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COMPRIMIDO
E REDES PNEUMÁTICAS
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SUMÁRIO

Definição e aplicações de compressores
Definição e aplicações de Reservatórios

Redes de Distribuição

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INTRODUÇÃO
Um circuito pneumático ou hidráulico pode
ser mais facilmente interpretado quando
trabalhamos com "cores técnic...
NORMALIZAÇÃOD E CORES NA PNEUMÁTICA
VERMELHO
Indica pressão de alimentação, pressão normal do sistema, é a pressão do proc...
NORMALIZAÇÃOD E CORES NA PNEUMÁTICA
AMARELO
Indica uma restrição no controle de passagem do fluxo; ex.: utilização de válv...
COMPRESSORES
DEFINIÇÃO
Compressores são máquinas destinadas a elevar a pressão de um certo volume de ar,
admitido nas cond...
COMPRESSORES
COMPRESSORES DE DESLOCAMENTO POSITIVO
Baseia-se fundamentalmente na redução de volume. O ar é admitido em uma...
COMPRESSORES
COMPRESSORES DE DESLOCAMENTO DINÂMICO
A elevação da pressão é obtida por meio de conversão de energia cinétic...
TIPOS FUNDAMENTAIS DE COMPRESSORES

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COMPRESSOR DINÂMICO DE FLUXO RADIAL
O ar é acelerado a partir do centro de rotação, em direção à periferia, ou seja, é adm...
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Este compressor é dotado de uma carcaça onde giram dois rotores helicoidais em
sentidos opostos. Um...
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O ar à pressão atmosférica ocupa espaço entre os rotores e, conforme eles giram, o
volume compreend...
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COMPRESSOR DE SIMPLES EFEITO OU COMPRESSOR TIPO TRONCO
Este tipo de compressor leva este nome por ter somente uma câmara d...
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COMPRESSOR DE DUPLO EFEITO - COMPRESSOR TIPO CRUZETA
Este compressor é assim chamado por ter duas câmaras, ou seja, as dua...
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ÊMBOLO (PISTÃO)
O seu formato varia de acordo com a articulação
existente entre ele e a biela.
Nos compressores de S.E., o...
SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO DOS COMPRESSORES
Remove o calor gerado entre os estágios de compressão, visando:
Manter baixa a te...
SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO DOS COMPRESSORES
O sistema de refrigeração compreende duas fases:
Resfriamento dos cilindros de co...
RESFRIAMENTO À ÁGUA
Os blocos dos cilindros são dotados de
paredes duplas, entre as quais circula
água. A superfície que e...
RESFRIAMENTO À ÁGUA
Os compressores refrigeradores à água necessitam atenção constante, para que o fluxo
refrigerante não ...
RESFRIAMENTO A AR
Compressores pequenos e médios podem ser, vantajosamente, resfriados a ar num sistema muito
prático, par...
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MANUTENÇÃO DO COMPRESSOR
Esta é uma tarefa importante dentro do setor industrial. É imprescindível seguir as
instruções re...
CONSIDERAÇÕES SOBRE IRREGULARIDADES NA COMPRESSÃO
Como na compressão o ar é aquecido, é normal um aquecimento do compresso...
CONSIDERAÇÕES SOBRE IRREGULARIDADES NA COMPRESSÃO
Em caso de "batidas" ou barulho anormal, observar os itens seguintes:
Ca...
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COMPRESSÃO
RESERVATÓRIO
DE
AR
COMPRIMIDO

Um sistema de ar comprimido é dotado, ger...
RESERVATÓRIO DE AR COMPRIMIDO

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CONSIDERAÇÕES
SOBRE
IRREGULARIDADES
RESERVATÓRIO DE AR COMPRIMIDO

NA

COMPRESSÃO

Os reservatórios são construídos no Bra...
LOCALIZAÇÃO DOS RESERVATÓRIOS
Os reservatórios devem ser instalados de modo que todos os drenos, conexões e aberturas de
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REDES DE DISTRIBUIÇÃO
Aplicar, para cada máquina ou dispositivo automatizado, um compressor próprio, é
possível somente em...
REDES DE DISTRIBUIÇÃO
Um sistema de distribuição perfeitamente executado deve apresentar os seguintes
requisitos:
Pequena ...
LAYOUT DAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO
Visando melhor performance na distribuição do ar, a definição do layout é importante.
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FORMATO DAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO
Em relação ao tipo de linha a ser executado, anel fechado (circuito fechado) ou circuito...
FORMATO DAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO

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VÁLVULAS DE FECHAMENTO NA LINHA DE DISTRIBUIÇÃO
São de grande importância na rede de distribuição para permitir a divisão ...
LIGAÇÕES ENTRE OS TUBOS
Processam-se de diversas maneiras, rosca, solda, flange, acoplamento rápido, devendo apresentar
a ...
LIGAÇÕES ENTRE OS TUBOS
Para valores acima, normalmente recomendam-se conexões soldadas, que podem ser por
topo para tubos...
CURVATURA
As curvas devem ser feitas no maior raio possível, para evitar perdas excessivas por
turbulência.
Evitar sempre ...
TOMADAS DE AR
Devem ser sempre feitas pela parte superior da tubulação principal, para evitar os
problemas de condensado j...
VAZAMENTOS
As quantidades de ar perdidas através de pequenos furos, acoplamentos com folgas,
vedações defeituosas, etc., q...
VAZAMENTO E PERDA DE POTÊNCIA EM
FUROS
Desta forma, um vazamento na rede representa um
consumo consideralvemente maior de ...
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Aula 9 produção de ar comprimido

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Aula 9 produção de ar comprimido

  1. 1. PRODUÇÃO DE AR COMPRIMIDO E REDES PNEUMÁTICAS Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  2. 2. SUMÁRIO Definição e aplicações de compressores Definição e aplicações de Reservatórios Redes de Distribuição Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  3. 3. INTRODUÇÃO Um circuito pneumático ou hidráulico pode ser mais facilmente interpretado quando trabalhamos com "cores técnicas", colorindo as linhas de fluxo, com o objetivo de identificar o que está ocorrendo com o mesmo ou qual função que este desenvolverá. As cores utilizadas para esse fim são normalizadas, porém existe uma diversificação em função da norma seguida. Apresentamos a seguir as cores utilizadas pelo ANSI (American National Standard Institute), que substitui a organização ASA: sua padronização de cores é bem completa e abrange a maioria das necessidades de um circuito. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  4. 4. NORMALIZAÇÃOD E CORES NA PNEUMÁTICA VERMELHO Indica pressão de alimentação, pressão normal do sistema, é a pressão do processo de transformação de energia; ex.: compressor. VIOLETA Indica que a pressão do sistema de transformação de energia foi intensificada; ex.: multiplicador de pressão. LARANJA Indica linha de comando, pilotagem ou que a pressão básica foi reduzida; ex.: pilotagem de uma válvula. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  5. 5. NORMALIZAÇÃOD E CORES NA PNEUMÁTICA AMARELO Indica uma restrição no controle de passagem do fluxo; ex.: utilização de válvula de controle de fluxo. AZUL Indica fluxo em descarga, escape ou retorno; ex.: exaustão para atmosfera. VERDE Indica sucção ou linha de drenagem; ex.: sucção do compressor. BRANCO Indica fluido inativo; ex.: armazenagem. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  6. 6. COMPRESSORES DEFINIÇÃO Compressores são máquinas destinadas a elevar a pressão de um certo volume de ar, admitido nas condições atmosféricas, até uma determinada pressão, exigida na execução dos trabalhos realizados pelo ar comprimido. CLASSIFICAÇÃO E DEFINIÇÃO SEGUNDO OS PRINCÍPIOS DE TRABALHO São duas as classificações fundamentais para os princípios de trabalho: Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  7. 7. COMPRESSORES COMPRESSORES DE DESLOCAMENTO POSITIVO Baseia-se fundamentalmente na redução de volume. O ar é admitido em uma câmara isolada do meio exterior, onde seu volume é gradualmente diminuído, processando-se a compressão. Quando uma certa pressão é atingida, provoca a abertura de válvulas de descarga, ou simplesmente o ar é empurrado para o tubo de descarga durante a contínua diminuição do volume da câmara de compressão. Ha uma elevação na pressão. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  8. 8. COMPRESSORES COMPRESSORES DE DESLOCAMENTO DINÂMICO A elevação da pressão é obtida por meio de conversão de energia cinética em energia de pressão, durante a passagem do ar através do compressor. O ar admitido é colocado em contato com impulsores (rotor laminado) dotados de alta velocidade. Este ar é acelerado, atingindo velocidades elevadas e conseqüentemente os impulsores transmitem energia cinética ao ar. Posteriormente, seu escoamento é retardado por meio de difusores, obrigando a uma elevação na pressão. COMPRESSORES DE DIFUSOR É uma espécie de duto que provoca diminuição na velocidade de escoamento de um fluido, causando aumento de pressão. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  9. 9. TIPOS FUNDAMENTAIS DE COMPRESSORES Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  10. 10. COMPRESSOR DINÂMICO DE FLUXO RADIAL O ar é acelerado a partir do centro de rotação, em direção à periferia, ou seja, é admitido pela primeira hélice (rotor dotado de lâminas dispostas radialmente), axialmente, é acelerado e expulso radialmente. Quando vários estágios estão reunidos em uma carcaça única, o ar é obrigado a passar por um difusor antes de ser conduzido ao centro de rotação do estágio seguinte, causando a conversão de energia cinética em energia de pressão. A relação de compressão entre os estágios é determinada pelo desenho da hélice, sua velocidade tangencial e a densidade do gás. O resfriamento entre os estágios, a princípio, era realizado através de camisas d'água nas paredes internas do compressor. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  11. 11. COMPRESSOR DINÂMICO DE FLUXO RADIAL Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  12. 12. COMPRESSOR DINÂMICO DE FLUXO RADIAL Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  13. 13. COMPRESSOR DE PARAFUSO Este compressor é dotado de uma carcaça onde giram dois rotores helicoidais em sentidos opostos. Um dos rotores possui lóbulos convexos, o outro uma depressão côncava e são denominados, respectivamente, rotor macho e rotor fêmea. Os rotores são sincronizados por meio de engrenagens; entretanto existem fabricantes que fazem com que um rotor acione o outro por contato direto. O processo mais comum é acionar o rotor macho, obtendo-se uma velocidade menor do rotor fêmea. Estes rotores revolvem-se numa carcaça cuja superfície interna consiste de dois cilindros ligados como um "oito". Nas extremidades da câmara existem aberturas para admissão e descarga do ar. O ciclo de compressão pode ser seguido pelas figuras a,b,c,d. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  14. 14. COMPRESSOR DE PARAFUSO O ar à pressão atmosférica ocupa espaço entre os rotores e, conforme eles giram, o volume compreendido entre os mesmos é isolado da admissão. Em seguida, começa a decrescer, dando início à compressão. Esta prossegue até uma posição tal que a descarga é descoberta e o ar é descarregado continuamente, livre de pulsações. No tubo de descarga existe uma válvula de retenção, para evitar que a pressão faça o compressor trabalhar como motor durante os períodos em que estiver parado. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  15. 15. COMPRESSOR DE PARAFUSO Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  16. 16. COMPRESSOR DE SIMPLES EFEITO OU COMPRESSOR TIPO TRONCO Este tipo de compressor leva este nome por ter somente uma câmara de compressão, ou seja, apenas a face superior do pistão aspira o ar e comprime; a câmara formada pela face inferior está em conexão com o Cárter. O pistão está ligado diretamente ao virabrequim por uma biela (este sistema de ligação é denominado tronco), que proporciona um movimento alternativo de sobe e desce ao pistão, e o empuxo é totalmente transmitido ao cilindro de compressão. Iniciado o movimento descendente, o ar é aspirado por meio de válvulas de admissão, preenchendo a câmara de compressão. A compressão do ar tem início com o movimento da subida. Após obter-se uma pressão suficiente para abrir a válvula de descarga, o ar é expulso para o sistema. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  17. 17. COMPRESSOR DE SIMPLES EFEITO OU COMPRESSOR TIPO TRONCO Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  18. 18. COMPRESSOR DE DUPLO EFEITO - COMPRESSOR TIPO CRUZETA Este compressor é assim chamado por ter duas câmaras, ou seja, as duas faces do êmbolo aspiram e comprimem. O virabrequim está ligado a uma cruzeta por uma biela; a cruzeta, por sua vez, está ligada ao êmbolo por uma haste. Desta maneira consegue transmitir movimento alternativo ao êmbolo, além do que, a força de empuxo não é mais transmitida ao cilindro de compressão e sim às paredes guias da cruzeta. O êmbolo efetua o movimento descendente e o ar é admitido na câmara superior, enquanto que o ar contido na câmara inferior é comprimido e expelido. Procedendo-se o movimento oposto, a câmara que havia efetuado a admissão do ar realiza a sua compressão e a que havia comprimido efetua a admissão. Os movimentos prosseguem desta maneira, durante a marcha do trabalho. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  19. 19. COMPRESSOR DE DUPLO EFEITO - COMPRESSOR TIPO CRUZETA Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  20. 20. ÊMBOLO (PISTÃO) O seu formato varia de acordo com a articulação existente entre ele e a biela. Nos compressores de S.E., o pé da biela se articula diretamente sobre o pistão e este, ao subir, provoca empuxo na parede do cilindro. Em conseqüência, o êmbolo deve apresentar uma superfície de contato suficiente. No caso de D.E., o empuxo lateral é suportado pela cruzeta e o êmbolo é rigidamente preso à haste. Os êmbolos são feitos de ferro fundido ou ligas de alumínio. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  21. 21. SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO DOS COMPRESSORES Remove o calor gerado entre os estágios de compressão, visando: Manter baixa a temperatura das válvulas, do óleo lubrificante e do ar que está sendo comprimido (com a queda de temperatura do ar a umidade é removida). Aproximar a compressão da isotérmica, embora esta dificilmente possa ser atingida, devido à pequena superfície para troca de calor. Evitar deformação do bloco e cabeçote, devido às temperaturas. Aumentar a eficiência do compressor. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  22. 22. SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO DOS COMPRESSORES O sistema de refrigeração compreende duas fases: Resfriamento dos cilindros de compressão Resfriamento do Resfriador Intermediário Um sistema de refrigeração ideal é aquele em que a temperatura do ar na saída do resfriador intermediário é igual à temperatura de admissão deste ar. O resfriamento pode ser realizado por meio de ar em circulação, ventilação forçada e água, sendo que o resfriamento à água é o ideal porque provoca condensação de umidade; os demais não provocam condensação. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  23. 23. RESFRIAMENTO À ÁGUA Os blocos dos cilindros são dotados de paredes duplas, entre as quais circula água. A superfície que exige um melhor resfriamento é a do cabeçote, pois permanece em contato com o gás ao fim da compressão. No resfriador intermediário empregam-se, em geral, tubos com aletas. O ar a ser resfriado passa em torno dos tubos, transferindo o calor para a água em circulação. Esta construção é preferida, pois permite maior vazão e maior troca de calor. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  24. 24. RESFRIAMENTO À ÁGUA Os compressores refrigeradores à água necessitam atenção constante, para que o fluxo refrigerante não sofra qualquer interrupção, o que acarretaria um aumento sensível na temperatura de trabalho. Determinados tipos de compressores possuem, no sistema de resfriamento intermediário, válvulas termostáticas, visando assegurar o seu funcionamento e protegendo-o contra a temperatura excessiva, por falta d'água ou outro motivo qualquer. O resfriamento intermediário pela circulação de água é o mais indicado. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  25. 25. RESFRIAMENTO A AR Compressores pequenos e médios podem ser, vantajosamente, resfriados a ar num sistema muito prático, particularmente em instalações ao ar livre ou onde o calor pode ser retirado facilmente das dependências. Nestes casos, o resfriamento a ar é a alternativa conveniente. Existem dois modos básicos de resfriamento por ar : CIRCULAÇÃO Os cilindros e cabeçotes, geralmente, são aletados a fim de proporcionar maior troca de calor, o que é feito por meio da circulação do ar ambiente e com auxílio de hélices nas polias de transmissão. VENTILAÇÃO FORÇADA A refrigeração interna dos cabeçotes e resfriador intermediário é conseguida através de ventilação forçada, ocasionada por uma ventoinha, obrigando o ar a circular no interior do compressor. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  26. 26. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  27. 27. MANUTENÇÃO DO COMPRESSOR Esta é uma tarefa importante dentro do setor industrial. É imprescindível seguir as instruções recomendadas pelo fabricante que, melhor do que ninguém, conhece os pontos vitais de manutenção. Um plano semanal de manutenção será previsto, e nele será programada uma verificação no nível de lubrificação, nos lugares apropriados e, particularmente, nos mancais do compressor, motor e no Cárter. Neste mesmo prazo será prevista a limpeza do filtro de ar e a verificação experimental da válvula de segurança, para comprovação do seu real funcionamento. Será prevista também a verificação da tensão das correias. Periodicamente, será verificada a fixação do volante sobre o eixo de manivelas. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  28. 28. CONSIDERAÇÕES SOBRE IRREGULARIDADES NA COMPRESSÃO Como na compressão o ar é aquecido, é normal um aquecimento do compressor. Porém, às vezes o aquecimento exagerado pode ser devido a uma das seguintes causas: Falta de óleo no Cárter Válvulas presas Ventilação insuficiente Válvulas sujas Óleo do Cárter viscoso demais Válvulas de recalque quebradas Filtro de ar entupido Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  29. 29. CONSIDERAÇÕES SOBRE IRREGULARIDADES NA COMPRESSÃO Em caso de "batidas" ou barulho anormal, observar os itens seguintes: Carvão no pistão Folga ou desgaste nos pinos que prendem as buchas e os pistões Jogo nos mancais das buchas no eixo das manivelas Desgaste nos mancais principais Válvulas mal assentadas Volante solto Se os períodos de funcionamento são mais longos que os normais, isto pode ser devido a: Entupimento do filtro de ar Perda de ar nas linhas Válvulas sujas ou emperradas Necessidade de maior capacidade de ar Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  30. 30. CONSIDERAÇÕES SOBRE IRREGULARIDADES NA COMPRESSÃO RESERVATÓRIO DE AR COMPRIMIDO Um sistema de ar comprimido é dotado, geralmente, de um ou mais reservatórios, desempenhando grandes funções junto a todo o processo de produção. Em geral, o reservatório possui as seguintes funções: Armazenar o ar comprimido. Resfriar o ar auxiliando a eliminação do condensado. Compensar as flutuações de pressão em todo o sistema de distribuição. Estabilizar o fluxo de ar. Controlar as marchas dos compressores, etc. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  31. 31. RESERVATÓRIO DE AR COMPRIMIDO Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  32. 32. CONSIDERAÇÕES SOBRE IRREGULARIDADES RESERVATÓRIO DE AR COMPRIMIDO NA COMPRESSÃO Os reservatórios são construídos no Brasil conforme a norma PNB 109 da A.B.N.T, que recomenda: Nenhum reservatório deve operar com uma pressão acima da Pressão Máxima de Trabalho permitida, exceto quando a válvula de segurança estiver dando vazão; Nesta condição, a pressão não deve ser excedida em mais de 6% do seu valor. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  33. 33. LOCALIZAÇÃO DOS RESERVATÓRIOS Os reservatórios devem ser instalados de modo que todos os drenos, conexões e aberturas de inspeção sejam facilmente acessíveis. Em nenhuma condição, o reservatório deve ser enterrado ou instalado em local de difícil acesso; Deve ser instalado, de preferência, fora da casa dos compressores, na sombra, para facilitar a condensação da umidade e do óleo contidos no ar comprimido; Deve possuir um dreno no ponto mais baixo para fazer a remoção deste condensado acumulado em cada 8 horas de trabalho; O dreno, preferencialmente, deverá ser automático. Os reservatórios são dotados ainda de manômetro, válvulas de segurança, e são submetidos a uma prova de pressão hidrostática, antes da utilização. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  34. 34. REDES DE DISTRIBUIÇÃO Aplicar, para cada máquina ou dispositivo automatizado, um compressor próprio, é possível somente em casos esporádicos e isolados. Onde existem vários pontos de aplicação, o processo mais conveniente e racional é efetuar a distribuição do ar comprimido situando as tomadas nas proximidades dos utilizadores. A rede de distribuição de A.C. compreende todas as tubulações que saem do reservatório, passando pelo secador e que, unidas, orientam o ar comprimido até os pontos individuais de utilização. A rede possui duas funções básicas: Comunicar a fonte produtora com os equipamentos consumidores. Funcionar como um reservatório para atender às exigências locais. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  35. 35. REDES DE DISTRIBUIÇÃO Um sistema de distribuição perfeitamente executado deve apresentar os seguintes requisitos: Pequena queda de pressão entre o compressor e as partes de consumo, a fim de manter a pressão dentro de limites toleráveis em conformidade com as exigências das aplicações. Não apresentar escape de ar; do contrário haveria perda de potência. Apresentar grande capacidade de realizar separação de condensado. Ao serem efetuados o projeto e a instalação de uma planta qualquer de distribuição, é necessário levar em consideração certos preceitos. O não-cumprimento de certas bases é contraproducente e aumenta sensivelmente a necessidade de manutenção. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  36. 36. LAYOUT DAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO Visando melhor performance na distribuição do ar, a definição do layout é importante. Este deve ser construído em desenho isométrico ou escala, permitindo a obtenção do comprimento das tubulações nos diversos trechos. O layout apresenta a rede principal de distribuição, suas ramificações, todos os pontos de consumo, incluindo futuras aplicações; qual a pressão destes pontos, e a posição de válvulas de fechamento, moduladoras, conexões, curvaturas, separadores de condensado, etc. Através do layout, pode-se então definir o menor percurso da tubulação, acarretando menores perdas de carga e proporcionando economia. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  37. 37. FORMATO DAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO Em relação ao tipo de linha a ser executado, anel fechado (circuito fechado) ou circuito aberto, devem-se analisar as condições favoráveis e desfavoráveis de cada uma. Geralmente a rede de distribuição é em circuito fechado, em torno da área onde há necessidade do ar comprimido. Deste anel partem as ramificações para os diferentes pontos de consumo. O Anel fechado auxilia na manutenção de uma pressão constante, além de proporcionar uma distribuição mais uniforme do ar comprimido para os consumos intermitentes. Dificulta porém a separação da umidade, porque o fluxo não possui uma direção; dependendo do local de consumo, circula em duas direções. Existem casos em que o circuito aberto deve ser feito, por ex.: área onde o transporte de materiais e peças é aéreo, pontos isolados, pontos distantes, etc; neste caso, são estendidas linhas principais para o ponto. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  38. 38. FORMATO DAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  39. 39. VÁLVULAS DE FECHAMENTO NA LINHA DE DISTRIBUIÇÃO São de grande importância na rede de distribuição para permitir a divisão desta em seções, especialmente em casos de grandes redes, fazendo com que as seções tornem-se isoladas para inspeção, modificações e manutenção. Assim, evitamos que outras seções sejam simultaneamente atingidas, não havendo paralisação do trabalho e da produção. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  40. 40. LIGAÇÕES ENTRE OS TUBOS Processam-se de diversas maneiras, rosca, solda, flange, acoplamento rápido, devendo apresentar a mais perfeita vedação. As ligações roscadas são comuns, devido ao baixo custo e facilidade de montagem e desmontagem. Para evitar vazamentos nas roscas é importante a utilização da fita Teflon, devido às imperfeições existentes na confecção das roscas. A união realizada por solda oferece menor possibilidade de vazamento, se comparada à união roscada, apesar de um custo maior. As uniões soldadas devem estar cercadas de certos cuidados, as escamas de óxido têm que ser retiradas do interior do tubo, o cordão de solda deve ser o mais uniforme possível. De maneira geral, a utilização de conexões roscadas se faz até diâmetros de 3". Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  41. 41. LIGAÇÕES ENTRE OS TUBOS Para valores acima, normalmente recomendam-se conexões soldadas, que podem ser por topo para tubos, soquete para curvas, flanges e válvulas. Para instalações que devem apresentar um maior grau de confiabilidade, recomenda- se uso de conexões flangeadas e soldadas. Para instalações provisórias, o ideal é o acoplamento rápido, também estanque. Na desmontagem não existem perdas de tubo e não há necessidade de fazer cortes para a remoção. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  42. 42. CURVATURA As curvas devem ser feitas no maior raio possível, para evitar perdas excessivas por turbulência. Evitar sempre a colocação de cotovelos 90°. A curva mínima deve possuir na curvatura interior um raio mínimo de duas vezes o diâmetro externo do tubo. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  43. 43. TOMADAS DE AR Devem ser sempre feitas pela parte superior da tubulação principal, para evitar os problemas de condensado já expostos. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  44. 44. VAZAMENTOS As quantidades de ar perdidas através de pequenos furos, acoplamentos com folgas, vedações defeituosas, etc., quando somadas, alcançam elevados valores. A importância econômica desta contínua perda de ar torna-se mais evidente quando comparada com o consumo de um equipamento e a potência necessária para realizar a compressão. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br
  45. 45. VAZAMENTO E PERDA DE POTÊNCIA EM FUROS Desta forma, um vazamento na rede representa um consumo consideralvemente maior de energia, que pode ser verificado através da tabela. É impossível eliminar por completo todos os vazamentos, porém estes devem ser reduzidos ao máximo com uma manutenção preventiva do sistema, de 3 a 5 vezes por ano, sendo verificados, por exemplo: Substituição de juntas de vedação defeituosa, engates, mangueiras, tubos, válvulas, aperto das conexões, restauração das vedações nas uniões roscadas, eliminação dos ramais de distribuição fora de uso e outras que podem aparecer, dependendo da rede construída. Profº Engº Francisco Alves de Lima Júnior engenheirofranciscojunior@yahoo.com.br

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