Apresentação banca 16.04.13

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Apresentação banca 16.04.13

  1. 1. UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOSPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA APLICADADEFESA DE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO(RE)PENSANDO A REESCRITA COMO FORMA DE INTERAÇÃO(RE)PENSANDO A REESCRITA COMO FORMA DE INTERAÇÃOENTRE PROFESSOR E ALUNOS – “ENTRE PROFESSOR E ALUNOS – “NOSSA SINA É SE ENSINAR”NOSSA SINA É SE ENSINAR”11LISIANE RIBEIRO RAUPPCOMISSÃO EXAMINADORA:PROFª DR.ª REGINA CELI MENDES PEREIRA DA SILVA (UFPB)PROFª DR.ª ANA MARIA DE MATTOS GUIMARÃES (UNISINOS)PROFª DR.ª DOROTEA FRANK KERSCH (UNISINOS)Banca de defesa de dissertação de Mestrado – Lisiane Ribeiro Raupp – 16 de abril de 2013.1- Trecho da música Sina Nossa, de O Teatro Mágico.
  2. 2. JustificativaApoderar-se de siRecombinando atos*Busca pessoal por um ensino mais próximo darealidade dos alunos;Crença na possibilidade de desenvolvimento dashabilidades dos alunos com uma atitude crítica emrelação ao texto.* Títulos e epígrafes das letras das músicas de O Teatro Mágico.
  3. 3. ObjetivosSou tão pequenininho de cima da pedra mais altaObjetivo geral:Identificar qual a importância dada ao processo dereescrita como atividade reflexiva, nasrepresentações das professoras participantes daformação continuada.Que representações teriam os professores emrelação à prática da reescrita? Eles acreditamrealmente na eficácia da reescrita para aaprendizagem do aluno? Eles colocam em práticaessa atividade de forma que o aluno entenda o queestá fazendo realmente?
  4. 4. Reconhecer as representações que os professorestêm sobre o trabalho que realizam em relação àreescrita;Identificar as concepções trazidas pelas professorassobre a reescrita;Verificar se e como as professorasrealizam/pensam o processo de reescrita textualantes e durante a aplicação de um PDG;Refletir sobre o uso da grade de critérios para aavaliação da reescrita;Reconhecer a influência da formação continuadanos discursos sobre a prática de reescritarelacionada à aplicação do PDG;
  5. 5. Contexto de pesquisaProjeto do Observatório:Os dispostos se atraemPrimeira etapa - Janeiro de 2011; seis professores; embasamentoteórico; planejamento e aplicação de projeto didático com asturmas dos professores bolsistas (multiplicadores na formaçãocontinuada, planejada na proposta aprovada pela CAPES).Segunda etapa - convidados todos os outros professores deLíngua Portuguesa da rede municipal de Novo Hamburgo,cerca de trinta aceitaram o convite.Escolha aleatória de quatro dessas professoras que trabalhavamcom as séries finais do Ensino Fundamental, nível de ensinofoco do projeto do Observatório nesse período, duasparticipantes da formação continuada e outras 2 professorasbolsistas do projeto do Observatório.
  6. 6. Etapas :produção inicial;questões sobre as características do gênero;leituras rápidas e extensivas do gênero;questões de análise linguística das dificuldadesapresentadas na produção inicial;produção final;avaliação com o uso da grade de critérios;reescrita;utilização dos textos para o fim a que sedestinam.
  7. 7. InteraçãoSomos beijo de partida e abraço de quem chegouNa pesquisa aqui desenvolvida, a interação tambémé vista tal como para Bakhtin (VOLOSHINOV, 1995),como a realidade fundamental da língua, na qual osagentes se constituem e atribuem sentindo ao fazerdialógico, como apontam Kersch e Guimarães (2011).Os discursos das professoras participantesconstituem importante objeto de estudo sobre comose dá a interação com o aluno no processo dialógicode produção textual, correção/avaliação e reescrita.
  8. 8. Letramento, Educação Linguística ePrática SocialA perfeita combinaçãoA escola, como parte da sociedade, deve refletir,no que se faz dentro de seus espaços, o que se fazfora deles e vice-versa. Por isso, a preocupação emfocar as práticas sociais para ampliar o(s)letramentos(s) e desenvolver a educaçãolinguística.
  9. 9. GênerosNosso esquadro, nossa molduraOs gêneros são produtos da interação linguística,relativamente estáveis, aplicados conforme o contextodas práticas sociais – “instrumentos para agir emsituações de linguagem” (SCHNEUWLY E DOLZ, 2004);Independente do gênero escolhido para os projetos,todos devem/deveriam, na perspectiva adotada, passarpelo processo de reescrita, pois as práticas sociais a quese destinam, mesmo que sejam fictícias, devem abrangercaracterísticas da escrita textual real, o que leva o aluno avivenciar com maior autoridade o processo de escrita,fazendo-o refletir mais sobre as questões pertinentes aogênero.
  10. 10. ReescritaEu não sou Chico, mas quero tentarÚltima de uma série de etapas da produção textual,nas atividades escolares, e presente na vida daspessoas: repensar o texto escrito e adaptar/ melhorar,de acordo com a situação.Necessidade de clareza, para o aluno, sobre o objetivoda reescrita.Colocação da reescrita a serviço da prática social:reflexão sobre o conteúdo do texto e sobre os aspectoslinguísticos pertinentes ao gênero proposto,relacionados às dificuldades observadas nos textosanteriores dos alunos.
  11. 11. AvaliaçãoTamo aqui pra ser lanternaReescrita: etapa fundamental do processo deavaliação da aprendizagem da escrita;Dupla finalidade: permite a avaliação daaprendizagem e o desenvolvimento de seu letramentona língua materna.Nossa concepção: avaliação da aprendizagem dalíngua, também por meio da reescrita, a partir decritérios explorados com os alunos e expostos em umagrade.
  12. 12. RepresentaçõesNem todo pedaço de pedraSe parece com tijolo ou com pedra de gizNossos dados podem:Fornecer interpretações sobre o trabalho dasprofessoras participantes e mostrar as representaçõesque elas mesmas têm ou constroem de si, comoexplica Bulea (2010),Proporcionar dados para o que Bulea (2010) chama detrabalho representado, e que será contraposto,minimamente, com as observações das aulas e ascorreções nos textos dos alunos, para que possamostraçar um perfil de cada professora e suasrepresentações acerca da reescrita textual.
  13. 13. MetodologiaTática e estratégiaPesquisa qualitativa interpretativista (Bortoni-Ricardo,2008; Cressweel, 2010), método de observaçãoparticipante.Geração de dados:Entrevista inicial;Observação de algumas aulas durante a aplicação dosPDGs;Acompanhamento durante as reuniões do projeto doObservatório, na construção dos PDGs;Entrevista final.
  14. 14. Limitações da entrevista:As concepções trazidas pelas professoras podemestar idealizadas.As professoras podem se auto-representar eavaliar sua própria prática, sabendo-se avaliadascoletivamente.
  15. 15. Análise dividida em três partes:a) contexto geral das entrevistas e os trechosrelevantes sobre as práticas de reescrita realizadasantes da aplicação do PDG;b) busca pela identificação dos termos de que asprofessoras se valiam para se referir à reescrita, tantona entrevista antes da aplicação do PDG, quantodepois da aplicação do PDG, o que nos leva àsconcepções de reescrita que as agentes têm nessasduas fases;c) reflexão sobre a prática do processo dereescrita na aplicação dos PDGs dessas professoras.
  16. 16. AnáliseApreciar os riscos e suposições4.1.1 Contexto geral das entrevistas:Entre a maioria das entrevistadas há arepresentação de que é necessário fazer osalunos escreverem muitas produções textuais(semanais, quinzenais, enfim).Isso prejudica a reflexão sobre os textos escritos enão leva em conta a prática social.
  17. 17. 4.1.2 As práticas de reescrita:• Reescrita é feita por fazer ou somente paraacrescentar pontos na nota;• Correções: higienização do texto, para o alunopassar a limpo, sem reflexão sobre os aspectoslinguísticos ou características do gênero;• Pouca atenção às características do gênero, comênfase em itens gramaticais;• Foco no tema (na maioria das vezes daatualidade), sem atenção ao gênero.
  18. 18. 4.2.1 Concepções sobre reescrita:Para três professoras o conceito de reescrita estávoltado à prática tradicional de ‘passar a limpo’;Não há reflexão sobre os aspectos linguísticos dotexto (pelo menos não foi constatado no queapresentam os discursos);Reescrita é relacionada a dar nota ao aluno, comênfase na correção para higienização.
  19. 19. 4.2.2 O que os termos usados refletem dasconcepções e práticas de reescrita:Os termos ‘reescrita’, ‘correção’ e ‘avaliação’ podemter sido usados com a intenção de mascarar o sentidode termos como ‘passar a limpo’, ‘indicar erros’ (coma função de higienização) e ‘dar nota’, ações típicasdo ensino tradicional.Independente do número de ocorrências dos termosrelacionados a ‘corrigir/correção’, esses termos são,em sua maioria, mesmo depois da aplicação do PDG,utilizados no sentido de higienização.
  20. 20. 4.3 A reescrita na aplicação do PDG: Reescrita como cumprimento das orientações do PDGe como forma de colocar em prática o que asprofessoras afirmaram que já realizavam antes desseprojeto: não há ainda convicção na concepção dereescrita trabalhada no Projeto do Observatório.O uso da grade de critérios foi diferente do propostonas formações continuadas, com a representação deque a capacidade crítica do aluno ainda não ésuficiente para que ele participe da reflexão sobreo que vai ser avaliado nas suas produçõestextuais.
  21. 21. A prática de reescrita comoprocesso crítico de aprendizagem da línguaé ainda uma realidade a seralcançada no cotidiano docente, o queacreditamos que acontecerá quandoentendermos que nosso papel demediadores na aprendizagem dos alunosexige que deixemos que eles cheguem aalgumas conclusões que os levarão arealmente aprender e não só memorizar.
  22. 22. Breves construçõesNesse nosso desbravarEmanemo-nos amorAté quando sucederDe silenciarO que nos trouxe até aquiPráticas anteriores à aplicação do PDG: asprofessoras consideram necessária a realização deproduções textuais em grande quantidade, o quenão privilegia uma prática de reescrita reflexiva;Atividades voltadas a uma reescrita reflexiva:exigem tempo de preparação e aplicação.
  23. 23. As dificuldades dos alunos devem ser trabalhadas nasatividades preparatórias para a produção final erepensadas na reescrita, a partir de critérios construídospara a escrita do gênero em questão, o que se torna maisconsistente se for feito através de uma grade de critérios.(Em alguns casos não há correção específica doprofessor, muitas vezes, tanto a primeira quanto asegunda versão são realizadas em casa, pelos alunos.)Reescrita no agircomunicativo das professoraspassaralimpomenos tempo de preparação reflexão
  24. 24. Voltando às questões de pesquisa:Que representações têm as professoras em relação àprática da reescrita?Reescrita voltada à revisão do texto e adequaçãoda linguagem para a prática social, em que todosos textos precisam ser reescritos, constituindo-seum processo, voltado à avaliação do aluno, noentanto, essas concepções estão distantes daprática de sala de aula.
  25. 25. Elas acreditam realmente na eficácia da reescritapara a aprendizagem do aluno?As agentes ainda precisam entender com maisprofundidade as concepções que elas mesmastrazem sobre a reescrita, para, assim, acreditaremrealmente na eficácia desta etapa como processoreflexivo, na aprendizagem do aluno.
  26. 26. Elas colocam em prática essa atividade de forma que oaluno entenda o que está fazendo realmente?Essas professoras preferiram aplicar o mesmo projeto, deuma única forma, em todas as turmas, o que, a nosso ver,prejudicou o entendimento dos alunos no processo dereescrita, pois a grade de critérios e as atividades realizadas,nem sempre eram condizentes com as dificuldades dosalunos, com aquilo que realmente precisavam aprendersobre o gênero produzido.O processo de reescrita foi deixado para segundo plano erealizado às pressas por uma das professoras, sem a reflexãodos alunos sobre as características específicas do gêneroproduzido.
  27. 27. Para as outras professoras, a reescrita é um processoe tem a função de revisão e adequação da linguagempara a aplicação do texto à prática social proposta, oque, enquanto concepção, vai ao encontro dasreflexões apresentadas neste trabalho (e na formaçãocontinuada de que participaram).No entanto, percebemos que a análise da prática detodas as professoras revelou que precisamosintensificar o trabalho com elas para que osconceitos que elas têm sejam reformulados, e elaspossam, então, realizar o processo de reescritareflexivo ao qual nos referimos.
  28. 28. Há uma busca das professoras por fazer o processo dareescrita valer a pena, no entanto, essa busca seconcretiza na utilização da reescrita como forma dedar nota ao aluno, pois, assim, na concepção daprofessora Daniela, tornaria essa atividade ‘útil’.A etapa de avaliar os alunos, dando nota pelaprodução textual, após a reescrita, é apenas uma dasfinalidades desse processo, e não a principal, e estadeveria auxiliar o aluno a perceber suas dificuldades erefletir criticamente sobre elas para poder adequar sualinguagem ao proposto pela prática social a que sedispõe o texto.
  29. 29. Em suma, as professoras envolvidas nestapesquisa apresentam a representação de reescritavoltada à revisão do texto e adequação dalinguagem para a prática social, em que todos ostextos precisam ser reescritos, constituindo-se umprocesso, voltado à avaliação do aluno, noentanto, essas concepções estão distantes daprática de sala de aula.
  30. 30. Milagresacontecemquando a gentevai à luta!!OTM
  31. 31. Referências SCHNEWULY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos: estudo e ensino,Campinas: Mercado das Letras, 2004. BULEA, Ecaterina. Linguagem e efeitos desenvolvimentais na interpretação daatividade. Campinas, SP, Mercado de Letras, 2010. ______. (VOLOSHINOV, Valentin). Marxismo e Filosofia da Linguagem. 7ª Edição, SãoPaulo, Hucitec, 1995. VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processospsicológicos superiores. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1988. KERSCH, Dorotea Frank; GUIMARÃES, Ana Maria Mattos. Por uma formação continuadacooperativa: o desenvolvimento do processo educativo de leitura e produção textual escrita noensino fundamental no contexto de um município brasileiro. In: SIMPÓSIOINTERNACIONAL DE ESTUDOS DOS GÊNEROS TEXTUAIS - SIGET, 6., 2011, Natal. Anais...Natal: UFRN, 2011. Disponível em: <http://www.cchla.ufrn.br/visiget/pgs/pt/anais/Artigos/Dorotea%20Frank%20Kersch%20%E2%80%93%20UNISINOS%20e%20Ana%20Maria%20Mattos%20Guimar%C3%A3es%20%E2%80%93%20UNISINOS.pdf >. Acesso em: 20 dez. 2011. BORTONI-RICARDO, Stella Maris. O professor pesquisador: introdução à pesquisaqualitativa. São Paulo, Parábola, 2008. CRESSWELL, John W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 3. ed.Porto Alegre: Artmed, 2010.

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