Texto - Artesanato

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Reportagem em 2012, 3º Semestre.

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Texto - Artesanato

  1. 1. Trabalho requerido pelo professor Pedro Courbassier na disciplina de Reportagem e Entrevista I. Aluna: Grecia de Oliveira Baffa—nº 15. Artesanato: Ato de fazer arte sustentávelEm um mundo no qual o objetivo é reaproveitar os objetos antes de eles irem finalmentepara o lixo, o artesanato ganha força para crescer e se mostrar cada vez mais útil.Meio-ambiente, sustentabilidade, reciclagem, são palavras que se ouvem com maisfrequência de uns anos para cá. E se a questão está tão em evidência, tanto pesso-as como empresas preocupam-se em reciclar produtos, que podem ser reutilizadose até transformados em arte. Atualmente, feiras de artesanato expõem esta reali-dade e segundo o IBGE (2006), estes eventos representam 55,6% de atividadesculturais nos municípios brasileiros e ainda de acordo com a mesma fonte, aparecetambém como uma das principais manifestações de cultura, seguida em boa partepor atividades ligadas à musica e à dança . Ilustração: fonte Google ImagensA mineira de Boa Esperança-MG, Vanderlúcia Costa,46 anos, estudante de Marketing e artesã diz: “Éimportante cuidar do nosso planeta, podendo trans-formar coisas que vão para o lixo em produtosúteis.” Ela conta que junto com o seu marido, reuti-liza paletes de mercadoria* e faz deles suas obrasde arte: incensários em forma de casinha e um por- *Palete de mercadoria: estrado deta-chaves/porta-retratos em forma de janela. “Os madeira utilizado na movimentaçãoclientes hoje em dia não compram mais porque é de carga.bonito, tem que ter alguma utilidade”, diz a en-trevistada. Fotos: Grecia Baffa Incensários em forma de casinha e as janelas que servem como porta-chaves/porta-retratos.
  2. 2. O reaproveitamento de alguns materiais pode evi-tar sérios danos à natureza e a artesã de 33 anos,Viviane Leandro que é formada em Administraçãode Empresas evidencia: “Muitas lojas de artigosautomobilísticos jogam fora pneus usados, e euaproveito eles para fazer meu trabalho”, diz a atualmoradora de Itu-SP, que nasceu e se criou emSantos-SP. Ela e sua irmã fazem tapetes com reta-lhos de lycra (tipo de tecido com alto teor de elas-ticidade) que também são reutilizados ao invés de Viviane com seus tapetes.serem jogados no lixo, e o pneu é costurado em- Preços variam de R$100 à R$300.baixo, servindo como antiderrapante.Para a saltense de 20 anos, Natasha Moreira, a atividade artesanal não precisa sernecessariamente só de reciclagem. Ela que trabalha com a mãe nesta área há 3 anosdiz: “Fazemos a nossa arte para fazer as pessoas se sentirem bem e bonitas.” Elasfazem tiaras, presilhas de cabelo, brincos e colares usando linha de crochê.Desde que sua primeira filha nasceu que MariaCristina Marchetti começou a gostar de trabalharcom as mãos: “Eu comecei fazendo roupas parabebês. Nunca mais parei” conta a ituana de 47anos. Sua técnica consiste em fazer tapetes de-corados, pintados à mão por ela mesma e comum acabamento em crochê. Maria é rápida naconfecção de seu trabalho: “Os tapetes pequenoseu faço quase 10 por dia. Quando é grande, eudemoro 1 ou 2 dias para terminar.” O materialusado para o crochê também é de fonte reutilizá-vel, ela usa fita de nylon, que normalmente é Tapetes feitos por Maria.jogada fora por empresas têxteis. Preços variam de R$20 à R$150.Em 5.564 municípios existentes no país que participaram da pesquisa do IBGE, ape-nas 46,9% existe algum tipo de escola, oficina ou curso regular de formação em ati-vidades típicas da cultura. O artesanato representa 32,8%, o que é relativamentepouco na concepção de vários outros artesãos, “poderia ser mais explorado, temmuita coisa a ser feita (...) e investir na Cultura e na Educação tinha de estar em pri-meiro lugar”, disse um deles.Já na questão econômica, 3 das 4 entrevistadas usam o que ganham da atividadeartesanal como renda bruta. “Esse é o meu ganha-pão” ou “eu vivo disso” são frasesque se escutam quase sempre de trabalhadores autônomos que vivem da arte. Porisso é normal que artesãos usem materiais baratos - ou até mesmo os encontremem depósitos de lixo - para poderem ter maior lucro. E diferentemente do que sepensa, não é apenas por questão financeira, mas estes trabalhadores têm muitomais conhecimento sobre meio-ambiente e reciclagem.

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