Turismo

13,718 views

Published on

TURISTICAS Oportunidades

Published in: Education, Travel, Business
0 Comments
10 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
13,718
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
25
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
10
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Turismo

  1. 1. TURISMO EM ESPAÇO RURAL (TER) O QUE É? <ul><li>Conjunto de actividades e serviços prestados a troco de remuneração, de forma personalizada e de acordo com os valores tradicionais e modos de vida das comunidades rurais em que se insere </li></ul>
  2. 2. Objectivos do TER <ul><li>-Oferecer aos turistas a oportunidade de conviver com as práticas, as tradições e os valores da sociedade rural, valorizando as particularidades de cada região, nomeadamente no que diz respeito à gastronomia , ao artesanato e aos costumes </li></ul>
  3. 3. DESENVOLVIMENTO DO TER <ul><li>O TURISMO PODE SER UM MOTOR DE DESENVOLVIMENTO LOCAL PORQUE: </li></ul>• cria postos de trabalho — quer pela construção de equipamentos e de infra-estruturas de implementação e suporte a esta actividade, quer pela manutenção da própria actividade; • promove o desenvolvimento de outras actividades — serviços (transportes, banca, telecomunicações, etc.) e alguns tipos de indústria;
  4. 4. DESENVOLVIMENTO DO TER • contribui para o encontro de culturas; • projecta a cultura portuguesa no Mundo; • permite a troca de experiências entre as diversas populações, o que por vezes contribui para a difusão de inovações; • promove actividades de ocupação de tempos livres (lazer); • incentiva o desenvolvimento do artesanato;
  5. 5. DESENVOLVIMENTO DO TER • promove a qualidade dos produtos da região; • valoriza o património paisagístico e/ou cultural das áreas onde se desenvolve, pela recuperação e conservação desse património; • dinamiza as áreas pouco povoadas e em regressão, revalorizando-as; • contribui para a fixação da população, em especial a população jovem;
  6. 6. DESENVOLVIMENTO DO TER • contribui para a fixação da população, em especial a população jovem; • evita o despovoamento das áreas rurais; • melhora os rendimentos através da acumulação de actividades; • minimiza as assimetrias (sociais, culturais, demográficas, etc.).
  7. 7. Factores que levam ao desenvolvimento do TER <ul><li>os níveis crescentes de instrução da população; </li></ul><ul><li>o interesse crescente pelo património; </li></ul><ul><li>o aumento dos tempos de recreio e lazer; </li></ul><ul><li>a melhoria das infra-estruturas de acesso e das comunicações; </li></ul><ul><li>a maior sensibilidade, por parte da população, para as questões ligadas à saúde e ao seu relacionamento com a natureza; </li></ul><ul><li>uma maior sensibilidade ecológica; </li></ul><ul><li>o maior interesse pelas especialidades gastronómicas tradicionais; </li></ul><ul><li>a busca da paz e da tranquilidade. </li></ul>
  8. 8. MODALIDADES DE TER <ul><li>O turismo em espaço rural engloba diversas modalidades estabelecidas pela Direcção-Geral do Turismo. </li></ul><ul><li>— O Turismo de Habitação (TH) — é um serviço de hospedagem de natureza familiar prestado em casas antigas particulares que, pelo seu valor arquitectónico, histórico ou artístico, sejam representativas de uma determinada época, nomeadamente os solares e casas casas apalaçadas. </li></ul>
  9. 9. O Turismo de Habitação <ul><li>Os hospedes são recebidos de forma personalizada pelo proprietário, que lhes fornece pormenores históricos da casa e do local, aconselha visitas e actividades de interesse e organiza passeios pela região </li></ul>
  10. 10. TURISMO DE HABITAÇÃO
  11. 11. MODALIDADES DE TER <ul><li>—O Turismo Rural (TR) — é o aproveitamento de casas rústicas particulares que, pela sua traça, materiais construtivos e demais características, se integrem na arquitectura típica regional. </li></ul>
  12. 12. O Turismo Rural <ul><li>O proprietário tem obrigação de dinamizar a estadia do visitante. Por vezes existem actividades organizadas e a possibilidade de aluguer de equipamento necessário. </li></ul>
  13. 13. TURISMO RURAL
  14. 14. MODALIDADES DE TER <ul><li>O Agro-Turismo (AT) — é prestado em casas particulares integradas em explorações agrícolas, que permitem aos hóspedes o acompanhamento e o conhecimento da actividade agrícola ou a participação nos trabalhos aí desenvolvidos. </li></ul>
  15. 15. O Agro-Turismo <ul><li>Os hospedes participam nas actividades das explorações agrícolas, nomeadamente nas actividades em tarefas por ex.: Apanha de fruta, desfolhada, vindima, pastoreio,... </li></ul>
  16. 16. O Agro-Turismo
  17. 17. MODALIDADES DE TER As Casas de Campo – definem-se pelo aproveitamento de casas particulares e casas de abrigo situadas em áreas rurais, devendo a sua traça, materiais de construção e demais características integrarem-se na arquitectura e ambiente rústico da área ou local onde se situam. Podem ser ou não utilizadas como habitação própria pelos seus proprietários, legítimos possuidores ou detentores.
  18. 18. MODALIDADES DE TER O Turismo de Aldeia — é um empreendimento composto no mínimo por cinco casas particulares, situadas numa aldeia histórica, centros rurais ou aldeias, que mantenham, no seu conjunto, o ambiente rural, estético e paisagístico tradicional da região onde se inserem.
  19. 19. O Turismo de Aldeia <ul><li>Permite a recuperação de monumentos e do património construído, contribui para melhorar as acessibilidades às aldeias, cria emprego em diversas actividades ligadas ao turismo, ex.: restauração, comércio, artesanato,... </li></ul>
  20. 20. O Turismo de Aldeia
  21. 21. ALDEIAS HISTÓRICAS Actualmente está em curso, na Beira Interior, um Programa das aldeias históricas portuguesas, que pretende apoiar projectos de requalificação urbanística e arquitectónica, bem como ajudar à recuperação de monumentos e à melhoria das acessibilidades de cada uma das aldeias contempladas — Marialva, Castelo Rodrigo, Almeida, Castelo Mendo, Linhares da Beira, Sortelha, Piódão, Castelo Novo, Monsanto, Idanha-a-Velha, Trancoso e Belmonte
  22. 22. ALDEIAS HISTÓRICAS
  23. 23. REDE EUROPEIA DE ALDEIAS TURISTICAS <ul><li>Projecto de cooperação de três regiões rurais da U.E. que procuram em conjunto um desenvolvimento sustentado com base nos recursos naturais e nas tradições, cultura e autenticidade. Integram este projecto a Lapónia Finlandesa, o Alentejo e a região de Trentino , na Itália. Estas regiões estudam em conjunto o aproveitamento dos cobertos vegetais próprios, a resolução de problemas de qualidade dos produtos regionais e a introdução de actividades turisticas nas aldeias tradicionais </li></ul>
  24. 24. Rede Europeia de aldeias turisticas - Alentejo
  25. 25. OUTRAS FORMAS DE TURISMO EM ESPAÇO RURAL <ul><li>Turismo ambiental ou turismo activo </li></ul><ul><li>Áreas protegidas </li></ul><ul><li>Turismo fluvial </li></ul><ul><li>Turismo cultural </li></ul><ul><li>Turismo gustativo e enoturismo </li></ul><ul><li>Turismo cinegético e pesca desportiva </li></ul><ul><li>termalismo </li></ul>
  26. 26. Turismo ambiental ou turismo activo <ul><li>Esta forma de turismo, que contribui para a dinamização de algumas areas rurais, associa, por vezes, a prática de modalidades mais antigas de desporto (como, por exemplo, o Golfe) a outras mais recentes e algumas delas radicais (Balonismo, BTT, Canoagem, Circuitos de Aventura, Escalada, Espeleologia, Equitação, Mergulho, Orientação, Paint Ball, Pára-quedismo, Rappel, Slide, Ski Aquático,Windsurf Todo-o-Terreno, Tiro com arco, Vela, etc.). </li></ul><ul><li>Algumas destas modalidades como, por exemplo, a Canoagem, o Ski Aquático, o Mergulho, etc., têm sofrido um grande incremento pela utilização das águas interiores (rios e albufeiras). </li></ul>
  27. 27. Turismo cinegético e pesca desportiva <ul><li>Esta actividade permite associar a prática desportiva ao contacto com a Natureza, o que possibilita um melhor conhecimento da fauna selvagem e da flora, através de caminhadas ao ar livre. </li></ul><ul><li>A prática excessiva da caça originou a quase extinção de algumas espécies, o que levou à criação de Zonas de Caça Turística (ZCT) no final da década de 80. </li></ul><ul><li>Estas zonas estão a adquirir uma dimensão significativa, como factores de animação e ainda como fonte de receitas para as explorações agrícolas. </li></ul><ul><li>As ZCT localizam-se predominantemente no Alentejo, nas montanhas do Norte e Centro Interior. </li></ul><ul><li>A pesca desportiva em água doce é também uma actividade </li></ul><ul><li>que pode contribuir para o desenvolvimento das áreas rurais. </li></ul>
  28. 28. Turismo cultural <ul><li>A visita a monumentos (palácios, mosteiros, conventos, igrejas, castelos...), por motivos históricos, religiosos, etc., embora se praticasse em menor escala, é um tipo de turismo que tem vindo a registar um considerável desenvolvimento nas últimas décadas. </li></ul><ul><li>Em certos casos, este movimento surgiu muito recentemente </li></ul><ul><li>como, por exemplo, o das visitas ao Parque Arqueológico do Vale do Côa, criado em consequência da descoberta de gravuras rupestres no vale do rio e com o intuito de as preservar. Existe mesmo um programa — PROCOA — com o objectivo de promover o desenvolvimento económico desta área. </li></ul>
  29. 29. Termalismo <ul><li>Presentemente assiste-se a uma tendência crescente de procura destes espaços, o que tem conduzido à revitalização das estâncias termais e a construção de novas infra-estruturas e à dinamização de actividades que atraem população jovem </li></ul>
  30. 30. Impacto das actividades turísticas nas áreas rurais <ul><li>Já vimos que as actividades turísticas podem ser um motor do </li></ul><ul><li>desenvolvimento rural. </li></ul><ul><li>No entanto, além do impacto positivo, há aspectos negativos a </li></ul><ul><li>salientar: </li></ul><ul><li>— o carácter sazonal do turismo, o que pode originar “períodos mortos’ na ocupação da mão-de-obra; </li></ul><ul><li>— o possível abandono da agricultura por parte da população local, atraída pela actividade turística; </li></ul><ul><li>— o excessivo aumento de equipamentos e infra-estruturas ligadas ao turismo, que pode provocar a ocupação de solos com grande capacidade produtiva; </li></ul><ul><li>— o possível aumento do turismo que, se não for acautelado, pode provocar degradação ambiental, como já se verifica nas áreas balneares. </li></ul>
  31. 31. Sugestões para diminuir o impacto negativo <ul><li>— Formação/sensibilização das populações locais para a importância de um turismo duradouro e sustentável. </li></ul><ul><li>— Redução dos “períodos mortos” através da implementação/alargamento do turismo sénior socialmente apoiado. </li></ul><ul><li>— Promoção do “turismo verde”, valorizando as suas múltiplas </li></ul><ul><li>potencialidades. </li></ul><ul><li>— Divulgação/valorização das potencialidades das culturas </li></ul><ul><li>tradicionais locais. </li></ul><ul><li>— Valorização dos produtos locais de qualidade. </li></ul><ul><li>— Potencialização da hospitalidade das populações das áreas rurais, bem como do seu património cultural. </li></ul>

×