A solidão surge como resultado de alterações e perda relativa às relaçõessociais pessoais da pessoa idosa. Assim, não sendo a solidão um problema desaúde, ela se torna um potencial para alterar a saúde do indivíduo de uma formanegativa, aumentando o risco de doenças, especialmente psicopatologias, como adepressão.
  18. 18. 18 Os baixos recursos econômicos ou dificuldades financeiras, podem tambémconduzir ao isolamento, com diminuição das relações sociais, ocorrendo inicio dedepressões. A questão financeira trata-se da falta de recursos para investir ematividades fora de casa, nos casos onde são os idosos que ainda tem de sustentarsua casa, deixando de aproveitar esse momento da vida que deveria ser dedescanso e cuidados especiais. No entanto, o processo de envelhecimento é multifatorial. Para cada sujeitoexistem idades relacionadas a diferentes aspectos da vida. A idade fisiológica indicao grau do envelhecimento do corpo,demonstrado pelo aspecto físico, a idadepsicológica indica a maneira como o sujeito pensa e a idade social mostra suaposição e hábitos adquiridos, seu papel social e cultural, esperado para sua idade.Assim, o envelhecimento pode estar aparente só no aspecto físico, mas o passar dotempo não precisa necessariamente significar perda de autonomia. De um modo geral, hoje mostramos mais interesse que no passado, noaproveitamento das capacidades das pessoas idosas para se manterem ativas, nacontinuação de suas atividades profissionais, na realização de tarefas comunitárias,nos grupos de convivência, nas atividades religiosas, entre outros. A pessoa idosa geralmente tem como característica, o alto astral, gosta dediversão, de jogos e atividades recreativas, não são muito competitivas, mas sãoindividualistas, o que não atrapalha na sua interação social, aceitam bem as regras etentam sempre participar de tudo seguindo seus limites, para motivá-los basta oestimulo musical e atividades integrativas. A revista Veja de 9 Julho de 2008 traz em sua reportagem “A vida começaaos 50”, o crescente abandono do pijama de aposentado pela ousadia de construirum futuro diferente, deixam de esperar pela aposentadoria para tornarem-sepatrões, criando novas oportunidades. Essa disposição para trabalhar até mais tardevem transformando o conceito de aposentadoria. "Até os anos 1960, ela erasinônimo de descanso. Passou a ser encarada como uma recompensa na décadade 1970 e, nos anos 1980, como um direito. Hoje, é a oportunidade de recomeçar",diz David Baxter, da Age Wave, agência americana de pesquisa e consultoria focadano público sênior. E hoje com todos os recursos estéticos, a medicina avançada, maiordivulgação da mídia sobre assuntos relevantes a esse público, oferecendo
  19. 19. 19informações para que estes possam ter maior autonomia e conhecimento paramudar e realizar o que lhe faz bem, sem passar por terceiros.
  20. 20. 203 A VIUVEZ E ASPECTOS PSICOLÓGICOS DELA DECORRENTES Geralmente, o ser humano não pensa na possibilidade de viver sozinho,especialmente quando estão casados. Contudo, sabemos que ninguém nasceu paraviver eternamente e, certamente, um dia, um dos cônjuges partirá e o outro passaráa viver um estado de vida, que chegará de repente, sem ao menos lhe dar opção deescolha: a viuvez. Estudos de Michelle Brito (2006) mostram que a viuvez é mais traumáticapara jovens e para adultos por ser menos previsto e que os idosos adaptam-semelhor. Em contrapartida, a autora acredita que o envelhecimento já traz umavariável de vicissitude, como perda de identidade, mudança nos papéis sociais efuncionais, diminuição do vigor físico, todas elas acarretando dificuldades. A mesma autora afirma que é importante que a viuvez não represente o fimda vida para quem ficou. É agora necessário o amparo e auxílio de filhos e parentes,redes de amigos, atividades de socialização. Antes disso, é preciso viver e assimilaro luto. Não adianta o fingimento de que nada ocorreu. Não é válido criticar alguémdevido ao fato de a mesma estar vivenciando esse pesar. Sem dúvida, com a perda,tudo se transforma. O luto é um processo mental destinado à instalação de uma perdasignificativa na mente. Segundo Kaplan apud Pollet (2006), o luto sem complicaçõesé visto como uma resposta em vista da previsibilidade de seus sintomas e seu curso.A manifestação inicial do luto é frequentemente um estado de choque, podendo serexpresso um sentimento de torpor e completo atordoamento. Kaplan apud Pollet (2006, p.01) segue comentando que “é um processosempre lento, longo e acompanhado de graus variáveis de falta de interesse pelomundo exterior (tristeza), que vão diminuindo conforme o processo avança.” Oprocesso vai gradualmente se extinguindo com desaparecimento da tristeza, dochoro e instalação da consolação e volta de interesse pelo mundo exterior. No final,a pessoa perdida passa a ser apenas uma lembrança, o sentimento de tristezadesaparece e a vida afetiva retoma seu curso voltando a ter possíveis novasligações afetivas. Freud apud Pollet (2006) afirma que “o luto, de modo geral, é à reação daperda de um ente querido, à de alguma abstração que ocupou o lugar de um entequerido, como os pais, a liberdade ou o ideal de alguém, assim por diante”. E segue
  21. 21. 21dizendo que “o luto normal é um processo longo e doloroso que acaba por resolver-se por si só, quando o enlutado encontra objetos de substituição para o que foiperdido”. O luto é mais uma das experiências mais universais desorganizadoras eassustadoras que vivem o ser humano. Entretanto, a forma como o indivíduo iráviver seu luto identificará um surgimento de uma patologia (melancolia) oudesenvolvimento de um processo normal de perda. Segundo Klein (1981), a dor sentida no lento processo do teste da realidadedurante o trabalho penoso de luto, parece ser devido, em parte, não somente anecessidade de renovar vínculos com o mundo externo, mas tambémreexperimentar continuamente a perda, reconstruindo angustiosamente o mundointerno, que se sente está em perigo de deterioração e colapso. Após a morte de seu cônjuge, a viúva passa por três fases, conforme discuteo mesmo autor. A primeira é a fase do desejo, que é caracterizada por um forteimpulso de busca pela figura perdida. Essa fase pode durar meses ou anos, sendocomum aos desapontamentos por sua não-efetividade, com episódios de choro e detristeza. A segunda fase caracteriza-se pela busca e os desejos misturados. Nessaetapa, há desorganização e desespero. A última fase é de reorganização, quando háreapropriação de parte da energia do investimento objetal do ego, caracteriza-sepela perda definitiva e pela conseqüente constatação de que uma nova vida precisaser iniciada. Para Doll (2002), a viuvez sempre teve uma conotação feminina, sendoprincipalmente relacionada às mulheres, pois as viúvas sofrem mais asconsequências, como perda do papel social, diminuição ou perda total da renda eisolamento social. Este último, mais evidente quando a identidade da mulher éfortemente ligada ao marido. Na idade média, surgiram diferentes tipos simbólicosde viúvas, a viúva alegre, a viúva pobre e a boa viúva. Conforme Teixeira (2002), as estatísticas mostram que as mulheres vivem,em média, sete anos a mais do que os homens. De acordo com o autor, essasobrevida é um prêmio porque até hoje afirma que nunca viu uma viúva triste.Depois de passado o período de nojo – é assim mesmo que se chamam os dias deluto, de profunda mágoa – elas ficam indisfarçavelmente alegres. Principalmente seo falecido deixou uma pensão razoável.
  22. 22. 22 Essa alegria se estrutura porque acabou a obrigação de cuidar dos maridos,que se tornam inconvenientes depois de idosos e aposentados. De acordo comTeixeira (2002) “... não creio que haja pessoa mais chata de se aturar do que maridovelho e aposentado, de pijama, dentro de casa o dia inteiro, a reclamar de tudo”.3.1 Benefícios da atividade física no estado de viuvez A autonomia para realizar as AVDs pode ser reduzida conforme a presençade algumas doenças, como é o caso da depressão. A depressão pode sercaracterizada por um conjunto de sinais e sintomas como perda de interesse, doprazer em atividades anteriormente significativas, distúrbio no sono, apetite,diminuição do interesse sexual, retardo psicomotor, dificuldade cognitiva,desesperança, diminuição da auto-estima, pensamento de morte ou suicida entreoutros (CURIATI, ALENCAR, 2000; STILES, 2000). Um dos elementos capazes de oferecer uma qualidade de vida e manutençãoda independência do idoso é o auxílio de atividades físicas para a realização dasAVDs. A aptidão funcional deve ser mantida para que o idoso possa realizar suasfunções domésticas e casuais sem maiores problemas. A perda da capacidade para realizar as atividades cotidianas contribui para oaumento de acidentes nas atividades diárias e físicas, por conta da limitaçãoarticular, dificuldade no manejo de objetos e na locomoção. Para o indivíduo idoso,um bom nível de agilidade pode contribuir para a manutenção da autonomia nasatividades da vida diária (Silva, 2002). Atividade física para os idosos é um meio prazeroso de prevenir e de mantera saúde. A autoconfiança é trabalhada a partir de programas adequados de práticascorporais que favorecem o organismo no aspecto físico e morfológico. Além disso,contribuem para a manutenção da autonomia e da saúde, sendo entendida comomanutenção da autonomia física, mental, afetiva e social. Afirmam (MATSUDO & MATSUDO apud SILVA & BARROS, 1998; PIRES etal., 2002; BARBOSA, 2001; BONACHELA, 1994; KRASEVEC & GRIMES) apudTakahashi (2004), que os objetivos de um programam de atividade física, para aterceira idade, deve obter exercícios diretamente relacionados com as modificaçõesmais importantes e que são decorrentes do processo de envelhecimento. Tais como:Promover atividades recreativas (para a produção de endorfina e andrógenoresponsável pela sensação de bem-estar e recuperação da auto-estima); Atividades
  23. 23. 23de sociabilização (em grupo, com caráter lúdico); Atividades moderadas eprogressivas (preparando gradativamente o organismo para suportar estímulos cadavez mais fortes); Atividade de força, com carga (principalmente para os músculosresponsáveis por sustentação/postura, evitando cargas muito fortes e contraçõesisométricas); Atividades de resistência (com vista a redução das restrições norendimento pessoal); Exercícios de alongamento (ganho de flexibilidade e demobilidade) e Atividades de relaxamento (diminuindo tensões musculares ementais). Associado a isso, está a integração social, encontra-se a disposição do idoso,o Serviço Social do Comércio (Sesc) e as Universidades da Terceira Idade (UATIs).Também associações de profissionais que atendem à população idosa, como aAssociação Nacional de Gerontologia (ANG) e a Sociedade Brasileira de Geriatria eGerontologia (SBGG), que são importantes fontes de informação científica. Quedeixam de lado os antigos temas, como o idoso no asilo, fatores limitantes, entreoutros, dando lugar a temas como, o lazer do idoso, o idoso e os meios decomunicação e outros, no sentido de divulgar novos aspectos referentes a essapopulação. Os viúvos, em geral, têm dificuldade na inserção na família dosdescendentes ou ascendentes porque perdem a referência (deixa de ser pai paraser avô, deixa de ser o provedor para ser dependente de alguém mais novo) e aautonomia. Os casais idosos dependem muito um do outro. Por isso a morte de umdos cônjuges arrasta o sobrevivente para certa desagregação de suas referências. Brito (2006) afirma que “quando perdemos alguém muito querido, se vai umpouquinho de nós. É importante direcionarmos nossas afetividades paraencontramos motivação de seguir adiante. Aprender coisas novas sentir-se útil, fazernovos amigos”. Conforme Teixeira (2002), por conta disto, as viúvas começam a viajar, afreqüentar bailes da terceira idade, já não cozinham mais todos os dias, assistem aoprograma que querem, enfim, começam a viver sua liberdade. De acordo com Santos (2007), em grupos de convivência, as idosasencontram um novo ânimo para sua vida. Em especial, as viúvas refazem seus laçosafetivos. Então, as práticas corporais realizada nos grupos melhora sua qualidade devida, ajudando nas mudanças psicológicas e funcionais; no aumento da força eequilíbrio que melhoram a autonomia nas suas atividades cotidianas; na
  24. 24. 24recuperação do vigor físico, entre outros benefícios. Para as viúvas é uma forma demostrá-las que é possível viver bem sem a presença de seu cônjuge. Enfim, com o desenvolvimento de qualquer prática corporal, a mulher idosase sentirá mais útil, independente, com mais esperança e vontade de viver, com suaautoestima elevada, com maior vitalidade e disposição, tornando-se pessoas maissaudáveis, sociáveis e felizes.
  25. 25. 254 METODOLOGIA4.1 Tipo de estudo Esta investigação utilizou uma abordagem qualitativa, que com base emMoreira (2002, p. 46) “[...] estuda o comportamento humano, levando em conta suasdiferenças. Esse estudo analisa as experiências vividas de cada sujeito, interpreta omundo real através das perspectivas subjetivas”. Trata-se de estudo de caso com alguma características de estudo do tipoetnográfico, pois neste trabalho o pesquisador se insere no universo de estudo comoparticipante e como observador, que interagiu bastante com o grupo para obter osdados de forma satisfatória e atingir os objetivos. Ao mesmo tempo, buscou-secompreender uma única realidade de modo aprofundado.4.2 Espaço e sujeitos pesquisados Os sujeitos de pesquisa foram idosas participantes do Projeto de Convivênciae Atendimento à Pessoa Idosa FeliZidade, já descrito na Introdução do trabalho. Asmulheres que participam do Projeto Convivência e Atendimento à Pessoa IdosaFeliZidade têm características diferentes, algumas são idosas mais ativas e outrasque estão ali só para passar o tempo. O interesse da pesquisa é observar asmulheres viúvas que continuam sua vida após a perda de seu companheiro. Os critérios para participação na pesquisa foram ser viúva freqüentadora dogrupo FeliZidade, do município de Alagoinhas-Ba, descrever-se como alguém quecontinua tendo vivacidade após a viuvez e aceitar participar da investigação. E,critérios de exclusão não ser viúva mesmo que participante do grupo, ter depressãodiagnosticada ou que falam que a vida após a viuvez chegou ao fim e não aceitarparticipar da pesquisa. Foi necessária a aceitação livre para participar do estudo. Por isso, todos ossujeitos participantes foram informados do objeto da pesquisa e de sua metodologiae a participação foi condicionada à assinatura do Termo de Consentimento Livre eEsclarecido por conta da preocupação com os princípios éticos no fazer científico.
  26. 26. 264.3 Técnicas de coleta de “dados” Utilizou-se como forma de coleta de “dados” o questionário, a entrevista semi-estruturada com as idosas. Além disso, foi feita a observação participante. Inicialmente, foi feito o questionário (ANEXO B) com todas as participantes dogrupo para identificar aquelas que se adequavam às características da pesquisa. A coleta de “dados” foi efetuada, ainda, através de observação participante.Esta observação possibilita a captação de uma variedade de situações oufenômenos que não são obtidos por meio de perguntas (MINAYO, 1994). Foi feita,também, entrevista face a face, semi estruturada com questões abertas. Ela nãosignifica uma conversa despretensiosa e neutra, uma vez que se insere como meiode coleta dos fatos relatados pelos sujeitos-objeto da pesquisa (MINAYO, 1994). Sobre as observações, Moreira (2002) diz que o participante comoobservador esclarece aos sujeitos o estudo a ser realizado e o seu papel. Para opesquisador, o ideal é obter livre trânsito dentro do ambiente, permanecer aí peloperíodo de tempo que julgar conveniente e poder interagir com qualquer participantedo grupo. A observação será registrada em diário de campo a fim manter umaordem cronológica dos dados. Foi utilizada uma estratégia de campo que combina, ao mesmo tempo, aparticipação ativa com os sujeitos e a observação intensiva no seu ambiente natural,utilizando também a entrevista como instrumento. A entrevista semi-estruturada (ANEXO C) teve a intenção de identificar se asparticipantes entendem a prática das atividades, a influência do grupo na melhoriada qualidade de vida e se as práticas corporais propostas são relevantes para odesenvolvimento sócio-afetivo. Esse tipo de entrevista é definida por Moreira (2002)como aquela que tem questões pré-determinadas, mas que dão liberdade para oentrevistado entrar em outros seguimentos que podem aparecer durante suasrespostas e para o entrevistador formular novas perguntas com a intenção deaprofundar algum tema que julgue necessário.
  27. 27. 274.4 Técnica de análise de “dados” A análise de “dados” foi feita a partir da chamada Análise de Conteúdo, que édividida em três etapas, segundo Triviños (1987). A primeira é a pré-análise, que é aorganização do material. A descrição analítica é a segunda fase da análise dedados. Nesta fase, os “dados” coletados são melhor analisados. Neste momento éimportante codificar, classificar e categorizar o que foi coletado. As categorias desteestudo foram previamente definidas a partir da discussão teórica e estiverampresentes como elementos centrais das perguntas feitas nas entrevistas. Alémdisso, foram analisados os dados mais significativos em relação a cada categoria, apartir do que Triviños (1987) chama de “sínteses coincidentes”, ou seja,regularidades nas falas dos sujeitos entrevistados ou, em outras palavras, oselementos que aparecem com mais frequência nas afirmações. A última fase é a de interpretação inferencial que se baseia nas informaçõesiniciais, numa reflexão mias aprofundada direcionando a realidade e importância, praas devidas transformações.
  28. 28. 285 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS “DADOS” Nesse capítulo, descreve-se o passo a passo da coleta de “dados” e realiza-se a análise do que foi dito nas entrevistas pelos sujeitos pesquisados e aquilo queemergiu nas observações.5.1 Os questionários: quem vai participar da pesquisa? Como dito anteriormente, os questionários foram uma forma de selecionar,dentro da população do grupo pesquisado, as senhoras que apresentavam ascaracterísticas consideradas para inserção como sujeito do estudo. No grupo existem 90 idosas cadastradas, destas entre 30 e 33 participamefetivamente das atividades semanais. No dia 28 julho 2009 das idosas presentes17 aceitaram participar da pesquisa, foram questionadas sobre sua condição civil,apenas 7 responderam ser viúvas e destas apenas 1 não se caracterizou indivíduoda pesquisa, por não se auto definir como alguém que tem vivacidade após a viuvez.Ao contrário, ela afirmou que sua vida acabou após a morte de seu cônjuge. Asoutras 6 relataram a tristeza da perda, mas continuaram suas vidas por não teremcomo reverter essa condição e revelaram a importância do grupo de convivênciapara superar a dor da perda, usando as novas relações como forma de construir aperspectiva de que é possível continuar a viver de forma alegre. No questionário realizado antes das entrevistas foi perguntado se as idosaspraticam alguma atividade com renda, apenas 2 disseram fazer peças de artesanatopor encomenda, 4 afirmaram receber só a pensão e 1 disse ser aposentada comoprofessora além de receber a pensão. A existência de uma renda fixa pode, como sepontuou no referencial teórico, influenciar em atividades fora do cotidiano, comoviagens. O questionário procurou identificar, também, as condições de moradia, poisisto tem relação com a interação social das idosas e, também, com o direcionamentoda renda para sustentar a si mesma ou a filhos e netos. Das sete viúvas, 4 moramcom seus filhos, 2 moram sozinhas e 1 com filhos e netos. Todas afirmaram tervários amigos e praticarem diversas atividades, como participação em grupos deconvivência, atividades religiosas, viagens e passeios, visitas e conversas, gruposde artesanato, reuniões e caminhadas.
  29. 29. 29 Quanto ao tempo de viuvez, este varia entre 7 e 22 anos. Todas dizem que a felicidade é estar bem consigo mesma e ter saúde.Apesar de uma das idosas não se auto afirmar como alguém vivaz diante da viuvez,todas afirmaram ser felizes e relataram, em sua maioria, que a felicidade esta nafamília e no amor dado e recebido, além de realização de atividades com seusamigos.5.2 O que disseram as entrevistas? A partir do levantamento de que de toda a população, teria uma amostra de06 idosas, foi realizada a entrevista. Nesse momento, uma das senhoras não aceitouparticipar da pesquisa, de modo que ela foi excluída como sujeito do estudo. Dessemodo, a pesquisa foi concretizada com 5 sujeitos a partir de sua vontadeespontânea de participar. Para efeito de organização e de resguardar os sujeitosparticipantes do estudo, as senhoras foram chamadas de I1, I2, I3, I4 e I5. As respostas dadas nas entrevistas, como previsto na Metodologia, foramsubmetidas à Técnica de Análise de Conteúdo. Então, para organizar os “dados”, foiconstruído um quadro (QUADRO I) a partir das perguntas da entrevista, sendo que oelemento central de cada pergunta se constituiu a categoria de análise: significadoda viuvez, como é a vida sem o marido, importância das atividades no grupo,benefícios percebidos com as práticas corporais, significado de realizar atividadesem grupo.
  30. 30. 30QUADRO I – Análise de Conteúdo das Entrevistas com os sujeitos da pesquisa CATEGORIA DE ANÁLISE FALA DAS SÍNTESES COINCIDENTES ENTREVISTADAS I1- “Significou muita tristeza”. I2- “Muita tristeza, porque meu marido era uma pessoa especial... mas não vivo isolada porque participo do grupo e da igreja”. I3- “Muita tristeza, no início parece que tudo acabou... , tenho um filho jovem que precisa de mim, isso da força Significado da viuvez para continuar”. Tristeza, que passa com o tempo. I4- “Significou primeiro uma tristeza muito grande. Porque meu marido era muito bom um bom pai, mas depois tive que aceitar. Porque é ordem de Deus... mas estou vivendo”. I5- “Muita tristeza, porque meu marido era bom... mas a vida continua”. I1- “Sinto muita falta... de tudo, falta dele e de amor...” I2- “É péssima”. I3- “É um pouco triste, a vida a dois faz falta... 23 anos foi muito importante na minhaComo é a vida sem o marido vida então, a solidão bate, É uma vida difícil pela falta e mas com força agente segue por serem homens bons. em frente”. I4- “É triste não ver dentro de casa... uma tristeza grande”. I5- “Foi muito difícil... mais já to mi recuperando”. I1- “Muito importante, participo há três anos, me sinto muito bem, a tristeza foi acabando, diminuindo”. I2- “Ah, porque preenche um vazio, faço novas amizades, conheço novas pessoas, é um grupo que levanta o astralImportância das atividades no de qualquer pessoa que se Acabar com a tristeza e grupo sente só”. solidão. Participar de atividades com novos I3- “Muito importante deixei amigos. de ser uma pessoa solitária e triste, participando do grupo estou sempre em atividades, fazendo novas amizades e
  31. 31. 31 seguindo a minha vida. E gosto muito de dançar de cantar de passear aqui criou um estímulo diferente”. I4- “É bom demais, é lindo, é alegria, é saúde, agente se sente jovem agente brinca se diverte tem amigos”. I5- “É maravilhoso, recuperei minha felicidade, agente dança, se distrai bastante”. I1- “Agente se sente mais alegre, mais disposta, mais feliz...” I2- “Faz bem a saúde ao corpo, praticando um exercício, agente não fica sentindo dores”. I3- “A partir dos 50 anos aparecem problemas como a ostoporose as doenças dosBenefícios percebidos com ossos, os problemas de Aumenta disposição e as práticas corporais saúde vão aumentando a alegria, melhora a saúde cada dia, temos que cuidar da alimentação, fazer atividade física ... também faço terapia do sono”. I4- “Agente movimenta o corpo, se sente melhor”. I5- “É uma terapia boa, porque agente consegue desenvolver a pratica de exercícios ,alcancei muita coisa boa”. I1- “Sozinha ninguém vive, por causa das colegas é que vivo bem”. I2- “Não dá para fazer nada sozinha”. I3- “Seria muito difícil, porque sozinha o estimulo deixa de existir e agente num tem interesse nenhum em fazer, éSignificado de realizar as muito bom estar em grupo”. Não dá para fazer nada só, atividades em grupo em grupo tudo fica mais I4- “Faço ginástica em casa divertido e interessante. toda tarde, mas no grupo é melhor, fazer junto é melhor, fico com os amigos, é mais alegre, divertido. Sozinha
  32. 32. 32 num tem nada agente faz porque é obrigação”. I5- “Todas juntas é melhor, sozinha não realizo nada”. Como se vê no Quadro I, em relação à categoria “Significado da viuvez”, asíntese que se apresenta é a da tristeza. Todas se referem ao marido como um bomhomem, e falam da falta que sentem, e não demonstram interesse em ter novasrelações conjugais, mesmo depois do período de luto, e por mais que já tenhamaceitado a perda, preferem continuar suas vidas sem um novo par. Como foi dito no referencial teórico um dos estados da viuvez é a tristeza, quese refere a busca sem sucesso do seu par. É importante que este momento sejavivido e aceito com naturalidade pelos que estão a sua volta, para que não se ocultesentimentos a fim de não existir conflitos internos e para que este novo momentonão seja tão trágico, já que será irreversível. No que se refere à categoria “Como é a vida sem o marido”, vê-se que aperspectiva da tristeza permanece, mas também que se considera uma fasepassageira, que como descrito na discussão teórica representa a última fase do lutoque é a de reorganização, quando há reapropriação de parte da energia doinvestimento objetal do ego, caracterizada pela perda definitiva e pela consequenteconstatação de que uma nova vida precisa ser iniciada, segundo Klein (1981).Dentro do referencial teórico é visto que após as viúvas passarem pelo estado deluto, recuperam suas vidas de forma diferenciada por entenderem e aceitarem quenão adiantará viver em luto. Durante o trabalho a coleta de “dados” foi tambématravés da observação participante, e nesse momento percebe-se o pesar na vozdessas idosas quando falam como é viver sem seu companheiro de tanto tempo. Apartir daí começam a viver tudo o que não se podia fazer quando casada, passeiammais, deixam as obrigações domésticas para terceiros, não há mais obrigaçõesconjugais, podendo fazer atividades diversas sem preocupação com horários. Sobre a “Importância das atividades em grupo”, as idosas relatam que fazemnovos amigos e não ficam sozinhas. A solidão aparece juntamente com o resultadode alterações do indivíduo e perda relativa às relações sociais.
  33. 33. 33 A partir da Revolução Industrial, o idoso mudou de figura sábia para homemativo e produtivo que é descartado à medida que perdia sua capacidade funcional enesse momento o indivíduo trocava de papel. Essa troca de funções esclarecida noreferencial teórico do presente estudo provoca o isolamento dentro da família,repercutindo para o mundo exterior a esta. São as práticas corporais que incentivama socialização, o toque, a atenção e cuidado com as novas amigas. A demonstraçãoda coordenadora e monitoras pelo bem estar de todas faz com que as idosas sesintam queridas. I5 “... recuperei minha felicidade...”. Especificamente no que diz respeito aos “Benefícios percebidos com aspráticas corporais”, o que as idosas relatam não se distancia do que aponta aliteratura especializada, pois elas dizem que observam melhorias na saúde eaumento de disposição. Falam da melhoria da saúde e que realizam suas atividadescotidianas com mais facilidade e disposição. Só deixam de ir ao grupo por motivo deviagem ou doença, ficam ansiosas para rever suas amigas. Em relação a essesaspectos, viu-se que a importância da manutenção da capacidade funcional dosidosos, além da trazer benefícios funcionais e biológicos, possibilita que o idosorecupere sua autonomia e aumente seu círculo social por estar em contato comoutras pessoas além da família, socializando-se durante a realização das práticascorporais. É importante lembrar que essas práticas devem condizer com essa etapaa vida. Por fim, na categoria “Significado de realizar atividades em grupo”, as idosaspesquisadas apontam que estar em grupo faz com que haja divertimento e que tudose torne mais interessante. Através da realização de práticas corporais ou qualquertipo de atividade em grupo há, além da melhoria biológica, melhora sua qualidade devida, já que essas atividades ajudam nas mudanças psicológicas e funcionais. Nacondição de viúvas, essas idosas precisam ainda mais de interações sociais pararefazer seus laços afetivos. Assim, as viúvas podem ver que é possível viver sem apresença de seu cônjuge.
  34. 34. 346 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho abordou aspectos do envelhecimento, ligados a perda docônjuge nesse período da vida e das práticas corporais em relação aos aspectossócio-afetivos. O objetivo foi identificar os benefícios das práticas corporais nasrelações sócio-afetivas das mulheres viúvas do grupo FeliZidade. Para realização do trabalho, foram utilizados como referência estudos sobre oprocesso de envelhecimento e como lidar com as mudanças ocorridas não só nocorpo, mas também nas funções sociais e psicológicas. Discutiu-se, ainda, a viuvezenquanto elemento que caracteriza determinado momento da vida dos sujeitos,inclusive idosos, casado. Falou-se de como o luto é encarado e suas fases, desde aprofunda tristeza até a liberdade, partindo para uma nova fase a vida onde diversasmudanças acontecem juntamente com as mudanças próprias da terceira idade. Otrabalho, no referencial teórico, utilizou estudos que apontam as praticas corporaiscomo aliadas da idosa no que se refere à saúde, numa perspectiva ampla desteconceito. A maioria das idosas que compunham o universo de estudo, o GrupoFeliZidade, não apresentou a característica de ser viúva. E apenas uma das viúvasnão se auto declarou como alguém vivaz após a viuvez. Quanto às outras,percebeu-se que essa nova condição de vida afetou temporariamente e não gerouum estado crônico de tristeza e/ou depressão, não alterando a sua capacidade devida diária. Foi possível notar, ainda, que com a participação no grupo deconvivência cresce a vontade de estar ativa física e emocionalmente. Assim, observa-se que as idosas viúvas que realizam práticas corporais nogrupo de convivência FeliZidade tem melhoria nas capacidades funcionais e, comisso, maior autonomia nas atividades da vida diária, aumento de vigor físico, o fim dehábitos inadequados a saúde. Além disso, na fala das idosas emerge a importânciade estar em grupo, porque possibilita o estabelecimento de novos vínculos e asocialização. Observa-se, então, que as práticas corporais são um elemento valioso namelhoria da vida das idosas pesquisadas, mas estando aliada à prática em grupo éum componente importante na recuperação da perda do cônjuge, visto seusbenefícios biopsicossociais e, também, no estabelecimento de relações quepossibilitam o fim do isolamento que, muitas vezes, caracteriza a mulher viúva, pois
  35. 35. 35como já foi afirmado, ela tende a se sentir inútil, já que dedicava muito tempo à casae ao marido.
  36. 36. 36REFERÊNCIASANDREOTTI, R. A. e OKUMA, S. S. Validação de uma bateria de testes deatividades da vida diária para idosos fisicamente independentes. Revista Paulistade Educação Física, v. 13, p. 46-66, 1999.APELL, H. J. e MOTA, J. Desporto e envelhecimento. Revista Horizonte, n. 44, p.43-46, 1991.BREGER, L. MAILLOUX-POIRIER, D. Pessoas idosas: uma abordagem global,1995. Disponível em: http:// WWW.fen.ufg.br/revista. Acesso em: 30 de jul 2009BRITO M. Falando em viuvez... 2006. Disponível emhttp://www.natalpress.com/index.php. Acesso em 07 fev. 2009.DOLL, J. Luto e viuvez na velhice. In: Freitas, E. V. et al. Tratado de geriatria egerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara, 2002.FARINATTI, P. T. V. Avaliação da autonomia do idoso: definição de critérios parauma abordagem positiva a partir de um modelo de interação saúde – autonomia.Arquivos de Geriatria e Gerontologia, v. 1, n. 1, mar, 1997.GUEDES, A. Superando a viuvez, O impacto da morte de um cônjuge é doloroso,mas existem caminhos para encontrarmotivação e seguir em frente. 2006. Disponível em:www.portaldoenvelhecimento.net/artigos/artigo1688.htm. Acesso em: 28 fev. 2009.GUIMARÃES, A. C. A. et al. Idosos praticantes de atividade física: tendência aestado depressivo e capacidade funcional. Disponível em:http://www.efdeportes.com/. Revista Digital, v.10, n. 94. Mar, 2006. Acessado em:30 de jul 2009,KLEIN, M. Contribuições à psicanálise. São Paulo: Mestre, 1981.
  37. 37. 37MATTOS, Mauro G.; JR, Adriano José R. e BLECHER, Shelly. Teoria e pratica dametodologia da pesquisa em educação física: Construindo seu trabalhoacadêmico: monografia, artigo científico e projeto de ação. São Paulo: Phorte, 2004.MINAYO, M. C. S. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, Rio deJaneiro: Vozes,1994.MOREIRA, Daniel A. O método Fenomenológico na Pesquisa. São Paulo:Pioneira Thomson, 2002.OKUMA, Silene S. O idoso e a atividade física: fundamentos e pesquisa. ColeçãoVivaidade. 4 ed. Campinas, São Paulo: Papirus, 1998.POLLET, A. Luto 2006. Disponível em: http;//www.coladaweb.com/psicologia/luto.htm. Acessado em: 11 mar. 2009.SANTOS, M. P. Projeto de Convivência e Atendimento à Pessoa Idosa:FeliZidade. Alagoinhas, 2007.SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Científico, Coleção EducaçãoContemporânea. São Paulo: Cortez, 1983.SILVA, V. M. Nível de agilidade em indivíduos entre 42 e 73 anos: efeitos de umprograma de atividades físicas generalizadas de intensidade moderada. RevistaBrasileira Cienc Esporte, v. 23, n. 3. maio, 2002.TAKAHASHI, S. R. S. Benefícios da atividade física na melhor idade, 2004.Disponível em: http://www.efdeportes.com. Acesso em 24 de jun de 2009.TEIXEIRA, J. L. Viúvas alegres. Disponível em:http://www.muffuletta.com.br/noticias/49-viuvas-alegres. Acessado em 12 fev. 2009.TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisaqualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.
  38. 38. 38VARGAS, S. A importância da Pratica de atividades físicas na promoção desaúde ocular das pessoas idosas. 2002. Disponível em:WWW.nuteses.temp.ufu.br. Acesso em: 15 de mai 2009.VASCONCELLOS, J. L. e GEWANDSZNAJDER, Fernando. Programas de Saúde.São Paulo: Ática, 1991.
  39. 39. 39ANEXO A
  40. 40. 40 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOEu, Ana Paula Mendonça Nunes, estudante do curso de Licenciatura em EducaçãoFísica, da Universidade do Estado da Bahia, estou construindo minha monografia deconclusão de curso. O objeto de pesquisa é o papel das práticas corporais nasrelações sócio-afeitvas de idosos. Para tanto, preciso realizar entrevistas equestionários com a professora e as participantes do grupo FeliZidade, observaçãodas atividades realizadas pelo grupo. Comprometo-me com a sigilo em relação aonome do sujeito e da instituição.( ) Aceito participar da pesquisa( ) Não aceito participar da pesquisa __________________________________________ Assinatura do sujeito convidado a participar da pesquisa
  41. 41. 41ANEXO B
  42. 42. 42 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS II CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICAMonografia de Conclusão de CursoTítulo: O Papel das Práticas Corporais nas Relações Sócio-Afetivas entre MulheresViúvas do Grupo FeliZidadeAutora: Ana Paula Mendonça NunesOrientadora: Profa. Martha Benevides da Costa Questionário 1. Qual a sua idade?______ 2. Qual a sua condição civil? ( ) casado ( )solteiro ( ) divorciado ( ) viúvo* Se você for casada, solteira ou divorciada não precisa responder o restantedo questionário 3. Você mora: ( ) sozinho ( ) somente com filhos ( ) com filhos e netos ( ) somente com netos 4. Você realiza alguma atividade remunerada? Qual? ______________________________________________________________ _________ 5. Você tem amigos? ( ) Sim ( )Não 6. Que atividades você vivencia com esses amigos no dia-a-dia? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ __________________ 7. Que atividades você realiza como forma de se distrair, se divertir?
  43. 43. 43 ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ __________________8. Há quantos anos esta viúva?_________9. Pra você, o que é felicidade? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ __________________10. Você se considera um pessoa feliz ?Por quê? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ _________________________
  44. 44. 44ANEXO C
  45. 45. 45 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS II CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICAMonografia de Conclusão de CursoTítulo: O Papel das Práticas Corporais nas Relações Sócio-Afetivas entre MulheresViúvas do Grupo FeliZidadeAutora: Ana Paula Mendonça NunesOrientadora: Profa. Martha Benevides da Costa Entrevista 1. O que significou a viuvez para a senhora? 2. Como é a vida sem seu marido? 3. Qual a importância, para você, de participar das atividades do Grupo FeliZidade? 4. Você sente algum benefício com a participação nas atividades corporais, como jogos cantados, alongamentos e outros? Quais? 5. Se essas atividades fossem realizadas pela senhora sozinha, sem as companheiras do grupo, faria alguma diferença?

×