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O consumo de drogas lícitas e ilícitas por mulheres no Brasil: uma leitura sob a perspectiva de gênero

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Reflexões sobre o consumo de drogas por mulheres, a partir da perspectiva de gênero. É consenso entre as pesquisas que homens usam mais drogas ilícitas, como cocaína, maconha, álcool e anabolizantes e mulheres, drogas lícitas, como anfetamínicos e ansiolíticos. Esses dados evidenciam a invisibilidade da dependência química das mulheres e nos fazem questionar as formas de tratamento naturalizadas que silenciam o sofrimento e reasseguram a conformidade das mulheres às normas sociais. O consumo de drogas, que poderia ser um ato subversivo para as mulheres, torna-se mais uma forma de controle e desempenho dos papéis de gênero esperados. Dados encontrados em levantamentos recentes como o uso na vida de tabaco e álcool maior no gênero feminino comparado ao masculino e ainda, mulheres que fazem uso de drogas ditas masculinas, apontam para a necessidade de pesquisas qualitativas para uma escuta da subjetividade dessas mulheres e uma leitura sociocultural do fenômeno.

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O consumo de drogas lícitas e ilícitas por mulheres no Brasil: uma leitura sob a perspectiva de gênero

  1. 1. O CONSUMO DE DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS POR MULHERES NO BRASIL: UMA  LEITURA  SOB  A  PERSPECTIVA  DE  GÊNERO   Fernanda  Valen;n     Valeska  Zanello  e  Maria  Inês  Gandolfo  
  2. 2. DROGAS VIOLÊNCIA CRIMINALIDADE POBREZA
  3. 3. DROGAS LÍCITAS Antidepressivo Ansiolítico ILÍCITAS       Maconha Cocaína Anabolizante
  4. 4. A PERSPECTIVA DE GÊNERO
  5. 5. Diferenças biológicas à Diferenças sociais Movimento Feminista Contemporâneo Gênero  
  6. 6. Cada mulher vive não apenas de suas condições materiais de vida, mas também a partir de uma construção teórica apreendida sobre ser mulher. (Lagarde, 2011)
  7. 7. MULHERES DROGADITAS: PARA ALÉM DO DESEJO DE CONQUISTA
  8. 8. MERCADO DE TRABALHOo CORPO PERFEITO EDUCAÇÃO DOS FILHOS TRABALHO DOMÉSTICO SENTIMENTO DE FRACASSO CUIDADO DA FAMÍLIA QUALIFICAÇÃO CULPA VIOLÊNCIA
  9. 9.     QUEM É A MULHER DROGADITA? sobre drogas invisíveis
  10. 10. MAGRAS E CALMAS gerenciamento e regulação dos corpos femininos TODA MULHER PODE (E DEVE) SER BELA do poder repressivo ao poder constitutivo
  11. 11. É fundamental repensar a utilização de benzodiazepínicos e anfetamínicos, sob pena de legalizar e invisibilizar o alto índice de dependência das mulheres consumidoras destas drogas. (Zanello, 2010)
  12. 12. MULHERES USUÁRIAS DE DROGAS ILÍCITAS: performance subversiva de gênero?
  13. 13. Poucos dados sobre o consumo de substâncias psicoativas ilícitas entre mulheres. Dificuldade em elaborar estimativas exatas sobre o consumo e suas implicações. VERGONHA MEDO DE JULGAMENTO FALTA DE HABILIDADES TÉCNICAS DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
  14. 14. TRIPLA EXCLUSÃO Marginalizadas pela pobreza Criminalizadas pelo o uso de drogas Discriminadas por serem mulheres
  15. 15. A influência dos homens sobre as mulheres para início e manutenção do consumo de substâncias psicoativas é consenso na literatura especializada. (Cruz, 2014)
  16. 16. Consumo de Drogas Prostituição
  17. 17. NOVOS DADOS, NOVAS HIPÓTESES •  Uso na vida de tabaco foi maior no gênero feminino levantamento entre estudantes do Ensino Fundamental e Médio das Redes Públicas e Privadas. •  Uso de álcool predominante nas meninas em comparação com o gênero masculino (CEBRID, 2010)
  18. 18. Considerações Finais •  Consumo de drogas: mais uma forma de controle e desempenho dos papéis de gênero esperados. •  Pesquisas qualitativas para uma escuta da subjetividade dessas mulheres e do sentido subjetivo relacionado ao uso destas drogas. •  As políticas públicas atuais preocupa-se mais com a manutenção da ordem do que com a promoção da saúde das mulheres.
  19. 19. Referências Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (2010). VI Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio das Redes Pública e Privada de Ensino nas 27 Capitais Brasileiras. São Paulo/Brasília: CEBRID/UNIFESP/ SENAD. Cruz, V. D. (2014). Sociodemographic conditions and patterns of crack use among women. Texto contexto – enferm. 23(4), 1068-1076. Lagarde, M. (2011). Los Cautiverios de las Mujeres: Madresposas, Monjas, Putas Presas Y Locas, Veinte Años Después. Madrid. San Cristóbal. Zanello, V. (2010). Mulheres e loucura: questões de gênero para a psicologia clínica. Em C. S. K. C. Tarouquella, T. M. C. Almeida, & V. Zanello (Orgs.), Gênero e feminismos: convergências (in)disciplinares (pp. 307-320). Brasília: ExLibris.  
  20. 20. Obrigada! Fernanda Valentin mtfernandavalentin@gmail.com Valeska Zanello valeskazanello@uol.com.br Maria Inês Gandolfo inesgandolfo@gmail.com

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