AVANÇOS E INOVAÇÕES NA AVALIAÇÃO
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PÚBLICAS
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PROJETOS

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Políticas Públicas como um campo dentro do ...
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Monitoramento e Avaliação
• Monitoramento é um processo contínuo, que ...
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• INDA: capacidade estatal e democracia
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Sistema de Monitoramento e Avaliação
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Indicadores de Desempenho
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Sistema de Monitoramento e Avaliação
Ferramentas para
análise comparat...
4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

Comparação PPA 2008-2011 / 2012-2015

Fonte: SOUZA MELO, 2012, p. 46.
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Sistemas de M&A

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Avanços, Inovações e Desafios
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4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS

VI Seminário Nacional da Rede Brasileira de
Monitoramento e Avaliação
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REFERÊNCIAS
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BARROS, A.; CANABARRO, D. R.; CEPIK, M. A. C. “Para além da e-Ping: o desenvolvimento de
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MUITO OBRIGADO
Marco Cepik
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FORMAS e TENDÊNCIAS DA AVALIAÇÃO

Quanto à temporalidade
1. Avaliação ex-ante: realizada antes do início de
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2. Avaliação ex-post: realizada após a
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• Mede resultados e impactos.
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QUANTO AO OBJETO
1. Avaliação de processo:
• Avaliação para identificar os aspectos da
implementação;
• Considera insumos,...
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• Avaliação de resultados;
• Busca conhecer os efeitos produzidos pelo
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Marco Cepik Diretor do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo - AVANÇOS E INOVAÇÕES NA AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS - 2013

  1. 1. AVANÇOS E INOVAÇÕES NA AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Marco Cepik Diretor do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo
  2. 2. PLANO DE APRESENTAÇÃO 1) Apresentação CEGOV 2) Democracia, Capacidade Estatal e Era Digital 3) Modelo Integrado de Transformação Institucional 4) Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  3. 3. 1 APRESENTAÇÃO CEGOV CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  4. 4. 1) APRESENTAÇÃO CEGOV O Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) é um centro interdisciplinar vinculado à Reitoria, cujo objetivo é estudar a ação governamental no Brasil e no mundo. CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  5. 5. 1) APRESENTAÇÃO CEGOV PROJETOS CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  6. 6. 2 DEMOCRACIA, CAPACIDADE ESTATAL E ERA DIGITAL CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  7. 7. 2) DEMOCRACIA, CAPACIDADE ESTATAL E ERA DIGITAL • DEMOCRACIA diz respeito à combinação dos valores obtidos a partir da institucionalização de mecanismos universais de participação e de exercício do direito à oposição política. Requisitos (Dahl, 1971): i) ii) iii) iv) v) vi) vii) viii) CEGOV a liberdade de formar e aderir a organizações; a liberdade de expressão; o direito de voto; elegibilidade para cargos públicos; o direito de políticos disputarem apoio e votos; a existência de fontes alternativas de informação; eleições livres e idôneas; instituições para fazer com que as políticas governamentais dependam de eleições e de outras manifestações de preferências. V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  8. 8. 2) DEMOCRACIA, CAPACIDADE ESTATAL E ERA DIGITAL • CAPACIDADE ESTATAL relaciona-se ao conjunto de características funcionais e institucionais dos Estados contemporâneos, relativas: – à mobilização de recursos sociais, – à produção de regras e à adjudicação de conflitos, – ao provimento de bem-estar e segurança (WEISS, 1998; BELL & HINDMORE, 2009). CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  9. 9. 2) DEMOCRACIA, CAPACIDADE ESTATAL E ERA DIGITAL • Democracia e capacidade estatal relacionam-se em um processo aberto, de reforço mútuo (autocatalítico), sujeito aos desafios de adaptação a contextos tecnológicos, demográficos, temporais e socioeconômicos variáveis. “Sem uma adequada capacidade institucional de fazer valer as regras e implementar as decisões tomadas pelos sujeitos políticos, ou sem a capacidade de garantir o cumprimento dos direitos e deveres associados à cidadania, um regime democrático torna-se *...+ ‘um pacto suicida’” (CEPIK, 2005: 78). CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  10. 10. 2) DEMOCRACIA, CAPACIDADE ESTATAL E ERA DIGITAL capacidade estatal zonas de autoritarismo zona de cidadania 1 0 0 democracia 1 zona de tirania fragmentada Fonte: Tilly (2003) CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  11. 11. 2) DEMOCRACIA, CAPACIDADE ESTATAL E ERA DIGITAL policy-seeking office-seeking partidos competem cidadãos problemas e temas mídia grupos de interesse participam governo representação sistema eleitoral governo + burocracia sistema partidário formação de políticas estrutura mediação de interesses resultados políticas públicas CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  12. 12. 2) DEMOCRACIA, CAPACIDADE ESTATAL E ERA DIGITAL • ERA DIGITAL: – Aumento da capacidade de criação, processamento, acesso, partilha e de informações. – Concentração e redistribuição das condições de exercício de poder político. – Habilitação de novas dinâmicas produtivas e colaborativas entre os diferentes atores sociais. – Integração o local, o regional, o nacional e o internacional. – Impacto na forma com a qual os Estados organizam sua burocracia, interagem com seus cidadãos, fazem a guerra, e constroem alternativas institucionais para a resolução de seus conflitos. CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  13. 13. 2) DEMOCRACIA, CAPACIDADE ESTATAL E ERA DIGITAL Vigilância Banco de Dados A Banco de Dados A Controle Diagnóstico Capacidade Estatal Tomada de decisão Banco de Dados B Banco de Dados B Monitoramento Gestão Avaliação Banco de Dados C Banco de Dados C Banco de Dados D Banco de Dados D Acesso à Informação Controle Social Democracia Transparência CEGOV Participação V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  14. 14. 3 MODELO INTEGRADO DE TRANSFORMAÇÃO INSTITUCIONAL (MITI) CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  15. 15. CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  16. 16. 4 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  17. 17. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Definindo Políticas Públicas Política como conflito ubíquo na sociedade e como problema constitucional (coordenação dos sujeitos e organização dos conflitos); objeto da Ciência Política. Políticas Públicas como campo de estudos focado na organização do processo de interação entre os lados do input e do output do processo decisório governamental e seus conflitos inerentes. Política pública é o “Estado em Ação” Politics, Policy and Polity Fonte: Reis (2000) CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  18. 18. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Mais Algumas Definições • Políticas Públicas como um campo dentro do estudo da política que analisa o governo à luz de grandes questões públicas - Mead (1995) • Políticas Públicas como um conjunto de ações do governo que irão produzir efeitos específicos - Lynn (1980) • Política pública é a soma das atividades dos governos, que agem diretamente ou através de delegação, e que influenciam a vida dos cidadãos - Peters (1986) • Política pública como “o que o governo escolhe fazer ou não fazer”. - Dye (1984) • Política pública como análise sobre quem ganha o quê, por quê e que diferença isso faz - Lasswell (1936) Fonte: Souza (2006:24) CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  19. 19. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Por que Avaliar e Monitorar Políticas Públicas? Porque esta é a maneira mais eficiente, eficaz, efetiva e legítima de lidar com os problemas de assimetria informacional previstos pela teoria de agente e principal: seleção adversa de agentes e risco moral. Seja S o conjunto de resultados ou estados possíveis observáveis apenas pelo executor (agente). Seja A o conjunto de ações do agente observáveis apenas por ele próprio. E seja Q o conjunto de resultados ou estados possíveis observáveis por ambos, agente e principal. Portanto, um resultado Q depende de incentivos (os quais têm custo) proporcionados pelos principais para os agentes: I = ɸ (Q). Os agentes então escolhem suas ações A maximizando sua utilidade esperada EU, a qual depende do conjunto de estados observáveis pelo próprio agente e pelos principais: max [EU (A,I, S)]. Ou seja, o resultado Q buscado pelo principal esta relacionado às ações A e o estado S por uma função de produção: Q = Q(A,S). As ações ótimas à dos agentes para produzir o resultado máximo Q são obtidas resolvendo a função de produção por A, ou: à = H(S). Finalmente, a utilidade esperada do principal EV é calculada como uma função das ações à do agente antecipadas pelo principal, o custo para o principal de induzir o agente a otimizar a produção (I = ɸ (~Q)), e o estado relevante S. Ou: EV = EV (ɸ (~Q), ~Q, Ã, S). O problema do principal, portanto, é escolher um sistema de incentivos ɸ que maximize a sua função de utilidade: max[EV]. Sob condições de incerteza, assimetria informacional e racionalidade limitada (SIMON, 1971), o risco moral advém do fato de que as ações, competências e intenções do agente não podem ser plenamente observadas após o pacto, contrato ou investidura. Como se trata de um conflito, pode-se minimizar o problema, mas ele é constituinte da própria política CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  20. 20. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Monitoramento e Avaliação • Monitoramento é um processo contínuo, que utiliza dados sobre indicadores específicos, para fornecer aos interessados informações sobre o desenvolvimento e o progresso no alcance dos objetivos a serem alcançados com a alocação de determinados recursos. • Avaliação como o estudo sistemático e objetivo da concepção, implementação e dos resultados de um projeto, programa ou política, com a finalidade de determinar sua relevância, eficiência, eficácia, impacto e sustentabilidade. Fonte: Kusek e Rist (2004). CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  21. 21. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS • INDA: capacidade estatal e democracia o utilização e cruzamento de dados entre órgãos e esferas de governo, para fins de diagnóstico, monitoramento, avaliação e consequente melhora da tomada de decisão (CHAVES & BRETAS, 2013). o realização do direito à informação (LAI) e fomento da transparência, do controle social, da participação. o Empoderamento da sociedade por meio da utilização dos dados públicos abertos na criação de novos serviços de utilidade pública, bem como na construção de estudos alternativos sobre os resultados da ação estatal. CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  22. 22. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Sistema de Monitoramento e Avaliação Monitoramento e avaliação possuem definições distintas, porém complementares. Monitoramento fornece informações sobre o andamento de uma política, programa ou projeto em determinado momento e em relação às metas e resultados previstos. Por meio da avaliação procuramos analisar processos, produtos e consequências ou impactos da ação coletiva. CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  23. 23. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Sistema de Monitoramento e Avaliação Pontos de interseção entre monitoramento e avaliação Kusek e Rist (2004). – As atividades podem ser sequencialmente complementares, visto que as informações geradas por meio do monitoramento podem gerar questões a serem respondidas pela avaliação, ou o inverso, as informações resultantes de uma avaliação podem originar novas áreas de monitoramento. – As atividades possuem informações complementares, já que tanto o monitoramento quanto a avaliação podem usar os mesmos dados, mas responderem a perguntas diferentes. – As atividades possuem interação, visto que monitoramento e avaliação podem ser utilizados conjuntamente. CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  24. 24. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Indicadores de Desempenho ① Produção ou Output: e.g. alunos formados na UFRGS; quantidade de artigos científicos produzidos ② Impacto: e.g. índice de citações científicas; inserção profissional dos egressos. ③ Consequências ou outcomes: e.g. valor agregado da produção de C&T e contribuição para o PIB da cidade, estado e país; ④ Eficiência: e.g. custo por aluno-ano; relação número alunos por professor. ⑤ Satisfação: e.g. valores atribuídos pelos alunos à qualidade da formação recebida. ⑥ Legitimidade: e.g. índice de citações favoráveis na mídia; manifestações formais da comunidade; desempenho da comunidade acadêmica em avaliações gerais do sistema universitário. CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  25. 25. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Sistema de Monitoramento e Avaliação Ferramentas para análise comparativa no tempo e espaço Pesquisas do IBGE Indicadores estratégicos Indicadores referentes a processos operacionais Sistema Monitoramento e Avaliação Aspetos Técnicos: Interoperabilidade, Portais, Dados Abertos Cadastros públicos Registros de outros ministérios Indicadores de recursos Indicadores de processos Indicadores de resultados Indicadores de eficiência qualidade Registros de gestão dos programas Indicadores de contexto Indicadores de impactos Dados de execução orçamentária Fonte: SOUZA MELO, 2012, p. 46. CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  26. 26. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Comparação PPA 2008-2011 / 2012-2015 Fonte: SOUZA MELO, 2012, p. 46. CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  27. 27. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Sistemas de M&A CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  28. 28. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Dimensões Críticas do M&A Capacidade Estatal Tecnologia da Informação • • • • • • Software x Portal Interoperabilidade (e-Ping) Dados Abertos Data warehouses Integração Tecnologias Móveis • • • • • • • Programas de Governo Políticas Públicas Áreas de Competência Planejamento Estratégico Processos Projetos Execução Orçamentária Estrutura Organizacional • • • • Ciclos de M&A Fluxogramas Regulamentação Competências e atribuições CEGOV Democracia • Transparência • Controle Social • Acesso à Informação V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  29. 29. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Portal de Monitoramento e Avaliação Tecnologia Usuários Portal M&A Indicadores Métodos Análise Políticas Programas PPA PEI Projetos Processo Pessoas Fluxos e Normas CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  30. 30. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS CENTRAL DE M&A CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  31. 31. Exemplos de Monitoramento e Avaliação Portal MEC http://painel.mec.gov.br CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  32. 32. Exemplos de Monitoramento e Avaliação Portal MDS CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  33. 33. Exemplos de Monitoramento e Avaliação Portal MDS http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/PainelBPC/# CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  34. 34. Exemplos de Monitoramento e Avaliação Portal da Saúde http://189.28.128.178/sage/ CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  35. 35. Exemplos de Monitoramento e Avaliação Portal Dados Abertos http://dados.gov.br/ CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  36. 36. Exemplos de Monitoramento e Avaliação VisPública http://vispublica.gov.br/vispublica/index.jsp CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  37. 37. Exemplos de Monitoramento e Avaliação Portal LAI – Governo do Estado do RS http://www.acessoinformacao.rs.gov.br/# CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  38. 38. Exemplos de Monitoramento e Avaliação Portal LAI – Governo do Estado do RS http://www.acessoinformacao.rs.gov.br/# CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  39. 39. Portal Transparêncaia RS Exemplos de Monitoramento e Avaliação http://www.acessoinformacao.rs.gov.br/# CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  40. 40. Portal TCE-RS Exemplos de Monitoramento e Avaliação http://www1.tce.rs.gov.br/portal/page/portal/tcers/institucional/acesso_a_informacao/disponiveis CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  41. 41. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS Avanços, Inovações e Desafios  Portais de Avaliação de Planos e Programas de Governo  Ferramentas de Visualização de Dados  Alinhamento dos Ciclos de M&A com os Ciclos de Planejamento Estratégico e Políticos  Interoperabilidade entre sistemas de informações e bases de dados  Arranjos federativos e coordenação interagência  Capacitação massiva de gestores, agentes políticos e cidadãos CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  42. 42. 4) MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS VI Seminário Nacional da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação Quando: Novembro de 2014 Onde: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Informações: http://www.ufrgs.br/cegov/ http://redebrasileirademea.ning.com/ CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  43. 43. REFERÊNCIAS • BARROS, A.; CANABARRO, D. R.; CEPIK, M. A. C. “Para além da e-Ping: o desenvolvimento de uma Plataforma de Interoperabilidade para e-Serviços no Brasil”. In: BRETAS, N. L.; MESQUITA, C. (ed.). Panorama da Interoperabilidade no Brasil. Brasília: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, 2010, p. 137-157. • BELL, S.; HINDMOOR, A. Rethinking Governance: The Centrality of the State in Modern Society. Nova Iorque, EUA: Cambridge University Press, 2006. • BRASIL. Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI, MP). Uma Arquitetura Referencial para a integração dos sistemas informatizados de governo, AR. Brasília, DF: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, 2006. • BRETAS, N. L.; MESQUITA, C. (ed.). Panorama da Interoperabilidade no Brasil. Brasília: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, 2010. • CHAVES, M., FRANZOSI, E.; GARCIA, A. “AR – Um Modelo de Interoperabilidade Aplicado ao Monitoramento do PAC”. In: BRETAS, N. L.; MESQUITA, C. (ed.). Panorama da Interoperabilidade no Brasil. Brasília: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, 2010, pp. 211-216. • DAHL, Robert. Poliarquia: participação e oposição. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. 1997 [1971]. • FOUNTAIN, J. E. Building the Virtual State. Washington, D.C.: Brookings Institution Press, 2001. CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  44. 44. REFERÊNCIAS • • • • • • • CEGOV KRAEMER, K.; KING, J. Information Technology and Administrative Reform: Will egovernment be Different? International Journal of Electronic Government Research, v. 2, n. 1, p. 1-20, jan-mar, 2006. MELO, Patrícia Coimbra Souza. Monitoramento e avaliação na administração pública federal [manuscrito] : os desafios do PPA 2012/2015 / Patrícia Coimbra Souza Melo. -2012. Disponível http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2525602.PDF acesso em 12/11/2013. PAES, Romulo S. e HELLMANN, Aline G. Policy monitoring and evaluation systems: recent advances in Brazil’s federal public administration. In: Vaitsman et al (editors). Policy Analisys in Brazil. ILPA, 2013. REIS, Fabio W. Mercado e Utopia: teoria política, sociedade brasileira. Edusp, 2000. SOUZA, Celina. ticas blicas: uma o da literatura. In: Sociologias, Porto Alegre, ano 8, no 16, jul/dez 2006, p. 20-45 TILLY, Charles. The Politics of Collective Violence. Cambridge/UK: Cambridge University Press, 2003. WEISS, R. The Myth of the Powerless State. Ithaca, NY, EUA: Cornell University Press, 1998. V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  45. 45. MUITO OBRIGADO Marco Cepik marco.cepik@ufrgs.br www.cegov.ufrgs.br
  46. 46. FORMAS e TENDÊNCIAS DA AVALIAÇÃO Quanto à temporalidade 1. Avaliação ex-ante: realizada antes do início de implementação de um programa. • Identifica se um programa deve ser executado; • Projeta o que aconteceria com algumas características da população beneficiária caso o programa fosse executado; • Compara custos e benefícios da iniciativa com as alternativas disponíveis à sua implantação. • (CHAVES, 2008) CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  47. 47. 2. Avaliação ex-post: realizada após a consolidação ou na fase final de um programa. • Mede resultados e impactos. As avaliações de impacto são geralmente mais caras que as avaliações ex-ante, por exigirem levantamento de dados primários sobre o público-alvo, caso o programa não disponha de um sistema de monitoramento desenvolvido. (CHAVES, 2008) CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  48. 48. QUANTO AO OBJETO 1. Avaliação de processo: • Avaliação para identificar os aspectos da implementação; • Considera insumos, processos e produtos; • Avalia ganhos ou perdas no atendimento às metas do programa junto ao seu público-alvo. 2. Avaliação de resultados: • Avaliação do nível de transformação da situação a qual o programa se propõe a modificar; • Expressa o grau em que os objetivos do programa foram alcançados. (CHAVES, 2008) CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto
  49. 49. 3. Avaliação de impacto: • Avaliação de resultados; • Busca conhecer os efeitos produzidos pelo programa em algum(uns) aspecto(s) da realidade afetada pela sua existência; • Geralmente está relacionada a resultados de médio e longo prazo; • Visa identificar, compreender e explicar as mudanças nas variáveis e fatores relacionados à efetividade do programa. (CHAVES, 2008) CEGOV V Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto

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