Interação entre usuário e catálogo: perspectivas junto à Web 2.0

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Apresentação realizada no XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

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Interação entre usuário e catálogo: perspectivas junto à Web 2.0

  1. 1. Interação entre usuário e catálogo Perspectivas junto à Web 2.0 Fabrício S. Assumpção Mestrando em Ciência da Informação – UNESP Bolsista CAPES Plácida L. V. A. C. Santos Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação UNESP Maria J. V. Jorente Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação UNESP XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação
  2. 2. Introdução  Usuário – Catálogo – Recursos informacionais  Catálogos foram (estão sendo!) potencializados pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)  Web, inicialmente estática, apresentou nos últimos anos ambientes dinâmicos, caracterizados, entre outros, pela participação mais ativa do usuário na criação de conteúdo (Web 2.0 ou Web social).
  3. 3. Objetivo  Apontar algumas das questões relacionadas à interação entre os usuários e os catálogos e destacar como essa interação pode ser melhor conduzida se observadas as características presentes nos serviços e produtos oferecidos na Web 2.0.
  4. 4. Os catálogos e seus objetivos  1. Permitir que uma pessoa encontre um livro do qual (a) o autor (b) o título é conhecido. (c) o assunto  2. Mostrar o que a biblioteca possui (d) de um dado autor (e) sobre um dado assunto (f) em um tipo de literatura.  3. Auxiliar na escolha de um livro (g) por sua edição (bibliograficamente). (h) por seu caráter (literário ou temático). (CUTTER, 1904, p. 12)
  5. 5. Os catálogos e seus objetivos Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação  Os catálogos devem permitir ao usuário:  encontrar um recurso informacional ou um conjunto de recursos;  identificar (distinguir) um recurso ou agente;  selecionar um recurso;  adquirir ou obter o acesso ao recurso;  navegar no catálogo e além dele. (STATEMENT..., 2009, p. 3-4)
  6. 6. A Web como espaço social  Web 1.0: caracteriza-se por ambientes com pouca ou nenhuma interação entre os usuários e entre os usuários e os conteúdos, predominavam os sites estáticos em que os usuários eram apenas leitores.  Web 2.0:  “[...] é possível criar uma conexão por meio das comunidades de usuários com interesses em comum, resultado do uso da plataforma mais aberta e dinâmica.” (BLATTMANN; SILVA, 2007, p. 199)
  7. 7. Web 2.0 e Biblioteca 2.0  Biblioteca 2.0  Destacar o emprego das características e dos princípios da Web 2.0 nas bibliotecas.  Características da Biblioteca 2.0:  É centrada no usuário  Provê uma experiência multimídia  É socialmente rica  É comunitariamente inovadora (MANESS, 2006).
  8. 8. Biblioteca 2.0  “[...] um OPAC personalizado que inclui acesso a mensagem instantânea, feeds RSS, blogs, wikis, tags, e perfis públicos e privados dentro da rede da biblioteca.” (MANESS, 2006, tradução nossa).  “Algumas dessas ideias não são novas para as bibliotecas, mas a tecnologia é nova e está permitindo a reinvenção dos serviços na esfera das bibliotecas” (WILSON, 2007, p. 1, tradução nossa).  Os usuários deslocaram sua atenção para outras fontes de informação. A questão atual não é como trazer usuários para as bibliotecas, mas sim como levar a biblioteca aos usuários. A resposta a essa questão envolverá, necessariamente, a transformação dos catálogos (COYLE, 2007, p. 289).
  9. 9. Catálogos mais sociais  Os catálogos são ferramentas 1.0 desenvolvidas como índices organizados para o acervo de itens físicos de bibliotecas no século XIX (COYLE, 2007, p. 290).  Mesmo após a inserção na Web, permaneceram principalmente como inventários dos itens das bibliotecas, assim como permaneceu a troca passiva de informação:  Usuários digitavam os termos de busca que esperavam que descrevessem o que buscavam e os catálogos retornavam listas de registros bibliográficos correspondentes às requisições dos usuários (WILSON, 2007, p. 1-2).
  10. 10. 5.1 Participação do usuário  Os usuários esperam encontrar uma comunidade e interagir com os recursos informacionais, não apenas consumi-los passivamente (COYLE, 2007).  Postura das bibliotecas vs. Expectativa do usuário  Folksonomia (tagging): linguagem e relacionamentos definidos pelo usuário  Além das tags?
  11. 11. 5.2 O catálogo como rede social  Exemplos: comunidades de leitores  LibraryThing, Goodreads, Skoob  A disponibilização de espaços para que os usuários criem suas listas de leitura, de favoritos, etc., comentem e adicionem tags é uma iniciativa já presente em alguns catálogos de bibliotecas.  Falta ainda a incorporação de ferramentas que permitam a interação entre os usuários, por exemplo, pelo compartilhamento de listas, de indicações de leitura, de fóruns, etc.
  12. 12. 5.3 Links para outros ambientes  Maiores possibilidades de escolhas.  Inclusão de ferramentas para o compartilhamento de informações dos catálogos em outros ambientes.  Um simples botão “Compartilhar no Facebook” ou “Compartilhar no Twitter” ajuda na divulgação da biblioteca, de seu catálogo, de seus recursos informacionais e de seus serviços, assim como pode levar o usuário a sentir-se como um participante do catálogo.
  13. 13. 5.4 Atuação do bibliotecário  Conhecimentos da sala de aula – Realidade  Atualização profissional  Mais importante: conhecer a comunidade e, então, ponderar se as tecnologias da Web 2.0 podem ser utilizadas no ambiente e, se sim, como deve ocorrer tal utilização.
  14. 14. Considerações finais  Necessidade de uma mudança no pensar e no agir do profissional bibliotecário em relação à participação do usuário no catálogo.  Deve ser levado em consideração que muitos dos possíveis usuários serão nativos digitais, ao passo que outra parcela deles será composta por indivíduos com diferentes graus de “digitabilidade”.
  15. 15. Considerações finais  Por fim, os catálogos on-line não podem ser implantados e considerados finalizados.  Ações de conscientização e de avaliação devem ser feitas com a comunidade e os bibliotecários, para possibilitar o aprimoramento do catálogo e deixá-lo em harmonia com as necessidades e as expectativas de seus usuários.
  16. 16. Referências  BLATTMANN, Ú.; SILVA, F. C. C. da. Colaboração e interação na web 2.0 e biblioteca 2.0. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 12, n. 2, p. 191-215, jul./dez., 2007.  COYLE, K. Managing technology: the library catalog in a 2.0 world. Journal of Academic Librarianship, v. 33, n. 2, p. 289-291, Mar. 2007.  CUTTER, C. A. Rules for a dictionary catalog. 4th ed. rew. Washington, DC: Government Printing Office, 1904.  MANESS, J. M. Library 2.0 theory: web 2.0 and its implications for libraries. Webology, v. 3, n. 2, Jun. 2006.  STATEMENT of International Cataloguing Principles. [S.l.]: IFLA, 2009. Disponível em: <http://www.ifla.org/files/cataloguing/icp/icp_2009-en.pdf>. Acesso em: 1 dez. 2012.  WILSON, K. OPAC 2.0: Next generation online library catalogues ride the Web 2.0 wave! Post-print of: Online Currents, v. 21, n. 10, p. 406-413, 2007.
  17. 17. Obrigado! Fabrício S. Assumpção Mestrando em Ciência da Informação – UNESP Bolsista CAPES assumpcao.f@gmail.com Plácida L. V. A. C. Santos Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação UNESP plácida@marilia.unesp.br Maria J. V. Jorente Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação UNESP mjjorente@yahoo.com.br

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