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Apresentação em slide para oficina de (In) disciplina e Mediação de Conflitos na Escola

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Apresentação em slide para oficina de (In) disciplina e Mediação de Conflitos na Escola

  1. 1. Indisciplina e Mediação de Conflitos na Escola
  2. 2. <ul><li>Cada participante recebe um balão e o enche. Em seguida o formador solicita que amarrem os balões e o segurem com a mão esquerda, e que coloquem a mão direita aberta para trás, onde foi colocado um palito de dente. </li></ul><ul><li>A regra é: proteger o seu balão e mantê-lo cheio até acabar o tempo de cinco minutos. </li></ul>Dinâmica
  3. 3. <ul><li>Dado o sinal de início, alguns balões começam a ser estourados pelos colegas com o palito de dentes. Ao final do tempo dado, geralmente poucos permanecem com os balões cheios. </li></ul>Executando a dinâmica
  4. 4. <ul><li>Todos poderiam ter permanecido com os balões cheios se não usassem os palitos, pois a regra não era estourar os balões. </li></ul><ul><li>Foi o espírito competitivo que os levou a furar os balões. Nesse espírito todos querem ganhar. Embora a consigna fosse ter o seu balão cheio, apenas alguns se preocupam em proteger o seu balão. O palito de dentes simboliza o conflito. </li></ul><ul><li>Neste modelo, em situações de conflito o nosso objetivo é ganhar, não basta proteger, é preciso vencer e para vencer é preciso destruir o outro nas dimensões objetiva e subjetiva. </li></ul><ul><li>Este é um paradigma cultural que precisa ser desconstruído. Todos tinham palitos e o outro esperava que o ataque ocorresse. </li></ul>Reflexão
  5. 5. <ul><li>A forma de proteger foi atacando, porque o outro esperava isso. </li></ul><ul><li>A filosofia que predomina é: o importante é que a outra pessoa perca e que eu ganhe! </li></ul><ul><li>A fórmula era: para eu ganhar o outro tem que perder, mas esse é um paradigma que precisa ser desconstruído na mediação. </li></ul><ul><li>Em lugar dele é preciso pensar no que podemos fazer juntos para solucionar o problema que nos envolve. Essa é a mudança de paradigma que deve ser feita. </li></ul><ul><li> Todos devem ganhar na mediação escolar. Tal mediação não trabalha a questão (conflitos), mas as pessoas que estão envolvidas na questão. </li></ul><ul><li>Nesse novo paradigma, o conceito de quem ganha e de quem perde deve ser superado. Nossa cultura está formatada para ganhar e perder. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>O que poderia produzir uma escola com outro modelo? </li></ul>A pergunta é:
  7. 7. <ul><li>A proposta educacional da UNESCO está norteada por quatro eixos que são pertinentes ao tema: </li></ul><ul><li>Aprender a ser; </li></ul><ul><li>2. Aprender a fazer; </li></ul><ul><li>3. Aprender a conviver; </li></ul><ul><li>4. Aprender a aprender. </li></ul><ul><li>Nesse contexto as teorias educacionais devem ser aliadas da mediação escolar enquanto prática. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>A violência tem estado presente na nossa sociedade ao longo dos tempos, seja de forma direta, nos conflitos interpessoais, seja através da violência estrutural e cultural que dão origem a situações de humilhação, discriminação, exclusão e mesmo de vitimização. Assistimos a uma cultura de violência que sobressai nos modos de interagir dos indivíduos: adultos, jovens ou crianças esta é uma realidade a  qual as Escolas em geral não o escapam e que tem vindo a afetar o seu funcionamento harmonioso. </li></ul><ul><li>  </li></ul>RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
  9. 9. Grandes exemplos de conflito nos conhecidos movimentos de rompimento de paradigmas: autor tipo de conflito processo resultante síntese Freud Darwin Marx Piaget Conflito entre desejo e proibição Conflito entre o sujeito e o meio Conflito entre classes sociais Conflito nas decisões e experiências Repressão e defesa Diferenciação e adaptação Estratificação social/hierarquia Aprendizagem/ resolução de problemas Luta pelo dever Luta por existir Luta pela igualdade Luta por ser
  10. 10. <ul><li>O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro – Sinepe Rio–, solicitou ao IBOPE uma pesquisa intitulada: </li></ul><ul><li>(RIO DE JANEIRO, 2006), que recolheu opiniões de jovens entre 14 e 18 anos. </li></ul>Pesquisa &quot;O jovem, a sociedade e a ética&quot;
  11. 11. <ul><li>Dentre estes, quais são os dois mais graves problemas do Brasil? </li></ul>Rio de Janeiro, divulgação: jan./mar. 2007. Pergunta
  12. 12. Pergunta Quem você considera mais responsável pela garantia de um bom futuro para pessoas como você?
  13. 13. <ul><li>Grau de confiança nas pessoas e instituições </li></ul>INSTITUIÇÕES CONFIA % NÃO CONFIA % NÃO TEM OPINIÃO Professores 84% 13% 3% E. particular 77% 18% 5% <ul><li>E. Pública </li></ul><ul><li>Médicos </li></ul><ul><li>Religião </li></ul><ul><li>Católica </li></ul><ul><li>I. Evangélica </li></ul><ul><li>Televisão </li></ul><ul><li>Rádio </li></ul><ul><li>Jornal </li></ul>76% 75 71 66 61 60 62 59 19% 21 23 26 30 36 35 37 5% 4 6 8 8 4 4 4
  14. 14. Para cada frase citada, gostaria de saber se você concorda ou discorda Pergunta: Proposições Concorda Discorda 1. A educação dos jovens deve ter limites bem definidos .............................................................. 2. No Brasil é possível melhorar a condição social através do voto ......................................... 3. Um cidadão não tem só direitos, tem deveres com a sociedade ................................................. 4. O voto pode mudar a situação de um país ..... 5. O importante para os jovens é viver o presente, sem pensar no futuro .......................... 6.Os jovens são desmotivados, nada lhes interessa .............................................................. 7. Experiência profissional é mais importante que a educação ................................................... 8. No Brasil só se protege os direitos de quem não respeita os direitos dos outros ..................... 82% 73% 70% 64% 57% 50% 49% 49% 14% 21% 24% 30% 40% 46% 46% 44%
  15. 15. <ul><li>Dentre estes, para qual ponto você julga que uma boa escola deveria estar voltada? </li></ul>Pergunta
  16. 16. <ul><li>O resultado mostra o quanto a escola e a educação povoam o imaginário dos jovens, o quanto estes ainda vêem na escola e na educação instrumentos importantes para suas vidas e o quanto a violência na escola os afasta de seus sonhos ou os amedronta. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Situação que revela o posição , confronto de opiniões , entre pessoas ou grupos, geradora de violência verbal ou física ; </li></ul><ul><li>2.Oposição vivida no íntimo de cada pessoa quer entre o seu saber e as informações novas, quer entre os seus desejos e os imperativos exteriores. </li></ul><ul><li>Dicionário Verbo </li></ul>Definição de conflito
  18. 19. O conflito, em si, não é violento. A forma de resolver ou de exprimir o conflito é, ela sim, muitas vezes, violenta. A violência, sutil ou expressa, é uma consequência da rivalidade, da tensão, do desacordo entre os indivíduos. Conflito e violência
  19. 20. O Conflito: nosso velho conhecido ... <ul><li>Conflitos próprios da infância </li></ul><ul><li>Conflitos pessoais da adolescência </li></ul><ul><li>Conflitos intrapessoais </li></ul>Ir/não ir Comprar/não comprar Fazer/não fazer Falar/não falar Casar/não casar
  20. 21. <ul><li>Entre duas pessoas, entre pessoas e grupos, entre grupos, entre pessoas e organizações, entre grupos e organizações. </li></ul><ul><li>O conflito faz parte do processo comum de interação de uma sociedade aberta. </li></ul><ul><li>Por conta do conflito as diferenças se apresentam e podem ser resolvidas; </li></ul><ul><li>Mediante o Conflito antagonismos se manifestam e podem ser superados. </li></ul><ul><li>Conflitos interpessoais </li></ul>
  21. 22. Fatores presentes no Conflito <ul><li>Objetivos </li></ul><ul><li>Aumento de salário </li></ul><ul><li>Controle de terra </li></ul><ul><li>Custódia de filho </li></ul><ul><li>Chefia do grupo </li></ul><ul><li>Subjetivos </li></ul><ul><li>Prestígio </li></ul><ul><li>Honra </li></ul><ul><li>Hierarquia </li></ul><ul><li>Reconhecimento </li></ul>Realistas Não-realistas
  22. 23. Concordância Discordância TRANSFORMAÇÃO SOCIAL Conflito Aliança Conflito
  23. 24. <ul><li>O Conflito não é inimigo da “ordem” social. </li></ul><ul><li>O Conflito é o resultado dos “diferentes e das diferenças” que hoje já podem conviver na sociedade. </li></ul>Logo...
  24. 25. <ul><li>Devemos aprender a lidar com essa situação irreversível, antecipando decisões a fim de que, quando o problema surgir mais fortemente, estejamos aptos a lidar com ele. </li></ul>E mais...
  25. 26. <ul><li>A visão positiva do conflito permite que este seja visto com naturalidade, o que facilita a sua administração. Eles não devem ser vistos como obstáculos; ao contrário, devem ser encarados como normais, não sendo necessariamente nem bons ou ruins, positivos ou negativos. É a resposta que se dá aos conflitos que os torna positivos ou negativos, construtivo ou destrutivos. A questão é como resolvê-los, se por meios violentos ou não violentos. </li></ul>
  26. 27. Conflitos no contexto escolar São os provenientes das ações próprias dos sistemas escolares ou oriundos das relações que envolvem os atores da comunidade educacional.
  27. 28. <ul><li>Entre docentes  comunicação, interesses, disputa de poder, valores, competição, divergência de posições políticas e ideológicas. </li></ul><ul><li>Entre alunos e docentes  não entender o que explicam, notas arbitrárias, falta de material, desinteresse, não serem ouvidos... </li></ul><ul><li>Entre pais, docentes e gestores  agressão entre alunos e professores, perda de material, cantina, critérios de avaliação, uso de uniforme escolar, não atendimento a requisitos ‘burocráticos’ e administrativos da gestão. </li></ul>
  28. 29. É perante a constatação da existência de conflito e da necessidade da sua resolução positiva na escola que os professores poderão ver, neste momento, uma oportunidade de mudar, de crescer e de poder aumentar o seu grau de envolvimento e motivação.
  29. 30. Mediação de conflitos
  30. 31. <ul><li>A mediação de conflitos é um método que visa a resolução de controvérsias entre duas ou mais pessoas . Em busca da conciliação entre os envolvidos no conflito , um mediador (conciliador) imparcial deve desempenhar o papel de interlocutor. No entanto, o mediador deve estar preparado para facilitar a conversação e a pacificação . Para isso, é necessário o conhecimento de técnicas específicas que são aplicáveis durante o processo de conciliação. </li></ul>
  31. 32. Instituto Mediare do Rio de Janeiro, (1998) <ul><li>“ Um processo não adversarial, confidencial e voluntário, no qual um terceiro imparcial facilita a negociação entre duas ou mais partes, porém sem prescrever solução, onde um acordo mutuamente aceitável poderá ser um dos desenlaces possíveis”. </li></ul>
  32. 33. Mediação de conflito <ul><li>“ Se presenta como una herramienta que puede aportar a la resolución constructiva de conflictos, en especial en una organización donde sus integrantes se encuentran frente al desafío de convivir todos los días espetando sus diferencias”. </li></ul><ul><li>(OLIVERA, Mirta Gómez, 2004) </li></ul>Ela se revela importante porque:
  33. 34. Panorama Mundial <ul><li>A idéia de mediação de conflitos como método formal para resolver ou solucionar controvérsias, difundiu-se a partir da década de 70, nos Estados Unidos. </li></ul>
  34. 35. <ul><li>Os programas de resolução de conflitos tiveram origem fora do contexto escolar. </li></ul><ul><li>Nessa década, impulsionou-se a criação de centros de Mediação Comunitária, cujo objetivo era oferecer uma alternativa aos tribunais, permitindo aos cidadãos reunirem-se e procurarem uma solução para a questão que ali os levava. </li></ul>
  35. 36. <ul><li>Em 1982, em San Francisco inicia-se uma colaboração entre os centros de mediação comunitária e os sistemas escolares, criando o programa “Recursos de resolução de conflitos para a escola e jovens”. </li></ul>
  36. 37. <ul><li>No ano de 1984 surge, nos Estados Unidos, a NAME, Associação Nacional de Mediação Escolar, que serviria para o estudo e implementação da mediação e, em 1985, a NAME funde-se com o NIDRF, Instituto Nacional de Resolução de Litígios, nascendo a CRENET, Rede de Resolução de Conflitos na Educação. </li></ul>
  37. 38. <ul><ul><li>Neste último ano(2009), em Nova Iorque, surge o “Programa de resolução criativa de conflitos”, com os seguintes objetivos: </li></ul></ul><ul><ul><li>Mostrar aos jovens alternativas não violentas aos conflitos reais da sua vida; </li></ul></ul><ul><ul><li>Aprender a compreender e a valorizar a </li></ul></ul><ul><ul><li>própria cultura e a cultura dos restantes; </li></ul></ul><ul><li>- Transmitir às crianças e jovens o seu </li></ul><ul><li>papel protagonista na construção de </li></ul><ul><li>um mundo mais pacífico. </li></ul>
  38. 39. <ul><li>Progressivamente estendem-se por todo o mundo e, atualmente, existem experiências maduras na Argentina, Nova Zelândia, Austrália ou Canadá; </li></ul><ul><li>Na Europa, podemos encontrar </li></ul><ul><li>experiências desta natureza em </li></ul><ul><li>países como a França, </li></ul><ul><li>Grã-Bretanha, Suíça, Portugal, </li></ul><ul><li>Bélgica, Polônia, Alemanha, </li></ul><ul><li>Espanha, entre outros. </li></ul>Os programas de resolução de conflitos
  39. 40. <ul><li>A Província del Chaco, na Argentina, destaca-se pelas boas experiências na área de mediação escolar. Os resultados foram tão positivos nas escolas onde esse meio consensual foi implementado, que instigaram a criação de uma lei regulando a mediação no âmbito </li></ul><ul><li>escolar. </li></ul>
  40. 41. As finalidades dos programas de mediação de conflitos são: <ul><li>1. Criação de ambientes de aprendizagem seguros; </li></ul><ul><li>2. Promoção de ambientes de aprendizagem construtivos; </li></ul><ul><li>3. Desenvolvimento pessoal e social dos alunos, incluindo a aprendizagem de competências de resolução de problemas; </li></ul><ul><li>4. Desenvolvimento de uma perspectiva construtiva do conflito . </li></ul>
  41. 42. <ul><li>Preocupada com a onda de violência que se espalhou pelo mundo e atingiu também as crianças e os jovens, a Assembléia Nacional das Nações Unidas proclamou em novembro de 1997 o ano de 2000 como o ano internacional da cultura de paz, e em novembro de 2000, declarou o decênio 2001 – 2010 como o decênio internacional de uma cultura de paz e não violência para as crianças do mundo, designando a UNESCO como a entidade responsável pelas ações nesse período. </li></ul><ul><li>Em 2000, a UNESCO publicou o Manifesto 2000 por uma cultura de paz e não violência. </li></ul>
  42. 43. Panorama brasileiro <ul><li>No Brasil, ainda não existe uma legislação que regule a prática da mediação, mas mesmo que indiretamente, A Constituição Federal brasileira prevê o procedimento da mediação de conflitos, quando dispõe em seu preâmbulo: </li></ul><ul><li>“ É instituído um Estado Democrático, destinado a assegurar o </li></ul><ul><li>exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica de </li></ul><ul><li>controvérsias”. </li></ul>
  43. 44. <ul><li>Em abril de 2004, o Observatório da Violência nas Escolas, em parceria com a UNESCO e a Universidade Católica de Brasília, realizou na capital brasileira o Congresso Ibero-Americano sobre a violência nas Escolas, do qual resultou a Carta de Brasília- Por uma escola sem violências . </li></ul>
  44. 45. <ul><li>A Carta de Brasília recomendou algumas propostas e linhas de ação, das quais podem ser ressaltadas: </li></ul><ul><li>Assegurar que a violência nas escolas seja alvo prioritário das políticas públicas em todos os níveis governamentais, em regime de colaboração; </li></ul><ul><li>Fomentar parcerias entre instâncias governamentais e não-governamentais visando a implementação de ações, projetos e programas para a melhoria do ambiente escolar, bem como a prevenção e superação da violência; </li></ul><ul><li>Incentivar a criação de espaços institucionalizados de diálogo em estabelecimentos e redes escolares, envolvendo todos os atores da </li></ul><ul><li>escola; </li></ul><ul><li>Propor o desenvolvimento de pedagogias cooperativas que facilitem projetos de mediação. </li></ul>
  45. 46. Experiências <ul><li>Projeto Escola de Mediadores Trata-se de projeto desenvolvido em 2000, em parceria pelo Instituto NOOS, Viva Rio – Balcão de Direitos, Mediare e Secretaria Municipal de Educação, em duas escolas públicas do Município do Rio de Janeiro. A iniciativa teve o apoio do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, responsável pelo Programa “Escolas de Paz”. </li></ul>
  46. 47. <ul><li>Dessa experiência, foi elaborada a Cartilha Escola de Mediadores, que fornece informações sobre mediação de conflitos e o papel do mediador, bem como orienta a implementação da mediação escolar nas instituições de ensino e a criação da equipe que será responsável pelo desenvolvimento do projeto. </li></ul>
  47. 48. <ul><li>A escola apresenta-se como local privilegiado de socialização e, portanto, propício ao desenvolvimento de sentimentos, afetos e emoções que podem em determinado momento gerar conflitos em que o diálogo cotidiano não seja capaz de solucionar. Quando isso ocorre percebe-se a necessidade de que sejam tomadas providências para que essa situação conflituosa não se deteriorize vindo a tornar-se um ato de violência. </li></ul>Mediação de conflitos no contexto escolar
  48. 49. <ul><li>Estamos aptos a mediar o conflito no universo escolar? </li></ul><ul><li>Como lidamos com os conflitos entre alunos e alunos , alunos e professores , professores e </li></ul><ul><li>professores , professores e direção , direção e alunos , escola e comunidade ? </li></ul>
  49. 50. Texto: À beira do caos
  50. 51. Dinâmica de trabalho com o texto <ul><li>Dividir a turma em 05 grupos. Cada grupo fica com um dos casos apresentados no texto. </li></ul><ul><li>O grupo irá dramatizar a cena apresentada e logo após comenta sobre: </li></ul><ul><li>● O que aconteceu; </li></ul><ul><li>● O que fazer e </li></ul><ul><li>● Como evitar. </li></ul>
  51. 52. 1. &quot;Vou ficar sem chocolate&quot; Um caso de contágio emocional <ul><li>OS FATOS </li></ul><ul><li>&quot;Perdi o controle da classe em uma situação bastante inusitada. Uma garota foi viajar com a família no período de aulas e prometeu aos colegas que traria chocolates para todos na volta. A turma aguardou ansiosamente o retorno. No dia em que a viajante chegou, estávamos sentados no chão, terminando uma roda de conversa. Ela apareceu na porta, com uma enorme caixa enfeitada. </li></ul><ul><li>As crianças ficaram hipnotizadas. Peguei o pacote e comecei a distribuição, mas a garotada avançou. 'Também quero!' 'Tem pra mim?' 'Eu vou ficar sem!' Coloquei a caixa em uma prateleira e avisei que comeríamos chocolate apenas na hora do lanche. Tentei organizar a classe, sugerindo que a menina contasse sobre a viagem. Foi tudo em vão. A euforia não acabou, as crianças continuaram nervosas e não consegui fazer mais nada.&quot; Marta Rosa , Escola Miguilim, São Paulo, SP . </li></ul>
  52. 53. <ul><li>O QUE ACONTECEU? Essa é uma manifestação característica de contágio emocional. Ela ocorre quando um determinado fato desencadeia fortes emoções em um grupo. O filósofo e médico Henri Wallon (1879-1962) atribui significativa importância à reação coletiva no âmbito da Educação. Ele afirma que a emoção cria uma relação imediata entre os indivíduos, apontando para a união e para a cooperação (nos casos positivos) e para o conflito (nos negativos). Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), destaca que, no caso de Marta, houve dissonância entre o critério da professora e o dos pequenos. A primeira, como adulto que é, julgou o fato com racionalidade, levando em conta que existe hora certa para comer chocolate, conversar e brincar. Já as crianças queriam atender a seus desejos e fazer o que é mais agradável no momento. </li></ul><ul><li>O QUE FAZER? Como é difícil para os pequenos controlar emoções e reações, a melhor atitude é tentar conciliar os interesses do grupo. &quot;A professora poderia ter distribuído a guloseima ao mesmo tempo em que a garota contava sobre os lugares visitados&quot;, sugere Macedo. </li></ul><ul><li>COMO EVITAR? Em casos de emoções descontroladas, a melhor solução é deixá-las fluir, em vez de tentar abafá-las com regras que ainda não foram discutidas pelos pequenos (portanto, desconhecidas), e propor uma alternativa para que os desejos sejam atendidos. </li></ul>
  53. 54. 2. &quot;Ops... Caiu...&quot; Típico teste de limites <ul><li>OS FATOS </li></ul><ul><li>&quot;Eu já era professora há oito anos e, apesar disso, passei um sufoco danado quando precisei lidar com um menino que me testava o tempo todo. Havia na sala uma bancada repleta de brinquedos. No meio das atividades, ele se levantava, colocava a mão sobre o móvel e me lançava um olhar desafiador, ameaçando derrubar tudo no chão. Não dava outra: era só eu falar que não podia para ele colocar tudo abaixo. Eu ou a assistente reorganizávamos o espaço. Uma vez, fiquei a seu lado até que ele mesmo arrumasse a bagunça. Mas, quando estava quase terminando, o garoto derrubava tudo novamente. Nesse dia, não demorou muito para as outras crianças se agitarem, falando alto, puxando e empurrando uns aos outros. Percebi que elas também queriam a minha atenção. Pedi, então, para a coordenadora levá-las ao parque até a hora da saída. Já o menino permaneceu meia hora a mais na sala, mas colocou todos os brinquedos no lugar.&quot; Thais Silva , Escola Baby Mel, Salvador, BA. </li></ul>
  54. 55. <ul><li>O QUE ACONTECEU? A criança estava claramente testando limites. A percepção do que pode e do que não pode só é incorporada pelas crianças aos poucos. Experimentar para saber até onde chegar com suas atitudes é uma ferramenta natural de aprendizado. Um caso como o descrito também pode ser interpretado como uma maneira de disputar poder com o adulto. Mas existe outro aspecto a ser ressaltado: o valor &quot;ordem&quot; está construído apenas na cabeça dos adultos. Na perspectiva da criança, a bagunça significa uma possibilidade de exercer a criatividade. Quando ela desarruma a prateleira, tem a possibilidade de descobrir diferentes formas e caminhos para organizar os brinquedos. </li></ul><ul><li>O QUE FAZER? Quando os limites são colocados à prova, a criança não pode ganhar. Do contrário, terá a certeza de que está comandando a situação. A sanção por reciprocidade (termo usado por Jean Piaget [1896-1980] para caracterizar punições que têm por finalidade reparar o dano causado) aplicada pela professora foi correta: desarrumou, tem de arrumar. É também uma forma de a criança se redimir pelo que fez. </li></ul><ul><li>COMO EVITAR? Sempre haverá crianças que necessitam de atenção mais individualizada em alguns momentos. &quot;Aliás, este conflito diário acontece em todas as escolas: como atender o todo e cada um ao mesmo tempo?&quot;, reflete Lino de Macedo. </li></ul>
  55. 56. 3. &quot;Eu também quero...&quot; O caso da classe (des)organizada <ul><li>OS FATOS </li></ul><ul><li>&quot;Durante a Semana do Livro na escola, uma das atividades programadas para a minha turma era montar uma maquete do Sítio do Picapau Amarelo. Como nem todas as crianças se interessaram, realizei o trabalho com apenas algumas. Às outras, sugeri que lessem ou brincassem. Assim que abri o primeiro pote de tinta para pintar a base da estrutura, quem havia ficado de fora foi se aproximando. O burburinho aumentou quando os personagens começaram a surgir dos recortes no papel-cartão. Todos queriam participar, mas não havia material. Parei tudo, coloquei a maquete no meio da sala e fui relembrando as histórias de Monteiro Lobato. Só assim conseguimos terminar o projeto.&quot; Rosiane Perovano , EMEI Teresita Borrini Farina, João Neiva, ES. </li></ul>
  56. 57. <ul><li>O QUE ACONTECEU? A classe foi dividida em dois grupos, porém os objetivos de um não estavam relacionados à atividade principal, para a qual havia mais dedicação da professora. </li></ul><ul><li>O QUE FAZER? Para Zilma de Oliveira, professora de pós-graduação da Faculdade de Educação da USP, uma vez estabelecida a situação, impedir que parte da turma entre na atividade significaria adotar uma postura autoritária e, novamente, excludente. &quot;Nessas horas, é preciso ter flexibilidade para acolher os que ficaram de fora e rapidamente reorganizar a classe, como fez a professora.&quot; </li></ul><ul><li>COMO EVITAR? A situação relatada poderia não ter ocorrido se tivessem sido adotados critérios didáticos durante a organização da classe. A divisão das crianças em grupos para a realização de diferentes tarefas não é um problema em si. Porém todas precisam estar relacionadas ao mesmo objetivo. O psicólogo espanhol César Coll, professor da Universidade de Barcelona, aponta que em atividades em grupos o professor precisa ficar atento às condições de trabalho. Isso inclui cuidar da composição das equipes e da distribuição de tarefas, dar as instruções iniciais, explicar o que será feito, construir possibilidades de interações entre os grupos e, principalmente, fazer com que todos participem do resultado final coletivo. </li></ul>
  57. 58. 4. &quot;Foi ele quem começou!&quot; Briga entre os pequenos <ul><li>OS FATOS &quot;Quando eu trabalhava em uma sala, costumava ter como primeira atividade do dia uma roda de conversa. Às segundas-feiras, falávamos sobre o fim de semana. Naquele dia, todos chegaram muito agitados e, nem bem iniciamos o bate-papo, duas crianças começaram a se provocar. Achei que não ia dar em nada e continuei a ouvir os outros. Mas a briga iniciou rapidamente e a turma se dividiu em duas torcidas. Eu segureis os 'brigões' e, quando tudo se acalmou, sugeri que fôssemos ao parque extravasar.&quot; Maricélia Rocha , CEI Grão da Vida, São Paulo, SP. </li></ul><ul><li>O QUE ACONTECEU? As brigas estão ligadas a padrões de sociabilidade. As crianças observam que muitos adultos resolvem os conflitos usando a força física e acabam adotando esse comportamento por observação. </li></ul>
  58. 59. <ul><li>O QUE FAZER? Depois de separar os envolvidos na briga do resto do grupo, é importante esperar que eles se acalmem para depois conversar individualmente, incentivando-os a expor os próprios sentimentos e a refletir sobre os dos outros. Na maioria dos casos, agressões físicas ou verbais são algumas das maneiras que os pequenos têm para se expressar. Uma conversa com os dois juntos é essencial, assim como a discussão posterior com a turma toda reunida, mostrando que os conflitos acontecem (dentro ou fora da sala) e não devem ser encarados como algo anormal. Existem, porém outra maneira de resolvê-los. </li></ul><ul><li>COMO EVITAR? É preciso ficar atento a esse tipo de situação e isolar as crianças antes que o conflito se espalhe para o resto da classe. Além disso, o episódio rende assunto para uma próxima roda de conversa sobre, por exemplo, atitudes amistosas entre os colegas e dificuldades no convívio. &quot;Manter um bom relacionamento é difícil para todo mundo”. diz Zilma de Oliveira. </li></ul>
  59. 60. 5. &quot;O que eu faço agora?&quot; Quando o planejamento dá errado <ul><li>OS FATOS </li></ul><ul><li>&quot;Sou professora de uma turma e certo dia, em um período depois da hora do recreio, quando os alunos voltam bem agitados, organizei uma atividade que, na minha opinião, seria bem tranqüila: finalizar um trabalho de arte iniciado na semana anterior. Quando as crianças já estavam de volta à sala, fui procurar os desenhos e não os encontrei. Enquanto buscava desesperadamente o material, pedi que a turma pegasse os gibis e livros que tínhamos espalhados pelos cantos, o que não estava programado. Os alunos ficaram muito confusos e em pouco tempo estavam em polvorosa. Bateu aquele desespero! Coloquei-os em roda e sugeri cantar uma música. Foi a salvação!&quot; Mariana Cardoso , Escola Espaço Nossa Casa, São Paulo, SP. </li></ul>
  60. 61. <ul><li>O QUE ACONTECEU? </li></ul><ul><li>A falta de organização antecipada dos materiais e de um plano B foram os motivos do tumulto. As crianças se sentiram desorientadas porque provavelmente não tinham o hábito de usar livros e gibis em sala - a atividade que foi sugerida. A professora ainda teve de lidar com o próprio emocional, que estava abalado: a inquietação dela certamente foi percebida pela garotada, e um nervosismo alimentou o outro. Junte-se a isso os elementos de frustração da professora, e está instalado o caos. </li></ul><ul><li>O QUE FAZER? </li></ul><ul><li>Apesar de não estar preparada para um contratempo, uma vez que o tumulto foi instaurado, a professora conseguiu refletir e agir corretamente. Ao propor uma atividade envolvendo música e canto, ela começou a mudar a atmosfera emocional não apenas das crianças, mas principalmente a dela, o que também ajudou a estabelecer novamente a calma e a reorganizar tudo. </li></ul><ul><li>COMO EVITAR </li></ul><ul><li>Heloísa Dantas, professora da Faculdade de Educação da USP, alerta: estar preparada para a sala de aula significa não só ter o planejamento em mãos, antecipando possíveis contratempos, mas também ter o ambiente arrumado com antecedência. E nem tudo precisa ser resolvido pelo professor. Uma possibilidade é familiarizar as crianças com um espaço planejado para que elas tenham autonomia e atuem de maneira exploratória em qualquer situação, mesmo as não previstas ou combinadas. </li></ul>
  61. 62. <ul><li>A mediação escolar se caracteriza por possibilitar, dentro da escola, a educação em valores, a educação para a paz e uma nova visão acerca dos conflitos. </li></ul>
  62. 63. <ul><li>As pessoas não nascem sendo tolerantes, solidárias e respeitosas, elas necessitam ser educadas para agirem assim. </li></ul>
  63. 64. <ul><li>No processo da mediação como resolução de conflitos dentro da unidade escolar não há culpados, mas responsáveis. Todos têm que ter estes conceitos para que o diálogo seja estabelecido na mesma base. Desta maneira, todos irão proteger o seu “balão” e não usarão o seu “palito” para “furar” o de ninguém. </li></ul>
  64. 65. <ul><li>Solução dos problemas (pela visão positiva do conflito e da participação ativa das partes via diálogo, configurando a responsabilidade pela solução); </li></ul><ul><li>Prevenção de conflitos; </li></ul><ul><li>Inclusão social (conscientização de direitos); </li></ul><ul><li>4. Acesso à justiça e paz social. </li></ul>O processo de mediação apresenta quatro objetivos principais:
  65. 66. <ul><ul><li>O processo de mediação deverá: </li></ul></ul><ul><ul><li>1. Favorecer e estimular a comunicação entre as partes em conflito, o que traz consigo o controle das interações destrutivas; </li></ul></ul><ul><ul><li>2. Levar a que ambas as partes compreendam o conflito de uma forma global e não apenas a partir da sua própria perspectiva; </li></ul></ul><ul><ul><li>3. Ajudar na análise das causas do conflito, fazendo com que as partes separem os interesses dos sentimentos; </li></ul></ul><ul><ul><li>4. Favorecer a conversão das diferenças em formas criativas de resolução do conflito; </li></ul></ul><ul><li>- 5. Reparar, sempre que viável, as feridas emocionais que possam existir entre as partes. </li></ul>
  66. 67. Independentemente do tipo de mediação ou do papel do mediador em que nos situemos, qualquer processo de mediação deve desenrolar-se de acordo estes princípios de atuação: <ul><li>1. Voluntariedade </li></ul><ul><li>2. Confidencialidade </li></ul><ul><li>3. Imparcialidade/ Neutralidade </li></ul>
  67. 68. Fantástico, Globo, 19/09/2010
  68. 69. Diferentes programas, como o “ Programa Nacional de Mediación Escolar ”, da Argentina, apontam as seguintes fases necessárias para a implementação de um projeto de mediação de conflitos: <ul><li>A) Diagnóstico de necessidades </li></ul><ul><li>B) Ações de sensibilização </li></ul>
  69. 70. <ul><ul><li>Com as seguintes competências: </li></ul></ul><ul><ul><li>1. Acompanhamento do projeto; </li></ul></ul><ul><ul><li>2. Monitorização e apoio nas diversas fases do projeto; </li></ul></ul><ul><ul><li>3. Participação na capacitação dos alunos e na sensibilização de todos os setores envolvidos; </li></ul></ul><ul><ul><li>4. Apoio aos mediadores, reunir com eles para rever dificuldades e propor soluções; </li></ul></ul><ul><ul><li>5.Proposta de ajustes que considere necessários para o desenvolvimento do projeto. </li></ul></ul>C) Criação de uma equipe de apoio
  70. 71. <ul><li>D) Formação e capacitação </li></ul><ul><li>E) Seleção e formação de alunos mediadores : m ultidisciplinar, genêro e idade. </li></ul><ul><li>F) Implementação e monitoramento do projeto . R eunir-se-ão regularmente para: </li></ul><ul><ul><li>1. coordenar em conjunto a Equipa de Alunos Mediadores; </li></ul></ul><ul><ul><li>2. monitorizar as reuniões periódicas entre a Equipa de Apoio e o grupo de Alunos Mediadores; </li></ul></ul><ul><li>3. analisar os problemas e as dificuldades encontrados na prática da mediação. </li></ul><ul><li>G) Avaliação do projeto </li></ul>
  71. 72. O Mediador <ul><li>- É fundamental que o mediador seja capaz de separar os fatos da fantasia; </li></ul><ul><li>Ser completamente imparcial; </li></ul><ul><li>A questão (problema ou conflito) tem duas dimensões: o que é manifesto e o que é subjacente ou as motivações ; </li></ul><ul><li>Ser hábil em eliminar a oposição entre as partes envolvidas no conflito; </li></ul>
  72. 73. <ul><li>- Questionar para que as pessoas envolvidas eliminem certezas ; </li></ul><ul><li>As motivações conscientes e inconscientes devem ser trabalhadas; </li></ul><ul><li>A mediação propõe um estado de questionamento permanente. </li></ul>
  73. 74. <ul><li>Acolher sem pré-julgamentos ou pré-conceitos; </li></ul><ul><li>2. Ganhar a confiança por meio da imparcialidade; </li></ul><ul><li>3. Introduzir o respeito, mais pelo exemplo pessoal do que pela hierarquia; </li></ul><ul><li>4. Conseguir cooperação eliminando disputas; </li></ul><ul><li>5. Promover a criatividade na resolução do conflito e solução do mesmo; </li></ul><ul><li>6. Capacitar em administração de conflitos; </li></ul><ul><li>7. Promover a co-responsabilidade entre as partes envolvidas e não a culpabilidade. Vale lembrar que cada mediação é única e personalizada, pois está inserida em seu contexto peculiar. </li></ul>Nesse processo é importante ressaltar as funções do mediador:
  74. 75. Dicas para uma melhor resolução de conflitos: Pergunte, e não mande Ataque o assunto, não as pessoas Escute antes de falar Não aja emocionalmente Dê seguimento às soluções
  75. 76. DA PUNIÇÃO À RESPONSABILIZAÇÃO <ul><li>A punição não provoca necessariamente a reflexão sobre as causas que estão na raiz do conflito. O importante é comprometer a todos os envolvidos, e chegar a um plano de ação que respeite os indivíduos e suas necessidades. </li></ul>
  76. 77. <ul><li>Faz-se necessário ressaltar que a mediação não deve ser realizada quando já existe um ato violento, pois seria forçar a duas pessoas, em situação completamente opostas, vítima e agressor, a manterem relação respeitosa quando ainda há o medo, a angústia e ameaças. </li></ul>
  77. 78. <ul><li>A mediação escolar é uma construção cultural e t odos, sem exceção, na escola, devem no decorrer desta construção, estar capacitados em mediação. </li></ul>
  78. 79. <ul><li>Os benefícios da gestão de conflitos se manifestarão na construção de um ambiente participativo, interativo e de diálogo permanente, extremamente propício para a “educação para a paz”, pois não será um ambiente produzido por qualquer intervenção disciplinar, mas será o resultado de uma prática efetiva dos elementos que a compõe. E se falamos de uma escola para a paz, podemos extrapolar e falar também de uma “ sociedade para a paz”. </li></ul>
  79. 80. A educação para a paz aprende-se. A paz cultiva-se. A paz ensina-se para se tornar num hábito, num costume, numa cultura, numa necessidade absoluta... Francisleide Rodrigues dos Santos Orientadora Educacional/DRE Colinas
  80. 81. Bibliografia <ul><li>CHRISPINO,Álvaro. CHRISPINO,Raquel S. P. Políticas Educacionais de Redução da Violência:Mediação do Conflito Escolar.Ed:Biruta.Sãp Paulo, 2002. </li></ul><ul><li>ISA-ADRS e MEDIARE.Curso de mediação e resolução pacífica de conflitos em segurança pública.Brasília:Ministérios da Justiça,2007. </li></ul><ul><li>SEIDEL, Daniel (Org.).Mediação de conflitos: a solução de muitos problemas pode estar em suas mãos.Brasília:Vida e Juventude,2007. </li></ul><ul><li>Apostila do curso básico de capacitação em mediação. Instituto Mediare: Rio de Janeiro, 1988. </li></ul>
  81. 82. <ul><li>OLIVERA, Mirta Gómez. Técnicas de resolución de conflictos: por qué implementar programas de mediación escolar en las instituciones educativas? Disponível em: < http://www.mediacioneducativa. com.ar/experien14.htm>. </li></ul><ul><li>GUIMARÃES, Marcelo Rezende. Por uma cultura de paz . Disponível em: < http://www.educapaz.org.br/texto3.htm>. </li></ul><ul><li>Instituto NOOS. Projeto Escola de Mediadores.Disponível em: <http://www.noos.org.br/projetos/projeto-ger-escmediadores.html>. </li></ul><ul><li>Blog http://comunicacaonaoviolenta.blogspot.com </li></ul><ul><li>www.conima.org.br/regulamentos_2/mediacao/preparacao.html </li></ul>Sitologia
  82. 83. <ul><li>Projeto Escola de Mediadores , organizado pelos Institutos Viva Rio, Mediare e NOOS. Disponível em: < http://www.mj.gov.br/sedh/paznasescolas/Cartilha %20de%20Mediadores. doc </li></ul>

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