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Apra mechanisation and corridors in mozambique

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Apra mechanisation and corridors in mozambique presentation from conference on Public Policies and Agribusiness organized by the Observatório do Meio Rural (OMR) in Maputo.

Published in: Government & Nonprofit
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Apra mechanisation and corridors in mozambique

  1. 1. Tractores, corredores e desenvolvimento dirigido no Moçambique rural
  2. 2. I. Mecanização agrícola II. Corredores de desenvolvimento
  3. 3. I. Mecanização agrícola
  4. 4. Nova vaga de mecanização em África 0 10,000 20,000 30,000 40,000 50,000 60,000 70,000 80,000 90,000 100,000 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Importações de tractores em África: 1980-2007 (quantidades) Fonte: FAOSTAT
  5. 5. - 200 400 600 800 1,000 1,200 1,400 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 Importações de tractores em Moçambique, 1961-2001 (quantidades) - 5,000 10,000 15,000 20,000 25,000 30,000 35,000 40,000 45,000 50,000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Fonte:FAOSTAT Importações de tractores e outras máquinas e equipamentos agrícolas, 2001-17 (valor em 1,000 US$) Fonte:INE,Moçambique
  6. 6. Principais programas e modelos de mecanização • Programa Nacional de Mecanização Agrícola (FDA – Mais Alimentos) • Centros de Serviços Agrários (CSA) – gestão privada (69) e pública (27) • Produtores singulares (95+) • Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze (39) • Centros de serviços privados • Programa PROSUL (MASA) • Centros com lógica de cadeia de valor • Casa do Agricultor (6?) • Programa Sustenta (MITADER) • Apoio mecaniz. produtores emergentes • Outros...? CSA gerido por Associação Josina Machel, Chokwe (Março de 2018)
  7. 7. Programa Nacional de Mecanização Agrícola (FDA) Fonte:FDA
  8. 8. Programa Nacional de Mecanização Agrícola (FDA) • Quais os modelos de promoção de mecanização mais inclusivos – que estão mais aptos a servir o pequeno agricultor camponês que não tem capacidade financeira de adquirir máquinas próprias? • Quais as implicações das escolhas técnicas (tipo de máquinas e modelos de prestação serviço) para o tipo de transição agrária em Moçambique?
  9. 9. Modelos inclusivos: mangueira ou chapa de zinco? CSA, SONIL, Malema (Julho 2018) Singular, Ribáuè (Julho 2018) Singular, Chókwè (Março 2018)
  10. 10. CSA Privado chapa de zinco • < escala (1 tractor) mas > difusão no distrito • Ligação aos camponeses facilitado por redes sociais existentes • Condições de pagamento mais ajustadas às possibilidades (colheita) – confiança com base nas redes • Prazo mais curto de amortização da dívida ao Estado (50%, 5 anos), com > espírito de apropriação do negócio (investimento importante nas finanças do produtor) • Melhor estado manutenção do equipamento? Singulares mangueira • > escala (n. de máquinas), porém área coberta abaixo das metas • Oferta de pacote tecnológico, mas ainda não operacionalizado • Sempre que possível, priorização de produtores com >s áreas ‘limpas’, e em zonas circundantes e acessíveis • Prestação de servicos não é actividade principal na maior parte dos casos • Serviço aos camponeses visto como “responsabilidade social” – continuidade terminado o leasing? • Associações como excepção (ligação directa aos camponeses)
  11. 11. Implicações da escolhas tecnológicas para estruturas agrárias e sistemas de produção • Ausência de opções tecnológicas de micro/pequena escala para o camponês (ou compatíveis com conservação de solos ou práticas agroecológicas) • Mecanização na escala escolhida incentiva concentração de produção (acumulação de terra e constituição de blocos), especialização da produção (hortículas, milho, soja, algodão, tabaco...) e intensificação (uso de inputs modernos) • Serve essencialmente farmeiros médios/grandes e ajuda a consolidar emergentes (que já haviam emergido) • Maior parte dos camponeses não está em condição de aderir e fica à margem dum processo que não os ajuda a emergir
  12. 12. Implicações da escolhas tecnológicas para estruturas agrárias e sistemas de produção The question of choice of technique in agriculture is not merely a technical issue, but principally a political choice which affects the whole social structure of the rural economy. (A questão de escolha tecnológica na agricultura não é simplesmente uma questão técnica mas principalmente uma escolha política que afecta toda a estrutura social da economia rural.) Marc Wuyts (1981) “The Mechanization of Present-Day Mozambican Agriculture”, Development and Change, Vol. 12: 1-27.
  13. 13. II. Corredores de desenvolvimento
  14. 14. Corredores como espaço privilegiado para o desenvolvimento agrário • Programas do Governo • PEDSA, PNISA, PEC • Modernização (cadeia de valores, blocos de produção e CSAs) e agricultores emergentes • BAGC, PROSAVANA, PROIRRI; CPSA; Sustenta; Terra Segura • Parceiros de cooperação • Gapi • Japão, DFID, Banco Mundial, FAO • ORAM • OXFAM, AENA, OLIPA • Investidores • CLN/ CDN (logística) • PANNAR, Syngenta (sementes), YARA (fertilizantes) • Grandes produtores (e.g. Agrobusiness, Matanuska) • Agro-indústria (e.g. Sonil, JFS) • Desafios • Operacionalização e desembolsos • Coordenação e complementaridades
  15. 15. Os corredores dos camponeses • Infraestruturas físicas (estrada; linha férria; silos; CSAs) • ‘Soft infrastructure’ (posse de terra, feiras, associativismo, assistência técnica) • Esperar para ver (diversificação da renda; transições difíceis) • Emergentes a alimentar Moçambique?
  16. 16. Em síntese • Papel directo do Estado na definição de trajectória da transição agrária • Corredores e mecanização propiciam acumulação de cima para baixo (ou do meio para cima) • Que alternativas para potenciar um processo de emancipação e acumulação a partir da base camponesa?
  17. 17. Obrigad@! Euclides Gonçalves, Kaleidoscopio e.goncalves@kaleidoscopio.co.mz Lídia Cabral, Institute of Development Studies l.cabral@ids.ac.uk

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