Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS        Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada                 ...
JustificativasA popularização da ciência• possibilita que o cidadão, na sociedade do conhecimento, tenha acesso àinformaçã...
JustificativasA popularização da ciência• é fundamental à alfabetização científica, que é condição necessária auma socieda...
Investigações sobre a popularização da                   ciência             •   Interesse nos procedimentos linguísticos ...
•   Afiliação ao princípio da existência de graus de popularização da    ciência           decorrentes dos componentes da...
• Hipótese    → A referenciação e o discurso relatado – dentre categoriassituacionais, discursivas e linguísticas – parece...
Postulados teóricosEsta pesquisa assume• que toda troca de linguagem é empreendida por um locutor que, em  determinado esp...
Postulados teóricosAlém disso, fundamentam a análise do corpus• a concepção semiolinguística de que o ato de linguagem se ...
Postulados teóricos• o conceito de contrato de comunicação e• em especial, a concepção de contrato de comunicação da mídia...
Postulados teóricos• a perspectiva construtivista da referenciação (Mondada e Dubois, 2003;  Apothelóz e Reichler-Béguelin...
Postulados teóricos• o conceito semiolinguístico de discurso relatado     “ato de enunciação mediante o qual um locutor (...
Metodologia: seleção do corpus• Local de publicação:a versão impressa das revistas brasileiras Ciência Hoje e VEJA• Data d...
Metodologia: procedimentos de análise                        Análise qualitativa dos textos constituintes do corpus quanto...
Diferentes graus de popularização da ciência na                        mídia(1) Poder anti-inflamatório da malva(2) A ação...
Diferentes graus de popularização da ciência na                        mídia(1) Poder anti-inflamatório da malva(2) A ação...
Diferentes graus de popularização da ciência na                        mídia(1) Poder anti-inflamatório da malva(2) A ação...
Diferentes graus de popularização da ciência na(1) Dá para apagar a luz?                            mídia(2) Cientistas am...
Diferentes graus de popularização da ciência na(1) Dá para apagar a luz?                            mídia(2) Cientistas am...
Diferentes graus de popularização da ciência na(1) Dá para apagar a luz?                            mídia(2) Cientistas am...
(15) Para conduzirem o estudo, pesquisadores da Universidade Harvard e de Utah investigaram vinte pessoas comdeficiência v...
(23) Além de agravar uma crise, a luz também pode funcionar como um gatilho para seu desencadeamento. (24)Outros conhecido...
Diferentes graus de popularização da ciência na                     mídia  Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína ...
Diferentes graus de popularização da ciência na                     mídia  Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína ...
Diferentes graus de popularização da ciência na(1) Dá para apagar a luz?                            mídia(2) Cientistas am...
Diferentes graus de popularização da ciência na(1) Dá para apagar a luz?                            mídia(2) Cientistas am...
(23) Além de agravar uma crise, a luz também pode funcionar como um gatilho para seu desencadeamento. (24)Outros conhecido...
Diferentes graus de popularização da ciência na                        mídia(1) Poder anti-inflamatório da malva(2) A ação...
Diferentes graus de popularização da ciência na                        mídia(1) Poder anti-inflamatório da malva(2) A ação...
Diferentes graus de popularização da ciência na                     mídia  Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína ...
Considerações finais• Tanto Ciência Hoje quanto VEJA popularizam conhecimentos da ciência à  sociedade, o que pode ser sim...
Considerações finais    A análise da referenciação e do discurso relatado possibilita situar a     primeira à esquerda da...
Referências1.   APOTHÉLOZ, Denis. Papel e funcionamento da anáfora na dinâmica textual. In CAVALCANTE, Mônica, RODRIGUES, ...
Referências17. HUERGO, Jorge A. La Popularización de la Ciencia y la Tecnología. Seminario Latinoamericano Estrategias par...
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O indiciamento de graus de popularização da ciência pela referenciação e pelo discurso relatado

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Este trabalho considera que a popularização da ciência corresponde ao fenômeno social de comunicação dos conhecimentos provenientes da ciência à sociedade em geral (Hilgartner, 1990; Cornelis, 1998; Myers, 2003; Calsamiglia, van Dijk, 2004) e assume a existência de graus de popularização da ciência postulada por Hilgartner (1990) e por Jacobi (1999, 1990, 1988, 1985 e 1984), de acordo com os quais a comunicação da ciência ocorre em vários contextos, desde os mais restritos e especializados até os mais amplos e públicos.

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O indiciamento de graus de popularização da ciência pela referenciação e pelo discurso relatado

  1. 1. Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada Defesa de Tese de Doutorado O indiciamento de graus de popularização da ciência pela referenciação e pelo discurso relatado Janaína Pimenta Lemos Becker Comissão examinadora: • Professora Doutora Mônica Magalhães Cavalcante (UFC) • Professora Doutora Maria Aparecida Lino Pauliukonis (UFRJ) • Professora Doutora Juliana Alles de Camargo de Souza (UNISINOS) • Professora Doutora Maria Eduarda Giering (Orientadora)Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  2. 2. JustificativasA popularização da ciência• possibilita que o cidadão, na sociedade do conhecimento, tenha acesso àinformação decorrente da pesquisa e da produção científicas• pode modificar, de forma positiva, a percepção pública da ciência  a segunda pesquisa sobre a percepção pública da ciência no Brasil, realizada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em 2010, revelou que 65% da população possuem interesse e que 35% possuem pouco ou nenhum interesse em ciência e tecnologia Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  3. 3. JustificativasA popularização da ciência• é fundamental à alfabetização científica, que é condição necessária auma sociedade democrática e que equivale ao “nível mínimo decompreensão em ciência e tecnologia que as pessoas devem ter paraoperar no nível básico como cidadãos e consumidores na sociedadetecnológica” (Sabbatini, 2004, p. 1)• é essencial à ampliação da cultura científica de uma nação: “o processoque envolve o desenvolvimento científico é um processo cultural” (Vogt,2003b, p. 2) Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  4. 4. Investigações sobre a popularização da ciência • Interesse nos procedimentos linguísticos e em procedimentos discursivos do discurso de popularização da ciênciaPrimeira • Perspectiva representada por Authier-Revuz (1982 e 1985), por Mortureuxtendência (1985 e 1982) e por Zamboni (2001) • Ruptura entre os discursos da ciência e da popularização da ciência • Consideração de elementos das situações de comunicação em que seSegunda populariza a ciência • Perspectiva representada por Myers (2003), Hilgartner (1990), Véron (1997)tendência e Huergo (1990) • Postulado da existência de graus de popularização da ciência integrantesTerceira do continuum da comunicação da ciênciatendência • Representada por Hilgartner (1990) e por Jacobi (1999, 1990, 1988, 1985 e 1984) Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  5. 5. • Afiliação ao princípio da existência de graus de popularização da ciência  decorrentes dos componentes das situações de comunicação  responsáveis por diferenças na materialidade linguística dos textos• Exame de aspectos linguísticos e discursivos que indiciam a existência de graus de popularização da ciência na mídia Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  6. 6. • Hipótese → A referenciação e o discurso relatado – dentre categoriassituacionais, discursivas e linguísticas – parecem se alinhar aos graus depopularização da ciência representados pelas revistas em que os textosforam publicados• Objetivo geral → Investigar se a referenciação e o discurso relatado são categoriaslinguísticas e discursivas que indiciam graus de popularização da ciênciana mídia Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  7. 7. Postulados teóricosEsta pesquisa assume• que toda troca de linguagem é empreendida por um locutor que, em determinado espaço e em determinado tempo, possui um projeto de fala em relação a um interlocutor e• que o texto é uma expressão material do ato de comunicação, que ocorre em uma situação de comunicação específica e que é realizado por sujeitos que possuem determinadas finalidades Semiolinguística (Charaudeau, 2008a, 2008b, 2007, 2005, 2004, 2001a, 2001b e 1992) Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  8. 8. Postulados teóricosAlém disso, fundamentam a análise do corpus• a concepção semiolinguística de que o ato de linguagem se estrutura em três níveis:  nível situacional  nível discursivo  nível semiolinguístico Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  9. 9. Postulados teóricos• o conceito de contrato de comunicação e• em especial, a concepção de contrato de comunicação da mídia • finalidade visada de informação visada de captação • sujeitos instância de produção instância de recepção • tema • circunstâncias materiais Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  10. 10. Postulados teóricos• a perspectiva construtivista da referenciação (Mondada e Dubois, 2003; Apothelóz e Reichler-Béguelin, 1995; Apothelóz, 2003; Cavalcante, 2011)  a referenciação corresponde ao processo interlocutivo de construção de objetos de discurso  rejeição do postulado da segmentação apriorística do discurso em palavras e do mundo em coisas Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  11. 11. Postulados teóricos• o conceito semiolinguístico de discurso relatado  “ato de enunciação mediante o qual um locutor (Loc/r) relata (Dr) o que foi dito (Do) por um outro locutor (Loc/o), dirigindo-se a um interlocutor (Interloc/o). O dito, o locutor e o interlocutor de origem (Do, Loc/o e Interloc/o) encontram-se num espaço-tempo (Eo-To) diferente daquele (Er-Tr) do dito relatado (Dr), do locutor-relator (Loc/r) e do interlocutor final (Interloc/r)” (Charaudeau, 2007, p. 161-162) Fonte: Charaudeau, 2007, p. 162. Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  12. 12. Metodologia: seleção do corpus• Local de publicação:a versão impressa das revistas brasileiras Ciência Hoje e VEJA• Data de publicação:o período entre os meses de janeiro e de junho de 2010• O gênero do discurso:a notícia• O tema:o domínio de saber referente à ciência em suas várias áreas Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  13. 13. Metodologia: procedimentos de análise Análise qualitativa dos textos constituintes do corpus quanto • aos componentes do âmbito situacionalPrimeira etapa • à configuração discursiva • aos elementos do contrato de comunicação Análise qualitativa de dez textos constituintes do corpus • Referenciação  construção dos principais objetos do discurso  processos de referenciaçãoSegunda etapa • Discurso relatado  fonte da informação  modo de denominação  modalidade de enunciação  forma do relato Análise quantitativa da totalidade dos textos constituintes do corpusTerceira etapa Sistematização e discussão dos resultados da análise Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  14. 14. Diferentes graus de popularização da ciência na mídia(1) Poder anti-inflamatório da malva(2) A ação anti-inflamatória da malva-silvestre (Malva sylvestris), usada popularmente para tratarafecções bucais, foi confirmada em testes feitos pela cirurgiã-dentista Alliete Loddi durantepesquisa desenvolvida no Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Paraná. (3)Mas o mecanismo responsável pelo fenômeno ainda está sendo investigado. (4) “Acredita-se quehaja uma sinergia entre compostos presentes na planta, como flavonoides, antocianidinas,terpenoides e taninos”, enumera a pesquisadora.(5) Loddi utilizou extrato hidroalcoólico da planta – obtido a partir da maceração de suas folhassecas, misturadas a uma solução de etanol e água – para tratar inflamações provocadasexperimentalmente em ratos, na região dos dentes molares. (6) “Durante a pesquisa, obtivemostambém evidências de uma possível ação cicatrizante do extrato”, conta Loddi.(7) M. sylvestris vegeta espontaneamente em regiões de clima ameno na América, África e Europa.No Brasil, é encontrada na região Sul. (8) Por ser difundida em muitas localidades, é conhecidapor diferentes nomes, como rosa-chinesa, gerânio-aromático e malva-das-boticas. (CIÊNCIA Hoje.Poder anti-inflamatório da malva. Rio de Janeiro. v. 45, n. 267, p. 54, jan.-fev. 2010. Em dia.) Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  15. 15. Diferentes graus de popularização da ciência na mídia(1) Poder anti-inflamatório da malva(2) A ação anti-inflamatória da malva-silvestre (Malva sylvestris), usada popularmente para tratarafecções bucais, foi confirmada em testes feitos pela cirurgiã-dentista Alliete Loddi durantepesquisa desenvolvida no Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Paraná. (3)Mas o mecanismo responsável pelo fenômeno ainda está sendo investigado. (4) “Acredita-se quehaja uma sinergia entre compostos presentes na planta, como flavonoides, antocianidinas,terpenoides e taninos”, enumera a pesquisadora.(5) Loddi utilizou extrato hidroalcoólico da planta – obtido a partir da maceração de suas folhassecas, misturadas a uma solução de etanol e água – para tratar inflamações provocadasexperimentalmente em ratos, na região dos dentes molares. (6) “Durante a pesquisa, obtivemostambém evidências de uma possível ação cicatrizante do extrato”, conta Loddi.(7) M. sylvestris vegeta espontaneamente em regiões de clima ameno na América, África e Europa.No Brasil, é encontrada na região Sul. (8) Por ser difundida em muitas localidades, é conhecidapor diferentes nomes, como rosa-chinesa, gerânio-aromático e malva-das-boticas. (CIÊNCIA Hoje.Poder anti-inflamatório da malva. Rio de Janeiro. v. 45, n. 267, p. 54, jan.-fev. 2010. Em dia.) Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  16. 16. Diferentes graus de popularização da ciência na mídia(1) Poder anti-inflamatório da malva(2) A ação anti-inflamatória da malva-silvestre (Malva sylvestris), usada popularmente paratratar afecções bucais, foi confirmada em testes feitos pela cirurgiã-dentista Alliete Loddi durantepesquisa desenvolvida no Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Paraná. (3)Mas o mecanismo responsável pelo fenômeno ainda está sendo investigado. (4) “Acredita-se quehaja uma sinergia entre compostos presentes na planta, como flavonoides, antocianidinas,terpenoides e taninos”, enumera a pesquisadora.(5) Loddi utilizou extrato hidroalcoólico da planta – obtido a partir da maceração de suas folhassecas, misturadas a uma solução de etanol e água – para tratar inflamações provocadasexperimentalmente em ratos, na região dos dentes molares. (6) “Durante a pesquisa, obtivemostambém evidências de uma possível ação cicatrizante do extrato”, conta Loddi.(7) M. sylvestris vegeta espontaneamente em regiões de clima ameno na América, África eEuropa. No Brasil, é encontrada na região Sul. (8) Por ser difundida em muitas localidades, éconhecida por diferentes nomes, como rosa-chinesa, gerânio-aromático e malva-das-boticas.(CIÊNCIA Hoje. Poder anti-inflamatório da malva. Rio de Janeiro. v. 45, n. 267, p. 54, jan.-fev.2010. Em dia.) Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  17. 17. Diferentes graus de popularização da ciência na(1) Dá para apagar a luz? mídia(2) Cientistas americanos descobrem por que a claridade é um tormento para quem sofre de enxaqueca(3) Quando tinha 17 anos de idade, a advogada paulista Sônia Monteiro teve sua primeira crise de enxaqueca. (4)Abalada pela morte de um tio, passou quase uma semana sentindo fortes dores de cabeça, náusea e uma aversãotão intensa à luz que foi obrigada a ficar dois dias em casa, trancada num quarto com as cortinas cerradas. (5) “Erainsuportável abrir os olhos em qualquer ambiente que não fosse escuro”, lembra. (6) Com o tempo, as crises foramficando menos espaçadas e mais fortes. (7) Só os sintomas não mudaram: dor lancinante, intenso mal-estar enenhuma vontade de ver a luz do sol.(8) Quem sofre de enxaqueca sabe bem como a passagem para um ambiente claro ou a incidência de um raio de luzsobre a retina pode piorar uma crise. (9) O que ninguém sabia até agora era por que isso ocorria. (10) Um estudoamericano publicado na semana passada na revista científica inglesa Nature Neuroscience trouxe a resposta para apergunta. (11) Todas as vezes que alguém olha, por exemplo, para o brilho do sol refletido numa vidraça, o nervoóptico conduz esse estímulo luminoso da retina até o cérebro. (12) O que o estudo mostrou é que, na região dotálamo, neurônios supersensíveis são capazes de reconhecer ao mesmo tempo, a luz e a dor. (13) No caso de umdoente de enxaqueca em crise, portanto, expor-se à claridade é como jogar sal sobre uma ferida. (14) “A luzamplifica a sensação dolorosa”, explica o neurologista Caio Grava Simioni, colaborador do Hospital das Clínicas deSão Paulo. Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  18. 18. Diferentes graus de popularização da ciência na(1) Dá para apagar a luz? mídia(2) Cientistas americanos descobrem por que a claridade é um tormento para quem sofre de enxaqueca(3) Quando tinha 17 anos de idade, a advogada paulista Sônia Monteiro teve sua primeira crise de enxaqueca. (4)Abalada pela morte de um tio, passou quase uma semana sentindo fortes dores de cabeça, náusea e uma aversãotão intensa à luz que foi obrigada a ficar dois dias em casa, trancada num quarto com as cortinas cerradas. (5) “Erainsuportável abrir os olhos em qualquer ambiente que não fosse escuro”, lembra. (6) Com o tempo, as crises foramficando menos espaçadas e mais fortes. (7) Só os sintomas não mudaram: dor lancinante, intenso mal-estar enenhuma vontade de ver a luz do sol.(8) Quem sofre de enxaqueca sabe bem como a passagem para um ambiente claro ou a incidência de um raio de luzsobre a retina pode piorar uma crise. (9) O que ninguém sabia até agora era por que isso ocorria. (10) Um estudoamericano publicado na semana passada na revista científica inglesa Nature Neuroscience trouxe a resposta para apergunta. (11) Todas as vezes que alguém olha, por exemplo, para o brilho do sol refletido numa vidraça, o nervoóptico conduz esse estímulo luminoso da retina até o cérebro. (12) O que o estudo mostrou é que, na região dotálamo, neurônios supersensíveis são capazes de reconhecer ao mesmo tempo, a luz e a dor. (13) No caso de umdoente de enxaqueca em crise, portanto, expor-se à claridade é como jogar sal sobre uma ferida. (14) “A luzamplifica a sensação dolorosa”, explica o neurologista Caio Grava Simioni, colaborador do Hospital das Clínicas deSão Paulo. Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  19. 19. Diferentes graus de popularização da ciência na(1) Dá para apagar a luz? mídia(2) Cientistas americanos descobrem por que a claridade é um tormento para quem sofre de enxaqueca(3) Quando tinha 17 anos de idade, a advogada paulista Sônia Monteiro teve sua primeira crise de enxaqueca. (4)Abalada pela morte de um tio, passou quase uma semana sentindo fortes dores de cabeça, náusea e uma aversãotão intensa à luz que foi obrigada a ficar dois dias em casa, trancada num quarto com as cortinas cerradas. (5) “Erainsuportável abrir os olhos em qualquer ambiente que não fosse escuro”, lembra. (6) Com o tempo, as crises foramficando menos espaçadas e mais fortes. (7) Só os sintomas não mudaram: dor lancinante, intenso mal-estar enenhuma vontade de ver a luz do sol.(8) Quem sofre de enxaqueca sabe bem como a passagem para um ambiente claro ou a incidência de um raio deluz sobre a retina pode piorar uma crise. (9) O que ninguém sabia até agora era por que isso ocorria. (10) Um estudoamericano publicado na semana passada na revista científica inglesa Nature Neuroscience trouxe a resposta para apergunta. (11) Todas as vezes que alguém olha, por exemplo, para o brilho do sol refletido numa vidraça, o nervoóptico conduz esse estímulo luminoso da retina até o cérebro. (12) O que o estudo mostrou é que, na região dotálamo, neurônios supersensíveis são capazes de reconhecer ao mesmo tempo, a luz e a dor. (13) No caso de umdoente de enxaqueca em crise, portanto, expor-se à claridade é como jogar sal sobre uma ferida. (14) “A luzamplifica a sensação dolorosa”, explica o neurologista Caio Grava Simioni, colaborador do Hospital das Clínicas deSão Paulo. Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  20. 20. (15) Para conduzirem o estudo, pesquisadores da Universidade Harvard e de Utah investigaram vinte pessoas comdeficiência visual que sofriam de enxaqueca. (16) Verificaram que as únicas seis que não tinham dor de cabeçaagravada pela luminosidade eram justamente as que haviam perdido o globo ocular ou que tiveram o nervo ópticocomprometido por algum motivo – ou seja, aquelas em que os estímulos visuais não chegavam até o tálamo, umavez que a comunicação entre a retina e o cérebro havia sido interrompida. (17) Os demais voluntários, quandoexpostos à luz, tinham a dor de cabeça aumentada em até 3 pontos, numa escala de zero a 10. (18) Ao contrário dosseis completamente cegos, estes eram capazes de detectar a presença ou a ausência de luminosidade, por terpreservadas as células da retina relacionadas à chamada visão primitiva – aquela que, apesar de não servir paraidentificar cores, formas ou movimentos, é capaz de distinguir claro e escuro.(19) A partir daí, os estudiosos se puseram a observar em ratos as estruturas do olho e do cérebro relacionadas àvisão primitiva. (20) Analisaram também o caminho que os estímulos de dor e luz percorrem. (21) Assim, chegaram àconclusão de que, depois de passarem por estruturas cerebrais ligadas à visão primitiva, os estímulos luminososencontram os estímulos de dor no tálamo. (22) Essa convergência é que reforça a percepção dolorosa (veja o quadroacima), fazendo com que qualquer raio de luz que incida sobre os olhos de um doente de enxaqueca tenha paraele o efeito de setas perfurantes. Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  21. 21. (23) Além de agravar uma crise, a luz também pode funcionar como um gatilho para seu desencadeamento. (24)Outros conhecidos gatilhos da enxaqueca são o jejum prolongado, a ingestão de chocolate e bebidas alcoólicas, asvariações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual, a privação ou o excesso de sono e a falta de exercícios físicos.(25) “Das bebidas alcoólicas, o vinho é a mais prejudicial para quem tem a doença”, diz o neurologista Mario Peres,do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. (26) Esses fatores deflagram as crises de dor de cabeça, náusea eirritabilidade, ao atuar em neurônios que, sobretudo por razões genéticas, já são hipersensíveis no caso dos doentesde enxaqueca. (27) Questões emocionais como medo, preocupação excessiva, autocobrança exagerada, stress edepressão podem causar, ainda, as sessões de martírio. (28) Um estudo do Instituto de Psiquiatria da Universidadede São Paulo mostrou que, entre pacientes com enxaqueca crônica, 76% têm transtornos de ansiedade e 50%apresentam distúrbios do humor. (29) Apesar de afetar tanta gente – 15% da população adulta brasileira e 11% dosadultos do mundo –, a doença ainda é relativamente desconhecida pela população. (30) Boa parte dos doentesconfunde os sintomas do mal com sinais de sinusite, pressão alta, problemas na visão, doenças do fígado e até dorna coluna cervical. (31) Frequentemente, neurologistas precisam lançar mão de um bom arsenal de argumentospara convencer pacientes de que a enxaqueca é uma doença neurológica, que nada tem a ver com esses outrosmales.(32) Até agora, não se descobriu a cura para esse distúrbio. (33) Para preveni-lo e controlá-lo, os médicosrecomendam a adoção de um estilo de vida saudável – que inclui alimentação equilibrada, prática de exercíciosfísicos e horários regulares – e, para alguns, o uso de medicamentos, como antidepressivos e anticonvulsivantes. (34)Foi só com o uso de medicamento que a advogada Sônia Monteiro conseguiu se livrar das dores de cabeça que aatormentaram por três décadas. (35) Há um longo caminho a ser percorrido antes que os cientistas consigamdecifrar todos os mecanismos da enxaqueca. (36) A descoberta publicada na revista Nature Neuroscience é mais umpasso para que 16 milhões de pessoas – o número de doentes no Brasil – possam um dia vir a se livrar dessesuplício. (MAGALHÃES, Naiara. Dá para apagar a luz? VEJA. São Paulo. n. 3, ano 43, p. 104-106, 20 jan. 2010. Saúde.) Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  22. 22. Diferentes graus de popularização da ciência na mídia Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  23. 23. Diferentes graus de popularização da ciência na mídia Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  24. 24. Diferentes graus de popularização da ciência na(1) Dá para apagar a luz? mídia(2) Cientistas americanos descobrem por que a claridade é um tormento para quem sofre de enxaqueca(3) Quando tinha 17 anos de idade, a advogada paulista Sônia Monteiro teve sua primeira crise de enxaqueca. (4)Abalada pela morte de um tio, passou quase uma semana sentindo fortes dores de cabeça, náusea e uma aversãotão intensa à luz que foi obrigada a ficar dois dias em casa, trancada num quarto com as cortinas cerradas. (5) “Erainsuportável abrir os olhos em qualquer ambiente que não fosse escuro”, lembra. (6) Com o tempo, as crisesforam ficando menos espaçadas e mais fortes. (7) Só os sintomas não mudaram: dor lancinante, intenso mal-estar enenhuma vontade de ver a luz do sol.(8) Quem sofre de enxaqueca sabe bem como a passagem para um ambiente claro ou a incidência de um raio de luzsobre a retina pode piorar uma crise. (9) O que ninguém sabia até agora era por que isso ocorria. (10) Um estudoamericano publicado na semana passada na revista científica inglesa Nature Neuroscience trouxe a resposta para apergunta. (11) Todas as vezes que alguém olha, por exemplo, para o brilho do sol refletido numa vidraça, o nervoóptico conduz esse estímulo luminoso da retina até o cérebro. (12) O que o estudo mostrou é que, na região dotálamo, neurônios supersensíveis são capazes de reconhecer ao mesmo tempo, a luz e a dor. (13) No caso de umdoente de enxaqueca em crise, portanto, expor-se à claridade é como jogar sal sobre uma ferida. (14) “A luzamplifica a sensação dolorosa”, explica o neurologista Caio Grava Simioni, colaborador do Hospital das Clínicas deSão Paulo. Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  25. 25. Diferentes graus de popularização da ciência na(1) Dá para apagar a luz? mídia(2) Cientistas americanos descobrem por que a claridade é um tormento para quem sofre de enxaqueca(3) Quando tinha 17 anos de idade, a advogada paulista Sônia Monteiro teve sua primeira crise de enxaqueca. (4)Abalada pela morte de um tio, passou quase uma semana sentindo fortes dores de cabeça, náusea e uma aversãotão intensa à luz que foi obrigada a ficar dois dias em casa, trancada num quarto com as cortinas cerradas. (5) “Erainsuportável abrir os olhos em qualquer ambiente que não fosse escuro”, lembra. (6) Com o tempo, as crisesforam ficando menos espaçadas e mais fortes. (7) Só os sintomas não mudaram: dor lancinante, intenso mal-estar enenhuma vontade de ver a luz do sol.(8) Quem sofre de enxaqueca sabe bem como a passagem para um ambiente claro ou a incidência de um raio de luzsobre a retina pode piorar uma crise. (9) O que ninguém sabia até agora era por que isso ocorria. (10) Um estudoamericano publicado na semana passada na revista científica inglesa Nature Neuroscience trouxe a resposta para apergunta. (11) Todas as vezes que alguém olha, por exemplo, para o brilho do sol refletido numa vidraça, o nervoóptico conduz esse estímulo luminoso da retina até o cérebro. (12) O que o estudo mostrou é que, na região dotálamo, neurônios supersensíveis são capazes de reconhecer ao mesmo tempo, a luz e a dor. (13) No caso de umdoente de enxaqueca em crise, portanto, expor-se à claridade é como jogar sal sobre uma ferida. (14) “A luzamplifica a sensação dolorosa”, explica o neurologista Caio Grava Simioni, colaborador do Hospital dasClínicas de São Paulo. Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  26. 26. (23) Além de agravar uma crise, a luz também pode funcionar como um gatilho para seu desencadeamento. (24)Outros conhecidos gatilhos da enxaqueca são o jejum prolongado, a ingestão de chocolate e bebidas alcoólicas, asvariações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual, a privação ou o excesso de sono e a falta de exercícios físicos.(25) “Das bebidas alcoólicas, o vinho é a mais prejudicial para quem tem a doença”, diz o neurologista MarioPeres, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. (26) Esses fatores deflagram as crises de dor de cabeça, náuseae irritabilidade, ao atuar em neurônios que, sobretudo por razões genéticas, já são hipersensíveis no caso dosdoentes de enxaqueca. (27) Questões emocionais como medo, preocupação excessiva, autocobrança exagerada,stress e depressão podem causar, ainda, as sessões de martírio. (28) Um estudo do Instituto de Psiquiatria daUniversidade de São Paulo mostrou que, entre pacientes com enxaqueca crônica, 76% têm transtornos deansiedade e 50% apresentam distúrbios do humor. (29) Apesar de afetar tanta gente – 15% da população adultabrasileira e 11% dos adultos do mundo –, a doença ainda é relativamente desconhecida pela população. (30) Boaparte dos doentes confunde os sintomas do mal com sinais de sinusite, pressão alta, problemas na visão, doençasdo fígado e até dor na coluna cervical. (31) Frequentemente, neurologistas precisam lançar mão de um bom arsenalde argumentos para convencer pacientes de que a enxaqueca é uma doença neurológica, que nada tem a ver comesses outros males.(32) Até agora, não se descobriu a cura para esse distúrbio. (33) Para preveni-lo e controlá-lo, os médicosrecomendam a adoção de um estilo de vida saudável – que inclui alimentação equilibrada, prática de exercíciosfísicos e horários regulares – e, para alguns, o uso de medicamentos, como antidepressivos e anticonvulsivantes. (34)Foi só com o uso de medicamento que a advogada Sônia Monteiro conseguiu se livrar das dores de cabeça que aatormentaram por três décadas. (35) Há um longo caminho a ser percorrido antes que os cientistas consigamdecifrar todos os mecanismos da enxaqueca. (36) A descoberta publicada na revista Nature Neuroscience é mais umpasso para que 16 milhões de pessoas – o número de doentes no Brasil – possam um dia vir a se livrar desse suplício.(MAGALHÃES, Naiara. Dá para apagar a luz? VEJA. São Paulo. n. 3, ano 43, p. 104-106, 20 jan. 2010. Saúde.) Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  27. 27. Diferentes graus de popularização da ciência na mídia(1) Poder anti-inflamatório da malva(2) A ação anti-inflamatória da malva-silvestre (Malva sylvestris), usada popularmente para tratarafecções bucais, foi confirmada em testes feitos pela cirurgiã-dentista Alliete Loddi durantepesquisa desenvolvida no Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Paraná. (3)Mas o mecanismo responsável pelo fenômeno ainda está sendo investigado. (4) “Acredita-seque haja uma sinergia entre compostos presentes na planta, como flavonoides,antocianidinas, terpenoides e taninos”, enumera a pesquisadora.(5) Loddi utilizou extrato hidroalcoólico da planta – obtido a partir da maceração de suas folhassecas, misturadas a uma solução de etanol e água – para tratar inflamações provocadasexperimentalmente em ratos, na região dos dentes molares. (6) “Durante a pesquisa, obtivemostambém evidências de uma possível ação cicatrizante do extrato”, conta Loddi.(7) M. sylvestris vegeta espontaneamente em regiões de clima ameno na América, África e Europa.No Brasil, é encontrada na região Sul. (8) Por ser difundida em muitas localidades, é conhecidapor diferentes nomes, como rosa-chinesa, gerânio-aromático e malva-das-boticas. (CIÊNCIA Hoje.Poder anti-inflamatório da malva. Rio de Janeiro. v. 45, n. 267, p. 54, jan.-fev. 2010. Em dia.) Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  28. 28. Diferentes graus de popularização da ciência na mídia(1) Poder anti-inflamatório da malva(2) A ação anti-inflamatória da malva-silvestre (Malva sylvestris), usada popularmente para tratarafecções bucais, foi confirmada em testes feitos pela cirurgiã-dentista Alliete Loddi durantepesquisa desenvolvida no Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Paraná. (3)Mas o mecanismo responsável pelo fenômeno ainda está sendo investigado. (4) “Acredita-seque haja uma sinergia entre compostos presentes na planta, como flavonoides,antocianidinas, terpenoides e taninos”, enumera a pesquisadora.(5) Loddi utilizou extrato hidroalcoólico da planta – obtido a partir da maceração de suas folhassecas, misturadas a uma solução de etanol e água – para tratar inflamações provocadasexperimentalmente em ratos, na região dos dentes molares. (6) “Durante a pesquisa,obtivemos também evidências de uma possível ação cicatrizante do extrato”, conta Loddi.(7) M. sylvestris vegeta espontaneamente em regiões de clima ameno na América, África e Europa.No Brasil, é encontrada na região Sul. (8) Por ser difundida em muitas localidades, é conhecidapor diferentes nomes, como rosa-chinesa, gerânio-aromático e malva-das-boticas. (CIÊNCIA Hoje.Poder anti-inflamatório da malva. Rio de Janeiro. v. 45, n. 267, p. 54, jan.-fev. 2010. Em dia.) Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  29. 29. Diferentes graus de popularização da ciência na mídia Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  30. 30. Considerações finais• Tanto Ciência Hoje quanto VEJA popularizam conhecimentos da ciência à sociedade, o que pode ser simbolizado por sua localização no lado direito do continuum da comunicação da ciência. Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  31. 31. Considerações finais  A análise da referenciação e do discurso relatado possibilita situar a primeira à esquerda da segunda: A categorização dos objetos de discurso sob a perspectiva da ciência ou doconhecimento ordinário e a identidade das fontes da informação, por exemplo, se alinham à representação dos sujeitos da instância de recepção midiática e indiciam diferentes graus de popularização da ciência  A análise da referenciação e do discurso relatado à luz dos elementos do contrato de comunicação ilustra as influências dos elementos situacionais sobre a materialidade dos textos Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  32. 32. Referências1. APOTHÉLOZ, Denis. Papel e funcionamento da anáfora na dinâmica textual. In CAVALCANTE, Mônica, RODRIGUES, Bernadete Biasi, CIULLA, Alena (orgs.). Referenciação. São Paulo: Contexto, 2003. p. 53-84.  2. APOTHÉLOZ, Denis, REICHLER-BÉGUELIN, Marie Jose. Construction de la référence et stratégies de désignation. In BERRENDONNER, Alain, REICHLER- BÉGUELIN, Marie Jose (eds). Du syntagme nominal aux objets-de-discours: SN complexes, nominalizations, anaphores. Neuchâtel: Institute de linguistique de l’Université de Nauchâtel, dez. 1995. p. 227-271.3. AUTHIER-REVUZ, Jaqueline. La mise en scène de la communication dans des discours de vulgarisation scientifique. Langue française, 1982, 53, Paris, Larousse, p. 34-47.4. AUTHIER-REVUZ, Jaqueline. Dialogisme et vulgarisation scientifique. Discoss, 1985, 1, p. 117-122.5. BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992. p. 280-326.6. CAVALCANTE, Mônica. Referenciação: sobre coisas ditas e não ditas. Fortaleza: Edições UFC, 2011.7. CHARAUDEAU, Patrick. De la situation et du contrat de communication. In: CHARAUDEAU, Patrick (sous la direction de). La médiatisation de la science: clonage, OGM, manipulations génétiques. Bruxelles: De Boeck, 2008a. p. 12-22.8. CHARAUDEAU, Patrick. Linguagem e discurso: modos de organização. São Paulo: Contexto, 2008b.9. CHARAUDEAU, Patrick. Discurso das mídias. São Paulo: Contexto, 2007.10. CHARAUDEAU, Patrick. Uma análise semiolingüística do texto e do discurso. In: PAULIUKONIS, Maria Aparecida Lino; GAVAZZI, Sigrid (organizadoras). Da língua ao discurso: reflexões para o Ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005, p. 11-29.11. CHARAUDEAU, Patrick. Visadas discursivas, gêneros situacionais e construção textual. In: MACHADO, Ida Lúcia; MELLO, Renato de (organizadores). Gêneros: reflexões em análise do discurso. Belo Horizonte: Núcleo de Análise do Discurso, Programa de Pós-Graduação em Estudos Lingüísticos, Faculdade de Letras da UFMG, 2004. p. 13-41.12. CHARAUDEAU, Patrick. De la competencia social de comunicación a las competencias discursivas. Revista latinoamericana de estudios del discurso. Caracas: ALED, 2001a. p. 7-22.13. CHARAUDEAU, Patrick. Uma teoria dos sujeitos da linguagem. In: MARI, H. et al. Análise do discurso: fundamentos e práticas. Núcleo de Análise de Discurso FALE/UFMG, 2001b. p. 23-38.14. CHARAUDEAU, Patrick. Grammaire du sens et de l’expression. Paris: Hachette, 1992.15. CIÊNCIA Hoje. Poder anti-inflamatório da malva. Rio de Janeiro. v. 45, n. 267, p. 54, jan.-fev. 2010. Em dia16. HILGARTNER, Stephen (1990). The Dominant View of Popularization: Conceptual Problems, Political Uses. Social Studies of Science, 20, p. 519-39. Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013
  33. 33. Referências17. HUERGO, Jorge A. La Popularización de la Ciencia y la Tecnología. Seminario Latinoamericano Estrategias para la Formación de Popularizadores en Ciencia y Tecnología. Red-POP – Cono Sur. La Plata, 14 al 17 de mayo de 2001. Disponível em http://www.redpop.org/pagina_ingles/publicaciones/ lapopularizacion.html. Acesso em 27 de janeiro de 2010.18. JACOBI, Daniel. Du discours scientifique, de sa reformulation et de quelques usages sociaux de la science. Langue française, 1984, vol. 64, n. 1, p. 38-52.19. JACOBI, Daniel. Sémiotique du discours de vulgarisation scientifique. Semen, 1985, 2.20. JACOBI, Daniel. Le discours de vulgarisation: problèmes sémiotiques et textuels. In JACOBI, Daniel, SCHIELE, Bernard (sous la direction de). Vulgariser la science: le procès de l’ignorance, Seyssel: Editions Champ Vallon, 1988. p. 87-117.21. JACOBI, Daniel. Les séries superordonnées dans les discours de vulgarisation scientifique. Langage, jun. 1990, vol. 98, p. 103-114.22. JACOBI, Daniel. La communication scientifique: discours, figures, modèles. Saint-Martin-d’Hères (Isère): PUG, 1999.23. MAGALHÃES, Naiara. Dá para apagar a luz? VEJA. São Paulo. n. 3, ano 43, p. 104-106, 20 jan. 2010. Saúde.24. MYERS, Greg (2003). Discourse studies of scientific popularization: questioning the boundaries. Discourse studies. v. 5 (2), p. 265-279.25. MONDADA, Lorenza, DUBOIS, Danièle. Construção dos objetos de discurso e categorização: uma abordagem dos processos de referenciação. In CAVALCANTE, Mônica, RODRIGUES, Bernadete Biasi, CIULLA, Alena (orgs.). Referenciação. São Paulo: Contexto, 2003. p. 17-52.26. MORTUREUX, Marie-Françoise. Linguistique et vulgarisation scientifique. Information sur les sciences sociales, 1985, 24, 4, p. 825-845.27. MORTUREUX, Marie-Françoise. Paraphrase et métalangage das le dialogue de vulgarisation. Langue française, 1982, 53, Paris, Larousse, p. 48-61.28. SABBATINI, Marcelo. Alfabetização e cultura científica: conceitos convergentes? Revista Digital Ciência e Comunicação, vol. 1, n. 1, dez. 2004.29. VÉRON, Éliséo. Entre l’épistémologie et la communication. Hermès, 1997, 21, p. 25-32.30. VOGT, Carlos. Ciência e bem-estar cultura. Divulgación y cultura científica iberoamericana, 2003a. Disponível em http://www.oei.es/divulgacioncientifica/ opinion0060.htm. Acesso em 19 fev. 2013 .31. VOGT, Carlos. A espiral da cultura científica. Comciência, 2003b. Disponível em http://www.comciencia.br/reportagens/cultura01.shtml. Acesso em 9 dez. 200832. VOGT, Carlos et. al. SAPO (Science Authomatic Press Observer) – Construindo um barômetro da ciência e tecnologia na mídia. In: VOGT, Carlos (org.). Cultura científica: desafios. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Fapesp, 2006. p. 84-130. Banca de Defesa de Tese de Doutorado – Janaína Pimenta Lemos Becker – 26 de março de 2013

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