3 O Papel Da EducaçãO Ambiental Na TransformaçãO Do Modelo De Sociedade Que Temos 28

3,030 views

Published on

Published in: Technology, Education
1 Comment
1 Like
Statistics
Notes
No Downloads
Views
Total views
3,030
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
6
Actions
Shares
0
Downloads
60
Comments
1
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

3 O Papel Da EducaçãO Ambiental Na TransformaçãO Do Modelo De Sociedade Que Temos 28

  1. 1. O papel da educação ambiental na transformação do modelo de sociedade que temos
  2. 2. O pulo da teoria à ação
  3. 3. qualidade sócio-ambiental é popular e consenso, sendo assim, por que, a maioria das pessoas, não age para que isso aconteça? O que está faltando para priorizarmos ações que nos levem à qualidade sócio-ambiental? Faltam conhecimentos básicos? Falta visão integrada? Falta nova percepção? Falta pensamento a longo prazo? O aprendizado, o raciocínio, a mudança de percepção e de ação só acontece quando estivermos sensibilizados para isso . E para que aconteça envolve o coração. O que esta faltando?
  4. 4. Será que temos que trocar as lentes?
  5. 5. A bacia do Itajaí tem muitas nascentes e quilômetros de rio. Fonte: SIBI, 2008.
  6. 6. <ul><li>A cada quilômetro quadrado de área (100 hectares) existem, em média, 2 quilômetros de cursos d’água. </li></ul><ul><li>Para proteger a água e os rios é preciso cuidar do escoamento da água em praticamente todo o solo </li></ul><ul><li>O regime de águas de uma região é explicado por vazão mínima, média e máxima registradas ao longo do tempo. </li></ul><ul><li>Conhecer essas vazões é essencial para fazer o gerenciamento da água, porque as demandas só poderão ser atendidas se tiver água suficiente. </li></ul>
  7. 7. A quantidade de água produzida na bacia do Itajaí pode ser assim caracterizada (em litros por segundo em cada quilômetro quadrado de terra): Vazão mínima em períodos de estiagem prolongada: 3,4 litros/s/Km 2 Vazão média de longo período: 22,4 litros/s/Km 2 Vazão máxima (a exemplo do pico da enchente de 1984 que atingiu 15,5 em Blumenau): 500 litros/s/Km 2
  8. 10. <ul><li> </li></ul>Rio Itajaí – Blumenau 2008
  9. 11. Rio Itajaí – Itaiópolis Encontro dos rios – Rio do Sul Rua 7 de setembro – Blumenau novembro de 2008
  10. 12. CLASSIFICAÇÃO DOS CORPOS D’ÁGUA USOS MENOS EXIGENTES QUALIDADE EXCELENTE DA ÁGUA USOS MAIS EXIGENTES QUALIDADE PÉSSIMA DA ÁGUA Elaborado por Amorim, 2008.
  11. 13. Classes de enquadramento e usos (água-doce) Fonte: Von Sperling (1995a), apud Amorim, 2008.
  12. 14. Quem estabelece e como é estabelecido? A classe do enquadramento a ser alcançada no futuro, para um determinado corpo de água, deverá ser estabelecida através de um processo de discussão pela sociedade, levando em conta os usos prioritários definidos para as suas águas. A discussão e a escolha de alternativas ocorrem dentro do fórum estabelecido pela Lei das Águas: o Comitê da Bacia Hidrográfica, no âmbito da elaboração do plano da bacia hidrográfica.
  13. 16. O rio que temos em termos de qualidade <ul><li>A bacia do Itajaí possui apenas 1 rio com qualidade compatível à classe 1; pouquíssimos rios com qualidade compatível à classe 2; a maioria dos rios com qualidade compatível à classe 3 e classe 4; e nenhum rio com qualidade compatível à classe Especial. </li></ul><ul><li>A pior situação de um ponto foi o que determinou a classe do rio em todo o trecho à montante, a partir dele até encontrar outro ponto ou até sua nascente. “É como se a cor do ponto se diluísse rio acima ”. </li></ul>
  14. 17. O rio que temos
  15. 18. Parâmetros determinantes para a classificação – conforme Resolução CONAMA 357 de 2005 <ul><li>A localização dos símbolos no mapa indica que naquele ponto, o parâmetro de pior resultado é o indicado. Só foram locados no mapa os símbolos correspondentes aos parâmetros de pior resultado para um mesmo ponto. </li></ul><ul><li>Por exemplo: Houve casos em que um mesmo ponto apresentou parâmetros com resultados compatíveis com a Classe 3, mas outro parâmetro com resultado compatível com a Classe 4. Neste caso, o parâmetro selecionado para ser locado no mapa é o que indicou a Classe 4. </li></ul>
  16. 19. O rio que temos
  17. 21. além de uma visão ampla e integrada, são necessárias: a ções coletivas que levem a transformações E para que essas ações coletivas aconteçam: a educação ambiental e vo cê como professor têm uma função muito importante Comportamentos individuais ordeiros, preocupados com a limpeza de uma área ou com a economia de recursos ambientais como a água ou a energia elétrica, pode ser socialmente desejável e útil, mas não significa necessariamente que tais comportamentos sejam integrados na formação de uma atitude ecológica e cidadã.
  18. 22. Professor é o profissional que possibilita o aprimoramento dos saberes através de mediação dos alunos e do seu conhecimento, ele testa práticas reflexivas e elabora sua atuação. Ele prepara os educandos para o exercício da cidadania. Quando o que permeia esta relação é a afetividade e a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), Lei 9.795/99 os resultados são significativos para a construção de ações coletivas que levem a qualidade sócio- ambiental da nossa região e mais que isso a transformação do modelo de sociedade que temos.
  19. 23. PNEA - Política Nacional de Educação Ambiental PRINCÍPIOS enfoque humanista, holístico, democrático e participativo concepção do MA em sua totalidade pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, transdisciplinaridade vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais garantia de continuidade e permanência do processo educativo permanente avaliação crítica do processo educativo abordagem das questões ambientais regionais, nacionais e globais reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural OBJETIVOS desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente garantia de democratização das informações ambientais estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade LINHAS DE ATUAÇÃO capacitação de Recursos Humanos desenvolvimento de estudos, pesquisas e experimentações produção e divulgação de material educativo acompanhamento e avaliação INCUMBÊNCIA ao Poder Público promover a EA em todos os níveis de ensino às instituições educativas promover a EA de maneira integrada aos programas educacionais ao SISNAMA promover ações de EA integradas aos programas de melhoria do MA aos meios de comunicação colaborar de maneira ativa e permanente na disseminação de informações e práticas educativas às empresas promover programas destinados à capacitação dos trabalhadores à sociedade formação de valores, atitudes e habilidades que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para melhoria do MA
  20. 24. <ul><li>Os nossos objetivos como educadores ambientais são: </li></ul><ul><li>desenvolver uma compreensão integrada do meio ambiente; </li></ul><ul><li>garantir a democratização das informações ambientais; </li></ul><ul><li>estimular e fortalecer uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social; </li></ul><ul><li>incentivar a participação individual e coletiva permanente e responsável; </li></ul><ul><li>estimular a cooperação entre as diversas regiões do País; </li></ul><ul><li>fomentar e fortalecer a integração com a ciência e a tecnologia e fortalecer a cidadania, </li></ul><ul><li>a autodeterminação dos povos e </li></ul><ul><li>solidariedade </li></ul>
  21. 25. <ul><li>O conceito de cidadania implica na participação do cidadão em diversas atividades ligadas ao exercício de direitos e obrigações individuais, políticos e sociais. </li></ul><ul><li>Cidadania tem a ver com a consciência do sujeito , do indivíduo, de pertencer a uma coletividade. </li></ul><ul><li>Define uma pessoa como membro competente da sociedade. </li></ul><ul><li>A participação na gestão dos bens públicos, na criação e implementação de políticas públicas é exercer a cidadania. </li></ul>
  22. 26. <ul><li>De acordo com a Lei 9.795, que institui a Política Nacional de EA </li></ul><ul><li>Educação ambiental é o processo por meio do qual o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltados para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida, e para sua sustentabilidade </li></ul>
  23. 27. <ul><li>O ideal da educação ambiental é formar pessoas engajadas na transformação das relações da sociedade com a natureza, buscando alternativas e soluções para a melhoria da qualidade de vida e para o modelo social vigente. </li></ul>
  24. 28. <ul><li>A Política Nacional de Educação Ambiental incumbe: </li></ul><ul><li>as secretárias de educação de promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino de maneira integrada aos programas educativos elaborados. </li></ul><ul><li>E a sociedade, de formar valores, atitudes e habilidades que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para a melhoria do meio ambiente. </li></ul><ul><li>Sendo assim, o professor é o executor da incumbência dada à secretária de educação e o facilitador da incumbência dada para a sociedade </li></ul>
  25. 29. <ul><li>Você professor: </li></ul><ul><li>-     Entende e age em prol da educação ambiental? </li></ul><ul><li>-    Entende e tem firme propósito de agir visando à qualidade sócio-ambiental? </li></ul><ul><li>-  Conhece lideranças políticas, religiosas, econômicas e sociais que entendem ou agem em prol da qualidade sócio-ambiental? </li></ul><ul><li>-   Ator que podemos contar para construir ações que visem à qualidade sócio- ambiental da nossa região? </li></ul><ul><li>  </li></ul>Os professores são capazes de gerar conhecimentos básicos que junto com os saberes das comunidades tornam possível a gestão participativa dos ecossistemas.
  26. 30. <ul><li>E na sua escola, educação ambiental está presente? </li></ul>
  27. 31. <ul><li>Entende-se por educação ambiental formal a educação desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino, públicas e privadas </li></ul><ul><li>(Lei 9.975 que institui a Política Nacional de EA). </li></ul>
  28. 32. <ul><li>Ela tem como principal instrumento a escola , mas para que o tema meio ambiente seja incorporado ao cotidiano escolar, por intermédio das áreas de conhecimento, e não apenas se mantenha como um tema excepcional em semanas ou atividades comemorativas, é necessária uma proposta de ação contínua. </li></ul>
  29. 33. <ul><li>A educação ambiental na escola exige método, noção de escala, boa percepção das relações entre tempo e espaço, entendimento da conjuntura social, conhecimento sobre diferentes realidades regionais e, sobretudo, códigos de linguagem adaptados às faixas etárias dos alunos; </li></ul><ul><li>Implica em exercício permanente de interdisciplinaridade e enfrentamento de ações cotidianas; </li></ul><ul><li>Sinaliza para a conquista ou reconquista da cidadania. </li></ul>
  30. 34. <ul><li>A escola é o lugar adequado para dotar as pessoas de conhecimentos, compreensão adequada e habilidades necessárias para que realmente ocorra uma mudança comportamental e a construção de novos valores. </li></ul><ul><li>Dessa forma, a escola cumprirá o seu papel social, colocando em prática os fundamentos da EA e contribuindo para a formação de cidadãos. </li></ul><ul><li>Só assim as escolas colaborarão para que a sociedade passe a ser ambientalmente sustentável e socialmente justa, pois a relação do homem com o meio ambiente é o produto da percepção que ele tem do meio. </li></ul>
  31. 35. Principais Tendências em EA no Brasil
  32. 36. Principais Tendências em EA no Brasil
  33. 37. Principais Tendências em EA no Brasil
  34. 38. Diversos autores propõe uma educação dirigida ao ambiente, a qual deve ser:

×