Oficina Transmedia Storytelling Avançada - 2012

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Oficina apresentada durante o FEIA 13 na Unicamp, abordando conceitos e discussões mais atualizadas sobre Transmedia Storytelling.

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Oficina Transmedia Storytelling Avançada - 2012

  1. 1. oficina deTransmedia Storytelling Avançada oficinatransmidia.tumblr.com Fernando M. Collaço e Gabriel Minoru Ishida Setembro/2012
  2. 2. Fernando Martins Collaço Midiálogo Mestrando em Televisão Experimental e Minisséries Editor de Vídeos na TV RecordInteresse em experimentação audiovisual e fotográfica Gabriel Minoru Ishida @gabrielishida Midiálogo Pós-graduado em Inteligência de Mercado Pesquisador e profissional de Social MediaInteressado em apropriação das mídias pelas pessoas
  3. 3. Tópicos Relembrando conceitos Mudanças na comunicação Reconsiderações conceituaisMetodologia e Gráfico Transmídia Discussão sobre referências Entrevistas e vídeos
  4. 4. Relembrando...Principais conceitos
  5. 5. O que é Storytelling? Storytelling é a prática de contar uma históriaestruturando uma narrativa através de um conjunto de técnicas, de forma a transmitir uma mensagem
  6. 6. A estruturação de uma história quase semprepassa pelas perguntas básicas: O que? Quem? Quando? Onde? Como? Por que?Cria-se um Universo Narrativo com suas regras próprias e que irão permitir a entrega dos espectadores
  7. 7. O que é Storyselling? Storyselling é a prática/processo de contar umahistória através das técnicas do storytelling, porém mesclando histórias e produtos com um viés mercadológico
  8. 8. Por que usar Storyselling? Permite a criação de vínculos emocionais entre consumidor e produto, além de passar credibilidade epermitir a valoração. Funde-se também às mudanças na comunicação, principalmente aos processos de compartilhamentos em redes sociais e viralização
  9. 9. O que é Transmedia Storytelling?“represents a process where integral elements of afiction get dispersed systematically across multiple delivery channels for the purpose of creating aunified and coordinated entertainment experience.Each medium makes it own unique contribution to the unfolding of the story” Henry Jenkins
  10. 10. Qual o objetivo do Transmedia Storytelling? O foco de um projeto de narrativa transmídia é colocar a audiência DENTRO do programaconsumido por meio de diferentes PONTOS DE ENTRADA criando uma EXPERIÊNCIA Nuno Bernardo
  11. 11. Universo NarrativoTV Cinema HistóriaHQ CD-ROM
  12. 12. Processo transmídia Robert Pratten
  13. 13. Transmídia Orgânico ou Projeto Transmídia Original- Narrativa com um número limitado de plataformas- Expansão gradual das mídias utilizadas, através de demandas da própria história ou universo narrativo - Exemplo: Diário de Sofia e a inclusão de SMS e blogs Nuno Bernardo
  14. 14. Novos tempos...Mudanças na comunicação
  15. 15. Quebra do ritual televisivoGeração multi-screen conectada móvel De acordo com Ibope, 40% das pessoas assistem televisão e acessam a internet ao mesmo tempoUso do mobile internet já ultrapassou a internet doméstica em diversos países, como a Índia
  16. 16. Internet como media agnostic Smart TVs: reflexo das mudançasA internet se torna cada vez mais onipresente Possibilita novas experiências, como aintegração com a TV, através dos recursos das Smart TVsInteração em tempo real com a programação
  17. 17. Oportunidades para aprodução de conteúdo transmídia
  18. 18. As telas não separam a audiência, elas seintegram e fornecem novas experiências
  19. 19. Economia da atenção: A extensão do engajamento Objetivo dos programas televisivos e das produções de entretenimento: Atrair o público para os domínios da marca:incentivar a pessoa a explorar o conteúdo em sites, redes sociais e em outras mídias Grande exemplo: Lost
  20. 20. Para esses novos tempos, deve-se ter... Reconsiderações Conceituais
  21. 21. Henry Jenkins esclarece seu conceitooriginal no post Transmedia Storytelling 202 Transmedia Storytelling é diferente de uso de multiplataformas Branding ou gestão de marcas pode ser transmídia, mas não é Transmedia Storytelling
  22. 22. A questão do franchising/licensing e adaptações Jenkins diz que o uso de elementos da narrativa (ex: personagens) em produtos licenciados não é Transmedia Storytelling Assim como adaptações da narrativa em outros formatos.Se não há contribuição para o universo narrativo, não é Transmedia Storytelling
  23. 23. Relembrando requisitos- Oferecer uma história prévia da narrativa- Oferecer um mapa do mundo retratado - Oferecer pontos de vista de outros personagens participantes da ação- Depender da interação dos usuários/fãs para seu desenvolvimento
  24. 24. Henry Jenkins acrescenta... “para mim, umtrabalho [transmedia] precisa combinar uma intertextualidade radical e a multimodalidade,visando assim criar a compreensão aditiva”
  25. 25. Intertextualidade radical É a combinação das histórias das diferentesmídias dentro do universo narrativo, respeitandoas motivações e construções de personagens e linha narrativa Exemplo ilustrativo: cada herói da DC Comics possui uma história própria, mas não impedeque algum apareça na história de outro herói ou que haja uma história com todos os heróis
  26. 26. Multimodalidade Termo cunhado por Guther Kress e adaptado por Christy Dena Idéia de affordanceUma história em diversas mídias envolvediferentes modalidades de linguagem e comportamento para despertar o interesse e engajamento do público
  27. 27. Compreensão aditivaProvém do designer de games Neil Young para se referir ao fato de que cada texto/mídia contribuipara nossa compreensão da história como um todo Assim, o espectador “junta as peças” e a experiência vai se tornando cada vez mais agradável e desprendida de apenas uma mídia
  28. 28. Interação vs. ParticipaçãoInteração: condição mais voltada para a tecnologiaParticipação: condição mais voltada para a culturaExemplo: não adianta uma história que a interação não possibilite o espectador participar da exploração do universo narrativo
  29. 29. Analisando projetos...Metodologia Transmídia
  30. 30. Discussões e Metodologia de Análise lançadas duranteo I Fórum Transmídia da ESPM em Dezembro de 2011Projeto de autoria conjunta que foi aprimorado para o II Fórum Transmídia da ESPM em Setembro de 2012
  31. 31. Ponto de Partida Nos cases selecionados observar a atuação das chamadas lacunas narrativas na geração de uma identificação do público através de recursos característicos do Storytelling, além de destacarrecursos utilizados na intensificação da experiência e condução ao engajamento
  32. 32. Narrativa Lacunar Na criação de lacunas, busca-se a formação de tentáculos narrativos de forma a possibilitar aexploração de outras histórias e personagens em diversas mídias Como Jenkins aponta, as mídias devem formar uma compreensão aditiva para o espectador e fornecer intertextualidades nas histórias.
  33. 33. Pensando na forma de organizar essaslacunas e como se cruzam as histórias em cada mídia, elaboramos um Gráfico Transmídia
  34. 34. Gráfico Transmídia Cada traço representa uma mídia e seu comprimento (eixo x) compreende a sua duração dentro do tempo narrativo. Os cruzamentos são aonde as histórias em cada mídia se cruzam Universo narrativo Quadrinhos Ga m Liv e 2 ro 2 Livro 1 Ga me 1 Seriado Cinema 1 WebsódiosInício Fim Cinema 2
  35. 35. Gráfico Transmídia Exemplo de ligações narrativas Universo narrativo Esse fato desencadeia uma história paralela e uma que cruzará com a principal O que acontece quando a história principal acaba? Um fato que precede os acontecimentos principaisInício Fim A história principal terá personagens que possuem histórias próprias que se cruzam
  36. 36. Gráfico Transmídia aplicado para The Walking Dead, com sugestões narrativas Universo narrativo História paralela ao seriado na TV Livro “Ascensão do Game “Telltale Governador” Games” História de um História de História de um novo novo inimigo Macchione personagem Websérie “Torn Apart” Livro “VolumeInício Fim Zero” TV Série História de Acontecimentos Merle Dixon após o fim da TV Série Continuação da história História de Morgan (o cara sem com os dois filhos da e seu filho Duane a mão) Hannah Tracejado = possíveis desdobramentos da narrativa
  37. 37. IdentificaçãoPara atrair o espectador e incentivar o engajamento ea exploração das histórias em outras mídias, deve-se estimular a identificação do público com os personagens, fatos e contextos da narrativa.
  38. 38. Construção dos personagens Arquétipos de Jung: padrão de comportamento pré-determinado nos arcos narrativosA importância da construção de personagens que toquem aspectos humanos, como nossos dramas, medos, anseios, defeitos, dentre outros.De alguma forma dotados de uma história de vida
  39. 39. Lost Personagens com histórias de vida palpáveis e próximas aos dramas cotidianos The Walking Dead Personagens em situações extremas e conduzidos pelos desdobramentos de uma enfermidade Game of Thrones Personagens inseridos em um contexto sócio-políticoforte e que os faz peças dentro de um jogo, motivados pelo poder
  40. 40. Intensificadores Para potencializar a identificação e, consequentemente, o envolvimento do público com a narrativa, utiliza-se de mecanismos,recursos e aparatos técnicos que intensificam a experiência do espectador
  41. 41. Exemplos de intensificadoresEm Lost, temos uma presença constante da estética da câmera subjetiva e do discurso direto para a câmera, todas buscando transmitir que somos ao mesmo tempo, espectador e personagens Em The Walking Dead, há um constante uso do recurso da câmera posicionada ao lado do personagem retratado, dando a impressão queestamos presenciando a mesma situação dele, além do uso recorrente da câmera subjetiva
  42. 42. Exemplos de intensificadores Na produção Diário de Sofia, um dos transmídiaorgânico da BeActive, as trocas de mensagens SMS da protagonista podem ser recebidas no celular do espectador, fato que traz para a pequena distância da tela, uma proximidade maior Nos filmes Desaparecidos, Bruxa de Blair e Cloverfield, há o uso da estética do uso de imagensde aparatos dentro do universo fílmico, como imagens de câmeras de mão, o que quebra também esse distanciamento espectador-imagem
  43. 43. Discutindo idéias...Principais referências mercadológicas
  44. 44. Starlight Runner Entertainment Fundada em 2000 em NY por Jeff Gomez e Mark Pensavalle é a líder em criação e produção de franquiastransmídia no mundo. Entre seus principais clientes estão: Coca-Cola, Disney, Microsoft, 20th Century Fox.
  45. 45. Jeff Gomez Principal referência para a reflexão e prática do Transmedia Storytelling e sua utilização em grandes franquias Adepto da ideia que não é possível Transmedia sem Storytelling Defensor de que o formato das narrativas em diferentes mídias segue o comportamento do público, cada vez mais habituado às múltiplas telas
  46. 46. BeActiveProdutora de conteúdo transmídia para TV e Cinema fundada em 2003. Começou sua trajetória com O Diário de Sofia e atualmente atua em Portugal, Brasil, Inglaterra e Irlanda.
  47. 47. Nuno Bernardo Considerado o principalinovador dentro do transmídia em ficçãoDefende o Transmídia Orgânico,surgimento natural das entradas de mídias no decorrer das narrativas, além de um maiorpoder do espectador dentro da história Casado com Triona Campbell, principal referência emfinanciamento e negociações em Transmídia para ficção
  48. 48. Transmedia StorytellerTransmedia Storyteller é uma empresa especializada no engajamento da audiência e tem como principal objetivo desenvolver ferramentas eanúncios capazes de criar experiências inesquecíveis. Criada por Robert Pratten, é baseada principalmente na ferramenta Conducttr
  49. 49. Robert Pratten Suas contribuições mais recentes se referem aos estudos sobre a ideia do Story in the Cloud, no qual a história e seus elementos ficariam alocados em uma nuvem e as mídias, por sua vez, atuariam dentro dela, dialogando com o conteúdo no sistema on demand
  50. 50. Mauricio Mota CEO da empresa OsAlquimistas, sendo consideradouma das principais referências de Transmídia no Brasil. Atuou no planejamento deprojetos transmídia para Coca- Cola e TV Globo e, assim como Jeff Gomez, é defensor da idéia de que não há transmídia sem storytelling
  51. 51. João Carlos Massarolo Professor Titular da UFSCar, sendo considerado uma das principais referências acadêmicas no Brasil sobre Transmídia. Autor de artigos acadêmicos, com enfoque no estudo sobre games e ARGs e destaque para as ideias de Narrativa distribuída (não limitada a um espaço ou tempo) e Teoria dos Mundos Possíveis (imaginário de mundos através da construção narrativa, principalmente nos games)
  52. 52. Rodrigo Dias Arnaut Líder de Projetos de Inovação,Pesquisa e Desenvolvimento emengenharia de TV, nos segmentos de Esportes, Jornalismo e Entretenimento da Rede Globo de TelevisãoCoordenador Geral do Grupo Era Transmídia, principal grupo de estudos de Transmídia do país,atrelado ao Grupo Inovadores da ESPM em São Paulo
  53. 53. Antônio Guerreiro Diretor de Estratégia Transmídia da Rede Record de Televisão e do Portal de Notícias R7 Uma das principais referências em Transmídia na TV brasileira, tendo auxiliado a criação das vertentes transmídia do Jornal da Record News, primeiro jornal transmídia da América Latina, além dos recém-lançados Programa da Tarde e da telenovela Balacobaco
  54. 54. Bruno Scartozzoni, Fernando Palacios e Martha TerenzzoAlgumas das principais referências sobre Storytelling no país.Desenvolvem projetos na área, além de ministrar o curso doBranded Content ao Transmídia Intensivo no setor de Inovação da ESPM
  55. 55. Contato Fernando Martins Collaço ferdinandomc@gmail.com Gabriel Minoru Ishidagabriel.minoru.ishida@gmail.com Blog em conjunto www.midializado.com.br

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