Aula 4 Adaptacoes Cardiovasculares Ao Exercicio

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Aula 4 Adaptacoes Cardiovasculares Ao Exercicio

  1. 1. Felipe P Carpes [email_address] www.ufsm.br/gepec/fisioex Adaptações ao exercício Cardiovasculares, respiratórias e cardiorrespiratórias
  2. 2. Adaptações cardiovasculares ao exercício
  3. 3. Objetivos do aprendizado  Entender como os componentes do sistema cardiovascular se adaptam a mudanças decorrentes do treinamento  Compreender como o sistema cardiovascular de adapta para controlar o desempenho  Identificar as alterações em parâmetros cardiovasculares durante o exercício
  4. 4. Principais funções cardiovasculares  Entrega  Remoção  Transporte  Manutenção  Prevenção
  5. 5. O coração
  6. 6. Quando se contrai, ejeta o sangue em direção às artérias, na fase chamada de  sístole . Quando relaxa, recebe o sangue proveniente das veias, na fase chamada  diástole . A  grande circulação  ou  circulação sistêmica  é o movimento do sangue que sai pela aorta e retorna pelas veias cavas inferior e superior de volta ao átrio esquerdo ( abaixo do coração ). A  pequena circulação  ou  circulação pulmonar  é o movimento do sangue que sai do ventrículo direito através da artéria pulmonar, passando pelos capilares pulmonares ( local onde o sangue entra em contato com o leito alveolar e é oxigenado ). Depois de oxigenado o sangue retorna para o átrio esquerdo através das veias pulmonares, seguindo para o ventrículo esquerdo e a grande circulação ( acima do coração ).
  7. 7. Miocárdio  Espessura varia diretamente com o stress sobre as paredes nas câmaras cardiacas  Ventrículo esquerdo tem maior camada muscular (envia sangue para toda a circulação sistêmica) do que o direito (sangue para circulação pulmonar)  Com exercício vigoroso, o tamanho do ventrículo esquerdo aumenta.  Todas as fibras contraem juntas – canais entre as células permitem passagem de íons e então a contração ocorre como um todo
  8. 8. Sistema de condução intrínseca
  9. 9. Controle extrínseco do coração  Sistema nervoso parassimpático diminui a FC e a força da contração, diminui a glicose sanguínea, e a diminuição da adrenalina <ul><li>Sistema nervoso simpático é estimulado pelo stress para aumentar a FC e a força de contração – acetilconina (colinérgicos) </li></ul><ul><ul><ul><li>pode acelerar os batimentos cardíacos; dilatar as passagens dos brônquios; constringir vasos sanguíneos; aumentar o peristaltismo do esôfago; causar a dilatação da pupila; além de aumentar a pressão sanguínea. As mensagens aferentes podem transmitir sensações como calor, frio ou dor. </li></ul></ul></ul>
  10. 10. A FC de repouso em adultos é de 60 a 85 bpm. No entanto, o treinamento contínuo de endurance pode diminuir a FC de repouso para valores de até 35 bpm. Acredita-se que essa FC muito baixa resulte da diminuição da FC intrínseca do coração e aumento da estimulação parassimpática. A diminuição na FC de repouso em resposta ao treinamento de endurance é diferente da bradicardia patológica, um distúrbio na FC de repouso
  11. 11. Volume de ejeção e débito cardíaco Volume de ejeção ou volume sistólico (VE, VS)  Volume diastólico final (VDF) — volume de sangue no ventrículo antes da contração  Volume sistólico final (VSF) — volume de sangue que permanece no ventrículo após a contração  VE = VDF – VSF  Volume de sangue bombeado por contração (sístole)  Volume sanguíneo total bombeado pelo ventrículo por minuto Débito cardíaco (DC)  DC = FC · VE
  12. 12. No exercício
  13. 13. Exercício demanda O 2 aos músculos 15-25x suprir a demanda de O2 sistema cardiocirculatório remover produtos degradação transportar nutrientes regular temperatura Ajustes: DC Redistribuição do fluxo sanguíneo
  14. 14. DC proporcional à taxa metabólica do exercício VO 2 e DC = relação linear VS até 40% VO 2 , depois o aumento do DC é somente pela FC.
  15. 15. Exercício braço x perna: braço PA (vasoconst grupos musc inativos e maior fluxo simpático ao coração)
  16. 16. Exerc prolongado: DC mantido (desvio cardiovascular VS, FC) temp corporal = vasodilatação cutânea/desidratação = reduz luz do plasma  VS Qnto + quente maior o FC para compensar VS.
  17. 18. Venoconstrição Bomba muscular Bomba respiratória
  18. 19. Respostas cardiovasculares ao exercício agudo  Fluxo sanguíneo e pressão sanguínea mudam  Resultado da tentativa do corpo em manter a demanda e sua eficiência  FC, VE e DC aumentam
  19. 20. FC de repouso  Averages 60 to 80 beats per minute (bpm); can range from 28 bpm to above 100 bpm  Tends to decrease with age and with increased cardiovascular fitness  Is affected by environmental conditions such as altitude and temperature
  20. 21. FC máxima  O maior valor observado em um exercício máximo  Muda lentamente ano após ano  Pode ser estimada : FCmax = 220 – idade
  21. 22. FCmax de 225 sujeitos com idade entre 4 e 33 anos Roberts and Landwehr, JEP, 2002
  22. 23. Dados de 196 sujeitos considerando idade entre 11 e 33 anos
  23. 24. 132 indivíduos que realizaram 908 TPM de 1978 -2003 FCmáx= 206,9 – 0,67 · idade
  24. 25. FC e intensidade
  25. 26. FC Reserva (Karvonen) <ul><li>FCRes = FCMax - FCRep </li></ul><ul><li>FCAlvo = %FCRes + FCRep </li></ul><ul><li>EXEMPLO: </li></ul><ul><li>FCMax = 200; FCRep = 60 </li></ul><ul><li>FCRes = 200 - 60 = 140 bpm </li></ul><ul><li>FCAlvo = 60% 140bpm + 60 = 144 bpm </li></ul>
  26. 27. FC e VO 2
  27. 28. Estado estável da FC  Platô na FC  Ótima FC para satisfazer demandas circulatórias da taxa de trabalho experimentada  Quanto menor a FC no estado estável, mais eficiente está sendo o trabalho cardíaco
  28. 29. Volume de ejeção ou sistólico  Determinante da endurance cardiorrespiratória em taxas máximas de produção de trabalho  Aumenta com o aumento da taxa de trabalho sendo maior que 40% a 60% do máximo  Pode então continuar aumentando durante o exercício máximo  É influenciado pela posição do corpo
  29. 31. VE em ciclistas
  30. 32. Aumento do VE durante o exercício  Mecanismo de Frank Starling – maior distensão do miocárdio leva a maior força de contração  Aumento da contratibilidade ventricular  Diminuição da resistência periférica total devido a maior vasodiltação dos vasos sanguíneos para os músculos ativos
  31. 33. Débito cardíaco  No repouso é aproximadamente de 5,0 L/min.  Aumenta entre 20 a 40L/min diretamente relacionado com aumento da intensidade do exercício  O aumento do DC depende do tamanho do corpo e condicionamento de endurance  When exercise intensity exceeds 40% to 60%, further increases in Q are more a result of increases in HR than SV. .
  32. 35. VE Volume de sangue bombeado por contração (sístole) DC Volume sanguíneo total bombeado pelo ventrículo por minuto DC = FC · VE FC batimentos por minuto A manutenção do DC durante a atividade varia em dependência da FC e VE
  33. 36. Pressão arterial - PA Exercício de endurance cardiovascular  PA sistólica aumenta em proporção direta com a intensidade do exercício  PA diastólica muda pouco ou nada durante exercício de endurance cardiovascular, independente da intensidade
  34. 37. Respostas da PA
  35. 38. Resumo <ul><li>Com aumento da intensidade, FC, VE e DC aumenta para prover mais sangue aos tecidos </li></ul> Mais sangue sai do coração durante o exercício permitindo que mais O2 e nutrientes cheguem aos músculos e mais metabólitos sejam removidos rapidamente Adaptações Cardiovasc ao exercício  A distribuição do fluxo muda do repouso para o exercício conforme o sangue é redirecionado para músculos e sistemas que precisem dele continua
  36. 39. Resumo  PA sistólica aumenta com a intensidade do exercício enquanto a diastólica permanece pouco alterada  PA aumenta durante exercício de resistência em alta intensidade devido a manobra de Valsalva (↑ pressão intra-torácica, ↓ fluxo sanguíneo ao coração) Adaptações Cardiovasc ao exercício

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