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20 daniel

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20 daniel

  1. 1. 1 Escultura do profeta Daniel, feita por Aleijadinho em Congonhas (1800 – 1805). No pergaminho, que segura, constam as seguintes palavras, traduzidas do latim: "Encerrado por ordem do rei na cova dos leões, sou libertado, incólume, com o auxílio de Deus.“ Aleijadinho nunca vira um leão - observe o detalhe da orelha. ESCOLA BÍBLICA VIRTUAL CLASSE: A BÍBLIA EM UM ANO PROFº: FRANCISCO TUDELA PIBPENHA –SP-2017 AULA 7 A BÍBLIA TODA EM UM ANO
  2. 2. 2 DANIELDANIEL INDEPENDENTEMENTE DA SITUAÇÃO, DEVEMOS PERMANECER FIRMES NO SENHOR Dn 3.23-25 Dn 6.16-22
  3. 3. 3 O versículo 2.44 é chave para entendimento do livro. Deus é o Senhor da história, e governa as nações: estabelece e depõe seus governantes (2.21; 4.17,32). A história não é uma sucessão de fatos sem nexo nem pode ser controlada pelos homens. Há alguém, nos bastidores, que a conduz para um ponto determinado, que podemos compreender qual seja em Ef 1.10. Isto acontecerá quando se cumprir o texto de Ap 1.7. TEMA 3
  4. 4. 4 Em 9.2 e 10.2 o autor se declara: Daniel. Há o testemunho de Jesus em Mt 24.15 que cita Daniel: “...do qual falou o profeta Daniel ...” Os 6 primeiros capítulos são escritos na 3ª pessoa e o restante na 1ª pessoa, daí, pelos aspectos biográficos contidos, os caps. 1 ao 6 foram escritos por outra pessoa a respeito de Daniel. O livro trata de acontecimentos entre 605 e 530 a.C. Não há consenso na data da escrita, talvez 579 a.C. 4
  5. 5. 5
  6. 6. 6 Daniel (significa: Deus é meu juiz) era membro da família real, nascido em Jerusalém em 623 a.C. (um ano antes de Ezequiel) durante a reforma de Josias e no início do ministério de Jeremias (627-582 aC.). Talvez fosse descendente do rei Ezequias (1.3). Levado para a Babilônia na primeira deportação em 606, tinha entre 12 e 15 anos, e depois de 3 anos de estudos foi selecionado para o serviço real de Nabucodonosor (1.19). Profetizou durante 67 anos (603-536 a.C.). Viveu nos reinados de 4 reis: Nabucodonosor, Belsazar, Dario e Ciro; e 3 impérios: Babilônia, Média e Pérsia. Chamado de “muito amado” (9.23;10.11e19), tido como “honesto, fiel, e sem erro ou falta (irrepreensível). 6.4 6
  7. 7. 7 Seu nome foi mudado, de acordo com o panteão de deuses babilônicos, para Beltessazar (1.7), “Que Bel proteja a sua vida” ou “Príncipe de Bel” (um dos principais deuses babilônios). Em 603 a.C., com 20 anos de idade, tornou-se governador da província da Babilônia e chefe de todos os “sábios” (2.48-49). Foi o principal conselheiro de Nabucodonosor durante a destruição de Jerusalém em 586 a.C. (???) Com Belsazar foi 3º em importância no governo (5.29). Com Dario foi supervisor dos satrapas e o rei planejava colocá-lo como líder sobre todo o reino (6.1-3). Depois de quase 70 anos de serviço público, morreu na Babilônia com 80 anos, nunca voltou para judá. 7
  8. 8. 8 Babilônia atingiu seu apogeu com Nabucodonosor, e depois de invadida por Alexandre, o Grande, entrou em declínio. Destruída seus tijolos foram usados para edificar Bagdá. A construção mais famosa foram os jardins suspensos de Semíramis, rainha mitológica casada com Ninrode (neto de Cam, filho de Noé, que fundara Babilônia e reinado sobre todo o Oriente). Gn10.7-11 8 Portal da Babilônia no museu de Pérgamo em Berlim
  9. 9. 9
  10. 10. Império Período Babilônia 605 dC – 539 dC Medo-Persa 539 dC – 331 dC Grécia 331 dC – 168 dC Império Romano 168 aC – 476 dC Europa dividida 476 dC
  11. 11. 11 A religião da Babilônia tinha muitos deuses: Bel (Baal), Merodaque (Marduque, ver Jr 50.2); Enlil, padroeiro de Nipur “senhor do mundo” (em Nipur, a 64 km de Babilônia, morava Ezequiel), Nebo (Is 46.1), e outros. Com a ascensão da cidade Babilônia, Merodaque, seu deus padroeiro tornou-se importante, passando a ser o senhor ou Bel do panteão dos deuses do Império. Para templo de Merodaque os sacerdotes traziam anualmente as estátuas dos deuses na festa de Nisã. Assim, não foi difícil para Nabucodonosor conferir ao Deus dos judeus os títulos “Deus dos deuses” (2.47) e “O Altíssimo” (4.34) pois: Deus dera sabedoria a Daniel para interpretar sonhos (2.26-28); Deus protegera os três jovens na fornalha (3.28); CENÁRIO RELIGIOSO 11
  12. 12. 12 O Livro Um livro de revelações, assim como Apocalipse. Daniel desempenha o mesmo papel para o AT que Apocalipse para o NT. Escrito do cativeiro de Judá na Babilônia, tal como o Apocalipse foi do cativeiro na ilha de Patmos, Grécia. Caps. 1 a 6 - Seis cap. históricos: conflitos morais envolvendo Daniel e seus três companheiros; Caps. 7 a 12 – Seis cap. proféticos: a mão de Deus controlando o decorrer da história.
  13. 13. 13 Escrito em hebraico e aramaico, como Esdras (Ed 4.18- 6.18; 7.12-26) e Jeremias (Jr 10.11). 1.1 até 2.4a - escrito para os judeus em hebraico; 2.4b até 7.28 - sobre as nações gentílicas, está em aramaico, a língua dos Caldeus; 8.1até 12.13 - sobre a nação judaica, em hebraico. O aramaico foi a língua oficial do Oriente Médio durante os séculos 7 a.C. a 7 d.C. (2Rs 18.26,28). O hebraico desapareceu como língua cotidiana dos judeus durante o exílio, permaneceu como língua religiosa, voltou a ser a língua oficial com a fundação do estado de Israel, em 19/5/1948. Jesus falava o aramaico e no Templo o hebraico. LÍNGUAS 13
  14. 14. 14 Uma das maneiras de Deus se revelar aos seus profetas é através de sonhos e visões (Nm 12.6). Profeta não é aquele que adivinha ou prediz o futuro. O profeta denuncia os erros e males da sociedade, apontando a necessidade de mudança de rumo para atingir o objetivo dado por Deus. Visões não são iguais aos sonhos. O profeta Zacarias recebeu a palavra de Deus através de sonhos, no meio da noite, quando dormia. Amós recebeu a palavra de Deus através de visões, durante o dia, quando estava acordado. Amós viu certas coisas: os gafanhotos, o fogo.
  15. 15. 15 Na primeira parte do livro, Daniel interpreta os sonhos de outras pessoas. José também interpretou os sonhos que o Faraó tivera a propósito dos sete anos de abundância e dos sete anos de fome (Gn 41.1-32).
  16. 16. 16 A visão do carneiro e do bode tida por Daniel (8.1-25), lhe foi explicada pelo anjo Gabriel (8.16); O profeta Jeremias também teve uma visão dos dois cestos de figos (Jr 24.1-10) cujo significado lhe foi explicado por Deus (Jr 24.4);
  17. 17. 17 Quando Deus dirige a sua palavra a alguém, não em sonho ou numa visão, mas fazendo-lhe ouvir uma voz, trata-se de uma revelação. Deus fala ao profeta Elias quando estava em Horebe: "Que fazes aqui, Elias?" (1 Rs 19.13)
  18. 18. 18 Daniel, Ezequiel, Zacarias e o Apocalipse pertencem ao tipo de literatura conhecida como apocalíptica. O livro de Daniel não nos foi dado por Deus para promover o misticismo, nem adivinhar o futuro (do grego, escatologia = escato “coisas do fim, finais dos tempos” + logia “estudo”), mas para fortalecer nossopara fortalecer nosso caráter nos mostrando o caráter aprovado de Daniel.caráter nos mostrando o caráter aprovado de Daniel. Daniel ficou aterrorizado, cansado, doente e chorou por causa das suas visões. (7.28, 8.27,10.2,3,8,9). Passou anos meditando e orando sobre o significado delas (8.1 ano 551, 8.27 além da sua compreensão, e 9.1,2 ano 539) 10.13 Há batalhas espirituais, anjos do bem e do mal. Miguel quer dizer “quem é a favor de Deus”. 10.13,20 18
  19. 19. 19 I.  I.  História – narrativas da vida de Daniel (interpretaHistória – narrativas da vida de Daniel (interpreta sonhos dos outrossonhos dos outros)) 1. Cativeiro e preparo na corte gentílica ……..   1.1-21   2. Interpretação da grande estátua ………………   2.1-49   3. Três amigos hebreus na fornalha ……………    3.1-30   4. Interpretação da grande árvore ………………      4.1-37   5. Interpretação da escrita na parede ………..      5.1-31   6. Livramento da cova dos leões ………………..      6.1-28   II. II. Profecia – visões de Daniel (Profecia – visões de Daniel (um anjo interpreta seus sonhosum anjo interpreta seus sonhos)) 1.Visão dos quatro animais e o filho do homem 7.1-8  2.Visão do carneiro persa e do bode grego        8.1-27   3. Visão das setenta semanas de Israel             9.1-27   4. Visão da oposição a Israel e o triunfo final.     10-12  ESBOÇO DO LIVRO 19
  20. 20. 2020
  21. 21. 2121 Em 605 aC, Daniel e outros judeus cativos chegam à Babilônia. Chegam os utensílios sagrados do templo de Jerusalém,  para serem guardados numa casa de tesouros pagã. Daniel e seus três companheiros hebreus, jovens judeus da  realeza escolhidos para um treinamento de 3 anos no  palácio do rei. 1.8 Os alimentos da realeza e o vinho que se recusaram a  comer, eram alimentos consagrados aos ídolos da Babilônia  e, portanto, comidas impuras segundo a lei judaica. Daniel propõe uma dieta vegetariana. 1.15,17 Deus, por esta fidelidade, lhes concede a melhor  aparência dentre todos, além de conhecimento e sabedoria,  e, para Daniel, também o poder de interpretar sonhos. Preparação para o serviço de Estado 
  22. 22. 2222 Nabucodonosor nomeia os quatro como seus conselheiros. 1.21 Pode ter sido acrescentado para dizer que Daniel estava no  serviço real 70 anos depois de exilado. 3.1 Ergueu a estátua no ano em que queimaram Jerusalém.  3.5,15,17,18 Convictos, independentemente se Deus os  resgataria ou não 3.25 Filhos dos deuses = anjo. 3.29 Dá liberdade religiosa aos judeus. 4.25-28 Daniel não perde a oportunidade e apresenta o verdadeiro Deus. 4.31 Deus se pronuncia. 4.34 Não quer dizer que aceitou Deus como seu único Deus. 5.1 Belsazar é neto de Nabucodonosor,      ano 539 a.C. 6.10 Daí o Islamismo se voltar para Meca.
  23. 23. 23 6.16,22 Na hora da aflição só um sossega leão 6.24 O feitiço virou contra o feiticeiro
  24. 24. 24 Caps. 1 a 6 - Seis confrontos morais envolvendo Daniel e seus três companheiros: 1.Não contaminar-se com as iguarias que o rei ofereceu; 2. Glorificando ao Senhor no sonho de Nabucodonosor (um  rei mau e que não sabia ouvir um “não”); 3. Fidelidade ao Senhor mesmo ameaçados de serem  queimados vivos confiam no resgate de Deus; 4. Falando a verdade a Nabucodonosor (um rei soberbo); 5. Recusando glória  a Belsazar (um rei corrupto e mau); 6. Adoração só a Deus, mesmo ameaçado de ser lançado  vivo aos leões pelos ministros invejosos.
  25. 25. 25 Daniel fala do AnticristoDaniel fala do Anticristo,  tipificado por figuras: (1)   7.8-11 como o “outro  chifre, pequeno” (2)   8.9-25 como o “chifre  pequeno que cresceu muito  para o sul e o oriente” (3)  11.36-45 como um rei  que se exaltará contra Deus (4) 12.1,11 como aquele que  estabelecerá a abominação  desoladora. 25
  26. 26. 26 Cap 12 – O fim dos tempos 12.1  A  grande  tribulação  e  o  livramento  do  povo  de  Deus. 12.2 A ressurreição dos mortos. 12.4 A busca por maiormaior conhecimento. 12,10  Acontecerão  muitas  coisas  que  os  ímpios  não  darão valor, mas os santos sim. Com o livro de Daniel encerramos a leitura do conjunto  “Profetas Maiores”. A seguir apresento uma visão geral desses profetas:
  27. 27. 27   ISAÍAS JEREMIAS EZEQUIEL DANIEL CONHECIDO COMO Profeta messiânico. Profeta julgamento Profeta  das  visões,  do exílio, Profeta  dos  tempos  gentílicos PREGOU PARA Hebreus em Judá Hebreus em Judá e no  cativeiro Hebreus cativos na Babilônia Reis gentílicos e hebreus cativos TEMA Judá e Jerusalém Is 1.1; 2.1 Uzias, Jotão, Acaz Judá e as nações Jr 1.5,9,10; 2.1,2 Josias, Jeoacaz Todo Israel Ez 2.3-6; 3.4-10,17 Zedequias de Judá Nações gentias e Israel – Dn 2.36; 9.24 Jeoiaquim, Joaquim TEMPO/REIS Ezequias, reis de Judá Is 1.1 Jeoiaquim, Joaquim, Zedequias – Jr 1.2,3 Nabucodonosor da Babilônia Zedequias, Nabucodonosor, Dario e  Ciro DATA/ANOS 740-680 a.C. 60 anos 627-582 a.C. 45 anos 591-570 a.C. 22 anos 603-536 a.C. 67 anos CHAMADA Is 6.1-8 Jr 1.4-19 Ez 1.1 e 3.27 Nenhuma FUNDO  POLÍTICO Judá ameaçada p/Síria  e  Israel;  Aliança  com  Assíria; Queda-Israel Hostilidade  c/  Egito  e  Babilônia;  deportação  de Judá Hebreus cativos na Babilônia; outros hebreus em Judá Hebreus cativos na Babilônia FUNDO  RELIGIOSO Apostasia;  hipocrisia  fachada exterior Avivamento  sob  Josias  e depois idolatria Incredulidade  da  nação,  rebelião  e  desobediência Nação  sem  comunhão  com Deus FUNDO  HISTÓRICO 2Rs 15-10; 2Cr 26-30 2Rs 24,25 Dn 1-6 Dn 1-6 27  COMPARAÇÃO DOS PROFETAS MAIORES
  28. 28. 28 A Bíblia foi escrita para nossa edificação e orientação, a questão é: O que Daniel nos ensina? (1) É possível manter a fidelidade num ambiente pagão. (2) Que Deus usa pessoas de todas as classes sociais, em todos os ambientes. Ezequiel estava como líder dos cativos no campo, e Daniel servindo aos dominadores, no palácio. (3) Que um jovem não precisa ser como os jovens do mundo para se realizar. (4) Mesmo achando que Deus nos abandonou manter- se fiel a Êle. 3.18 28
  29. 29. 29 (5) Que é possível servir a Deus sem ser pastor ou missionário. (6) Que um servo de Deus, entrando em ambiente político, não deve se corromper, mas manter-se fiel. Aos políticos evangélicos, envolvidos em corrupção, falta o perfil de um José e de um Daniel. (7) Que Deus domina a história e seu propósito se cumpre de acordo com sua vontade. (8) Que nem sempre Deus impede que sejamos lançados na fornalha ou no meio dos leões. Mas quando somos lançados, Ele está conosco, seja na fornalha seja na cova (3.24-25 e 6.22). (9)(9) Cada um de nós deve viver segundo o ensino doCada um de nós deve viver segundo o ensino do último versículo de Daniel: 12.13.último versículo de Daniel: 12.13. 29
  30. 30. 3030 Toda a Bíblia em um ano: Ester a Malaquias; Dusilek, Darci; 10ª Ed. Rio de Janeiro; Ed. Horizonal, 2011 A História de Israel no A T; Schltz Samuel J.; Ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova; 1977 Bíblia De Estudo NVI, Barker; São Paulo; Ed. Vida; 2003 Manual Bíblico SBB; trad. Noronha, Lailah; São Paulo; Ed. Sociedade Bíblica do Brasil; 2008 Textos Bíblicos extraídos: Bíblia Sagrada Nova Versão Internacional; São Paulo; Ed. Vida; 2001 BRUCCE, F. F. Comentário Bíblico NVI. São Paulo, Ed. Vida, 1ª edição, 2008 http://www.ctadoradores.com.br/Mergulhando/ Reflexões extraídas: Páginas da World Wide Web Programa ROTA 66 – Sayão, Luiz – Rádio transmundial 30
  31. 31. 3131
  32. 32. 32
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