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Perspectivas do setor de celulose para a economia gaúcha e brasileira - Walter Lídio Nunes

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Palestra realizada em lançamento da publicação FEE Setorial, analisando o segmento de Celulose de Mercado.

Apresentação: Fernanda Queiroz Sperotto (Economista da FEE)
Palestrantes:
- Walter Lídio Nunes (Presidente da Celulose Riograndense), com o tema “Perspectivas do setor de celulose para a economia gaúcha e brasileira”.
- Darci Antônio Tartari (Diretor Técnico da Superintendência do Porto de Rio Grande), com o tema “Efeitos da expansão do setor de celulose para a dinâmica regional do Estado”
Local: auditório da FEE
Data: 08/11/2016

Published in: News & Politics
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Perspectivas do setor de celulose para a economia gaúcha e brasileira - Walter Lídio Nunes

  1. 1. “Perspectivas do setor de celulose para a economia gaúcha e brasileira” Dados: IBA – AGEFLOR - POYRY
  2. 2. O Setor Florestal no Mundo Produção mundial de madeira 3,3 bilhões de m3 Produto bruto do cluster US$ 1 trilhão Comercio mundial Mais de US$ 300 bilhões
  3. 3. Produção de celulose – papel - laminados CELULOSE PAPEL LAMINADOS
  4. 4. Participação brasileira no mercado global celulose PRINCIPAIS PRODUTORES DE CELULOSE PARAMERCADO Consumo mundial de fibra para papel cresce 1,6 % a.a. Ate 2025 a demanda por fibra curta virgem (BHKP) crescerá mais 15 milhões de ton. A China dobrará o consumo de BHKP ate 2025 chegando a 17 milhões de ton. Em media 3 milhões de ton de celulose kraft tem sido desativadas ou integradas por ano. fibra curta branqueada Fibra branqueada curta + longa
  5. 5. COMPETITIVIDADE: custo da celulose (posto Porto de Roterdam) Fonte: Pöyry
  6. 6. Elementos de um arranjo de base florestal TORAS DE MADEIRA FINS INDUSTRIAIS COMBUSTÍVEL SERRADOS PAINÉIS Madeira Sólida Reconstituídos Compensados Lâminas Aglomerados MDF Chapas de Fibra OSB HDF POLPA Pasta de alto rendimento Celulose Lenha PAPEIS e EMBALAGENS P R O D. E N G E N H E I R A D O S FATORES ESTRUTURANTES Logística, energia, água, recursos humanos, legislação, tributação, tecnologia, etc.... Industrias diversas de equipamentos, instalações e serviços Outros Arranjos: Metal mecânico Químico Etc... Plantios Florestais M E R C A D O S PROD. QUÍMICOS Biorefinaria Carvão Bicombustível Florestas Naturais Químicos derivados C. solúvel Tecidos
  7. 7. UM OLHO NO FUTURO: TECNOLOGIAS DE BIOREFINARIAS Celuloses modificadas, com múltiplas aplicações Sugar platform Oil & Fats platform Bioplastics Surfactants Lubricants Solvents Bio-based fuels & chemicals Coca Cola’s plant bottle Disposable plates & cups Automotive interior Detergents Healthcare & cosmetics Industrial cleaners Marine oils Chainsaw lubricants Drilling fluids Paint & coatings Inks De-icing agents e.g tall oil rosins, ethylene, lactic acid, propylene glycol, propanediol, farnesene, succinic acid, butanediol
  8. 8. APLICAÇÕES COM CELULOSES MODIFICADAS Celuloses modificadas, com múltiplas aplicações, por exemplo substituindo gel super-absorvente em produtos para higiene pessoal
  9. 9. FLORESTAS PLANTADAS Cenário atual: principais conclusões • A tendência é a expansão da oferta de fibra curta e em especial eucalipto (produtividade + propriedades da fibra + tecnologia do papel). • A expansão ocorrerá no hemisfério sul (produtividade florestal). • Reformulação no cluster florestal do hemisfério norte (pesquisas de tecnologias - valor adicionado para as bases florestais existentes). • Novas tecnologias de biorefinarias para uso da madeira e outras biomassas. • O impacto da engenharia genética com criação de plantas transgênicas trarão uma nova etapa de desenvolvimento. • O Brasil deve liderar a implantação de novas unidades de celulose (existem entraves que poderiam estimular ainda mais esta tendência). • Oportunidades com os compromissos da COP 22.
  10. 10. • Área Plantada: 7,8 milhões de Há (34% celulose) • Áreas de preservação: 5,6 milhões de ha • Ocupação do território nacional: 0,8% • Receita Bruta: R$ 69 bilhões (6% PIB) • Tributos Pagos: R$ 11,3 bilhões • Empregos: 3,8 milhões (diretos/indiretos/efeito renda) • Exportações: US$ 9 bilhões (4,7 % do Brasil) • Saldo da Balança Comercial: US$ 7,7 bilhões • Produção de Celulose: 17,4 milhões de t/ano • Exportação de Celulose: 9,43 milhões de t/ano (4,7 % export. Brasil) • Investimentos: R$ 10,5 bilhões Indústria de base florestal brasileira - 2015
  11. 11. • Área Plantada certificada Cerflor/FSC: 5,5 milhões de Há • Investimento sociais: R$ 285 milhões (2 milhões de pessoas) • Programas de fomento florestal: 19 mil famílias • Estoque de carbono: 1,7 bilhão de ton de CO2 equivalente • Investimentos: R$ 10,5 bilhões Indústria de base florestal brasileira - 2015
  12. 12. 6.4 ton cel/ha.ano 12 ton cel/ha.ano 16 ton cel/ha.ano início hoje futuro: 2030 Tecnologia e Produtividade florestal : Evolução do Incremento médio anual (celulose) Tecnologias de Hibridização Controlada Com Propagação Clonal
  13. 13. Competitividade florestal – evolução de 2003 para 2013: Evolução do Custo Real de Produção de Madeira (U$/m3s)
  14. 14. CELULOSE: reposicionamento da competitividade • Aumentar a escala de produção das plantas industriais e integrar tecnologias de bio refinarias. • Incrementar a diferenciação e a inovação através de P & D, em toda a cadeia de valor (floresta/indústria/mercado); • Maximizar a produtividade das florestas, através da desenvolvimento tecnológico e transgenia; • Foco na redução dos custos ( principalmente da madeira), via excelência operacional; Reduzir o impacto do “custo Brasil”. • Viabilizar estratégias para competir com os novos entrantes – mercado asiático; • Desenvolver produtos e serviços específicos para os clientes;
  15. 15. Plantios florestais no RS USO ÁREA ( M ha) % do RS Campo 11,6 41,4 Agricultura 6,3 22,5 Florestas nativas 4,7 16,8 Capoeirão 2,0 7,4 Água 2,0 7,2 Plantios florestais** 1,1 3,4 Afloramentos rochosos, dunas e banhados 0,4 1,3 TOTAL 28.1 100,0 49,5% = Plantios 51,5% = Áreas de Preservação APP, RL, RPPN)
  16. 16. Plantios Florestais no Contexto Socioeconômico Estadual  Participação no PIB do RS = 3,4%  Faturamento anual = R$ 8,2 bilhões (15,6% do nacional do setor)  Geração anual de empregos = 326 mil (diretos e indiretos, nos diversos setores da indústria de base florestal)  3 mil indústrias do setor de madeiras  2,7 mil indústrias de móveis  420 estabelecimentos no setor de papel, celulose e artefatos gera 10 mil empregos e representa 1% do PIB gaúcho. Fonte: Ageflor
  17. 17. CMPC CELULOSE RIOGRANDENSE PROJETOS POTENCIAIS DE CELULOSE NO RS
  18. 18. Parecer da AGU - Consequências das Limitações Estabelecidas • Estima‐se que o parecer da AGU para empresas brasileiras de capital estrangeiro esta represando 60 bilhões de reais que poderiam ser investidos até 2017 em 3 setores: Tributos não recolhidos ( 7º. ano ) = R$ 3,5 bilhões Empregos não gerados = 40.000 empregos
  19. 19. a) expansão da fronteira agrícola com o avanço do cultivo em áreas de proteção ambiental e em unidades de conservação; b) valorização desarrazoada do preço da terra e incidência da especulação imobiliária gerando aumento do custo do processo desapropriação voltada para a reforma agrária, bem como a redução do estoque de terras disponíveis para esse fim; c) crescimento da venda ilegal de terras públicas; d) utilização de recursos oriundos da lavagem de dinheiro, do tráfico de drogas e da prostituição na aquisição dessas terras; e) aumento da grilagem de terras; f) proliferação de "laranjas" na aquisição dessas terras; g) incremento dos números referentes à biopirataria na Região Amazônica; h) ampliação, sem a devida regulação, da produção de etanol e biodiesel; i) aquisição de terras em faixa de fronteira pondo em risco a segurança nacional. Parecer da AGU – motivação alegada no parecer: Este é um tema relevante para o BRASIL – alternativas a serem discutidas
  20. 20. Desenvolvimento Cluster de Base Florestal do RS  Modificar o parecer da AGU – atração de fábricas de celulose  Iniciativa de planejar ações segundo conceitos de cluster de base florestal, como os existentes nos países nórdicos.  Desenvolver ou integrar-se em tecnologias de biorefinarias.  Cenários e oportunidades : Green bounds e COP 22.

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