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A gênese da fome no Sul: 
integração no mercado mundial, 
acesso à terra e êxodo rural 
Sociologia V 
1
A articulação necessária e complementar entre a miséria colonial e a 
pujança dos impérios ocidentais, especialmente...
A fome como resultado. 
• A miséria mais concreta, medida nos números 
astronômicos dos milhões de mortos, é a 
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Fome: Império e Capital 
• As secas mais destrutivas que o mundo já 
conhecera resultaram não apenas da coincidência 
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Conexões 
• Processos econômicos internacionais mostram a 
outra faceta da época áurea da ascensão 
capitalista, apres...
Contorno do problema. 
• Três aspectos da nova relação entre a periferia 
colonial e o centro europeu do sistema foram ...
Clima e Terceiro Mundo. 
• Uma parte do livro é dedicada à história da 
meteorologia e da identificação do fenô- men...
Fome e Política 
• As fomes do período contemporâneo foram 
atribuídas à fenômenos climáticos 
incontroláveis e à ...
Levantes e insurreições. 
• As reações por meio de insurreições e levantes, 
especialmente os de tipo messiânico, for...
Climatologia e Política 
• A análise de Mike Davis abrange a história, a 
climatologia e a teoria social para elaborar u...
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Presentation fome ri soc v

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Fome, Clima, Ecologia, Política

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Presentation fome ri soc v

  1. 1. A gênese da fome no Sul: integração no mercado mundial, acesso à terra e êxodo rural Sociologia V 1
  2. 2. A articulação necessária e complementar entre a miséria colonial e a pujança dos impérios ocidentais, especialmente o Império britânico decadente, na época vitoriana. HOLOCAUSTOS COLONIAIS MIKE DAVIS 2
  3. 3. A fome como resultado. • A miséria mais concreta, medida nos números astronômicos dos milhões de mortos, é a impressão mais bruta e direta provocada pela leitura deste livro, que desvela fatos de uma “história secreta” cujas proporções nunca foram tão bem sublinhadas. Para Davis, poucos historiadores conseguiram perceber que o final do século XIX trouxe uma “radical divisão de águas na história da humanidade”. Uma das exceções foi Karl Polanyi que, em 1944, já identificava que “a verdadeira origem das fomes nos últimos cinqüenta anos foi a livre comercialização de grãos, combinada com a falta de rendimentos locais” (p. 19). 3
  4. 4. Fome: Império e Capital • As secas mais destrutivas que o mundo já conhecera resultaram não apenas da coincidência dos ciclos meteorológicos com os ciclos da depressão econômica, espe- cialmente a partir da crise de 1873, mas, sobretudo, da política econômica imperial que dominou as economias coloniais com novos e refinados mecanismos de exploração. As ondas de mortes pela fome ocorridas em três grandes picos (1876-1879; 1889- 1891; 1896-1902) representam um dos mais terríveis processos de genocídio da história contemporânea. 4
  5. 5. Conexões • Processos econômicos internacionais mostram a outra faceta da época áurea da ascensão capitalista, apresentada como uma era de indústria, progresso e expansão civilizatória. A acumulação de capital no centro do sistema se deu, mais uma vez, com uma imensa extração de renda da periferia, cujo custo foi algo em torno de ao menos 50 milhões de mortos de fome, especialmente na China e na Índia. • As políticas econômicas adotadas pelo governo inglês na Índia essa provocaram a catástrofe social. 5
  6. 6. Contorno do problema. • Três aspectos da nova relação entre a periferia colonial e o centro europeu do sistema foram decisivos para os terríveis resultados ocorridos: a incorporação forçada da produção de pequenos proprietários de terra nos circuitos financeiros e de mercadorias controlados do exterior; a queda nos preços mundiais dos produtos da agricultura tropical; e a confiscação pelo imperialismo da autonomia fiscal local, que impediu a manutenção de políticas tradicionais de proteção aos camponeses em épocas de seca, especialmente com o colapso dos sistemas de abastecimento de água e irrigação. 6
  7. 7. Clima e Terceiro Mundo. • Uma parte do livro é dedicada à história da meteorologia e da identificação do fenô- meno do aquecimento das águas do Pacífico, chamado de El Niño, assim como o fenôme- no oposto, de esfriamento das águas, chamado de La Niña. As pesquisas em climatologia puderam identificar precisamente as flutuações na temperatura dos oceanos e suas consequências nos ciclos meteorológicos numa escala de muitas décadas até os dias atuais, quando o aquecimento global antropogênico aumenta os desequilíbrios climáticos e a oscilação da temperatura dos oceanos. 7
  8. 8. Fome e Política • As fomes do período contemporâneo foram atribuídas à fenômenos climáticos incontroláveis e à própria responsabilidade dos nativos, supostamente incapazes de ga-rantir alimentação para si próprios. A obra de Mike Davis vem mostrar as causas políti- cas e econômicas desses desastres que consolidaram o poder dos Impérios europeus e fadaram os povos asiáticos a uma miséria crônica e estrutural. 8
  9. 9. Levantes e insurreições. • As reações por meio de insurreições e levantes, especialmente os de tipo messiânico, foram generalizadas. Desde os boxers na China, passando pelos rebeldes filipinos, até chegar ao movimento de Canudos e à pregação do Padre Cícero no sertão do Ceará, encontram-se as mesmas causas estruturais: desagregação das comunidades tradicionais devido a integração de suas economias de subsistência aos ditames do mercado mundial, que impôs a grande plantação de agro-exportação (no caso do Ceará o algodão foi o responsável pelo desmatamento e desagregação da estrutura de subsistência tradicional). Nenhuma destas rebeliões, contudo, pôde ser vitoriosa diante dos exércitos europeus e mercenários, armados de fuzis de repetição e de meios ágeis de transporte. 9
  10. 10. Climatologia e Política • A análise de Mike Davis abrange a história, a climatologia e a teoria social para elaborar uma ecologia política da fome que serve de instrumento para a compreensão da dinâmica de estabelecimento da hegemonia dos impérios contemporâneos, especialmente a Inglaterra e os Estados Unidos, diante da maioria do planeta. É uma obra indispensável para a compreensão das desigualdades do mundo atual e de sua gênese histórica, baseadas não em fenômenos “naturais” mas numa deliberada política imperial de dominação, opressão e genocídio organizado. 10

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